História OUAT Um novo conto - Capítulo 28


Postado
Categorias Once Upon a Time, Originais
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin)
Tags Aventura, Captainswan, Drama, Emma Swan, Fantasia, Ficção, Floresta Encantada, Killian Jones, Magia, Magica, Once Upon A Time, Ouat, Outlawqueen, Poderes, Prince Charming, Regina Mills, Romance, Series, Snowhite
Exibições 71
Palavras 4.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Depois de séculos, mais uma vez, estamos de volta. Pedimos desculpas de novo pela demora😕
Esperamos que gostem!

Capítulo 28 - Um novo amanhã


Fanfic / Fanfiction OUAT Um novo conto - Capítulo 28 - Um novo amanhã

POV Emma

Abri meus olhos bem devagar me sentindo apertada. Tentei me mover e percebi que todos os meus movimentos eram inúteis. E isso não tinha sido arte das trevas de qualquer magia que a rainha muito hospitaleira me impusera. Era pior. Eu estava presa em um caixão. Por mais irônico que parecesse, eu entendi o jogo torpe de Ravenna ao juntar todas as pistas que ela havia deixado. Ela estava me dizendo que eu me acostumasse com a nova morada que teria em pouco tempo, para sempre em um caixão.

Morta. Aquela vadia estava querendo me matar, disso eu não duvidava. Quando eu não saberia dizer. Me permiti um sorriso, admitindo que ela era mesmo muito esperta. Uma adversária a altura, sem dúvidas, mas que, obviamente, iria morrer. Era somente um equívoco aquilo, pois quem estava fadada a morar eternamente em um caixão era ela. Esse era o desejo do meu coração: fazer a rainha sofrer muito e, por fim, morrer gritando.

Minha mente era toda em fortes dores de cabeça e não seria capaz de conjurar nenhum feitiço para me livrar dali. Foi aí que me lembrei que toda a minha magia estava bloqueada e que mesmo sã seria impossível lançar sequer um feitiço para acender um fósforo.

A raiva em meu peito ardia fortemente na mesma medida que os hematomas latejavam. Movia os olhos de um lado para o outro, mas só via trevas. Tateei a escuridão e senti que o meu caixão era de pedra dura e estava muito úmido. Senti algo passando nos meus pés, mas não pude me mover para me livrar. Depois algo gelado e asqueroso roçou minhas coxas e eu nada pude fazer. Perto de uma das minhas mãos senti algo se aproximando e me picou. A dor era inigualável, me deixando muito tonta. Antes de adormecer, eu só me lembro do sentimento de agonia e desespero que me acometeram.

Acordei sabe se lá depois de quanto tempo. Não sentia mais nada comigo. Me mexi e lutei em vão contra a minha prisão. Desespero e medo era o que eu sentia. Medo. Aquele sentimento há muito não era meu companheiro. Eu só temo algo se amo, não é verdade? Amor... O que era mesmo amar? Foi aí que relaxei meu corpo e minha mente.

Bem, desde o ocorrido em que sofri dores atrozes, não sei ao certo por quanto tempo havia ficado desacordada ou por mais quantos dias a maldita da Ravenna me manteria ali, presa e impotente, mas parece que aquilo a agradava muito, e eu não ia entrar no jogo dela. Não ia me desesperar mais. Eu era a rainha mais poderosa, muito mais esperta que aquela a quem estava cativa. Era mesmo?

E eu senti dor, não dor física como essas comuns que já estava sentindo, uma dor diferente... lembrei de meus pais. Papai e mamãe... mortos... Uma lagrima caiu de meus olhos... Killian... Regina... Afastei de mim violentamente aquilo, aquela fraqueza e me pus a imaginar mil maneiras de me vingar de Ravenna... Ela vai morrer gritando...

Um cheiro forte invadia os meus sentidos e me causava náuseas, e a água parecia ter aumentado. Talvez, a bastarda quisesse me matar afogada. Lutei novamente contra minha prisão em vão. Não gritava e nem chorava, só me concentrava em me vingar por tudo isso. Com toda certeza me vingaria.

Pensei por alguns segundos nas pessoas que também haviam sido feitas prisioneiras pela Ravenna. Será que eles estariam mortos? Será que estariam presos igual a mim? Será que estariam presos em celas comuns? A lembrança me causou um sentimento... não saberia dizer com exatidão qual era, há muito eu não sentia. Afastei de mim o sentimentalismo e me pus a pensar. Tentei bolar algum modo de escapar dali, mas os meus poderes ainda não funcionavam e eu não fazia a mínima ideia do porquê. Era como se uma parte de mim houvesse sido arrancada e o vazio machucava profundamente.

Estava só, num vazio imenso.

Uma luz brilhou.

A pedra cuja função era tampar meu caixão ficou toda iluminada e, por um instante, senti esperanças de que alguém estava vindo me tirar dali. No entanto, uma voz falou da luz e reconheci: era a voz da rainha Branca de Neve. Meu coração palpitou de alegria e derramei uma lágrima de emoção.

– Minha filha – disse a voz. – Minha menininha, que saudades eu estava de você.

– Estamos com muitas saudades, minha criança. – era uma segunda voz: meu pai, rei Charming. – Saudades de te colocar para dormir, minha princesinha.

E eu vi a face deles. Estavam lindos e radiantes como os dias de outrora.

Meu coração se encheu de uma mistura de sentimentos e comecei a chorar como um bebê.

– Mãe... pai... – tentei tocá-los, mas não consegui. – Que saudades que tenho de vocês... – a voz falhou. – Estou tão só... sem amor... – chorei como uma criança. – Por favor, me levem para onde vocês estão... estou cansada de tudo isso.

– Ainda não é tempo. – Minha mãe disse.

– Você tem muito que fazer aí. – Meu pai disse. – Um dia, minha filha, você virá... mas não agora.

– Tem que derrotar e rainha má Ravenna e retomar seu poder.

A menção daquele nome maldito fez com que tudo viesse a minha mente de uma vez só e lembrei de onde estava.

– Vocês não são reais. – Me enraiveci. – Isso é tudo fruto da minha cabeça. Da minha imaginação. Como sou burra de cair nisso? – tudo que era bom ficou ruim novamente e a raiva tomou conta de mim. Não acredito que estava sendo enganada por aquele víbora.

– Minha filha, – disse meu pai. – lembre-se de uma frase que lemos em um livro quando lia pra você há muitos e muitos anos atrás: "Claro que está acontecendo em sua mente, mas por que isso significa que não é real?”

– Nós te amamos, e você sabe disso. – minha mãe disse com sua voz habitual que há muito não ouvia. – E é por isso que sua magia faz com que aparecemos pra você. Você não está só.

– Mas... – arfei como uma criança. – mas... eu tenho medo... não tenho mais magia. Como posso derrotar ela?... tão poderosa... estou tão sozinha... sem vocês... estou com muitas saudades.... voltem – supliquei em vão. – ou me levem... eu amo vocês... estou com muitas saudades... estou fraca e perdida... mãe, sem sua orientação eu não sei como seguir... pai, sem sua força eu não consigo resistir... e eu nem pude me despedir, foi tão rápido... como a morte pesa... – observei os rostos deles e vi que eles riam, não de mim, mas de como eu estava sendo tola em pensar estar só. Foi aí que perguntei: – Vocês estarão comigo?

– Sempre, minha princesa. Sempre. Em cada momento. – disseram juntos, e sumiram para sempre. Agora eu tinha me despedido e posto um fim nisso. Me senti livre.

Tão livre que com um empurrão, o tampão do caixão se abriu e vi que estava em uma sala tão escura, que a escuridão parecia matéria. Preenchendo o local havia muitos caixões iguais ao meu. Me levantei e fui até o mais próximo a mim. Abri o tampão com esforço. Lá, deitada em um sono dos anjos, estava minha avó, Regina. Não respirava. A sacudi fortemente, mas parecia morta. Chorei muito e encostei meus ouvidos em seu coração. Batia, então me aliviei.

– Você... – depois de horas e mais horas sozinha ouvi alguém bater com força contra as grades que trancavam a imensa sala. O zumbido fez com que minha mente desse um giro e os cantos dos meus olhos se escurecessem. Eu não fazia ideia do que havia causado aquela vibração, só que estava me deixando maluca. – A rainha quer vê-la.

Só de lembrar-me daquela vadia com planos expansionistas todo o meu ser se encheu de ira novamente. Esqueci tudo de bom que tinha vivido com meus pais, por mais que fosse somente dentro de minha cabeça. A Emma má tinha voltado a tona e toda a minha aura exalava escuridão. Meu ódio era incontrolável por aquele ser repugnante e energúmeno. Ravenna era a personificação do próprio cão. Mas eu era muito mais poderosa, meus pais – ou tinha sido eu – me disseram. E eu sempre acreditei nos meus pais.

– Não sigo ordem de bastardas. – Falei com ironia.

O homem abriu as grandes com um ruído e corri ao seu encontro para atacar. Queria mata-lo. Estava fraca e cai ao chão. Vendo isso, ele novamente bateu o instrumento contra a grade e eu me deitei no chão com as mãos nos ouvidos.

– Gostou disso, majestade? – a voz dele aumentou algumas oitavas. – Isso emite ondas que vão conturbar o cérebro de qualquer pessoa com poderes. Então sugiro que seja boazinha. – se isso serviu de alguma coisa, foi para me dizer que ainda tinha poderes, embora achasse que os tinha perdido. Ravenna perdeu alguns passos de vantagem. – Agora vou falar mais uma vez: A rainha quer vê-la, levante-se.

Levantei-me, pois não ia dar nenhum gostinho de sofrer por causa da rainha bastarda. Encarei rudemente o rosto do homem e ele me olhou com cara de nada. Ele pegou o meu braço com força, fazendo com que eu sentisse repulsa.

Ao ser arrastada da cela, vi que mais guardas entraram para tirar os tampões que tapavam muitos caixões. Estavam acordando todos. Entendi que aquilo era um plano diabólico da mente de Ravenna, mas o que seria eu não saberia dizer.

Forçou meus passos por vários corredores vazios e escuros até uma porta grande de madeira. Ouvi que os outros me seguiam logo atrás. Não os vi, devido à escuridão cortante. Sabia que estavam lá, assim como meus pais, só não podia vê-los. Caminhei em silêncio, contendo minha ira. Pensava em como iria me livrar daquilo. Porém, antes eu tinha que descobrir o que era aquilo, e perguntei:

– O que ela quer de mim? – Senti minhas pernas fraquejarem e me apoiei na parede ao lado. Dois outros guardas chegaram e me agarraram pelo braço enquanto o outro abria a porta.

– Você já vai descobrir. – soltou uma risada seca e me empurrou para fora.

POV Narrador

O sol brilhava forte no céu de Kalisto iluminando as águas esverdeadas do Mar de Jade que reluziam como que se o chão estivesse repleto de pequenas pedras de esmeraldas. O vento ventava forte o que fez criar ondas enormes de mais de dois metros batendo contra o paredão de rochas negras formadas pelo tempo. As areias eram como que ouros ao chão.

A cidade estava parada, nenhum estabelecimento havia sido aberto desde que a manhã começara nem os barcos tinham ancorado nos portos fechados, pois assim desejara a rainha. Ravenna não queria ninguém andando nas ruas, ruelas e vielas, tampouco os permitiu ficar em suas casas. Toda a cidade, desde a mais alta classe até a mais baixa, deveria, incontestavelmente, se dirigir à Praça do Tritão para ver o grande espetáculo preparado diretamente pela corte kalistina.

A Praça do Tritão era muito ampla e arredondada ficando logo na frente do portão principal de mesmo nome do Palácio do Mar. Era feita toda em tijolos beges, e no centro podia-se ver uma fonte grandiosa de um homem velho com uma cauda sentado em uma pedra cuspindo água de sua boca virado para o mar. Era o Tritão do Mar de Jade.

Dois estrados haviam sido erguidos. O primeiro do lado direito do portão foi usado para apoiar três grandes cadeirões de ouro maciço acolchoadas, sendo a do centro o maior dos três. Já o segundo, do lado esquerdo, continha dez paus na horizontal e vertical com cordas penduradas em cada um deles. Estas eram as forcas. Ambos estavam vazios, porém a multidão dos habitantes de Kalisto se aglomerava na praça para assistir ao espetáculo.

– Quando será que vai acabar essa palhaçada? – questionou Tyler, o taverneiro barbudo e gordo dono da mais conhecida taverna do reino. – Tempo é dinheiro... Essa rainha quer impostos, mas não nos deixa trabalhar.

– É sim. – concordou Ariane, sua mulher magricela com cara de caveira. – Saudade dos falecidos reis. Aqueles sim eram bons.

Em um canto mais a distância, duas condessas conversavam sobre a fofoca que se tinha em Kalisto desde a morte dos pais de Ravenna e da prisão das tias dela pela rainha em questão. Muito se comentava na corte, mas nada perto dos ouvidos reais da rainha para que sua fúria não recaísse sobre ninguém.

– Ana, você acredita nisso? – questionou com uma dúvida na voz a condessa de cabelos curtos e encaracolados. Era meio desconfiada e cética. Vestia-se de vinho e usava um cordão de prata.

– Da fofoca da corte, Lavínia? – quis saber Ana.

– Sim, dessa mesmo. – confirmou Lavínia.

– Não sei, não. – a condessa de cabelos loiros respondeu. Vestida de amarelo com um cordão de ouro. – Só sei o que me dizem e já me disseram coisas muito ruins de Ravenna. Eu não fico perto dela de forma nenhuma. Ainda bem que moro longe daqui e só estou passando uma temporada.

– Digo o mesmo. – Lavínia disse. – E tínhamos que pegar logo a temporada que aconteceria um enforcamento? Se bem que será um grande acontecimento, mas não gosto de ver ninguém morrendo.

– Dessa vez, quem concorda com você sou eu. – Ana balançou a cabeça em acordo.

Uma nuvem branca cobriu o sol e sua sombra projetou na terra. Os murmúrios entre todos começaram e foram crescendo cada vez mais. O pensamento geral era o de que aquela nuvem significava mal agouro. Mas porque não significaria, afinal, mortes estão prestes a acontecer.

– Ah, vocês estão aí! – uma menina jovem de cabelos castanhos e pele branca. Seu vestido era verde água. – As estive procurando durante muito tempo.

Um frio na espinha se fez presente nas condessas que viraram devagar para aquela que as chamava. Quando viram quem era, relaxaram.

– É você, Júlia. – a condessa Ana quem disse.

– Não chegue sorrateiramente até nós, marquesa, estes tempos são de profundo cuidado. – Lavínia disse para sua velha amiga. Com um sorriso indicou que não estava com raiva.

– Tomarei mais cuidado, minha amiga. – disse a marquesa. Sorrindo de volta.

– Mas diga-nos, porque nos estava procurando? – questionou Ana.

– A rainha exige que, antes de entrar, nós três estejamos no estrado dela, em pé, ao seu lado. – disse a marquesa. – Queria enviar guardas para leva-las, mas disse que eu mesma as procuraria.

– Porque ela nos quer lá? – quis saber a condessa Lavínia.

– Ela disse que é uma vontade dela que toda a nobreza presente assista de cima este início do novo tempo em Kalisto. – respondeu a marquesa. – Um tempo de prosperidade, poder e paz.

Vendo, elas, que não poderia dizer não para um desejo expresso da rainha de Kalisto, seguiram para o estrado que continha os três tronos para se posicionarem cada uma em um dos dois lados do grande e central, ficando Ana e Lavínia juntas e Júlia do outro lado.

O tempo passava e já era perto do meio dia quando se ouviu as trombetas sendo sopradas. Todo o barulho dos murmúrios sessou e o silencio era taciturno. Todos estavam tensos, pois não costumavam ver a rainha andando por aí e a vista dos olhos dos plebeus. Só suas ordens, em maioria cruéis, eram sentidas. Foi uma perda e tanto quando as duquesas Michelle e Giovanna saíram do conselho real, de modo que ninguém mais dizia não às insanidades de Ravenna.

– Recebam a rainha de Kalisto e de Oz, Ravenna. – uma voz potente anunciou a todos e o estrondo em comemoração foi grande. Mentiam, claro, mas não queriam morrer por falta de amor a rainha cruel.

De dentro do Palácio do Mar, saiu, imponentemente, uma mulher vestida de preto. Sua cabeça coroava-se com uma coroa de ouro maciço e pequenos fios de prata indo à altura dos pés. Era toda incrustada em esmeralda. Ravenna olhou para todos com um olhar de desgosto e seguiu andando.

Logo atrás, vinha uma mulher baixinha cuja aura era negra, vestida com um vestido longo em verde musgo. Aquela era Maldosa e seus olhos eram cruéis. Ao seu lado, seguia um homem vestido de couro. Aquele era Rumplestiltiskin. Ao seu lado, vinha uma mulher, vestida de amarelo ouro, cujos cabelos estavam soltos e desciam como uma cascata castanha, seu nome era Belle.

Longos foram os minutos que se passaram até que os três chegassem a seus postos. Todo o povo já havia cansado de gritar em uma falsa comemoração. Ravenna levantou suas mãos e todos calaram.

– Povo de Kalisto, – iniciou a rainha. – é com grande alegria que anuncio a vós o fim de uma antiga era e o início de uma nova, com muito mais poder, prosperidade e paz. O nosso reino, há muito datado, verá hoje, a sua maior ascensão. Iremos aonde ninguém jamais foi e seremos a maior nação. Com o fim desse dia e dos acontecimentos que ele guarda para nós, seremos um império. E eu, sua rainha, serei imperatriz de muitos povos. Hoje, toda a floresta encantada se dobrará a nossos pés. – um sorriso se fazia presente no rosto da rainha.

O povo comemorava com gritos. Não sabia de tudo isso que estava prestes a acontecer e realmente estavam animados. As duas condessas e a marquesa parabenizavam mentalmente a rainha, não pelo que iria acontecer, mas por ela sozinha ter conseguido essa façanha e em tão pouco tempo. A rainha levantou a mão novamente.

– Tragam os infames.

De dentro do mesmo portão principal que tinham saído a rainha e seus acompanhantes, saíram também os e as infames os quais se referia a rainha de Kalisto e Oz, aquela prestes a se tornar imperatriz de toda a Floresta Encantada. Todos eles vestiam túnicas brancas como prenúncio de morte.

Primeiramente, dois guardas traziam um homem cujo rosto estava repleto de sangue e hematomas. Era Robin Hood, o marido da antiga rainha má, Regina Mills. Os guardas forçaram uma reverencia a rainha Ravenna, e ele, já fraco, fez sem contestar. Junto com ele, vieram as duas amigas da rainha Emma, Ruby e Mulan, em situações deploráveis. Fizeram, ambas, a reverencia.

Após ele, seguiu uma mulher de cabelos negros curtos cujo olhos estavam inchados, o rosto repleto de cortes e o braço com ferimentos. Era Regina Mills, aquela que já governou o reino de Graça Real. O espelho tinha feito um bom trabalho, se por bom, entende-se machucar mais. Fez uma reverencia a Ravenna e cuspiu no chão, o que lhe rendeu uma bofetada de um guarda.

Seguida a ela, veio a princesa Sully do reino de Gonosha com seus cabelos longos e seus hematomas. Fez uma reverencia forçada. Acompanhada pela princesa Vitória de Montana do Sul com seus cabelos encaracolados e sua pele morena. Cortes se faziam presente e fez uma reverencia. Atrás veio a princesa Raquel de Markóvia com seus cabelos também encaracolados e seus braços com roxões. Fez igualmente uma reverencia. Por fim, seguiu-se a princesa Isabela de Montana do Norte com seus belos cabelos castanhos e seus olhos azuis, ambos com hematomas. Cortes em seus braços eram presentes. Fez uma reverencia.

Kilian, rei de Camelot, estava com o rosto todo machucado, braços e pernas com cortes horríveis. Seu olho esquerdo tinha um hematoma. Fez, a contragosto, uma reverência dura à rainha Ravenna.

No entanto, ninguém estava em uma situação pior que a rainha de Graça Real, Emma Swan. Para com ela, a rainha Ravenna tinha sido cruel. Não permitiu a ninguém que a banhasse como aos outros de modo que o sangue estava seco e grudado em suas vestes brancas sujas de uma terra negra. Seu rosto tinha um corte enorme e seus braços e pernas, vistas graças a rasgões na roupa, estavam em pus e poeira. Os cabelos loiros foram cortados a uma altura tão baixa que seria melhor que tivessem sido retirados por inteiro. Uma de suas mãos estava queimada e a outra com dedos quebrados.

Emma foi levada aos pés de Ravenna e forçada a fazer a reverência. Ela lutou, mas seu estado não a ajudou muito. As cordas que prendiam seus pulsos inibiam sua magia.

– Você não vai vencer, Ravenna. – disse Emma.

– Se você não reparou, eu já venci. – Ravenna disse friamente com um sorriso no rosto.

Emma riu.

– Não até que o jogo acabe.

Ravenna desferiu um tapa contra a face de Emma que a fez virar o rosto.

– Cale-se, sua maldita. – E Emma foi tirada de perto dela.

O povo gritava alucinado, celebrando a vitória de sua rainha. Ravenna sentiu aqueles aplausos por alguns instantes, estando cheia de si. Levantou a mão e os gritos cessaram.

– Com essas reverências, – disse ela. – as princesas, rainhas e rei, me reconheceram como sendo a sua soberana. Ninguém pode jamais dizer que tomei a força o trono. Não sou uma usurpadora e nunca serei. – o povo gritou e aplaudiu. Pararam rapidamente. – Eu, rainha de Kalisto e Oz, me tornei a imperatriz de toda a Floresta Encantada. E, como tal, declaro todos dez como os Dez Infames, e os condeno à forca.

O povo irrompeu em comemoração. A imperatriz Ravenna sorriu enquanto seus adversários eram levados para o estrado com as dez forcas. Era indescritível o sentimento de satisfação que a imperatriz sentia. Estava tão satisfeita consigo mesmo e com tudo que fez. Talvez, aquele momento, ela foi feliz de verdade.

POV Emma

O tempo parecia ter resolvido parar de correr desde o instante em que os soldados da Ravenna me colocaram naquele maldito lugar. A praça de frente para o castelo estava de frente para a ponte que levava para a cidade, e de onde eu estava era possível ver várias pessoas a atravessando e indo de encontro ao espetáculo.

Mantive meus olhos fixos no chão por que sabia que se ousasse olhar para a pessoa que há poucos instantes havia sido posta ao meu lado não resistiria e começaria a chorar. Não sei ao certo o que estava acontecendo comigo, mas esse sentimento de culpa me assombrava há dias, e aumentara consideravelmente quando encontrei meus pais no caixão. Era como se todos os sentimentos que eu havia trancado estivessem retornando de uma vez só, e que a qualquer momento eles terminariam de explodir dentro de mim.

– Você não precisa ser forte o tempo todo, Emma. – A voz mais serena e calma de todos os reinos falou como num sussurro. – Estamos aqui com você. – Assim como meus pais. Aquilo me abalou muito.

– Vocês estão indo em direção à morte, Killian. – Olhei, pela primeira vez em dias, para ele e vi seu rosto machucado e cheio de manchas roxas, mas seu olhos ainda eram os mesmo, cheio de vida e esperança, os mesmos olhos pelos quais eu me apaixonei. – Vocês vão morrer por mim. Pelo meu egoísmo, achando que só a minha própria dor era válida.

Soltei essas palavras sem nem mesmo me dar conta, não sabia por que, mas era hora de deixar as perdas para trás. Sabia que precisava me sentir livre novamente. Parecia que a voz de meus pais falava isso pra mim. Soube, naquele momento, que meus pais estavam comigo, independente da lógica. E eles não me queriam assim.... não me queriam má...

– É como dizem, meu amor, até que a morte nos separe. – Sorriu um pouco e depois se calou.

Deixei que minha mente divagasse nos últimos meses da minha vida e no que eu havia me tornado, especificamente no tipo de rainha que eu havia me tornado. Tão diferente da minha mãe. Tão parecida com minha avó. Uma rainha má. Mas se ela se tornou uma pessoa melhor, será que isso também se aplicaria a mim?

– O primeiro passo para minha ascensão sobre os sete reinos é dado. – Ravenna falou do seu trono. De repente, eu parecia ter voltado para a realidade. A praça pública estava repleta de súditos e os meus pulsos doíam sobre as amarras. – A minha vitória se aproxima. Por Kalisto. – e todos fizeram ruídos de comemoração. Gentinha repugnante. Ou será que só fazem isso pra preservar a vida deles?

Um guarda atrás de mim forçou a minha cabeça a entrar em uma das cordas, todas elas destinadas a tirar as vidas de todos nós condenados. Não lutei, mas aceitei aquilo como se tivesse que ocorrer. Na verdade, ninguém lutou contra. Passava em minha mente um filme de tudo que havia vivido... A corda foi apertada em meu pescoço, e os guardas saíram de perto de todos nós.

Olhei para o lado a procura de alguma coisa que pudesse me ajudar a escapar, mas nada adiantava. Minha magia ainda estava bloqueada por aquele maldito encanto da Ravenna e meu corpo doída tanto que mal podia mover um dedo se quer.

Percebi que Ravenna tinha se transportado para junto de mim, ficando entre mim e Killian. Ela levantou a mão e vi que quando abaixasse o carrasco iria puxar a alavanca e iriamos morrer todos juntos. Tínhamos apenas poucos segundos para fazer e dizer tudo que devíamos dizer. Eu supliquei ajuda a meus pais e eles não me responderam. Será que era tudo coisa da minha cabeça mesmo, ou será que até eles no mundo do além resolveram aceitar a realidade que estaria morta em poucos momentos? Bem, se eles perderam a esperança, eu também deveria, não deveria? Porque iria lutar mesmo?

– Ei... – Ouvi Killian me chamar. – Olhe para mim, tudo bem? Eu te amo, e nada nunca mudará isso.

– Quanta besteira. Você realmente ainda acredita no amor, Emma? – Ravenna debochou de nós dois. – Acredita que alguém possa amar monstros perversos como nós duas, Emma Swan? NÓS NUNCA SEREMOS AMADAS.

– Você está enganada, Ravenna. – Levantei a cabeça e a fuzilei. – Eu não sou um monstro, e o amor não é uma besteira.

– Ah, não é? – Sorriu alto. – Então quem você é, querida?

Olhei para o lado em busca de algo, Killian estava sorrindo para mim e minha avó, com a cabeça em uma corda a meu lado, me olhava com esperança, mesmo estando totalmente destruída. Apesar de tudo, naquele instante eu tive certeza de quem era.

– Eu sou a rainha Emma Swan de Graça Real, filha da rainha Branca de Neve e o rei Charming. – Olhei nos seus olhos e senti algo diferente percorrer o meu corpo e vi que o rosto de Ravenna se contorceu. – Eu sou a salvadora da Floresta Encantada.

E, então, um clarão tomou conta do local e fez com que todos fechassem os olhos. Porém, em instantes, eu já não estava mais com a corda no pescoço, estava de pé na frente de Ravenna com um vestido branco sentindo todo o meu poder emanar pelos poros do meu corpo. Tive certeza que meus pais estavam comigo. Eu estava de volta, o meu velho eu.


Notas Finais


Emma is back!!! O que será que vai acontecer agora??
Já, já estaremos de volta! Um beijo e ate o próximo capítulo 😘❤


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