História Os Treze Porquês Taekook Version - Capítulo 50


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, V
Tags Bts, Taekook, Vkook
Exibições 168
Palavras 1.616
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 50 - Fita 6: Lado A


Parte Quarenta e Oito

 

Baekhyun tira a chave da ignição. Algo para segurar enquanto ele fala.

— Fiquei tentando achar uma maneira de contar isso, o tempo todo que ficamos rodando. O tempo todo que ficamos sentados aqui. Até quando você estava botando tudo pra fora.

— Você reparou que eu não vomitei no seu carro?

— Reparei, sim. — Ele sorri, olhando para as chaves. — Obrigado. Agradeço de coração.

Fecho a porta do carro. Meu estômago voltou ao normal.

— Ele veio até minha casa. Taehyung. E essa foi minha chance — diz Baekhyun.

— De quê?

— Jungkook, os sinais estavam todos ali.

— Eu tive minha chance também.

Tiro os fones de ouvido e os coloco no joelho.

— Na festa. Ele pirou quando nos beijamos, e eu não sabia por quê. Essa foi minha chance.

Dentro do carro, está escuro. E quieto. Com as janelas completamente fechadas, o mundo exterior parece mergulhado num sono profundo.

— Nós todos temos culpa. Pelo menos um pouco.

— Então, ele foi à sua casa.

— De bicicleta. A mesma com que ele sempre ia à escola.

— A azul. Deixa eu adivinhar: você estava mexendo no seu carro.

Ele ri.

— Quem poderia imaginar, né? Mas ele nunca tinha ido à minha casa antes, por isso fiquei um pouco surpreso. Sabe, nós éramos amigos na escola, então não achei que fosse nada demais. O esquisito, porém, era o motivo por que ele foi até lá.

— Qual?

Ele olha pela janela e inspira profundamente.

— Ele foi até lá para me dar a bicicleta.

As palavras permanecem ali, intocadas, durante um tempo desconfortavelmente longo.

— Ele gostaria que eu ficasse com a bicicleta. Ele não queria mais. Quando perguntei por quê, ele só deu de ombros. Não tinha um motivo. Mas era um sinal. E eu deixei passar.

Do folheto distribuído na escola, tinha um dos itens: dar seus pertences aos outros.

— Ele achava que eu era a única pessoa que poderia precisar da bicicleta. Como eu ia para a escola dirigindo o carro mais antigo de todos, segundo ele, se algum dia meu carro quebrasse, talvez eu precisasse de um transporte alternativo.

— Mas essa belezura nunca quebra! — eu tento brincar.

— Essa coisa sempre quebra. Eu sempre preciso consertá-la. Aí, falei pra ele que não podia ficar com a bicicleta. A não ser que eu lhe desse algo em troca.

— O que você deu?

— Nunca me esquecerei disso — ele se vira para olhar para mim. — Os olhos dele, Jungkook, em nenhum momento se desviaram. Ele ficou olhando dentro dos meus olhos e começou a chorar. Ficou me encarando, com as lágrimas escorrendo no rosto.

Ele enxuga suas lágrimas e passa a mão no lábio superior.

— Eu deveria ter feito alguma coisa. Os sinais estavam todos ali, em toda parte, para qualquer um que estivesse a fim de reparar.

— O que foi que ele pediu?

— Ele perguntou como eu gravava minhas fitas, aquelas que ponho pra tocar no carro. — ele recosta a cabeça e respira fundo. — Eu falei do velho gravador do meu pai. — faz uma pausa. — Então ele perguntou se eu tinha algum aparelho para gravar vozes.

— Meu Deus.

— Tipo um gravador portátil ou algo parecido. Algo que você não precisasse ligar na tomada, que desse para andar com ele por aí. E não perguntei para quê. Falei pra ele esperar, que eu ia buscar.

— E você deu pra ele?

Ele se vira para mim, com o rosto endurecido.

— Eu não sabia o que ele ia fazer com aquilo, Jungkook.

— Espera aí, não estou acusando você, Baekhyun. Mas ele não disse nada sobre o motivo daquilo?

— Se eu perguntasse, você acha que ele teria contado?

Não. No momento em que foi à casa de Baekhyun, ele já estava decidido. Se quisesse que alguém o impedisse, que o socorresse de si mesmo, esse alguém era eu. Na festa. E ele sabia disso.

Faço um sinal negativo.

— Ele não teria contado.

— Alguns dias depois, quando cheguei do colégio, tinha um pacote encostado na entrada de casa. Eu levei ele para meu quarto e comecei a escutar as fitas. Aquilo não fazia o menor sentido — ele desabafa.

— Ele não deixou um bilhete ou algo parecido?

—Não. Só as fitas. Mas não fazia o menor sentido, porque Taehyung e eu tínhamos uma aula em comum, e ele tinha ido à escola naquele dia.

— Como assim?

— Então, quando cheguei em casa e comecei a escutar as fitas, fui até o fim de todas bem depressa. Avancei para ver se eu estava nelas. Mas não estava. E foi aí que fiquei sabendo que ele tinha me entregado o segundo conjunto de fitas. Por isso, procurei o telefone da casa dele na lista e liguei, mas ninguém atendeu. Liguei para a loja dos pais dele. Quis saber se Taehyung estava lá e eles me perguntaram se estava tudo bem, porque eu com certeza parecia um maluco.

— O que você disse?

— Falei pra eles que havia alguma coisa errada e que precisavam encontrá-lo. Mas não consegui dizer o motivo. — Ele expira num sopro fino e agudo. — E ele não foi para a escola no dia seguinte.

Tenho vontade de dizer a ele que sinto muito, que não consigo imaginar como deve ter sido isso. Mas, aí, penso no dia de amanhã, na escola, e percebo que logo ficarei sabendo como é. Vendo as outras pessoas que estão nas fitas pela primeira vez depois de ouvi-las.

— Fui para casa mais cedo, aquele dia, fingindo que estava passando mal. E tenho de admitir que levei alguns dias para me recuperar. Quando voltei ao normal Jung Hoseok estava com uma cara péssima. Depois, foi Youngbae. E eu pensei: certo, a maioria dessas pessoas merece isso, portanto, vou fazer o que ele pediu e me certificar de que todos vocês ouviram o que ele tem a dizer.

— Como você esta acompanhando tudo isso? Como você sabia que eu estava com as fitas? — pergunto.

— No seu caso, foi fácil. Você roubou meu walkman, Jungkook.

Nós dois rimos. E isso traz uma sensação boa. Uma libertação. Como rir num funeral. Algo talvez inapropriado, mas definitivamente necessário.

— No resto dos casos, foi um pouco mais complicado. Eu corria até o meu carro, assim que tocava o último sinal, e dirigia o mais perto possível do gramado da frente da escola. Quando eu via a pessoa seguinte, uns dois dias depois de saber que o último da lista já tinha escutado as fitas, eu a chamava e acenava para ela vir onde eu estava.

— E, aí, você perguntava se ela estava com as fitas?

— Não. Teriam negado, certo? Por isso, eu segurava uma fita na mão quando eles chegavam perto e falava para entrarem no carro, porque tinha uma música que eu queria que escutassem. Todas as vezes, baseado na reação da pessoa, eu ficava sabendo.

— E, aí, você punha para tocar uma das fitas dele?

— Não. Se a pessoa não saísse correndo, eu tinha de fazer alguma coisa, por isso, eu punha uma música para ela escutar. Qualquer música. Eles ficavam sentados aí, onde você está, se perguntando por que diabos eu estava tocando aquela música para eles. Mas, se eu estivesse certo, os olhos da pessoa ficavam apagados, como se ela estivesse a um milhão de quilômetros de distância.

— Então, por que você? Por que ele entregou as fitas a você?

— Não sei. A única coisa que consigo imaginar é o fato de eu ter dado o gravador. Ele achou que eu tinha uma participação nesse esquema e desempenharia meu papel nele.

— Você não está nas fitas, mas, mesmo assim, faz parte delas.

Ele encara o pára-brisa e agarra o volante.

— Preciso ir.

— Eu não quis dizer nada com isso. De verdade — tento me explicar.

— Eu sei. Mas é tarde. Meu pai vai começar a imaginar que o carro quebrou em algum lugar.

— O quê, você não quer que ele fique fuçando de novo embaixo do capô?

Seguro a maçaneta da porta e me lembro de uma coisa. Pego o telefone.

— Preciso que você faça um favor. Você poderia dar um alô para minha mãe?

— Claro.

Percorro a lista de nomes, aperto chamar e ela atende imediatamente.

— Jungkook?

— Oi, mãe.

— Jungkook, onde você está? — ela parece magoada.

— Eu disse que talvez ficasse fora até tarde.

— Eu sei. Você falou. Estava só esperando que você telefonasse.

— Sinto muito. Vou precisar ficar mais um pouco. Talvez precise passar a noite na casa do Baekhyun.

Sem perder a deixa:

— Olá, sra. Jeon.

Ela pergunta se eu andei bebendo.

— Mãe, não. Eu juro.

— Certo, bem, é para aquele trabalho de escola, de história, certo?

Eu me encolho. Ela quer tanto acreditar nas minhas desculpas. Toda vez que eu minto, ela quer tanto acreditar em mim...

— Eu confio em você, Jungkook.

Digo a ela que passarei em casa antes da aula para negar minhas coisas, aí desligamos.

— Onde você vai ficar? — pergunta Baekhyun.

— Não sei. Provavelmente vou para casa. Mas não quero que ela fique preocupada se eu não for.

Baekhyun gira a chave, o motor dá partida, e ele acende os faróis.

— Você quer que eu te leve para algum lugar?

Seguro a maçaneta e aponto com a cabeça para a tal casa.

— É aqui que eu estou nas fitas. De qualquer forma, obrigado.

Seus olhos fixam-se no horizonte.

— De verdade. Obrigado — eu repito. E, ao dizer isso, a intenção é agradecer por algo além da simples carona. Por tudo. Pela maneira como ele reagiu quando eu perdi o controle e chorei.

Por tentar me fazer rir na noite mais horrível da minha vida.

É bom saber que alguém compreende o que estou escutando, o que estou passando.

De alguma forma, isso torna menos assustador o ato de continuar.

Saio e fecho a porta. O carro dele arranca.

Aperto o play.

 


Notas Finais


é com muita dor no coração que eu informo que estamos na reta final, serio nao to bem nao

chorando muito

to apegada a essa adaptação gente, como prosseguir


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...