História Our Last Song - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 3.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Holiss! Estou feliz porque foi dia de #SouLuna41, depois de passar uma raiva e ficar durante 10 segundos de boca aberta, rindo de nervoso quando a primeira parte acabou e querer processar a Disney, acho que merecíamos né?
Gente do céu, que capítulo foi esse?! Minha nossa senhora, meu Jesus Cristinho, pai amado, tô gritando com essa última parte. Alguém me dá um Matteo, tô precisando!!! Só não gostei porque o capítulo foi rápido, mas valeu a pena. E aí, vocês gostaram? Que pergunta, tenho certeza que sim. Quero mais a maravilhosa da Tini participando de Sou Luna.

Mas a minha pergunta agora é: vocês estão preparadas?

Capítulo 28 - 27 - O Elevador


                                                                                  |  Capítulo vinte e sete  |

 

Vamos, Karol, respira.

Eu falava para mim mesma, recostada na parede do pequeno banheiro do avião. Recém subimos, mas eu já consegui fugir para cá em poucos minutos. Minhas mãos não paravam de tremer e a minha vontade de socar o Ruggero era gigante. Tudo bem, eu sabia que antes ele tinha namorada, sabia que era um pouco ciumenta e que eles dois tiveram uma relação de anos. 

Mas também sabia que a nossa estava indo bem, e eu simplesmente não podia agir dessa maneira somente por uma simples mensagem que eu não li.  Eu estou parecendo a namorada louca e controladora.

 E o mais idiota de tudo isso é que eu não sou. Muito menos estou louca.

Tá. Eu estava um pouquinho, mas não desse tipo de loucura. Minha loucura é... única... Isso! Uma loucura única.

— Senhorita, o avião já vai decolar. Vai continuar olhando o seu reflexo? — a aeromoça aparece, colocando apenas sua cabeça na fresta da porta entreaberta e falando de um jeito como se eu fosse uma tonta. Talvez ela esteja certa.

— Já estou indo — respiro umas três vezes, abro a porta por completo e finalmente saio dali. 

Ruggero estava em segurança na sua poltrona — da ponta — porque eu amava sentar na janela e não faria exceção nessa viagem com ele desta vez, que sem se importar, permitiu o lugar para mim. 

Passei por suas pernas, me sentei e apertei o cinto de segurança.

— Tá tudo bem? — ele pergunta, ganhando minha atenção.

— Sim — assinto com a cabeça. Estou ficando cada vez mais mentirosa. — Os aviões me deixam um pouco nervosa.

 — Mas  eu  estou  aqui. Com você — e sorriu, para depois tomar minha mão na sua.

Fiquei olhando para ele por longos segundos, seus olhos me passavam calma. Mas não adiantou de nada quando tirei meu olhar dele para olhar o que tinha através da janela, depois que  minha mão deixou a sua e eu girei para o outro lado completamente.

O melhor agora é dormir até essa viagem acabar. 

— Escuta — Ruggero sussurrou no meu ouvido, e eu pude sentir um certo calafrio percorrer todo meu corpo. Virei para saber o que ele queria e quase soltei um suspiro ao observar seus lábios tão perto dos meus, eu já sentia sua respiração  mesclar-se com a minha. — Tô com uma puta vontade de te beijar agora mesmo — continuou, quase roçando nossas bocas.

— Sim, e eu estou com fome — me afasto dele. — Por que me acordou?

Tudo bem, Karolzinha, você está agindo igual uma vaca. 

— Eu só queria sua companhia. Tem certeza que está bem?

— Perfeitamente — tentei falar firme.

Ele pareceu entender  — ou se fez de bobo  —  e assentiu.

— Certo! Você quer escrever a canção agora?

 — Prefiro dormir — dei um meio sorriso, voltando para a janela novamente.

— Aconteceu alguma coisa, você tá estranha. O que foi?

— Não foi nada! Me deixa em paz, Ruggero, eu quero dormir.

 — Karol...

 Bufo baixinho, encontrando seu olhar mais uma vez.

— Eu não tenho nada, te juro, só quero dormir.

— Como quiser — ele disse, fechando a cara. Mas também vi desapontamento no seu olhar.

Me senti a pior pessoa do mundo em fração de segundos.

Durante as quatorze horas de viagem, não trocamos nenhuma outra palavra. Ele parecia me ignorar e eu fazia o mesmo. Não ia dar o braço a torcer, apesar de tudo, ainda estava grilada. Então, eu apenas coloquei o meu plano A em prática e dormi o resto do voo. Chegamos no hotel meia noite em ponto (fuso horário Italiano) e a primeira coisa que eu fiz foi cair rendida naquela confortável cama.

 

                                                                                                         [...]

 

— Meu amor, acorda — minha mãe falava baixinho, afagando meus cabelos. 

Abri meus olhos lentamente, quase voltando a fechá-los de novo.

— Mami, não. Me deixa dormir mais — peguei a almofada e afundei o meu rosto nela.

— Por favor, Karol, já são onze da manhã. Hoje você tem o dia livre, nada melhor do que desfrutar comigo, filhinha.

Olhei para a janela, e estava caindo muita chuva. Parecia ser uma lei a cada viagem que fazíamos.

— Que tal um filme? — perguntei, assim que meus olhos pararam nela.

Ela rapidamente fez um positivo movimento de cabeça e sorriu.

Veio para o meu lado, na cama, enquanto eu procurava algo para assistirmos. Eu estava tendo um pouco de trabalho na procura devido a não saber quase nada do idioma, mas assim que coloquei em qualquer canal  da TV a cabo, parecia que o mundo — graças a Deus — estava ao meu favor e passava A Escolha Perfeita 2. Mudei a legenda para espanhol e então, nos concentramos no filme.

Nós rimos durante o filme, a senhorita rabugenta dormiu no meio dele — o que me deixou P da vida, já que ela me acordou para passar o tempo comigo e praticamente me deixou todo o tempo sozinha — e eu resolvi sair pra comprar algo para comermos em alguma lanchonete ou cafetaria. Nem eu, nem a dona Caro estávamos afim de comer comida fresquinha, então optamos por algumas besteirinhas.

Deixei ela dormindo e então saí. Dei vários améns ao encontrar uma lanchonete pertinho do hotel e da atendente saber falar a minha língua. Comprei tudo rapidinho, não demorando a voltar para o hotel. Eu seguia em direção ao elevador com as sacolas de hambúrgueres, batatas fritas, refrigerantes e um pote enorme de sorvete. Chamei o elevador uma duas vezes e assim que escutei seu famoso tim ou seja lá como soe, entrei e esperei que as portas fechassem, mas não foi possível quando alguém impediu com o pé. 

Meu coração palpitou rapidamente ao vê-lo. Parecia que o mundo gostava que nos trombássemos em cada lugar que vamos. 

Nossos olhares se encontraram, e nessa mesma hora, ele me deu um sorriso.

— Karol — me cumprimentou. 

 — Ruggero. 

 Finalmente ele entrou e se pôs a uma distância discreta de mim. Apertou no botãozinho do sétimo andar — que ficava no mesmo que o meu — e então as portas se fecharam.

Só era ele, eu e a comida no elevador.

— Por que comprou tanta comida? — perguntou, acabando com o clima desconfortável que tinha ficado.

 — Para comer — falei, óbvia.

 «Vamos. Sobe!»

Ainda estávamos no terceiro andar e aquilo não estava ajudando em nada. Eu estava impaciente e nervosa. Ruggero pareceu perceber quando ergueu uma das suas sobrancelhas, porém, apenas soltou:

— Eu sei que é para comer — e então suspirou. — Quer me dizer por que está brava comigo?

— Não estou brava — tentei o convencer.

— Sim, você está!

Sem avisar, ele apertou o botão que fez o elevador parar ainda no quarto andar. Olhei para ele com os olhos arregalados.

— Tá maluco?! Eu odeio essas malditas caixas do demônio e vou ter um infarto agora mesmo se você não colocar essa coisa pra voltar a subir imediatamente — soltei as bolsas com tudo, deixando-as num cantinho dali. A sorte foi que eu tinha deixado o sorvete e os refrigerantes no chão assim que entrei, senão teria meu dinheiro no lixo.

Caminhei até o painel em passos rápidos, e quando estava quase apertando o botão para a gente sair logo dali, Ruggero me pegou pela cintura com suas mãos firmes, me puxando para ele.

— Não, eu quero que me diga a verdade. O que rolou?

— Ruggero, você tá com um parafuso a menos? Você vai nos matar, me deixa sair daqui. 

— Karol, não sairemos daqui até você me falar porque tá tão puta comigo.

— Que droga! Eu já te disse que não estou brava — respondi, ainda mais impaciente. Reviro os olhos, me adiantando a me afastar dele. — Agora coloca essa coisa logo pra se mover ou eu vou parar num caixão. 

—  Ontem no aeroporto, você estava tão normal e do nada começou a agir desse jeito. Pode, por favor, pela primeira vez nesse dia, ser sincera comigo e me falar por que tá assim? 

Suspiro profundamente, olhando então para ele.

— Só acho que não podemos ter mais nada — fecho e aperto meus olhos com força, tomando coragem para voltar a abri-los, respirando fundo para continuar. — Você e eu somos totalmente diferentes, e não estamos destinados a todo esse clichê romântico. Eu sinto muito, mas eu não... — inspirei fundo e olhei para ele. — Eu não posso, Ruggero.

— Karol, olha, eu...

— Agora, pelo o amor de Deus, faz esse elevador andar — continuei a falar, como se ele não tivesse pronunciado nenhuma palavra.

Ele ficou me olhando por alguns segundos e assentiu lentamente. Virou de frente para o painel, e apertou o botão da minha salvação mas o elevador parado estava, parado ficou. Ruggero mais uma vez apertou-o com força e nada.

— Tá brincando comigo, não é? — perguntei, caminhando até o painel e então apertei várias vezes o botão com uma força ainda maior. Nada aconteceu. — Não, meu Deus, isso não tá acontecendo! — exclamei, retornando a pressioná-lo.

— Karol, para de fazer isso, você vai acabar quebrando! — Ruggero tentou puxar minha mão, mas eu não deixei.

 — Quebrar? Eu tô tentando fazer essa coisa funcionar — e voltei a apertar o botão seguidas vezes até que tudo se escureceu.

— Você quebrou. Genial! — ele disse, irônico e me empurrou levemente para o lado, apertando vários botões do painel ao mesmo tempo. Não adiantou. 

— Foi tudo culpa sua! — gritei, exasperada.

— Minha culpa? Foi você que estragou o botão. 

— FOI VOCÊ QUE PAROU O ELEVADOR! — me exaltei.

— OK, MAS EU NÃO FARIA NADA DISSO SE VOCÊ ME CONTASSE QUE MERDA ACONTECEU, MAS VOCÊ SÓ TEM ESSA MALDITA ATITUDE COMIGO E EU NÃO TE FIZ PORRA NENHUMA, KAROL! EU NÃO TE FIZ MAL ALGUM! — gritou mais alto, com a mandíbula travada e as veias do seu pescoço aparecendo devido a força da sua irritação.

— NÃO ME FEZ NENHUM MAL?! AH, POR FAVOR, VOCÊ É UM IDIOTA! NÃO SABE COMO ESTOU TE ODIANDO NESSE EXATO MOMENTO! — bufo, frustrada e me sento no chão gelado. 

Ele fez o mesmo, mas fazendo o enorme favor de ficar bem distante e do lado contrário. Nos olhamos ao mesmo tempo.

— Te odeio.

— Não mais do que eu te odeio, Karol Sevilla.

— Como se você pudesse.

 — Garotinha.

— Estúpido.

— Eu sou estúpido?! — exclama, indignado.

— Sim, você é.

 — Então tá — revira o os olhos e pega seu celular. — Que maravilha! Não tem sinal.

— Não há sinal nos elevadores — foi minha vez de revirar os olhos. — Estamos no século vinte e um, lindo. As tecnologias tem sempre um lado ruim. Vamos aceitar.

Fiz uma breve careta e tirei um hambúrguer de uma das sacolas. Com tudo que rolou, acabei esquecendo da minha fome.

 — Me dá um.

 — Não.

— Que demônios você tem contra mim?

— O que te importa?

 Ele suspira.

— Por favor, para com isso. Para de ter essa atitude. 

— Que atitude? — falei, ironicamente para depois dar uma mordida no meu lanche. — Se estou sendo a garota mais normal desse mundo, Ruggerinho. Não tá vendo?

 — As vezes me dá vontade de te jogar contra a parede e...

 — E o que, Ruggerito? — pergunto, ironicamente. 

— E te beijar até tirar todo o seu fôlego — abro minha boca para respondê-lo, mas nada saiu. Ele já estava ao meu lado, com a respiração agitada batendo contra o meu rosto, o qual estava perigosamente perto do seu. — E te fazer minha.

Tentei mais uma vez falar algo mas seus lábios não deixaram quando se pressionaram com os meus. Foi unicamente uma explosão de sentimentos, meu corpo desvaneceu por uns meros segundos e eu pude sentir milhões de correntes elétricas passear em cada parte de mim. 

Aquele homem beijava maravilhosamente bem e fazia coisas com a sua boca que eu nunca havia experimentado com mais ninguém.

Era um beijo suave. E eu simplesmente segui o seu ritmo, com as nossas línguas enroladas, explorando toda a boca um do outro. Não sei em que momento parei em cima dele, com nossos corpos pressionados e ainda mais colados. Também não soubes qual momento ele levou seus beijos para o meu pescoço, dando leves chupadas, fazendo eu sentir a melhor sensação do mundo.

Agarrou com força as minhas pernas e trocou de posição comigo em um rápido movimento, subindo-as para a sua cintura, e sem pensar duas vezes as prendi ali. Suas mãos percorriam todo meu corpo, nossas bocas estavam coladas novamente em um beijo mais intenso e um pouco rápido. Eu fazia os mesmos movimentos com as minhas mãos enquanto seguia o beijando.

 Foi então que nossos corpos se chocaram contra a parede do elevador e o Ruggero começou a levantar lentamente a minha blusa sem apartar o beijo em momento qualquer.

Eu desejava que isso não fosse apenas um sonho, mas cada movimento e cada toque seu em mim, me fez sentir milhares de sensações boas existentes na minha pele. Ali tive a certeza de que não era um sonho.

— Ruggero, espera... — falei, agarrando seu rosto com minhas mãos e olhando seus lábios. Estavam vermelhos e inchados pelos beijos esfomeados que dávamos. — Tenho medo.

Um abraço inesperado me surpreendeu. Ele sussurra, carinhosamente no meu ouvido:

 — Eu prometo que não vou te machucar, princesa. Mas se você não estiver preparada, eu vou entender. 

Assenti levemente com a cabeça, e o olhei fixamente.

— Eu quero — mordo meus lábios. — Faz eu sentir que sou sua e que o que temos vai permanecer sempre, aqui, apesar dos quilômetros de distância, inclusive as pessoas que tentam nos separar... Incluso a morte — fechei os olhos, deixando me levar novamente.

Seus lábios voltaram a tocar os meus e antes de continuar o beijo, mais uma vez interrompi.

— Ruggero... precisamos de...

— Proteção? — completou, e eu assenti. — Não se preocupe, sempre carrego comigo para alguma emergência.

E novamente  voltou a chocar seus lábios bruscamente nos meus. Tirou lentamente sua camisa e eu pude observar seus músculos e sentir seu peitoral durinho contra meus seios. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, e eu levantei um pouco meu corpo para ele poder tirar meu sutiã, ficando semi-nua na sua frente.

Enquanto eu comecei a me livrar sem pressa da minha saia, Ruggero aproveitou para terminar de se despir e colocar a camisinha. Eu tinha ficado em choque por míseros segundos quando vi o seu membro enorme, grosso e duro. Eu imaginei o que ele faria comigo. Estou prestes a fazer sexo pela primeira vez em um elevador com o amor da minha vida. Não me importei em ter minha primeira vez com algo especial. Eu já tinha a pessoa que amo comigo e que demonstrou me corresponder de muitas maneiras.

 Ruggero se aproximou de mim — antes de olhar fascinado para o meu corpo dos pés a cabeça — e com um sorriso, depositou um beijo na minha testa para em seguida segurar minhas mãos.

— Me parece tentador fazer isso em um elevador, mas é ainda mais tentador quando é contigo.

Caímos lentamente no chão. Senti seu corpo se mover de baixo pra cima em calmos movimentos no meu. O seu membro roçava na minha perna e metade da sua barriga esfrega-se contra a minha intimidade. Aquilo nos fez soltar um gemido baixinho.

— Sabe qual é a diferença entre fazer amor e ter sexo? — nego com a cabeça, enquanto sentia suas mãos tocar cada parte do meu corpo. — Contigo, farei amor pela primeira vez, o resto apenas tem sido sexo barato e caseiro — me beijou, docemente. — Eu gosto pra caramba de você — começou a traçar o meu rosto lentamente. — Eu gosto de cada parte de ti, cada parte do teu corpo. Gosto quando sorri — seus dedos acariciaram os meus lábios e senti leves cócegas. — Gosto quando se irrita sem razão e franze o cenho como uma garotinha pequena — tocou meus cabelos, tirando uma mecha caída em meu rosto. — Gosto quando você é minha, que ninguém teve a grande sorte de te tocar com eu faço, e isso é o que eu gosto mais. Eu gosto de estar com você. De rir com você. Sentir que volto a ter vida apesar do difícil trabalho ao qual vivemos diariamente. Eu gosto de você, mais que qualquer outra coisa na vida, Karol — sorriu abertamente, e colocou meus braços acima da minha cabeça e juntou nossas mãos, entrelaçando-as.

Soube nesse momento, que mesmo que eu tenha segurado as mãos de milhares de pessoas, as suas sempre se encaixariam perfeitamente com as minhas. 

— Não quero te perder, Karol — disse, fechando seus olhos com força. — Temo em ser trocado e que  se esqueça de mim. Temo que o futuro para nós dois seja diferente ao que esperamos... Porque eu realmente gosto de você  — pequenas lágrimas começaram a cair dos meus olhos. Eram lágrimas de felicidade ao finalmente escutar o que queria. — Eu estou completamente apaixonado por você e por todas suas pequenas imperfeições.

Meus olhos instintivamente fecharam-se, e deles continuaram a cair cada vez mais lágrimas. Então, lentamente, eu senti o Ruggero entrando dentro de mim. Apertou suas mãos nas minhas com mais força e dos seus olhos também caíam pequenas lágrimas. A sensação era dolorosa e prazerosa ao mesmo tempo. Nada mudaria nossa emoção nesse momento. De se entregar, depois de um difícil tempo.

— Eu te amo — sussurrou Ruggero no meu ouvido. — Te amo, te amo, te amo — falava, enquanto se movia dentro de mim. Entrando e saindo sem pausa. Eu soltava gemidos atrás de outros, sem conseguir me controlar. A dor e toda a ardência foi desaparecendo, ficando apenas todo o prazer que ele estava me proporcionando. Era a melhor sensação da minha vida. — Sinto muito... me perdoa por tudo. Eu te amo, te amo mais que tudo — soltava grunhidos, sem parar seus movimentos e então beijou todo o meu rosto. Suas investidas foram se tornando mais fortes e rápidas, fazendo que barulhos de prazer saíssem das nossas bocas ainda mais. Ruggero seguia me falando o quanto que me amava, seguia beijando meu corpo como podia enquanto me fazia sua.

De repente senti uma eletricidade em todo meu corpo, com um pouco de dor, mas muito excitante. Minhas pernas agarraram sua cintura com força e justo quando apertamos nossos dedos ao mesmo tempo, soube que tínhamos chegado ao nosso clímax. Meus gemidos dessa vez foram altos e estridentes. Ruggero continuou com os movimentos, mas foram lentos e suaves — como quando começou — e ele não parava de beijar a minha boca, meu rosto, toda a pele de cada região do meu corpo que ele alcançava.

Então, ele disse mais uma vez:

 — Eu te amo — e jogou seu corpo no meu, rendido ao cansaço.

 — Eu te amo muito, mauricinho. 

E é verdade.

Foi ele que me ensinou o significado do amor. E quem diria que ele mesmo, também me ensinaria o que é ter o coração completamente quebrado. 

Como uma canção triste e alegre de amor.


Notas Finais


Socorro!!!!! Que capítulo foi esse, minha gente? A tão esperada declaração real do Ruggerito e de brinde a primeira vez do casal. E aí? Gostaram? Eu quando li esse cap, pulei de felicidade. Meu coraçãozinho não aguentou. Tenho que confessar que estava ajeitando esse capítulo desde às cinco. Pois é minha gente, dá um trabalhinho. Então me perdoem se tiver algum erro ortográfico, hoje não vai dar pra eu revisar porque eu já tenho que dormir. Acordo cedo e meu pai já tava reclamando.

Enfim, quero agradecer a todas que comentam e favoritam a fic. É muito bom chegar aqui e ver isso tudo, então muito obrigada. Me digam o que acharam aí embaixo e até a próxima. Um beijo, bom início de semana.


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