História Os Ursos Negros - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Twenty One Pilots
Personagens Josh Dun, Personagens Originais, Tyler Joseph
Exibições 51
Palavras 1.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão pela demora )): eu tive uns problemas, mas tô indo a todo vapor escrevendo os outros capítulos (já tenho até o 14, mas quem disse que vou liberar assim tão fácil? hehe)

Capítulo 7 - O Conselho.


— Como assim banda? – Bear olhou para os três.

Brian tinha a expressão de quem havia falado demais. Não havia feito por mal, achava que Bear estava concentrado demais em sua conversa para descobrir sobre o que os três falavam. Bear tinha uma sobrancelha levantada e Tyler e Josh seguravam suas respirações.

— Eu e o Josh temos uma banda. – Tyler respondeu.

— Desde quando?

— Faz um mês.

— Vocês não estão planejando entrar no festival, estão?

Tyler engoliu a seco pela segunda vez. Não ia dizer a verdade, mas também não ia mentir. Bear esperava por uma resposta com uma face séria e todos ao seu redor, inclusive Tyler, estavam com medo.

— Nós ainda não decidimos.

 

Desde aquilo, um mês se passou. Tyler evitava tocar no assunto banda com Bear. Esse continuava tratando Tyler de uma maneira fora do normal. E por causa disso, Tyler se questionava se deveria continuar com a sua banda.

Tyler fazia aquilo por amor, era perceptível, porque a música o salvou. Queria que a sua música chegasse a pessoas e mostrasse para elas que elas valiam a pena, que havia algo que os unia e os salvava. Querendo ou não, o festival movimentava pessoas à beça e então seria a janela perfeita para Tyler.

Josh, no começo, só estava naquilo porque ajudaria Tyler e se ajudaria. Mas, à medida que ouvia Tyler, começava a amar a ideia de alcançar e ajudar as outras pessoas.

— Eu não sei se é uma boa ideia continuar, Josh. – Tyler desabafava seu medo.

— Por causa do Bear? – Josh indagou. Recebeu uma resposta positiva de Tyler. — Ele vai precisar de um tempo para aceitar. Mas, agora, você tem que pensar mais em nós.

Tyler estava se odiando por pensar demais nas outras pessoas. Isso vinha com ele, um defeito por ser uma pessoa boa demais, que ele tentava driblar. Josh o acordou daquele pensamento de ódio a si próprio lhe esticando a mão. Era a forma silenciosa de Josh convidar Tyler para eles fazerem o que sabiam fazer de melhor.

Tocar.

Foi incrível, indescritível, mais do que maravilhoso. Não, não era como eles tocavam, mas como se sentiam. Eles ainda não estavam em cima de um palco, mas só de sentir aquela conexão era a melhor coisa.

A The Black Bears não ensaiou naquele dia, por isso Brian estava livre para chegar ao fim do ensaio da banda do namorado, justo o que ele fez. Encontrou Josh e Tyler arfando, suados e levemente exaustos. Sentou-se na bancada e tinha um enorme sorriso orgulhoso.

— Posso ver o esforço de vocês. – Brian comentou. — As duas bandas vão arrasar no festival.

— Claro que vão! – Josh concordou animado. Correu para os braços do namorado, lhe dando um abraço.

Brian beijou o topo da cabeça do namorado e passou a olhar para o melhor amigo do seu amor. Via um Tyler com um sorriso fajuto no rosto, mesmo que tentasse por um verdadeiro. Brian entendia que havia algo de errado desde o mês passado.

— Tyler! – o chamou. — Ainda pensa naquilo, amigo?

Tyler concordou com a cabeça. Josh esticou o braço para o melhor amigo indicando que ele poderia se juntar aos dois. Tyler se juntou, segurando a mão de Josh como se ele fosse o ajudar a vencer o mundo.

E ele ajudava.

— Ele me contou hoje que estava pensando se deveria continuar com a banda. – Josh explicou para Tyler já que esse não queria falar nada.

Brian uniu as sobrancelhas tentando entender o que se passava na cabeça de Tyler. No fundo sabia que ele era uma pessoa boa demais e como pessoa boa demais ele com certeza deveria estar pensando em Bear.

— É sobre Bear? – Brian questionou. Tyler sussurrou que sim. — Ele só está irado agora, vai ficar mais tarde quando descobrir o lance do festival, mas ele não vai te abandonar.

Tyler forçou mais um sorriso pequeno.

— Ele seria muito burro se fizesse isso, Tyler.

Tyler queria dizer que não era só isso, porque não era mesmo. Toda vez que ele se lembrava de Josh tocando, ele tinha a certeza de que não era bom o suficiente, de que não estava preparado o suficiente. Só faltavam quatro meses, ele não aprenderia naquele tempo.

— Eu não me sinto bom o suficiente para tocar. – Tyler deixou escapar.

— Engraçado que o Josh também se sentia assim. – Brian falou como se fosse algo normal. — Vocês ainda não sabem lidar com a pressão, nunca tiveram em uma banda grande. Mas não se preocupem, vocês são bons o suficiente!

Eles ficaram em silêncio absorvendo as palavras de Brian.

— O que eu vou dizer é clichê, admito. – Brian voltou a falar. — Mas quando vocês tocam com paixão, com o coração, então vocês estão preparados! Não existe jeito certo de tocar além de tocar com o que vem por dentro.

Eles concordaram com a cabeça, estavam mais tocados do que podiam mostrar. Sim, era clichê, mas Brian e os outros dois sabiam que era verdade. Tyler não queria que a sua banda fosse a mais perfeita, queria que ela ajudasse pessoas, que ela salvasse pessoas.

— Pessoas vão odiar vocês, a gente… – Brian passou a inserir a The Black Bears em seu discurso. — E pessoas vão amar a gente. Mas, no fundo, a gente só vai saber se fez certo quando deitar a cabeça no travesseiro e pensar: Eu fiz o meu melhor!

Brian percebeu que os outros dois estavam a um ponto de chorar e então os abraçou. Deixou que eles chorassem tudo aquilo estava guardado. Ter uma banda não era ser pressionado, mas ter uma banda que iria entrar em um festival grande e que só estava viva para alcançar pessoas que precisavam era.

E sendo molhado por aquelas lágrimas que Brian percebeu o quanto aqueles dois eram de um valor tremendo. Eles estavam fazendo o que faziam porque queriam passar a mensagem que eles sobreviveram e as outras pessoas também sobreviveriam. Brian não conhecia o que Tyler tinha vivido, mas conhecia o que Josh tinha e queria dizer a ambos: Vocês são mais fortes do que sabem.

 

O quarto de hotel parecia quieto para a quantidade de frases engasgadas nos dois. Mas não importava porque eles queriam curtir o quanto estavam quietos, queriam curtir estar um nos braços do outro.

Sempre que dava, Brian beijava Josh em diversos lugares. Era a sua forma de dizer que queria estar com ele da forma mais romântica possível sempre. Os beijos continuaram até o momento que Brian pensou que era a hora certa de comentar algo:

— O Dan está me enchendo o saco.

— Por quê? – Josh perguntou curioso.

— O Dan fica insinuando que você e o Tyler terão alguma coisa.

Josh uniu as sobrancelhas e começou a achar que Dan tinha merda na cabeça. Tyler era o seu melhor amigo e era apenas assim que Josh via Tyler. Ficava com ele tanto tempo porque gostava da companhia dele, de fazer música e de ter uma banda. Fora que Brian tinha a sua banda e Josh não queria o incomodar quando ele estava ocupado. Ninguém, exceto o próprio Josh, sabia o quanto ele amava e era grato a Brian então ninguém deveria duvidar disso.

— Ele come merda? – Josh expôs seu pensamento: Merda.

Brian não teve outra reação sem ser cair na gargalhada. Talvez Dan comesse merda mesmo para pensar tal absurdo. Brian tinha medo sim, admitia, mas se ele não confiasse em Josh então não teria por que estar em um relacionamento. Ele confiaria em Josh não importando o quanto custasse.

Eles se beijaram de novo e a cabeça de Josh era exclusivamente Brian. Seu cheiro, seus braços, seu beijo e seu toque. Josh queria estar para sempre grudado no corpo de Brian porque mais do que seus corpos estavam unidos.

 

Era a pausa do ensaio e Josh e Tyler achavam ok ir comer. Cada um tinha um sanduíche na mão e entre mastigadas o assunto fluía. De repente, aquele assunto chegou a um ponto que incomodava Josh desde a noite anterior. Ele sabia que Tyler não tinha nada a ver com isso, mas ele queria desabafar e também deixar o melhor amigo ciente.

— O Dan está falando sobre a gente.

— O quê? – Tyler uniu as sobrancelhas.

— Ele insinua que nós ficaremos juntos, como se eu fosse capaz de trocar Brian por qualquer pessoa que seja.

Tyler não entendeu algo se remexer nele da forma que fez.

E então olhou para o rosto de Josh, incrédulo. Josh ainda não podia acreditar que alguém duvidava do seu amor por Brian. Tyler notava o quanto Josh carregava o seu amor por Brian o que fazia e naquele olhar mesmo incrédulo.

— Além do mais... – agora Josh ria. — Você não seria capaz de se apaixonar por mim ou me roubar de Brian.

Josh brincava porque sabia que se algum dia traísse Brian a culpa seria exclusivamente dele. Claro que Josh também se achava incapaz de trair Brian porque o amava acima de todas as pessoas.

Tyler deu um pequeno sorriso para Josh. Dentro dele, a coisa que se remexia o fez confirmar com a cabeça. Porque aquela coisa o fazia concordar com a segunda parte, mas com a primeira...

Bom...

Não importava.

— Eu falei com o Brian sobre os instrumentos. – Josh mudou de assunto. — Ele disse que pode comprar e a gente paga ele devagar.

— Quando?

— Quando começarmos a tocar por aí.

Tyler concordou com a cabeça.

— Semana que vem a gente vai lá com ele.

— Eu não posso esperar. – forçou um sorriso. — Ele não se importa mesmo? Tudo bem, eu vou o pagar logo.

— Nós vamos pagar, Tyler. Eu sei, o namorado é meu, mas a banda é nossa. Eu vou tomar responsabilidade também.

Tyler assentiu e de repente um clima estranho estava entre eles dois. Josh se levantou da bancada, se virou para Tyler e sorriu. Estava animado para o que vinha – mesmo que ainda morresse de medo de estranhos – e isso contagiava Tyler. Esse viu o sorriso de Josh e só conseguia pensar:

Josh iluminava tudo.


Notas Finais


Se chegou até aqui, obrigado xD.


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