História Our Little Secret - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~bubleblue

Postado
Categorias Justin Bieber, Shelley Hennig
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Shelley Hennig
Tags Amor, Aventura, Drama, Justin Bieber, Originais, Romance
Exibições 73
Palavras 1.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oeoe bom antes de tudo queria pedir perdão pela imensa demora para postar o capítulo, ele já estava pronto a um bom tempo porém acabei de atrapalhando com umas coisas aí já viram né e também queria agradecer imensamente pelos favoritos vocês são demais.
Enfim ótima leitura e espero gostem.

Capítulo 2 - Past


Fanfic / Fanfiction Our Little Secret - Capítulo 2 - Past

 " Não importa os motivos da guerra, a paz ainda é mais importante que eles. " 

 

          Aleppo - Síria

 

       Quatro anos atrás

 

    27 de abril de 2012. Naquele dia, o céu nasceu nublado, a densa chuva, que caiu a noite toda, era uma fina garoa, os passarinhos, que sempre cantavam a manhã inteira, não deram sinal, a rua estava quieta e o ar, pesado. Era como se tudo e todos soubessem o que estava por vir.

 

               Flashback on

 

      Nunca esquecerei aquele dia no qual tudo começou, eram por volta das três da manhã, quando o exército entrou no bairro em que morava e começou uma guerra com os civis.

 

    Na primeira semana de  bombardeio, a cidade foi destruída praticamente por inteiro, o exército usou contra os civis todo tipo de armas, que iam de tanques de guerra até helicópteros.

 

      Nesse tempo de guerra, haviam pelas ruas indivíduos vestidos com uniforme militar que paravam os cidadãos nas ruas e perguntavam se eles apoiavam o exército ou se apoiavam os rebeldes. Você nunca sabia se a pessoa que perguntava era um membro do exército sírio ou um soldado do grupo rebelde. Você poderia ser fuzilado por dar a resposta errada; era basicamente uma questão de vida ou de morte, e você não tinha o direito de errar.

 

     Depois de três semanas de ataques consecutivos a cidade, homens de organizações humanitárias foram até nosso bairro e iam de casa em casa avisando sobre uma seção de bombardeio aéreo que haveria em todos os bairros do leste de Aleppo, eles iriam disponibilizar algumas vans para que pudéssemos " fugir ".

 

    Não poderíamos levar muita coisa, apenas uma mala pequena e uma mochila por pessoa, estava sendo extremamente difícil deixar tudo para trás, coisas que nossa família demorou anos para conseguir, convencer meu pai que de ir foi demasiadamente difícil. A questão é que não tínhamos escolha, iríamos ou, provavelmente, todos nós morreríamos.

 

    Não se sabia a hora nem o dia exato em que os bombardeios começariam, na verdade, não sabíamos nem como foram informados sobre os ataques, mas o que menos pensávamos no momento era nisso. Alguns minutos depois, todos nós estávamos prontos e indo em direção ao lugar marcado.

 

    Um homem chegou falando para que fizéssemos uma fila e foi pedindo todos os dados possíveis de todos que nela estavam. Ao chegar nossa vez, cada um de nós passou as informações pedidas.

 

    Quando esse processo todo terminou, as pessoas começaram a entrar na van, algumas com esperança de que tudo estava próximo de acabar, de que talvez tudo poderia ser como era antes, outras paravam para olhar uma última vez para o bairro, no qual estava praticamente condenado a ser destruído.

    

    Chegou a nossa vez, e o mesmo senhor que pediu os nomes nos informou que restaram apenas quatro lugares, éramos em cinco, então o desespero de saber que um de nós poderia ficar para trás nos tomou por completo.

    

    O certo na visão de algumas pessoas, eu diria de grande maioria, seria, sem qualquer sombra de duvida, que nós, como filhos, fôssemos, e minha mãe ficasse, e ela tentou, e como tentou, mas obedecer minha mãe naquela situação, ao meu ver de longe, era a melhor alternativa, então eu fiz o que ela tanto pediu para não fazer, eu fiquei com Khail, e ela foi com Aisha e Khalil.

    

    Ver a dor nos olhos de minha mãe era como um sentimento inexplicável horrível, mas eu não poderia deixar meu irmão para trás.

 

    Meu pai estava com alguns homens, passando informações para as pessoas, ele iria em uma das últimas vans, a próxima van não demorou a chegar, as pessoas iam entrando, o medo em seus rostos era visível. Khail não saía do meu lado de forma alguma.

 

   — Infelizmente só temos mais um lugar vago qual dos dois irá? — um senhor perguntou a nós.

 

   Tentamos a todo custo fazer com que nós dois fôssemos, mas foi completamente em vão, lágrimas involuntárias caiam sobre meu rosto. Kahil me abraçou e me ajudou a entrar dentro da van, fechando a porta logo em seguida.

 

    Olhei para trás e vi meu irmão, ali, sozinho. Comecei a perceber quão tola eu fui. Se eu tivesse ido com minha mãe, agora ele estaria aqui, a salvo. Quando estávamos a alguns metros de distância, o que todos mais temiam aconteceu: Um estrondo imenso foi ouvido. Naquele momento meu mundo desabou por completo. Quando dei por mim, já estava fora da van, segurando o tecido da minha abaya*, que estava cobrindo meus pés, correndo até onde estava meu irmão.

 

    Conforme fui chegando mais próximo, meus soluços se tornavam mais altos, vi seu corpo jogado, já sem vida, então gritei. Gritei como se estivessem cortando meus membros. Eu o empurrei, chamei seu nome, clamei por Alá* para que o trouxesse de volta, se necessário que me levasse em seu lugar, a culpa me corroeu por completo.

 

   Eu queria morrer, estava doendo tanto que a dor se tornava física, o que eu mais queria era que algo me atingisse para que eu morresse, mas o que eu sinto é um par de braços me puxando de cima do corpo do meu irmão. Por mais que eu quisesse, não tinha força para lutar contra.

 

     Quando me virei, vi meu pai me puxando até a van, em completo estado de choque. Seu choro era silencioso, mas, ao mesmo tempo, era um pedido de súplica.

    Depois de algumas horas vendo inúmeros lugares destruídos pela janela, chegamos a uma cidade. Soube que a guerra ainda não chegou aqui, pois estava tudo bem parecido como era a vila onde morávamos.

 

  Mais a frente, vi minha mãe, que andava de um lado para outro, inquieta, com Aisha e Khalil. Ao nos, ver correram em nossa direção. Mal consigo olhar para eles, ao chegarem até nós, a primeira coisa que perguntam é sobre Khail. Quando notaram que ambos estávamos chorando, minha mãe se desesperou, e, pela primeira vez, o olhar de desprezo de meu pai queimou sobre mim.

 

    Passaram-se três dias até que meu pai conseguisse serviços humanitários emergenciais para ir até o Estados Unidos para nós, que fomos no mesmo dia.

 

       Durante um ano, que foi o tempo em que passamos lá, nossas vidas foram, digamos, um inferno: Vivemos em condições precárias, passando por todo tipo de humilhação.

 

Transformamo-nos de uma família respeitada, com posses, para apenas mais uma família em busca da sobrevivência num país completamente oposto do nosso. Não que eu sentia que éramos melhor que alguém, claro que não, muito pelo contrário.

    

          Até que um dia, Adiva, minha tia, entrou em contato com meu pai, nos oferecendo ajuda. Apesar deles nunca terem perdido contato, era extremamente raro eles se falarem. Desde que tudo aconteceu, ao contrário de nós, ela e uma parte considerável de refugiados que conseguiram o visto tinham ido para Indonésia, sua situação lá era completamente diferente da nossa.

  

    Depois de muito sacrifício, meu pai aceitou a ajuda de Adiva, mas não sem antes prometer que pagaria tudo para ela. Mesmo não querendo, ela acabou aceitando, e não demorou mais de um mês para que estivéssemos em um avião, a caminho da Indonésia, na qual, segundo minha tia, tinha uma grande população muçulmana.

 

   Após certo período de tempo, nossas vidas foram se encaixando, não completamente, pelos menos para mim, já que, desde a morte de Khail, meu pai fazia questão de dizer e demonstrar todos os dias o quanto eu era culpada e que deveria ter morrido no lugar dele. Eu realmente não o tirava a razão, ele só dizia a verdade.

 

                Flashback off


Notas Finais


Eu sei que a fanfic está meio chata porém esse cap e o que estão por vir é extremamente necessários para o decorrer da história então tenham paciência ok ? Irá melhora prometo ckdkdkdksk
Abaya* É uma vestimenta feminina árabe
Alá* Deus
Vou tentar postar o próximo o mais rápido possível bjs e até o próximo cap
Xoxo Mandy


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