História Our Love - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Drama, Gip, Lauren Jauregui, Romance, Sexo
Visualizações 218
Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey!! Leiam as notas finais.
Enjoy!

Capítulo 11 - Rejeitada


Pov Narrador

Uma grande sala com enormes estantes de livros e poltronas confortáveis, paredes em um tom escuro e móveis de madeira também escura, grandes janelas de vidro que no momento estavam escondidas por grossas cortinas cor creme. Um homem de 22 anos com os cabelos bagunçados estava sentado com os cotovelos apoiados nos joelhos, ele tinha os dedos enfiados entre os fios de cabelos sedosos e uma de suas pernas estava balançando sem parar, demonstrando todo seu nervosismo. A jovem de 16 anos um pouco bochechuda estava sentada de forma despreocupada no sofá preto e encarava o homem sem entender o motivo de tanto nervosismo. Ao seu lado, uma mulher de feições bonitas e séria olhava seu celular de 5 em 5 minutos, ela já estava impaciente com tudo aquilo, queria ir pra casa tomar um longo banho e relaxar, estavam a mais de 2 horas naquela sala e ninguém dizia uma palavra, ela queria gritar de tanto tédio, mas não podia fazer muita coisa, era seu trabalho ficar e esperar por ordens do homem que agora estava em pé atrás do jovem de moletom azul claro que estava focado em seu notebook.

− Encontrei. − o jovem disse finalmente retirando as mãos de perto do teclado e estalando os dedos.

O homem soltou um suspiro e encarou a tela do notebook, vendo a foto de uma bela mulher de pele clara e olhos verdes, sem sombras de dúvidas, era ela.

− Você tem que ir pra Miami ainda hoje. − disse olhando a mulher de cabelos negros que apenas assentiu com a cabeça e voltou o olhar para o celular para comprar sua passagem. − Te encontrei − disse agora com os olhos focados na tela do computador.

− De quem você está falando? − a jovem perguntou franzindo o cenho, já estava de saco cheio de tanto ficar ali sem entender nada.

− Você logo vai conhecê-la.

Pov Lauren

Eu ainda olhava para aquela mulher com uma cara de paisagem, ela estava brincando não estava? Só podia ser isso. Sorri, deveria ter alguma câmera escondida, Camila com certeza estava por trás disso. Comecei a olhar ao redor à procura das câmeras mas não encontrei nada, olhei mais uma vez tentando encontrar algum rosto conhecido pra provar minha teoria mas novamente não encontrei nada, o sorriso em meu rosto foi sumindo aos poucos.

− Isso não pode ser verdade. − disse como se fosse óbvio.

− Acredite em mim Michelle. − o sorriso nunca sumindo de seu rosto.

− Para de me chamar de Michelle, meu nome é Lauren. − disse irritada. − Aliás, você está aqui a um bom tempo e eu nem sei seu nome.

− Verônica Iglesias. − estendeu a mão em minha direção. − Prazer.

− Então... Verônica. − disse após apertar sua mão. − Como eu disse antes, isso não pode ser verdade.

− Eu posso provar se quiser. − me estendeu um pendrive.

...

Sai da cafeteria atordoada, ainda não conseguia acreditar nisso, eu precisava de mais provas, aquilo poderia ser forjado não podia? Caminhei até meu carro e destravei o alarme entrando e encostando a testa no volante, parecia que o ar não conseguia chegar aos meus pulmões, tentei respirar algumas vezes até finalmente me senti calma o suficiente pra dirigir, ao dar partida no carro, pude ver pelo retrovisor Verônica parada em frente ao café me olhando com sua postura impecável, ela apesar de ser baixa, magra e ter sempre aquele sorriso irritante no rosto, conseguiu me botar medo, ela tinha uma postura de durona e não parecia o tipo de pessoa que perdia a pose nem quando estava brigando. Não sei em que momento cheguei em casa, mas quando percebi já estava em frente minha casa e Camila estava na porta me encarando com um olhar que demonstrava preocupação. Sai do carro tentando não demonstrar meu nervosismo e caminhei até ela tentando sorri, mas ao ver sua expressão eu sabia que tinha saído mais uma careta do que um sorriso.

− Aconteceu algo? − perguntou assim que me aproximei o bastante.

− Eu ainda estou confusa, mas sim. − disse fazendo uma careta e ela me olhou com cenho franzido. − Eu prometo te contar tudo, mas preciso de um banho quente agora.

− Tudo bem, vem. − saiu da frente da porta me dando espaço. − Vou preparar a banheira pra você.

Eu apenas assenti e segui ela até nosso quarto, retirando minhas roupas e indo ao banheiro, encontrando ela despejando alguns sais na banheira que tinha a torneira ligada com um jato forte de água escorrendo. Me escorei na pia e fiquei encarando a água começar a se encher de espuma, o cheiro de lavanda invadiu o banheiro e fechei os olhos suspirando, senti as mão de Camila nas minhas e delicadamente ela me puxou para dentro da banheira. Me sentei e encostei as costas na borda, sentindo a água morna relaxar meus músculos. Camila começou uma massagem em meus ombros e novamente fechei os olhos apreciando o momento, ela apertava meus ombros e descia as mão por minhas costas e depois voltava para os meus ombros. O banho demorou quase meia hora e o tempo todo Camila me acariciava tentando me fazer relaxar, e ela consegui, mas não totalmente. Sai do banheiro e fui até o guarda-roupas, escolhi uma calça frouxa azul claro, um moletom grosso verde musgo e uma cueca branca mais folgada, um verdadeiro show de cores, mas não me importei. Me vesti no automático e sentei na cama encarando minhas mãos que tremiam, não saberia distinguir se era por conta do frio ou do nervosismo que eu sentia.

− Você está com fome? Eu preparei risoto de carne. − Camila disse assim que saiu do banheiro.

− Acho que posso comer um pouco. − disse ainda sem encará-la.

− Vou buscar. − saiu do quarto e eu continuei na mesma posição. − Aqui está. − não sei quanto tempo tinha se passado, mas Camila já estava na minha frente com uma bandeja com dois pratos de risoto e dois copos de suco que deduzi ser de laranja.

− Obrigada. − sorri fraco e ela sentou na minha frente.

Comemos em silêncio, sentia o olhar de Camila em mim algumas vezes, sabia que ela estava curiosa mas estava me dando espaço para pensar. Terminamos de comer e ela voltou para a cozinha com a louça suja e voltou alguns minutos depois, caminhou até o abajur ligando-o e indo em direção ao interruptor para apagar a luz.

− Pode me trazer o seu notebook? − quebrei o silencio e ela foi até a guarda-roupas pra pegar e me entregou. − Obrigada.

Ela sorriu e voltou pra apagar a luz e depois de checar a temperatura do quarto, sentou ao meu lado na cama esperando eu começar a explicar o que estava acontecendo, tomei fôlego e decidi começar logo.

− Hoje no final da tarde, eu parei em um café pra comer algo e uma mulher chegou e me disse coisas que eu ainda não consegui acreditar. − disse e ela me encarava esperando eu continuar. − Ela disse que meus pais morreram. − Camila franziu o cenho.

− Mas seus pais já morreram a alguns anos amor. − disse confusa e eu assenti.

− Ela disse que os Jauregui's eram meus pais adotivos. − ela arregalou os olhos. − E que meus pais biológicos morreram, meu pai em um acidente de avião e minha mãe de câncer no mês passado.

− O que? Como assim Lo? − se mexeu na cama até ficar na minha frente.

− Eu também não tava conseguindo acreditar, na verdade ainda não consigo. − liguei o notebook e coloquei o pendrive. − Mas nesse pendrive tem coisas que me fazem achar que o que aquela mulher disse pode ser verdade. − entreguei o computador nas mãos dela.

Pov Camila

Meu Deus.

Era a única coisa que se passava pela minha cabeça.

Fotos.

Várias fotos de Lauren em diversos momentos da vida, algumas até mesmo comigo e com nossos amigos, fotos dela criança, com os pais, que agora descobrimos ser adotivos, com amigos da escola, brincando no jardim de casa, fotos da nossa adolescência, até mesmo fotos do nosso primeiro beijo. Como que nunca percebemos que alguém estava sempre seguindo ela? Ao final de todas as fotos, um único vídeo. Cliquei e a imagem de uma mulher de pele e olhos claros apareceu, ela tinha as feições cansadas e parecia abatida, seus olhos estavam fundos e com bolsas escuras embaixo, denunciando seu cansaço, sua cabeça era careca e pelo que Lauren disse, aquela deveria ser sua mãe.

" − Olá Lauren. − sorriu fraco. − Eu sei que você deve está confusa, espero que a pessoa que lhe entregou isso tenha explicado tudo pra você. − tossiu alto e levou a mão ao peito acariciando o mesmo. − Meu nome é Clara, eu sou sua mãe biológica e eu sei que você deve me odiar pelo que eu fiz, eu também me odeio por isso, mas eu quero que saiba que me arrependo muito. Quando eu descobri que você era intersexual eu me convenci de que seu pai nos rejeitaria, mas na verdade eu só estava com medo do que a sociedade iria dizer de mim. Minha gestação inteira o seu pai achou que eu estava esperando um menino, foi o que eu disse pra ele, então quando você nasceu eu fiz de tudo pra que todos achassem que você estava morta. − tossiu mais uma vez e o vídeo foi cortado, voltando logo depois, dessa vez ela estava com uma roupa diferente.

− Eu fiz uma das minhas empregadas tirar você da maternidade e levar para um orfanato, onde você foi adotada pelos Jauregui's, eu acompanhei todo seu crescimento de longe. Você ficava cada vez mais linda e eu cada vez mais arrependida, mas não podia fazer nada a não ser observar de longe. − seus olhos começaram a lacrimejar. − Seu pai teria te amado com todo aquele jeito bobalhão dele, teria te mimado da mesma forma que mimou seus irmão. Você tem dois irmãos, Chris e Taylor, eles são ótimos, vocês podem se dar bem. − ela enxugou as lágrimas e fungou. − Como você já deve ter percebido, eu estou morrendo, não tenho muito tempo. Nossa família tem muito dinheiro, você é, por direito, dona de uma das maiores empresas do mundo, além de casas, carros e contas bancárias gordas que estão divididas entre você e seus irmão. Por você ser a mais velha, possui 50% da empresa, os outros 50% é dividido entre seus irmãos, Verônica, que seu pai tinha como filha e alguns acionistas − a mulher deu uma pausa, buscando fôlego. − Eu espero que um dia você possa me perdoar e que você saiba lidar com seus irmãos, eles não sabiam de você, não tenha raiva deles. "

O vídeo acabou e eu continuei olhando a tela do notebook em choque. Ouvi um fungado e olhei pra Lauren que tinha os olhos vermelhos e inchados, ela deveria está segurando o choro desde que soube de tudo. Coloquei o computador de lado e me arrastei na cama até ficar de joelhos entre suas pernas e abraçar seu corpo, Lauren rapidamente retribuiu ao abraço e me apertou forte, colocando o rosto em meu pescoço e soluçando, sentia suas lágrimas molhando minha blusa mas não me importava, somente ela me importava naquele momento, na verdade, somente ela me importava em qualquer momento. Deveria ser difícil pra ela perder os pais, descobrir que era adotada, que seus pais biológicos também tinham morrido e que agora ela tinha irmãos, ela sempre quis ter irmãos.

− Eu fui rejeitada pela minha própria mãe. − disse entre soluços. − Eu ainda nem tinha nascido e ela já sentia vergonha de mim. − sua voz saiu abafada por  ela está com o rosto em meu pescoço. − Rejeitada. − sussurrou.

− Ela não merecia você meu amor. − acariciei suas costas. − Você sempre foi preciosa lembra? Seus pais sempre disseram isso. − ela assentiu e aos poucos foi se acalmando.

− Verônica falou que meus irmãos querem me conhecer. − disse fazendo careta ao dizer "irmãos". − E se eles também me rejeitarem? − perguntou apavorada.

− Eles não vão, você é uma mulher incrível, qualquer um com a mente sã iria querer ter você como irmã. − disse acariciando seu rosto e limpando as lágrimas.

− Até você? − perguntou com carinha de bebê.

− Eu não. − disse séria e ela se afastou mais e os olhos voltaram a lacrimejar. − Se fossemos irmãs eu não poderia fazer isso. − disse me aproximando e selando nossos lábios. − Ou isso. − pedi passagem com a língua iniciando um beijo lento e curto. − Entendeu agora o motivo?

Aham. − murmurou de olhos fechados voltando a juntar nossas bocas em um beijo apaixonado.

O restante da noite nós ficamos deitadas conversando sobre coisas aleatórias, eu tentava ao máximo fazer com que ela esquecesse daquele assunto pelo menos naquele momento. Em um determinado momento ela deitou a cabeça em meu peito e jogou a perna e o braço sobre meu corpo, me mantendo bem perto dela, comecei um leve cafuné em seus cabelos e ela logo dormiu. Fiquei observando seu sono por mais alguns minutos mas logo o sono me alcançou, me levando à inconsciência.  

 

 


Notas Finais


E então?
Bom, eu tenho algumas perguntas...
1º Vocês preferem cap com ou sem capa?
2º Preferem com música ou sem? (Se gostam, mandem sugestões)
3º É melhor cap com mais de 2.000 palavras ou menos?
Acho que é só isso...
Até depois


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