História Our Last Song - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
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Palavras 2.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, anjinhos. Perdão a demora pra vim postar, é que realmente hoje eu fiquei bastante ocupada, mas aqui está. Eu acrescentei algumas coisas nesse capítulo, porque além de alguns serem pequenos, quis dedicar para minhas leitoras também. Espero que façam vocês se sentirem melhor, fiz com carinho. Se der, ainda posto outro mais tarde. Um bacho!

Capítulo 12 - 11 - Valente


Fanfic / Fanfiction Our Last Song - Capítulo 12 - 11 - Valente

Os dias iam andando sendo monótonos, depois da minha quase fraqueza com Ruggero, eu peguei minhas coisas e saí o mais rápido possível de lá. Evitei no máximo esbarrar com ele, minha sorte foi que não fizemos nenhuma cena, acho que talvez poderia colocar as coisas por água abaixo. Seguia gostando mais e mais dele, e Ruggero só se limitava a me ignorar. Doía. Doía ver cada declaração Ruggelaria nas redes sociais. Dóia seus fãs esfregarem na minha cara que eu nunca ia ter tudo aquilo que a Candelária tinha todos os dias. Doía muito mais que uma dor física. Tudo aquilo devia servir pra me fortalecer, mas eu cada vez mais estava chegando perto do abismo, e eu não sei quanto tempo mais vou aguentar. Talvez eu não seja forte o suficiente.

Mais um dia de trabalho. Mais um dia em que tinha que ver aquele rosto que atormentava meus sonhos todas as noites. Mais um dia de sofrimento.  

Hoje vamos ensaiar a coreografia do próximo episódio que vamos gravar, o diretor dividiu o trabalho em duas partes: ensaiar com os patins e gravar as cenas. Dançamos sobre rodas em torno de 1 hora, estávamos todos super cansados, o coreógrafo nos deu 30 minutos de descanso e eu resolvi tomar um pouco de ar. Fui sentar numa pequena pracinha em frente ao mar que fazia parte do nosso cenário, estava precisando de descanso emocional e psicológico também.                    

Sempre que eu queria ficar sozinha com meus pensamentos, com minhas reflexões, venho para cá, é como se fosse o meu refúgio pelo fato do lugar me transmitir paz, mesmo que fosse por meros minutos. Com certeza estava na lista dos meus lugares favoritos.                                               

— Ótimo lugar pra relaxar, né? — levei um susto e abri os olhos observando o Michael sentar ao meu lado no banco.                                           

— Ai, você me assustou — coloquei a mão no meu peito e ele riu.

— Desculpa, Ka, não foi minha intenção — balancei a cabeça negativamente alegando que não tinha problema, notando só agora que seu violão estava deitado em suas pernas — Você tá bem? Eu e o meninos notamos você um pouco pra baixo esses dias. 

Suspirei pesadamente e desviei o olhar para aquele mar calmo.                 

— Se fosse alguns dias atrás, eu diria que sim, mas cansei de fingir pra mim mesma e tentar me convencer do contrário — desabafei de uma vez, eu sentia seu olhar queimando em mim.   

— Você quer conversar? Não querendo me gabar, mas meus conselhos são ótimos — disse me fazendo rir fraquinho — Olha, consegui um sorriso.                                               

— Bobo — dei outro sorriso e o olhei rápido — É só que eu tô cansada, sabe? De tudo isso. De todos os xingamentos diários de pessoas que não me conhecem, de tanto ódio sem motivo. Eu só tô tentando realizar o meu sonho. Não tô fazendo mal a ninguém, não entendo porque me crucificarem desse jeito, Mike, não entendo.               

A mágoa e todo cansaço estava nítido na minha voz. Claro que ocultei o real motivo daquilo. Senti sua mão livre tocar a minha e fazer um carinho com o polegar.                                                      

— Eu sei que é difícil passar por tudo isso, Ka. Sabíamos que o trabalho de realizar um sonho vinha junto com um lado ruim. Mas sabe o que importa de verdade? — olhei pra ele e neguei com a cabeça — O que tem dentro de você. Sim, pode parecer clichê demais, mas sabemos que é verdade. Não importa o que pensem de você, não importa o que falem. Você é incrível, Karol. Você trás alegria só com o sorriso, com toda sua energia. É radiante ver você chegar no trabalho todo dia com seu jeito de encarar o mundo. Tudo isso contagia todos que estão ao seu redor. Isso é o que importa. Quem você é, e não quem você não é. Você é valente. Você luta com unhas e dentes pelo que quer e é o que te torna mais incrível ainda.             

Meus olhos ardiam, um soluço estava preso na minha garganta. Mike leva minha mão até sua boca e dá um beijo demorado na mesma antes de ajeitar o violão sobre seu colo e começar a tocar os acordes de Valiente. Sorri pra mim, e logo começa a cantar:

Siempre vas rodando en la vida
Y te ves tan decidida
A buscar la luz que hay en todo
A cambiar el mundo a tu modo

E de repente vejo todos meus amigos virem até onde estávamos, o único que não se encontrava ali era o Ruggero, e logo eles começaram a seguir o Michael na música.

Sé muy bien que eres valiente
Y luchas por lo que sientes
Una canción siempre va contigo
Para abrir nuevos caminos

Vas a crecer, vas a despertar
A descubrir para deslumbrar
En busca de tus sueños
Tienes el valor y vas a volar

Michael levantou e se juntou a eles, todos olhavam pra mim enquanto cantavam com um sorriso no rosto, até que a Caro se aproxima me estendendo a mão, segurei a mesma e ela me fez ficar no centro deles. Senti uma lágrima deslizar por meu rosto ao observar todos eles em uma roda. Estavam dedicando aquela canção pra mim.

Vas a crecer, vas a despertar
A descubrir para deslumbrar
En busca de tus sueños
Tienes el valor y vas a volar

Vas a sentir, vas a encontrar
Vas a vivir para demostrar
Que eres tan valiente
Todo lo que quieras lo podrás alcanzar

Oh, oh, oh
Oh, oh, oh
Oh, oh, oh

Comecei a cantar com eles. Eu olhava para cada um ali, girando meu corpo e sorrindo largo em meio as minhas lágrimas.

Porque estás siempre en tu mundo
Eres quien decide su rumbo

Caro e Augus se aproximam cantando, vejo eles pararem do meu lado me abraçando pelos ombros. Olhava para os dois e sorria.

Solo es ver las cosas más simples
Para ti no hay nada imposible

Katu, Malena, Ana e Chiara também se juntam a nós participando do abraço.

Sé muy bien que es este el momento
Ser feliz sin formas ni tiempo
Lograrás a todo lo que intentes
Porque en ti está ser valiente

Chegou a vez do Lio, Gastón e Jorge, e eles dão espaço para os meninos e voltam pro seu lugar. Lionel e Jorge me puxaram para uma breve dança, me tirando risadas, e Gastón termina de cantar depositando um beijo na minha bochecha logo em seguida.


Vas a crecer, vas a despertar
A descubrir para deslumbrar
En busca de tus sueños
Tienes el valor y vas a volar

Vas a sentir, vas a encontrar
Vas a vivir para demostrar
Que eres tan valiente
Todo lo que quieras lo podrás alcanzar

Eles cantavam com tanto amor, tanto carinho, tanta sinceridade, que eu percebi que aquilo era o que importava de verdade. Era o que valia a pena pra mim.

Oh, oh, oh
Oh, oh, oh
Oh, oh, oh

Conozco bien el valor que hay en ti
Y lo que intentes podrás
Lograrlo, siempre

Começaram a bater palmas, Mike não tocava mais e imitava os amigos com um pouco de dificuldade por conta do violão. Eu os olhava maravilhada, era a coisa mais linda que jamais ninguém fez por mim.

Vas a crecer, vas a despertar
A descubrir para deslumbrar
En busca de tus sueños
Tienes el valor y vas a volar

Vas a sentir, vas a encontrar
Vas a vivir para demostrar
Que eres tan valiente
Todo lo que quieras lo podrás alcanzar

Eles finalizam e eu continuei ali parada com um sorriso de orelha a orelha sem saber o que dizer. Definitivamente eles me deixaram sem reação. A felicidade em meu peito transbordava, eles me fizeram esquecer todo o sofrimento com aquela homenagem. Respirei fundo, tentando encontrar meu ar de volta e finalmente consegui responder:                        

— Obrigada por tudo. Vocês são os melhores amigos do mundo. Eu amo vocês — falei chorosa e eles correram até a mim para um abraço em grupo.  


                 ಌ જ ಌ જ ಌ            

Depois de mais palavras lindas e muitos abraços, eu e meus amigos voltamos ao trabalho. Finalizamos a coreografia com sucesso, e logo após, fomos tirar todo o suor do corpo e nos preparar para as gravações. Eu já estava pronta e decidi ler o roteiro da próxima cena, já tínhamos gravado da competição, e agora faltavam algumas horas para gravarmos a parte final. Era o capítulo 40.                               

Continuava lendo o que estava escrito no roteiro até que chego numa parte que me fizeram entrar num turbilhão de nervos.

Assim que terminam de se apresentar, Matteo se aproxima lentamente de Luna, olha fixamente em seus olhos e sem pensar, a beija. Um beijo terno, lento, sem pressão.              

— COMO É? — gritei.                       

— O que foi, Ka? — Valentina perguntou. Estávamos no meu camarim — Karol, você tá bem? Tá um pouco pálida. O que aconteceu?                        

— Sim, sim. Só não gostei de umas coisas nessa cena. Já volto! — levanto da cadeira e corro para fora dali em direção ao banheiro, indo direto até o espelho. Olho meu reflexo e suspiro.    

— É óbvio que tenho que beijá-lo, ugh! — digo irritada — Mas é claro que ele não vai gostar de mim, porque...     

— Porque...? — Candelária entra no banheiro me interrompendo.            

Deus, o que eu fiz pra merecer?    

— O que faz aqui? — tento fugir da sua pergunta                                              

— Hum... Talvez porque aqui é o banheiro feminino? — Que tonta, Karol!

— Ah, claro. Bom, vou te deixar a vontade — digo caminhando até a saída até que uma mão forte segurar meu braço me fazendo parar.                          

— Espera, quero falar contigo — dá um sorriso falso assim como a cara dela. Nojenta.                                           

— Que sorriso mais falso — falo baixo entre dentes sem perceber.          

— Perdão? — ergue uma sobrancelha.                                              

— Não, nada. É que eu esqueci a letra da música "Alas" — sorrio irônica. 

— Por que não foi para festa de aniversário do Ruggero? — pergunta.    

— Acabei esquecendo. Além do mais, tive outras coisas pra fazer.    

Bem melhores do que ficar olhando pra sua cara de cobra.                 

Valentina e Carolina entram no banheiro, e aproveito para me soltar da sua mão. Eca. Parecia que eu estava num filme de terror.                           

Voltei para o meu camarim e levei minha atenção novamente para aprender o roteiro, o tempo passava e eu ia ficando mais nervosa. Faltavam 2 horas para irmos gravar e eu estava sofrendo por um simples beijo. Não conseguia pensar em outras coisas que não fossem: o beijo, Ruggero, Candelária e o meu futuro.           

Quando deu o horário, fui para o set e dou de cara com ele colocando seus patins enquanto cantarolava alguma música que não fiz questão de saber qual era.                                           

— Tudo isso é sua culpa, Ruggero Pasquarelli — disse irritada dando um tapa em seu braço.                                   

— Ai! O que eu fiz, menina delivery? É por que vou te beijar?           

— Como? Não — arregalei os olhos e tentei disfarçar — Do que tá falando?

Ele ficou me olhando e segundos depois, respondeu:                                   

— Disse que era minha culpa. Que culpa? Não estou te entendendo.          

— Ah, isso, sim... — tentei pensar em algo até que uma coisa passa pela minha cabeça — É que meu vizinho pensa que estamos saindo e agora quando me vê, fica a cinco quilômetros de mim.                                                    

— Ok... E o que tem de mal nisso?— como assim?                                          

— Que você e eu não estamos saindo e isso jamais vai acontecer — ele ri afirmando — Até daqui a pouco! — bato duas vezes em seu ombro e saio dali.

Solto todo o ar dos pulmões que estava segurando.


                  ಌ જ ಌ જ ಌ

                  PRATICAR!

Como diabos se pratica um beijo?BEIJANDO! Isso estava me irritando, mas eu tentava a todo custo esconder isso.                                                       

— Bom, meninos — um dos roteiristas fala, estava sorrindo tanto que até senti minhas bochechas doerem.                                                    

Ele é um dos criadores de Lutteo e finalmente presenciar um beijo do seu casal, o emocionava muito. A todos, na verdade. A expectativa tava grande.     

— O beijo tem que ser terno e vocês tem que demonstrar amor através dele, tudo bem? Pretendemos não gravar essa cena mais de uma vez, mas se vermos algum erro, vamos ter que repitir. Entenderam, meninos?                

— Sim — eu e Ruggero assentimos enquanto forço um sorriso. Levanto e patino até o local exato.           

Havíamos gravado toda a cena da competição e justamente hoje faltava o bendito beijo.                                        

Subi em uma espécie de círculo que fazia com que a gente girasse enquanto a câmera nos gravava. Se ficar girando e girando me fazia ficar enjoada, imagina com um beijo.                

Ruggero subiu em seguida sorrindo e eu olhei para ele. Você não está nervosa, Karol, não está nervosa.   

— Matteo é quem beija a Luna, você não tem que fazer nada Karol, só deixar se levar — o diretor fala pelo alto falante e afirmo com a cabeça. Perfeito!

Começamos a gravar. Eu tentei não ficar nervosa, mas ao sentir sua respiração na minha e ver o seu rosto a centímetros do meu me fez rir várias vezes. Não deu.                                         

— Desculpa — permaneço rindo — Não consigo!                             

Repetimos umas quatro vezes, até que por fim consegui concentrar minha energia no beijo. Olhei em seus olhos e simplesmente me concentrei neles, meu coração começou a bater com força e minhas mãos suavam, nunca imaginei o momento em que teria que beijá-lo. Sei que tudo isso era atuação e que provavelmente não signifique nada para ele, mas para mim isso estava me deixando louca. Tanto que queria sair correndo. Talvez foi no momento em que seus lábios tocaram nos meus que me deixei levar, ou o fato de que eu queria ele perto de mim e sentir toda a sensação que um beijo pode trazer. Mas simplesmente me concentrei na atuação, tudo isso era apenas parte da ficção. Nada era real. Nem beijar o garoto que eu gosto. 




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