História Os Segredos do Universo - Capítulo 3


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Categorias Got7
Tags Got7, Jackbum, Jackson, Jaebum, Jaeson
Visualizações 28
Palavras 747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem os erros, dêem suporte a fic e boa leitura ❤️

Capítulo 3 - .03


Fanfic / Fanfiction Os Segredos do Universo - Capítulo 3 - .03


DEBAIXO DAQUELE CALOR, ATÉ OS LAGARTOS SABIAM  que  não  era  dia  de ficarrastejando por aí. Até os passarinhos estavam quietos. Os remendos de asfalto nas ruas derretiam. O céu tinha um azul pálido, e me veio a idéia de que talvez as pessoas tivessem fugido da cidade e do calor. Ou talvez tivessem morrido — como nos filmes de ficção científica —, e eu estava sozinho.

Mas bem no momento em que essas coisas me passavam pela cabeça, um bando de moleques do bairro  me  ultrapassou  de bicicleta,  o  que  me  fez  desejar realmente estar  sozinho.  Riam  e  faziam bagunça, aparentemente se divertindo. Um dos caras gritou para mim:

— Ei, Im! Passeando com seus amigos?

Acenei, fingindo levar na esportiva, ha, ha, ha. E depois mostrei o dedo do meio. Um dos caras parou, deu meia-volta e começou a me cercar com a bicicleta.

— Faz de novo — ele desafiou.

Mostrei o dedo outra vez.

Ele parou a bicicleta bem na minha frente e tentou me intimidar com o olhar.

Não funcionou. Eu sabia quem ele era. O irmão dele, Sehun, já tinha mexido comigo uma vez. E eu  tinha  socado  a  cara  dele. Viramos  inimigos.  Não  me  arrependia.  Bom,  eu  tinha  personalidade difícil. Admito.

Ele fez uma voz de mau. Como se me assustasse.

— Não me provoca, Im.

Mostrei o dedo mais uma vez, apontando para a cara  dele  como  se  fosse uma  arma.  Ele  logo desceu da bicicleta. Eu tinha medo de muita coisa… mas não de caras como ele.

A maioria não mexia comigo. Nem mesmo os que andavam em bando. Eles passaram de novo por  mim  com  suas bicicletas,  gritando  besteiras.  Tinham  entre quinze e dezesseis anos.  Mexer  com garotos como eu era a diversão deles. Assim que as vozes ficaram distantes, comecei a sentir pena de mim mesmo.

Sentir  pena  de  mim  mesmo  era  uma arte. Acho que parte  de  mim  gostava  disso. Talvez tivesse a ver com o momento em que nasci. Não sei, acho que influía. Não me agradava o fato de ser pseudo filho único. Era assim que eu me via. Era filho único sem ser de verdade. Um saco.

Meus irmãos eram gêmeos — sem de fatos serem semelhantes, Yugyeom e Youngjae — tinham  doze  anos  a  mais  do que  eu.  Doze  anos  era  uma  vida, sério. 

Sempre faziam que eu me sentisse um bebê, um brinquedo, um trabalho de escola ou um animal de estimação. Eu gosto de gatos, mas às vezes tinha a sensação de que eu mesmo não passava de uma mascote da família. Em espanhol, é o termo para o animal de estimação: mascoto.

Mascote. Ótimo. Jaebum, o mascote da família.

Meu outro irmão, Kunpimook, era onze anos mais velho. Ele era ainda mais inacessível que os gêmeos. Eu não podia nem mencionar o nome dele. Afinal, quem gosta de falar de irmãos mais velhos que estão na cadeia? Meu pai  e  minha  mãe  não,  com certeza. Menos  ainda  meus irmãos.  Talvez  todo aquele silêncio  sobre  meu  irmão  mexesse comigo.  Acho  que  sim.  Não  falar  pode deixar  alguém  muito solitário.

Meus  pais  eram  jovens  e batalhadores quando meus irmãos nasceram. “Batalhador” é a palavra favorita de meus pais. Em algum momento entre os três filhos e a tentativa de terminar a faculdade, meu pai se tornou fuzileiro naval. E então partiu para a guerra. A guerra o transformou.

Nasci quando ele voltou para casa. Às vezes, penso em todas as cicatrizes de meu pai. No coração. Na cabeça. Em toda parte. Não é fácil ser filho de um homem que já esteve na guerra. Aos oito anos, ouvi uma conversa da minha mãe com a tia Lisa ao telefone.

— Acho que a guerra nunca vai acabar para ele.

Mais tarde, perguntei à tia Lisa se aquilo era verdade.

— É — ela confirmou. — É verdade.

— Mas por que a guerra não deixa ele em paz?

— Porque seu pai tem consciência — ela respondeu.

— O que aconteceu com ele na guerra?

— Ninguém sabe.

— E por que ele não conta?

— Porque não consegue.

Era isso. Quando eu tinha oito anos, não sabia nada  sobre  guerras.  Não  sabia sequer  o  que  era consciência. Tudo que sabia era que às vezes meu pai ficava triste. Eu odiava quando ele ficava triste. Aquilo me deixava triste também. E eu não gostava de tristeza.

Então eu era filho de um homem que tinha o Vietnã dentro de si. Sim, eram muitos motivos trágicos  para  sentir  pena  de  mim mesmo.  Ter  dezessete anos  não  ajudava. Às  vezes  achava  que  ter dezessete anos era a pior tragédia de todas.


Notas Finais


Até a próxima 😚


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