História Our Love - Capítulo 51


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Andrew "Andy" Biersack, Elizabeth Gillies
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Elizabeth Gillies, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Colegial, Drama, Luke Hemmings
Visualizações 179
Palavras 3.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEEEEEY EVERYBODYYYY 💙
PQP EU AINDA NÃO ACREDITO QUE OS VI PESSOALMENTE, MICHAEL TAVA NA MINHA FRENTE, GENTE NA MINHA FRENTE. EU FIQUEI TIPO "OMG, EU MORRI E FUI PRO CÉU?"
QUANDO O LUKE VEIO PRO MEU LADO EU ME PERGUNTEI "ESSE É JESUS OU É SÓ O HEMMO DE CABELOS LONGOS?"
ASHTON FALANDO "SÃO PAULOOO' FOI A MINHA PERDIÇÃO, SÉRIO.
CALUM TOCOU BATERIA E ASH O BAIXO, EU FIQUEI "AAAAAAAH, CHUPA GRINGAS!" (com todo respeito) 😂😂😂✋
LUKE FAZENDO A GENTE DIZER "WE LOVE MUKE" FOI A MELHOR COISA 💙
CALUM DIZENDO "OBRIGADO, OBRIGADO" ME FEZ PIRAR.
MIKE DIZENDO QUE ESTAVA DOENTINHO, MAS QUE ELE MELHOROU MT COM AQUELE SHOW, ME FEZ RIR FEITO UMA IDIOTA 😂♥️
CALUM PAROU DE CANTAR AMNESIA QUANDO VIU QUE NÓS NÃO DEIXARÍAMOS. ELE FICOU TIPO "TÁ CARAÍ, CANTA AI" 😂😂😂
MIKE PEGOU A BANDEIRA QUE UMA FÃ JOGOU E LEVOU PRA PERTO DA BATERIA DO ASH. E DPS O ASH A COLOCOU NO PESCOÇO E POR ÚLTIMO A BEIJOU ♥️
EU REALMENTE AINDA NÃO CREIO QUE OS VI.
Nossa falei demais kkkk. Foi mau, precisava contar pra vcs isso 💙💙
Sobre a fanfic, eu agradeço os novos favoritos e comentários ♥️♥️
Espero que gostem tanto desse capítulo, quanto eu gostei 💙
Boa leitura.
(ESPERO QUE GOSTEM) 💙

Capítulo 51 - A card with a request for forgiveness


Fanfic / Fanfiction Our Love - Capítulo 51 - A card with a request for forgiveness

Luke Hemmings.

-Eu te amo.

Um sorriso sincero brotou em meus lábios, foi impossível não beijá-la. Eu tentei, mas acabei não conseguindo. Me inclinei e com uma certa pressa selei meus lábios nos seus. Ela não se moveu, talvez não tivesse forças para isso, apenas fechou os olhos e rugiu de dor quando encostei os meus nos seus.

-Eu também amo você. -Sussurrei ainda próximo ao seu rosto.

Ela abriu os olhos e voltou a me olhar, olhar com um olhar triste e frio. Entreabriu os lábios e murmurou palavras baixas e sem nexos, seu olhar estava fraco e cansado, não havia brilho como antigamente. Eles estavam apagados, e desviavam dos meus a cada segundo que os encontrava.

-Seu tempo acabou. -O doutor entrou com rapidez na sala e nos olhou. Ele lançou um olhar bravo e raivoso em minha direção, tinha pedido para que não a acordasse e sem querer eu a acordei. -Pensei que tivesse entendido o recado.

-Desculpe, ela despertou só.

E então ele assentiu. Pediu para que saísse porque meu tempo já tinha acabado, e que eu havia ficado mais do que os outros. Sem reclamar eu apenas assenti, me soltei dela e saí dali calmamente.

Voltei para onde eles estavam e me sentei em uma cadeira.

-Luke, vai comer. -Jack falou parando ao meu lado, eu nem se quer me lembrava que ele ainda estava ali. -Estamos aqui a bastante tempo e até agora você não comeu nada.

E só então eu percebi que estava faminto. O meu estômago roncava a um bom tempo, e fazia com que fortes dores me incomodasse. Decidi me levantar e ir comer algo, eu já tinha visto ela então estava mais calmo.

-Tudo bem, vamos. -Acompanhei Jack pelos longos corredores e logo havíamos entrado em uma pequena lanchonete. Não era muito grande, era um lugar pequeno e aconchegante. Nós entramos e nos sentamos em uma mesa no centro daquele lugar.

-Boa noite, oque vão querer? -Uma moça alta e loira se aproximou da gente. Jack a encarou de cima a baixo e na cara de pau mesmo mordeu os lábios.

-Você. -Meu irmão falou lhe dando uma piscadela, a loira fingiu que não havia escutado e lançou seu olhar para mim. Pelo visto ela não estava muito interessada nele, ri baixinho para não chamar atenção.

-Eu quero um pedaço de pizza, de pepperoni. -Ela anotou em seu caderninho e então virou-se para Jack.

-Eu quero saber como que faz para ter um encontro com você... Celeste. -Ele falou lendo o seu nome, grifado no pequeno crachá preso em seu uniforme de trabalho.

A moça, que se chamava Celeste, apenas revirou os olhos e voltou a encará-lo com a sobrancelha erguida. Ela parecia estar perdendo a paciência com as brincadeiras idiotas do meu irmão.

-Quer por favor pedir logo? Tenho outras mesas para atender. -A loira falou olhando o lugar começar a ganhar movimentos.

-Ok, eu vou querer o mesmo que ele. -Jack falou. -E um beijo seu.

Ela anotou seu pedido e saiu dali logo, andando com certa pressa. Olhei para meu irmão e acabei soltando um riso alto, Jack também não aguentou e me acompanhou.

-Você não presta.

Ele deu de ombros olhando para a loira atrás do balcão.

-Ela é uma gata, impossível não mexer. -Eu ri novamente. -Aposto que não sou o único.

-Aposto que você é o único que ela dá fora, olha. -Apontei para um rapaz que estava apoiado na bancada sorrindo abertamente para ela. A loira ria enquanto tinha em mãos nossos pedidos, Jack imediatamente fechou a cara.

-Quem é ele?

-Sei lá. -Dei de ombros não me importando.

Jack revirou os olhos e voltou para a pose anterior, reto em minha frente. Ele retirou o celular do bolso e começou a mexer, peguei um guardanapo que tinha ali em cima e o enrolei me distraindo até nossos pedidos chegar.

-Nem acredito que você não a devorou com os olhos.

Eu ergui meu olhar e o encarei confuso.

-Digo, você está mesmo apaixonado por aquela menina?

E então eu o olhei com sinceridade. Deixei que as palavras saíssem sem nem mesmo eu perceber.

-Completamente apaixonado. Eu a amo, Jack. Como nunca amei alguém em toda minha vida.

[...]

Assim que terminamos de comer, eu voltei para o mesmo lugar. Jack ficou lá, tentando conversar com a garçonete que nem atenção o dava. Eu voltei para meu lugar e não encontrei todos lá, ali só tinha Flora e Bea, os meninos não estavam por perto, oque eu estranhei.

-Foram embora. -Minha prima falou. -Pedimos para que eles fossem, amanhã tem aula e a Sophie já está melhor.

-O médico falou alguma coisa? -Perguntei me sentando na cadeira.

-Disse que ela está melhor e que amanhã mesmo, já poderá voltar pra casa.

Eu sorri abertamente com a nova notícia que havia recebido. Um alívio percorria o meu corpo, saber que ela ficaria bem me deixava completamente feliz. Logo ela voltaria para casa, escola e ai sim poderíamos conversar melhor, nos resolver e quem sabe, até mesmo começarmos de onde paramos.

-Luke, você já pode ir pra casa. -Bea disse calmamente, ela não tinha tom de ironia ou tentava me provocar. Apenas falou seria. -Vá descansar, você deve estar com sono e amanhã tem aula.

-Não, eu vou ficar. Falto amanhã na escola.

-Não, pra que? Sophie já está melhor. -Ela disse. -Não se preocupe, quando eles derem alta eu vou levá-la pra minha casa.

Espera, por que ela não a levaria para casa dela?

-Os pais dela já sabem do acontecido? -Perguntei colocando as mãos no bolso dos jeans.

Vi Bea ficar quieta e cruzar os braços na altura dos seios. Flora também pareceu ficar tensa, pois vi seus ombros erguerem e um alto suspiro sair de seus lábios.

-Ahm, Luke. -Minha prima começou. -O pai da Sophie sumiu, junto com a madrasta dela.

Eu a encarei incrédulo.

-Oque? Como assim?

-Eles foram embora porque tinham altas dívidas naquela casa. -Bea se pronunciou antes que Flora falasse. -Bob não trabalhava, Katy não passava de uma vadia nojenta que dormia as escondidas com outros homens para ganhar dinheiro. -Deu uma pausa. -Eles foram embora e deixaram Sophie e Alex, sem casa.

Eu tentava assimilar tudo oque ela dizia. Não conseguia acreditar que tudo naquele momento, estava desmoronando dez vezes pior para minha garota. Levei as mãos na boca enquanto intercalava meu olhar entre elas.

Uma raiva indecifrável percorreu meu corpo, saber que aquele maldito a abandonou, me fez querer o encontrar e quebrar sua cara, que merda de homem ele era? O porque tinha a deixado?

-Mas não se preocupe, eles vão ficar comigo no meu apartamento. -Ela completou. -Não é muito grande, mas é aconchegante e será nosso. Onde ninguém poderá nos tirar de lá.

Eu fechei os olhos, enquanto me encostava no batente que havia ali.

-Preciso vê-la antes de ir. -Falei vendo o médico se aproximar do balcão. -Ei, doutor? -O chamei. -Eu estou indo embora e antes de ir, queria saber se posso vê-la pela última vez?

Ele mordeu a parte de dentro da bochecha e endireitou os óculos, enfim me olhando.

-Desculpe mas, o senhor está proibido de vê-la.

Eu arregalei os olhos enquanto o encarava confuso.

-Como é?

-Isso mesmo senhor, a paciente pediu para que não deixássemos você entrar. -Ele me encarou com certa pena. -Desculpe mas, você não pode. Vá pra casa, descanse. -E então ele sorriu sem mostrar os dentes e saiu dali as pressas.

[...]

Sentei na calçada e levei meu cigarro nos lábios. Dei uma longa tragada e depois de segundos a segurando, eu soltei. Fazia tempo que não fumava, já até tinha me esquecido de como isso era bom. Na maioria das vezes eu fazia quando tinha grandes problemas, eu fumava para que todos os meus problemas fossem embora, embora como a fumaça ia.

-Vamos pra casa, já está tarde e mamãe deve estar louca atrás de nós. -Jack falou tirando as chaves do bolso. Não respondi, apenas fiquei quieto fumando meu cigarro. -Luke, por favor cara.

Levei as mãos em direção aos lábios e retirei de lá o pequeno tubinho branco, soprei para frente enquanto olhava para a rua movimentada a minha frente. De repente, fortes e grossos pingos de chuva começaram a cair, eu não liguei, deixei que me atingissem sem dar importância.

-Pode ir. -Ele me olhou bravo.

-Não Luke, eu vim com você e então nós vamos voltar juntos. Anda levanta. -Ele esticou a mão para que eu a pegasse. Porém não fiz. -Você não pode vê-la, então oque ainda quer fazer aqui?

Passei uma das mãos livres pelos cabelos, os sentindo úmidos. Os fortes pingos começavam a engrossar mais e mais, por tanto, logo estaríamos ensopados e talvez, resfriados. Sem dar importância para Jack, eu voltei a tragar meu cigarro, mas logo o senti ser arrancado de minhas mãos. Meu irmão o tomou e mim e o jogou no chão pisando em cima.

-Sou seu irmão mais velho, por tanto me obedeça Luke. Já chega, vamos embora. -Ele se afastou indo até o carro e desligando o alarme. Abriu a porta e entrou no mesmo colocando a chave na ignição. Parou com o carro ao meu lado e então abriu a porta. -Entra.

-Jack, não é porque você é mais velho que acha que vai mandar em mim. -Falei calmamente, minha cabeça começava a ganhar novas dores. -Já tenho quase dezoito.

Isso fez Jack rir.

-Jura? Porque parece que você tem dez. -Revirei os olhos lhe dando o dedo. -Vamos Luke, por favor.

E então eu finalmente decidi me levantar. Mesmo não querendo eu entrei no carro e fechei a porta, logo passando o cinto. Bufei alto quando Jack murmurou um “Vamos pra casa” ele pisou no acelerador e fez com que o carro saísse cantando pneu.

O caminho não durou muito, mesmo com trânsito por causa da chuva, nós chegamos rápido em casa. Assim que meu irmão estacionou o carro na garagem, eu sem o esperar, pulei fora e fui correndo pra dentro. Entrei pela porta dos fundos, que ficava na cozinha. Fiz de tudo para não fazer barulho e ser pego pela dona Liz, mas não deu muito certo pois ela estava na cozinha. Sentada mexendo em seu notebook e celular ao mesmo tempo. Provavelmente resolvendo assuntos da empresa.

-Posso saber onde vocês estavam?

Sem dizer nada, subi rapidamente para meu quarto. Não estava com um pingo de vontade de ouvi-la reclamar e dizer o quanto somos irresponsáveis. Antes de chegar em meu quarto, pude ouvir meu irmão dizer:

-Foi um dia difícil mãe. Amanhã ele vai estar melhor e provavelmente te contará tudo, ok?

-Oh, okay.

E então eu fechei a porta e tranquei. Nem se quer tirei a blusa que usava, me deitei na cama completamente encharcado. Afundei minha cabeça em um travesseiro e em questão de segundos eu havia pegado no sono.

[...]

Sophie Gillies.

Abri os olhos calmamente, enquanto despertava de um pesadelo horrível. Estava um pouco suada e meu coração pulava rapidamente, olhei ao redor e só então pude perceber que não estava no meu quarto. Tentei me levantar mas fui impedida por alguns fios que me ligavam a uma grande bolsa de soro.

A porta foi aberta e uma moça entrou ali, ela não me viu acordada pois estava de cabeça baixa anotando algo em sua prancheta. Ela caminhou em minha direção e checou se tudo estava certo, depois de longos segundos distraída ela finalmente pareceu me notar acordada.

-Bom dia. -E sem que eu pedisse ela me estendeu um copo de água. -Como se sente?

Eu me ajeitei com dificuldade na cama, logo pegando o copo de suas mãos e o bebendo inteiro. Parecia que a anos eu não bebia água, minha garganta agradeceu aos céus por receber goladas geladas daquele líquido.

-Bem. -Minha voz saiu mais baixa do que pensei.

-Fico feliz. -Ela sorriu docemente. -Vamos trazer o seu café da manhã e logo você poderá ir pra casa.

Eu assenti voltando a apoiar a cabeça no travesseiro. Ela voltou a anotar algumas coisas em sua prancheta e logo se afastou indo para fora, antes que ela fizesse eu a chamei.

-Ahm...Sabe me dizer se um menino...Ainda está aí fora? -Perguntei envergonhada. Ela olhou para o corredor e depois para mim negando. -Ok, obrigada.

Eu respirei fundo e voltei a me deitar. Tombei a cabeça para o lado e deixei que meus olhos fitassem a paisagem lá fora. Diferente de outros dias, hoje o sol não havia aparecido, deu lugar para que o céu nublado tomasse conta de tudo. As nuvens não estavam bonitas naquela manhã, estavam escuras e carregadas por uma tremenda chuva. O vento fazia as árvores balançarem de um lado para outro, ele levava as folhas que estavam jogadas no chão para qualquer lugar que quisesse. Os carros que passavam por ali, tomavam cuidado ao fazerem curvas ou pegar estrada para alguma avenida. Eles andavam calmamente causando um grande engarrafamento ali.

Mordi a parte de dentro da bochecha, enquanto via os pingos de chuva começarem a cair, lentamente embaçando a janela daquele quarto, fiquei observando tudo durante alguns minutos, mas logo fui domada pelo sono outra vez.

[...]

Luke Hemmings.

-Me conte tudo, desde o começo. -Ouvi a voz de minha mãe soar alta, enquanto eu adentrava a cozinha.

-Bom dia. -Falei fingindo não ter a escutado. -Tem cereal?

-No armário. -Papai apontou em direção a ele.

Sorri e fui até lá pegando a caixa em mãos, peguei uma tigela limpa na máquina de lavar louça e o despejei ali. Fui na geladeira e peguei leite, misturando tudo no cereal.

-Estou esperando? -Liz me olhou com a sobrancelha erguida.

-Minha namorada sofreu um acidente e foi internada às pressas, ela está bem agora. -Falei dando a primeira colherada. -Desculpe ter chegado tarde e não ter te ligado.

Ela arregalou os olhos e me encarou boquiaberta.

-Ah meu deus, filho. -Minha mãe levou uma das mãos na boca. -Como ela está? Eu sinto muito.

-Melhor. -Falei, apenas.

-Não nos disse que estava namorando. -Jack entrou na cozinha parando ao meu lado.

Eu revirei os olhos em sua direção.

-Não estava na hora de contar. -Me levantei terminando de comer meu café.

Papai voltou a folhear seu jornal e tomar o seu suco. Já mamãe não, ela continuou puxando mais assunto.

-Quando iria nos contar?

Eu lavei as mãos e dei de ombros saindo dali.

-Na hora certa, mãe.

Subi correndo para o meu quarto, fui até o banheiro e escovei os dentes rapidamente. Dei uma ajeitada em meu cabelo e vesti meus jeans escuros com uma blusa xadrez vermelha, grande. Esguichei um pouco de perfume em meu pescoço e coloquei um trident na boca. Calcei meus vans escuros e peguei a carteira a jogando no bolso.

Voltei para o primeiro andar e antes de sair, dei de cara com mamãe também pronta para sair.

-Não vai a escola?

-Esqueci de dizer que hoje não tem aula. -Peguei a chave do carro. -Desculpe.

-Tudo bem. -Ela sorriu. -Que tal se almoçássemos juntos hoje? Papai, eu, você Jack, e Flora?

Eu dei de ombros enquanto me afastava dela. E então só aí vim perceber que não havia visto minha prima a manhã inteira.

-Cadê ela?

-Disse que ia dormir na casa de uma amiga, e que de lá ia pra escola.

Eu assenti novamente, sabia que ela havia passado a noite no hospital com Bea. E que ela não iria hoje, assim como eu.

-Tudo bem, vou indo nessa. -Beijei sua bochecha e me afastei.

-Filho, espera. Você vai onde?

-Eu vou...Ahm, fazer um trabalho com Calum e Ashton. -Menti. -Te vejo depois.

E enfim saí de casa, corri até meu carro e não demorei muito para pegar estrada.

Parei em frente a uma pequena floricultura, ali perto. Desci do carro e caminhei em direção a moça que ajeitava uma pilha de orquídeas na prateleira. Ela estava assobiando e com fones de ouvidos estalando uma forte batida. Parecia ter seus dezenove anos, pois ainda tinha feição de adolescente.

Ela viu minha sombra e se virou sorrindo.

-Posso ajudar?

Eu olhei para ela e assenti.

-Quanto custa? -Apontei para o buquê de rosas vermelhas.

Ela foi até a flor e olhou para uma pequena etiqueta com o preço.

-Vinte dólares.

Retirei a carteira do bolso e abri pegando a nota. Estiquei em sua direção e ela pegou sorrindo, logo me entregando o buquê.

-Obrigada. -Sorri sem mostrar os dentes.

-O senhor gostaria de um cartãozinho? -Ela perguntou antes que eu me virasse para ir embora.

-Cartãozinho? -Fiz cara de confuso.

-É, o senhor escreve algo no cartão e põe nas flores.

Eu assenti gostando da ideia, pedi a ela uma caneta emprestado, e ela logo a trouxe junto com o cartão. O coloquei na mesa de madeira e me inclinei começando a escrever.

Assim que havia terminado, eu devolvi a caneta e agradeci pelas flores. Saí dali e logo entrei em meu carro, rumando em direção ao hospital.

[...]

Sophie Gillies.

-Bea, eu já falei que odeio comida de hospital. -Disse pela quinta vez naquela manhã. -Isso parece vômito de bebê. -Apontei para o mingau de aveia em suas mãos.

-Eu sei Soph, mas você precisa tentar. -Ela pegou a colher e a encheu com aquela gororóba. -Precisa se alimentar bem, você ouviu o médico não ouviu?

Eu neguei revirando os olhos.

-Flora vai na lanchonete e me trás um hot dog? -Perguntei fazendo um biquinho fofo, ou tentando. -Por favor.

Bea me encarou brava.

-Garota, você só pode estar brincando comigo. -Ela rugiu entre dentes.

-Não estou.

-Sophie! -Ela me repreendeu.

-Tá legal, é brincadeira. -Eu levantei às mãos em rendição e ri. -Mais nem vem, não vou comer isso não.

Ela fez um rápido coque em seus cabelos e voltou a tentar enfiar a colher na minha boca.

-Ah você vai sim. -Bea se levantou e segurou meu rosto, antes que ela enfiasse a colher goela a baixo, a porta do quarto se abriu, a enfermeira que havia me visitado hoje mais cedo, entrou ali. Em mãos ela carregava um enorme buquê de rosas vermelhas, ela sorriu em minha direção e logo caminhou.

-São pra você. -Ela me estendeu assim que parou ao meu lado.

Eu rapidamente me soltei de Bea e encarei a enfermeira assustada. Um tanto, incrédula. Aquela era a primeira vez que eu ganhava um buquê.

-P-pra mim?

-É.

Ela sorriu. Eu com um certo receio a peguei em mãos, meu primeiro ato foi cheirá-las, e não me arrependi. Elas tinham um cheiro gostoso que me fez ficar com o nariz ali por um bom tempo. Assim que me afastei, não aguentei segurar um enorme sorriso.

-Olha, tem um cartão, abre. -Flora falou animada, enquanto dava pulinhos e batia palmas.

Eu rapidamente ajeitei o buquê entre minhas pernas, e peguei com cuidado o cartão branco que ali estava. Desembrulhei devagar e deixei que meus olhos passassem pelas pequenas linhas, assim que abri, pude sentir meu coração disparar. Eu conhecia aquelas letras tortas.

-Oque diz nele? De quem é? -Bea perguntou.

Fiquei quieta enquanto lia e relia o cartão novamente.

“O amor nasce de um olhar

Cresce de um carinho

Alimenta-se de um beijo

Morre de uma ingratidão.

E ressuscita de um perdão.”

                                                                                     -Do seu idiota, favorito. Luke Hemmings.


Notas Finais


Aaaaaawwwwns que fofineos 😂


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