História Our Fall - Capítulo 4


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Categorias Justin Bieber, Nina Dobrev
Personagens Justin Bieber, Nina Dobrev, Personagens Originais
Tags Drama, Justin Bieber, Nina Dobrev, Our Fall, Romance
Exibições 161
Palavras 3.924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello Hello! Primeiro, eu gostaria de agradecer por todos os favoritos e comentários, isso vem me deixando muito feliz, pois não imaginei que tantas pessoas fossem gostar da história; vocês são demais! Segundo, peço perdão pela demora, estava em época de prova na Faculdade, fim de semestre e final de ano, ficou um pouco complicado conciliar tudo, mas agora estou de férias e poderei postar com mais frequência. Portanto, aqui está mais um capítulo. Espero de coração que gostem, xx

Capítulo 4 - Capítulo Três


Fanfic / Fanfiction Our Fall - Capítulo 4 - Capítulo Três

Seu mundo não era bom, disso eu sabia. Mas, ainda assim, eu não conseguia imaginá-lo sendo alguém ruim, matando pessoas, roubando ou fazendo o que quer que fosse que acontecia dentro da Máfia. Ele tem algo diferente em torno de si, talvez seja o seu porte imponente, o timbre da sua voz, suas vestimentas ou gentileza. Realmente não sei, mas, tenho certeza de que irei descobrir.

— Você está bem? - ele pergunta quando um homem, vestido como ele, mas de maneira pouco menos elegante, abre a porta do carro.

— Estou. - balanço a minha cabeça. Ele estende a sua mão direita e rodeada de anéis dourados nos dedos, para mim, ajudando-me a sair do carro. — Obrigada.

Bailey salta para fora, e fica ao meu lado, do contrário ao que Justin estava. O cão ainda não parecia ter se familiarizado com o homem e eu não podia culpá-lo, pois por mais que eu sinta-me segura ao seu lado, algo me fazia recuar um pouco e pensar se eu não estava sendo ingênua demais a ponto de entregar a minha confiança em suas mãos.

Ajeito o casaco de Justin sobre os meus ombros. Ele o deu para que eu vestisse, pois estava frio e por mais que eu não quisesse admitir ou incomodar, ele percebeu isso. Após passar anos nas ruas, eu me acostumei a sentir frio ou não ter mais que alguns trapos de roupas ou papelões para me cobrir. Esse era o menor dos problemas que eu tive que lidar.

— Vamos. Você precisa se alimentar. - Justin diz e abraça-me por cima dos ombros.

Subimos as escadas e ele empurrou o portão que levava para o lado interno de sua casa. Como no momento em que eu deixei essa espécie de complexo, homens estavam por todos os cantos. A maioria deles aparecia estarem armados e afoitos, sempre fazendo algo, como se fosse tão normal quanto respirar.

— Eu sabia que você a encontraria. - a mulher de mais cedo, Valerie, graceja no alto das escadas. — Você deixou esse homem louco, Avelina.

Olho para ela e depois para Justin. Confusão devia estar explicita em minha expressão.

— Você não devia estar no forte, Valerie? - Justin pergunta e me ajuda a subir as escadas. Bailey sobe na frente e rosna para a loira que simplesmente lhe mostra os dentes, como se estivesse lhe imitando.

— Estava esperando por notícias. - ela dá de ombros e balança os cachos de seu cabelo. — Irei levá-la comigo.

— Nem pensar. - Justin diz e solta os meus ombros. — Você sabe que lá não é lugar para ela.

— Ela quer um emprego, talvez ela possa trabalhar lá. Você sabe, irmão, não é fácil encontrar garçonetes que aguentem aqueles homens que queima testosterona.

— É por isso que eu não permitirei que a leve para aquele lugar. - Justin branda.

Eu não fazia ideia do que eles estavam falando, mas eu não gostava do tom que ele estava usando.

— Eu realmente preciso de um emprego, Justin. - digo calmamente, tentando não soar de forma ríspida.

— Está vendo? A garota consegue falar por conta própria. - Valerie segura uma de minhas mãos. — Irei lhe emprestar alguma roupa e dar um jeito nesse cabelo. Você não tem contato com água a quanto tempo?

Eu tento lhe responder, mas Justin intervém.

— Valerie...

— Eu cuidarei dela. E você também, pois hoje é a noite que a família Cannosa irá aparecer. - ela diz e eu vejo Justin engolir em seco. — Sua bella estará segura, querido.

Olho para Justin que tinha as sobrancelhas unidas em uma linha tensa. Eu mordisco o meu lábio inferior e faço um breve aceno com a cabeça. Ele não diz nada, apenas suspira e deixa seus ombros caírem, um pouco.

Eu não entendo isso como uma resposta positiva, mas para Valerie parece ser um ''tudo bem'' em todas as línguas possíveis. Ela me puxa pelos corredores e me leva até as escadas da parte de dentro da sua casa, subimos todos os degraus e ela para em frente a uma porta, abrindo-a e revelando um grande e luxuoso quarto.

Não precisava conhecê-la bem para saber que era o seu quarto. Havia moveis, lustres, vasos, e mais alguns objetos de decoração, e todos entregavam que tinha um pouco dela, pois eram extravagantes e, aparentemente, caros. O dourado era a cor predominante em toda a extensão do quarto.

 — Benvenuti nel mio mondo.* - Valerie diz e fica em minha frente.  — Vá para o banho, pois irei escolher algo que você possa vestir.

— Não precisa se incomodar. - digo e ela rola os olhos.

— A única coisa que me incomoda é vê-la assim. Agora, ande depressa. - ela me empurra para a direção de uma das portas brancas.

Ela abre a porta do banheiro e termina de me empurrar para dentro. Olho em volta e suspiro com o tamanho do lugar. Assim como o seu quarto, o cômodo também era espaçoso e tinha algumas coisas em tom de ouro na decoração, e na banheira, logo na lateral, tinha algumas pedras, como se fossem diamantes. Um grande espelho se estendia sobre a bancada da pia com suporte de vidro.

Começo a me desfazer das poucas peças de roupas que me cobriam. Cuidadosamente, dobro o casaco de Justin, mas antes de pousá-lo sobre a bancada, levo-o até o meu rosto, e aspiro o cheiro que estava impregnado no tecido firme e bem costurado. Era exatamente o mesmo cheiro que o rodeava.

Estou ficando louca. Penso comigo.

Deixo tudo sobre a bancada e entro no box, ligando o chuveiro e sentindo a água quente cair e o vapor começar a rodear os vidros foscos que rodeavam o pequeno lugar. Ao sentir a água tocar o meu corpo, eu estremeço. Não é de dor, mas por não conseguir me lembrar de quanto tempo fazia desde a última vez que eu tomei um banho assim, podendo ensaboar-me com um bom sabonete e demorar algum tempo debaixo d'água, apenas para pensar sobre a vida ou aproveitar o momento.

Esfreguei-me com a esponja que havia no suporte ao meu lado esquerdo, e depois, lavei o meu cabelo com os produtos cheirosos e adocicados que também estavam sobre ele. Quando percebi que estava a tempo demais no banho, eu desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha sobre o suporte do lado de fora do box, fiz o mesmo com o meu cabelo, usando a toalha menor.

Quando voltei ao quarto, vi várias roupas em cima da cama de Valerie. Ela estava se maquiando no espelho sobre a sua cômoda branca. Ao notar a minha presença, ela fecha a sua máscara de cílios e deixa o frasco sobre a cômoda, andando em minha direção.

— Porque todas essas roupas? - pergunto e aponto para a cama. Ela dá de ombros.

— Você está muito magra e não sei se alguma das minhas roupas ficarão boas em você, mas vamos tentar. - ela anda até a cama e joga para mim um pacote de lingerie vermelha, estava lacrada, mas eu conseguia ver a renda bonita e trabalhada que havia. — Algo terá que servir.

Eu visto a lingerie e começo a experimentar as suas roupas. Havia perdido a conta de quantas peças eu vesti e descartei por serem folgadas, curtas demais ou me deixado estranha. Mas, ao fim de tudo, na última peça eu estava vestindo, era apenas um vestido florido e simples, seu comprimento ia até a metade das minhas coxas, de alças finas e decote fechado.

— Perfeito! - Valerie exclamou e sorriu ao me olhar pelo espelho. — Calce isso.

Ela em estende um par de sapatilhas vermelhas. Calço-as e sinto-me renovada ao ver o meu reflexo, e mesmo estando extremante abaixo do meu peso, sentia-me bem dentro de sua roupa, mesmo preferindo usar algo que cobrisse meus braços e pernas.

— Vamos pentear esse cabelo. - Valerie me puxa até a pequena cadeira em frente da cômoda e faz com que eu me sente, sem protestar.

Ela penteia o meu cabelo, delicadamente, usando escovas macias e fazendo-me relaxar. Quando ela termina, passar o vapor do secador em meu cabelo, ao terminar, ela faz uma trança lateral em meu cabelo, o prendendo com um delicado elástico ao fim. Abro meus olhos e sorrio de canto ao tocar o penteado.

— Inocente e pura. Isso combina com você. - ela cantarola e aperta meus ombros.

— Obrigada, Valerie. - balbucio com um sorriso e ela estala a língua no céu da boca.

— Não por isso, Avelina.

— Me chame apenas de Lina. - digo e ela sorri, erguendo o seu nariz arrebitado.

— Certo, Lina. Está pronta para ir?

— Eu acho que sim. - digo e ela termina de pegar suas coisas para sairmos do quarto.

Bailey me esperava na porta, encolhido no chão. Eu o chamo e ele me acompanha, cheirando minhas pernas e pés, notando o cheiro diferente que eu tinha, diferente ao odor que, por tantas vezes, fazia-me chorar de asco por mim mesma.

Descemos as escadas e deparamo-nos com uma cena que me fez prender o fôlego em meus pulmões. Justin estava sentado em uma poltrona, com a menina de mais cedo sentada sobre suas pernas, ela tinha sua atenção voltada para um caderno de desenhos ou algo assim, enquanto ele olhava com atenção para o que ela tanto riscava sobre a folha.

Ele percebe que não estava mais sozinho com sua filha, então ele olha para nós e seu olhar apenas passa por Valerie, mas fixa-se em mim, fitando-me de cima a baixo, como se estivesse apreciando o trabalho feito por sua irmã. Eu não sei porque, mas o seu olhar conseguiu causar um calor dilacerante em minha pele e até mesmo em meu sangue que pareceu esquentar e concentra-se em minhas bochechas, orelhas e pescoço.

— Você está fascinante, bella. - ele pronuncia, deixando o seu sotaque misto ainda mais evidente.

Abaixo a minha cabeça e fito meus pés, sentindo-me corar um pouco mais.

— Podemos ir, queridos? - Valerie questiona em tom divertido.

Justin levanta-se com a sua filha e coloca-a sentada no lugar que antes era ocupado por ele.

— O pai irá trabalhar. Obedeça, Ruth, tudo bem? - a menina assente e sorri quando o seu pai acaricia o seu rosto arredondado. — Você terá companhia hoje.

Ele aponta para Bailey que estava se deitado sobre algumas almofadas no chão, completamente despreocupado se isso era certo ou não.

O sorriso da garotinha alarga-se ainda mais, o que me faz sorrir também.

— Ti amo, piccola.* - ele diz, carinhosamente para sua filha e beija a sua testa.  

— Ti amo, papà.* - ela lhe responde e sorri timidamente.

Justin se levanta e ao passar por Bailey, acaricia seus pelos, o cão pouco se mexe diante ao conforto que havia embaixo dele. Valerie anda até a porta e lança um beijo para a sua sobrinha e lhe chama de ''peste'', recebendo em troca a careta da pequena loira que me olha por alguns segundos e eu aceno, brevemente, recebendo o seu sorriso que faz com que eu me sinta feliz e ainda mais curiosa sobre ela e sua relação com o pai.

Saímos da casa e passamos pelo portão, entrando em um carro, o mesmo de mais cedo que já nos esperava com a porta aberta. Valerie acomodou-se no canto, eu me sentei entre ela e Justin. Ele estava trajando outra roupa, com um novo terno de tom azul escuro e tinha um casaco por cima, e com luvas pretas cobrindo suas mãos, o que me fez lembrar do primeiro dia em que o conheci, e maneira que o observei retirá-las e guardá-las em seus bolsos.

Fomos em silêncio por todo o caminho, mas, vez ou outra, eu sentia o olhar de Justin sobre mim, quando nossos corpos acabavam encostando um no outro. Quando o carro parou em frente a algo que podia se comparar a um salão, em um lugar um pouco afastado ao resto da cidade, nós saímos e Justin me ajudou, ajeitei a barra do vestido e olhei ao redor.

O letreiro suspenso no alto do lugar indicava o nome da família. D'Angelo. Letras graciosas, em vários tons de vermelho. As portas metálicas estavam fechadas e quatro homens estavam na frente dela, como se estivessem protegendo todos que podiam estar do lado de dentro.

— Signore! Abbiamo un problema.* - um dos homens diz ao lado de Justin que o olha de cenho franzido.

— Resolva isso, irmão. Eu irei apresentar a ela o forte. - Valerie diz e Justin olha-me por alguns segundos. — Eu não irei deixá-la sozinha.

Justin se aproxima de mim, ficando a alguns passos de distância. Ele olha-me nos olhos e coça o seu queixo com um de seus polegares.

— Bella, não fale com ninguém, e não deixe que ninguém se aproxime de você. - Justin diz rapidamente. — Prometa-me, que não irá deixar que nenhum homem a induza ou a toque.

— Tu-Tudo bem. - balbucio com insegurança e ele fecha seus olhos, balançando sua cabeça.

— Fique tranquilo. - Valerie diz e toma uma de minhas mãos, arrastando-me junto a ela.

Passamos pelos homens que não nos olha por muito tempo, apenas abrem a porta. Ao entrarmos seguimos por um corredor iluminado com luzes vermelhas e negras. Chegando logo a frente, arregalo os olhos ao ver um bar com funcionalidade comum, como qualquer outro, a única diferença era que havia vários homens sentados em mesas, todos em roupas elegantes e bebericando as bebidas servidas por homens e mulheres trajados de uniformes escuros e pouco discretos.

O que mais me deixou surpresa foi por não ser nada como eu podia imaginar que fosse um bar repleto de mafiosos. Era diferente, na verdade. Uma música alta e italiana soava ao fundo, misturando-se com as vozes altas e imponentes de todos os homens que também se divertiam com mulheres sentadas com eles, assim como outros jogavam cartas em mesas mais no canto do extenso lugar.

— Então este é o bar que frequentam os mafiosos? - pergunto próximo ao ouvido direito de Valerie.

— O que esperava? - ela olha-me de canto. — Mulheres nuas, corpos no chão e drogas?

Sim!

— Não, é que... - balanço a minha cabeça. — Bom, talvez a parte das drogas e corpos no chão eu esperasse encontrar.

Valerie solta uma risada.

— Desculpe decepcioná-la, Lina. - ela acena para um homem atrás do balcão. — Vamos lá, talvez possamos conseguir um emprego para você.

Passamos por alguns corpos pelo caminho e todos nos olhavam curiosos, ainda mais quando os olhares me encontravam, logo atrás de Valerie que atraia suas atenções por, provavelmente, ser atraente, elegante e esbanjar confiança a cada passo que dava. E eu, simplesmente, por ser alguém que nunca pisara nesse lugar antes e andava tropeçando nos próprios pés, pouco acostumada a estar em um lugar com presenças tão fortes.

— Como vai, Raul? - Valerie cumprimenta o homem que secava alguns copos.

— Olá, menina. Estou bem, estamos faturando essa noite. - o homem rechonchudo diz. Ele olha para mim, escondida atrás de sua amiga. — Quem é o cordeiro?

— Esta é Avelina, uma nova moradora da nossa casa. - ela diz e o homem estreita os olhos.

— Não me diga que Vincent a engravidou... - eu arregalo os olhos, novamente, e  Valerie solta uma alta e melodiosa risada.

— Não! Claro que não, homem. - ela balança sua cabeça. — Essa pertence a Justin.

O homem me olha ainda com mais curiosidade.

— Não me diga que ele finalmente encontrou a sua escolhida?

Valerie dá de ombros.

— Eu não sei, mas ele costuma chamá-la de bella e quase ficou louco quando ela o deixou e se mandou. - Valerie diz, naturalmente, como se não estivesse, completamente perdida, logo atrás dela.

— Oh, isso será interessante. - o homem joga o pano branco sobre o seu ombro direito e apoia seus braços no balcão. — O que será hoje?

— Ela quer um emprego e, mesmo que Justin seja contra, quero que arrume um lugar para ela aqui.

Ele olha para o meu rosto, aproximando-se mais do que eu ache aceitável e normal para dois estranhos em uma primeira apresentação.

— Ela cheira a morango e virgindade intacta. - o homem diz e leva uma de suas mãos até sua barba cheia, roçando o polegar e indicador na ponta esquerda de seu bigode. — Acha mesmo que não será um perigo tê-la aqui? Você sabe, melhor que ninguém, como esses homens funcionam quando alguém como ela aparece.

— Eu sei, mas eu sempre estarei por aqui. Tenho certeza que Justin também e logo ele coloca um de seus soldados atrás dela. - ela me olha. — Ninguém conseguirá tocá-la e ter os dedos de suas mãos intactos, depois.

O homem assente e olha para o lado quando alguém o chama.

— Então, cordeiro... - ele diz diretamente para mim. — Sabe lavar copos, limpar mesas e balcão, servir bebidas, e ser simpática a ponto de não encarar as armas potentes que esses homem carregam?

Eu engulo em seco.

A resposta para as três primeiras perguntas podiam ser sim, mas a última eu não tinha certeza.

— S-Sim... - sussurro e ele sorri, inclinando-se sobre o balcão e pegando uma de minhas mãos, levando-a aos lábios e depositando um rápido beijo nas costas dela.

— Seja bem vinda ao seu novo emprego. Já quer começar?

— Eu...

— Ótimo, se precisar de mim, não me chame, pois estarei ocupado, mas chame Valerie ou suba no palco e dance, isso acalma os homens. - ele diz e solta minha mão, começando a andar na direção de quem o chamava.

Olho para Valerie que se divertia com a minha expressão de pânico.

— Ele não falou sério quando falou para eu dançar, não é?

— Isso depende muito do que acontecerá. Mas, isso foi o que eu fiz quando não consegui contê-los. - ela diz despreocupada. — Vamos, irei lhe mostrar onde fica a cozinha.

Andamos até o lado de dentro do balcão e Valerie me mostrou duas portas, a dispensa de produtos e a cozinha. Ela me entregou um uniforme, mas disse que eu poderia usá-lo apenas na próxima noite que viesse trabalhar, e me auxiliou ao que eu deveria fazer para não acabar enlouquecendo Raul ou a mim mesma.

Ela se colocou atrás do balcão e começou a servir algumas bebidas aos homens que se aproximavam, como se estivessem famintos, e pediam. Eu fiquei encolhida em um canto, do lado de dentro, sempre me assustando quando alguém se inclinava no balcão e gritava ou pegava olhando-me. Eu não havia visto Justin pelas próximas horas seguintes, mas avistei o seu irmão, Vincent, ele entrou acompanhado de mais quatro homens e seguiu na direção dos fundos ao bar, trocamos um olhar que me causou calafrios. Era nítido que ele não gostava de mim, mesmo sem eu saber o porquê disso.

— Aqui estão mais copos. - uma mulher ruiva diz ao se aproximar de mim, na cozinha, onde eu lavava alguns copos a mais de meia hora. Parecia que não acabavam nunca.

— É assim todas as noites? - pergunto a ela enquanto enxáguo alguns copos.

— Quase sempre. Isso varia muito, pois em noites de jogos, isso fica ainda pior.

— Uau! - digo e suspiro, imaginando o caos que devia ser nessas tais noites de jogos.

— A propósito, me chamo Yala. - ela diz e estende sua mão para mim.

— Eu me chamo Avelina.- digo e estendo a mão, mas solto uma risada ao ver que ambas estavam cheias de sabão.

— É um prazer conhecê-la. - ela diz de forma simpática. Antes que eu lhe responda, Raul a grita do outro lado da porta. — Bom, o dever me chama. Nos vemos depois.

— Até logo. - digo alto ao vê-la correndo até a porta.

Passo mais tempo do que gostaria na cozinha, lavo todos os copos, até que Yala chega com os últimos, dizendo que os homens estavam indo embora e havia deixado boas gorjetas naquela noite. Ela me assustou quando alguns quiseram saber o meu nome, mas ela não os disse, pois sabia que eu estava com o Bieber. Isso me deixou confusa, porque de certo modo, eu não estava com ele. Não da maneira que eu acho que ela estava querendo dizer.

Seco minhas mãos nas laterais do meu vestido e ando até o lado de fora da cozinha. Valerie conversava com um homem que estava sentado em um dos bancos do balcão do outro lado, eles pareciam se conhecer, pois uma conversa animada acontecia. Olho para os lados e quando penso em ir conhecer o bar, agora vazio, Justin aparece, com o casaco suspenso em um de seus antebraços.

— Bella... - ele sussurra e anda até mim. — Perdoa-me por não ter vindo antes, mas eu tive que lidar com problemas que ocuparam o meu tempo.

— Está tudo bem. - digo e sorrio de canto, olhando para baixo e brincando com o quase imperceptível laço na parte da frente do vestido.

— Alguém tocou você? - olho para Justin. — Não me diga que algum desses cretinos fizeram algo com você? Eu avisei a Valerie que...

— Justin! - chamo sua atenção, ele umedece os lábios e respira fundo. — Está mesmo tudo bem. Nada aconteceu.

Ele passa uma de suas mãos por seu cabelo já impecável e bem penteado.

— Eu não acho que seja bom você trabalhar, ainda mais aqui.

Eu apreciava tudo o que Justin estava fazendo por mim, mas eu não gostava da maneira que ele tratava-me, como se eu fosse algo frágil e que pudesse quebrar. Mas, ele se esquece de ressaltar que eu vivi sozinha, morei nas ruas, lidei com problemas e corri riscos. Sinto-me capaz de lidar com alguns mafiosos.

Afinal, eu aceitei mergulhar nesse mundo.

— Mas eu quero trabalhar. - eu digo séria. — Eu agradeço tudo o que faz por mim, assim como que Valerie vem fazendo. Mas, estou trabalhando aqui agora, irei pagar cada gasto que você tiver comigo ou Bailey, e quando eu puder estruturar-me, irei partir, pois não quero me sentir um prejuízo.

— Você não precisa pensar nisso agora. - ele diz em mesmo tom. — Tê-la em minha casa não é problema, tampouco risco de prejuízo.

— Mas eu não poderei ficar para sempre. - digo o óbvio.

— Por mim, você pode ficar o tempo que quiser. - ele suspira, pesadamente. — Eu só não gosto de imaginar as coisas sujas que podem fazer com você. Eu lhe expliquei os perigos do meu mundo.

— Eu morei nas ruas, Justin. Todos os dias era um perigo para mim. Então, por favor, não fale como se eu não pudesse lidar com tudo isso. - mordo a parte interior da minha bochecha, do lado direito. — Não fale como se eu fosse quebrável.

Ele se aproxima de mim.

— Desculpe-me, bella. - ele diz com a voz arrastada. — Eu sei de tudo o que você passou. E, agora, eu só quero cuidar de você.

Minha respiração falha.

Meu coração erra algumas batidas.

Minhas pálpebras caem em uma piscada lenta.

— Está com fome? - ele pergunta, eu assinto, sem perceber. — Então vamos embora.

Ele se aproxima e antes que eu fale algo, ele beija a minha testa. Fecho meus olhos, pressionando-os com tanta força que sinto lágrimas pelo ato picarem os mesmos. Quando sinto seus lábios se afastando, abro-os, temendo ter apenas imaginado esse momento, mas não era da minha fértil imaginação, ele havia mesmo feito isso.

Ele beijou a minha testa.

Foi o primeiro contato, inteiramente, direto que tivemos.

Eu não sabia o motivo para ele ter feito isso, mas eu gostei.

Me pego sorrindo e me assusto ao ouvir a risada alta de Valerie direcionada ao homem que ela conversava.

Eu queria desvendar tudo o que havia por trás da elegância de Justin Bieber D'Angelo


Notas Finais


* Benvenuti nel mio mondo = Bem vinda ao meu mundo.
* Ti amo, piccola = Te amo, pequena.
* Ti amo, papà = Te amo, pai.
* Signore! Abbiamo un problema = Senhor! Temos um problema.

Trailer da Fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=cxk1NRybW1c
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