História OUAT em Storybrooke - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Lanaparrilla, Onceuponatime, Outlawqueen, Reginamills, Robin, Seanmaguire
Visualizações 288
Palavras 4.781
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu aqui de novo. Acho que já fui absolvida da culpa de ter sumido por estar postando ATT tão rápido, não é? Leiam as notas finais, tenho um recado pra vocês.
Boa leitura!

Capítulo 27 - Oceanos Tempestuosos


Fanfic / Fanfiction OUAT em Storybrooke - Capítulo 27 - Oceanos Tempestuosos

"A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor. Brilha tranqüila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor." (Vinicius de Moraes - Felicidade)

– Eu já disse que vou assumir essa criança, Zelena. – falou Robin de forma calma.

– É claro que vai, esse bebê é seu também! – apontou o dedo indicador para ele em acusação.

– Tudo o que ela precisar eu darei e assim que ela nascer você se muda daqui. Eu pago moradia pra você, seja o que for.

– Como é que é? Você vai colocar a mãe da sua filha e ela na sarjeta? Está nos expulsando Robin? – gritou.

– Você não acabou de ouvir o que eu disse? Não estou mandando ninguém para a sarjeta. Vou arcar com tudo! Mas você tem que entender que eu e você não temos nada! – ele tentava manter-se calmo, mas essa era uma tarefa difícil perto de Zelena.

 – Isso tudo é por causa daquela sua ex-namorada? Não seja ingênuo, Robin! Essa tal de Regina não quer mais você. Se te amasse de verdade não teria sumido da sua vida. Se ela quisesse você e o Roland como eu quero, ela estaria aqui, mas ela não quer mais! – cuspiu as palavras.

Roland ouvia toda a discussão que acontecia na cozinha escondido no corredor. Aquelas últimas palavras foram suficientes para ele subir correndo as escadas em direção ao seu quarto. Então era isso? Regina o teria abandonado? Ela não era mais namorada do seu pai? Sentiu seu pequeno coração encolher-se em seu peito. Olhou uma foto dele e Regina que havia em uma das suas estantes e sentiu os primeiros soluços de choro chegar. Não era porque ele era criança que não sofreria também. Às vezes não damos atenção aos pequeninos por acharmos que eles não entendem as coisas. Porém, a realidade é que eles são capazes de entender tudo, até melhor que os adultos. Eles não só entendem como absorvem toda a atmosfera ao seu redor.

Roland pegou seu brinquedo preferido que se tratava de um astronauta vestido em um traje espacial, ele e seu fascínio pelo universo, e em sua inocência, calçou as suas pantufas e disparou de pijama pela porta da sala e partindo para um lugar desconhecido.

(...)

No mesmo momento, mais precisamente às vinte e três horas da noite daquele dia, Regina e Mary choravam de tanto rir de David dançando enquanto fazia alguma imitação barata de alguém famoso em sua sala.

– Meu Deus, igualzinho! – Regina balançava todo o seu corpo ainda rindo quase derrubando a taça de vinho em sua mão direita.

– Amor, agora imita aquele outro vai! – Mary também sorria do esposo.

Os Nolan decidiram convidar Regina para beber naquela noite. Isso mesmo, beber. Nenhum dos dois aguentava mais ver seus dois amigos tristes, mas acabavam dando mais atenção a Regina por ela ser mais sozinha ainda que Robin. Decidiram que aquele final de semana seria para rir e relaxar em casa. Regina pareceu não gostar muito da ideia, disse que preferia passar o sábado em casa, mas depois de alguns goles e risos fáceis, decidiu se distrair depois de tanto tempo. A questão é que a morena havia de fato levado a sério a parte sobre beber e sentiu-se a vontade para “encher a cara” com seus amigos. Mary, claro, estava apenas no suco, mas David e Regina desciam com facilidade às taças de vinho à mesa.

– Eu... Eu já vou. – disse Regina cessando o riso enquanto tentava ficar de pé procurando as chaves de seu carro.

Mary levantou junto com ela segurando em seu braço.

– Opa, opa. Onde a Senhorita pensa que vai assim? – ergueu uma sobrancelha.

– Para casa, ué! – deu de ombros.

– Regina, eu não vou deixar você sair daqui nesse estado e muito menos dirigir! – alertou-a.

– Mary, eu estou bem, ok? – tropeçou no tapete – Opa, desde quando isso está aqui?

– Desde sempre Regina. – David riu já feliz pelo efeito do álcool também.

Ela riu junto e Mary fez cara feia para os dois.

– Regina, durma aqui. – insistiu.

– Mary, não, nem roupas eu trouxe. Quero dormir na minha casa.

Mary negou com a cabeça porque nem a David podia pedir para leva-la da mesma forma que eles a buscaram mais cedo.

– Não acredito que veio beber conosco e nem roupas trouxe, Regina Mills!

– Justamente para você não ter a desculpa de me fazer dormir aqui. – disse naturalmente.

Estava sem filtro.

– E ainda é descarada.

– Dorme aí, Mills. Que frescura. – falou David.

– Na-não. – fez que não com o rosto.

Mary bufou derrotada e logo discou o número de um taxista conhecido.

(...)

– Se cuida e toma esse remédio aqui, vai precisar de manhã. – sorriu Mary maliciosa pensando em sua dor de cabeça posterior.

Regina pegou a aspirina e guardou na bolsa.

– Tudo bem, sargento. – fez continência, deu um abraço nela e entrou no taxi.

Assim que chegou em casa, tirou os sapatos, seu cardigan fininho, afinal, estavam no verão, e se jogou em seu sofá fechando os olhos e cochilando rapidamente.

Cerca de vinte minutos depois ela foi despertada pela campainha soando em seus ouvidos. A ignorou e voltou a fechar os olhos. Outra vez ouviu o som adentrar os ouvidos e suspirou irritada. “Quem poderia ser tão tarde?” Pensou. Levantou-se do jeito que estava e abriu a porta.

– Graham? – falou surpresa – O que faz aqui?

– É sábado, eu estou sozinho em casa e aí pensei, por que não levar um bom vinho e trocar uma ideia com minha chefinha? – ao terminar a frase ergueu a garrafa que trazia nas mãos.

– Meu Deus, mais vinho não! – disse rapidamente.

– O quê? – perguntou confuso.

Regina riu ainda em seu estado “alegre”.

– Entre de uma vez e não faça tanta pergunta.

Deixou a porta aberta e voltou para o sofá ignorando a presença do homem. Ele entrou, fechou a porta e a seguiu. Observou o jeito irreverente em que ela se sentou no sofá de olhos fechados e pôde sentir o cheiro de álcool vindo dela.

– Meu Deus, é isso mesmo que estou vendo? Regina Mills está bêbada? – riu incrédulo.

– Bêbada? Claro que não. – proferiu ainda de olhos fechados.

Ele colocou o vinho lacrado no centro da sala e riu. Ela abriu os olhos e logo se ergueu sentando com mais postura no sofá. Alongou os braços como quem acabou de acordar e soltou o ar rápido.

– Cadê? Não disse que queria beber um pouco comigo? Abra logo isso. – ditou a morena.

Ele riu mais uma vez e foi até a cristaleira pegando um saca-rolha para abrir o vinho e duas taças.  Abriu e colocou um pouco dele para eles. Regina rapidamente estendeu a mão para segurar a sua taça.

– O que está fazendo bêbada sozinha em pleno sábado, Regina?

– Ah, eu estava nos Nolan. Mas, não vejo nada estranho em beber sozinha aqui. Afinal, eu sou sozinha agora, não é mesmo? Com quem mais eu beberia? – riu amargamente enquanto falava sem medir suas palavras.

– Você tem a mim, Regina. Já disse que pode contar comigo para tudo, inclusive para beber. – disse o belo homem.

Ela o olhou e soltou um riso abafado para dentro com deboche.

– O quê? – perguntou ele erguendo uma sobrancelha.

– Nada, ué. – tomou toda a bebida de sua taça em uma só golada.

– Ei... Vai com calma aí, prefeita.

– Por que eu deveria ir com calma? Ninguém liga mesmo. – agora ela parecia ter passado para a parte não tão alegre da bebedeira.

Antes que Graham pudesse dizer alguma coisa ela continuou:

– Robin é um canalha, não é? – o olhou esperando resposta.

– Regina...

– Não, pode falar, você acha isso também, né? Sabe Graham, eu até o perdoaria por não ter dito que teve sei lá o que com aquela doida ruiva, ele mentiu e blá blá blá, os homens mentem para caramba, né? Quem sou eu para julgar. – riu amargamente – Mas sabe o que eu não consigo aguentar? Sabe o que dói como uma faca entrando em meu peito? É que essa aí conseguiu dar a ele o que eu tanto sonhava... – ela continuava rindo e uma lágrima desceu por sua face, mas logo a enxugou um pouco desajustada – Eu nunca vou poder competir com isso, Graham... Eu não quero estar com ele sendo sempre a escanteada que não consegue dar uma merda de um filho pra ele.

Graham colocou sua taça de vinho que ainda não havia bebido em cima do centro e sentou ao lado de Regina.

– Regina, por favor, não pensa nisso. Você merece muito mais que todo esse sofrimento. Você é jovem, inteligente, linda, tem uma bela e longa vida pela frente. – ele segurou o rosto dela com as duas mãos e secou suas lágrimas.

– Regina, olha pra mim...

Ela permaneceu de cabeça baixa e fungou.

– Regina. – ele ergueu o rosto dela e aproximou o seu do dela.

Ela o olhou. Seu olhar estava distante e frio. Ele continuou aproximando seu rosto e roçou seu nariz no dela. A morena permaneceu imóvel com seus olhos abertos.  Graham soltou uma lufada quente de ar e logo a beijou. Regina deu espaço recebendo sua língua no modo automático. Com a deixa, ele a introduziu rapidamente e em poucos segundos o beijo já tomava um rumo maior que o esperado, ou não. Regina o afastou e levantou do sofá com pouca coordenação.

– Não. – disse ela.

Ele rapidamente se levantou e segurou uma de suas mãos devagar.

– Eu prometo que vai ser bom... Vem cá, vem. Quero sentir seu gosto de novo.

Aproximou-se devagar dela e levou suas mãos entrelaçando a cintura da morena. Ainda devagar, depositou pequenos beijos em seu pescoço inebriando-se de seu cheiro. Regina, que não estava nada em sã consciência, sentiu seu corpo estremecer com a aproximação. Há quanto tempo ninguém a tocava daquela forma? Sem nenhum bom senso e levada apenas pelo prazer ela levou suas mãos até o pescoço do moreno de olhos claros colando mais seus corpos.

Depois do sinal verde, Graham a tomou pelo quadril e a ergueu enquanto a beijava ferozmente. Ele foi direto para a escada e a subiu com muita maestria sem tirar Regina de seus braços. Chutou a porta de seu quarto e a soltou na cama. Rapidamente tirou a própria camisa e desabotoou a sua calça. Ele não tirava os olhos de Regina e a olhava com fascinação. O olhar de Graham era um tanto curioso, pois, ao mesmo tempo em que a olhava em adoração, havia um desejo em seus olhos que parecia capaz de consumi-la por completo. Horas de forma extremamente carinhosa, horas com um instinto animal que para alguns poderia assustar. Eles se relacionaram durante aquela noite e o que se pode dizer de Regina é que ela quase agiu no modo automático. Sempre com olhares distantes e apresentando pouca consciência. Respondia a alguns toques específicos de Graham que a causaram prazer, mas limitou-se a deixa-lo fazer quase todo o trabalho, não proferindo nenhuma palavra durante todo o sexo.

-❖-

5AM e Robin abriu os olhos. Mais um domingo em casa. Atualmente odiava esse dia da semana, pois não teria desculpas para sair do último lugar que queria estar: Sua casa. Coçou os olhos e se levantou indo ao banheiro fazer a sua higiene matinal. Ao terminar, saiu do banheiro e foi até o quarto de Roland, como fazia todas as manhãs. Abriu a porta para expiar seu pequeno dormindo. Ao olhar para a cama e vê-la pela brecha da porta, tombou a cabeça de lado em dúvida.

– Já acordou filho? – ele terminou de abrir a porta por completo procurando por Roland com o seu olhar.

Robin desceu as escadas e foi até a sala.

– Filho?

Nada.

– Roland? – perguntou na cozinha e logo depois no quintal – Roland? – continuou Robin por toda a casa – Roland, se isso for alguma brincadeira, já chega. Pode aparecer. – Robin já soava preocupado.

Procurou mais por toda a casa, olhando alguns possíveis “esconderijos” e não encontrou a pequena criança em canto algum.

Discou o número dos Nolan sem se preocupar com o horário, mas ele disparou sem resposta. Rapidamente pensou em Regina. Fez o mesmo discando o seu número, mas seu celular deu caixa postal. Robin suspirou nervosamente e mandou uma mensagem de texto para ela:

“Regina, aqui é Robin. Roland está na sua casa? Não o encontro de jeito nenhum. Por favor, se souber dele, assim que ver essa mensagem, me retorne.”

Subiu as escadas apressadamente, trocou de roupa e em poucos minutos já estava dirigindo em direção à casa dos Nolan.

– David! – batia na porta descompassado.

– Oi, oi! Já vou... Que é que é isso! – resmungou David abrindo a porta com a cara ainda amassada do lençol – Robin, ainda não são nem seis da manhã, pelo amor de Deus!

– O Roland está aí? – foi direto ao assunto.

– Nhã? O Roland? Não está não. Por quê? – perguntou confuso.

Robin passou a mão pelos seus fios louros escuros.

– Meu filho sumiu, David.

– Como assim sumiu? Do que está falando? – David deu espaço com o corpo e Robin adentrou.

– Eu o coloquei na cama ontem por meio das nove da noite, fechei a porta e depois desci. Passei um tempo falando com Zelena na cozinha e logo depois subi e entrei em meu quarto crente que ele já estava dormindo. Mas hoje quando acordei, a cama dele estava arrumada e não o encontrei por toda a casa. David se alguma coisa acontecer com o meu filho eu...

David o interrompeu:

– Calma, não vai acontecer nada. Tentou Regina? Lá é o único lugar que eu posso pensar que ele esteja.

– Liguei para ela, deu caixa postal, mas mandei uma mensagem.

– Faça o seguinte, vou me vestir e sair de carro procurando pelo lado norte da cidade e você vai para o lado sul e aproveita e passa na casa de Regina, certo? Qualquer coisa me ligue.

– Tudo bem, obrigado.

Robin disparou em seu carro e a cada rua que passava seus olhos atentos procuravam minuciosamente por seu garotinho. Chegou à casa de Regina e rapidamente tocou a campainha apressadamente.

No quarto, Regina dormia em sono pesado e Graham abriu os olhos lentamente ouvindo o som irritante. Ele se levantou apenas de cueca box e coçou os olhos enquanto olhava Regina dormir. Ao passar pela porta ele bate com mais força que havia calculado e Regina desperta em um súbito.

– O quê? Nhã? – ergueu a cabeça ainda sonolenta.

Regina sentiu sua cabeça latejar e seus olhos doerem. Ressaca das feias. Tentou entender o que havia se passado na noite anterior e logo se deu conta quando viu as roupas de Graham jogadas pelo chão do seu quarto. Ela levou a mão até a testa.

– Meu Deus... – sussurrou.

A campainha tocou mais uma vez e ainda buscando os sentidos se colocou de pé e caminhou até a porta.

Graham que havia saído antes, chegou até ela e a abriu.

De todas as imagens que Robin esperou aquela era a única que não imaginaria ter. Graham de cueca com o rosto amassado.

– Quem está aí? – perguntou Regina por trás de Graham vestindo apenas uma camisola que nem se lembrava de como havia colocado.

Robin gelou. Regina gelou.

– Robin... – sussurrou quase que para si o olhando nos olhos.

Robin pareceu engolir um choro engasgado e permaneceu em silencio enquanto seu rosto percorria os dois e tirava a conclusão mais obvia. Regina se sentiu extremamente envergonhada, não apenas pelos trajes ou pela situação embaraçosa e sim por Robin ter visto aquilo que nem mesmo ela queria que tivesse acontecido. Mesmo sem estar com ele, ela ainda se sentia dele e pôde notar a tamanha decepção de Robin estampada em seu olhar.

– O que quer com Regina? – perguntou Graham e ele não parecia se importar muito com a situação constrangedora.

Robin teve que pigarrear para conseguir dizer algo:

– Nada, com ela eu não quero nada.

Seus olhos miravam Regina quase que com nojo e ela sentiu um bolo se formar em seu peito. Robin nunca em toda a sua história com ele a havia olhado daquela forma. Havia um desdém naqueles oceanos agora tão gélidos para ela. Aquela frase teve mais significado para ela que apenas aparentava ter. “Com ela não quero mais nada”. Egoistamente, Regina mesmo negando toda e qualquer possibilidade de reconciliação com Robin, ainda via o amor que ele sentia por ela em seus oceanos e lá dentro, bem no fundo, ainda havia alguma segurança neles. Mas agora, com sua frieza exalada naquele olhar e naquela frase, ela teve certeza que jamais descongelaria aqueles polos.

– Robin, aconteceu alguma coisa? – perguntou ela com a voz embargada.

– Vai pro inferno. – deu meia volta e entrou em seu carro dando partida com a maior velocidade que o veículo permitia.

Graham fechou a porta e Regina permaneceu imóvel. Tudo aconteceu tão rápido.

– Não vamos o deixar estragar nossa manhã, vem cá... – disse se aproximando dela.

– Me solta. – empurrou as mãos dele e subiu para o seu quarto.

Ao entrar no quarto, pegou seu celular para olhar ainda desnorteada a hora e o tirou do modo avião. Automaticamente a chamada e a mensagem de Robin apareceram em sua tela. Ela sentiu todo o seu ar ir embora por alguns segundos e seu coração perdeu algumas batidas.  Seu anjinho. Logo ligou os pontos e entendeu o motivo de Robin ter vindo até à sua porta. Será que isso poderia piorar?

Sentiu seus olhos arderem e com maestria escovou os dentes, trocou de roupa e colocou seus óculos escuros ainda sentindo sua cabeça doer. Pegou sua bolsa, a chave de seu carro e desceu com passos apressados pela escada ignorando a frase que Graham proferiu para ela.

(...)

[POV ROBIN]

Tentei enxergar cada rua, mas as lágrimas que desciam pelos meus olhos embaçavam constantemente a minha visão. Sentia uma dor em meu peito que parecia não me dar nenhum intervalo para me recompor e aguente-la novamente. A imagem daquele desgraçado e de Regina daquele jeito não saíam da minha cabeça. Dei murros no volante enquanto negava com a cabeça e tentava mais uma vez, e inutilmente, enxugar as teimosas águas salgadas que desciam sem parar. Eu perdi Regina. Acabou. Agora está mais real do que nunca. Meu estômago embargou de nojo ao pensar nele tocando-a. Respirei fundo e tentei me concentrar na única fagulha de felicidade que a minha vida ainda possuía, meu filho. Onde estaria o meu garotinho? O que havia acontecido com ele? Continuei dirigindo e claro, chorando em minha desgraça.

[POV OFF]

-❖-

– Alô, Mary? – falou Regina assim que ela atendeu ao telefone.

O...

Antes que ela pudesse terminar a fala, Regina a interrompeu:

– Você sabe do Roland?

Não, Robin já passou aqui e disse que iria procura-lo próximo a sua casa. David me deu o recado e saiu para procurar também. Nossa esperança é que ele estivesse com você. – suspirou desapontada e triste.

Uma lágrima caiu, mas ela engoliu o choro.

– Não, ele não estava comigo. Eu estou de carro, qualquer coisa me ligue. – soltou o celular no banco carona olhando para a estrada.

Regina não sabia aonde procurar, estava aflita por tudo que havia acontecido naquela manhã, e a preocupação do seu pequeno anjo poder estar em perigo a tomou por completo. Como ela amava aquela criança. Passou em pontos estratégicos que Roland poderia ir, mas nenhum sinal da criança. A cidade estava vazia tanto pelo horário, quanto pelo dia pouco movimentado. “Senhor, proteja o meu menino, me perdoe por todo o mal que eu posso ter causado a ele, mas por favor, me permita acha-lo.” Orou para Deus em voz alta. Uma luz pareceu acender em sua cabeça. O parque. Sem saber muito o porquê, dirigiu até o último lugar que esteve com Roland. Estacionou até onde era permitido que o carro fosse e desceu procurando-o. Para a sua surpresa, avistou Roland deitado no banco em que eles estiveram ha alguns dias atrás. Ela correu até ele e o viu dormindo encolhidindo com seu pijama sem nenhum conforto.

– Meu Deus, Roland... Vem aqui... – disse e logo o pegou no braço.

Roland despertou ao ser tomado pelos braços de Regina e ergueu a cabecinha. Quando viu Regina se debateu em seu braço.

– Sai daqui! Sai! Eu não gosto mais de você! – gritou a criança.

Regina se assustou pela reação dele e o segurou mais firme em seu braço.

– Calma, Roland, calma! Sou eu, Regina!

– Eu te odeio, você me deixou, você deixou o meu papai, você não ama mais a gente! – continuou se debatendo e seu choro infantil já era presente.

Regina tomou outro grande susto ao ouvir as palavras de seu anjo. Então alguém havia contado que ela e Robin não estavam mais juntos?

– Meu amor, fica calmo! Eu amo muito você, não diga isso! – tentou mais uma vez.

Roland se soltou do braço dela e saiu correndo. Ela foi atrás dele e o alcançou segurando em seu pijama.

– Roland, para! – gritou, não com raiva, mas com muita, muita dor – O que está dizendo? Quem falou isso pra você? – ela se abaixou na altura dele e virou o garoto para a sua frente segurando nos seus dois braços.

Imobilizado, Roland continuou chorando enquanto falou entre soluços:

– Você não vai mais à minha casa, você não foi mais à minha escola, você não fica mais comigo. Eu queria ter um papai e uma mamãe feliz como os meus amigos da escola tem! – a pequena veia em seu pescoço se exaltou e seu rostinho estava todo vermelho – Meu papai não brinca mais comigo! Eu odeio vocês. Eu não quero mais ficar aqui! – gritava.

Regina sentiu seu rosto se transfigurar em uma careta triste a cada palavra de Roland denunciando choro. Pobre criança.  Sofreu tantas coisas e ainda era tão pequeno. A morte de sua mãe, a mudança de país, a nova escola, a presença de Regina e depois a ausência... Regina não conseguia pensar em nada para dizer depois de ouvir aquelas facadas em seu peito. Lentamente ela foi soltando Roland até suas mãos escorrem totalmente e deixar a criança livre, que por sua vez, permaneceu ali de pé. Regina escondeu o rosto com as mãos e chorou como se tivesse a mesma idade daquela pequena vida a sua frente. Roland a olhou assustado e seu choro cessou abruptamente com o choque, nunca havia visto Regina chorar daquela forma e para crianças, ver um adulto chorando é algo nada normal, afinal, em suas inocentes cabecinhas: “os adultos não choram mais”. Roland leva uma de suas mãos até a cabeça de Regina e passa por seus cabelos.

– Tia Regina? – falou baixo e rouquinho pelo recente choro e claramente assustado.

Regina ergueu o olhar e o viu estático à sua frente.

– Me perdoa, Roland. Eu fiz tudo errado. Você não tem culpa de nada que está acontecendo. Você é a alegria dos nossos dias. Seu pai te ama mais que tudo e eu também. Desculpa se a gente não brinca mais com você como antes, me perdoe por fazer você passar por tudo isso e eu juro que vou fazer de tudo pra te recompensar. Eu e seu pai não somos mais namorados como já sabe agora... – Roland fez um bico pela confirmação dela – Mas isso não quer dizer nada sobre o que eu sinto por você. Nós sempre estaremos ligados, lembra? Sempre. Você é o meu anjinho e se eu perder você serei a pessoa mais triste desse mundo...

Roland a ouvia com atenção.

– Mas você deixou o meu papai... – questionou.

– Eu e ele não somos mais como casal... Como namorados, mas podemos ser amigos como você e seus amiguinhos da escola, sabe? Amigos não são namorados, mas se dão bem, não é mesmo? Então... – ela preferiu deixar assim, era coisa demais para ele.

Ele pareceu pensar e logo fez que sim com a cabeça. Roland coçou os olhinhos e suspirou cansado. Regina lembrou-se que ele, pelo que parecia, havia passado muito tempo ali.

– O que faz aqui, meu amor? Porque saiu de casa sem avisar a ninguém? Você poderia se machucar... – passou suas mãos pelos braços do menino.

– Eu saí da minha casinha de noite porque eu não queria ficar lá, Tia Regina. Eu não sabia como chegar aqui e um velhinho me ajudou quando eu disse que queria ir para o lago.

– Velhinho? Que velhinho, Roland? – perguntou preocupada.

– Um que a sua casinha é na rua. – respondeu.

Regina logo se lembrou de um velho homem que morava nas ruas de Storybrooke a anos e que não tinha seu juízo no lugar.

– Meu Deus, Roland! E ele te fez alguma coisa? Alguém tocou em você? – ela parecia analisa-lo por completo.

– Não, titia. Eu cheguei aqui e fiquei com medo quando o velhinho foi embora e corri praquele banco ali onde eu já havia vindo com você. Eu e meu boneco dormimos aqui, mas eu o protegi... – afirmou serenamente.

– Ah, Roland... – o pegou no braço e o abraçou forte – Eu te amo.

O menininho apenas a ouviu e deitou sua cabeça cansada em seu ombro. Ela caminhou até o carro e o colocou no banco do carona pela primeira vez, mesmo que não fosse permitido, não queria ficar longe dele um só segundo. Passou o cinto por ele e antes de dar partida mandou uma mensagem de texto para Mary dizendo que o havia encontrado e que estava levando-o para a casa dela. Preferiu assim. Logo, dirigiu cuidadosamente.

(...)

Regina subiu as escadas com ele no braço e logo passou pela porta aberta da casa de Mary.

– Graças a Deus! – exclamou Mary os vendo.

– Filho! – Robin estava lá e logo tirou Roland dos braços de Regina – Meu garotinho, você está bem? – o abraçou contra seu peito, mas logo afastou o rosto – Aconteceu alguma coisa com você? – Robin o analisava com seu instinto paterno.

– Eu o encontrei dormindo no parque. Ele passou a noite lá. – disse Regina um tanto sem jeito pela presença de Robin e o acontecido mais cedo.

Ele a olhou e com frieza proferiu:

– Obrigado.

David chegou, pois estava procurando o menino também.

– Finalmente! – exclamou ao ver a criança.

Mary segurou a mão do seu esposo.

– Regina o achou, amor.

– Eu já estava tão preocupado... – disse David aliviado.

Mary nota o olhar cabisbaixo de Regina para Robin e percebe que havia algo a mais ali além de toda essa confusão com Roland. Robin também, por sua frieza com ela. Poxa vida, ela havia encontrado o seu filho! Conhecendo Robin como o conhece, Mary sabia muito bem que essa não seria a sua reação, mas preferiu guardar suas percepções para si.

– Eu já vou... – disse Regina, mas só Deus sabe o quanto ela queria ficar mais tempo com Roland.

Robin não a olhava, mas Roland ergue a cabeça e seus braços para Regina chamando-a. Ela sorri torto para ele e se aproxima. Roland enrosca seus pequenos braços em seu pescoço e dá um beijo em sua bochecha. Com a aproximação, o rosto de Regina praticamente cola ao de Robin, que por sua vez, segurava o garoto no braço. Ela levanta o olhar para ele, mas Robin ainda permanecia com o rosto virado. Ela se afasta devagar e umedece os lábios.

– Tchau meu anjinho... Não faça mais isso, tá bem? Eu te amo. – beija a mãozinha dele – Tchau gente. – se dirige aos Nolan e sai da casa.

Robin pareceu respirar pela primeira vez ao soltar um suspiro longo. Roland boceja em seu braço.

– Robin, Roland está cansado, deite ele lá na nossa cama e deixe-o dormindo um pouco aqui. Vou preparar um café para a gente.

Robin assente e logo leva o menino para a cama de Mary e David.

– Pronto, filhão... Bem fofinho. – diz cobrindo o menino.

Roland sorri torto. Robin tinha muitas perguntas a fazer ao filho do porque de ter fugido dessa forma, mesmo no fundo sabendo os motivos, mas preferiu o deixar descansar.

– Eu te amo mais que tudo no mundo. – Robin beija sua testa e ele logo fecha os olhinhos sendo derrotado pelo sono.

Robin desce as escadas até a cozinha devagar.

– Dormiu. – diz.

– Devia estar muito cansado... – fala David dando uma caneca com café quente para seu amigo.

– Obrigado. Sim, mal dormiu a noite eu acho. – senta-se no balcão e passa a mão por suas temporãs cansadas.

– Robin, não fique assim, seu filho já está a salvo. – David bateu em seu ombro.

Mary, perceptiva como sempre, ousou:

– Você está assim por algo mais, Robin?

Robin ergueu o olhar para a alva mulher e mesmo que quisesse, não conseguiu negar.

– Encontrei Graham na casa de Regina quando bati lá de manhã. – olhou para lado em frustração.

David e Mary se olharam com remorso.

– Ah Robin... – Foi a única coisa que Mary conseguiu proferir ao se aproximar dele e pousar uma de suas mãos em seu ombro.

– Acabou, Mary. Eu não quero mais Regina.

-❖-


Notas Finais


Meu Deus, quem é essa louca que só separa o OTP?
GENTE! Eu sei que todo mundo quer vê-los juntos, inclusive eu. Mas eu não quero que seja apenas uma fic que eles brigam e voltam a se dar bem em alguns segundos. Tô tentando retratar essa história da forma mais real possível e vocês bem sabem que as coisas não são fáceis fora dos livros. Então, tenham paciência em esperar esse momento de tristeza na vida do casal.
Mas continuem comentando, pois quero muito continuar sabendo a opinião de vocês que tanto importam pra mim!

Como todas sabem, eu deletei meu fandom a mais de um ano, mas fiz um novo twitter só pra poder conversar mais com vocês e dar avisos. Tô pensando em criar um grupo na DM pra trocamos alguma ideia sobre a fic. O que acham? Quem quiser é só falar comigo por DM nesse user aqui no twitter: @onlyouparrilla
Beijos e não deixem de me amar! <3


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