História OUAT em Storybrooke - Capítulo 29


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Lanaparrilla, Onceuponatime, Outlawqueen, Reginamills, Robin, Seanmaguire
Visualizações 118
Palavras 1.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi meninas, olha eu aqui de novo. Bom, antes de vocês lerem o capítulo de hoje eu gostaria de falar umas coisinhas, vocês deixam? Já peço perdão por qualquer erro, tô digitando aqui sem revisar. Não pulem não, por favor.

Então, depois que aconteceu aquela situação com Regina e Graham terem dormidos juntos eu percebi que muita gente não havia gostado disso ter acontecido, e eu realmente coloquei isso na intenção de que ninguém gostasse mesmo, afinal, somos todas team R&R, mas até aí tudo bem. Sendo que ontem eu recebi um comentário no capítulo anterior a esse e sinceramente me entristeceu um pouco. Eu sempre respeitei a opinião de cada uma de vocês e sempre gostarei de ouvi-las, mas eu preciso que a minha opinião também seja respeitada. Se alguém não gostou de algo que acontece e quer parar de ler, tudo bem, eu sinceramente não posso fazer nada, apenas lastimar e pronto. Mas no comentário que uma das leitoras, quer dizer, ex leitora, colocou ontem ela chegou a me acomparar com o Adam e que eu não respeito OQ e várias outras coisas, então vamos esclarecer algumas coisas:

1- Quando Regina e Graham dormiram juntos, eu deixei claro que ela estava fora de si e bastante bebada a ponto de não lembrar o que havia acontecido, ou seja, ela nunca teria feito isso em sã consciência. Graham que foi um falta de caráter ao ter se aproveitado dela daquela forma e isso ainda vai ser questionado nos próximos cap. Logo, mesmo tendo sido fraca, Regina não fez isso por decisão premeditada.
2- Quando eu coloquei a cena da Elisa (filha dos Nolan) e um clima mais descontraido entre eles, eu não quis dizer que estava tudo bem e que ainda não havia raiva de Robin e tristeza de Regina, de forma alguma! Mas se coloquem no lugar deles: Eles estavam presentes em um momento de muita alegria para os amigos e os amando como os amam, eles não iriam colocar as suas diferenças naquele momento, e sim, curti-lo, sem falar que Elisa emocionou a todos ali e eles apenas "sorriram" pelo momento. Seria muito egoísmo eles de cara feia ali. E também, ouso dizer que, por experiência própria e por ter amado alguém que eu deveria apenas me afastar e talvez até ter raiva dele, por muitos momentos eu era legal perto dele, sorria que nem uma boba por pouco e nunca tive coragem de ser rude com ele (mesmo merecendo de alguma forma), então, quem já amou alguém, sabe que não é muito impossível você se deixar levar mais pelo que sente do que pela real situação.
3- Robin pode estar com a raiva e o ciúme que for, mas ele não conseguiria deixar Roland longe de Regina, não por ela e sim por seu filho. Seria, novamente, muito egoísmo priva-lo disso por sua causa. Principalmente na situação que o menino está.
LOGO,
Eu não acho justo dizer que eu não respeito o casal e se alguém está procurando uma Regina perfeita, um Robin perfeito ou seja lá o que for, infelizmente vocês não irão encontrar na minha história. Mas uma Regina que talvez não merece a devoção de Robin sim e um Robin que talvez não mereça o tamanho da entrega dela também. Não quero personagens perfeitos, quero pessoas, humanos.
Também gostaria de agradecer as meninas que sempre comentam e elogiam o enrredo e como a Rhi compartilhou comigo uma frase, vou pedir emprestada para expo-la aqui: "Sem conflito não há personagem; sem personagem, não há ação; sem ação, não há história; e sem história,não há roteiro."

Enfim, desculpem o textão e não desistam de mim!

Agora voltando a programação normal:
Fiz esse capítulo bem curtinho mesmo e ele fala apenas sobre Zelena, voltei um pouco no tempo pra isso... Desde que ela chegou na fic eu não pude dar espaço para esse personagem tão odiado se apresentar melhor a vocês kkkk então conhecam um pouco dela. <3

Capítulo 29 - Uma Pequena Hensel


Fanfic / Fanfiction OUAT em Storybrooke - Capítulo 29 - Uma Pequena Hensel

"O passado não reconhece o seu lugar. Está sempre presente." (Mario Quintana)

[MUITOS ANOS ATRÁS]

– Mamãe, será que um dia poderei ser uma estrela do cinema? Gostaria de ser como essas lindas moças da cidade que eu vejo quando vamos ao centro vender queijo! – disse a menina e seus alvos olhos brilhavam esperançosamente.

– Zelena, deixe de falar tonteiras e vá ajudar a sua irmã! – repreendeu a Senhora Hensel.

– Já viu aqueles vestidos? – rodopiou Zelena segurando na barra de seu vestido sujo e maltrapilho – Elas parecem fadas! – sorriu ainda esperançosa.

– Fadas? De onde tira essas caraminholas menina? Ande, vá ajudar Marian! – respondeu carrancuda.

– Mas mamãe, eu já fiz toda a minha parte e Marian passou o dia descansando, não é jus...

Fora interrompida:

– Cale a boca e obedeça, menina! Não vai querer que eu chame o seu pai, não é? – ameaçou-a arqueando a sobrancelha.

A ruiva menina ao ouvir a intimidação, logo se aterrorizou.

– Não mamãe, por favor, não diga nada a papai! – pediu.

– Então vá! – praguejou.

Zelena caminhou tristonha até fora de sua simples casa que ficava no interior da Alemanha em uma cidade chamada Radofzell am Bodense. Foi até o pequeno celeiro que a família Hensel possuía e encontrou Marian deitada descansadamente enquanto trançava seu negro cabelo.

– Você ainda não ajeitou nada aqui? – perguntou Zelena a sua irmã mais velha.

– Não. – respondeu Marian sem ligar muito e continuou enroscando seus fios.

– Mas a mamãe logo virá e não vai gostar de ver as coisas assim ainda!

– Não seja tão medrosa, Zelena.

– Ela disse que chamará o papai se não tiver nada no lugar... – sua voz falhou.

Quanto medo ela carregava ali.

– Zelena, o papai pode ser um homem duro, mas no final ele sempre se esquece de nos punir realmente. – ri.

Bom, a realidade não era assim para a ruiva menina. Zelena fora adotada ainda quando bebê pela família após um episódio onde a Senhora Hensel havia perdido um filho prestes a dar a luz. Ela já havia tido Marian, mas pelo segundo filho ter sido um menino, o Senhor Hensel ficou muito decepcionado e logo ela tratou de resolver as coisas para manter o seu marido em casa e fora dos tão constantes bares noturnos. Foi até um antigo internato onde moravam crianças abandonadas e fez de tudo para achar um menino ainda bebê, mas na faixa etária que ela desejava, Zelena era a única no lugar. Desesperada, a Senhora Hensel decidiu adota-la com a esperança de que tudo voltaria ao normal em casa. Para a sua desgraça, as coisas não sucederam dessa forma, pois seu esposo ao saber que era uma menina, a rejeitou desde que a viu, e, de trunfo, a pequena Zelena passou a ser um fardo para todos. Ela sempre foi uma menina risonha e sonhadora, mesmo que muito simples. Marian, sua irmã, não era má pessoa, mas sempre foi mais favorecida pela família e muitas vezes não percebia as atrocidades que seus pais faziam com a ruivinha.

Na adolescência as coisas pioraram, pois, Zelena já não suportava ser tão mal tratada por quem deveria cuida-la e a única pessoa que ela podia contar era a sua irmã mais velha. Infelizmente, as coisas mudaram quando ela completou 16 anos. Marian tinha por volta dos seus 18 e havia se apaixonado por Robin nos tempos que frequentavam os últimos anos da escola. O infortúnio começou quando Zelena também se apaixonou por ele e uma guerra fria entre irmãs começou a ser travada. Como todas às vezes, Marian levou a melhor e Robin, que nunca havia demonstrando nenhum interesse por Marian, a pediu em namoro. Isso sempre foi muito velado, ou seja, toda essa disputa era feita de forma sutil entre elas e Zelena na frente da irmã fingia não se importar, mas as suas costas, sempre tentava convencer Robin de que ele havia feito a escolha errada entre as irmãs.

Aos 17 anos, foi diagnosticada como uma maníaco-depressiva, ou vulgarmente conhecida como bipolar, durante a sua primeira crise que durou quase seis meses. Desde ali, Zelena nunca mais teve o juízo no lugar e sempre era taxada como um peso na família. Toda a sua vida foi construída em meio a fantasias de casamento e filhos com Robin e os seus doces sonhos de infância, se tornaram o seu pior pesadelo fazendo-a beirar sempre a loucura.

A verdade é que ela sempre foi louca por Robin e o amava mais que qualquer pessoa. Por algum motivo ela projetou um amor platônico por Robin e ele representava a sua salvação para ela. Após a morte da irmã, Zelena, como de costume, não saia de perto de Robin até que apenas uma só vez conseguiu o que sempre sonhou com ele. Robin estava desolado depois do terrível câncer que degradou a sua mulher e cedeu. Logo depois, o arrependimento já era presente e depois de poucas semanas havia decidido recomeçar a sua vida longe da Alemanha indo para a America do Norte, mais especificamente, Storybrooke.

Claro que ela em momento algum foi avisada por ele sobre seus planos de mudança e só soube quando ele já havia partido com Roland. Sua obsessão tornou-se maior até conseguir descobrir seu paradeiro, principalmente já sabendo de sua gravidez. Conseguiu dinheiro onde pôde e, aos trancos e barrancos, encontrou Robin em uma manhã de domingo em sua nova casa na presença de seu filho e Regina, sua nova namorada.

Zelena claramente se desestabilizou (se ainda fosse mais possível) com a presença da morena, mas pensou ser algo de momento e o filho que carregava consigo a dava confiança de que ele algum dia seria dela. Após a separação de Robin e Regina, Zelena sentia-se vitoriosa, mas não contava com a forma que Robin a trataria desde então. Frieza e indiferença era o que sempre tinha do loiro, mas mesmo com esse banquete mórbido todos os dias, a criança que crescia em seu ventre a causava uma sensação diferente... Por alguns momentos, Robin não estava mais no centro e ela não servira apenas para ser o bilhete premiado para entrar na vida dele, em contrapartida, aquela criança, mesmo que minimamente e em apenas alguns momentos singulares, gerava em Zelena um amor materno que transcendia sua loucura e obsessão por Robin. Mas claro, essa parte nunca fora exposta e nem reconhecida por ninguém. 

Tristeza, carência paterna e materna, solidão, incompreensão e mais alguns ingredientes eram mascados com camadas e mais camadas de ironia, frieza e claro, uma boa dose de loucura. Essa era Zelena Hensel. 

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