História Os Significados de um Beijo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Happy Tree Friends
Personagens Cub, Disco Bear, Pop
Exibições 22
Palavras 3.288
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá...bem, primeira fic desse tema, mas me deu muita vontade de fazer e demorei um tempo escrevendo (não fiz direto, ou teria demorado uns 2 dias)
Pra quem me vê aqui e sabe quem sou...desculpa pelas fic's em hiatos. Mas prometo que, agora que entrei de férias, darei meu jeito de terminar de escrever as fic's (porque escrever um divido o computador com dois irmãos mais novos)
Fic postada pelo celular :p
Fic com conteúdo homossexual, yaoi, ou seja, homem x homem. Não gosta, não leia. Gosta? Seja bem vindo.
Enfim, espero que gostem
Beijos
Ps: Fanfic postada no Nyah também.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Os Significados de um Beijo - Capítulo 1 - Capítulo Único

-Papai, o tio Disco está aqui. -Cub disse ao atender a campainha. O pequeno garoto gostava muito de Disco Bear e adorava quando o mesmo vinha visitá-lo e à seu pai. Mesmo que seu pai não gostasse muito das visitas de Disco.

-Hey lil'boy. Seu pai está em casa né? Posso entrar? -O dançarino disse animado enquanto pegava Cub no colo quando o mesmo lhe deu passagem para entrar na casa.

-O que você quer agora Disco Bear? Você não se cansa de vir aqui? Não tem nada melhor pra fazer? Vai embora. -Pop disse irritado da poltrona onde estava sentado perto da lareira apagada, lendo seu jornal e fumando seu cachimbo. Ele nem se deu o trabalho de olhar para Disco, já sabia que o mesmo já havia entrado na casa, fechado a porta e se sentando no sofá que tinha por perto, com Cub em seu colo.

Pop não entendia como seu filho poderia gostar tanto de Disco ao ponto de chama-lo de "tio". Bear era irritante, inconveniente, eufórico e um verdadeiro canalha, do ponto de vista de Pop. Mas seu filho e o dançarino eram muito próximos e Disco tinha um grande carinho e cuidado com ele; sendo essa talvez a única razão para que Pop deixasse que Bear entrasse em sua casa quando queria, o que era quase duas à três vezes por semana, vindo sempre nas terças.

-Ah Daddy, porque me odeia tanto? Você sabe que eu que torno essa casa aqui mais legal, seu chato.

-É. Papai chato. -Cub mostrou a língua para seu pai de brincadeira, quando viu Disco fazer o mesmo. Pop apenas suspirou e fechou o jornal, o colocando na mesinha ao lado e olhando para as crianças sentadas no sofá (já que para Pop, Disco estava mais para uma criança do que para um adulto).

-Mas enfim Pop, eu vim aqui porque fecharam a discoteca por hoje e queria saber se posso dormir aqui hoje. -Foi direto, sorridente e na maior cara de pau que Pop já viu.

O que lhe causou uma veia estourando em sua testa e uma aura raivosa surgir ao seu redor. O que Disco conhecia muito bem o que significava: "Corre por sua vida dançarino de merda", como Pop diria. O que fez o ruivo deixar Cub no sofá e sair correndo para o banheiro e se trancando lá. Essa cena era muito bem conhecida pelos três "ursos", já que era algo típico desses três quando Disco vinha com alguma idéia da qual Pop não gostava, já que o pai não gostava muito que Disco ficasse perto de Cub por muito tempo, pois acredita que ele seria uma má influência para seu filhinho...Mas será que era só por isso mesmo?

-DISCO BEAR. SEU RUIVO MALDITO. SAIA DESSE BANHEIRO AGORA ANTES QUE EU VÁ PEGAR A PÁ. -A "famosa pá". A "arma" que Pop usava para bater em Disco quando o mesmo ficava muito irritado com o ruivo. E olha que o moreno tinha uma força pra bater em alguém com uma pá.

Ao ouvir Pop mencionar a pá, Disco destrancou a porta do banheiro lentamente e saiu de lá na mesma velocidade, de cabeça baixa e ajoelhado, como se implorasse para não apanhar.

-Ei papai, não bata no tio Disco. -A criança veio correndo para "socorrer" o ruivo, entrando em sua frente de braços abertos, o que levou o dançarino a abraçar o garotinho pela cintura, como se estivesse se escondendo atrás do pequeno.

-Ai, tá bom. Não vou te bater. -Foi só proferir estas palavras que Bear se levantou num pulo, com Cub em seus braços e rodando, na maior alegria. Realmente, uma criança. -Mas você também não vai dormir aqui. Brinque um pouco com Cub e depois se manda. -Disse de forma autoritária.

Disco parou de girar e colocou Cub no chão, se ajoelhando novamente e olha do para Pop com "cara de cachorrinho abandonado", falando com voz infantil e apertando suas bochechas com as palmas das mãos.

-Pu favo Pop. Deixa eu dumi aqui.

-Pu favo papai. -E lá se vai Cub fazer o mesmo que Disco. Realmente, o ruivo era uma má influência para o garotinho. Que vontade que o moreno mais velho estava de dar uma porrada na fuça de Bear. Ele apenas bufou novamente e virou a cara, sussurrando um "tá bem", fazendo os dois ajoelhados pularem de alegria e Cub se jogou nos braços do pai, o abraçando.

-Obrigado papai. -O pequeno dá um selinho nos lábios do pai; algo que entre os dois tinha um significado especial e simples, demonstrando o amor de pai e filho entre os dois.

-É, obrigado "papai". -Disco segura o colarinho do roupão de Pop e aproxima os corpos, lhe dando um singelo selinho nos lábios do moreno mais velho, o que fez o mesmo corar violentamente de vergonha e raiva, desferindo um tapa em Disco, que saiu correndo amedrontado e rindo para o jardim atrás da casa, chamando por Cub,que disse que iria em seguida.

-O que foi papai? Tá doente? Porque tá vermelho? -Perguntou inocentemente, como a criança pura que era.

-N-não é nada Cub, vai lá brincar com o Bear. -Pôs seu filho no chão, que não perdeu tempo em ir para o jardim dos fundos brincar com o ruivo de alguma coisa que Pop iria achar perigosa e iria brigar com o dançarino.

E assim se passou o dia, como se fosse outro qualquer dia que esses três tinham.

                                                                                                                 

                                                                                                                               -#-#-

 

Já eram por volta das nove da noite; os três "ursos" já haviam jantado e agora estavam apreciando um breve momento juntos em um silêncio incomum - pelo menos por parte de Disco - em frente à lareira acesa, com Pop sentado em sua poltrona lendo uma revista qualquer fumando seu cachimbo, Disco estava deitado de lado no tapete fofo e macio comendo umas uvas, e Cub estava deitado no sofá, coberto com um lençol fino, parecia estar dormindo, mas só parecia mesmo.

Mas na verdade, o pequeno estava tendo uma discussão consigo mesmo, coisa que uma criança em seus plenos 7 anos não deveria ter em sua idade: mais cedo, Cub beijou seu pai, coisa que eles faziam desde que Cub era um bebê - coisa que seu pai lhe disse - e então viu o tio Disco fazer o mesmo com seu pai. Ele achou algo normal, já que seu pai e tio Disco eram amigos desde sempre, e aquele beijo era igual ao que ele é seu pai faziam; então porque seu pai bateu no tio Disco? Foi apenas um beijo certo? Mas daí o pequeno se lembrou que ele não sabia direito da relação de seu pai com Disco. Como se conheceram, a quanto tempo se conhecem...Cub sabe que Disco foi o padrinho de casamento entre seu pai e sua mãe, e que esteve ao lado de seu pai quando sua mãe morreu quando ele nasceu, e que praticamente ajudou seu pai à cuidar de si. Então...Qual foi a verdadeira razão daquele tapa? Porque seu pai fez aquilo? A pequena cabeça de Cub estava confusa, e ele acabou realmente pegando no sono com isso, sonhando com algo completamente aleatório e fofo, um sonho normal de criança.

-Aquele tapa doeu Pop. Não precisava daquilo. -Disco falou depois de longos minutos em silêncio, ao ter certeza de que o seu pequeno lil'boy estava dormindo.

-Fale mais baixo idiota, ou vai acordar Cub. -O repreendeu por seu tom de voz mais elevado.

-Não se preocupe com isso Pop, sabe que Cub tem um sono pesado. -Se levantou e andou até o pequeno, o pegando em seus braços. -Acho melhor leva-lo para a cama não? -Nem esperou resposta, pois já sabia qual seria. Subiu as escadas da casa em direção ao quarto da criança, a colocando em sua cama e depois voltando para a sala, onde Pop tinha sua total atenção; o moreno sabia que ele queria conversar.

-Desembucha Disco, o que você realmente quer? -Foi direto, como era em relação ao ruivo.

-Eu não menti quando disse que a discoteca fechou e queria dormir aqui -Sorriu de forma cafajeste, mas depois ficou sério e se aproximou de Pop, o segurando pelo queixo. -Quero saber porque me bateu quando te beijei. Até parece que não tivemos algo no passado.
Esta frase fez Pop corar e tentar virar o rosto, mas Disco lhe segurava com força o bastante para não fazê-lo.

-Me larga Bear, você sabe o motivo de ter apanhado. Você me beijou na frente do Cub. -Disse com certa raiva, tentando se soltar do ruivo.

-Não Pop. Desta vez nós vamos conversar de verdade. -E sem aviso, agarrou Pop pelo tórax e em um movimento, o colocou em seu ombro, o levando para o quarto enquanto o moreno se debatia e socava suas costas.

-Me larga Disco Bear. Estou falando sério. -Falava irritado e quase aos berros.

-Fale mais baixo Daddy, você não quer acordar Cub, não é? -Deu um tapa em sua bunda, o calando de surpresa e por se lembrar que seu filho estava dormindo em um quarto próximo; fora isso, a acústica da casa era incrível.

Disco levou Pop para seu quarto sem muitos problemas, tirando o mesmo se debatendo e o batendo, mas nada de mais. Ao passar pela porta, a fechou com o pé e ao se aproximar da cama, jogou Pop em sua cama, tirando seus sapatos e subindo em cima de si em seguida, estava estranhamente sério.

-Disco, o que deu em você? Ficou louco? Sai de cima de mim. -Falou com a voz levemente trêmula. Era a primeira vez em muitos anos que via o ruivo agir desta forma consigo.

-Apenas fique quieto Pop, me deixe falar por um momento sem que você me interrompa ok? -Disse com voz de choro, mas também estava sério.

O moreno então realmente se calou, e quando Bear percebeu que seu pedido foi acatado, permitiu que Pop se sentasse, e que eles ficassem de frente um para o outro, se encarando naquele quarto que estava escuro, mas a janela sem cortinas permitia que a luz da lua entrasse pelo vidro transparente e clareasse o quarto o bastante para se verem sem muitas dificuldades. E Pop pode notar que Disco estava realmente incomodado com algo.

-Pop...Quero que você seja sincero comigo. Você me bateu depois do beijo porque não saberia como explicar isso para o Cub, ou porque não quer admitir que tivemos algo no passado? E é por isso também que Cub não sabe que já namoramos antes de você conhecer a Kim? -Direto como sempre. Mas Pop não queria que ele tivesse sido tão direto assim. Estava travado, não saberia como explicar, pois nem ele sabia o verdadeiro motivo do tapa.

Esse tipo de conversa...Tinha tantas memórias deste tipo. A memória de quando eles se conheceram, de quando começaram à namorar, de quando terminaram de forma amigável, quando conheceu Kim e mesmo assim ele e Disco continuaram amigos e ainda o pediu para ser o padrinho de casamento entre ele e Kim, e que quando Kim morreu quando Cub nasceu, Disco ajudou e muito a cuidar dele, e até hoje ele cuida de seu filho como se fosse parte da família; o que talvez fosse mesmo, mas Pop é cabeça-dura para admitir isto....

-Olha...Disco...Eu...Não sei. Ainda não tive coragem para dizer pro Cub que já fomos namorados. Mas você sabe que o beijo que Cub me deu é diferente do seu beijo comigo. Como você acha que ele ia reagir se soubesse que éramos namorados no passado?

-Eu acho que se você explicasse direito, ele ia entender. Pop, eu sinto falta de você. Vir visitar vocês três vezes por semana não basta. Eu tenho saudades dos seus beijos, de seu carinho, do seu abraço, do seu calor, de quando fazíamos sexo, de quando -Antes que continuasse, o moreno calou sua boca completamente envergonhado. Se ele continuasse a fala, com certeza as palavras não seriam nem um pouco inocentes.

-Eu já entendi Disco...E não posso dizer que não sinto o mesmo...-Tirou as mãos nos lábios do ruivo e as colocou em seu colo -Desde que terminamos e eu comecei a namorar a Kim, você vem me apoiando com minhas decisões, esteve sempre ao meu lado, mas também não estava, pois era com a Kim que eu ia me casar; e mesmo assim, você não me deixou, ainda se tornou  nosso padrinho de casamento -Riu ao lembrar da reação que Disco teve ao lhe fazer o convite, só faltou ele ter chorado em seus braços de felicidade -É quando a Kim morreu dando luz ao Cub, você ficou comigo, me ajudando a cuidar dele, e melhorando meu humor, sempre tentando me alegrar e notar que só de ter o Cub comigo eu tinha uma família...Mas também sentia saudades daqueles momentos...dos sentimentos...sensações...Tanto contigo quanto com Kim. Mas eram diferentes, com você era diferente... Eu me sinto tão incompleto Disco, eu preciso daquele calor novamente -E se pôs a chorar baixinho, não deixando seus soluços audíveis, mas Disco conseguia ver as grossas lágrimas escorrendo por suas bochechas e pingando em suas mãos.

Bear apenas pode sorrir levemente e segurar carinhosamente as mãos de Pop, o fazendo olhar para si. No outro momento, o abraçou com ternura, permitindo que o moreno chorasse em seu ombro e m olhasse um pouco sua camiseta -No caso, a camisa de Pop na qual Disco pegou emprestada para dormir.

-Eu também me sinto assim Pop. Não vou mentir para você, mesmo eu ficando com várias mulheres, e até homens, não consegui me sentir satisfeito. Não me senti completo...Me sinto da mesma forma que você. Preciso lhe sentir em meus braços novamente Pop...Eu te amo. Sempre te amei e sempre irei te amar...Apenas...Me permita sentir seu calor novamente...Só mais uma vez...-Agora foi a vez de Disco chorar. O que para Pop era uma raridade. Mesmo se conhecendo à tantos anos, foram poucas as vezes que viu Disco chorar.

E ambos ficaram assim por um tempo, chorando um no ombro do outro, abraçados, relembrando o passado que tiveram na companhia do outro. Do quão felizes foram naquela época, e em como a separação fora difícil para os dois. Mas agora, eles poderiam recomeçar. E se tornarem uma família como pensaram à muitos anos, pois para ambos, Cub era a pessoa mais importante de suas vidas, e os três já eram uma família desde seu nascimento, só que não tinham percebido ainda.

Aquele momento só foi cortado quando ambos ouviram a voz fraca e sonolenta de Cub detrás da porta, e a mesma sendo aberta por ele. Então eles se soltaram, mas ainda ficaram próximos. O pequeno estava coçando os olhos e com um lençol em mãos -o mesmo lençol que estava usando no sofá.

-Papai...tio Disco...O que estão fazendo? Eu não consegui dormir...desculpa. -A criança se desculpa para os adultos, que se entre olham e riem baixo.

-Vem cá lil'boy, vamos dormir juntos. -Disco deu tapinhas na cama, entre ele e Pop, o convidando para se juntar à eles.

-Juntos? Como assim juntos? -Pop perguntou desconfiado, mas já tinha idéia do que aquilo iria significar.

-Yay. Vou dormir com o papai e o tio Disco. -Os adultos riram da felicidade e do jeito infantil que Cub falou e se jogou entre ambos.
Neste momento, a pequena criança sentiu algo que até então desconhecia, não entendia que sentimento era esse, mas ele era bom e reconfortante. E Disco também sentiu a mesma coisa, mas ele sabia o que era: Família. O que ele é o pequeno ursinho sentiram eram diferentes, e ao mesmo tempo iguais.

Disco sempre fora muito solitário desde pequeno, nunca teve uma família de verdade, nunca sentiu aquele amor familiar naquela intensidade e se sentiu imensamente feliz, como se seu coração estivesse transbordando de felicidade. E Pop viu isso nos olhos do ruivo, mas ele quis rir de sua reação. Eles, mesmo que inconscientemente, eram uma família. Não aquela definição de "família tradicional" formada por um homem, uma mulher e um filho; os dois adultos não possuíam nenhum preconceito com isto é claro (já foram namorados no passado). Mas eram uma família, uma família que se amava e não conseguia viver sem os outros, mesmo que Pop não quisesse Disco perto de Cub, mas isso também faz parte da família.

Cub bocejou com sono e coçou um dos olhos, e Disco Sorriu ao ver seu lil'boy querendo dormir. Houve um tempo, quando Cub ainda era um bebê, onde ele se via sendo um outro pai para o pequeno garoto, que o botava para dormir a noite enquanto Pop estava descansando na cama pelo cansaço de um dia trabalhoso com o bebê. Relembrando esses seus sonhos passados, Disco pegou Cub no colo e o colocou entre ele e Pop, fazendo carinho em seu cabelo e dizendo que ele poderia dormir em paz, pois os dois estavam ali com ele. Com um sorriso no rosto, Cub deu um beijo na bochecha de seu pai e de Disco, desejando boa noite e em pouco tempo adormeceu.
-Nem me lembro quando foi a última vez que deixei Cub dormir comigo.

-Pop disse em tom baixo para não acordar o pequeno, enquanto o cobria até metade da barriga.

-Se fosse meu filho, dormia comigo todo a noite. -Disco disse em tom de brincadeira, mas baixo também.

-...e quem disse que não é. -O moreno disse calmo, não muito sério, surpreendendo o ruivo.

-Eh? Como assim? Cub, meu filho? O que você quer dizer com isso Pop? -O dançarino estava confuso, contente pelo o que o amigo disse, mas ainda assim confuso.

-Depois que Kiki morreu, você me ajudou a cuidar do Cub como se fosse seu próprio filho, e ele é apaixonado por você, e você sabe disse. Quantas vezes eu tive que sair e deixei ele contigo? E quantas vezes ele brincava com você em sua casa e não queria mais voltar? Você, mesmo que sem nenhum de nós notasse, se tornou muito presente nas nossas vidas, é como se fosse outro pai para Cub, ele te chama de "tio" porque não pode te chamar de "pai"...Não ainda... -Suas bochechas estavam coradas e ele olhava dengoso para Disco.

-Pop...Você...-

-Disco, quer ser parte da família? Quero dizer...oficialmente? -O moreno mais velho desviou o rosto meio corado e envergonhado, coçava a nuca sem saber que resposta poderia receber do ruivo, mas o olhou novamente ao ouvir um fungado.

Disco estava chorando. Pop por um momento se desesperou, por não saber o que fazer nem o porque daquele choro, mas antes que pudesse pensar em fazer algo, foi abraçado com força pelo ruivo, que depois disso, lhe deu um beijo de tirar o fôlego, literalmente.

-Pop...Você não faz ideia do quanto estou feliz em ouvir isso...Eu sempre quis formar uma família contigo...E de pensar que agora isso pode ser concretizado este meu sonho...Me faz chorar de felicidade, pois não existe outra forma de expressar o quão feliz estou. -Lhe ofereceu um sorriso enorme e sincero, e também lindo, como no passado -Eu te amo Pop.

Palavras agora não eram mais necessárias. Apenas atos, olhares, sentimentos. Os adultos se levantaram e saíram cuidadosamente da cama para não acordar o pequeno ursinho dorminhoco. Se dirigiram para a sala e se amaram como não faziam à muito tempo naquele mesmo sofá que no passado havia testemunhado tantas vezes aquela cena de amor entre os dois ursos. Após isso, voltaram para o quarto, tomaram um breve banho e foram dormir ao lado de seu filho.

Sim, seu filho, dos dois, pois agora eram uma família.

E pensar que tudo isso aconteceu por causa de um beijo que para o Cub e para Disco e Pop tinham significados diferentes.  

 

                                                                                                                       Fim 


Notas Finais


Bem, é isso. Só para dizer que a Kim foi uma personagem inventada por mim, ou seja, de minha autoria.
Obrigada por quem leu.


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