História Os Segredos da Rua Baker - Capítulo 6


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Categorias Sherlock, Sherlock Holmes
Personagens Dr. John Watson, Irene Adler, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Sherlock Holmes
Tags Detetive, Irene, John, Mycroft, Sherlock, Watson
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Palavras 1.874
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Reconciliação


Fanfic / Fanfiction Os Segredos da Rua Baker - Capítulo 6 - Reconciliação

Irene havia passado algumas noites na casa de Mycroft, mas agora já era hora de voltar para seu lar. Porém, quando chegou a 221B teve uma surpresa nada agradável.

—Três dias, Sherlock. Apenas três dias foram necessários para você se apossar das minhas coisas.

—Minhas coisas, Irene. Lembre-se que essa casa é minha. A senhora Hudson deixou pra mim em testamento.

—Era sua. Eram suas coisas. Você decidiu ir morar no campo e não levar nada.

—Isso não muda o fato de serem minhas.

—Muda quando você morre. Nesse caso, tudo passa para suas filhas. Portanto, são minhas coisas agora.

—Só que eu não estou morto!

—Infelizmente, mas isso não altera o fato de você ter de sair do meu quarto.

—É o meu quarto.  

—Ok, crianças, não precisam brigar por causa disso. – Diz Watson chegando ao aposento.

—Explica pra ele, tio Watson, que é um convidado aqui e por isso tem de ir para o quarto de hospedes.

—Não importa o que diga não vai me tirar daqui. – Sherlock senta de forma teimosa na cama.

—Já chega! – Grita Watson. - Os dois parecem mais duas crianças birrentas do que pai e filha.

Ele se encaminha para a sala sendo seguido por Irene e Sherlock que continuam seu conflito ali. A campainha toca, Watson desce para atender, se trata de uma mulher muito bonita e elegante que precisa urgentemente falar com as irmãs Holmes. Watson diz que apenas Irene está ali e a encaminha para cima. Ao chega à porta da sala a mulher vê Sherlock e Irene com caras de chateados.

—Holmes, eu preciso muito de sua ajuda.

—Em que? - Os dois falam ao mesmo tempo e depois se olham.

—Ahn... Senhorita Holmes.

Irene olha para o pai com um ar vitorioso e senta-se na poltrona que um dia foi dele. Oferece a cadeira para a senhora e ele senta no sofá.

—Não vai esperar a Diana? - Pergunta Watson.

—Não acho que ela esteja disponível e você¿ - Ela o olha com indiferença e volta para a mulher. - Conte-me tudo senhora.

—Meu nome é Lydia Du Murier e sou uma grande colecionadora de arte. Semana passada, percebi que um dos meus quadros estava diferente, ele fora trocado por uma falsificação. Todos pensavam que era alguma paranoia minha...

—Mas contratou um especialista e ele comprovou se tratar de uma cópia. – Sherlock falou no momento em que Irene ia dizer exatamente o mesmo.

—Isso! Acontece que ninguém sabe quem ou como esse quadro foi trocado.

—Já levou o caso a polícia? - Sherlock novamente se antecedeu a filha que já o olhava com irritação.

—Na verdade não. Ouvi falar algumas vezes das irmãs Holmes e sei o quanto são boas em desvendar mistérios, portanto vim logo aqui.

—E também não quer a imprensa envolvida. – Sherlock continua sua intromissão.

Irene levanta.

—Preciso vê o local.

—Assim tão cedo? Nem chegou a interroga-la.

—É assim que trabalho.

Ela pega a jaqueta, o cachecol, a senhora Du Murier se despede e em seguida encaminha-se pra saída. Um pouco antes de acompanha-la, Irene chega perto do pai.

—E cansei da sua companhia.

—Claramente. – Ele enuncia quando ela já está descendo as escadas.

—Ela tem sido bem dura com você. – Watson manifesta seu pensamento.

—Ela é uma criança. É apenas uma fase.

—Irene e Diana não são mais crianças, Sherlock. E sua filha está magoada com você.

—Ela devia saber o motivo de ter feito o que fiz.

—Isso não impede de reter uma mágoa. Sherlock, Irene é extremamente fechada. Ela não entende o que sente e a forma de colocar isso pra fora é sendo rude.

—E o que você espera que eu faça?

—Devia agir como pai. Converse com ela. Se continuar assim apenas irá afastá-la mais e mais. E essa briga dela com Diana. Isso tem que acabar. Aliás, por que ela mentiu?

—Ela queria ter certeza. Ela me viu desacordado, não dá para culpa-la por pensar que estava morto.

—Você apareceu pra Diana, essa seria a prova. E ela falou com você depois disso. Quando estavam saindo e ouviu minha voz. Ela pediu para não voltar.

—Eu não podia não voltar.

—Ela era uma criança que viu coisas demais. Estava com medo e preferia a companhia do pai a de estranhos. É compreensível. – Watson fica pensativo. – Espera, ela mentiu para investigar o caso sem a irmã?!

—É o que parece, John.

—Eu sei o quanto é perigoso. Ela não devia cuidar de tudo sozinha.

—Temo que ela não me respeite ao ponto de me escutar nisso. Ao Mycroft sim, ela ouviria. – Watson pensa ter visto uma ponta de tristeza no olhar de Sherlock, mas que logo se esvaiu.

—Então deveria falar com ele. Sherlock, se sua filha cuidar de tudo sozinha ela pode acabar morta.

Sherlock apenas levanta, pega o violino e começa a tocar. Watson respira fundo, se despede e vai embora. Diana chega horas depois, ainda era estranho pra ela vê-lo ali sentado.

—Como foi o dia? - Ela pergunta ao pendurar o casaco.

—Foi agradável.

—O que fez tanto?

—Fiz uma visita a Lilian com o John, quando chegamos Irene estava aqui.

—Ela resolveu voltar pra casa?

—Sim, mas logo saiu para resolver o caso.

—Ela foi sem mim! – Diana fala meio que pra si mesma.

—Isso a incomoda?

—Claro que não. Vou banhar.

—Fique a vontade.

A essa altura Irene já tem o caso resolvido e surge ali.

—Descobriu quem trocou o quadro? - Ele questiona enquanto ela coloca uísque em um copo.

—Sim, foi muito fácil. Até o inspetor Smith teria conseguido. – Ela senta tomando um gole.

—Quem?

—Um inspetor da Scotland Yard. Você o viu conversando comigo fora do restaurante naquela noite, dias antes de aparecer.

—Então você percebeu?!

—É claro!

Ele dá um leve sorriso.

—E como desvendou o mistério de hoje?

—Não havia nenhuma pista na casa e por conta de um alarme, vários seguranças e cães, só tinham câmeras nos portões. Não foi encontrado nada de estranho ali, porém teve um corte na imagem, quase imperceptível. Naquele horário apenas a empresa de manutenção dos alarmes e câmeras estavam no local. Chequei a equipe que atendeu naquele dia e daí pra arrancar a confissão foi fácil.

—Essa ideia de roubo partiu deles ou teria alguém por trás?

Diana adentra e Irene levanta, caminha em direção ao quarto.

—Não precisa sair só porque eu cheguei.

—Apenas vou aproveitar o momento para pegar o que é meu de volta. – Ela para na porta do quarto e se vira. – Ah! Obrigada, Sherlock, pela indicação do caso do Ritual Lunar. Foi bem interessante.

Ela entra e tranca a porta.

—Foi você quem nos indicou?

—Sim. Agora que Irene pegou meu quarto vou ter que escolher outro, com licença.

Ele sai irritado e Diana ri de tudo isso. No dia seguinte Diana foi para o trabalho, Sherlock foi vê Lilian e Irene recebeu a visita de mais um cliente. Um homem chinês contou sobre o filho ter conseguido um emprego em um restaurante, porém uma noite o garoto não voltou pra casa. Depois disso, todo mês recebe um cartão dele, contando sobre uma promoção repentina e mudança de cidade, mas que está bem e feliz. Ela começa a investigar o caso, mas não encontra nada de concreto. Decide trabalhar no local como garçonete. Ela percebe que a rotação de funcionários é grande, faz perguntas aqui e ali. Ela conversa com o inspetor Smith para realizarem uma emboscada, na noite combinada ele está atrasado e ela ansiosa. Irene andava de um lado para o outro quando Sherlock chegou.

—Pensei que fosse o inspetor Smith.  Ele está demorando, precisarei ir sem ele.

Sherlock não tinha certeza se ela falava com ele ou consigo mesma.

—Aonde vai?

—A um restaurante Chinês, tenho certeza que fazem tráfico de pessoas. -Chega uma mensagem. -Droga! Houve um retardamento no mandato, terei de começar a operação sem a polícia.

Ela pega suas coisas e sai. Sherlock vê aquela situação, sabia que Irene não aceitaria a sua ajuda, entretanto não poderia permitir que sua filha corresse um risco tão grande. Ele resolve segui-la. Irene observa o restaurante, depois entra pela janela dos fundos. Está acontecendo uma reunião, eles falam de darem um tempo por ali, de seguirem ao pé da letra os conselhos do Sr. Morse e não agirem por conta própria nunca mais. Algo passa por ela que se vira para olhar, então um dos capangas a pega.

—Vejam o que encontrei bisbilhotando por aqui. Um lindo passarinho.

—Senhorita Scott! É sempre um prazer vê-la. – Disse seu chefe levantando da mesa.

—O que faremos com essa pequena curiosa, chefe?

—Bem, bem, bem, devemos descobrir tudo que ela sabe.

O homem lhe dá um soco na barriga e a coloca numa cadeira. Sherlock se precipita nessa hora com uma arma em punho. Ela o lança um olhar interrogativo, ele a puxa para saírem dali, contudo um dos sócios vem por trás e coloca a arma nele.

—Quem é você? - Pergunta o chefe chegando perto. – Pelo visto os dois acabaram de perder a língua.

—Está na hora de ir, chefe. – Falou um dos capangas.

—E quanto a esses dois? - Outro se pronunciou.

—Coloque-os no furgão, vamos vendê-los também. – Ele passa a mão pelo rosto de Irene. – Sempre achei que daria um bom dinheiro, Srta Scott.

Os dois são jogados no carro com as mãos e pés amarrados. O veículo começa a andar, Irene senta e tira um canivete da bota.

—O que veio fazer aqui?

—Não pude deixa-la vir sozinha.

—Por que não perguntou se podia vir junto?

—Você teria dito não.

—Eu teria dito não. Exatamente por não precisar de você.

—Por que tem tanta raiva de mim?

Ela o olha.

—Você nos abandonou, Sherlock. A Diana, a Lilian e a mim.

—Sabe que não tive escolha.

—Você tinha escolha e decidiu por essa. – Ela termina de livrar as mãos e vai para os pés.

—Você teria feito diferente? Teria deixado o John morrer?

—Não! – O encara por alguns segundos. - Eu faria exatamente o mesmo.

—Então qual o motivo de todo esse ódio?

—E você acha que eu sei? - Ela o fita com indignação, solta os pés e vai cortar as dele. 

Quando termina ele pega em suas mãos. Ela fixa seus olhos nos dele com surpresa.

—Se eu tivesse voltado antes ele teria me perseguido. Não conseguiria mantê-las seguras, não conseguiria salvar a sua mãe. Sim, eu tinha escolha, mas optei pela menos arriscada pra vocês.

—Descobriu quem é ele? - Afasta-se do pai.

—Passei anos em um hospital. Apenas sei o nome...

—James Morse.

—O que já sabe?

—Não muito.

Ela abre a porta do furgão, pula e ele a acompanha.

—Colocou rastreador.

—Preferia ter ido até o local, mas com você junto não daria.

—Morse poderia estar lá.

—É melhor continuar achando que morreu.

Eles voltam pra casa.

—Tenha cuidado, Irene, seja lá qual for seu plano. É muito perigoso.

—Eu sei. Faça uma coisa por mim, Sherlock. Não fale sobre Jim Morse pra Diana.

—Por que quer tanto excluí-la disso?

—Você fez as suas escolhas no intuito de nos proteger, agora estou fazendo as minhas. - Ele balança a cabeça afirmando seu compromisso em manter o segredo. – Boa noite, Sherlock.



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