História Os Olhos do Tigre - Fanfic Jeon Jeongguk - BTS - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, TWICE
Personagens Chen, Dahyun, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Nayeon, Rap Monster, Sana, Suga, V, Xiumin
Tags _sugarbabyfanfics, Chaebol, Crimes, Jeongguk, Mentiras, Os Olhos Do Tigre, Revelaçoes, Sugarbaby, Xiumin
Visualizações 78
Palavras 3.937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá ❤
Como vão? Pois eu vou bem, e inspirada como nunca.
Eu pensei esse plot enquanto via algumas imagens na internet, e apareceu um tigre, mas tudo fez sentido quando lembrei de um jogo em que o Jeon era dos Tigers e enfim, espero que deem muito amor a ela, porque ela merece de verdade ❤
Prometo que vem muita coisa boa por aí, provavelmente no decorrer da próxima semana, tudo vai depender de como OOdT vai ser recebida, e se eu vou conseguir ressuscitar Tellement Faux na minha cabeça.


Capítulo 1 - O Jogo


E a estrela da temporada, por quatro anos consecutivos, fora Kim Minseok, ou Xiumin, como costumava ser creditado, tanto por seu time, quanto pela mídia.

Meu futuro esposo pisou em campo e logo a ovação cresceu pelo estádio, enquanto torcedores assíduos dos Twins e fanáticos por beisebol berravam seu nome. Estava carrancudo, a luva escarlate presa ao punho, e eu podia perceber pelo seu modo de caminhar duro que algo o incomodava. Talvez ele já soubesse, quando não sorriu em resposta aos seus fãs, da maneira como sempre fazia, que aquele título de lançador principal de toda a liga não seria seu por muito tempo.

Afinal havia Jeon Jeongguk, lançador titular dos Tigers. Ele era a face de seu time, e até vez ou outra era apelidado de tigre, não só por conta de seu clube, mas também por sua força e seus olhos lembrarem aos do felino. Eu não o conhecia pessoalmente, mas boatos sobre a estrela em ascensão chegavam aos meus ouvidos todos os dias, quando eu ouvia as conversas por trás da porta do meu quarto, ou usurpava alguma revista esportiva do escritório de Xiumin.

Aquele jogo era decisivo. Ou ele se tornava o destaque da nação pela quinta vez, invicto, ou ele deixava ali mesmo de ser o punho de ouro, e tudo que lhe sobraria seriam troféus, e meu pai berrando ao seu ouvido que ele não era bom o suficiente, e que ele apenas continuaria no clube por minha causa. Eu era sua noiva, afinal.

Mas quem dera tudo que havia entre nós houvesse ocorrido por amor.

Eu fora apaixonada por Kim Minseok durante alguns anos. Ele era um verdadeiro ídolo, todo bonito e talentoso, e para quem sempre teve o que quis, conseguir Xiumin não foi difícil para mim, ainda mais sendo filha do grande dono do time. Entretanto, não foi nada gratificante. Quando estive com ele pela primeira vez, eu pude perceber que ele não era um homem a quem você pudesse amar como mulher, e vi que o que eu senti por todo o tempo, foi apenas uma paixão de fã. Nada mais.

Mas o que eu falaria para meu pai? Que Kang Sana não queria o presentinho que ganhara? Que não era o que ela esperava e por isso estava insatisfeita? Eu não faria isso, afinal a partir daquele momento onde mais uma vez eu consegui o que queria, não prejudicaria somente a mim fazer uma devolução. Meu ídolo também estava em jogo. Papai realmente passara a investir ainda mais pesado em Minseok, e eu de fato não queria que a carreira dele fosse atrapalhada por minha causa.

Então nós dois decidimos, juntos, que levaríamos aquilo. De forma aberta, sem que ninguém se prejudicasse, que fingiríamos amor em frente às câmeras, aos meus pais, e a toda Coreia. Ele tinha quem queria, um verdadeiro mulherengo, fazia jus ao que todos pensam de sua classe, e eu não me importava. Apenas queria que ele mantivesse tudo na surdina. Eu não era assim, tão diferente.

Nós fingimos bem. Meu pai realmente acreditava que Xiumin me amava, que eu o havia cativado, e que naquele momento, depois de três anos de namoro, um de noivado e dividindo a mesma casa, nós já éramos um só. Várias vezes havíamos estampado capas de revistas juntos, com manchetes escritas “A Herdeira e a Promessa".

Mas não passava de uma farsa.

Porém, eu sabia que o amava como uma amiga. Uma irmã. Percebi isso um pouco tarde, quando já havíamos tentado fazer aquilo que todos criam, ser real. Muitas vezes nós descontamos a carência um no outro, e não era ruim. Ele me dava o que eu precisava, e eu aliviava sua tensão, mas não era amor. Não era o suficiente, e depois eu sentia apenas um enorme vazio.

Foi depois de várias noites quentes e ao mesmo tempo frias que não pude mais fazer aquilo, e todas às vezes em que estávamos juntos e sozinhos, dividindo a cama, apenas ríamos. Conversávamos sobre o nosso dia e compartilhávamos músicas que sabíamos que o outro não conhecia. Eu o ajudava a desvendar alguns mistérios sobre as mulheres e ele me fazia entender o mundo masculino.

Ninguém o conhecia como eu, por isso soube, no momento em que ele pisou na base central, pronto para iniciar a partida, que ele não estava tão confiante quanto todos pensavam. Ele estava com medo. Eu jurava poder ver sua sobrancelha arquear sob o boné, daquela mesma forma que sempre me mostrava sua insegurança. Nós soubemos no minuto que seu olhar passeou pelo camarote e se encontrou com o meu que a nossa tarde seria longa nas mãos do meu pai.

Sorri, tentando de todas as maneiras possíveis passar a confiança que ele precisava, mexendo meus lábios enquanto formava palavras de encorajamento. Eu sabia que não iria funcionar, que estava escrito que não seria um campeão invicto, mas eu era sua apaixonada noiva, então, eu continuei. Torci como uma amante, e me preocupei quando percebi meu amigo sentir seu ombro enquanto fazia uma cara de dor e me olhava, suplicante. Ele sabia que não podia cometer erros, que não podia deixar que o adversário avançasse a base, mas eu via. Via em sua face que ele não conseguia fazer aquilo.

Quando os Tigers haviam feito 8 corridas em sete entradas, e os Twins... bem, apesar de serem o time da casa, não cria que eles pudessem fazer 4 corridas na penúltima entrada, ainda mais com Jeon Jeongguk posto ao centro do campo, prestes a arremessar em direção ao batedor do time da casa. Confesso que meu coração parou uma batida quando o olhei, dentro de seu uniforme listrado com o número 58 estampado nas costas e a luva amarela na mão. Diferente de meu noivo, ele não usava boné, e sua pele bronzeada mostrava que ele não se incomodava com o sol. Ele era muito bonito, de fato. Todo o alarde que se formava ao seu redor era correto, não era nada demais.

Mas eu juro que toda a admiração que eu senti momentaneamente se desfez quando ele sorriu com um deboche descarado em direção a Minseok. Quando ele mostrou o desafio em seus olhos. Aqueles eram os olhos do tigre, mas eu não tive medo. Eu não podia ter medo. Minseok precisava de mim, e precisava de minha certeza. Eu sabia que ele travava seus dentes sentado no banco do seu time, eu tinha certeza disso, porque apesar de ser controlado, a raiva que ele era capaz de sentir por dentro era dolorosa.

Os Twins não tinham escolha se não fazer com que quatro arremessos fossem parados, ou que jogassem a bola até a zona válida para conseguir home runs, mas estavam cansados depois de estarem há mais de quatro horas, revezando entradas, correndo por bases, tentando não cometer erros.

E daquela forma terminou o jogo.

Xiumin, sentado num dos homeplates, derrotado, com os olhos cheios d’água e a língua passando pelos lábios contraídos. Lutando muito para que elas não descessem. Ele espantava qualquer um que tentasse chegar perto, mas eu não podia apenas assisti-lo se culpar, sentada no topo daquele camarote. Não podia fazer isso com meu melhor amigo.

Certamente, com meu coração despedaçado e cabeça doendo pela derrota, eu levantei daquela cadeira, fingindo não ouvir as reclamações de meu pai, e corri pelas escadas até a grade do campo. Nenhum segurança tentou me parar. Eles conheciam a filha do chefe, então foi como se eu sequer tivesse pulado aquele limite em direção a Minseok.

— Meu amor! — gritei, atraindo sua atenção para mim.

Ele se levantou rapidamente, batendo a poeira das calças e encarando o céu — ou, se preferir, tentando se afugentar das lágrimas —, para apenas depois se deslocar até onde eu estava, parada na segunda base, com os punhos cerrados, apenas aguardando ele chegar até mim e me agarrar num abraço apertado depois de selar seus lábios nos meus. Eu sabia tanto quanto ele que naquele momento as câmeras estavam sobre nós dois, desviando completamente a atenção dos verdadeiros ícones do dia.

— Me desculpa. Por favor. Perdão por ter feito isso conosco. — ele sussurrou, meio choroso, perto do meu ouvido, de maneira que ninguém pudesse ler. Era notável que ele estava realmente sentido. Seu maior triunfo poderia ter caído por terra.

— Hey, tá tudo bem, uh? Olha só pra você, se desculpando por algo que não é tua culpa. — lhe respondi, afastando-me e tirando o seu boné enquanto ele passava meus cabelos para trás das orelhas. — Eu te amo, Xiumin, isso importa de verdade. — menti.

Ele meneou a cabeça em afirmação e deu um sorrisinho. Era a maneira que ele sempre fazia antes de me beijar em lugares públicos, e eu não senti borboletas em meu estômago. Apenas fechei os olhos e esperei que seus lábios tocassem os meus, como se fosse uma cena de dramas. Não deixava de ser atuação, era tão automático e parecia ser tão robótico que às vezes duvidava que as pessoas acreditassem naquilo. Nos separamos e sorrimos um pro outro, e eu pude sentir que ele estava de fato mais confiante. Sem medo de parecer um fracassado. Ele ainda tinha a melhor garota, e outro não poderia fazer isso. Mesmo que fosse mentira, aos olhos do público eu era dele.

Segurei sua mão e o puxei para fora do campo, caminhando em direção aos vestiários do estádio pelos corredores subterrâneos e abafados, comentado com ele coisas que eu sabia o fazerem mais feliz. Disse o quanto sua performance havia sido incrível e que ele não era o culpado, que não deveria crer nas palavras duras do meu pai.

— Meu bem, os resultados saem apenas naquele jantar daqui a seis semanas. Fique tranquilo, você pode ser destaque mesmo que esteja em segundo lugar quanto ao time. — lhe assegurei, usando os nomes doces que sempre dizia a ele em público.

Mas o que eu lhe disse não deixava de ser verdade. Ainda que eu entendesse pouco sobre o esporte — mesmo sendo a herdeira do clube —, eu sabia que isso não seria definido por sua vitória ou derrota. Seria definido de forma individual, somando os talentos próprios de cada lançador. O público também era importante, e eu tinha fé de que tudo ficaria bem, que os fãs de Minseok não deixariam que ele perecesse.

— Sana, Sana. Eu de fato quero que você esteja certa. — respondeu-me, sorrindo ladino. — Eu não sei exatamente quantos batedores eu eliminei essa temporada. Estou apreensivo.

— Não fique. Está tudo bem se você não ganhar, ok? Nada disso vai mudar caso você, pela primeira vez em anos, não for o grande destaque da nação. Isso pode ser bom pro teu ego, mas não muda o teu talento particular. Você só não está no momento. — apertei seus bíceps trazendo sua atenção a mim. — Você está me escondendo alguma coisa?

Ele abriu a boca para dizer alguma coisa, mas foi interrompido por uma voz e barulhos de passos pesados, que o deixaram um pouco espevitado. Em completo alerta. Provavelmente ele estava a esconder-me algo.

— Xiumin! — ouvimos um dos corredores dos Twins gritar. Eu conhecia aquela voz o suficiente para saber que era Kim Jongdae quem corria em nossa direção. Minseok e eu nos viramos, de braços dados, e nos deparamos com a figura empoeirada e cansada de Chen. Pude perceber os ombros rijos de Minseok se amolecerem em segundos. — Eu estava te procurando desde o término do jogo. Oi Sana! — sorriu.

Acenei com a cabeça, lhe sorrindo de volta e murmurei um “olá” extremamente feliz para alguém que havia perdido um jogo há alguns poucos minutos. Talvez eu não ligasse muito para a vitória, apenas me importasse com a felicidade de meu melhor amigo.

— Diz aí. — Min falou, dando um tapa com as costas da mão no peito de Jongdae.

— Eu sei que hoje a gente perdeu e tudo mais, e que provavelmente você vai levar um esporro do teu sogro daqui alguns minutos, mas eu quero te convidar pra uma festa. Hoje, na minha casa, às 20:00.

Ele pareceu pensar a respeito enquanto descia sua mão até o início de meus quadris, me apertando um pouco mais contra a lateral de seu corpo. Minseok estava estranho, e eu precisava descobrir o que se passava. Não era apenas o cansaço de um jogo, não era a apreensão de fim de temporada. Era algo a mais, eu tinha certeza.

— Nós podemos ver, não é amor? — ele disse e eu assenti, saindo rapidamente de meu transe anterior. — Quem estará lá?

— A galera do time, uns convidados da vizinhança, algumas mulheres. Não que você precise de uma e nem... Enfim, acho que você deveria ir pra esfriar a cabeça.

— Concordo com o Chen, querido. Você precisa relaxar um pouquinho. — me pronunciei, esboçando meu melhor sorriso.

Ele suspirou ao ouvir a risada de seu amigo, meio dando-se por vencido. Teria que fazer aquilo, não poderia se esconder dentro de casa a vida toda, precisava encarar seu dilema naquele momento.

— Tudo bem, vocês venceram. Nós chegaremos às 21:00.

O mais novo assentiu e saiu caminhando, enquanto tirava sua camisa da parte de dentro da calça. Gritou algo que nem eu e muito menos Minseok entendemos, o que fez com que nós nos olhássemos, dando risada.

Meu noivo tirou sua mão de onde anteriormente ela estava, e eu via o pedido de desculpas em seus olhos por aquela ceninha que aos olhos de qualquer um poderia ser ciúme. Por mais canalha que fosse, ele sempre havia me respeitado, dificilmente encostava em lugares perigosos de meu corpo quando não estávamos sozinhos.

— O que ia dizer antes de ele chegar? — lhe perguntei, virando-me para ele e apertando suas bochechas bem de leve.

— Deixe pra lá, minha linda. Só esquece. — abaixou minhas mãos com delicadeza. — E pelo amor de Deus, não aperta mais as minhas bochechas dessa forma.


[...]


Ouvir papai gritando feito um louco pelas duas horas seguintes foi ridiculamente torturante, enfadonho e cansativo.

A maneira como ele falava com Minseok parecia machucar até mesmo a mim, doía em mim. Não era como se as palavras rudes e indelicadas que ele dizia devessem me atingir, mas no fundo eu sabia que era culpa minha. Se eu não fosse mimada e acostumada a ter no mesmo dia tudo que queria, ele não estaria passando por aquilo. Não precisaria ouvir meu pai diminui-lo, e nem aguentar calado todas as coisas que o mais velho dizia.

— Minseok, vamos embora. — eu disse, cortando papai no meio de mais uma de suas injúrias assim que percebi os olhos de meu amigo brilharem por conta das lágrimas que haviam passado a se amontoar ali.

Levantei-me, pegando minha bolsa na mão e secando a lágrima que havia rolado quando eu, por fim, não aguentei mais aquilo. Papai não tinha o direito de xingá-lo daquela forma. Ele não era seu filho, ele não havia feito nada de ruim. Não era como se um jogo fosse mudar completamente a história de um clube, e também, Minseok não era o único jogador naquele time.

— Sana... — Xiumin tentou dizer, impedindo-me de qualquer ato.

— Não! — virei-me em sua direção e o puxei pela mão que estivera apoiada aos joelhos durante todo aquele tempo, colocando-o de pé rapidamente. Minha voz saía mais para um grito do que para uma objeção. — Outra hora vocês dois se resolvam, mas eu não vou ficar aqui pra ouvir as besteiras que o Presidente Kang está te dizendo, Xiumin, na minha frente. Eu não preciso presenciar isso. Passar bem, papai.

Larguei com força o copo de uísque contra a mesa de centro, e encarei os olhos flamejantes de meu progenitor. Mentiria caso dissesse que aquilo não me assustava e que não fazia um arrepio descer pela minha coluna, mas não dava para ouvir aquilo e ficar quieta. Eu podia me culpar, mas Minseok não. Minha garganta apertada se curaria rapidamente, mas meu coração doendo seria algo que demoraria ainda mais se eu não houvesse feito nada.

Eu sabia que haveriam consequências para o meu ato de rebeldia contra meu pai, mas naquele momento eu não me importava. Estava preocupada com a aversão que provavelmente meu noivo sentia ao meu respeito, por não tê-lo deixado parecer forte, mas eu o conhecia, e certamente não seria o seu orgulho que enxugaria suas lágrimas quando mais uma vez ele chorasse.

Naquela tarde, assim que fomos embora sem ao menos nos despedimos de minha mãe, eu tive a noção de que poderia estar cavando minha própria sepultura, mas eu não poderia dizer mais nada, ainda que quisesse. Eu amava meus pais, mesmo que eles nem sempre merecessem, porém amava mais a mim mesma, e eu não deixaria que as coisas fluíssem daquela forma. Eu não dependia tanto deles ao ponto de continuar de cabeça baixa.

— Você vai se arrepender, Kang Sana. — ouvi a voz fria de meu pai dizer-me quando pisei o pé nas escadas frontais daquela casa.

— Eu não me importo! — gritei de volta, abrindo meus braços em pura indignação. — Vamos embora, Minseok.


[...]


Faltavam apenas os brincos para que eu estivesse devidamente pronta. A breve discussão que havia tido mais cedo com meu pai ainda perdurava em minha mente, e eu fazia de tudo para retirar aquelas ameaças de dentro de mim. Eu de fato não me importava, mas se não mexia comigo, porquê diabos eu estava tão angustiada?

— Sana-ah! — ouvi a porta ser aberta logo antes de ele entrar pela mesma, batendo as mãos nas coxas cobertas por um jeans claro. — Está pronta?

— Agora sim. — respondi, saltando da cama e pondo o porta-joias novamente dentro do cofre. — Demorei séculos pra achar os diamantes da vovó. Como estou?

Parei em sua frente, trançando minhas mãos nas costas e sentindo os seus olhos deslizarem-se pela minha pele pouco exposta. Automaticamente o queixo de meu noivo se abaixou, e ele abriu e fechou a boca diversas vezes antes de coçar sua nuca e pigarrear, completamente envergonhado. Suas bochechas vermelhas o entregavam, mesmo que ele não quisesse declarar.

— Você está linda, mais uma vez. Aliás, não está bonita demais?

Gargalhei genuinamente. E mais uma vez ele tinha uma de suas crises tão costumeiras de ciúme, quando eu vestia uma roupa qualquer e ele via aquilo como um vestido de gala com um decote imenso.

Era bonitinho e me fazia bem vê-lo daquela forma. Eu sinceramente gostava quando suas bochechas coravam, ou quando ele perdia a fala, pois naqueles momentos em que eu impressionava a pessoa menos impressionável do mundo, eu sabia que estava pronta de verdade, para ir aonde quer que fosse.

— Não, MinMin. Eu estou normal, juro. — andei em sua direção, passando minha mão até o fim de seu braço a fim de encontrar a sua. — Vamos, uh?

— Hmm, vamos, minha querida.

Durante todo o caminho até a casa de Jongdae nós conversamos normalmente, como se ele não houvesse agido feito um cachorrinho há poucos minutos. Ele dirigia com apenas uma mão, enquanto a outra permanecia apoiada ao console, as luzes do painel lhe davam um tom avermelhado, e faziam com que seu blazer, naturalmente preto, obtivesse uma cor magenta. Sua pele branca demais brincava com o contraste entre a mesma e seus cabelos, e eu via o quão bonito ele era.

Não era como se de já não soubesse daquilo, mas eu tinha que aquela música que tocava no som do carro misturado às minhas experiências deixavam aquilo ainda mais explícito. Eu via exatamente o homem por quem eu havia sido apaixonada há três anos.

— Lembre-se de sorrir como se estivesse apaixonado, Xiumin. — disse, quando me dei conta de que haveriam, muito provavelmente, paparazzis ali. — E não fique muito longe de mim, você sabe que eu não gosto muito daquelas mulheres. Você é o único a quem posso me prender naquele lugar.

Dizem que você apenas passa a dar valor real às pessoas quando está prestes a perdê-las, e de fato, eu era a prova viva de que aquilo era a mais pura e cruel realidade.

— Tudo bem, Sana. Sente-se comigo e com os outros meninos então, uh? — ele pediu, prendendo minha mão pequena e quente à sua, que estava gelada como nunca.

Meneei a cabeça enquanto Minseok estacionada o carro numa das ruas iluminadas do condomínio em que Jongdae morava. Soltei a respiração que havia prendido no momento em que sua pele fria tocou a minha, num contraste estranho e pesado. Eu queria saber o que estava acontecendo, mas não. Eu não podia. Não era momento de pressioná-lo.

Ficamos parados alguns segundos dentro do veículo, olhando fixamente para o carro que estava na frente do nosso. Tinha um adesivo, o adesivo de um tigre e um grande 58 ao lado, indicando que ali dentro havia um torcedor assíduo dos Tigers.

— Faz ideia a quem é esse carro pertence? — ele pediu, arcando uma sobrancelha só e prendendo os lábios com os dentes.

— Não, mas a gente descobre. Vamos descer.

Levei minha mão à maçaneta interna da porta, mas fui impedida de abri-la pela mão de um Minseok alerta, com cara de confuso.

— Me deixa abrir a porta pra você. — ele mentiu.

Sussurrei um “ok" quase inaudível e ele arrumou o paletó e o cabelo pelo espelho retrovisor. Abriu sua própria porta, olhando de um lado para o outro e só então saindo por completo. Fez a volta completa no carro, parando ao meu lado e abrindo a minha porta. Ele tinha esse costume lindo de agir feito um cavalheiro quando se tratava de mim.

O agradeci, sincera, e esperei que ele me desse a mão para que caminhássemos juntos pela rua irregular, já que eu era um tanto quanto desastrada e poderia facilmente virar meu pé se não estivesse enganchada com ele. Temia, do fundo do meu coração, que o carro fosse de Jeon Jeongguk, mas na verdade eu não via motivos para que ele estivesse ali, numa festa promovida por um jogador dos Twins. Tentei mandar o pensamento embora, mas minha cabeça estava cheia demais, tanto por papai quanto pelo medo de que meu amigo se envolvesse em uma briga naquela noite.

O barulho das músicas animadas já chegava aos meus ouvidos e me convidava para dançar. Estava um pouco frio naquela noite, e meus braços despidos graças ao vestido e a falta de casaco se arrepiavam. Eu odiava sentir frio, e talvez não houvesse sido a escolha certa a se fazer. De fato eu precisaria dançar para que me aquecesse. Não queria ter que pedir o casaco de meu noivo antes de termos entrado na festa.

— Kim Minseok e Kang Sana acabaram de chegar. — o segurança gigantesco disse em seu transmissor assim que nós nos achegamos à porta da casa.

— Obrigada. — agradeci.

A casa tinha um cheiro forte de canela e outras especiarias aromáticas e eu pude senti-las rapidamente, no momento em que pisei os pés na soleira da porta. Lembrava o ritual fúnebre da minha avó, o que não me trouxe uma boa memória para aquela hora. Ele e eu nos esquivamos até a área dos fundos, onde pessoas se divertiam na piscina aquecida, que borbulhava, e outros bebiam por locais distintos.

Mas certamente o que eu notei, de primeira, fora Jeon Jeongguk, e eu tive certeza que aquela festa não traria bons resultados.


Notas Finais


Vocês são livres pra shippar Sana e Minseok, mas não chorem depois! Brincadeira, vocês vão chorar de qualquer forma ❤
Amo vocês, deixem os comentários fofinhos e aguardem as att das minhas outras fanfics ❤
Obrigada pelo apoio e carinho que me deram, foi de suma importância para que eu voltasse bem! Não se esqueçam que as interações já começam no próximo capítulo rsrs


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