História Os Tigres de Arkan - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Máfia, Romance, Tigres De Arkan
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Um confronto balístico


Fanfic / Fanfiction Os Tigres de Arkan - Capítulo 8 - Um confronto balístico

 

Demorou algum tempo até que os dois rapazes chegassem à toca, pois Ardila fez questão de explicar o caminho para James, apenas para certificar-se de que não precisaria mais busca-lo. Quando ambos chegaram à loja do Sr. Tobby, já era quase horário de almoço. William saiu do carro, deixando-o estacionado em uma espécie de lugar meio abandonado que era para servir como estacionamento particular de alguém, mas na verdade era só um terreno baldio ao lado do esconderijo. Depois de sair do carro pegou o notebook e caminhou até a entrada, deixando Ack alguns passos de distância.

 Depois cumprimentou Tobby e desceu até o esconderijo. No mesmo só havia Pauly e Arkan, consumindo cada qual sua marmita.

—Eu me atrasei por que...

—Sh... —Arkan fez um ruído com a boca indicando que ele devia se calar— Não quero saber. Onde está o notebook?

 Ardila arregalou os olhos se perguntando se o “Efeito James” era tão rápido assim e apontou com a cabeça para o laptop em seu braço, depositando o mesmo em cima de uma espécie de sofá que havia no ambiente. Ambiente esse que era fedido a mofo, pouquíssimo clareado, havia uma espécie de quadro para se colocar avisos em um papel (espécie de cartolina branca), alguns sofás posicionados em formato de circulo, um tapete no meio desse círculo com o símbolo de um “A” em posição horizontal e um “T” em vertical que crescia a partir do “traço” que há no meio do “A”, duas marmitas sendo devoradas fervorosamente, um notebook recém-colocado em um dos sofás com estampa velha, um Arkan e três Tigres.

 Ack abaixou a cabeça momentaneamente enquanto Pilot depositava a encomenda. William nunca abaixava a cabeça perante o líder. Todos sabiam o porquê.

—Pilot, você se lembra do lugar onde te mandei ir? —A voz grossa e rígida se fez presente, um pouco mais rouca do que o comum— Vamos confrontar a polícia lá.

—Como assim? —Franziu a testa tentando se mostrar desinteressado, embora estivesse curioso, enquanto balançava a cabeça positivamente de forma até inconveniente.

 Demoraria algum tempo, mas seria bom explicar para ele. Pauly assumiu a fala a pedido de Arkan — não que ele realmente tivesse pedido, porém o olhar amedrontador que o lançou só podia significar isso— e começou a explicar. Explicar também para Ack que se interessou instintivamente em saber o quê estava para acontecer. E embora Paul fosse do grupo que considerava ele um tanto suspeito e simplesmente não confiava, teve que se conter perante a vontade de Arkan. Realmente não sabia como aquele homem conseguia ser tão convincente e confiável para o líder.

 Na realidade, J não achava isso antigamente. Quem pôs isso em sua cabeça fora K ou KR — codinome(s) de Kurt Richard. K era o quê se pode chamar “amigo de tempos vagos” de Paul. Aquele amigo que você não divide nada relevante com, discute besteiras, fala sobre a previsão do tempo e às vezes se arrepende de deixar escapar algo mais confidencial. Porém, em uma dessas conversas de fim de tarde, numa ocasião bem memorável na qual Pauly estava esperando William na toca, onde ambos haviam marcado de se encontrar para ir até um pub beber e combinar certas coisas (e, claramente, Liam não compareceu), acabou que levado pela frustração do furo que levou teve que deixar escapar uma mentirinha sobe William estar procurando um emprego. Óbvio que isso não era verdade. Mas, “escapuliu”. E de alguma forma isso se reverteu um uma elaborada e meticulosa conversa sobre cada membro da toca central, desde Arkan (há quem foi alvo de muitos elogios falsos e bajuladores) até Ack, que sequer podia ser chamado de integrante da toca central. E acabou que Kurt fez a cabeça de Paul, convencendo-o com algumas séries de argumentos com ou sem nexo de que Ack era um espião policial.

 Independente disso, a vontade de Arkan era confiar nele e isso devia ser feito.

X-X-X

 Eu ainda estava me perguntando por que Diabos eu não havia criticado essa ideia até poder não fazer parte dela. Quer dizer, eu tinha argumentos suficientes para convencer, não só Arkan, mas todo mundo que eu quisesse, de que a tarefa mais difícil sempre ficava comigo. Não que eu estivesse reclamando, porque havia gente na mesma situação. Porém a minha revolta interna crescia a cada bala que seria certeira em mim se não fosse por um carro me protegendo. Que outro membro sempre estava em situação de risco? Eu só conheço um. E esse um sou eu. Pilot. A isca da facção. O entregador de coisas. O motorista de fuga. O cara que quase morre. E isso não é nem um pouco agradável.

—Atira cara! —O grito de Pauly em cima de mim soou mais como um pedido desesperado do que como uma ordem. Eu, obviamente não respondi, pois estava carregando a arma.

 O momento estava um caos. E, por algum motivo provavelmente genético, nessas situações eu costumava ter muito tempo para pensar. Sobre o quê eu quisesse. Já me peguei pensando sobre a previsão do tempo em um assalto a banco, para falar a verdade. Era como se as coisas acontecessem em câmera lenta. Não que isso fosse real. As coisas aconteciam da mesma forma para todo mundo. Todavia eu conseguia me manter mais calmo, mais racional. É o que chamam de sangue (extremamente) frio.

 Os barulhos de tiros vindos do mato, de frente, da gente, dos Atiradores de Escol, da polícia, de todos os lugares, ligado aos barulhos insistentes das sirenes e os gritos de ambas as partes não interferiam de maneira negativa na minha calma. Eu simplesmente não me sentia pressionado. Nem naquela vez, nem em nenhuma outra até então. Era algo até curioso a forma como Noah também não se sentia. Contudo ele era diferente de mim, pois eu ficava tranquilo. Ele apenas não entrava em desespero. E enquanto uma revolta interna crescia em cima de mim, misturada a pensamentos que provavelmente nunca mais se repetirão, eu o via agir com tamanha naturalidade em uma ocasião que exigia mais paciência, enquanto os outros se desesperavam de medo tentando não demonstrar. Pauly costumava ser valente nessas horas, sem embargo ele sempre comentava com uma entonação de pânico, momentos depois, quando conversávamos sobre tal coisa.

 Suspirei terminando de recarregar a arma e colocando a mão um pouco para longe da proteção precária do carro, era hora de atirar. E enquanto eu atirava de maneira aleatória ou não, sorria bobamente ao me recordar da inutilidade dessa minha revolta.

 Eu estava com a impressão de que algo iria dar errado desde que os policiais haviam chegado. Eu, Pauly, Noah e mais três caras (estes que nem merecem o respeito de serem citados) somos o quê chamamos “carinhosamente” (estrategicamente, que seja) de grupo Alfa. E quando eu vi exatamente dois carros dos tiras “malvados” se aproximarem e pararem perto da fábrica, eu tive a certeza que de isso podia terminar mal. Seis pessoas contra doze? Ou seis contra oito? Era claro que havia outros dois grupos, Beta e Celta. Porém, quando se trata de trocar tiro de forma tão direta, você não quer saber se há snipers “te protegendo”. Isso simplesmente parece inútil, até porque eles estão mais para matar do que para proteger. Até as próprias pessoas que estavam no grupo Alfa estavam mais para matar do que proteger uns aos outros e quando há tanto individualismo em um grupo, é porque algo vai dar errado. Não que eu estivesse com medo de alguma coisa, mas é que, se eu levasse um tiro, por exemplo, como eu ia explicar para Sadie? Bufei raivoso ao pensar nela me questionando sobre isso. E supondo que outra pessoa se ferisse, digo morresse, eu teria que comparecer as cerimônias chatas e que não significam nada. Essas coisas todas eram de desesperar mais do que o pensamento de que você pode morrer.

—Atira Pilot! —Tornou a berrar em meu ouvido, de forma irritante.

 Eu estava atirando caramba! Contudo eu não respondi. Botei um pouco da cabeça para fora do carro, visualizando um espertinho que fizera o mesmo e segurei o gatilho. Aquilo era uma submetralhadora, não um rifle de precisão, todavia a minha mira sempre fora exemplar. Segurei o gatilho enquanto continha o impulso causado pelo disparar da arma. Alguma parte majoritária dos tiros serviu de enfeite no carro, não obstante aquela cabecinha desapareceu. Teria eu acertado ou o homem se escondeu astutamente por susto? Enchi as bochechas de ar como decepção, e mirei em outro ponto. Foi quando acertei as sirenes que estavam ligadas em cheio explodindo-as em alguns pedaços. Fora uma boa ideia afinal. Aliás, boa não; ótima. Pois nos fez perceber que as sirenes não vinham mais somente de quem trocava tiro conosco, todavia também se mostravam altas de possíveis viaturas que se aproximavam para dar reforços.

—Noah! —Chamei enquanto atirava— Noah está ouvindo isso? —Eu me arrependi em seguida por tê-lo chamado de Noah. Não devia simplesmente. Não que ele merecesse algum respeito a mais do que os outros, mas porque chama-lo pelo nome mostrava uma intimidade entre nós que não existia. Porém agora já havia sido e a última coisa que eu queria pensar era nisso.

—Eu estou ouvindo. —Respondeu de forma quase inaudível pelo barulho dos tiros e a rouquidão natural da voz— O grupo Beta vai nos dar cobertura.

—Como assim, cara? —Indaguei inadequadamente, pois sabia do plano idiota. Em seguida suspirei. Eu havia demonstrado um pouco de desapontamento porque a minha munição já havia acabado. E a reserva também. Isso significa que teria que fazer uso do meu revólver, aquele com seis munições. Até porque pedir bala emprestada não estava em cogitação.

 Foi quando assim, do nada, Noah gritou “agora” e simplesmente apontou que deveríamos sair correndo como se isso fosse tão fácil. Eu teria, claramente, sido racional e desobedecido. Porém o fato dos outros policiais estarem praticamente nas nossas costas me fez perder um pouco da vontade de ser “rebelde”. Corremos. Não era tão distante assim do mato, havíamos estacionado estrategicamente, de forma que três ou quatro passos fossem mais do que o suficiente. A maioria deles estava recarregando. Nossos snipers ignoraram o fato de ser hora de eles saírem sem olhar para trás e começaram a nos dar uma ótima cobertura, enquanto os Betas fuzilavam iguais uns loucos. Eu não disparei um tiro enquanto corria.

 Não demorou a começar uma perseguição pelos caminhos da floresta. Os três homens que antes eu não quis citar por não serem relevantes se desviaram do caminho, correndo para o lado oposto ao meu, do Noah e do Pauly. Todavia não parei para pensar nisso. Eu estava tentando me lembrar do caminho mais seguro das trilhas que já havia percorrido. Paul corria igual um maratonista desesperado — e era um pouco engraçado visualizar as gordurinhas dele balançando—, embora estivesse tentando fazer de seu semblante uma coisa séria. Noah apenas seguia o irmão mais novo, parecia não pensar, porém pelo que sei dele, isso significava que estava pensando muito.

 Infelizmente, dois policiais conseguiram nos alcançar, um atirou em mim de imediato me fazendo cair no chão com dor no pé esquerdo. Não consegui conter o grito que tentei abafar para não chamar atenção dos demais. Levantei um pouco a cabeça soltando um xingamento, passando olhar para J que estava com uma expressão de preocupação:

—Faz alguma coisa P-Pilot! —A voz dele saíra trêmula. Onde estava a valentia citada há pouco?

—Soltem as armas! —O desgraçado que atirara em mim pedira da forma mais firme possível, empunhando a própria arma de forma a mirar na cabeça de Paul.

 Antes que eu pudesse tomar qualquer atitude diferente atirei com o meu revólver um pouco acima do peito desse maldito que me baleou. E depois houve outro estrupo de tiro. Seguido de mais um e mais. Um revólver havia acabado de ser descarregado, três balas para cada um dos policiais e um grito em seguida:

—Vocês são loucos?!

 Eu arregalei o olhar ao ver a ira de Noah. Eu não sabia se isso tinha sido desencadeado por minha causa, pelo Pauly ou por eles estarem o desafiando. O mais provável? Acredite ou não, mas é a terceira opção.

 Noah teria atirado mais se tivesse com outra arma. E se a situação não fosse aquela, teria socado e chutado aqueles cadáveres. Porém, se conteve e apenas os fuzilou com um olhar fulminante, se virou para mim e com tamanha brutalidade puxou parte da minha camiseta para cima, quase rasgando o tecido — que por sorte era de boa qualidade e evitou uma eventual queda desnecessária— e me fazendo deixar o revólver cair no chão. Eu ainda estava surpreso. E não só pela atitude anterior dele, entretanto principalmente pela dor abundantemente forte que sentia no pé. Era como se um raio tivesse caído em cima do meu osso na intenção de destroça-lo completamente. (Okay, talvez seja exagero). De qualquer forma, a sensação era horrível. Eu nunca havia sido baleado em cheio, no máximo de raspão, e aquilo doía de encher os olhos de lágrimas. Independente disso, eu tive a sanidade de manter o pé em uma posição favorável (mesmo que só fizesse doer ainda mais) para evitar que as gotas de sangue formassem um rastro. Havia sangue meu e dos tiras. Isso iria confundir os outros.

 Paul me segurou do outro lado e começamos a andar juntos. Aquilo ia nos atrasar muito. Foi quando eu me lembrei de uma pequena gruta que havia por ali, bem debaixo de um tronco pesado. Não era tão difícil passar para a entrada, o mais complexo era percebê-la. Na realidade, só havia avistado da outra vez porque tinha tropeçado e caído com a cabeça virada para o pequeno covil.

—Noah... —Sussurrei tentando encontrar energia para explicar o quê acabara de pensar— A... Ali...

—Fala direito diabo!

 Eu franzi a testa. Dessa vez sua voz continuava rígida, ríspida, porém não estava grossa. Nem rouca. Estava diferente. Possivelmente, era eu quem estava ouvindo as coisas bagunçadas. Aliás, estava vendo tudo meio embaçado também. Estava perdendo os sentidos. Era bem certo que eu ia desmaiar em seguida.

—No tron... Tronco... —Continuei ignorando o medo que devia tomar conta de mim— No tronco, caramba!

 Foi quando J conseguiu ver que realmente havia algo no tronco. E aquilo se chamava “Único Jeito de Não Sermos Pegos”, mas também era conhecido como gruta.

 Os dois me arrastaram até lá, era um relevo um pouco menor de onde havíamos trocado tiro com aqueles dois fardados, por isso os tiras que estavam por ali não nos viram alevantando suavemente (e bem pouco) o tal pedaço de madeira, de forma a Paul passar pela entradinha antes de todos os outros. Em seguida, ele me puxou, por um instante achei que não ia conseguir passar, todavia apenas achei. E Noah quase foi visto. Por muito pouco conseguimos estar todos lá dentro e colocar o pesado pedaço de madeira no lugar sem que ninguém vesse. Então, nos arrastamos agachados — para falar a verdade, o espaço era tão pequeno que o máximo que conseguíamos era ficar sentado— para um pouco mais longe da luz e permanecemos lá, quietos. Por algum milagre divino (ou apenas por estar “descansando”) eu não perdi a consciência. Quer dizer, talvez eu tenha perdido e não percebido. Pois pisquei e quando abri os olhos havia uma espécie de fogueira em uma parte mais distante da gruta e um monte de tiras procurando-nos pela floresta. Não só a mim e os outros dois, porém também aos outros Tigres.

—Vai ficar tudo bem. —Comentou Pauly em voz baixa.

 Ninguém respondeu. A confirmação de que eu realmente havia desmaiado veio quando eu percebi que meu ferimento estava estancado com tecido de blusa, da minha blusa, aliás. Ainda doía muito, mal sentia meu pé, os dedos formigavam de vez em quando. Porém, era bem melhor assim. Eu não estava perdendo mais sangue, meus sentidos já haviam se aguçado e eu estava acordado. Faminto. Sedento. Cansado. Sonolento. Ferido. Mas, acordado. E ia tratar de permanecer assim o resto da noite.

 Primeiro porque eu não confiava em Noah e comigo machucado, era capaz de ele me matar com a arma branca durante a noite para evitar que eu virasse um peso para ambos. Eu era carne ferida, vamos dizer assim. Depois porque realmente não conseguia pregar os olhos.

 E ficamos naquilo. Sabíamos que o fogo da fogueirinha improvisada à base de gravetos não era o suficiente para nos aquecer, estava mais clareando o ambiente do que nos acalorando. Todavia se tentássemos aumentar o fogo os policiais notariam. Se chegássemos mais perto do mesmo ou movêssemos de alguma forma para mais perto da gente, seria arriscado. E a gruta era bem pequena, sequer tinha espaço para isso. Eu não sei quanto tempo passou, mas foi quando suspirei pela trigésima sexta vez que J tornou a sussurrar.

—Eu acho que já podemos sair. Ou podemos ligar para que um dos Tigres venha até nos. Mandar mensagem ou algo do tipo.

—Ninguém traz o celular em situações assim. —Respondi em cochichos após uma gargalhada abafada pelo medo demonstrado— Só serviria como prova caso fosse pego. E eu sou do grupo que prefere prevenir a remediar. Vamos sair amanhã. De qualquer forma, quando raiar o dia, já não vão estar nos procurando. Ou melhor, procurando ele. —Apontei para o Ardila ao meu lado.

—Mesmo assim. Eu estou com fome. —Dei um meio sorriso, confirmando com a cabeça, afinal não era só ele com fome—Minha boca está seca.

—Eu fui baleado e não estou reclamando.

—Calem as suas bocas, vocês dois! —A voz de Noah saiu um pouco mais alta do que a nossa, fazendo um tira estranhar alguma coisa. Conseguíamos visualizar suas duas pernas bem em frente a nós. Não vou negar: foi o único momento do dia em que tive medo.



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