História Os olhos do caos - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Original, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


~~LEIAM AS NOTAS FINAIS
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~~LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 5 - A oportunidade


P.O.V Diana

    Sou acordada por raios solares invadindo minha janela me atingindo direto nos olhos. O lugar onde Robbert se encontrava, agora estava vazio. Assumo que já tivesse ido para a faculdade. Olho no relógio na minha mesa de cabeceira e vejo que já era meio dia. Minha cabeça latejava a cada passo que eu dava. Minha vontade era de atravessar o corredor e esmagar a cabeça de Stella na parede, mas, após ver Jack na cozinha, assumo que deveria estar mais cansada que eu.

– Bom dia – Ele sorri – Quer ovo mexido?

    Parando para analisá-lo, Jack era bem bonito. Seu cabelo raspado dava a intenção de ser bem mais velho do que realmente era. Seus olhos eram claros, exatamente como os meus, porém, tinham um tom mais esverdeado. A barba rala dava a entender que fora feita recentemente. Não me admira ele ter chamado a atenção de Stella.

    Aceito os ovos e sento no banco perto da bancada, vendo seu corpo sem camisa, trabalhar numa velocidade incrível. Como Jack conseguia fazer isso tudo? Sou um desastre na cozinha, portanto, nem ofereci ajuda. Com os ovos na minha frente, começo a devorar tudo, junto do café – que ele incrivelmente também havia preparado antes de eu chegar.

– Então, como você e Stella se conheceram? – Pergunto furtiva

    Ele começa a rir, como se estivesse se lembrando do momento.

– Não é algo romântico nem nada. Foi em uma casa noturna aqui perto.

– Por que isso não seria romântico? – Arqueio as sobrancelhas – Dependendo do modo que for contato, pode virar até conto de fadas.

– Não sei – Ele dá de ombros achando graça – Não sou muito ligado nessa vibe de cavalheirismo.

– Se você diz - Tomo meu último gole de café e olho para ele irônica. Ele só podia estar brincando – Sugiro que você vá embora, então. É o que homens costumam fazer. Ah, isso não inclui tomar café da manhã juntos.

    Ele fica sem resposta. Sua boca chega a se abrir, porém, percebe que não havia jeito. Começo a rir e volto para meu quarto para começar a me arrumar para a faculdade. Jack, que eu me lembre, foi a única pessoa a realmente não escapar pela manhã do quarto de Stella. E olha que já presenciei isso várias vezes.

    Não valeria muito a pena ir à faculdade hoje devido à quantidade de aulas que perdi. Meu último tempo terminava duas horas e era praticamente meio dia e meia, agora. Visto um vestido vermelho com uma calça legging. Apesar de estar sol, andar pela sombra era a mesma coisa que nadar em um rio, seminua. Estamos em dezembro, daqui a pouco o inverno começa. Não sou tão fã de frio, porém, esse clima acaba trazendo boas lembranças, como os feriados, por exemplo.

   Assim que chego ao campus, mando uma mensagem para Robbert. O fato de ele ter ido embora sem se despedir me pegou um pouco de surpresa. Normalmente ele deixaria, no mínimo, um bilhete.

“Estou te esperando no café. Já pedi seu almoço”

   Não estava com fome, porém não queria deixá-lo chateado. Enquanto andava até o café, meus ombros pesavam cada vez mais. Nunca fui fã de uma rotina e regras, Robb era para ser algo que me despertasse desse transe, mas, com o tempo, ele acabou se tornando outra rotina padronizada. Acordar, ir para faculdade, vê-lo no almoço, mais aulas e ir para casa. Minha vida acabou se tornando monótona sem eu perceber.

    Ontem, quando Robb disse que ia dormir lá em casa, uma pequena Diana dentro de mim se animou. Estávamos tão acostumados com semanas tediantes que, quando algo mudou, nem percebemos.

    Bom, eu percebi. Ele, não.

Entro na livraria e, ao me direcionar às escadas, percebo dois rostos familiares. Neil e Matt, amigos de Jack que conheci ontem à noite, discutiam baixo sobre qual livro deveriam comprar. Eles pareciam melhores que da última vez que os vi. Seus olhos pareciam mais vivos.

    Neil era bem mais baixo que Matt. Suas raízes eram morenas, mas as pontas de seu cabelo eram tingidas de loiro. Ele não aparentava ser forte, porém tinha certo charme com seus olhos azuis. Já Matt era totalmente o oposto. Seus olhos e seu cabelo eram castanhos e diversas tatuagens contornavam seus músculos. Ele foi o primeiro a me ver e esboçou um sorriso afetuoso.

– Hey. Você a garota de ontem, não é? Desculpe-nos pela invasão.

– Esqueçam isso – Comento rindo e os cumprimentando – Entendo totalmente a situação. O que estão fazendo aqui?

Deixe-me ver. O que será que estão procurando numa livraria? Repreendo-me mentalmente.

– Procurando alguns livros sobre direito – Responde Neil, aparentando não se importar tanto com minha pergunta – E você?

– Vim encontrar meu namorado antes de ir para a aula. Ele está ali em cima no café.

– Você estuda aqui perto? – Matt pergunta

– Universidade de Boston. E vocês?

– Harvard – Dizem em uníssono.

Harvard foi minha primeira opção inicialmente, mas não consegui obter muitos créditos. Achei engraçada a resposta deles. Nunca achei que estariam em Harvard. Pareciam tão livres e amigáveis que não se encaixavam no padrão de “certinhos” que a faculdade demonstrava ser. Preconceitos do dia a dia.

– Bom, temos que ir. Estamos indo alugar uma casa para os feriados – Neil diz contente – Você tem algum plano?

– Oh, não – Digo rindo – Meus pais normalmente me visitam, porém decidiram passar a virada do ano fazendo um tour pela Europa. Provavelmente irei comer congelados no natal e ver fogos de artifícios da varada do apartamento no ano novo.

– Nossa, isso é triste – Matt ri – Está convidada, se quiser ir. Leve sua amiga, Stella, também. Tenho certeza que Jack ficaria muito feliz.

– Matthew! – Neil repreende – Você nem sabe se aquilo vai pra frente.

Dessa vez foi a minha vez de rir.

– Quando acordei, Jack estava fazendo café da manhã para ela.

Temi ter dito algo errado. Seus olhos se arregalaram numa rapidez que até me assustei. Era como se eu estivesse acabado de revelar quem seria o próximo ganhador do Super bowl. Quando se recuperaram do choque, Matt começa a fazer uma dança esquisita e se volta para Neil.

– Você me deve cinquenta dólares!

   Não consigo evitar e solto uma gargalhada. Despeço-me dos meninos e subo as escadas para encontrar Robbert. Ele escrevia algo no seu laptop e, ao me ver, solta um sorriso gratificante. Isso foi esquisito. Robb se levanta e me dá um abraço apertado. Suas mãos seguram a minha e seu sorriso desaparece ao olhar meu dedo. Acompanho seu olhar, confusa, e percebo que a aliança que ele colocou ali não se encontrava mais lá.

– Onde está o anel?

O pânico tomou conta de mim.

– E-eu... – Começo a gaguejar. – Eu tirei pra lavar a mão – Minto – Está em casa, em cima da minha pia, provavelmente.

   Meu Deus, estou perdida.

– Não precisa tirá-la toda vez que for ao banheiro – Ele junta as sobrancelhas, ainda não convencido.

– Eu sei – Solto uma risada nervosa – Ainda não me acostumei. Você me pegou de surpresa ontem.

– Desculpa – Suas maçãs do rosto se tornam verdadeiramente como maçãs de tão vermelhas – Sei que devia ter perguntado antes, porém, quis fazer uma surpresa. Oficializar direito o namoro.

– Namoro não é necessariamente usar aliança – Comento. Sua decepção era evidente – Mas eu gostei da surpresa. Foi realmente... surpreendente. Obrigada.

Ele sorri e volta a me envolver em um abraço.

 

 

 

    O resto do meu dia foi marcado com uma aula entediante. Mesmo sendo a última do dia, conseguiu nutrir minhas forças. As provas foram suspensas por conta do recesso chegando e eu já tinha entregado todos os meus trabalhos com um mês de antecedência. A caminho de casa, passo em uma farmácia para comprar mais remédio de dor de cabeça. Stella acabava com todos por conta de suas ressacas.

   Quando chego ao apartamento, coloco uma roupa social para ir ao estágio. Visto uma blusa branca de manga comprida e uma saia que ia até a altura dos meus joelhos. Não me importo muito com os acessórios, logo, apenas calço um tênis branco e torno a ir embora. Seguindo meu caminho em direção à porta, por coincidência, a campainha toca logo em seguida.

– Você de novo? – Rio – Pensei que já tivesse ido embora.

– Eu fui, mas voltei porque deixei meu casaco – Jack entra no apartamento e pega seu agasalho em cima do balcão. Ficamos conversando no caminho do elevador e ao falar sobre meu estágio, ele diz: - Gostaria de uma carona? Estou com meu carro aí embaixo.

Transporte público lotado ou conforto no carro de um amigo? Ele não precisou nem pedir duas vezes. Coloco minha bolsa no banco de trás e entro no veículo. Era um Chevrolet Captiva 2017, me deixando surpresa. De onde ele tirou dinheiro para comprar esse carro? Será que ele também fazia direito?

– Meu pai que me deu – Ele sorri como se tivesse lido meus pensamentos – Infelizmente ainda sou bancado por ele. Não tenho estágio como você.

– Ah, desculpe – Digo sentindo minhas bochechas ruborizarem – Você faz o quê?

– Geografia – Meu olhar de sinto muito o fez rir – Eu sei, já me olharam desse jeito muitas vezes. Meus pais não aprovaram de cara, mas não tiveram escolha. Além do mais, não conseguiria ficar anos estudando para alguma coisa. Meu amigo está fazendo medicina, não sei como ele aguenta – Não fazia ideia de quem estava falando. Os únicos amigos que conhecia era Neil e Matt. Adivinhando, de novo, minha cara de confusa, ele volta a comentar – Você não o conhece. Ele mora na Inglaterra.

   Assim que chegamos ao consultório, me despeço de Jack. Digo para aparecer mais vezes lá em casa e ele revira os olhos de um jeito engraçado. Dou bom dia para Clara, a secretária, e dirijo-me ao banheiro para colocar meu jaleco.

     Melanie, a nutricionista, me esperava dentro do consultório. Eu observava todas as suas consultas e fazia anotações. Eu basicamente era paga para aprender. Algumas vezes, ela me deixava fazer suposições para os pacientes e era naquele instante que eles notavam  que eu estava ali. No final do expediente, ela diz:

– Você é muito inteligente. Se continuar nesse ritmo, assim que se graduar, vou ter que dividir consultório com você.

Não deixo de rir

– Não se preocupe, não tomarei o seu lugar. Sempre serei grata à senhora. Você sabe o quanto é difícil ganhar um estágio de nutricionista?

– Sei – Ela bufa provavelmente se lembrando da época da sua faculdade – Mas não estava falando sobre você tomar o meu lugar – Ela sai da sua cadeira e tranca a porta com a divisão na sala de espera, com a esperança de que a secretária não ouça nada – Já faz um tempo que tive essa ideia, porém nunca a levei a sério. Mas, graças a você, pode ser possível – não escondi o meu nervosismo e ela sorriu – O que acha de se tornar minha sócia?

– O-o quê? – Pergunto abismada – Mas eu nem...

– Eu sei, você ainda não se formou. Por isso, o tempo que ainda lhe resta como estudante será o seu prazo de resposta. – Melanie continua – Estava pensando em abrir outro consultório, mas sabia que não iria conseguir tomar conta de dois. Mal dou conta de um! – Sua risada era contagiante. Eu provavelmente riria se não estivesse em choque completo – Então... vim pensando em quem seria minha sócia perfeita e, é claro, isso leva a você.

    O que estava acontecendo? Em menos de dois dias, minha vida deu um salto completo. Os dedos da minha mão estavam pálidos de tanto eu apertá-los. Foi só ali que percebi que lutava contra a alegria do meu corpo. Mesmo sem tanta intimidade, carrego Melanie para um abraço e ela retribui feliz.

– Foque agora nos seus estudos – Ela sorri.  

 

 

     Assim que chego em casa, conto a notícia para Stella. Seus olhos se arregalaram e um berro estridente invadiu todo o ambiente. Começo a gargalhar e as duas decidem pular no sofá. Depois de cansarmos, fico ali deitada e não parando de sorrir. Stella desaparece na cozinha e volta, me fazendo levantar em um pulo, com um anel dourado. Me sinto horrível por deixar metade da minha felicidade de segundos atrás, ir embora.

– Jack achou isso de manhã.

– Meu deus – Pego o anel e coloco de volta em meu dedo. Na noite anterior, nem tinha me dado o trabalho para perceber que estava frouxo – Agradeça a ele por mim, por favor.

Ela olha para a parede e diz:

– Você pode agradecê-lo pessoalmente em vinte minutos.

Olho para ela rindo. Espera, ela estava falando sério.

– Vocês vão sair? De novo?

– Sim – Ela balança o corpo como uma garotinha – Estamos ficando sério – Okay, de todas as coisas que aconteceram no dia, aquela foi a mais surpreendente. Stella parecia estar gostando mesmo de Jack e, pelo que vi hoje de manhã junto das reações de Matt e Neil, ele se importava com ela – Ele alugou uma casa com os garotos para passarem o feriado.

-Neil me disse. Encontrei com ele e Matt hoje no almoço.

Ela ri imaginando a felicidade do loiro. Assim que ela pegou a bolsa no sofá, percebi que estava toda arrumada.

– Preciso ir, estamos indo comemorar – Minha cara de tapada deve ter feito-a rir – Eu também não sei, ele só me disse que convenceu um amigo que mora longe a visitá-lo.

O garoto que ele mencionou na Inglaterra passou pela minha cabeça.

– Tudo bem, manda um beijo para ele.

Stella sai de casa e quando bate a porta, o silencio volta na casa. 


Notas Finais


Então gente, vida de escritor no ensino médio não é fácil (risos).
O único tempo que eu tenho para escrever é bem limitado durante a semana, portanto, vou postar 1 capítulo por semana ás sextas feiras!!!! Não importa o horário, nem que seja 23:59, eu ainda estarei postando os capítulos às sextas. Espero que compreendam :)

Obrigada a todos que estão favoritando e me elogiando, mas, por favor, não esqueçam de comentar no site também, me ajuda bastante!!!

P.S: AOS QUE NÃO ME CONHECEM E QUISEREM FALAR CMG, MANDA DM NO INSTAGRAM: @feeh_schw


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