História OUAT Um novo conto - Capítulo 27


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Categorias Once Upon a Time, Originais
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin)
Tags Aventura, Captainswan, Drama, Emma Swan, Fantasia, Ficção, Floresta Encantada, Killian Jones, Magia, Magica, Once Upon A Time, Ouat, Outlawqueen, Poderes, Prince Charming, Regina Mills, Romance, Series, Snowhite
Exibições 141
Palavras 3.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mil anos depois...
Acredito que pedir desculpas nem adianta mais, né? Mas de qualquer modo, sentimos muito por isso. Nós não nos esquecemos da fic e nem vamos abandoná-la, mas a vida ultimamente não tem colaborado muito com a gente, tampouco nosso cérebro com ideias para escrever kkkk
Obrigada a vocês que continuam conosco mesmo com essa demora a cada capítulo, esperamos de coração que a fic ainda atenda às expectativas de vocês em relação aos acontecimentos e à história como um todo.
UNC está chegando (muito) perto do fim, acho que muitos já sabem disso, e estamos fazendo o possível para que o final agrade a todos vocês.
Então, é isso. Esperamos que gostem do capítulo de hoje.

Capítulo 27 - Encruzilhada


Fanfic / Fanfiction OUAT Um novo conto - Capítulo 27 - Encruzilhada

POV Emma

Aquele feitiço que Ravenna lançou em mim, seja ela qual fosse, me causava uma sensação horrível. Eu me sentia inútil, estava incapaz de mover um mísero dedo e sentia dores em cada célula do meu corpo. Não fazia ideia do que aquilo fazia, mas estava prestes a implorar para que ela parasse com aquela tortura.

Ouvi a risada sarcástica de Ravenna e, mesmo morrendo, que era como eu me sentia, lhe lancei um olhar furioso.

– E-eu v… vou m-matar… você! – falei, entre gemidos.

– Hummm… Eu acho que não vai, não – Ravenna balançou o dedo indicador de um lado para o outro, negando a minha ameaça.

Sem que eu percebesse, ela nos tirou de onde estávamos e nos levou para o que parecia ser o calabouço. Estava escuro, mas ainda assim eu podia ver na penumbra o brilho fraco das grades de ferro das celas onde, certamente, ela mantinha muitas pessoas em cativeiro. Mas, curiosamente, o lugar estava em absoluto silêncio, o que me fez questionar a presença de alguém ali.

A dor excruciante passou, o que me fez soltar um longo gemido de alívio. Olhei para Ravenna mais uma vez antes de tentar lançar-lhe alguma magia que pudesse machucá-la, mas não consegui.

– Você não vai fazer nada, querida – se aproximou de mim e segurou o meu braço esquerdo, me guiando para dentro de uma das celas. – A não ser ficar aqui paradinha apenas assistindo a sua família morrer. – gargalhou diabolicamente.

Naquele momento, eu odiava a mim mesma com todas as minhas forças. Como eu pude ser tão idiota a ponto de cair nas armadilhas dessa garota? Ainda a deixei capturar Regina, Robin e Killian, o que me deixava ainda mais irritada. Não se tratava deles, mas sim do meu orgulho. Eu precisava mostrar para Ravenna que ela não sairia por cima, que eu iria, sim, tirar os três daquele lugar. Mas como? Eu não possuía magia, de algum modo aquele feitiço maldito a anulou, eu não tinha ninguém para me ajudar… Estava completamente perdida, me sentia completamente inválida.

Ravenna estalou os dedos e as tochas que ficavam fixas nas paredes se acenderam instantaneamente, agora me permitindo ver melhor o lugar em que estava. As paredes tinham a cor verde musgo, assim como tudo naquele castelo, e as celas, assim como deduzi quando entrei, estavam todas ocupadas e em frente à que eu estava, estavam Regina, Robin e Killian, também presos.

– Vou precisar sair um instante – Ravenna falou, com um sorriso. – Mas logo estarei de volta para darmos início ao show – bateu palmas curtas e sumiu em sua fumaça mágica verde.

Senti que alguém me observava e, talvez por instinto, não sei, levei o meu olhar até Killian. Seus olhos azuis me encaravam intensamente e mesmo quando eu o encarei de volta, ele não desviou. Não sei se estava inexpressivo e sem emoção ou era eu que não conseguia enxergar seus traços em meio à pouca luz do local, mas aquela troca de olhares me deixou um tanto quanto desconfortável e me fez desviar o olhar para a cela ao meu lado. Foi então que vi que Vitória e Giovanna, princesas de Montana do Sul, um dos sete reinos, estavam ali. Estreitei os olhos e franzi o cenho ao vê-las, pois, para mim, aquilo não fazia sentido algum. Olhei para outra e avistei Raquel, Isabela e todas as outras princesas de todos os sete reinos.

– Porquê estão aqui? – perguntei. Eu realmente não entendia.

– Ravenna nos capturou há alguns dias – Gabriella, de Gonosha, falou. – Não faz ideia do quanto ela é horrível. Estávamos cavalgando quando ela apareceu e nos trouxe até aqui, não tivemos tempo nem de pedir por ajuda.  – falava, olhando para Sully, sua irmã.

– Somos torturadas desde então – Giovanna completou. – Ravenna nos deixa horas sem alimento, sem contar essas correntes apertadas que ela deixou em nós. – todas elas ergueram as mãos e esticaram as pernas, mostrando os tornozelos também presos. Notei que suas vozes estavam fracas e sem emoção.

Olhei para Regina, que estava em choque e com os olhos arregalados.

– Onde estão seus irmãos? – questionei, me dando conta de que só havia mulheres ali, uma vez que várias delas possuíam irmãos também.

– Lembro-me que Dominic havia saído a negócios quando Ravenna apareceu – Vitória disse. – Não sei onde ele está.

Olhei para as outras princesas, esperando por mais respostas, mas nenhuma delas sabia do paradeiro dos príncipes.

Durante todo esse tempo, acreditei estar no controle de toda a Floresta Encantada, tinha absoluta certeza de que sabia de tudo o que acontecia em todos os reinos, mas, naquele momento, a sensação que eu tinha era de que a realidade estava jogando um balde de água gelada em minha cabeça. Fui ignorante todo esse tempo. Ravenna estava fazendo e acontecendo e eu não estava sabendo de nada. Como era possível?

Mais uma vez àquela raiva descomunal me atingiu.

– Ela é pior do que imaginamos – Regina disse, quase num sussurro.

– Ela é sua sobrinha, não deveria estar surpresa – falei com ironia, o que fez Regina me encarar furiosa.

Pensei por algum tempo, listando motivos possíveis para que todas aquelas pessoas estivessem ali, e cheguei a uma conclusão. Estava claro que Ravenna só havia capturado os herdeiros dos sete reinos porque seria a única maneira que ela teria de governar tudo e realizar aquele seu desejo doentio. Mas eu não deixaria. Não entregaria a Floresta Encantada para elas assim tão fácil.

O silêncio tomou conta do calabouço mais uma vez e, depois de minutos que pareceram ser uma eternidade, Ravenna voltou sabe-se lá de onde. Dessa vez, ela não estava sozinha. Trazia consigo aquela mulher loira e pequena, a mesma que a ajudou a capturar Killian, e mais dois soldados as escoltavam.

– Que bonitinhos, não saíram do lugar. Assim que eu gosto, bem obedientes.

Ravenna não tinha escrúpulos e aquele ar debochado me irritava. Tudo o que eu queria era matá-la, mas ainda não havia descoberto uma maneira de fazer isso.

– Ahhh – ela suspirou. – Agora vem a melhor parte do dia. Peguem os prisioneiros! – ordenou, com um grito estridente.

Observei os dois soldados irem até Regina e Robin, enquanto a mulher ia até a cela de Killian. Quando os três estavam “livres”, Ravenna se aproximou de onde eu estava e, com um movimento de suas mãos, quebrou o cadeado que trancava a minha cela e ordenou para que eu saísse. Sem ter outra escolha, apenas a obedeci.

– Vocês sabem por que estão aqui? – Ravenna andou até os três e esperou por uma resposta que não veio. – Ah, vamos, não precisam ter vergonha de mim – ela foi até Killian e acariciou seu rosto, o que me causou repulsa.  – Responda, Killy… – ele permaneceu imóvel, com o maxilar travado e olhando para um ponto qualquer daquele lugar asqueroso. – Ok, vamos acabar logo com isso, então. Sem mais delongas, pois não tenho o dia inteiro.

Ravenna voltou ao meu lado e fez um sinal para os soldados e a garota, que logo empunharam espadas e se colocaram de frente aos três. A rainha de Oz tinha um sorriso satisfeito e cheio de expectativa no rosto, enquanto eu, bem, não sei dizer como estava.

– Eu esperei tanto tempo por isso, que decidi me divertir um pouco. – deu um pulinho e andou em minha direção. – Sempre vivendo à sombra da grande e nobre princesa Emma Swan. Mas vejam só, ela foi tão fraca, que logo na primeira oportunidade se rendeu às trevas.

– E quanto a você? – cuspi nos seus pés e fuzilei seu rosto. – Fala como se eu fosse a única que tivesse ido para o lado sombrio.

– Ah, Emma, terei que te ensinar bons modos? – fez com que surgisse um soco inglês em seus dedos e golpeou meu rosto com força. Senti lágrimas se formarem em meus olhos, tamanha a dor que aquele golpe me fez sentir, porém me contive, não daria esse gosto àquela bruxa miserável.

Instantes depois, ergui o meu rosto e senti o olhar perplexo de todos os presentes em mim. Lancei um olhar raivoso para Ravenna, que não poderia se mostrar mais feliz, e desejei mais do que nunca, arrancar a sua cabeça. Para não cometer uma loucura e só piorar as coisas, tirei meus olhos da garota e olhei para a minha família, todos prestes a serem mortos inocentemente, e, por algum motivo, olhar para ele, perto de terem espadas cravadas em seus peitos e torturados por horas, fez com que eu me sentisse estranha. Como se eu me considerasse culpada por aquilo estar acontecendo.

Regina estava ali por minha causa, apenas para me ajudar, até mesmo Robin, que não tinha obrigação alguma, se dispôs a vim. Killian só estava ali porque não fui boa o suficiente para protegê-lo e por causa da minha inutilidade, estava à beira da morte naquele momento. Senti-me um pouco tonta diante de minhas reflexões, então me escorei numa parede atrás de mim e apertei os olhos, enquanto sentia o mal estar aumentar cada vez mais.

 – Emma? – ouvi a voz de Regina, mas parecia estar bem distante.

Eu tinha a sensação de que algo saía de mim, ao mesmo tempo em que entrava. Em minha mente imagens dos meus pais, das minhas amigas e amigos passavam como flashbacks, me deixando cada vez mais tonta e enjoada. Minha cabeça doía a ponto de explodir e eu a apertava com as duas mãos, como se pudesse amenizar a dor com aquilo.

– Ah, não me diga que vai passar mal logo agora na melhor parte – Ravenna bufou, mas sua voz, assim como a de Regina, estava longe.

Olhei ao redor e vi que todos observavam a cena com atenção, exceto Killian, que mantinha sua cabeça abaixada, o que não pareceu agradar muito a Ravenna, pois ela logo tratou de prender o corpo dele contra a parede e prendê-lo com arames farpados.

– Eu quero você bem atento ao que está acontecendo com sua amada rainha, Killian Jones. – apontou o indicador para ele. – Eu quero que vocês sofram como eu sofri. E no fim, quando só sobrarem os seus corpos desmembrados e almas cansadas e mutiladas terão minha permissão para morrer.

Mesmo com dificuldade, eu pude ouvir o que Ravenna acabara de dizer. E não consegui conter a risada, aquilo era irônico demais.

– Você sofreu? – abri meus olhos e a encarei. – Você nunca soube o que é sofrimento, Ravenna. Sempre foi invejosa e egoísta, mas nunca soube o que é sofrer de verdade. Assim como eu, nunca tinha sentido tal dor até um ano atrás.

Senti meu coração se apertar mais uma vez naquele dia.

– Me mate. – ouvi a voz rouca de Killian. Ele não havia me dirigido uma só palavra desde que cheguei e ouvi-lo naquele momento fez com que algo se acendesse em mim. – Tome o meu reino, leve tudo que tenho, mas não encoste um dedo seu em Emma.

Sua voz beirava o desespero, e toda a força que eu tinha feito até o momento para não chorar havia sido em vão, por que uma lágrima teimosa ousou descer pelo meu rosto. Não demorei a me repreender por tal ato de fraqueza e olhei em direção a Jones, que estava com os pulsos sangrando e rosto vermelho.

– Eu não quero seu reino, Killian, ele já será meu em algumas horas. Eu quero ver você sofrer. – se aproximou dele e agarrou o seu rosto mais uma vez naquele dia. – Eu quero ver você sangrar. Todos vocês! Por tudo o que já fizeram a mim.

Ouvir a voz berrante de Ravenna fez com que eu me levantasse do chão e a encarasse com ódio. Naquele momento, a única que sangraria seria ela. Corri em direção a ela e levei minha perna até um ponto específico de seu quadril, a derrubando no chão. Tentei mais uma vez usar os meus poderes, mas nada adiantou. Como consequência, em dois segundos eu estava sendo jogada contra uma parede cheia de musgos e tendo uma flecha, que foi disparada por algum dos soldadas, cravada na minha perna esquerda.

– Meus poderes anularam os seus, Emma. – senti a flecha ser arrancada da minha perna e ser cravada na outra. Urrei de dor e me agarrei à parede atrás de mim. – Parece que enfim te superei, não é mesmo? – Ravenna fechou os olhos e agarrou o meu pescoço, fazendo com que uma onda de calor descesse queimando por todo o meu corpo. Era como se meu sangue estivesse entrando em estado de ebulição. – Maldosa, quero que faça o seu melhor com esses imbecis, quero todos perfeitamente mutilados para a grande apresentação.

Meus olhos estavam quase se fechando, quando senti uma adaga ser cravada no meu ombro, fazendo com que eu abrisse os meus olhos e encarasse a minha rival.

– Eu vou sair... Eu vou sair daqui... – sussurrei enquanto sentia meu corpo se amolecer. – E vou te matar.

– Com certeza você vai sair daqui, minha querida. – Ravenna saiu de perto de mim. – E irá direto ao encontro de seus pais, seja lá onde eles estão. – gargalhou.

Meu corpo estava mole e minhas costas ainda estavam apoiadas sobre a parede, e assim que Ravenna saiu do local me permiti cair sobre o chão frio e soltar algumas lágrimas.

– Não se preocupe, Emma. – ouvi uma voz sussurrar. – O bem sempre vencerá o mal, seja qual for o obstáculo ou dificuldade.

– Silêncio! – Maldosa, a fiel cadelinha de Ravenna gritou, e logo em seguida estralou os dedos fazendo com que uma gosma preta subisse pelo corpo de todos ali presentes, inclusive o meu. Era uma sensação fria e agonizante, mas ao mesmo tempo queimava a pele. – A diversão irá começar.

Enquanto meu corpo era tomado pela dor, levei minha mente até o seu profundo interior e lá ouvi a voz doce e calma da qual sentia tanta falta: a da minha mãe.

“Tenha coragem e seja gentil. Você pode fazer o que quiser, minha menina poderosa.

E um dia salvará a todos nós. Você será a nossa Luz.”

 

POV Narrador

O jantar estava devidamente colocado à mesa. Os muitos empregados enfeitiçados para trabalharem forçadamente no castelo haviam feito um excelente trabalho, até porque se assim não fizessem, teriam suas vísceras arrancadas de forma vil. Para aquela noite, o Senhor das Trevas e sua mais nova esposa, Belle, comeriam uma carne de porco com ameixas e salmão gratinado com espinafre.

A mesa de oito lugares feita em madeira ficava disposta exatamente ao centro da sala de jantar e entalhado nela encontrava-se uma rosa dos ventos de modo a saber onde era o norte, o sul, o oeste e o leste da Floresta Encantada, o que se repetia no chão e no teto. A bem da verdade, aquele castelo pertencia a um antigo guerreiro chamado Gaston, porém fora morto por Rumple e este se achou no direito de tornar-se dono daquele lugar.  No lugar de cabeceira, o Senhor das Trevas estava sentado trajando uma roupa marrom, mas não de couro, dessa vez era muito mais parecido com uma roupa principesca, talvez fosse para agradar sua esposa. Belle, sentada a direita de Rumple, usava um vestido amarelado com um cordão de âmbar e os cabelos presos a um coque frouxo com fios soltos correndo como cascatas amarronzadas.

 – O jantar esta do seu agrado, minha querida? – questionou Rumplestiltskin, pois queria se decidir se mataria um dos patetas ainda antes da sobremesa. Em taças de prata, bebiam vinho da safra de alguns séculos atrás. – Se não tiver, me diga, darei uma lição nesses serviçais.  

– Rumple! – exclamou, Belle, lançando a Rumple um olhar reprovador. Desde que haviam se casado, o Senhor das Trevas prometera à sua esposa ser o mais bondoso possível. Pobre dela, não se deve acreditar nesse tipo de gente, minha doce garota. O amor às vezes cega. – O jantar está ótimo.

– Perdoe-me, minha querida. – Rumple fingiu pedir pelo perdão. – Força do hábito...

Naquele instante, irrompeu de uma das portas uma mulher atarracada vestida como uma das serviçais em tons de preto e branco. Seus cabelos acabados com o tempo estavam encimados por uma touca de cozinha e uma pinta cabeluda saltava aos olhos em seu beiço. Fez uma reverência rápida antes de dizer o que queria:

– Se-se-senhor, – gaguejava ao dizer com uma voz fina mixada de pavor e falta de fôlego. – Es-ssa senhora insistiu em entrar. E-eu tente-tentei impedi-la e pedir que ela esperasse, mas não consegui. E-ela é muito m-má. Não quis aguardar até que eu viesse chamar o se-senhor...

Rumple havia se levantado da mesa e não entendia nada que estava acontecendo. Quem seria essa visitante tão má? Seja quem for, morreria naquele dia, pois ele não tolerava visitas inesperadas e ainda por cima no meio do jantar.

– Quem é ela, Banny? – quem perguntou foi Belle, levantando-se também da mesa.

Quando Banny abriu a boca para dizer que não sabia, um ar gélido invadiu a sala de jantar. Um ar realmente maligno. Pela porta principal vinda da sala de estar, adentrou a rainha de Oz e Kalisto, Ravenna, trajando um vestido azul celeste de seda com um pashmina de mesma tonalidade e material. Seus cabelos estavam em um coque frouxo coroado por uma coroa de ouro maciço. Em seus dedos, um objeto em particular chamou a atenção de Rumplestiltiskin: no indicador e no médio da mão direita, a filha de Zelena trazia como que garras unidas por um fio de metal. Onde ela conseguiu isso?, quis saber o Senhor das Trevas.

– Dispenso apresentações. – ela disse, caminhando lentamente mais para junto da mesa de jantar. – Acho que mereço algumas reverências, afinal sou rainha de dois reinos.

– Minha querida, você até pode reinar em dois ou nos sete reinos, menos na minha casa. – rebateu Rumple, sarcástico. – Aqui, você é uma convidada. Não encontrará reverencias de nenhum de nós.

– Pedindo tão docilmente, dispenso também essas formalidades. – deu um risinho de canto de boca.

– Sente-se aqui conosco e coma alguma coisa. – Belle convidou a rainha. – Teremos mousse de sobremesa.

Ravenna lançou à pobre garota um olhar frio que fez com que Belle visse imagens horríveis presa em algum tipo de transe. Até que a rainha foi forçada a olhar direto para o Senhor das Trevas de modo que foi ela quem sentiu essa dor.

– Sugiro que o motivo de sua visita não tenha sido o de querer medir forças. – Rumple sorriu. – Você até pode estar poderosa agora com esse objeto, mas não se esqueça de quem sou eu.

– Oh, não me esqueci, não. – Ravenna foi caminhando passo a passo a uma cadeira à esquerda de Rumple, em frente à Belle. – Vim aqui como amiga. – Sentou-se e logo depois os dois repetiram o gesto.

Belle solicitou a Banny que trouxesse mais um prato e taça, pois jantariam com a rainha. A taça foi trazida e o vinho foi servido à convidada inesperada.

– Sabe o que eu acho engraçado? – Ravenna disse, quebrando o silêncio.

– O que? – perguntou Rumple.

– Primeiro, o Senhor das Trevas ter se casado, além do mais com uma moça muito bonita e que parece tão doce. – as bochechas de Belle ficaram vermelhas. – Nunca pensei que a fera pudesse se casar com a bela.

– Chega de insultos, minha queria, ou vai acabar comendo língua de gente hoje... E será a sua. – ameaçou o Senhor das Trevas.

– Que sem graça, você, Rumple. Além de feio é chato... – Rumple foi para se levantar, mas Belle o tocou no braço e ele interrompeu o que pretendia fazer. – Ah, o amor! Doce amor! – provocou, Ravenna.

– Diga logo o que deseja, minha querida. – pediu Rumple, calmamente. – Ou talvez nem Belle consiga te salvar.

A rainha Ravenna bufou.

– Estraga prazer. Então eu falo, já que insiste tanto. – disse ela, não antes de saborear o delicioso porco e tomar outro gole do bom vinho de safras há séculos inexistente. – Segundo, alguém ter conseguido enganar Rumplestiltiskin. Principalmente alguém como Regina.
Aquela revelação tinha sido como uma espada afiada cortando Rumple. Antes mesmo que Ravenna revelasse quem era, ele já sabia. Na verdade, sempre soube. Regina o estava enganado o tempo todo, porém, o último raio de luz do coração dele queria acreditar que sua filha o iria apoiar. Rumple havia ficado mais sentimental desde a chegada de Belle. Ele não queria enxergar a verdade, queria tapa-la, como não podia fazer, e isso, talvez, tivesse consequências graves.

Vendo que ninguém iria se manifestar, a rainha continuou:

– Não se preocupe, meu querido, ela está bem presa e morrerá junto com seus amigos na ponta de uma corda ou queimada, como preferir. A peguei em flagrante tramando contra você e contra mim com Emma Swan, que é outra cativa. Estão também a morrer Killian, o marido patético de Regina e todas as princesas dos sete reinos. Imagine, após mata-los, serei rainha de Oz, Kalisto, Camelot e Graça Real. Uma verdadeira imperatriz. – tomou outro gole de vinho. – Minha visita é um convite a você e a sua mulher: venha ver o enforcamento dos inimigos, será em praça pública. Um dia memorável em Kalisto e que marcará, com certeza, o início de uma nova era. 


Notas Finais


Ansiosos para esse enforcamento? Ravennaja cada vez pior... O que acharam??
Até o próximo ♥


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