História Os opostos se atraem? - Livro 1 - Capítulo 62


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Álcool, Amigos, Colegial, Drogas, Escolar, Musica, Poesias, Romance
Exibições 298
Palavras 1.102
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Slash, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 62 - Murder


~Gabriel~

Havia algo errado com ela, eu soube assim que vi sua barriga. Não estava normal. Em seis meses, ela não mudou em uma medida, como mudaria agora do nada? A possibilidade de ela estar grávida foi a primeira coisa que e ocorreu, mas nós não havíamos transado sem camisinha.

Larguei as coisas no sofá de casa e me soltei sobre o mesmo. Sim, nós havíamos. No dia em que fiz a  surpresa para ela sem motivo. Caralho, e se ela estiver mesmo grávida?

A possibilidade me assombrava, me tirava o ar. Me sentei com os cotovelos apoiados nos joelhos e passei as mãos nos cabelos.

Caralho.

Eu não posso ser pai agora, estou prestes a entrar em uma faculdade daqui a um ano, como vou dar conta de tudo? Nem trabalho, minha mãe não mora aqui, Melissa precisaria de ajuda, seus pais iam crucificá-la se soubessem, ela também não trabalha, onde iríamos arrumar dinheiro? Nenhum de nós têm 18.

Pelo amor de Deus, que seja um engano. Quero passar meu futuro ao lado de Melissa, Deus, não tenho dúvidas. Quero ter filhos com ela, uma casa, um cachorro se ela quiser, dois carros, tudo o que ela sonhar, mas, por favor, que ela não esteja grávida agora.

Engoli em seco. Apertei as mãos em punho para pararem de tremer, o que não adiantou muito. Eu me fazia de durão, mas, ao pensar na garota que amo segurando um bebê no colo aos 16 anos por minha causa, me fez levantar e pegar a moto novamente. Eu não deveria, mas acabei indo para a festa que ia ter em plena quinta-feira. Por que estava tendo uma festa na quinta-feira? Não faço ideia. Só sei que o povo da escola vai, e vão faltar da aula de manhã para fazerem prova à tarde.

Belo exemplo.

Apesar que eu não posso falar muita coisa. Há seis meses, eu não tinha nem amigos direito.

Eu não fazia ideia do que iria fazer lá. Mas ficar em casa remoendo o que aconteceu ou estudar para a prova de amanhã estava fora de cogitação.

Não eram nem dez da noite e a casa já estava lotada. Música alta e copos vermelhos espalhados por todo lugar com restos de bebidas neles. Luiz, Henrique e Guilherme vieram até mim.

  - E aí, cara, o que faz aqui? - Guilherme perguntou ao me dar um soco de brincadeira.

  - Tô precisando bater em alguém - dei de ombros.

  - Veio ao luga certo. Renato está aqui. - Falou Luiz.

  - Alguém diferente seria legal - eu falei e eles riram.

  - Vem tomar umas com a gente.

Acabei aceitando o convite e nós nos sentamos no balcão da cozinha.

  - Cadê aquela loirinha nerd? - falou Henrique.

  Demorei um tempo para raciocinar.

  - Melissa?

  - Sua namorada, não é?

  - S-sim. Por quê?

  - Não leva ela nos lugares?

  - Levo. Mas ela está na casa dela hoje.

  - Henrique, acho melhor você parar, antes que vire saco de pancadas do Gabriel por um dia - resmungou Luiz.

  - Ora, ora, oi mano! - me virei. Marcelo estava chegando junto com Renato. Rolei os olhos.

  - E aí? - espalmamos as mãos - Tá todo mundo aqui?

  - Sim.

  - Melissa veio? - o filhote de rato perguntou.

  - Por que quer saber? - perguntei.

  - Porque ela é minha amiga. - ele respondeu.

  - Não é não. Vai procurar sua turma.

  - Dá um tempo, Marques - falou Marcelo - Sem confusão hoje, O.K? Essa festa só é de despedida para o Arthur porque ele embarca amanhã para o intercâmbio na Finlândia, então segura a onda.

  - Que seja. - fui até a geladeira e peguei umas bebidas. Nem dei muita importância ao que era, só precisava sentir o álcool correndo pelas minhas veias.

E havia dado certo. Minutos depois, eu já estava me soltando mais e quase todos os meus sentidos que envolviam raciocínio estavam comprometidos. Menos a visão. E eu tive que esfregar os olhos mais de três vezes até perceber quem eu estava realmente vendo no meio da multidão de adultos e adolescentes bêbados.

O cara que matou minha irmã.

Como se eu tivesse ficado sóbrio novamente, meus pés me guiaram para perto dele, que estava com a aparência um pouco mais velha do que da última vez que o vi.

Dois anos atrás.

No chão da minha casa.

Em cima da minha irmã.

De repente, eu era aquele garoto novamente. De 15 anos, desesperado e sem saber o que fazer.

Respirei fundo. O álcool estava fazendo efeito,e eu não podia deixar essa oportunidade passar.

Quando meus olhos se encontraram com os dele, quase desisti. Eram os mesmos olhos frios de antes, mas algo mudou o seu olhar, pois sei que me reconheceu, eu sabia disso.

Dessa vez, vai ser ele quem vai pedir pela vida. Desgraçado.

Ouvi meu nome ser gritado enquanto eu partia para cima do cara com toda a adrenalina que havia tomado conta de mim. Mas eu não dei importância ao grito, nem de onde ele veio, muito menos nas dezenas de pares de olhos em cima de mim.

Eu só precisava acabar com ele.

Foi por causa dele que meu pai saiu de casa, por causa dele que minha mãe vive infeliz, por causa dele que entrei na depressão e sou o que sou. Por causa dele que minha família está arruinada.

Ele soltou um grito quando quebrei seu nariz, suas costelas, seu pulso e bati sua cabeça no chão repetidas vezes, com força. Eu estava o quebrando devagar, e a adrenalina ainda tinha efeito sobre mim, eu quase não controlava meu corpo. A cada murro que eu dava, meus pulsos e os nós dos meus dedos doíam. Mas o que era essa dor perto de quanto esperei por isso?

Eu não respondia mais por mim. E só parei quando um grito de horror de uma garota cortou meus ouvidos. Minha respiração estava ofegante, meu coração acelerado. O que tinha naquele grito que havia me feito parar? Horror, pânico. Medo. Olhei para baixo.

Havia sangue sob meus joelhos. Quando foi que eu me abaixei? Minhas mãos estavam machucadas demais e o único barulho ali dentro eram garotas chorando, e do lado de fora sirenes de polícia.

Olhei para o cara que eu sequer cheguei a saber o nome. E nunca vou saber, deduzi. Pelo menos não pela boca dele, já que ele estava morto.

Minha vista começou a embaçar. E a última coisa da qual me lembro antes de apagar foi metais frios envolvendo meus pulsos fortemente presos atrás das costas


Notas Finais


#chocada

O que acharam? O que vai acontecer com ele e a Melissa? Ele vai sair da cadeia? Melissa está grávida?

Hummmmmm


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