História Our Dream - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 4.931
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EU DESISTO!!?





Leiam as notas finais, por favor.

Desculpem os erros.

Boa leitura :*

Capítulo 5 - Quarto...


Fanfic / Fanfiction Our Dream - Capítulo 5 - Quarto...

Segunda semana de Novembro...




Na semana que se passou, Hoseok vinha se sentindo bem depois de reaproximar-se de Yoongi e novamente podendo estar em meio aos braços que sempre o davam um abraço apertado, fazendo sentir-se aconchegado e seguro, o acolhendo. Já que, depois de pouco mais de dois meses tendo pesadelos em relação a perda do bebê, agora ele conseguia dormir bem como a muito não acontecia. Deixando o mais velho um pouco mais despreocupado.

Depois de algumas noites bem dormidas e com ambos fazendo questão de dormirem agarradinhos um ao outro para matar mais um pouco da saudade que sentiam, enfim o dia treze de novembro estava aproximando-se .

Era o dia deles. A data em que completam uma década de união.

Apesar de ainda estar com os olhos fechados e sentindo um dos braços do marido rodeando sua cintura, enquanto o outro lhe servia de travesseiro para sua cabeça, Hoseok tinha um sorriso nos lábios ao lembrar dos momentos que aconteceram durante a semana.

Depois da noite em que se reaproximou de Yoongi, outros momentos iguais ao da banheira aconteceram na cama, no sofá, até na cozinha. Yoongi e Hoseok apenas queriam matar a vontade, o desejo e a saudade que sentiam um do outro.

Enquanto o Min mais novo permanecia com os olhos fechados, lembrando do que havia acontecido, o empresário começou a fazer um gostoso cafuné, já que seu membro superior direito ainda estava servindo como travesseiro e o esquerdo rodeava a cintura alheia.

Após o amorenado passar alguns minutos desfrutando do carinho nos cabelos, entrelaçando suas pernas com a do marido assim que virou-se de frente para o mesmo, levando a mão ao rosto dele e tocando a pele macia apenas com as pontas dos dedos enquanto o alvo que continuava com os olhos fechados.

Hoseok afastou alguns poucos fios que teimavam em cair sobre os olhos e logo começando a contornar o formato deles apenas com o indicador. Chegando entre as sobrancelhas e descendo pelo nariz, este que logo Yoongi franziu e deixou um sorrisinho nascer em seus lábios vermelhos, automaticamente fazendo nascer um sorriso nos do outro também.

Quando o Min abriu os olhos, os direcionando a Hoseok, eles ficaram encarando-se de uma forma intensa. Os sorrisos continuavam ali, fazendo ambos lembrarem de uma década atrás, quando olharam-se do mesmo jeito enquanto diziam sim um ao outro, selando eternamente o amor entre eles

Sempre depois do sim, vem o famoso beijo.

E foi isso o que aconteceu.

O beijo não era de um jeito desesperado mas também não tão calmo. As línguas se enroscavam em busca de sentir o gosto um do outro, enquanto as mãos de ambos acariciavam a parte do corpo alheio em que estavam repousadas.

A mão de Yoongi permanecia na cintura do mais novo, ja direita dançava por suas costas. Já a mão de Hoseok, que antes estava no rosto do Min, agora encontrava-se puxando os fios da nuca do mesmo enquanto a esquerda fazia o trabalho de arranhar o peito de pele mais clara.

O beijo era gostoso, fazendo com que os dois aproveitassem a sensação tão boa, até a necessidade de ar surgir.


— Bom dia. - a voz do amorenado saiu rouca pela falta de uso.

— Maravilhoso dia. - a de Yoongi encontrava-se igual. — Quer levantar ou ficar mais um pouco na cama?

— Aqui está tão bom. - Hoseok beijou sua bochecha, logo esticando-se para pegar o celular no criado-mudo, verificando a hora. — Ainda são oito da manhã, Gi.

— Ótima escolha. - puxou o marido para cima de si. — Mas sobre sairmos… Você irá? - apreensivo, o Min perguntou como se sentisse medo por uma resposta negativa vir do outro.

— Eu não. - o moreno resolveu pregar-lhe uma peça e logo viu um brilho triste surgindo nos olhos que estava sobre si.

— Tudo bem, ficaremos em casa e pe…

— Estou brincando, seu bobo. - a risada de Hoseok preencheu o ambiente. — É claro que irei com você a qualquer lugar que quiser me levar, e faz um tempinho que mal saímos juntos.

...





O casal Min vestiam roupas bem confortáveis. Enquanto Yoongi usa um moletom com capuz e o zíper aberto com uma camisa lisa por dentro, calça moletom e boné, sendo todas as peças de cor preta, Hoseok usa um moletom também, só que todo listrado e colorido, uma bermuda jeans e touca verde. E ambos calçavam chinelos slide.

Outra coisa que ambos usavam eram imitações de máscaras cirúrgicas, também pretas. Sempre as usavam quando queriam sair e chamar menos atenção possível, já que, por mais que tentasse, nunca passavam despercebidos pelos paparazzis de plantão por serem considerados o casal de empresários mais bonito e charmoso de todo o continente asiático; tinha quem arriscava em dizer que também eram os mais sexys.

Caminhando de mãos dadas pelo estacionamento do edifício em que moravam, foram em direção aos veículos, porém Hoseok estranhou ao ver apenas o Acura NSX branco, pertencente ao mais velho.


— Yoongi. - chamou. — O meu carro, aonde está?

— O seu carro? É… - coçou a nunca. Gesto que não passou despercebido por Hoseok. — Seu carro… Eu… Eu mandei a autorizada para fazer revisão. Você sabe, sempre tem que está fazendo.

— Oh, tudo bem. -o moreno, fingindo acreditar na resposta, deixou um selinho na boca de Yoongi. Arrancaria a verdade dele mais tarde. — Posso ir dirigindo?

— Claro, aqui a chave. - sorriu ao entregá-la.


Desde que descobriu a gravidez, Hoseok não colocava as mãos em um volante, preferiu evitar dirigir. Não saía com tanta frequência, optando por ficar mais em casa pois tinha medo que algo acontecesse. Porém, fora inevitável…


— Então, qual rumo o seu motorista deve seguir? - já acomodado no interior do carro, brincou após encaixar o cinto de segurança.

— Vamos para a mansão, passaremos alguns dias lá. Kihyun, Seungwoo e os meninos estão com saudades de você.

— Ok! Seu desejo é uma ordem, senhor. - Hoseok sorriu, logo dando a partida.


Por volta de uns quinze minutos depois, o veículo branco já se encontrava em uma das avenidas de Sungpu-gu, distrito o qual situava-se a mansão onde Hoseok residia junto aos pais anos atrás, no bairro de Seokchon-dong para ser mais exato.

Mais alguns poucos minutos se passaram e logo o casal já estava Samjeon-dong, bairro vizinho ao destino final. Um quilómetro depois e já estavam passando em frente ao último quarteirão do mesmo, local onde na verdade era situado num parque. Por sinal, este que Hoseok tinha muitas lembranças.

Já no final da rua, o mais novo precisou parar o carro próximo a um cruzamento, devido ao sinal fechado.

Aproveitando-se disso, Hoseok começou a observar o parque. O lugar continuava enorme e muito bonito, permanecendo com as grandes árvores que projetam ótimas sombras para apreciadores de piquenique, tendo até mesinhas embaixo de algumas árvores. O mesmo também possuía área apenas para recreação infantil, onde as crianças podiam se divertir nos brinquedos, estes que eram escorregadores, balanços, gangorras, gira-gira, entre outros.


"Esse parqueMe traz tantas lembranças do meu paisLembranças do começo de tudo- pensou Hoseok.


— Muitas lembranças, não é? - a voz do Min mais velho fez-se presente, tirando o moreno de seu devaneio.

— Gi, esse parque… O nosso encontro… Foi aqui que tivemos o nosso primeiro encontro, não foi?

— Sim. - sorriu. — O nosso primeiro encontro, a confissão dos meus sentimentos por você, o pedido de namoro… - selou os lábios do moreno. — Quer parar um pouco aqui?

— Quer que eu morra? São muitas lembranças nossas e com meus pais. - sorri grandemente.

— Eu não. Mas se eu ficar viúvo, fico disponível no mercado dos solteiros e… - o alvo disse simples.

— YAAAH! - o moreno bateu em seu ombro e imitou a sua voz. — "Viúvo disponível no mercado." - apontou seu indicador para o homem ao seu lado, totalmente sério. — Uma porra que irei morrer e deixar caminho livre para alguém. Jamais!

— Deixa de ser besta, Seok. - deu risada, para logo depois deixar um beijo nas costas da mão estendida no ar. — O sinal já abriu, amor.


Ao ouvir o que o marido disse, Hoseok apenas acelerou o carro para poder atravessar o cruzamento e dando sinal de alerta que iria entrar para o direta. A mansão Jung ficava do outro lado do parque tão importante para o mais novo.

Assim que o moreno parou em frente ao portão, esperando para que fosse aberto automaticamente para que pudesse entrar, resolveu olhar mais uma vez em direção ao lugar que lhes trazia conforto ao coração. Porém, ficara intrigado com a cena que passou diante de seus olhos.

Um jovem caminhava normalmente para ir embora do parque, sendo que acabara deixar uma criança, aparentando ter três ou quatro anos, em um dos bancos dali chorando enquanto chamava pelo mesmo. O que seus olhos enxergavam partira seu coração de um forma que não entendi, não podia ser o que sua mente queria pensar do que aquilo se tratava. Aquele jovem não podia estar abandonando uma criança.

Mas antes que pudesse continuar a olhar e ter a certeza de que o jovem realmente faria aquilo, o portão foi aberto e Hoseok seguiu para a garagem onde ficavam os carros de alguns funcionários.


— Bom dia, senhores. - hoseok virou-se assim que desceu do carro e escutou aquela voz tão conhecida por si.

— Aish! O único senhor aqui é você, seu velhote. - Yoongi, já fora do veículo também, disse ao abraçar o homem loiro e um pouco mais baixo.

— Meu garoto. - o loiro que tinha a mesma altura que Hoseok, abriu os braços em sua direção assim que se desfez do abraço com o outro.

— Tio Kihyun. - o mais novo dali, abraçou a pessoa a quem sempre tratou como se fosse da própria família.


Yoo Kihyun, era filho do Hyunwoo, motorista particular e amigo de infância de Hongbin, e que também perdeu a vida no fatídico acidente, infelizmente.

O filho do motorista fora nascido e criado na residência que na época nem era tão imensa ainda, conhecia todas as partes do imóvel como ninguém e todos que ali trabalharam ou ainda trabalham.

Sendo assim, começou a trabalhar na mansão logo quando atingiu a maioridade, tornando-se o coração do lugar, fazendo com que tudo continuasse friccionando tão bem, de acordo como se os falecidos donos do lugar ainda fossem presentes.

Kihyun era casado e muito bem casado, diga-se de passagem, com Seungwoo. Seu cônjuge era o responsável por todas as deliciosas refeições servidas na mansão dos Jung's; tanto as diariamente quanto as que eram servidas nos eventos realizados na propriedade.

O casal tivera dois filhos. Hyungwon, o mais velho com treze anos, era tímido. Já Minhyuk, o mais novo com nove, era espevitado demais.


— Que saudades garoto, você nunca mais apareceu. - o mais velho dos três disse ainda abraçado a Hoseok. — Como você está?

— Também estou com saudades. Eu tive alguns problemas…Mas já estou bem. Me diga tio, como estão todos?

— Eu sei saeng, eu sei. - Kihyun deu um leve aperto no ombro alheio como uma forma de demonstrar apoio. Yoongi havia o informado sobre o ocorrido. — Todos estão bem e sentindo sua falta. - sorriu. — Senhor Yoongi, preciso que me ligue para…

— Yoo KiHyun, eu já disse mais de mil vezes para não me chamar de senhor, você é praticamente alguém da família para o Seok e pra mim também. Quantas vezes vou ter que te dizer isso?

— Mas...

— Já disse para me tratar da mesma forma como faz com o Hoseok, em público ou em qualquer outro lugar. Certo? - KiHyun assentiu. — Então, o que você dizia?


Os mais velhos iniciaram uma conversa sobre algo relacionado a um jantar beneficente que ocorreria na próxima semana na mansão, enquanto Hoseok sentiu uma imensa vontade de olhar o parque novamente e, afastando-se dos dois homens que continuavam conversando, o moreno se aproximou do gradeado que fazia parte do imenso muro que ladeava a residência.

Mal chegando próximo do muro, seu olhar já foi em direção ao parque; precisamente, em direção a um certo banco dali. E lá estava o menininho sentado, abraçado a uma mochila grande com a cabecinha baixa e , vez ou outra, passando as mãozinhas pelo pequeno rosto.

Hoseok não conseguiu segurar-se ao ter quase certeza de que o garotinho chorava.


— Seok, vamos… - Yoongi parou de falar ao que Hoseok passou como um furacão por si e Kihyun, indo em direção a saída do lugar. — Hoseok! Aonde você vai? HOSEOK!


Porém, a resposta para a pergunta do Min mais velho não veio. O marido apenas queria caminhar o mais rápido possível até o parque. Mas para a sua infelicidade, o sinal abriu fazendo os carros ali parados retornarem a circular pela avenida que ficava entre a mansão e o parque, fazendo Hoseok ter que esperar impaciente.


— Seok, porque saiu desse jeito? O que aconteceu? - Yoongi perguntou preocupado.

— Gi, eu quero te pedir uma coisa. - falou baixinho, tendo controlar-se para não gritar de raiva por conta do maldito sinal que não abria novamente.

— Pode pedir.

— Desde que chegamos, eu vi aquele menininho ali. - apontou na direção do menor. — Não cheguei a ver nenhum adulto se aproximar dele, depois que um jovem o deixou no parque. Eu não sei o que aconteceu, mas se ele precisar, quero o ajudar de alguma forma, eu posso?

— Claro que pode, meu amor. Aliás, você disse que ninguém se aproximou dele, então por que não faz melhor e tenta trazê- lo pra mansão?

— Posso mesmo?

— Claro, e assim descobrimos qual o motivo dele estar sozinho. - beijou-me nos lábios. — Vamos logo, o sinal abriu novamente e ele é pequeno, pode estar sentindo fome.


Rapidamente ambos começaram a dar passos sobre a faixa de pedestre, apenas queria chegar logo até o menor e descobrir o que estava acontecendo, que nem lembrou que não tinha a máscara sobre a parte inferior do rosto. Contudo, tanto Hoseok quanto Yoongi assustaram-se assim que chegaram do outro lado da avenida, vendo o menininho chorando ao agarrar-se ainda mais a sua mochila enquanto outro menino, esse maior que ele, segurando nas alças da mesma na tentativa de tomá-la.


— Me dê, eu quero ver! - puxou o maior.

— Num pode não. - retrucava o menorzinho, chorando.

— Mas eu quero. - dessa vez, puxando mais forte, o outro menino conseguiu pega-la.

— Minhas roupinhas, me dá de volta! - pediu desesperado. — Pu favô! Pu favô! - implorava.

— Dou não.

— Vai devolver sim. Agora. - Hoseok pronunciou sério e ambos olharam em sua direção com os olhos arregalados e o maior dos dois, mais ainda. — Eu já mandei devolver a mochila a ele, vou ter que repetir? - o menino soltou o objeto causador da briga no chão, saindo correndo em seguida.


Logo o moreno a pego, podendo notar que apesar do tamanho grande demais para um menino tão pequeno, a mesma continha vários desenhos infantis. Vagarosamente Hoseok aproximou-se para devolver-lhe.


— Ei mocinho, olha aqui sua mochila. - falou com um tom calmo, não queria assustá-lo ainda mais.

— Bi-Bigadu-du mo-o-oço. - ele agradeceu baixinho, enxugando o rosto com as mãos pequenas e rodeando o objeto infantil com os bracinhos, puxando para junto de si.

— Como é o seu nome?

— É Tae-TaeMin, o meu no-o-me.

— E você está sozinho? - assentiu, voltando a chorar.

— Ei, está tudo bem agora. Muito bonito o seu nome, sabia? - o menor negou olhando para Yoongi, quando ele sentou-se no banco. — Cadê os seus pais? - indagou ao pequeno.

— Appa deixô eu aqui e foi imbora. - voltou a chorar. — Di-disse que num que-que-queria mais eu não. - Hoseok assustou-se ao ouvir a última frase proferida pela criança.

— Meu deus... - murmurou.

— Taemin, eu tenho uma coisa pra te dizer, mas só posso contar quando você parar de chorar. - o mais velho disse, roubando a atenção do menino para ele.

— Eu parei já, moço. - passou as mãos no rosto novamente, tentando segurar o chorinho.

— O meu nome é YoonGi e o desse moço aqui é HoSeok. - mostrou o marido. — Tá vendo aquela casa grandona ali, do outro lado da rua? Apontou para a residência.

— Tô sim.

— Aquela casa é dele. Lá tem muitas coisas legais, têm onde brincar, correr, comer quando sentir fome. Você está com fome?

— Tô muito. Ninguém lá vai brigar com eu não?

— Não. As pessoas lá são muito, muito, muito legais. Quer ir até lá comer?

— Eu quero sim. -Taemin respondeu entusiasmado, mas logo parando e olhou para Hoseok. — Eu pode ir, moço Ho… Hose… Ho… - os mais velhos acabaram rindo pelas tentativas da criança pronunciar o nome.

— Me chame de Seok.

— Eu pode ir, moço SoKi?

— Claro que pode, eu vou ficar muito feliz por você ir a minha casa. Mas agora levante e me dê sua mochila. Você precisa comer, vamos.


Observando Taemin mais de perto, o moreno pôde perceber que ele era uma criança bonita, muito bonita mesmo. Os fios de cabelo eram de um negrume e lisos, apesar de estar sem um corte adequado e um tanto grande demais, mesmo assim fazendo-o lembrar do cabelo de seus omma Hakyeon. Os olhos, também negros, faziam Hoseok lembrar dos do seu appa Hongbin por serem um pouquinho arredondados. Já a boca de Taemin carregava lábios cheinhos e bem rosados, o deixando ainda mais adorável.

Foi observando todo o conjunto do pequeno rosto, que Hoseok pôde notar que aquela criança poderia ser facilmente encaixada na família Jung por seus traços tão parecidos.

"Nem se fosse da família, pareceria tanto..." - pensou.

Assim que chegaram ao destino e já encontravam-se, os três, próximos a área de recreação, Hoseok colocou a mochila em uma das cadeiras desocupadas ao redor da extensa mesa, enquanto Yoongi acomodava o garotinho em uma outra cadeira.

O menor, desde a hora em que entrou, olhava para tudo espantado e admirado por ser um lugar tão grande, além de muito bonito. Ficou ainda mais espantado ao ver a quantidade de comida sobre a mesa a sua frente; muitas dali, ele mal sabia o que seria. O que ninguém podia imaginar era, que na casa onde morava, Taemin apenas comia o que lhe era dado pelo seu appa e que não era tantas coisas assim.


— Sabe usar? - Hoseok o mostrou os hashis.

— Eu sei usar sim.

— Pegue esses. - Yoongi o entregou. — Aqui o macarrão. Quer suco? - despejou um pouco em um copo, depositando-o ao lado prato que já estava em frente ao menino. — Espero que goste.


Todos estavam comendo em um silêncio confortável depois que o outro casal e seus filhos se acomodarem a mesa, após Hoseok ter feito um pequeno resumo do que aconteceu. Apreciavam o delicioso sabor da comida que Seungwoo havia preparado, até Taemin derrubar o suco sobre a toalha sem querer e levantado-se apavorado.


— Eu queria fazê isso não, eu juro. - balançava as mãozinhas em frente ao peito. — Num fica com raiva de eu, eu num queria sujá, não. - seus olhos já tinham lágrimas prestes a cair. — Pu favô, num bate em eu não. Pu favô! - todos o olhavam perplexos. Como assim não bater? Quem seria louco de batê-lo?

— Pelo amor de deus, TaeMin. Ninguém aqui irá te bater, eu sei que você derrubou sem querer. - Yoongi disse rápido enquanto Kihyun limpava o local sujo e Hoseok tentava acalmá-lo. — Venha aqui. - o pequeno se aproximou e o mais velho o pôs sentando no colo. — Qual a sua idade?

— Idade?

— Quantos aninhos você tem?

— Tenho assim olha. - levantou a mão, mostrando quatro dedinhos.

— Nossa! Quatro aninhos! Já é um homenzinho. - TaeMin sorriu fazendo Hoseok e outros ficarem encantados. — Ainda sente fome? - o menor confirmou. — Vou te ajudar, certo? - respondendo com um 'ceto'.


YoonGi, pegando uma fatia de bolo junto com outro suco, começou a ajudá-lo e, vez ou outra, o sujava com a cobertura. Já Hoseok permaneceu calado depois do fato ocorrido, uma revolta começava a surgir dentro de seu peito, pois não podia acreditar que uma criança, de apenas quatro anos, apanhava do próprio pai. Quer dizer, para ele uma pessoa dessa não merecia nem ser chamado por tal palavra, de forma alguma.

Depois de terminarem suas refeições entre gracinhas que os adultos faziam para deixarem o menor mais a vontade e risos que o mesmo arrancava com facilidade de todos ali, o Min mais velho ainda com Taemin no colo,  chamou Hoseok para dar uma voltinha pelo parque.


— Me diz uma coisa. - YoonGi voltou a conversar com o pequeno, fazendo o marido ficar atento. — Seu appa disse alguma antes de te deixar sozinho aqui?

— Não. Appa Tai veio com eu, tava escurão aqui ainda e fazenu muito frio, aí a gente sentou num banquinho e eu dormi. Aí quando eu acodei, appa Tai ficou aqui e depois de muito tempo, ele falô que não queria eu mais não e foi embora. Disse que num era pra eu ir atrás dele, não. - ouvindo isso, Hoseok segurou-se ao máximo para não chorar, mas as lágrimas acabaram vindo e ele não pôde evitar. Apenas virou o rosto para que o marido e a criança não notassem.


— Tá vendo aquele parquinho? Quer ir brincar?

— Se num bigá com eu, eu quero sim.

— Pode ir sim. Mas antes terá que me dar um abraço e outro no HoSeok. - o Min mais novo limpou os vestígios das lágrimas rapidamente para que a criança não percebesse que havia chorado. TaeMin, após dar os abraços, saiu em direção a um dos balanços. — Seok. - assim que direcionou o olhar ao marido, Hoseok o viu abrir os braços e não pensou duas vezes em se jogar, voltando a chorar. — Eu não posso acreditar no que esse cara fez com o TaeMin.

— É um monstro, isso que ele é. Um desgraçado, filho da puta, miserável. - o mais novo disse revoltado. — Como alguém pode chegar ao ponto de abandonar uma criança assim, Gi, e ainda por cima batia nele? Caralho! É apenas quatro anos que ele tem. - mais lágrimas descendo pelo rosto enquanto falava.

— Eu estou tão revoltado quanto você. - deixou um beijo nos fios escuros de hoseok, levantando seu rosto para poder olhá-lo. — Isso não vai ficar assim, vamos fazer alguma coisa para ajudá-lo.

— Eu não consigo pensar em nada no momento. - Yoongi sentia o marido cada vez mais agarrando-se a si.

— Vamos conversar com o Guk, ele sendo advogado, pode nos dar um melhor esclarecimento do que fazer em relação a toda essa situação. Quem sabe até, o desgraçado poderá ir preso por abandono de incapaz.

— Mas e se… - uma nova dúvida surgiu em Hoseok, que levou o olhar até onde TaeMin estava, agora brincava em um dos escorregadores, e depois para os olhos do homem à sua frente. — E se o outro appa também batia nele? Ou ninguém da família o quiser?

— Talvez, se isso acontecer, ele seja encaminhado para a adoção.


Pela primeira vez, a hipótese de adotar uma criança cresceu dentro do mais novo. Ele nunca havia optado pela adoção de um bebê, pelo simples fato de queria sentir todas as sensações de ter uma vidinha dentro de si; desde os enjôos até a sensação de sentir um bebêzinho mexer-se.

E por um bom tempo, os dois continuaram da mesma forma, com um Hoseok  choroso nos braços do homem que tanto ama enquanto o mesmo acalentava-o para que só acalmasse. Vez ou outra, trocavam alguns beijos rápidos.

Já Taemin, estava todo feliz brincando em quase todos os brinquedos do parquinho infantil. Nunca em todo pequena vida, se sentia tão feliz quanto nesse momento sem ninguém para gritar consigo ou não permiti-lhes fazer algo.


— Seok, vamos para casa? - ao escutar o chamado do outro, o amorenado desvencilhou-se de seus braços

— Mas… E o TaeMin? Ele vai ficar sozinho aqui? - indagou, começando a ficar nervoso.

— Calma, calma. Eu não disse que o deixaria aqui, muito menos sozinho. Ele vai conosco, se quiser.

— Sé-Sério mesmo? Hoseok indagou com um sorriso nos lábios e vendo Yoongi assentir. — Muito obrigado. - agradeceu baixinho, colocando os braços envolta do pescoço alheio enquanto os braços do empresário rodearam sua cintura.

— Sei que, tanto você quanto eu, ficaríamos preocupados com ele e não queremos o deixar aqui. Então, vá chamá-lo.


Depois do que escutara, Hoseok se sentia mais tranquilo por saber que ambos nutriam, em tão poucas horas, um sentimento de proteção para com o TaeMin, pois era o que o menor necessitava no momento.

Com tais pensamentos, o mais novo nem percebeu que o pequeno homenzinho veio correndo em sua direção, apenas sentindo quando seus dois bracinhos rodearam suas coxas.


— O moço SoKi vai brincar também? - perguntou com um lindo sorriso. Adorável aos olhos de Hoseok.

— Não TaeMin. - passou a mão pelo cabelo negro do garoto. — Temos que ir embora.

— Ah! - deu um passinho para trás, o sorriso diminuindo aos poucos. — Eita! A minha mochila ficô na caderinha. E agora? -cruzou os pequenos braços no peito. — Eu pode ir buscá lá?

— Porquê?

— Minha roupinha de frio tá dentu da mochila e aqui faz muito frio qaundo tá escuro.

— Ah! Eu pensei que você iria querer ir comigo, pra minha casa. - Hoseok fez um bico triste.

— E eu vô podê ir com o senhô e o moço Ungi pa sua casa? O senhô vai levar eu mesmo?

— Sim. Vou te levar de novo para minha casa e você vai poder tomar um banho, vai assistir desenho se quiser e vai ter uma cama bem quentinha e fofinha para dormir." o moreno disse com um enorme sorriso enquanto o menininho tinha a boquinha aberta e olhinhos arregalados.

— O moço Soki vai mesmo levar eu?

— Sim.

— Eeeeeeeeeba. - a felicidade de Taemin foi tão grande, fazendo Hoseok gargalhar.

— Vem, você deve estar cansado de tanto brincar. O maior pegou-o no colo.


Com o menino nos braços,  um enorme sorriso que mal cabia no rosto e uma alegria imensa em poder ajudar uma criança abandonada, totalmente, Hoseok pôs-se a caminhar na direção em que Yoongi o aguardava sustentando um sorriso também e ambos uniram os lábios em um selinho rápido, assim que se aproximaram.


— Moço Soki e moço Ungi são namoradinhos? - Taemin perguntou de forma inocente, as bochechas coradas.

— Somos sim, Taemin, agora vamos para casa. - o mais velho dali respondeu.

...






Ao voltarem para mansão, Yoongi ficara responsável pelo banho do menino e por deixá-lo acomodado, confortavelmente.

Enquanto o mais velho estava ocupado com o que lhe foi cabido, Hoseok foi para o andar de cima aonde fica localizado o quarto no qual dormiu durante tantos anos enquanto morou ali. O cômodo era espaçoso e bem arrumado, e mantinha a mesma decoração já pouquíssimas coisas haviam sido mudadas no mesmo.

Parando em uma das janelas que davam visão para o enorme espaço arborizado e que servia para a diversão de tantas pessoas, as palavras que Taemin havia proferido no parque voltaram com tudo a martelar na mente de Hoseok. Ele pensava que, se tudo isso fosse verdade e ao que tudo indicava era verdade, nunca iria querer ver ou cruzar seu caminho com esse desgraçado, pois poderia matá-o com as próprias mãos.

Porra! Seu maior sonho era ter um filho e um infeliz que pôde ter, vai e faz uma desgraça dessa.

Começando a ficar nervoso novamente enquanto andava de um lado para o outro, Hoseok apenas pensava no que poderia vir a acontecer, caso Yoongi e ele não tivessem concordado em tirá-lo do parque. Provavelmente, o menino dormiria em um dos bancos, sentindo frio mais uma vez ou alguém com o coração tão podre quanto o do pai da criança, poderia machucá-lo.


— Seok? - o mais velho adentrou o quarto. - Já dei banho no Taemin e o deixei assistindo desenho com o Hyungwon e Minhyuk.

— Certo. - o mais baixou murmurou cabisbaixo.

— O que você tem? E não venha me dizer que não é nada, porque eu te conheço muito bem.

— Eu… Eu só não consigo parar de pensar… - suspirou. — O nosso sonho sempre foi sermos pais e nunca conseguimos esse tempo todo, enquanto um filho da puta que tem essa sorte, desperdiça fazer do uma merda dessa. Imagina o que poderia acontecer com essa criança se não o trouxéssemos para cá. - a raiva dentro de Hoseok era tão grande que ele acabou se alterando e elevando a voz. — A MINHA VONTADE É DE MATAR ESSE DESGRAÇADO.

— Ei, ei! - Yoongi correu para o abraçar. — Calma, por favor. Quer que Taemin o veja assim? - o moreno negou. Segundos depois um afago começou a ser feito em seu cabelo escuro. — Tudo vai ser resolvido da melhor forma possível, prometo.


Permaneceram assim, em silêncio abraçado. Quando, de repente, um dos assuntos que conversou com Changgu, rondou os pensamentos de Hoseok, inesperadamente, que não conseguiu segurar-se e o expôs ao marido.


— Gi? - ouvindo um "hum", continuou. — Se eu, por um acaso, quisesse adotar uma criança, o que você diria? - questionou ao erguer o rosto para olhar diretamente nos olhos escuros do Min.

— Que eu estaria aqui para fazer isso ao seu lado. - Yoongi juntou os lábios em um breve beijo. — Eu sou o seu marido e jamais iria me opor a algo que você escolhesse fazer. A não ser que, fosse alguma coisa que te machucasse depois.

— E se essa criança viesse a ser… - respirando fundo, Hoseok fez a pergunta.— E se fosse Taemin?

— Eu acho que Min cairia muito bem como sobrenome dele. Se for isso mesmo o que quer, juntos iremos até o fim para tentar tê-lo como nosso filho. Você topa?


Notas Finais


EU DESISTO!!?




Então... Eu desisto de dar prazo a vocês de quando postarei capítulos novos. Cansei se sempre dizer uma coisa e acabar não cumprindo o prometido.
Eu ja tinha uma boooooooa parte do capítulo editado e estava super feliz porque conseguiria postar em uma das datas estipuladas. Mas como minha vida não é um mar de rosas, vieram algumas coisas e atrapalhou tudo, fazendo com que eu deixasse vocês esperando, mais uma vez...
Enfim, continuarei tentado postar os capítulos nos primeiros cinco dias do mês, como disse no aviso que excluí. Contudo, não será nada de total certeza, ok?




AGORA EU QUERO SURTAR E AGRADECER A CADA COMENTÁRIO DE VOCÊS NO AVISO EXCLUÍDO!!
Meu deus, vocês me enchem de alegria, entusiasmo, sem dizer o quanto fico chorosa e vocês tem total culpa por isso.
MUITO OBRIGADA, MUITO OBRIGADA MESMO. Cada leitor, comentando ou não, tem um lugarzinho no meu pequeno toraçãozinho. Mesmo que eu não tenha respondido aos comentários passados, EU LI TODOS, TODOS MESMO, não teve um único que não tenha lido. Amo demais vocês!!




Mas uma coisinha...
Eu pensei, pensei, pensei mais um pouco, pensei de novo, continuei pensando e revolve fazer um grupo no wpp. Caso ele venha a flopar, vida que segue e façam de conta e eu nem mencionei sobre isso aqui com vocês, certo?
Link da Budegis da HoSeokYoonGi:
https://chat.whatsapp.com/9YOxUw4juki9Bxe9weVx5H




Ate mais...


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