História Our Day Will Come - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ßMarys_

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Yaoi
Exibições 5
Palavras 790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Hospital


Dylan

Eu via com angústia como Bruce estava acabado – a notícia lhe chocara a tal nível que atingira até a mim de uma forma dolorosa. A manhã não havia sido muito boa para nenhum de nós dois, tanto que Bruce acordava durante a madrugada repentina vezes, enquanto eu o tentava acalmar. Não deu outra que aquilo me levasse a ligar para Stephen.

– Stephen? – perguntei com a voz rouca quando Bruce novamente deitou na cama, dormindo agora com a ajuda de alguns remédios. – Será que eu poderia marcar uma consulta com você amanhã?

– Amanhã, Dylan? – por seu tom, percebi que o tirei de seu sono. – Dylan, você sabe que os horários do hospital são apertados...

– Eu sei, eu sei – resmunguei. – Mas é algo importante, de extrema urgência! – minha voz, até aquele momento, elevou-se em algo semelhante ao desespero e preocupação. Stephen deve ter percebido isso, pois a resposta foi quase que no mesmo instante.

– Algo que está no meu alcance?

– Uma consulta com o Bruce, falando sobre os processos do tratamento – até aquela altura do campeonato, qualquer consulta que me explicasse os passos para o tratamento da leucemia já estavam de boa altura para mim. No momento, eu apenas desejava o melhor para Bruce. – Tem algum horário vago para nós... Para o Bruce?

O telefone ficou mudo por um instante, e pude ouvir o som de folhas sendo revisadas com certa pressa para uma hora daquelas. O farfalhar das roupas indicou que Stephen estava se movendo pelo quarto – ou seria pelo escritório? – a procura de algo.

– Certo, encontrei – respondeu após alguns minutos de silêncio. – Eu tenho o horário vago amanhã à tarde, lá pelas 16h.

Os compromissos que esperassem! Confirmei com a voz embargada, agradecendo-o de todas as formas que eu conseguia, isso enquanto meu peito pesava pelas lágrimas que eu pouco segurava. Encerrei a chamada e deixei  o celular sobre a superfície de alguma mesa perdida pela sala. Bruce revirou-se na cama, franzindo a testa em seu sono quando juntei-me a ele novamente.

Os calores das cobertas e do corpo de meu amado me forneciam as forças que eu precisava naquele momento para seguir de cabeça erguida, e enfim fechar os olhos e dormir.

 

A manhã começou com a agitação de Bruce na cozinha.

– Você marcou uma consulta sem que eu soubesse disso?

– Eu fazia isso, ou teríamos que passar a próxima semana gastando o dinheiro da poupança com remédios – murmurei enquanto tentava me manter acordado. A noite anterior não havia sido muito boa, devido às emoções e ao fato de eu ter despertado no meio da madrugada. – Confie em mim, Bruce, vai dar tudo certo...

Bruce mergulhou em um silêncio constrangedor, fazendo-me arrepiar por aquele momento tão quieto. Seu rosto registrava milhares de emoções, as expressões variavam, e eu sabia que aquele era o único destino a se traçar em nossas vidas.

Por fim, talvez ainda exausto pelas emoções do dia anterior, ele concordou com um breve suspiro.

Bruce

Sentado na cadeira confortável no consultório, eu via com meus próprios olhos o quão grave a leucemia era, o quão ela podia afetar o paciente e sua família. Dylan estava arrasado, assim como eu, mas era notável que a notícia havia lhe afetado mais do que a mim.

O médio que me atendia era gentil, com a fala calma e sincera, mesmo que a expressão não passasse de algo sério e profissional.

– Quero que saiba que o tratamento para a leucemia pode desgastar o paciente – aquilo não me era surpreendente, eu já tinha uma ideia quando Dylan me avisou de meu problema. – A quimioterapia para a leucemia desgasta tanto fisicamente quanto psicologicamente o paciente, mas é de certa forma precisa que mantenha a cabeça erguida, e que isto é para o seu bem.

Eu concordei sem muito entusiasmo, não muito confiante de como seria daqui para frente.

Dylan

Encontrei Stephen por acaso pelos corredores do hospital – era o seu dia de folga, então deduzi que tivesse sido por causa de Bruce.

– Como Bruce está?

– Ainda está lá dentro – indiquei com um aceno, sem muita emoção, para o consultório com uma pequena indicação ao lado. Stephen somente acenou, sentando-se ao meu lado e entregando-se uma barra de cereal, a qual ele tirou do bolso do casaco. – Obrigado – agradeci com a voz cansada.

– Hospitais deixam as pessoas cansadas – divagou. – Eu falo isso por experiência, amigo.

Tudo o que eu conseguia fazer naquele momento era simplesmente concordar, dando mais uma mordida na barra de cereal que eu comia sem muita vontade. Com a cabeça pesada devido aos pensamentos negativos que me assombravam, eu repassava o plano de vida que nós dois teríamos que seguir para continuarmos juntos, para manter o nosso amor vivo, sem trombar em barreiras que trariam dor para nós dois.



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