História Os opostos se atraem? - Livro 2 - Capítulo 8


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Amores, vou deixar o link do vídeo que me inspirou a escrever esse capítulo nas notas finais, e logo abaixo o link da tradução, para quem não entende inglês (vocês vão perceber que a maioria das frases da tradução estão encaixada no capítulo, para facilitar)

A música deu o nome ao capítulo, é do Backstreet Boys, por favor, ouçam e tentem não chorar.
Boa leitura!

Capítulo 8 - I still...


~Gabriel~

Eu não fui para casa.

Peguei meu carro e estacionei na porta de uma cachaçaria conhecida na cidade. Pelo menos era o que parecia ser. A fachada era bem elegante e em uma das paredes havia uma coleção enorme de bebidas que poderiam custar uma fortuna.

Nessa coleção, estava uma cerveja chamada Utopias. Uma relíquia. Uma das bebidas mais fortes do mundo. Eu já havia ouvido falar dela. Bastavam dois copos para ficar embriagado. 

Pedi uma dose. Desceu queimando.

Fechei os olhos, mas tudo o que enxerguei foi Melissa. Quem ela era agora? Ainda era a mesma, ou havia mudado de alguma forma? No que ela havia se formado?

O que estaria ela fazendo agora, neste momento, enquanto eu estava aqui, pensando nela?

Mais uma dose.

Quando lembro do nosso passado, me pego pensando que éramos jovens e estúpidos. Será que ela ainda se lembrava disso? Será que ela ainda se lembrava dos desenhos que dei a ela, dos poemas que fiz para ela, de tudo o que eu já disse?

Eu passei 10 anos tentando não me lembrar do seu nome, passei 10 anos imaginando que seria bem mais fácil não me lembrar dela para poder continuar vivendo. Mas agora, ao vê-la ali, mesmo de relance, percebi que era tudo uma grande mentira.

Não importa o quanto eu lute, não importa o quanto eu tente esquecê-la. Ela não sai da minha cabeça.

E dói pensar que talvez ela nem saiba disso.

Eu ainda preciso dela, eu ainda me importo com ela.  Mesmo que todas aquelas malditas coisas aconteceram, mesmo que eu disse para ela que não queria mais vê-la, eu ainda a sinto perto de mim, como se ela estivesse bem ao meu lado.

Mas faz 10 anos que não tenho notícias dela, e isso não foi o suficiente para apagar o que sinto.

Era irônico pensar que ao invés de seguir em frente, eu simplesmente me recusava a enxergar que eu estava preso no passado. Pensei ter superado, mas estava preso em um momento nosso, que não era para ter durado. Depois de todas aquelas coisas, desistir me pareceu o certo. 

Mas eu devia ter lutado. Ela fazia questão de me ver, eu devia ter deixado. Devia ter aceitado. Não deveria ter me mudado de cidade, não devia tê-la abandonado.

Não adianta lamentar agora. Já estava feito.

O líquido desceu mais uma vez queimando minha garganta.

Fechei os olhos novamente. Se eu me concentrasse, poderia sentir sua mão delicada e meu ombro, descendo pelas minhas costas e acariciando. Era o que ela fazia quando percebia que eu estava tenso. Eu me apeguei tanto àquela garota.

Preciso dela, pensei pela segunda vez. Já cheguei ao ponto de gritar sozinho no quarto "Não me importo!", me referindo a não estarmos mais juntos. Mas eu me importava, como eu me importava. Queria pedir para que ela esquecesse todas aquelas coisas e voltar para mim. Eu definitivamente tinha mudado.

Mas não ia mudar nada. Mesmo que eu tenha mudado, mesmo que ela saiba que não sai da minha cabeça e diga "não" se eu pedir para voltar para mim, eu ainda precisarei dela, ainda a amarei.

Queria poder ir até lá e encontrá-la novamente. Do mesmo jeito que ela me encontrou da primeira vez que nos conhecemos. 

A quarta dose descia pela minha garganta.

Eu estaria perto dela... e diria... Diria que nunca mais a deixaria ir. Nunca mais...

Na sexta dose, o dono do lugar estava alerta. Meus olhos estava se fechando sozinhos, e eu não sentia mais o gosto de nada, nem ouvia mais nada.

Não sentia mais nada. 

Pessoas gritaram. Começou uma correria. Alguém disse algo como "ambulância", mas por quê? Estava tudo bem.

Meu corpo caiu com um baque surdo no chão.

Tudo ficou preto.

 


Notas Finais




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