História Os Sete Pecados - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dajan, Dakota, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya
Tags Amor Doce, Castiel, Ecchi, Hentai, Os Sete Pecados, Romance
Visualizações 40
Palavras 2.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Aqui é a Misaki ^^

Deixei um aviso no meu perfil, mas caso ainda não tenha visto, vou explicar aqui o motivo de tanto atraso.
Estou numa viajem de trabalho, sem tempo para me dedicar as histórias. Voltei sexta-feira pra casa e consegui escrever esse capítulo, mas hoje mesmo já estou partindo novamente. Acho que consigo terminar o serviço essa semana, então logo volto a programação normal. Me perdoem por não ter avisado antes, a proposta veio de repente e eu tive que ir correndo.

Espero que meus amados leitores não tenham me abandonado XD

Boa leitura.

Capítulo 9 - Dominada pela preguiça


Melody me chamou hoje cedo para firmar o contrato de trabalho, recebi até o aumento do sindicato. Os três meses de experiência passaram voando, tanta coisa aconteceu...

Lysandre está falando ao telefone há mais de uma hora, os olhos semiabertos, com os cílios serrados; o corpo frouxo escorregando na cadeira; a cabeça pendendo para o lado e os dedos a acariciar a própria testa.

Aqueles longos dedos. Queria eu estar agora sendo mapeada por eles.

Ele finalmente desliga, colocando o telefone de mau jeito no gancho.

— Ela te ama – Castiel ri em deboche, o que me espanta, já que passou a semana toda de cara amarrada.

— Mais do que deveria – Lysandre se ajeita. – Se Nina não fosse uma das autoras mais promissoras, eu já teria abandonado.

— Junto com seu emprego – Castiel completa.

O platinado faz cara de poucos amigos.

Cutuco Kentin.

— Nina é uma nova autora?

— Quem dera, seria mais fácil dispensar o trabalho se fosse o caso. Nina já tem seus livros editados há alguns anos por nós – Kentin explica. – Na época de estreia ela exigiu diretamente a Shermansky que Lysandre fosse seu agente literário.

— Ela deve gostar de seu trabalho – comento.

— Não sei dizer.

— Até parece – Armin nos surpreende, aparentemente estava só esperando uma oportunidade para entrar na conversa – ela o persegue desde o ensino médio.

Faço cara de surpresa.

— Criou até um fã clube pra ele, – Armin continua – em seus romances, o personagem central masculino é sempre um retrato de Lysandre, acho que ele ainda não a processou pelo uso de imagem só por preguiça mesmo.

Isso que é obsessão. Lysandre e Castiel conversam seriamente, eu volto a preencher algumas planilhas que Dajan me entregou mais cedo, me atentando ao serviço assim como os outros. A manhã passa e vou almoçar com as meninas; decidimos fazer isso depois daquele encontro na choperia, está sendo muito agradável e divertido passar esse tempo com elas.

Na volta do intervalo sou surpreendida por Lysandre, que me aborda na porta da sala.

— Diana, você poderia me fazer um grande favor?

— Claro, como posso te ajudar? – fico parada na sua frente. Ele é alto, deve ter pouco mais que 1,80m, seu semblante transmite tranquilidade; eu poderia ficar horas observando-o, como se fosse um quadro artístico.

— Nina teve problemas com sua atual obra, parece que misturou as páginas e que ainda não se decidiu sobre a sinopse. – Ele olha para o relógio – isso pode demorar bastante, já que o prazo de entrega dela termina hoje, provavelmente passaremos um pouquinho do expediente.

— Tudo bem – começo a pegar minhas coisas, Castiel me observa, mas quando me viro, ele desvia o olhar.

Lysandre me pede para pegar um vaucher enquanto vai ao arquivo separar algumas referências para Nina.

— Com licença – bato na porta do RH.

— Pode entrar – Melody está analisando alguns currículos. – No que posso te ajudar Diana?

— Preciso de um vaucher de táxi.

— Claro. Pra que seria? – ela pergunta enquanto vasculha o armário.

— Uma das escritoras de Lysandre precisa de ajuda – respondo – Nina, se não me engano.

— Só podia – Melody faz cara de desgosto. – Eu no lugar do Lys já tinha perdido a paciência. Nina se aproveita dele na maior cara de pau.

“Lys?”

— Está aqui – ela me entrega o vale. – Tenha cuidado, pelo pouco que conheço, sei que Nina pode ser bem ardilosa.

Aceito o concelho e me despeço, encontrando com o editor platinado na frente da editora já com um carro a espera. Ele entra pelo lado direito, se acomodando no banco de trás. Demoro um pouco para dar a volta no carro e entrar pelo outro lado; achei que ele fosse abrir a porta para mim, parece que não é tão cavalheiro quanto parece. Ou eu que apenas esteja confiada demais.

Ele dá um endereço ao motorista e repousa a cabeça no encosto. Nina mora em um bairro de classe alta, num condomínio fechado. Chegamos ao lugar em pouco menos de quinze minutos, Lysandre desembarca para falar com o porteiro enquanto eu assino o vaucher para o taxista.

Nossa entrada é permitida, seguimos andando até a quitinete número sete e soamos a campainha. Imediatamente a porta se abre em um puxão violento, uma moça de longas madeixas loiras com pontas rosa pula no pescoço de Lysandre, abraçando-o veemente.

— Boa tarde pra você também, Nina... – Lysandre se liberta dos braços femininos que teimam em apertá-lo.

— Buuu... – ela faz bico e começa a me encarar.

— Ah. Essa é Diana, ela veio nos ajudar – o heterocromático explica.

— Prazer – ela me estende a mão; suas unhas são compridas e estão pintadas de preto – sou Nina Bezit.

Aperto sua mão e ela nos convida para entrar. Nos acomodamos na sala, onde o material do livro já está todo espalhado sobre a mesinha de centro e também sobre o tapete. Nina começa a explicar os problemas com a obra enquanto prepara um chá de aroma adocicado.

A casa pareceria simples e normal se não fossem as inúmeras pelúcias espalhadas pelas prateleiras. As almofadas do sofá têm o formato da cabeça de um coelho, observando melhor, reparo que todos os bichinhos possuem olhos das mesmas cores que os de Lysandre, alguns até têm peruquinhas platinadas.

Lysandre parece não prestar muita atenção no que a jovem autora diz, ele logo começa a juntar as páginas soltas para reorganiza-las. Me sento ao seu lado e começo a fazer o mesmo.

— Então depois disso não consegui me decidir sobre a sinopse – Nina termina de contar, me entregando uma xícara.

— Sendo que eu já te expliquei como fazer uma... Sei lá quantas vezes – Lysandre se aborrece.

— Não o suficiente... – a loira faz bico.

Li em sua ficha que tem vinte e cinco anos, mas sua personalidade e expressões infantis a fazem aparentar ter por volta dos dezesseis anos.

— Desse jeito não vai dar pra continuar, estou me esforçando há cinco anos como teu agente literário, mas nada muda – o platinado se escora no braço do sofá.

— Todas as minhas séries fizeram o maior sucesso – a moça rebate – você que é um preguiçoso.

Ao ouvir as palavras mal medidas, Lysandre congela o olhar sobre a pasta de rascunhos. Vejo que Nina engole em seco ao perceber a tensão se formar no ar.

— Você tem razão. Tenho preguiça de trabalhar com uma autora tão pegajosa e imatura – ele se levanta e caminha sem pressa até o hall de entrada – te aconselho a procurar seu próximo agente em uma creche – saí e bate a porta.

Olho para Nina e vejo seus olhos marejados.

— Perdoe-o, ele apenas está estressado como prazo de entrega – tento amenizar a situação. – É realmente raro vê-lo assim.

— E quem você pensa que é para dizer isso com tanta propriedade?! – ela me lança um olhar aniquilador – deve ser apenas mais uma piranha disfarçada arreganhando os dentes para o meu Lys.

Eu a olho perplexa.

— Porém devo considerar seu esforço, conseguiu até um trabalho no mesmo departamento – ela tenta me atingir com suas sentenças peçonhentas.

Respiro fundo e mantenho a calma.

— Talvez devesse então deixar a rivalidade de lado, momentaneamente, para o bem do Lysandre. Acredito que você não quer que ele se queime por mais um de seus caprichos, não é? – utilizo da verdade para provocá-la.

Seus olhos lilás parecem adquirir uma tonalidade mais escura. Ela enfim relaxa e aceita a sugestão.

Peço que termine de organizar as páginas enquanto eu crio uma sinopse me baseando no roteiro da história. Depois de algum tempo Lysandre volta e se senta ao meu lado, sem dizer nada. Nina nos inspeciona com ciúme, eu simplesmente ignoro sua falta de bom senso e continuo meu trabalho. Depois de algumas horas revisando, o livro finalmente fica pronto para impressão.

— Excelente trabalho Diana – Lysandre elogia ao terminar de ler minha sinopse – não sei o que teria feito sem você.

— Imagina, não foi nada de mais – sorrio sem jeito.

Nina pigarreia à nossa frente.

— Ainda temos que deixar isso na gráfica – Lysandre se levanta.

Nina abre a boca para dizer algo, mas acaba se detendo.

— Foi um prazer trabalhar com a senhorita – digo educadamente – até mais.

Recolhemos nossas coisas e pegamos um táxi. Felizmente conseguimos entregar o trabalho a tempo. Por fim voltamos à editora para Lysandre deixar um relatório e eu aproveito para pegar meu casaco que havia esquecido mais cedo.

— Pegue – Lysandre me estende uma lata de chá gelado.

— Obrigada – aceito, morta de sede, bebendo tudo rapidamente.

— Você é mais calma do que aparenta. Controlou a situação perfeitamente.

— Hm... Na verdade só estou acostumada com esse tipo de situação.

— Entendo – o platinado se deita no sofá da sala de descanso. – Você deve estar exausta, vem cá – com um movimento rápido me puxa pela mão e eu caio sobre ele.

— O que está fazendo? Se alguém nos vê assim vai pensar o quê?! – tento me erguer, mas ele me segura contra seu corpo.

— Não há mais ninguém aqui nesse horário, somente os guardas lá fora – ele acaricia meu rosto com os dedos, demorando-se sobre minha boca. Seus olhos brilham com a luz que entra pelas venezianas, parecendo duas pedras preciosas, uma atacamita e um topázio.

O calor de seu hálito me entorpece, meu corpo pesa e minha respiração desacelera, se tornando mais densa. Lysandre parece emanar serenidade, é como observar um lago profundo e extenso. O que acontece se eu tocar a superfície espelhada?

Me arrisco a descobrir. Passo a língua pelo canto de seus lábios entreabertos, mordiscando-o com os caninos. Ele coloca a mão na minha nuca e junta sua boca a minha. O beijo é doce, mas viciante, parece um anestésico natural; enrosco meus dedos nas pontas negras de seus cabelos levemente ondulados e aperto nossos lábios. Necessito mais desta droga.

Ele reage ao meu estimulo enlaçando minha cintura com seus braços, me abraçando com carinho. Pareço estar revivendo aqueles namoros de colegial, quando as caricias eram inofensivas e até meio receosas, trocadas pelos corredores, debaixo das escadas ou atrás do ginásio.

Me afasto o suficiente para desabotoar sua camisa, em seguida faço o mesmo com a minha. Lysandre fica ali, me admirando, não parece estar interessado em tomar mais iniciativas. Entendo isso como um passe livre; tiro o sutiã e faço-o apalpar meus seios, suas mãos estão frias, o que me causa um arrepio momentâneo. Sinto o volume pulsante sob minhas nádegas, baixo o zíper da calça social masculina e vejo que seu falo já escapa da peça íntima. Puxo minha saia para cima da cintura e desvio a calcinha para o lado, inicio a penetração devagar, deixando que a lubrificação se espalhe uniformemente. Lysandre solta um gemido sutil, quase como o ronronar de um gato.

Ele é lindo. Parece um galã de filme em preto e branco. Suas mãos deslizam pela lateral de meu corpo, pousando sobre minhas coxas tencionadas, me incitando a descer e subir sobre sua pélvis. Apoio-me no encosto do sofá para ter mais firmeza e começo a cavalgar com vontade; o platinado se endurece ainda mais, sinto-o bem fundo, mas o desconforto é insignificante perto do prazer que começa a inundar meu corpo.

Numa última sentada gozamos juntos. Deito novamente, a testa suada e os músculos das pernas levemente doloridos. Lysandre se remexe, me obrigando a levantar; começa a se vestir e eu me apuro com os botões da camisa.

— Isso foi muito relaxante – ele pega minha mão e beija os nós de meus dedos – acho que agora sou eu quem está te devendo.

— Nada de cafeteria desta vez – faço piada.

Ele sorri.

— Mas seria ótimo ter que tirar a mancha da minha camisa outra vez.

Me aprumo com a ideia, já consigo imaginar meu corpo quente em contraste com o mármore da cozinha. De repente passos vindos do corredor chamam nossa atenção.

— Tem alguém ai? – a luz forte de uma lanterna me cega.

— Boa noite seu guarda, só viemos deixar alguns papéis, já estamos de saída – Lysandre pega suas coisas. – Vamos?

— C-claro – pego minha bolso e o sigo.

O guarda nos acompanha, batendo papo no elevador. — Tenham cuidado – ele acena, voltando ao seu posto.

Já são quase dez horas da noite, Lysandre e eu optamos por dividir um táxi. Em questão de minutos já estamos na frente do meu prédio.

— Boa noite – pago minha parte da corrida.

Lysandre estica as pernas sobre o banco do carro e boceja. O taxista arranca, fazendo os pneus esfumaçarem. Olho para cima. As luzes do apartamento 1007 ainda estão acesas.

Arrasto-me pelos andares. Tudo que desejo agora é um banho quente e uma cama confortável.

 

A preguiça acaba de me dominar e não tenho vontade alguma de lutar contra ela.


Notas Finais


Desculpe se estiver mal revisado, assim que tiver tempo dou uma olhada mais atenciosa.

Um grande beijo.
Obrigada por ainda estar ai <3


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