História Os Segredos do Universo - Capítulo 2


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Categorias Got7
Tags Got7, Jackbum, Jackson, Jaebum, Jaeson
Visualizações 37
Palavras 956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem os erros, dêem suporte a fic e boa leitura ❤️

Capítulo 2 - .02


Fanfic / Fanfiction Os Segredos do Universo - Capítulo 2 - .02


ENTREI NA COZINHA. MINHA MÃE PREPARAVA UM  almoço  para  as  amigas  da  igreja.

Peguei um copo de suco de laranja.

Minha mãe sorriu.

— Não vai me dar bom dia?

— Estou pensando no assunto — eu disse.

— Bom, pelo menos você conseguiu sair da cama.

— Foi preciso muito esforço.

— Por que meninos precisam dormir tanto?

— Somos bons nisso. — Ela riu da resposta. — Mas eu não estava dormindo. Estava ouvindo “La bamba”.

— Richie Valens — ela disse baixinho. — Tão triste.

— Igual Patsy Cline.

Ela concordou com a cabeça. Às vezes, quando a flagrava cantarolando aquela música, “Crazy”, eu abria um sorriso. Era como se compartilhássemos um segredo. Minha mãe tinha uma bela voz.

— Acidentes de avião — ela murmurou. Acho que estava falando mais para si mesma do que para mim.

—  Talvez  Richie  Valens  tenha  morrido  jovem…  mas  pelo  menos  ele  fez  alguma coisa.  Quer dizer, ele realmente fez alguma coisa. E eu? O que eu fiz?

— Você tem tempo — ela disse. — Ainda tem muito tempo.

Eterna otimista.

— Bom, primeiro é preciso virar gente — eu disse.

Ela fez uma cara engraçada.

— Tenho dezesseis anos — completei.

—  Quase dezoito, sei quantos anos você tem.

— Com dezesseis você ainda não é considerado gente

Minha mãe riu. Ela era professora de colegial. Eu sabia que em parte ela concordava comigo.

— E então? Por que essa grande reunião?

— Vamos reorganizar o banco de alimentos.

— Banco de alimentos?

— Para distribuir alimentos pra quem não tem.

Minha mãe se sensibilizava com a pobreza. Já fora pobre. Tinha passado por situações que eu jamais passaria.

— Entendi — comentei.

— Talvez você possa ajudar…

— Claro — concordei.

Eu odiava ser escalado para essas funções. O problema da minha vida era que ela tinha sido ideia de outra pessoa.

— O que você vai fazer hoje? — a pergunta soou como um desafio.

— Vou entrar em uma gangue.

— Não tem graça.

— Sou coreano não querendo entrar nos padrões, não é isso que a gente faz?

— Já disse que não tem graça.

— Não tem graça mesmo — eu disse, por fim. É, não tinha graça.

Precisava sair de casa. Não que tivesse algum lugar para onde ir.

Me sentia sufocado quando minha mãe convidava as amigas da igreja para ir em casa. Não era porque elas tinham mais de cinquenta anos… Não, não era.

Nem por causa dos comentários sobre como eu estava virando homem tão rápido. Quer dizer, eu sabia que era besteira. E, dentre todas as besteiras possíveis, aquela era até simpática, inofensiva e carinhosa. Dava para suportar quando elas me pegavam pelos ombros e diziam: “Deixe-me olhar para você. Aish que garotinho fofo, aposto que já é oppa de muitas menininhas. Você parece com seu pai". Não que houvesse alguma coisa para ver. Era só eu. Tudo bem, eu era mesmo parecido com meu pai. Mas não achava aquilo grande coisa.

O que realmente me incomodava era o fato de minha mãe ter mais amigos do que eu. Tem coisa mais triste?

Resolvi ir nadar na piscina do Memorial Park. Uma ideia boba, mas pelo menos era minha.

Enquanto seguia em direção à porta, minha mãe pegou a toalha velha apoiada em meu ombro e trocou por uma melhor. O mundo da minha mãe tinha algumas regras que eu simplesmente não entendia. E as regras não paravam nas toalhas.

Ela encarou minha camiseta. Eu sabia reconhecer um olhar de censura. Antes que ela me fizesse trocar de roupa, retribuí o olhar.

— É minha camiseta predileta — falei.

— Você não usou ontem?

— Sim — confirmei. — É do D’Angelo.

— Eu sei que é — ela disse.

— Meu pai me deu de aniversário.

— Se bem me lembro, você não demonstrou tanta empolgação quando abriu o presente.

— Eu esperava outra coisa.

— Outra coisa?

— Sei lá, outra coisa. Uma camiseta de aniversário? — Olhei para ela e completei: — Acho que eu não entendo ele.

— Ele não é tão complicado, Jae.

— Mas ele não fala.

— Às vezes as pessoas falam, mas não dizem a verdade.

— Talvez — eu disse. — Só que agora eu gosto da camiseta.

— Dá pra notar — ela comentou, com um sorriso no rosto.

Eu também estava sorrindo.

— O papai me disse que comprou no primeiro show que ele foi.

— Eu estava junto. Lembro bem. Já está velha e gasta.

— Tem um significado sentimental.

— Ah, claro.

— Mãe, é verão.

— Sim — ela disse. — É verão.

— Regras diferentes — eu disse.

— É, regras diferentes.

Eu adorava as regras do verão. Minha mãe as tolerava. Ela estendeu a mão e passou os dedos no meu cabelo.

— Só prometa que não vai usar de novo amanhã.

— Tudo bem. Prometo. Mas só se você prometer que não vai colocar na secadora.

— Talvez você mesmo devia lavar — ela disse, achando graça. — Só não vá se afogar.

Retribuí o sorriso.

— Se acontecer, não se desfaça do meu cachorro.

O negócio do cachorro era piada. Não tínhamos animais de estimação. Apesar de secretamente cuidar de uma gatinha a qual encontrei na rua que nomeei como Nora.

Minha mãe entendia meu senso de humor; e eu, o dela. Dava certo. Não que ela não tivesse seus mistérios. Mas uma coisa eu de fato entendia: por que meu pai tinha se apaixonado por ela. Já o porquê  de  ela  ter se  apaixonado  por  meu  pai  era  algo  que não  me  entrava  na  cabeça.

Uma  vez, quando eu tinha cinco ou seis anos, fiquei com muita raiva. Queria que ele brincasse comigo, e ele era  tão  distante. Parecia  que  eu  nem  estava  lá.  Com  toda minha  raiva  infantil,  perguntei  à  minha mãe:

— Como você pôde casar com esse cara?

Ela sorriu e passou os dedos no meu cabelo. Sempre fazia isso. Então me olhou bem nos olhos e respondeu tranquilamente:

— Seu pai era lindo.

Minha mãe nem sequer hesitou. Fiquei com vontade de perguntar para onde tinha ido toda aquela beleza.


Notas Finais


Gostando?
Até a próxima 😚


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