História Our Destiny - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias 2PM, F(x), Girls' Generation, SHINee, Sistar, TWICE
Personagens Bora, Hyoyeon, Jessica, Krystal Jung, Minho Choi, Momo, Nichkhun, Sooyoung, Sunny, Taecyeon, Tiffany, Victoria Song, Yoona, Yuri
Tags Aventura, Snsd, Yulsic
Visualizações 109
Palavras 3.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Rumo aos 100 favoritos <3

E rumo aos últimos capítulos...

Capítulo 29 - Não é Possível


Fanfic / Fanfiction Our Destiny - Capítulo 29 - Não é Possível

POV Jéssica

 

O tempo nunca havia passado tão devagar... Os Dias nunca haviam sido tão tristes para mim quanto estavam sendo nos últimos dias. Não me recordo ao puxar na memória, uma lembrança tão angustiante quanto a qual eu estava gravando naquela tarde, um dia após a guerra. O reino todo estava ali, ajoelhado diante dos meus pés, me ovacionando.... Gritando meu nome, vibrando por nossa vitória em campo de batalha.

 

Da mesma forma em que todos estavam comigo, acompanhando o funeral do meu pai, ao meu lado. Só faltava uma pessoa... A minha Yuri. Ela havia sumido, como vento soprado ao longe... Como água em período de seca, e a cada dia longe dela, sem notícias sobre ela, era um pedaço meu que morria.

 

Naquela tarde, ao escutar as homenagens feitas a todos os mortos, e principalmente ao meu pai, eu me permiti chorar, sentir a dor da perda de um homem que eu realmente amava. Ele tinha todos os defeitos... Mas tinha muitas qualidades, me fez ser uma pessoa melhor, e me ensinou a ser um ser humano de caráter, e digno. Era um adeus, um adeus certo e isso era um conforto... Pelo menos eu sabia onde encontra-lo, quando quisesse conversar com ele.

 

Ao fim daquele dia, eu fiz um discurso em homenagem a todos, agradeci por serem leais a mim, e os parabenizei pelos amigos e entes queridos perdidos em batalha. Dei as boas vindas a nossa raça, e os declarei dignos de serem parte oficial de Divine...

 

Mandei equipes de busca a procura de Yuri, mas aos fins de todos os dias eles sempre voltaram de mãos abanando, nunca nem sequer encontraram um rastro dela, nem um fio de cabelo como pista de onde ela poderia estar. Eu estava começando a perder as esperanças, já não esperava mais uma boa notícia.

 

Com o passar dos dias, pude notar que Seohyun foi se recuperando do ferimento profundo que recebeu daquela bruxa... Todos pareciam estar bem, e a vida parecia andar conforme a paz que eu havia prometido. Yoona, por ter sido tão leal ao salvar Seohyun, ganhou a minha confiança... Permiti que ela morasse conosco no palácio, assim como Hyoyeon. Seria estranho se eu dissesse que elas estavam se tornando grandes amigas minhas? Seria estranho se eu dissesse que nunca as vi tão feliz?

 

Yoona merecia aplausos... Ela estava conseguindo conquistar o coração da minha Maknae cada dia mais e mais, isso muito me alegrava. Taeyeon e Tiffany estavam planejando o casamento delas, e vez ou outra vinham até mim para pedir minha opinião, sobre os arranjos... Enfeites e decorações. No fundo, todas elas não queriam me deixar sozinha. No fundo... Todas elas sabiam que meu sorriso era falso, que meu riso era forçado... E que meu olhar era vazio.

 

Três meses.... Três meses se passaram, sem que eu tivesse tido uma mensagem se quer de Yuri.

 

-Está pensando nela, não é? – Krystal chamou minha atenção ao se encontrar comigo ali nos jardins silenciosos do palácio. Era um dos lugares mais lindos deste lugar, o som dos pássaros, o breve acariciar do vento contra minha pele... A sombra fresca, eu me sentia em paz ali.

 

- Está tão nítido assim? – Perguntei, esboçando um sorriso triste.

 

- Sim, está... – Ela respondeu, se sentando ao meu lado naquele banco de madeira tão aconchegante.

 

- Isso está me matando Krystal. Não saber o que aconteceu com a Yuri, está me matando cada dia um pouco mais. – Ao dizer isso, eu olhei para o céu, e respirei fundo.

 

- Sica... Sei que o vazio que a Yuri deixou não pode ser preenchido. Mas, você não desfrutou das suas conquistas, olhe o que você alcançou, uniu os híbridos a nós, conquistou o respeito e a lealdade dos povos... Está permitindo o casamento entre raças, está dando a felicidade para muitos! -  Senti as mãos delicadas da minha irmã tocarem as minhas.

 

- Nada disso importa, se ela não está aqui comigo Krys... – Apertei um poucos as mãos dela contra as minhas, deixando meu polegar acariciar as costas de uma de suas mãos.

 

- Yuri ficaria muito triste em te ver assim. – Nesse momento, um aperto forte preencheu meu peito, era como se Krystal estivesse dizendo que Yuri nunca mais iria voltar.

 

- Não fale uma coisa dessas! – Eu disse nervosa. – Está dizendo como se ela nunca fosse voltar!

 

- Sica calma! – Ela pediu. – Não foi isso que eu quis dizer, mas... Já fazem três meses e – A interrompi no mesmo instante.

 

- Shi! – Xiei – Por favor, não conclua a sua frase. – Ordenei.

 

MAJESTADE!

 

Escutei dois de meus soldados me chamarem com certo desespero no tom da voz.

 

- O que? – Os questionei, me colocando de pé frente a eles, ao se reverenciarem diante de mim brevemente.

 

- Senhora, nossa última equipe de busca está morta. Foram todos mortos! Lee foi o único sobrevivente, e ele está em estado de choque! – O soldado me contava aquilo, me causando extrema estranheza.

 

- O que o atacou afinal!? – Perguntei.

 

- Por favor majestade, venha conosco. – Eu não deixaria de seguir o rapaz, queria saber exatamente o que estava acontecendo.

 

(...)

 

 

Quando cheguei na sala, não pude deixar de tomar um susto. O rosto do rapaz estava surrado, e sua armadura estava bem judiada, como se tivesse levado muitos socos antes de ser liberado para correr de volta até o palácio.

 

- Mam... majestade.  – Ele disse com dificuldade. – Um... uma pessoa... Uma pessoa sozinha nos atacou.

 

- Como assim uma pessoa sozinha mata uma equipe de vinte soldados? – Eu o questionei, e ele começou a negativar com a cabeça, como se estivesse lembrando da cena.

 

- Não sei majestade, era muito rápido, muito ágil... Não teve piedade de nenhum de nós, nunca vi alguém bloquear golpes e ser tão eficaz com uma espada como essa pessoa é! – Ele disse, enquanto os curandeiros do palácio faziam o favor de limpar suas feridas.

 

- Era homem ou mulher!? – Eu o questionei, e ele demorou um pouco para responder.

 

- Minha senhora, eu diria que era um homem, mas o corpo não era musculo e nem grande como de um homem. Eu... eu diria que já vi ela em algum lugar. – Nesse momento, algo dentro de mim parecia querer me dizer alguma coisa.

 

- Como assim!? Com quem essa pessoa se parecia afinal? – Perguntei um pouco aflita.

 

- Não sei senhora, os olhos eram vermelhos, o cabelo estava preso em um rabo de cavalo... O sorriso... Era um sorriso cheio de ódio, ela definitivamente não é uma boa pessoa. – Olhei para Krys, e ela parecia estar tão confusa e preocupada quanto eu.

 

- Chame a Nana, agora. – Ordenei a Krystal, que prontamente atendeu ao meu pedido.

 

- Contininuem cuidando dele. – Olhei para as demais pessoas na sala, antes de voltar meu olhar para o rapaz. – Qualquer coisa nova que se lembrar, eu quero que me conte imediatamente, ok?

 

- Ok majestade, muito obrigado! – Eu nada respondi, sai da sala e fui em direção ao salão principal, onde se encontrava o meu trono. Não demorou muito, para Nana entrar em minha sala.

 

- Me chamou majestade? – Ela me questionou, e eu afirmei prontamente que sim.

 

- Sim. Preciso que você selecione uma equipe de bons soldados, escolha as raças que quiser, e vá exatamente para o local onde a última equipe foi morta. Quero que me diga tudo que vê lá, e se encontrar com essa pessoa misteriosa, quero que a mate. – Fui decidia em minha ordem, e Nana, como uma aliada leal, não pensou duas vezes antes de se retirar para obedecer minha ordem.

 

POV Yoga

 

Ter Yuri nas minhas mãos, era um prêmio mais do que merecido. Eu já não me importava mais em ter ganho essa porcaria de guerra... Eu estava com a pessoa que a Rainha mais amava. Sobre o meu plano de 24 horas? Bom... Encontrei algo muito melhor do que isso. Se meu objetivo era atingir Jéssica, então eu precisava ser mais caprichoso em minha obra de arte.

 

Sobre as surras? Eu as dei sim, todos os dias de meia e em meia hora... Era maravilhoso judiar de Yuri, ela era muito forte eu admito... Mais nem o ser humano mais forte resiste a maus tratos quando são bem realizados. Eu até cheguei a ter pena, confesso.... Mas, jamais ficava arrependido. O corpo da guerreira estava marcado por hematomas, seus lábios carnudos estavam secos, devido a desidratação... Ela até havia perdido massa muscular, confesso que a Yuri potente estava perdendo a capacidade de ser tão maravilhosa.

 

Eu tinha ódio dela... Raiva dela, por que ela não chorava, não gritava... Não reclamava. Ela ficava quieta.. Por mais dor que sentisse. No primeiro mês, eu pude ver que estava perdendo ela, certa noite Yuri quase morreu devido a fraqueza física, eu entrei em desespero! Eu não poderia perder o meu trunfo! Então decidi que era hora de começar a transformação.

Se meus inimigos achavam que eu tinha dado tudo de mim em campo, é por que de fato não me conheciam. Jéssica iria cair, mas não pelas minhas mãos... Mas pelas mãos da mulher que ela tanto amava.

 

A partir do segundo mês, comecei a cuidar de Yuri, lhe dava água regularmente, lhe dava comida... E lhe injetava uma poção na veia. Assim que eu fazia isso, eu a fazia entrar em transe, falava para ela que Jéssica era sua maior inimiga, e que ela precisava ser eliminada. Olha... Não foi uma tarefa nada fácil, Yuri era muito resistente, faze-la permanecer no transe foi um desafio e tanto... Mas como eu sou o melhor bruxo existente em Divine, era óbvio que eu teria sucesso.

 

A cada dia que se passava, a Yuri antiga dava lugar a uma nova Yuri... Uma Yuri violenta, maldosa... E extremamente ágil. Me surpreendi por ver que até a colocação dos olhos dela estava diferente.

 

A liberei para treinamento, ela ao invés de nocautear os Trolls, os matava... E  eu aplaudia em pé... Ela havia se tornado um ser humano sem coração, e ouso até dizer que ela havia perdido a própria alma. Ter essa mulher ao meu lado, me fazia entrar em extase.

 

- Yuri Kwon?- Eu a chamei, depois de ve-la pronta para a batalha. Suas roupas agora eram pretas, calças pretas, botas pretas, espartilho preto... Sua espada era de samurai, e não mais aquelas porcarias que os guerreiros costumam usar. Seu cabelo preso, sua maquiagem pesada... Aqueles olhos intensos cheios de ódio. Ela estava divina.

 

- Sim senhor. – Ela respondeu, colocando a espada nas costas.

 

- Quero que elimine um grupo de soldados a leste do vale.Deixe apenas um vivo, para que ele conte do que você é capaz. – Pude ver brotar naquela face, um sorriso maldoso só por imaginar o estrago que ela iria causar.

 

- Como quiser, senhor. – Ela fez uma breve reverência a mim,  e saiu de perto rumo ao destino que eu havia mandado. Em breve... O destino dela, seria outro.

 

(...)

 

POV Nana

 

- Senhora, não encontramos nada aqui. – Um dos soldados que levei comigo me disse ao retornar de sua busca.

 

- Nada aqui também! – Escutei mais um gritar de longe.

 

- Ok. Vamos voltar para o palácio. – Ordenei.

 

- AAAAHH!!!!

 

 

~~~ Barulho de espada cortando~~~~

 

 

 

- O QUE É ISSO? – Escutei um élfo perguntar, antes de ver uma espada atravessar seu peito, furando seu coração sem a menor piedade.

 

Eu não conseguia ver o rosto da pessoa, eu só consegui ver um por um dos meus companheiros sendo mortos, como se fosse um fantasma passando por cada um deles tirando suas vidas.

 

- Mas o que!? – Eu estava perplexa, desci do meu cavalo e me coloquei em posição de luta, olhava para todos os lados e nada de conseguir encontrar o grande causador daquele terror.

 

- AHHH, SOCOR... –

 

 

~~~ Barulho de espada ~~~

 

 

 

Vi o último dos meus soldados bem na minha frente, e atrás dele a pessoa causadora de sua morte. Quando o corpo dele caiu no chão, eu perdi a minha fala. Fiquei olhando para aqueles olhos vermelhos, e não consegui mover nenhuma parte do meu corpo, não era possível, eu não podia acreditar no que meus olhos estavam enxergando.

 

- Vo.... Você!??- Eu gritei, vendo Yuri retirar a espada do corpo do rapaz, e a limpar com as mãos, antes de coloca-la em suas costas.

 

- Surpresa? – Ela perguntou, rindo de uma forma tão maldosa, que nem parecia ser aquela garota que lutou comigo em campo de batalha.

 

- POR QUE!? – Perguntei, e ela deu de ombros.

 

- As coisas mudam. – Foi o que ela me disse, antes de colar o corpo dela bem perto do meu. Eu confesso que nunca senti tanto medo na minha vida.

 

- Não tinha reparado em como você é linda. –Ela sorriu, e desceu o olhar até minha boca. Seja lá o que tenha acontecido com a Yuri, ela não era a mesma. – De um recado a rainha. Vamos ver se ela é tão corajosa como diz ser. Um duelo entre mim e ela amanhã no fim da tarde, a vencedora fica com o trono.

 

- YURI POR QUE ESTÁ FAZENDO ISSO!?  - Eu perguntei assustada, e a morena a minha frente voltou a sorrir de forma sarcástica.

 

- Calma linda... – Ela disse, dando um beijo no canto da minha boca. – eu não terminei... – Senti o dedo indicador dela passar por meus lábios, e quando aquele olhar gélido foi de encontro ao meu, eu perdi o ar. – O duelo... É até a morte. – Antes de se afastar de mim e sumir como um fantasma, ela piscou com malicia e me mandou um beijo no ar.

 

Eu fiquei ali, parada por vários minutos tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer, mas era muito difícil, eu não sabia como dar essa notícia para Jéssica.

 

POV Jéssica.

 

Você prometeu Yuri.. Prometeu que iriamos estar juntas depois que tudo acabasse... E onde está você agora? Por onde você anda?

 

Essas eram as perguntas que mais persistiam na minha mente, e eram as perguntas que mais doíam.

 

- Senhora? – Escutei alguém bater em minha porta.

 

- Entre. – Ordenei, e vi a senhora Lola me chamar.

 

- Senhora, todos estão a sua espera na sala do trono. Parece que a senhora Nana tem algo muito importante para dizer.

 

- Obrigada. Estou indo. – Sorri de forma doce, mas confesso que algo estava me incomodando demais... Por que Nana teria reunido todos ali?

 

(...)

 

Entrei e notei o olhar de pânico das pessoas sobre mim,  tentei fingir que não estava notando o clima pesado que pairava na sala, mas era difícil.

 

- E então? Por que reuniu todos aqui Nana? – Perguntei, tentando manter minha voz calma.

 

- Majestade, o que eu tenho para dizer, não é fácil de se escutar. – Senti meu coração parar. Será que era alguma notícia de Yuri? Será que ela estava morta e encontraram o corpo?

 

- Pois então me diga de uma vez, sem cerimônias. – Ordenei, e engoli em seco.

 

- Fui ao local que havia me dito para ir. Ao chegarmos lá não encontramos absolutamente nada. Quando estávamos prestes a irmos embora, fomos atacados brutalmente por uma pessoa, eu nunca vi ninguém ser tão ágil e tão preciso como ela era. Ela matou toda a minha equipe Jéssica, e me deixou viva apenas para vir lhe dar um recado. – Até o momento, não via nada de mal naquilo.

 

- Ok. Prossiga. – Pedi.

 

- Amanhã a tarde, a senhora tem um desafio de vida ou morte pelo trono. – Todos na sala me olharam assustados, quem era essa pessoa insolente que estava me desafiando pelo trono?

 

- Quem é essa pessoa afinal? – Eu a questionei, e vi Nana abaixar a cabeça. Olhei em volta, e pude ver Tiffany com lágrimas nos olhos... Taeyeon estava incrédula... Seohyun estava desconsolada.

 

- QUEM É NANA!? – Eu gritei aflita.

 

- É a Yuri.

 

 

 

Yuri... Yuri....

 

 

 

Yuri... É a Yuri...

 

 

 

Yuri....

 

Você está viva afinal meu amor...

 

- COMO ASSIM?- Eu gritei, saindo do meu transe após escutar o nome dela.

 

- Jéssica, ela não é mais a mesma pessoa. A Yuri que eu vi, não é a sua Yuri. Ela não é mais a garota que lutou comigo no campo de batalha. – Escutei as palavras de Nana,  mas nada parecia fazer sentido para mim.

 

- DO QUE ESTÁ FALANDO!? – Eu gritei novamente.

 

- Ela está diferente. As roupas diferentes a forma de prender o cabelo, os olhos... Ela é absurdamente maldosa. Ela mata como se não tivesse piedade do adversário, o tom de voz dela... Parece que é outra pessoa. – Escutar aquilo, doía demais. Eu não sabia o que pensar, nem o que dizer. Parecia um pesadelo e eu queria acordar.

 

- Você pode ter se confundido. Essa não é a Yuri. – Eu estava negando para mim mesma, e nem notei que meus olhos já estavam começando a ficarem marejados.

 

- Sinto muito majestade, mas eu tenho absoluta certeza do que estou dizendo. Era a Yuri, e ela desafiou você a uma luta amanhã, a vencedora vive, e a perdedora morre. – Neguei com a cabeça diversas vezes, antes de socar a mesa.

 

-NÃO! ISSO NÃO É JUSTO! – Senti as lágrimas descerem por minha face, enquanto meu corpo ia escorregando até que meus joelhos ficassem dobrados no chão. 

 

- Sica... – escutei a voz de Seohyun ecoar em meu ouvido, assim como seus abraços envolveram meu corpo. Me rendi ao carinho dela, e me permiti chorar em seu colo.

 

- Qual era a cor dos olhos dela Nana?- Yoona perguntou, e eu nem estava ligando para o resultado dessa conversa.

 

- Eram vermelhos Yoona... Os olhos eram vermelhos carregados de uma maquiagem preta. – Nana descreveu  as características da nova Yuri,  e pude escutar um murro sobre a mesa.

 

- DESGRAÇADO! – Yoona gritou, chamando a atenção de todos.

 

- O que foi? – Perguntaram, e Yoona correu para perto de mim, me fazendo olhar para ela.

 

- Eu sei o que está acontecendo com ela Jéssica. – Nesse momento os meus olhos ficaram iluminados.

 

- O QUE? – Perguntei, e ela levou a mão no meu ombro.

 

- Meu pai fez isso com ela, eu tenho certeza. Ele fez a Yuri esquecer quem ela era, e a transformou em um objeto das vontades dele. – Olhei para ela incrédula, o que ela queria dizer afinal?

 

- O que isso significa?- Perguntei.

 

- Significa, que as chances de termos Yuri de volta são quase nulas. – Levei minhas mãos até meu rosto, o cobrindo em desespero. Como eu pude deixar isso acontecer?

 

- COMO EU PUDE DEIXAR ISSO ACONTECER COM ELA!?- Gritei, me desvencilhando do corpo de Seohyun, passando a andar por aquele salão igual uma louca sem rumo.

 

- Sica calma – Escutei Tiffany dizer, tentando me fazer parar de andar desgovernada.

 

- COMO QUER QUE EU TENHA CALMA? VOCÊ OUVIU O QUE ELA DISSE? EU PERDI A YURI! – Gritei em meio ao choro.

 

- Eu sinto muito Sica... – Yoona disse com pesar, antes de se assustar com a minha atitude.

 

- Me fala.  O que eu preciso fazer para reverter isso? – Agarrei a gola da roupa de Yoona, a fazendo levar as mãos até meus pulsos, ela com certeza estava assustada com minha ação.

 

- Sica, calma. Me solta. – Ela pediu, mais tudo que fiz foi aperta-la mais em minhas mãos.

 

- FALA! – Ordenei.

 

- Não tem o que fazer Jéssica! Ela está em um estágio avançado. Ela está matando o próprio povo dela sem dó nem piedade, a Yuri que existe agora não é mais a Yuri que um dia você conheceu! Eu sinto muito! – Soltei Yoona no mesmo segundo, parecia que as palavras dela haviam arrancado todas as minhas forças.

 

- Isso... Isso não é justo. – Eu comecei a repetir essa frase para mim mesma em voz alta, levando as minhas mãos até meu couro cabeludo, penteando meus fios castanhos para trás. – Tem que haver um jeito.... Tem que haver. – Eu acho que tinha surtado.

 

- Saiam todos por favor, deixa ela comigo sozinha. – Escutei minha mãe dizer aquilo, e aos poucos todos foram saindo da sala. Me sentei no chão, encostando minhas costas contra uma das pilastras, e passei a fixar meu olhar para um ponto vazio.

 

- Filha... – Escutei minha mãe chamar.

 

- O que? – Eu disse sem vontade.

 

- Vamos dar um jeito de trazer ela de volta. – Ao escutar isso, comecei a rir descontroladamente.

 

- Claro mãe. Vamos sim. – Disse em um tom de deboche, antes de sentir a mão dela tocar meu ombro, me fazendo olhar para ela.

 

- Certa vez... a vinte eu anos atrás, um bruxo muito ruim me proibiu de ter filhos. Era uma maldição que parecia não ter saída. E olha quem está diante de mim... Você. – Notei um sorriso doce brotar nos lábios da minha mãe,  eu sabia que ela estava tentando me manter calma, mas eu também sabia que a maldição lançada sobre ela não tinha solução... Mas eles encontraram uma solução.

 

- O que eu vou fazer mãe? Eu jamais teria coragem de matar a mulher que eu amo. – Eu disse, voltando a chorar descompassadamente.

 

- Ela também jamais mataria você filha. Ela te ama demais... E nada nem ninguém consegue tirar esse sentimento dela. – Naquele momento, me atirei nos braços da minha mãe. Acho que fiquei ali agarrada a ela pelo resto da tarde, nada foi dito durante essas horas,  o silêncio e o colo dela  haviam se tornado o meu melhor remédio.

 

 


Notas Finais


Poxa vida... E agora!?

O que acham que vai acontecer!?


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