História Os opostos se atraem? - Livro 2 - Capítulo 68


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 68 - The Twins


  - Olá, Gabriel. - a voz de Renato estava normal. Não  havia nenhum indício  de que ele não  havia gostado de receber a ligação.

  Fiz um sinal para Gabriel que iria sair dali, para dar mais privacidade a ele, mas ele pegou  minha mão, me impedindo de ir.

  - Tudo certo?

  - Tudo sim. E aí? - Renato perguntou.

  - Tudo. É... - ele me olhou e respirou fundo - Bella saiu do hospital.

  - Cara, que notícia boa! - Renato se animou - Como ela está?

  - Já  quer receber todo mundo em casa. - Gabriel soltou uma risada - Então, eu e Melissa estamos  ligando para convidar o pessoal para vir aqui hoje. Então, se quiser vir, está  convidado.

  - Sério? Mesmo depois de...

  - Não - Gabriel disse, para a minha surpresa - Você  já  veio se desculpar, já  conversamos, lembra?

  - Então, está  tudo certo? Entre nós?

  - Claro, cara. Aparece aqui na casa da Melissa lá  pelas 20:00. Vai ser aqui.

  - Pode deixar, eu vou sim. Obrigado por chamar. Mande um abraço para Melissa, ok?

  - Está  mandado - ele me olhou e eu sorri. - Até  mais, cara.

  - Até.

  Ele desligou o telefone e me puxou  para perto.

  - Você foi bem. - falei. - Estou orgulhosa.

Ele riu.

  - Parece que tenho 10 anos de novo. - ele disse.

  - Sua mentalidade de lá  pra cá  não  mudou muito, não.

  - E a sua mudou?

  - Mudou, sim. - cruzei os braços.

Ele não  disse nada. Estávamos  em silêncio. Mas, não  um silêncio  desconfortável. Um silêncio aconchegante.

Olhei para minha aliança  de noivado, e minha ficha de que eu e Gabriel morávamos  em casas diferentes caiu.

Nós  vamos nos casar. Como vamos continuar com duas casas?

De repente, uma ideia me atingiu.

  - Quer vir morar comigo? - perguntei, assim, de repente.

Ele me olhou, como se não  tivesse entendido a pergunta. Eu não  disse nada. Será  que era muito cedo?

Não, Melissa. Claro que não  era cedo, sua maluca. Já  estamos praticamente casados.

  - Tá  falando sério?

  - Não, eu to brincando. Idiota.

  Ele riu, percebi que ele fazia isso com muito mais frequência agora.

  - Ah, sim. Que pena.  Se fosse verdade, eu aceitaria. - ele falou.

Eu rolei os olhos.

  - É  de verdade.

  Ele me olhou bem nos olhos. Acho que, mesmo com a brincadeira, ele não  esperava pelo convite tão cedo.

  - Eu quero. - ele disse e me abraçou.  - Mas, que tal irmos morar na minha casa?

  - Por quê? - perguntei.

  - Porque lá foi o lugar que marcou nossas vidas, não foi? Quando você ia dormir lá, quando te desenhei, e várias outras coisas que aconteceram conosco, foi lá. Não queria simplesmente deixá-la trancada de novo por mais um tempo. Queria que ela fosse utilizada. - ele  deu de ombros - E tem pessoas melhores para usá-la do que nós?

  Não, não tinha. E eu sabia disso. Nós não podíamos fechar aquela casa de novo, ou vendê-la.

Sorri ao me lembrar da primeira vez que dormi lá.  Gabriel penteou meus cabelos, se deitou comigo na cama. Me protegeu. Eu já superei o que aconteceu naquela noite. Fiz isso por Bella.  Eu não podia mais ficar com medo toda hora.

Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e ele colocou as mãos em minha cintura. Seus lábios se curvaram num sorriso torto, enquanto ele me olhava de um jeito malandro.

  - O que foi? - perguntei.

  - Nada.

  - Quem nada é o Nemo. Fala.

  Ele riu.

  - É  que você é linda. Demais.

Rolei os olhos.

Coitado, acho que ele não sabe que ele é um Deus grego na Terra.

Franzi a testa e observei seu rosto. Ele havia tirado a barba rala, deixando seu maxilar limpo, como era quando éramos mais novos.

Seu maxilar definido e seus olhos em mim finalmente me mostraram que eu estava no lugar certo da minha vida. Eu queria ficar com ele. O queria para sempre junto comigo e ninguém o tiraria de mim, nem que eu precisasse morrer para isso.

  - Hello, I've waited here for you.... everlong. - ele começou cantarolar.

Everlong era nossa música. Foi ela que ele tocou quando me fez uma surpresa anos atrás. 

  - Tonight, I through myself into... Out of her head, out of her red, she sang... - continuei.

Ele levantou os olhos e me olhou.

  - Eu amo você, sabe disso, né? - falei.

  - Eu te amo, porra. - ele disse.

Gabriel foi se aproximando devagar. Colocou a mão em minha nuca, a outra em minha cintura. Ele colou nossas testas e disse baixinho:

  - Obrigado por ser minha heroína.

  Então, o beijei.

Ele intensificou o beijo que conheço tanto, e apertou minha cintura. Mãos bobas começariam, mas paramos rapidamente quando ouvimos a voz de Bella.

  - Mãe, as meninas vêm.  - ela falou, descendo as escadas devagar. - E o restante do pessoal também.

  - Tudo bem. - passei a mão em seus cabelos úmidos.  Ela havia acabado de sair do banho.

  - Você  e a mamãe vão se mudar. - Gabriel disse, sério.

  Bella o olhou assustada.

  - O que?

  - Para a minha casa. - ele esclareceu, sorrindo.

  Por dois segundos, Bella não mudou a expressão.  Continuou assustada, mas logo depois, abriu um sorriso enorme.

  - É sério, mãe?

  - Sim, oras - ri.

  - Ai, meu Deus! - ela gritou - Vamos morar naquela casa enorme!

  - Bella, aquela casa é quase do tamanho dessa - Gabriel riu.

  - Sim, mas... - ela riu sozinha - Meu Deus... É perfeita! - e abraçou Gabriel e eu.

  - Já está pronta? -perguntei.  - Logo o pessoal chega.

Ela assentiu.

Gabriel foi se arrumar, eu também  e logo o pessoal chegou. Bella teve que contar a história toda umas 5 vezes, sempre que ela estava quase acabando, alguém chegava, e ela contava de novo.

Brunna estava muito desesperada e teve que se controlar para não rasgar Bella ao meio quando a abraçou forte.

  Depois, Brunna veio me abraçar .

  - Que bom que deu tudo certo, Mel. Eu estava morrendo de preocupação... você não atendia esse telefone, eu vim aqui milhões de vezes e você nunca estava! - ela estava realmente desesperada.

Estava quase chorando, o que não acontecia com frequência.

   - Ela está  bem agora, Bruh. - peguei sua mão

  -Se não estivesse, eu mataria você... mas... e Gabriel? Rodrigo era uma pessoa tão...

  - Gentil, educado, preocupado com Gabriel por esses tempos... eu te entendo. Sinto falta dele. Gabriel, com certeza sente. Mas... o que eu posso fazer? Ou era ele, ou Bella. E em seguida ele. Gabriel preferiu perder um só do que os dois.

  - E ele fez certo.

Assentiu.

Meus pais chegaram, conversaram a sós com Gabriel por um momento. Não sei o que disseram, mas Gabriel afirmou com a cabeça dezenas de vezes.

Dei espaço a eles. Não achei necessário me intrometer.

Renato foi, conversou com todos, inclusive com Bella, que teve a raiva dele diminuída.

Todos conversaram com todos, até Bia veio junto com Isaac, a cópia fiel de Tyles Hoechelin.

Eu estava certa de que, agora, sem muitas preocupações, o tempo iria passar devagar, mas eu me enganei.

Com Bella em casa, começamos a mudança para a casa de Gabriel.  Decidimos deixar a casa fechada enquanto ficávamos lá.  Bella e eu amávamos aquela casa, não conseguiríamos vendê-la.

Eu havia marcado um ultrassom para setembro, quando eu estivesse com 5 meses. Finalmente iríamos descobrir os sexos dos bebês.

  - Bella, você quer ir junto? - perguntei.

A cirurgia dela havia sido há dois meses.

  - Não, eu quero saber quando vocês chegarem. Não quero saber pela médica.  - disse sem tirar os olhos do tablet.

  - Tudo bem. Gabriel? - chamei.
 
  - Estou descendo! - ele desceu as escadas arrumando a camiseta branca, que usava com um jeans e um tênis igualmente branco.

  - Estou pronto. Bella você vem? Melissa, pegou as coisas? Está tudo certo? - ele perguntou meio rápido demais.

  - Tem alguém ansioso aqui - eu sorri.

  - Eu não... -ele ficou vermelho, provavelmente de vergonha.

  -Anda, vamos.

Eu acabei rindo o caminho todo. Gabriel não parava de falar um só segundo, sinal de que estava ansioso. E não era pouco.

  - Está rindo de que?

  - De você mesmo. - respondi e saí do carro quando ele estacionou.

  Ingrid nos recebeu de braços abertos, como sempre.

Gabriel pegou minha mão, e eu quase me assustei. A sua estava como um cubo de gelo em minha pele, causando um rastro de arrepio por onde tocou.

Me deitei na maca estofada, levantei a blusa e, depois de passar aquela espécie de gel, Ingrid colocou a máquina no meio da minha barriga.  Gabriel ficou ao meu lado.

Pensei que ele seguraria minha mão, mas ele não o fez.

  - Ora, ora! Que beleza, eles estão indo muito bem! - ela disse - Vou ligar o som, e então, vocês poderão ouvir os corações.

Ela ligou, e entao um "Tum tum" bem fraco foi ouvido. Um não, dois.

  - São meninos ou meninas? - perguntei.

  - São gêmeos univitelinos... você teve uma genética bem forte, Melissa.  Estão na mesma placenta. Serão idênticos -ela riu. - Mas quanto ao sexo...

Ela mexeu um pouco mais o aparelho em minha barriga.

  - Ohhh, achei um. - apontou para a tela - Vamos ver o outro... aqui!

Meu coração batia forte, ela não vai dizer nunca o que são?

  - Achei.  - ela disse.

E então, Gabriel pegou minha mão.

  - São dois meninos.











 
 





 

  


Notas Finais


Olá, amores!!! Eu demorei duas semanas para postar, mas é que minhas aulas começaram, e vamos voltar ao esquema de antes: um capítulo de cada fanfic por semana ok?

Fiqueu meio desesperada por sumir daqui sem dar explicações, mas, Só para terem noção, eu comecei a escrever esse capítulo na segunda-feira.

Hoje é sexta.

Mais dois capítulos e a fic acaba

Aaaaaaaaaa

Maaaaaas

Livro 3 chegando!!! "As Diferenças se Completam" !!!!

Vamos com tudo nesse, hein?!

Um beijo, amoras! ❤❤


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