História Os últimos dias de Eloise - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Aventura, Doença Terminal, Romance, Tragedia
Visualizações 5
Palavras 1.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não tenho certeza se essa história vai ficar boa, mas arrisquei e vamos lá!
BOA LEITURA!!! ♥-♥

Capítulo 1 - A "Lista da Aventura"


 

Faz alguns dias que Eloise descobriu a volta do seu câncer e... nossa! Foi muito, muito difícil para ela, ainda mais por saber que já estava num estágio mais avançado que antes, que a chance da cirurgia dar certo era pouca e que se não fizesse a cirurgia, teria pouco tempo de vida.

Assim que terminou os exames que teve que fazer depois de um desmaio no mercado com sua mãe, Eloise descobriu que algo que ela pensou que tinha vencido uma vez voltou e isso foi como uma facada em seu peito. Ela podia ter feito a cirurgia naquele ou no próximo dia, mas resolveu ir para casa e foi isso o que ela fez. A primeira semana foi péssima para toda família – seus pais e irmão mais velho –, o clima estava péssimo, a preocupação exalava claramente do rosto de cada um deles, Eloise passou todos os sete dias trancada em seu quarto chorando, ouvindo músicas tristes e chorando mais e mais! Sua família tinha certeza que Eloise estava depressiva demais e que eles já precisavam ficar de olho nela, mas não sabiam que Eloise tomou todo esse tempo pensando na mesma coisa: "E agora?"
            Eloise não fazia ideia do que fazer e isso parecia insuportável. Até que numa segunda feira, quatro da tarde, Eloise decidiu! A cirurgia ameaça muito sua vida e as chances são tão poucas e se desse errado, sua vida acabaria ali e sem conteúdo nenhum! Ela não visitou outro país, nunca beijou um cara – por causa da sua timidez, é claro –, nunca teve tantas primeiras vezes... ainda é virgem! Ah, não conseguiu fazer amizades – por causa da sua timidez que a impede de ter contato com as pessoas que não sejam da sua família – e nunca saiu com os colegas de trabalho! Ela realmente não pode arriscar morrer desse jeito, não mesmo! Precisava começar do zero, recomeçar! 

Levantou da sua cama, se sentou na cadeira da escrivaninha, pegou seu bloquinho e uma caneta em uma gaveta da escrivaninha e começou a escrever a "Lista da Aventura"! 
1 - Mudar o visual;
2 - Comprar roupas mais estilosas;
3 - Viajar de avião;
4 - Viajar de avião para fora do país, para ser mais óbvia;
5 - Fazer amigos;
6 - Beijar na boca;
7 - Ter uma primeira noite com um cara lindo;
8 - Fazer compras no mercado bêbada;

– Espera, por que eu quero fazer compras bêbada? Não acredito que coloquei isso só por causa de um dos meus filmes favoritos!
8 - Fazer mais dois furos nas orelhas!
– Agora sim! Bem mais objetivo, mesmo que não tenha objetivo nenhum... ou tem? Ah, deixa pra lá! Depois eu termino, preciso pensar...

Se levantou, pegou a lista ainda incompleta e abriu as cortinas do quarto, respirou fundo e sorriu. Sorriu porque finalmente percebeu que não é tão idiota e que tem força de vontade sim! É verdade que ela vai morrer em breve, mas pelo menos não deixará seu espírito morrer antes e perder a guerra contra esse câncer nojento e egoísta! E ela percebeu que sua vida mudaria nesse exato momento. Desceu as escadas correndo depois de deixar a folha dentro de um caderno na gaveta e quando estava pegando sua bolsa na estante da sala para sair e começar a recomeçar, sua mãe olhou para ela assustada.
– Filha, aconteceu alguma coisa?! Esta se sentindo bem? –  Ela quase grita preocupada e com os olhos arregalados e vermelhos de tanto chorar.
– Mãe, não aconteceu nada comigo! Eu apenas... acordei. Vou enfrentar isso com minha força de vontade! Vou recomeçar. – Uma lágrima já corria em seu rosto pálido.
– Você... vai fazer a cirurgia? – Não se sabe exatamente o que sua mãe estava sentindo ao pronunciar essas palavras, nem mesmo ela própria sabe.
– Não, eu não vou arriscar minha vida assim. Peço que por favor, a senhora aceite minha decisão e me apoie!
– E qual é sua decisão, meu amor?
– Mãe, vou viver minha vida do melhor jeito nesses meus últimos dias. – Seus olhos brilharam e ela sorriu para sua mãe, talvez para conforta-la e tirar um pouco de sua preocupação –  aliás, quanto tempo exatamente eu tenho se não fizer a cirurgia? 
– Querida, fico tão feliz que você esteja bem e que tenha tomado sua decisão, mas... – ela respirou fundo e finalmente sorriu também – okay, vou te entender e te apoiar! Você deve ter menos de um ano se tomar muito cuidado com seu corpo...o que pretende fazer?
– Eu pensei que fosse bem menos tempo! Vou fazer muitas coisas, mamãe! Vou fazer várias coisas que ainda não fiz! – Eloise foi andando em direção à sua mãe e abriu os braços sorrindo para abraçá-la, as duas ficaram por segundos num abraço apertado e acolhedor – depois conversamos sobre isso, mamãe. Preciso sair antes que anoiteça!
– Estou tão feliz que finalmente saiu daquele quarto e que está sorrindo de novo! Vá e tome muito cuidado na rua! Não esqueça que te amo muito, muito! – Ela sorriu e se afastou aos poucos de Eloise.
– Nunca esquecerei e tomarei cuidado! Quero ver a senhora sorrindo bastante enquanto eu estiver aqui, hein!

Eloise deu um beijo na testa de sua mãe e manteve o sorriso, mesmo que por dentro ainda estava sofrendo e tentando aceitar sua vida dolorosa. Saiu de casa e andou bem pouco até chegar no ponto de ônibus, o ônibus estava cheio e uma senhora idosa estava em pé enquanto vários adolescentes idiotas e mal educados estavam sentados tranquilamente. Não podia aguentar aquilo calada, já não podia dar seu lugar para a senhora pois nem ao menos tinha um, mas aqueles moleques!
– Ei, garoto! Deixa a senhora sentar aí! – Disse Eloise num tom calmo, definitivo e autoritário enquanto seus olhos ferviam de raiva.
         O rapaz a olhou de cima a baixo, deu um sorriso debochado e fechou os olhos enquanto colocava o boné cobrindo seu rosto e aquilo foi a "gota d'água". Eloise se limitou a dar um tapa na cabeça do rapaz e lançar-lhe um olhar quase que o fuzilando apenas com os olhos.
– Qual é, tiazinha! – O garoto se abaixou pra pegar o boné que caiu com o tapa e continuou sentado com os braços cruzados.
– Olha só, essa senhora aqui deu duro pra viver a vida difícil e injusta que é e sempre será, enquanto você é sustentado pela sua vidinha de adolescente que logo vai passar e então vai enxergar o trabalho de verdade que essas pessoas estão tendo pra sobreviver no mundo! Agora "rala" daí e faça algo bom na sua vida antes que se arrependa de não ter feito antes! – Eloise quase gritou enquanto ficava sem ar por não parar nem dois segundos pra respirar e se deparava com vários olhares alheios em volta naquele ônibus.
            O rapaz finalmente levantou do lugar e foi para longe dela – provavelmente incomodado com a falação, faladeira ou sei lá – e a senhora fez um carinho no braço de Eloise, se sentou se acomodando no banco e sorriu fazendo alguns sinais com as mãos – provavelmente um agradecimento em língua de sinais –, Eloise não entendeu nada, mas sorriu sem jeito enquanto reparava que os olhares finalmente se desviaram dela.

Eloise chegou no centro da cidade depois de mais ou menos meia hora e logo se deparou com várias lojas, muita movimentação, várias pessoas, poluição sonora, mas o céu estava lindo e ela continuou seu caminho mesmo não sabendo onde exatamente ela iria primeiro. 
– O que eu mudo primeiro? Já sei! Estou enjoada do meu cabelo, sempre a mesma coisa! Preciso de algo novo! 
           Ela foi em direção ao salão de beleza mais próximo e se sentou logo pegando uma revista para olhar alguns cortes e decidir o seu.
– Oi! Eu me chamo Ashley e você?! –Uma voz amigável, simpática e bem divertida surgiu ao lado de Eloise que logo se virou para conferir se era com ela, era com ela.
– Ah, oi! Meu nome é Eloise... – Eloise sorriu simpática, mas confusa.
             As pessoas não costumavam falar com ela assim, de repente. Na escola principalmente, já que ela nunca foi o tipo padrãozinho das escolas e o único tipo dela era o de nerd com um aparelho gigantesco nos dentes, mesmo que ela nem tirasse notas altas... era considerada uma nerd anti-social que se exclui do mundo. No ensino médio as coisas mudaram, ela tirou o parelho e nada a impedia de ser uma adolescente bonita e que chamasse atenção de muitos garotos, mas o seu jeito não mudou e ela continuava a se manter só e excluída dos grupinhos da escola por causa de sua timidez e as pessoas, por sinal, evitavam o contato com ela. Depois que terminou o ensino médio, continuou a morar com seus pais, fez alguns cursos e conseguiu arrumar uns empregos, mas ainda não conseguiu vencer sua timidez e continuou sozinha.
– Ei,alôo... Você tá "boiando né"!? – Ela soltou uma risadinha e me cutucou.
– Oi, é! Me desculpe... O que disse?
– Estou entediada, não posso ir pra casa hoje e estava te perguntando se precisa de ajuda.
– Ah, você acha que preciso de ajuda...?
– Quer mudar o visual né? Te ajudo a escolher um corte legal e se quiser... mudar o seu estilo! Olha, não fica estressada! Eu não estou te criticando, eu só acho que esse look ta meio ultrapassado! – Ela deu mais uma risada e eu sorri também.
– Ok, tenho certeza que vai me ajudar muito! 
                                                               ♥~♥~♥~♥

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado! Bye Bye e até o próximo!
♥♥♥♥


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