História Ouija - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 2.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores da minha vida, estão bem?
Eu queria agradecer bastante por todos os favoritos e comentários. Eu estava tentando acertar na escrita com essa história e acho que consegui em partes.

UM AVISO IMPORTANTE: Daqui para frente que a história vai começar gente, vai ficar mais emocionante e a história vai desenrolar e vou começar a botar medo em vocês!

Eu também queria avisar que eu criei uma playlist no vagalume da fanfic, então quem quiser ouvir, fique a vontade.

Capítulo 4 - Quem é você?


Fanfic / Fanfiction Ouija - Capítulo 4 - Quem é você?

 

Notas da autora!

Zoe Devenport:

Os dias tem passado cada vez mais devagar e a única coisa que eu queria era me livrar da minha tia no momento. Ela era a pior pessoa para ser responsável por mim, fora o fato que ela era o capeta em pessoa.

Queria tudo do jeito dela e na hora que ela quisesse. Quase não me deixa sair de casa e agora eu tenho horário para chegar em casa. Essa é a recompensa que Deus me dá por ter perdido a minha avó.

Ela não podia ser mais insuportável e a cada dia eu me sentia mais motivada a me livrar dela de uma maneira cruel. Eu não queria só me livrar dela, eu queria que ela sentisse na pele como é estar no lado submisso.

Mas ela vai ter o que merece logo.

—Zoe, vem logo, não tenho o dia todo. —Minha tia reclamou e eu suspirei descendo as escadas.

A francesa tinha cabelos ruivos como fogo, assim como os meus. As unhas longas e pintadas de um vermelho vivo. Um corpo magro de modelo e a os olhos claros. Assim que desci as escadas por completo ela me olhou, fazendo uma cara de nojo.

—Você tem um mau gosto enorme para roupas. —Ela disse indo para o carro que estava estacionado na frente da minha casa.

—Prefiro me vestir assim do que me vestir como uma vadia que nem você. —Respondi e ela parou imediatamente. Ela veio até mim e virou uma tapa forte na minha cara.

—Você deveria me agradecer por não te deixar em um orfanato sua vadiazinha. Você acha que tem alguma voz comigo, dobre a sua língua para falar comigo, ou eu a corto fora. —Ela ameaçou entrando no carro.

Meus punhos estavam serrados, eu estava me controlando para não matar ela e ser presa. Mas quando eu achar uma brecha, ela vai se sentir dez vezes pior que eu agora.

Entrei no carro batendo a porta com força arrancando um olhar furioso da minha tia. Eu fiquei em silencio o caminho todo, ouvindo ela tagarelar no meu ouvido sobre as regras idiotas dela.

Eu nem devia estar com ela, eu só estou porque o meu tio não era um policial que nem ela e não conseguiu a minha guarda.

Paramos em frente a uma mansão e minha tia me mandou ficar no carro. Mas é claro que eu não obedeci, se fosse para eu ficar no carro ela que me deixasse em casa.

Ela me olhou me fuzilando com os olhos, mas ficando em silêncio. Ela falou com o porteiro mostrando o distintivo e ele liberou a passagem para nós. Assim que pisamos no carpete a porta se abriu e uma senhora nos olhou de cima a baixo.

—Bom dia, eu sou a detetive Devenport, —Ela mostrou o distintivo— Estou com um caso novo e preciso fazer umas perguntas para Justin Bieber.

—Pode entrar, ele está na sala. —Ela nos deu passagem e entramos na casa luxuosa.

Eu olhei tudo de cima a baixo, surpresa pelo tamanho do luxo em um cômodo só. Um loiro estava sentado no sofá, com pacotes de salgadinho espalhados pela mesa de centro, assistindo Orange Is The New Black.

O mais engraçado foi a expressão da minha tia enquanto olhava para a TV, as duas personagens estavam transando em um dos banheiros da prisão. Minha tia olhou para tudo com certo nojo disfarçado por um sorriso amigável falso.

—Creio que você seja o Justin certo? —Morise afastou um saco de batatinhas e se sentou na mesinha mostrando o distintivo novamente. Eu me joguei no outro sofá e ela me reprendeu com o olhar. —Sou Morise Devenport, detetive investigativa do caso do suicídio na sua escola, vim lhe fazer alguma perguntas.

Justin me olhava fixamente, com pensamentos indecifráveis. Ele tentava me decifrar com o olhar, mas sem sucesso. Eu senti minhas mãos formigarem e um frio na barriga com ele me olhando daquele jeito.

Minha tia deu um pigarreio chamando sua atenção e ele sorriu amarelo. Ele cumprimentou a minha tia e ela logo começou o interrogatório. Vez ou outra ele me olhava com um olhar misterioso e eu somente desviava o olhar para um dos quadros espalhados pela sala.

Eu me levantei incomodada com a atenção que ele me dava a cada cinco segundos de conversa com a minha tia. Eu conseguia sentir seu olhar queimar minhas costas e eu não entendia o porquê ele me olhava de maneira tão intensa.

Eu decidi ignorá-lo por completo e passar a olhar as obras de arte do corredor. Eu passei a olhar quadro por quadro, vendo dezenas de pessoas diferentes, provavelmente familiares. Alguns vestiam roupas mais antigas e quanto mais pessoas eu observava, mais modernas as pinturas ficavam.

E eu parei na última. Uma mulher de longos cabelos platinados e olhos negros. Tinha um coque no alto de sua cabeça e tinha uma expressão mútua. Vestia um vestido longo branco e diamantes decoravam seu pescoço. Mesmo não a conhecendo pessoalmente, eu sabia que ela não deveria ser uma pessoa fácil de lidar e parecia ser bem cruel.

—Ela é bonita, não é?—Eu pulei de susto olhando para trás e encontrando ele me olhando.

—Muito. —Concordei e dei um passo para trás já que ele estava quase encostado em mim. —Mas parece infeliz, como se alguma coisa estivesse errada.

—Essa é a minha mãe. —Ele disse indiferente e eu arregalei os olhos.

—Desculpa, eu não sabia que ela era a sua mã...

—Você só falou verdades, não precisa se desculpar. —Ele colocou as mãos no bolso. —A sua tia mandou você voltar para a sala.

Eu suspirei e voltei para a ala com ele no meu encalço. Ele voltou a se sentar olhando para a minha tia, que já havia arranjado uma xícara de café para a mesma.

Justin se jogou novamente no sofá e olhou com uma pontinha de tédio para a minha tia. Eu me sentei no mesmo lugar de antes e esperei a boa vontade dela de voltar a falar.

—Então, continuando. —Ela me olhou amarga. — Tem certeza que nunca viu a vítima antes? —Ela perguntou colocando a xícara na mesinha novamente.

—Sim, tenho certeza. —Ele confirmou pegando o refrigerante e dando um gole devagar.

—Acabamos, Justin. —Ela sorriu e ele sorriu satisfeito. —Mas tenho notícias do caso Willow. —Sua expressão murchou e ele se inclinou sobre a mesa colocando o refrigerante no lugar. Ele melhorou a postura com um olhar preocupado.

O caso Willow. Quem naquela cidade não conhecia sobre o caso Willow? A menina que foi assassinada mortalmente sobre a própria cama. A dançarina de ballet que se apresentaria no teatro de L’amon, estreando pela primeira vez o lago dos cisnes.

A minha rival no ballet, porque graças a ela, eu não era a numero um da academia, até ela morrer é claro. Não tenho rancor ou raiva dela. Eu só tinha uma competição justa com ela, não nos falávamos, mas sempre tentávamos superar uma a outra de forma civilizada.

Ninguém viu nada, ninguém suspeitou de nada. O crime perfeito. Ela foi achada na manhã seguinte pelo namorado, que a encontrou estendida na mesa, com uma faca cravada no peito e o copo cheio de cortes.

Eu nem imagino como é encontrar a própria namorada morta de forma tão cruel, sem poder fazer nada. Inventaram todo o tipo de boato sobre Justin, que ele começou a usar drogas e que está enfrentando crises de pânico.

Mas na verdade, ele está superando como pode, da maneira mais normal o possível.

—Acharam o assassino? —Ele apoiou os cotovelos nos joelhos prestando atenção em cada mínimo detalhe da conversa.

—Não, mas analisaram as digitais da arma do crime e encontraram digitais da vítima. Os responsáveis pelo caso analisaram todas as pistas e concluíram que a vítima cometeu suicídio. — Ele ficou estático, não acreditando nas palavras de Morise. Foi como se ele se desse conta do que estava acontecendo e se levantou furioso.

—Ela nunca se mataria, ela era feliz! —Ele cuspiu as palavras e minha tia deu um sorriso presunçoso.

—Parece que você não conhece tão bem a sua namorada, senhor Bieber. —Ela olhou desafiadora para ele. —A equipe médica encontrou cortes cicatrizados em ambos os pulsos da vítima.

—Eu...Nunca vi nada disso. —Ele passou as mãos pela cabeça. —Mas isso não é motivo para concluir que ela se matou!

—Senhor Bieber, com todo o respeito, mas uma pessoa que se automutila é feliz? —Ele abaixou a cabeça. — Essa pessoa tem um estado mental equilibrado para manter os pés no chão e rejeitar a ideia do suicídio? — Ela perguntou arqueando a sobrancelhas, mas ele permaneceu de cabeça baixa. —Temos que ir, obrigada pelo seu tempo.

Fomos até a porta e ele parecia ainda mais decepcionado a cada segundo. Ele devia estar se remoendo por nunca ter vistos os cortes da namorada, por nunca poder ter impedido de qualquer maneira. Eu senti parte de mim se identificar com isso, perder alguém importante para você e souber que você nunca a conheceu de verdade. Que tudo aconteceu em baixo do seu nariz e você não percebeu nada.

Minha tia deu aceno e entrou no carro. Eu fiquei ali parada, olhando para ele que tinha o olhar preso ao chão. Ele nem parecia notar que eu ainda estava ali, aquilo o afetou tanto que ele parecia estar na própria cabeça.

—Eu sinto muito por você. —Eu disse a única coisa que me veio à mente, realmente fazendo das minhas palavras a verdade.

—Ela nunca se mataria. —Ele sussurrou para si mesmo, ainda olhando para o piso de madeira.

—Você não acha estranho. —Eu comentei e ele levantou a cabeça passando a prestar atenção no que eu dizia. —Uma aluna é assassinada misteriosamente e em um mês após a sua morte, um aluno se suicida sem motivo aparente. Faz sentido para você? —Eu perguntei e ele olhou para um ponto fixo atrás de mim, pensando nas palavras que eu falei.

—Sim, mas eles não se conhecem. —Ele respondeu baixo.

Quando eu ia me pronunciar novamente, minha tia buzinou generosamente por alguns segundos me olhando furiosa. Ela levantou o braço e deu duas batidinhas no relógio como se estivesse atrasada.

Então eu fui iluminada por uma ideia, ele era rico, tinha acesso a qualquer coisa que o dinheiro possa pagar. Eu não iria me aproveitar da fragilidade do momento, mas eu iria ajuda-lo também.

—Eu posso te ajudar se quiser. —Ele me olhou, sem entender o que eu disse. —Posso investigar melhor.

—Por que eu aceitaria isso?

—Porque qualquer chance de inocentar ela é crucial para você e eu tenho acesso aos arquivos da polícia. —Eu inclinei a cabeça para a minha tia que me olhava impaciente. Ele me olhou no fundo dos olhos, me arrepiando dos pés a cabeça.

Tinha alguma coisa nele, alguma coisa sombria, que me deixava receosa, mas sedenta para descobrir o que tinha por trás dos olhos caramelados de puro mistério.

—Mas sempre tem um preço. —Ele conclui, sarcástico.

—Que bom que você sabe como funciona. —Eu sorri presunçosa.

—Você quer dinheiro? —Ele perguntou se escorando no batente da porta.

—Não, mas digamos que você vai ficar me devendo um favor. —Eu sorri e ele assentiu.

Eu passei meu número para ele para que ele pudesse me informar sobre o que ele sabia do caso e para que eu pudesse mantê-lo informado das coisas que eu descobrir.

—Foi ótimo fazer acordo com voc... —Minha tia buzinou novamente raivosa. —VAI SE FOD... —Ela buzinou novamente, cortando o palavrão que eu ia soltar me olhando com os olhos espumando de raiva. —Eu te ligo.

Pulei os degraus de sua casa e corri até o carro acenando. Ele ficou me encarando enquanto minha tia dava partida no carro, sumindo da residência Bieber.

—Você pode me explicar o que estava fazendo lá? —Ela perguntou acelerando o caro de forma violenta.

—Primeiro: Diminui a velocidade dessa merda. Segundo: Eu estava dando os meus pêsames. —Menti. —Nem isso você respeita.

Essa bufou e diminuiu a velocidade. Acho que até ela sabia que estava indo rápido demais, senão teria acelerado mais ainda para me irritar. Encostei a cabeça no vidro do carro e suspirei.

Eu não conseguia tirar os olhos frios da minha mente, era se como ele me afetasse só com a sua presença. Desde que entrei ali me sinto estranha.

—Quem é você, Justin Bieber?


Notas Finais


Playlist: https://meu.vagalume.com.br/ruaesmriabarros/playlist/6812063/
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=6JnmVCeHl78

Leiam as minhas outras fanfics:
The Awakening:
Sinopse:
Esther Grayson, no auge de sua carreira viu sua vida desabar a sua frente. Após perder a sua mãe no mesmo acidente que deixou a jovem em coma, Esther tem uma nova chance de se recuperar e retomar sua vida, em um tratamento que foi sugerido a sua família. Mesmo em meio a tanta dor ela iria encontrar alguns minutos de alívio, minutos esses que seriam ao lado de Justin, outro paciente que fazia o mesmo tratamento. Mas o que Esther não sabia, é o quanto podemos ser manipulados e enganados, o quanto somos atraídos para pisar em falso e cair dolorosamente. E o aguardava a jovem Esther Grayson era algo que poderia fazê-la se arrepender amargamente até mesmo do seu despertar.

Mias//FreakDesign.

Link: https://spiritfanfics.com/historia/the-awakening-9077847

The Devil Wears Purple:
Sinopse:
O amor servia como uma âncora para Dallas, aguentando calada o bullying cometido pelos colegas de classe, em silêncio, a garota se mantinha firme em seus sentimentos por Justin. Crente de que algum dia, ele a olharia de modo diferente. Entretanto, numa madrugada comum, as vésperas de seu aniversário, uma brincadeira de mal gosto praticada por Justin e seus amigos acaba por provocar um incêndio, incidente este que carbonizou e matou não só seus pais, pois o efeito indescritível que o loiro provocava nela, também transformou-se em cinzas.
Após dois anos na Ucrânia, passando por um processo de reconstrução facial, Dallas já não era mais a mesma, a âncora que antes denominava-se amor, foi substituída por sede de vingança. Contudo, mesmo que acidentalmente, o passado complicado de Bieber atrapalharia seus planos.

Link: https://spiritfanfics.com/historia/the-devil-wears-blue-8393163

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Muito obrigada, amo vocês!


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