História Ostium - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Xiumin
Tags Angst, Drama, Krisoo, Layhan, Sanatorio, Sebaek
Exibições 42
Palavras 2.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tô triste que não consegui fazer o que eu pretendia com esse capítulo, mas okay, vai assim mesmo.

Desculpa a demora, de verdade, mas como isso é baseado num RPG mais antigo que eu de fraldas, a mente ta trabalhando em dobro. Se a formatação estiver ruim, podem avisar que eu to publicando pelo aplicativo e tento arrumar depois (nicca tem pc mas o pc não tem internet, ai a gente faz o quê? 3g). Eu to sentido que tenho mais alguma coisa pra falar mas... enfim, agora não faço ideia. Boa leitura ~

Capítulo 2 - The consultation


Hangzhou, 07 de janeiro de 1990

– Mãe, por que me trouxe aqui? – O garotinho puxava a barra da saia da mulher mais velha de forma insistente.

– Vamos ao médico, esqueceu? – Ela respondeu com outra pergunta, vendo o garotinho franzir o cenho e as sombrancelhas finas e ralas quase se juntarem.

– Mas papai disse que eu não precisava mais ir ao médico.

A mulher se agachou, pedindo por um minuto de paciência para a enfermeira com quem estava conversando.

– Vai ser bem rápido, eu prometo.

– Não vai me deixar aqui de novo, vai? – O timbre baixinho estava trêmulo. O garotinho estava com medo.

– Não, meu filho, vamos embora daqui a pouco – sorriu carinhosamente e acariciou os fios castanhos do pequeno. – Promete se comportar?

Ele olhou para ela um tanto desconfiado, mas assentiu, ganhando um beijo estalado na bochecha branquinha e sorrindo para a mais velha.







[…]







Guri, 13 de julho de 2013

O despertador tocara cedo, exatamente às 7h da manhã, como havia sido planejado. Os olhos cansados de Yixing se abriram devagar, as mãos tatearam o colchão debaixo do travesseiro e desligaram o barulho um tanto alto do celular. Levantou-se de forma preguiçosa, calçando os chinelos azuis e indo para o banheiro.

Era seu primeiro dia de trabalho, conheceria seu paciente melhor e teria que começar o tratamento árduo com o rapaz. Sentia certa dificuldade em acreditar que cuidaria de alguém que tinha certeza que iria querer manipulá-lo com olhos infantis e inocentes. Como psiquiatra, não seria afetado por aquilo, mas já estava cansado só de imaginar a paciência que teria que ter para aguentar aquele tipo de coisa. Oras, não era nem um pouco idiota para cair em armadilhas feitas por um paciente tão atordoado quanto um esquizofrênico.

Depois de um banho rápido, colocou uma camisa social branca junto de uma calça da mesma cor e sapatos sociais pretos; o jaleco veio em seguida, com seu nome costurado delicadamente sobre o bolso na altura de seu peito no lado direito. Ajeitou os cabelos com um pente e o jogou na cama desarrumada. Ninguém entraria ali, então não havia necessidade de arrumar aquele lugar tão cedo.

Saiu do quarto e trancou a porta, dando de cara com seu consultório simples, disposto de mesa, duas cadeiras almofadadas e maca. Estava um tanto animado, mesmo que no fundo soubesse que só iria ter um dia cansativo. Pegou a ficha de seu paciente, papéis com informações mais aprofundadas da doença que ele tinha e a lista de alguns remédios diários, juntando tudo de forma organizada numa prancheta de plástico escuro. Deu uma pequena observada no local e logo saiu para ir até o quarto onde faria sua primeira "consulta".

Os corredores já tinham um pouco de movimento quando Yixing andou calmamente por eles, era até mesmo agradável ver outros médicos com seus jalecos brancos, um pouco estranho por não estar recebendo olhares desdenhosos, mas, ainda sim, agradável.

Aquela era sua nova vida, onde o passado deveria ser apagado para não causar problemas futuros; onde deveria continuar com o recomeço que estabeleceu à si mesmo anos atrás, quando ainda estava se decidindo qual faculdade iria fazer. Era fato que não deveria ficar pensado no passado, não havia lembranças boas de sua infância, talvez uma ou outra, mas sua mente só se recordava das coisas ruins.

Cessou qualquer pensamento quando chegou o corredor que deveria ficar o quarto de seu paciente, caminhou olhando atentamente para as plaquinhas numeradas e parou diante o número 73D. Naquele instante, sentiu um certo incômodo na boca de seu estômago. Era ansiedade e um pouco medo, pois sabia que logo depois daquela porta teria um rapaz que tentaria persuadi-lo, sabia bem o quanto psiquiatras eram detestáveis, esse era um dos motivos para ter virado um, para mudar essa sua visão que tinha sobre a profissão. Mas não deixou que sua mente o atrapalhasse naquele momento, levou a mão até a maçaneta e abriu a porta devagar, um mecanismo impedia que alguém pudesse abri-la por dentro sem uma chave específica, então não se deu o trabalho de pedir autorização para entrar.

Yixing esperava de tudo quando soube que trataria de um esquizôfrenico com múltipla personalidade, mas o que seus olhos viram naquele quarto era quase assustador.

Certo, o rapaz parecia gostar de brinquedos, pois havia muitos deles, mas o que espantou o psiquiatra não foi a quantidade exacerbada de carros, ursos de pelúcia, bonecas, quebra-cabeças e outro tantos brinquedos que via, o que o assustava era que estavam extremamente organizados. Por cor, tamanho e modelo. Tudo em seu devido lugar, sem um grão de poeira.

Estava tão absorto nas prateleiras cheias dos objetos para entretenimento infantil que mal percebeu o olhar frio que recebia do rapaz sentado encolhido na cama, agarrado ao mesmo ursinho que tinha visto no dia anterior. Só voltou completamente sua atenção à ele quando ouviu um tipo de resmungo vindo do canto onde o outro se encontrava. Ajeitou sua postura e deu seu melhor sorriso, na intenção de parecer simpático.

– Você deve ser o Luhan, certo? Me chamo Zhang Yixing, serei seu novo médic-...

– Saía do meu quarto.

Yixing desfez o sorriso aos poucos após ser cortado pela fala grosseira, suspirou, percebendo que não seria nada fácil a aproximação já que o outro se mostrava difícil logo no começo. Desviou o olhar por um momento, pensando no que deveria fazer em relação àquilo e logo voltou a olhar para seu paciente.

– Tudo bem, já entendi que não serei bem-vindo – começou a falar num tom calmo. – Poderíamos se amigos, mas serei apenas seu médico se assim quiser. Estou aqui para trabalhar, e você, para se tratar.

– Eu estou ótimo, agora saía do meu quarto. – Voltou a repetir, fazendo o psiquiatra apenas levar o olhar para a prancheta e ver o que teria que fazer com o rapaz.

As informações que tinha era que Luhan costumava ser bastante quieto, raramente conversava com quem quer que fosse e era bastante desiquilibrado emocionalmente. Pelo menos havia conseguido fazer ele falar algo, pensou quando deu uma espiada de rabo de olho no rapaz que ainda o encarava com cara de poucos amigos.

– Bem, aqui diz que você toma apenas uma dose única diariamente, isso é bom, significa que está estável mentalmente. – Comentou enquanto, mais uma vez, voltava seu olhar ao outro. – Terei que dar sua dose diária agora, então ainda não posso sair de seu quarto. – Viu quando Luhan rolou os olhos e apenas se designou a ir até o pequeno armário trancado, abrindo com as chaves que tinha no bolso e colocando o código de segurança para que as portas metálicas abrissem. Preparou a seringa com o líquido meio amarelado, limpando a agulha e pegando um pedaço de algodão num pote pequeno guardado no fundo; virou-se para Luhan e viu-o arregalar os olhos quando olhou para o que tinha em mãos. – Não vai doer, eu prometo. – Mentiu, sabia que aquilo doía muito, principalmente uma dosagem alta como aquela.

– E-eu não quero! – Disse alto, se encolhedo mais na cama enquanto agarrava mais fortemente a pelúcia em seus braços.

– Serei rápido, por favor, estique o braço. – Pediu ao se aproximar da cama, vendo Luhan arregalar cada vez mais os olhos conforme chegava mais perto. – Luhan, por favor.

– Eu já disse que não quero! I-isso dói! Eu não quero!

Yixing suspirou, vendo que não teria outra opção a não ser fazê-lo tomar a injeção a força. Na ficha deixava claro que era preciso dar aquela dosagem pois o rapaz não podia ser controlado sem aquilo, deixava mais claro ainda que, se fosse preciso, teria de usar força física. Observou quando algumas lágrimas escorreram dos olhos brilhantes e quis xingar a pessoa que o deixara responsável por uma criatura como aquela. Sentou-se na beirada da cama com o olhar de Luhan ainda preso na seringa em sua mão.

– Luhan, eu só quero fazer isso sem te machucar, você sabe, não sabe? – Ele não respondeu. – Olha, eu vou tentar ser o mais rápido possível, mas preciso que confie em mim.

– Sai do meu quarto! – Berrou após ignorar tudo o que Yixing havia dito.

Sem ter mais opções, o psiquiatra não teve alternativa a não ser puxar o outro pelo braço, vendo-o começar a se debater e gritar, pedindo por uma ajuda que não viria. Era comum que num sanatório muitos dos pacientes se negassem a tomar os remédios, pois sempre eram fortes e os deixavam sonolentos, mas também, não era como se tivessem outra escolha.

Enquanto tentava prender Luhan em seus braços, sentia o corpo menor tremer forte e algumas lágrimas saíam abundantes dos olhos alheios. Sentia-se culpado por estar fazendo aquilo, parecia que era um monstro por forçar o outro a tomar aquele remédio.

– P-por favor! Esse r-remédio me deixa fraco! – Murmurou o Lu com a voz baixinha e chorosa. – Por favor, Yixing, eu não quero ficar cansado, eu prometo me comportar!

– Eu gostaria de atender seu pedido, mas esse é meu trabalho, cuidar de você.

– M-mas...

– E esse remédio irá lhe ajudar, confie em mim, ok?

E Yixing até pensou que conseguiria dar aquela maldita injeção, mas Luhan parecia querer tirar todo resquício de paciência que tinha, pois não demorou para voltar a se debater, tentando inutilmente se soltar dos braços do psiquiatra.

Já sem cabeça para aguentar aquela birra toda, Yixing imobilizou o outro e deu a injeção no braço alheio com pressa. Luhan deu um grito alto quando a agulha perfurou sua carne, mas conforme o Zhang terminava de injetar todo o remédio, o corpo do Lu foi parando de se mover tão bruscamente e ele passou apenas a fungar e chorar baixinho. Yixing tirou a agulha e colocou a seringa dentro do bolso do jaleco, pegou o algodão e passou por onde saía um pouco de sangue. Luhan já estava mole em seus braços, começando a pesar devido a sonolência que o tomava pouco a pouco.  Então, colocou-o na cama de uma forma que ficasse confortável e anotou na prancheta que a dose diária já havia sido dada.

– Venho te ver na hora do almoço, tudo bem? – Perguntou calmamente, mas não foi respondido. Era fitado pelos olhos marejados de seu paciente enquanto este agarrava a pelúcia que se parecia com uma coruja, fazendo com que se sentisse culpado por estar agindo exatamente da forma que não queria. Suspirou baixinho e sorriu fraco ao outro antes de sair do quarto com um estranho desconforto no peito.







[...]







Depois de deixar o quarto de seu paciente, Yixing decidiu alimentar um de seus vícios: o cigarro.

Fazia pouco tempo que estava sentado num dos bancos do jardim nos fundos da clínica, segurando um cigarro entre os dedos e observando cansado a paisagem do lugar.

Olhar para aquelas pessoas acompanhadas de médicos e enfermeiros, tão serenas e despreocupadas, fazia Yixing se sentir incomodado. Saber que todas elas sofriam de algum trauma ou apenas nasceram daquele jeito era atordoante, deixava o chinês abatido cada vez que observava os olhares opacos em rostos tão comuns, sem brilho ou esperança, apenas existindo num mundo onde seus jeitos eram estranhos, onde seus pensamentos e opiniões eram loucura, onde não passavam de um peso, uma existência desnecessária.

Fechou os olhos, pendendo a cabeça para frente num gesto cansado, mesmo que seu dia não estivsse nem na metade. Precisava parar de pensar tanto naquilo, seria melhor se conseguisse apenas fazer seu trabalho sem parar para refletir em assuntos daquele gênero. Mal havia exercido a profissão e já começava a se arrepender. Afinal, o que ele queria provar quando se tornou psiquiatra?

Os minutos se tornaram horas e logo estava no horário de almoço. Foi até o quarto para ver se seu paciente estaria sã o suficiente para levá-lo ao refeitório, mas assim que entrou no quarto viu que ele ainda estava deitado agarrado na pelúcia.

Era estranho vê-lo com aquela expressão tranquila, parecia estar num sonho bom onde não havia sido obrigado a tomar um medicamento forte para adormecer. Yixing o observava pensando se deveria acordá-lo ou não, pois não sabia se seria certo privar Luhan de seu almoço. Bom, poderia tentar trazer a comida para o quarto, talvez o outro gostasse da ideia e pudesse lhe olhar com aqueles olhos brilhantes e... Não, aquilo não era certo. O psiquiatra riu quando parou para analisar o que estava pensando e fechou a porta sem incomodar Luhan. Deixaria com que ele dormisse o necessário, depois pensaria em algo se ficasse com fome.

Voltou a caminhar pelo corredor com passos despreocupados, sem saber direito se deveria ir almoçar, pois não sentia fome no momento. Acabou por optar ir, o café-da-tarde ainda demoraria um pouco, então não tinha nada a perder.

No refeitório, acabou por se sentar com Baekhyun e o paciente do mesmo, um rapaz magro de feições um tanto misteriosas, na opinião do Zhang, mas que era bastante simpático para alguém que se encontrava num lugar como aquele. No fim, seu almoço até tinha valido a pena.

Depois de comer, rumou para seu consultório, no intuito de descansar um pouco antes de ir ver Luhan, consequentemente passando na frente de uma das diversas máquinas de salgadinhos. Parou, olhando para os pacotinhos coloridos dispostos em fileiras organizadas e mordeu a parte interna de sua bochecha, pensativo. Concluiu que deveria pegar um. Apertou o botão da máquina e achou uma moeda no bolso da calça, esperou pacientemente o pacote cair no compartimento e pegou o mesmo, lendo a embalagem e rindo fraco ao voltar a caminhar, agora na direção oposta a que estava seguindo.

Não deveria ser persuadido por olhos brilhantes. Mesmo que fossem os únicos a brilharem naquele lugar.


Notas Finais


LEMBREI

Jullya, não ficou exatamente como no RPG, mas fala, ta satisfatório né? Ahsiajsjankks

Vou ¡tentar! não demorar com o próximo ~ espero que tenham gostado ♡ xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...