História Os opostos se atraem? - Livro 2 - Capítulo 9


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


DEDICADO À BRUH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Capítulo 9 - Agora!


 - Oi, peste! - ela entrou em casa e me abraçou - Fala, por que você precisa da conselheira aqui?

  - Senta aí, que lá vem história. - falei e me joguei no sofá.

  - Espera. Estou com fome. Tem pizza? - falou indo para a cozinha.

  - Por que teria pizza no fim da tarde?

  - Sei lá. Você é meio doida. Vai Nutella mesmo. - ela veio com um pote e duas colheres e se sentou do meu lado.

  - É da Bella. Só avisando - ri. - E ela vai te matar.

  - Nem vai. Se eu cumprir a promessa de dormir uma noite com ela, ela me perdoa.

  - Faz um ano que você prometeu isso. E faz um ano que ela te cobra.

  - Realmente - colocou a colher na boca e a tirou - Cara, isso é muito bom. Mas vai,  desembucha.

  - Okay, sabe aquele garoto que te falei?

  - O gostosão que te engravidou? - deu mais uma colherada

  - Sim - rolei os olhos.

  - Tenho uma leve impressão de que a Bella conversou com ele hoje.

  - O quê? - ela me olhou estática.

  - No velório da mãe dele. Eu fui. Bella insistiu para vir comigo. Eu sabia que ele podia estar lá, mas não o vi a princípio. Bella saiu de perto de mim, e eu a vi conversando com um rapaz alto e loiro. Quando eu a chamei e me aproximei, ele se foi. Não sei se me viu.

  - E só existe o Gabriel de olhos azuis e loiro?

  - Não, idiota, eu estava no velório da mãe dele, entendeu? As chances só aumentam. Bella disse que ele tinha olhos azuis iguais aos dela, e ela é o tipo de garota que falaria algo como "Ele tem olhos azuis mais escuros/ mais claros do que eu". Bella é bem observadora, você sabe.

  - Tá, isso é verdade, porque no dia do aniversário de 6 anos dela, ela me olhou e disse que eu estava sem calcinha. Isso é porque eu estava de roupa preta.

  - E você estava sem calcinha? - levantei uma sobrancelha.

  - Sim. - ela riu - Matt havia rasgado a minha. A gente estava na casa dele um pouquinho antes da festa.

  - Não entendi por que terminaram.

  - Longa história. Continua.

  - A questão é: Bella tem exatamente o mesmo tom dos olhos de Gabriel. Nada muda. Ele é o único cara com olhos azul piscina meio escuros que eu conheço.

Brunna não disse nada por um tempo.

  - Tá, tudo bem. O que eu tenho a fazer é te perguntar: E se for ele?

  - Eu não sei. Se for, ele falou com a filha sem saber, se não for, ainda não sei onde ele está.

  - Ele tinha a tal tatuagem? Esse cara tinha a tatuagem que o Gabriel tem?

  - Não sei, ele estava de camisa.

  - Que pena, podia estar sem.

  - O animal, estou falando camisa, tipo camiseta de manga. Não  dá para ver. - encolhi as pernas no sofá. - Que. Merda.

  - Que merda. Uma merda bem grande. Mas, sabe, Mel, acho que ele tinha que saber. É filha  dele. Filho é uma coisa que não dá para desfazer, ele tem que aceitar. Talvez até goste.

  - Ele tem uma vida muito instável, Bruh. Tinha, pelo menos. Não sei como está agora. Em um segundo ele está sorrindo para você, e no outro ele pode estar cortando o último fio da corda que te impede de cair para a morte. Esse é o Gabriel. Bipolar.

  - E  você sempre odiou garotos assim. - ela afirma.

  - Sim. Sempre. Mas... ele tem uma coisa... Tinha uma coisa que me fazia... Não sei. Ir para perto dele sempre, ficar com ele e querer mais... Difícil explicar.

  - Amor. É bem assim.

  - Nem me fale.

  - E Renato? Como ele está? 

  - Estressado por causa da editora. Parece que tem uma funcionária lá que não está trabalhando direito, é complicado - suspirei. 

  - Brigando muito?

  - O de sempre: às vezes. Casais brigam.

  - Sim. Brigam.

Ficamos em silêncio um tempinho.

  - Mel, eu tenho uma coisa para contar.

  - Medo. - a olhei - Fala.

  - Conheci um garoto.

  - Novidade - rolei os olhos e ela jogou uma almofada em mim.

 - Tô falando sério. - ela riu - Nathan, apelido de Nathaniel. A gente se conheceu duas vezes.

  A olhei sem entender.

  - A primeira foi quando eu estava no parque tomando um sorvete que minha TPM tanto pediu, e vi ele passando. Aí o telefone dele caiu do bolso do jeans, e ele nem viu. Saí correndo e entreguei, aí ele sorriu  ela se encostou no sofá sonhadora - E que sorriso...

Eu ri.

  - Idiota.

  - A segunda foi quando eu estava saindo do trabalho, lá do escritório, ontem. Saí mais tarde porque fiquei lendo um manuscrito, e ouvi alguém me seguir. Dava para perceber que era um cara, então eu comecei a correr. Quando olhei para trás para ver se ele ainda estava vindo, trombei com alguém. E era ele, o Nathan. Ele percebeu o que estava rolando e perguntou para o cara: "O que está fazendo com minha irmã?" num tom de ameaça. O cara se virou e foi embora, então o Nathan me acompanhou até em casa e trocamos telefone. Conversamos um pouco hoje. Só quero ver no que vai dar.

  - Já arranjou um herói? - sorri.

  - Estou até pensando na fantasia de qual heroína vou usar para ele quando estivermos no motel.

  - Meu Deus, Brunna! - eu gargalhei.

  - Estou brincando. Ele é... diferente.

  - Sei - rolei os olhos. Meu telefone começou a tocar - Alô?

  - Doutora Melissa, trocamos o seu plantão para hoje. 

  - Que horas?

  - Precisamos da senhora aqui agora! Acabou de chegar um paciente à beira do coma alcoólico. Vou mandar a equipe prestar os primeiros socorros o mais rápido possível e esperar suas ordens.

  - Me dê 5 minutos. - falei me levantando e desliguei o celular

  - Hospital de novo? Mas eu nem acabei de contar!

  - Bruna, chegou o dia de cumprir sua promessa com Bella. As amiguinhas dela vão vir, não posso desmarcar. Durma aqui com elas, pegue minhas roupas se quiser. A casa é sua. - enquanto eu falava, fui fechando o casaco e colocando os sapatos. Soltei o cabelo.

  - Virei babá?

  - Por hoje sim. A gente marca de sair depois. Tem um cara que acabou de chegar no hospital, está à beira do coma. Não quer que eu assista ele morrer, quer?

  - Quer saber minha resposta?

  - Tchau, Bruh, se comporta. Elas são só crianças. O Vinícius vai trazer elas, até amanhã.

  - Até, né.

Saí correndo de casa, arranquei o carro cantando pneus em direção ao hospital, imaginando quem seria o idiota que bebeu até quase morrer no meio da tarde e se ele tinha um motivo forte o suficiente para fazer isso.


Notas Finais


EITAAAAAAAAAA


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