História Our Love Is Madness - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 322
Palavras 6.063
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Apart and Together


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 10 - Apart and Together

 

C A P Í T U L O 06:

Apart and Together

 

Não deixe nada te botar pra baixo, é o único jeito de viver!” 
 

— True Blood

 


— Espero que me perdoe. — o sir Uchiha falou olhando para o retrato de Sasuke com seus doze anos, e se pegou preso na lembrança do dia que seu filho caçula fora sequestrado.

 
Fugaku estava péssimo, suando sem parar. A Lamborghini estava em completo silêncio, exceto pelo barulho do motor. Mikoto sabia que seu marido detestava quando ela ficava sem falar com ele. Preferia que ela gritasse ao invés de ficar sem abrir a boca, olhando pela janela do carro, sem qualquer expressão no rosto.
 


Uchiha não fazia ideia de que enquanto segurava firme no volante, tudo conspirava para que aquele dia jamais fosse esquecido.



'' Miko se não me disser alguma coisa nem que seja para me xingar, mas diga algo. Ou vou explodir!'' — falou irritado dirigindo o olhar rapidamente para a esposa que respirou fundo e continuou calada. — ''O que quer que eu faça, hein? Scheisse é minha responsabilidade. Você sabe bem disso.''


Seu temperamento explosivo fez com que a morena o respondesse de modo crítico:

'' Eu sei que enquanto vivermos a Akatsuki nunca vai desistir de você. Mas quero eles bem longe de Sasuke, ouviu? Não vou permitir que meu filho se torne seu substituto.'' — ela desabafou desviando o olhar da janela para o rosto do marido.



Mikoto sabia, quando Fugaku fez o seu juramento que ele teria que estar presente sempre que a Akatsuki o convocasse; 24 horas por dia , 7 dias por semana, 365 dia por ano.



''Hoje é o nosso aniversário de casamento. Não é uma data qualquer.''



'' Eu sei disso, mas eles estão pouco se importando. E tem mais, eu sou O Principe della Mafia e tenho que ser o exemplo.'' — disse ele suavizando o tom de voz apertando a coxa da esposa. Mikoto deu um meio sorriso com aquela carícia e entrelaçou seus dedos nos do magnata Uchiha. — ''Sasuke nunca vai se tornar O Príncipe. É pra isso que treino e repasso meus conhecimentos para Nagato. Mas não posso negar que o garoto tem potencial.''



Mikoto rolou os olhos.



Fugaku diminuiu a velocidade do carro quando chegaram à saída da rodovia que os levaria até a propriedade dos Smith. Ambos saíram do carro quando chegaram na casa, mas Mikoto ficou parada ao lado do veículo. O Uchiha foi até a varanda e bateu à porta.



Os negócios naquele dia não demoraram mais do que trinta minutos para serem resolvidos.



'' Será que podemos aproveitar o resto da noite e comemorar nosso aniversário de casamento?'' — Mikoto disse ao ver o marido tirando as chaves do bolso.



''Va bene il mio amore.'' — ele se aproximou da esposa roubando um beijo. Quando o clima começou a esquentar e o beijo se tornar intenso, seu celular tocou.


A morena bufou irritada cruzando os braços automaticamente.

 

'' Só um minuto.'' — Fugaku falou em tom de suplica dando um leve selinho na esposa, assim atendeu o celular.



'' Já estou voltando Itachi.''



'' Pai Sasuke sumiu!'' — declarou o filho mais velho aflito.



Medo era o que Fugaku sentia. Era como se alguém tivesse enfiado a mão em seu peito e arrancado seu coração com toda força, esmagando-o.



'' Como sumiu? Eu deixei ele na casa do Minato há três horas a trás.'' — a raiva pingava em suas palavras. — ''Esse moleque... Eu avisei que você ia buscá-lo.''


'' O que está acontecendo liebling?'' — perguntou Mikoto ao lado curiosa ao mesmo tempo impaciente, pois sabia que se tratava do filho caçula. — ''O que aconteceu com Sasuke? É Itachi? Posso falar com ele?''



Fugaku fez um sinal com a mão de pare e continuou concentrado no que o filho falava.



'' Eu sei... Eu sei.. — disse Itachi.'' — ''Mas você o conhece. Ele é impaciente.''

 


'' Quanto tempo faz que ele saiu da casa do Minato?''



'' Cinco horas.'' — falou impaciente. — ''Eu já rodei a cidade. Ligue para Ino e ela disse também não está lá. Fui na escola. Até na delegacia, e nada.''

 


'' Oh Scheisse! Por que esse garoto nunca me obedece?'' — gritou puxando um tufo de cabelo com força.

 


Itachi suspirou cansado.



'' Pai... Você acha que um dos seus inimigos da máfia tenha o pegado como refém?'' — sugeriu.

 


De repente um flashback veio em sua mente, o dia do massacre da Bratva. Fugaku lembrava-se perfeitamente da garota indefesa que chorava desesperadamente e segurava com força em suas mão o retrato do líder da máfia russa - maior inimigo dos italianos.

 


Ele havia atirado nela duas vezes, e mesmo assim, ela tinha sobrevivido. E sabia do porque ela estar respirando.



'' Não pode ser…'' — ele sussurrou para si mesmo.




'' O que disse?'' — perguntou o filho.



'' Eu vou dar um jeito!'' — falou. — ''Continue sondando o bairro.'' — e desligou.



Mikoto estava com os olhos cheios d'água, tremia da cabeça aos pés. Ela não sabia quem tinha raptado seu filho, mas sabia que algo tinha a ver com a rivalidade e máfias.

 


Os dois se olharam em silêncio. Havia tanto a dizer, mas o Uchiha não sabia como começar. Tudo aquilo parecia assombroso demais. Os olhos de Fugaku se encheram de ódio.



''Scheisse!'' — ele declarou esmurrando o capô do carro.

 


'' Fugaku… '' — ela murmurou entre as lágrimas que nublavam sua vista e com as mãos juntas como se estivesse prestes a rezar, implorou. — ''Nunca iria te pedir isso mas... Seja O príncipe pela última vez e traga nosso filho de volta... Meu Schatz.''


Surpreendentemente, a porta do escritório de Fugaku no segundo andar estava aberta. Ele estava sentado a escrivaninha com os óculos posicionados na ponta do nariz, e observava da janela as folhas caírem da árvore. Percebendo que o pai estava pensativo, Sasuke ficou de pé a porta, olhando-o com curiosidade.


No fundo o sir Uchiha sabia muito bem quem estava por trás de tudo aquilo, e não podia negar a raiva que sentia por ter poupado a vida. Mas agora, estava decidido a por um ponto final nisso tudo.


— O que descobriu? — perguntou Sasuke ao se sentar na cadeira sem ser convidado.


Fugaku que olhava distraidamente para janela dirigiu um olhar severo ao garoto e pôs na mesa uma pasta cheia de documentos.


— Alexia Matveev. A mulher que está entre os maiores ricaços do mundo. — disse apontando para a foto de Anna, a captora de seu filho.


Era evidente que ela havia feito uma plástica. Se Sasuke não estivesse com aqueles documentos que a incriminava, juraria que Anna tinha sumido do mapa.


Alexia Matveev não tinha enriquecido e se tornado uma mulher poderosa do nada. Em seu passado; ela era uma russa descendente de alemão decadente, mercenária e traficante de qualquer coisa vendível – drogas, armas, pessoas e animais. Não importava o que, mas para quem vender. Seu passado como Anna Müller Senju agora estava morto e enterrado a sete palmos da terra.


Em seis anos ela havia subido em privilégios e poder. Tinha usado a riqueza adquirida com suas atividades clandestinas para financiar suas aspirações legítimas de negócios.


Ela detém maior parte do aço; uma boa quantia de óleo nas terras russas, mina de diamantes na China, e estoque suficiente na Europa de grandes empresas para fazer o mundo esquecer sua origem humilde.


Viajou por toda Suíça, Bélgica, Itália, Irlanda do Norte, Ucrânia, Japão, Índia, Turquia, Arabia Saudita, País de Gales, China, Afeganistão e Rússia - onde se casou com o irmão gêmeo de um membro da máfia russa. Por fim, sua atual jornada era no Irã. 


Cada dia que passa Sasuke se envolvia no mundo que ele tanto ansiava destruir. Ele faria qualquer sacrifício necessário para conseguir ter sua vingança.


Apertou a pasta com força. 


Não podia negar o frio na barriga que sentia. A vingança era seu único propósito nessa vida, o que realmente lhe mantém vivo. Tão útil e essencial como seu estúpido coração que bate freneticamente bombeando sangue por toda parte de seu corpo.


Fugaku balançou a cabeça negativamente em reprovação e perguntou:


 — Ainda tem tempo de desistir Sasuke. 


Exasperado, o garoto solta um suspiro.


— Não. — retrucou endurecendo a expressão. 


— Muito bem. — disse o pai dando de ombros, explicando o que havia lido naquela papelada toda. — Ela esta participando de um leilão de tráfico humano chamado Venda de Flores, o que os Árabes chamam de Zahra Bay. Por isso ela esta no Teerã.


Sasuke assentiu com a cabeça, entendendo onde seu pai queria chegar. Ele estava certo de que lá estaria repleto das típicas belezas desse país, onde adquirir tais mulheres e homens era limitado apenas pela oferta e demanda. Mais uma menina ou menino de um país de primeiro mundo que seria considerada a maior realização. Meninas e Meninos da Europa eram muito procurados, embora os norte americanos fossem as joias da coroa do comércio do prazer.


Ouviram batidas na porta e Sasuke guardou o arquivo em uma das maletas de seu pai e pegou-a para si.


— Entre! — disse Fugaku com sua voz imponente.


— Schatz você vai ver o jogo do Naruto amanhã? — perguntou Mikoto.


— Eu estou cheio de relatórios para escrever. Talvez eu apareça no final só pra ver o resultado. — respondeu já saindo do cômodo, pouco se importando com os olhares ultrajados e talvez alarmados dos pais em suas costas.


Subiu as escadas para o segundo andar caminhando pelo longo corredor, até a última porta branca no final. Seu quarto. O único lugar, além da gigante biblioteca, em toda aquela casa enorme em que ele se sentia à vontade. Entrou no cômodo, as luzes ascenderam-se e desabou então de costas na cama de casal confortável, fitando o teto branco.


Novamente, lembranças de seu passado terrível veio em sua cabeça como um filme de terror.


Seu estômago implorava por comida. Sua fome era uma coisa vivia e com raiva, gritando junto ao interior de sua pele — transformando ele num selvagem. Naquele instante nem se lembrava o que era boas maneiras, e toda a etiqueta que teve que aprender como se portar elegantemente.


" Olhe pra mim Bichano." – Anna ordenou.


Seu estômago revirou.


Sasuke limpou as lágrimas de seu rosto e olhou para ela.


Anna sentou-se em uma cadeira, a cabeça inclinada para um lado. Ela parecia estar pensando em algo. Sasuke pensava seja o que fosse, esperava que não iria lhe causar mais humilhação.


Ela pegou um pedaço de carne de seu prato e cortou, lentamente, enfiou em sua boca, o tempo todo olhando para o garoto.Cada lágrima que brotava nos ônix, Sasuke limpava rapidamente com a costa da mão. Em seguida, ela pegou um pedaço em cubos.


O moreno engoliu em seco.


Ela se inclinou para frente e segurou o delicioso pedaço de carne encostando de leve nos lábios do garoto. Com o alívio quase sem pudor, Sasuke abriu a boca mas ela puxou para fora.


Anna lhe ofereceu novamente.


Cada vez que o garoto chegava mais perto, ela se afastava. Por instinto, o Uchiha jogou seus braços ao redor da mão direita da mulher, e envolveu sua boca em torno dedos dela para pegar a carne.


Os dedos eram finos e salgados contra sua língua, mas ele conseguiu arrancar o bendito pedaço. Ela se moveu rapidamente, os dedos se moveram encontrando a língua de Sasuke e beliscou violentamente enquanto a outra mão cavaram os dedos no pescoço dele. Anna apertou fazendo-o abrir a boca e cuspir o pedaço de volta. A carne caiu entre entre seus lábios para o chão e ele uivou em torno dos dedos dela, se lamentando pela perda. Em seguida, ela soltou sua língua e puxou alguns fios dos cabelos negros dele.


" Você Bichano é muito orgulhoso e mimado demais. Eu tenho sido totalmente gentil e você vai aprender a me respeitar. Seja por bem ou por mal." – então ela se levantou  jogando o rosto do garoto no chão, e fechou a porta com força.


Isso era o que ele tinha aprendido a ser: instinto e fome.
Sasuke sempre teve fome. Por vingança, liberdade,  comida,  poder, sempre buscando algo a mais. Aprendeu a desejar a dor. Isso significava que ele ainda estava vivo. Significava que ele era um sobrevivente.


Soltou um suspiro cansado, finalmente ele estava perto de alcançar seu objetivo.


Ele era um monstro que ninguém pensou em procurar a luz do dia. Era um erro muito comum. Muitas vezes, as pessoas acreditavam que eles ficavam mais seguros à luz do dia pensando que eles só saiam a noite. Mas a segurança — assim como a luz — é uma grande fachada. Por baixo, o mundo inteiro está mergulhado em trevas.


Sasuke sabia disso. Ele sabia que a única maneira de realmente estar mais seguro era aceitar o escuro; caminhar no mesmo com os olhos abertos, para ser uma parte dele. Para manter seus inimigos mais perto. Foi o que ele fez. Manteve-os tão perto, de modo que ele não podia discernir onde eles terminavam ou começavam. Por que não há segurança, haviam monstros à espreita por toda a parte.


Moral não tinha lugar quando se trata de vingança. A moral era para pessoas de decência, ele estava longe disso. Sasuke não acreditava na existência de qualquer ser superior ou vida após a morte; embora ele soubesse muito sobre a religião, pois seus pais são católicos.


Mas se houvesse vida após a morte - onde a pessoa colheu o que tinha plantado nesse mundo, então ele já estava condenado. Iria para o inferno feliz, depois que Anna estivesse morta.


Além disso, se Deus ou Deuses existiam, nenhum deles sabiam que Sasuke fez, ou caso contrário, não tinham se importado em fazer merda nenhuma por ele. Ninguém tinha dado a mínima pra ele. E na ausência de uma vida após a morte que punia a todos, precisava saber, ter certeza de que Anna pagaria todos os seus pecados aqui mesmo na Terra.


Sentou-se na cama passando as mãos pelo cabelo negro, deixando os fios levemente mais bagunçados. Seus olhos ônix pousaram sob a mesinha de cabeceira ao lado de sua cama. Havia um abajur moderno sob ela, além de dois porta retratos. Foi nas fotos que Sasuke prestou atenção.


Na primeira foto, via-se ele, Ino e Naruto, nessa mesma ordem, ainda crianças. A loira estava ao lado de Naruto, o braço dado, piscando para a foto. Naruto se mantinha emburrado por ter que tirar a foto, e enquanto ele mantinha-se indiferente.


Rolou os olhos. ''Aqueles bastardos'', pensou quase esboçando um sorriso. Seus melhores amigos. Seus irmãos por escolha e não por sangue, mas que não deixam de ser menos importante por isso. Sua verdadeira família.


Pousou então os olhos na outra foto, e essa se viu obrigado a tomar o porta retrato nas mãos, observando a fotografia mais atentamente. Essa foto tinha sido tirada cinco anos antes de todo aquele inferno acontecer. E além dele e dos dois fieis amigos, encontrava-se também seu irmão mais velho.


Na segunda foto, via-se Ino, ele,  Itachi e Naruto, nessa mesma ordem.


A loira estava em suas costas fazendo o sinal de "chifre" em sua cabeça, e mostrava a língua. Novamente, ele se mantinha indiferente, e Itachi apoiava a cabeça em seu ombro e fazia o sinal de "beleza". Naruto estava no chão com as pernas cruzadas, a boca cheia, e segurava um pacote de batata chips.


Itachi e Ino eram os únicos que chegava próximo de um sorriso realmente empolgante.


Sasuke se irritou de repente. 

A vida era mesmo uma grande e terrível merda!


" Não é sua culpa. Não é sua culpa. Não é sua culpa! " — ele repetia olhando para imagem do irmão sorrindo.


Talvez ele precisasse mentir para si mesmo também.


Largou o porta retrato na cama, desabando de costas novamente no colchão. Fechou os olhos e a mente vagou para o passado; para memórias. Todas elas com seu querido irmão. Até que uma pessoa tomou conta completamente de seus pensamentos. Ele se amaldiçoou por fantasiar e ansiar por Sakura.


"V-Você tem que dormir na cadeira? "

" Sério? "


"Babaca!"


" Você sempre tem uma réplica. É que de repente, as coisas voltaram a ser como antes. Bom...você continua sendo você."


O beijo roubado. 


A finalidade era apenas calar aquela garota barulhenta e irritante, porém algo dentro dele ansiava por aqueles lábios. Tinham um sabor doce, suave, que lembrava fruta, especificamente tomate. Algo que desde a primeira que os provou sabia que desejaria mais, assim como sabia que não tardaria a acontecer.


" Mais será possível? " – uma voz irritada se fez presente em seus pensamentos.


Sentou num pulo na cama, franzindo o cenho. Como aquela irritante de cabelo cor de rosa se atrevia a invadir seus pensamentos? Respirou fundo. Aquela garota mesmo bonita era bem impertinente.


— Gatinha. — disse ele a si mesmo, levantando-se da cama com um sorriso nos lábios. Apanhou as chaves da moto, e deixou o quarto para logo então deixar a casa, ignorando as perguntas para onde estava indo de sua mãe que vinha subindo as escadas.

[…]

 
Sakura mal tinha despertado e tinha recebido um SMS de Ino:


* O Kenedy esta passando aí em cinco minutos. Espero que esteja pronta. Vou ficar esperando você. Temos muitas coisas para conversar Testuda. Beijinhos.


Sakura xingou mentalmente o Uchiha por não ter lhe acordado. Pulou da cama e olhou na escrivaninha: havia uma calça jeans e uma blusa vermelha de gola. Sasuke havia pensado em tudo. Ele provavelmente deve ter avisado Ino, por isso, ela tinha lhe mandado aquela mensagem avisando que iria buscá-la.


Mas onde ele estava?


Ela olhou por todos cantos daquela pequena e rústica casa, mas não encontrou nenhum sinal de Sasuke.


" Aqui não é o mesmo lugar de ontem. Por que..." — Sakura não conseguiu concluir seus pensamentos quando avistou um belo jardim onde possuía vários brinquedos:um balanço no centro, ao lado direito, um escorregador e uma gangorra. Do lado esquerdo, tinha uma espécie de caixa de areia.


Sakura lembrou-se de quando tinha aproximadamente entre seus cinco ou seis anos, e Kushina costumava leva-la depois das aulas para brincar no parquinho do bairro. Uma das coisas que ela mais gostava era justamente da caixa de areia, onde tentava esculpir castelos, princesas e unicórnios.

 
A Haruno saiu de seus pensamentos quando ouviu buzinadas do lado de fora.


Cinco minutos depois, ela estava em um dos carros de Ino. Deixou sua mente vagar pelos seus sentimentos. Mas estava cansada de pensar, e como caminho seria longo, ela acabou dormindo.

Algum tempo depois:


— Chegamos. — disse Kenedy com um sorriso no rosto. Entrando com o carro na garagem da bela casa. O chofer de Ino era muito simpático. E Sakura desconfiava que ele alimentava sentimentos pela amiga.


" Realmente linda", a rosada pensou. Dava duas da sua casa!


A mansão Yamanaka era branca de dois andares e janelas de vidro com uma arquitetura ao mesmo tempo em que era moderna, tinha leve tom clássico gótico, uma mescla dos dois. Algo realmente fascinante. Percebeu ao descer do carro que além do Porsche, havia também mais cinco carros naquela garagem.
Reparou também, na bela jovem serviçal que a esperava do lado de fora. 
Ela abriu a porta e pediu que Sakura se acomodasse.


A Haruno ao passar pela sala ficou encantada com a beleza do cômodo, as paredes eram claras, os móveis muito caros variavam sempre em um tom mais escuro, dando um lindo contraste e o lustre no teto era digno de um filme da Disney Channel.


Logo que ela sentou-se ao sofá, a cadela de Ino pulou em seu colo. Toda animada; a shih-tzu que era um animal de porte pequeno e bem peludo, era um ser muito bonitinho. 


A cadelinha tinha dois laços cor de rosa em cada lado da cabeça e usava um vestido de babados da mesma cor.


De repente uma voz veio das escadas:

— Monstrinha deixe a Testuda em paz.


— Sabe Porquinha, você realmente é muito criativa em criar apelidos.


— Eu sei. — a loira disse animada. Ino arqueou a sobrancelha ao reparar a tipoia no braço de Sakura. Com a expressão preocupada como se dissesse: 'Que estado deplorável é esse? Mais cedo ou mais tarde, vai ter que me contar o que houve.' A Yamanaka estava muito feliz com a presença da rosada e resolveu adiar as perguntas naquele instante, envolvendo a melhor amiga em um abraço gentil e o mais sincero possível. As duas eram amigas de verdade, não tinham dúvidas. E ambas nutriam um carinho muito especial uma pela outra.


— Vem Testuda. Quero que conheça meu quarto. — disse Ino enquanto puxava não da amiga, querendo leva-la ao cômodo o mais rápido possível.


A Haruno pensou que subiria a escada que subia enrolada como a casca de um caracol, mas Ino a puxou pela mão para o elevador embaixo da escada, escondido. As duas chegaram no segundo andar, e quando as portas se abriram Sakura deparou-se com um imenso corredor. Seguindo por ele haviam várias portas fechadas, e pararam diante da terceira porta a esquerda.


— Seja bem-vinda na Inolândia. — disse a Yamanaka apresentando o quarto com um sorriso, abrindo a porta, dando espaço para a amiga entrar no cômodo.


Sakura estava no mínimo encantada com aquele quarto. Se é que se podia chamar de quarto aquele cômodo. Era maior que a sala, cozinha e banheiro juntos da sua humilde casa. Uma verdadeira suíte. E linda, ainda por cima.
 

As paredes variavam de cor entre branco e um lilás. Havia um closet enorme, a cama king size forrada por uma colcha de cor roxa. Viu também uma porta e adivinhou que ali era o banheiro. Havia também uma mesa com computador, um pequeno sofá, e dois puffs roxos que a garota teve vontade sentar e afundar-se em um deles; assim como teve vontade de andar descalça pelo carpete que parecia muito macio e cobria todo o quarto.


— Porquinha sua casa é linda! — a Haruno disse com um sorriso, girando a cabeça por todo o quarto, avaliando.


A Yamanaka sorriu pulando em seu cama de costas.


— Cinco suítes, alguns quartos com banheiros em cada um, lavabo, elevador, garagem pra seis carros, acabamento importado, uma piscina nos fundos com amplo espaço para festa, e sala de jogos. — recitou Ino de uma maneira que aquilo soou como se fosse a coisa mais banal do mundo.


Sakura riu balançando a cabeça. A amiga falava como que sem dar importância para o palácio em que morava. Sim palácio, pois comparado a sua casa.


— É realmente impressionante. — comentou a rosada, indo saciar o desejo de largar-se em um dos puff, sorrindo quando sentiu seu corpo ser engolido.


— Impressionante? — repetiu quase rindo. — Isso porque você não viu a mansão dos Uchiha no final da rua. Ou a cobertura em que os Uzumakis moram. Aquilo sim é impressionante!


Sakura não disse nada, apenas sorriu. Seus olhos novamente vagaram pelo quarto, dessa vez, reparando mais no mural de fotos que havia em cima da cama da Yamanaka. Se levantou e foi até lá, olhando as fotos com um sorriso mais largo. Surpreendeu-se ao ver várias fotos da amiga com Naruto e os irmãos Uchiha. 


 — Sasuke realmente era muito apegado ao irmão. — comentou garota observando as fotos com atenção. 


Havia fotos deles pequenos, pouco maiores, e umas que pareciam recentes. Sorriu diante da foto de um Sasuke criança;ele parecia realmente feliz, mas revirou os olhos levemente ao ver que ele já sustentava aquele brilho arrogante no olhar desde cedo.


— Por isso ele está assim, amargurado. Ele se culpa pelo acidente. — Ino disse com um sorriso triste notando o interesse da amiga ficando de pé na cama, sem importar-se por estar de sapatos. — Eu realmente nunca entendi sobre o que aconteceu desde que Sasuke foi sequestrado e...


— O SASUKE FOI O QUE? — a rosada interrompeu a amiga com um gritinho assustado.


— Ele não te contou tudo? — suspirou Ino cansada. — Quando nós tínhamos doze para treze anos, estranhamente, Sasuke foi raptado. Por incrível que pareça, o sequestrador nunca entrou em contato com os Uchihas para pedir dinheiro. Só descobrimos o paradeiro dele dois anos depois. — Ino limpou a garganta e prosseguiu: — Ele estava em Nápoles região sul da Itália. Tio Fugaku juntamente com Itachi foram resgata-lo. E depois veio o acidente e ambos ficaram em coma.


— Espera? Como ele podia dirigir? Ele só tinha quatorze anos, certo? — Sakura coçou a cabeça confusa.


— E por acaso aquele cabeça dura escuta alguém? — retrucou Ino com a sobrancelha arqueada. — O fato é, depois de sair do coma, ele nunca me contou o que aconteceu durante aqueles dois anos. E toda vez que menciono o assunto, ele acaba se enfurecendo e sempre me deixa falando com as paredes. Já tentei arrancar alguma coisa do tio Fugaku. Bom, ele consegue ser bem pior. Minha última esperança foi o Naruto. Que por incrível que pareça, nunca me da pista de nada. E desconfio que ele tenha feito um pacto de sangue com Sasuke. — As garotas começaram a rir.


— E a mãe dele? Ela deve saber alguma coisa. Afinal, mãe é mãe...


— Tia Mikoto? — murmurou a loira enquanto enrolava os cachos de sua bela cabeleira ondulada. — Ela esta mais perdia do que eu.


As garotas ficaram em silêncio por alguns minutos. Cada uma perdida em seus próprios pensamentos. 


Suspirou digerindo toda aquela informação. Sakura gostaria de desvendar aquele enigma, assim como o próprio Uchiha que por si só era um mistério em pessoa.E sabia que, o segredo estava em seus ônix. Aquelas belos olhos tão cheios de sentimentos e ao mesmo tempo, não demostravam nada.


— Porquinha você sabe que lugar era aquele onde eu estava? — perguntou a rosada mudando o assunto, resolvendo quebrar aquele silêncio.


— Aquela é a casa de verão dos Uchiha. Nós costumávamos brincar muito por lá antes dessa tragédia. — Ino arrancou uma foto de seu mural e mostrou a amiga.


Era uma foto linda, digna de um comercial infantil.

 
O quarteto estavam sentados na enorme caixa de areia, a mesma que Sakura tinha visto logo cedo.


Sasuke segurava uma pá de brinquedo e mostrava a língua. Naruto estava com um baldinho verde sobre sua cabeça e fazia o sinal de "paz" nas duas mãos. Itachi parecia concentrado no que esculpia com a areia e Ino, estava sentada na borda da caixa, segurando um enorme pirulito colorido.


Sakura voltou os olhos nas fotografias. Riu de uma em que Ino e Naruto, cada um tinha um dedo repuxando um canto de uma das bochechas de Sasuke, fazendo assim um sorriso forçado e grotesco surgir na face do moreno de maneira forçada.  


— Ele realmente não gosta de sorrir. — comentou.


— Nenhum deles gosta. Exceto Itachi. Aquele ali puxou muito a mãe dele. Sempre foi muito espirituoso e aventureiro. — a loira pegou uma das fotos e arrancou do mural e mostrou a Haruno. Realmente o Uchiha mais velho parecia uma versão envelhecida e mais simpática de Sasuke.


Então Ino continuou:

— E embora o Naruto viva sorrindo ele também não gosta de sorrir, na verdade, parece ter aversão a sorrisos.


— Então por que ele sorri? — perguntou a garota tirando os olhos das fotos e voltando-se para amiga.


— Que maneira melhor existe de esconder a dor se não com um sorriso? — murmurou a Yamanaka de maneira displicente, distraída, certa de que Sakura não ouviria se não estivesse tão perto.


— O que quer dizer? — a rosada de olhos esmeralda teve que perguntar; parecia que amiga queria lhe dizer algo.


— Quero dizer que quando se é podre de rico você nunca sabe se as pessoas se aproximam de você por sua causa, ou por querer desfrutar da sua grana. — ela sorriu dócil. — Sasuke e Naruto, por exemplo, sabe o quão ricos eles são?


— Faço uma ideia. — a Haruno deu de ombros, fazendo de mixaria.


Ino riu.


— Certo, agora pegue o que você acredita ser a fortuna deles e multiplique por dez vezes mais. Sabe que os Uchihas e Uzumakis não têm negócios apenas em Londres. E também sua fortuna não se baseia apenas nas Indústrias Uchiha e Uzumaki. Eles têm muito mais negócios espelhados por todo o globo... Por isso, quando se tem muito dinheiro às pessoas sempre querem alguma coisa de você. Por isso, Sasuke não deixa ninguém se aproximar o suficiente dele. Ele diz que já tem as pessoas que precisa a sua volta. Já o Naruto, ele pensa igual a mim.


Ao final das palavras de Ino, Sakura tinha toda a atenção voltada para a amiga, o que a fez sorrir.


— Quando Sasuke vai visitar sua família na Alemanha, ele não pode sair sem seguranças. — a loira continuou balançando a cabeça negativamente. — Na verdade, ele sempre dá um jeito de escapar, mas ainda assim, sempre anda com seguranças quando tem que chegar a um lugar público que é de conhecimento geral que vai estar presente.


— E por que isso não acontece aqui? — Ino conseguiu despertar a curiosidade da Haruno. — Quero dizer, os Uchihas também têm influencia aqui, certo?! É uma das empresas mais importante do país e ainda sim eu não vejo Sasuke andando com seguranças por aqui.


— Alguém já consegui convence-lo a fazer algo que ele não quer? — riu . — Ele só obedece a mãe dele, por que é como você disse: mãe é mãe. Ele só concorda com seguranças nos outros países por que o assedio é bem maior, e o risco também! Aqui em Londres ele ainda consegue se manter reservado e por vezes aprontar as loucuras dele. — a loira se viu rindo novamente, enquanto Sakura processava as informações.


— Mas eu ainda não consigo entender como a Tia Miko não conseguiu arrancar nada do Sasuke sobre o sequestro. — bufou ela desanimadamente.


" Eu nunca matei ninguém que não merecesse. E...essa, não é a primeira vez." Aquele era um enigma que Sakura também gostaria de desvendar sobre o Uchiha.


— E qual é a história do Naruto? — perguntou ela sem mostrar interesse, só para adiar as perguntas que Ino tinha lhe preparado.


— Bom... — ela colocou a mão no queixo procurando as palavras certas para dizer. — Ele perdeu a mãe logo que nasceu, assim como eu. Apesar do tio Minato ser uma ótima pessoa, ele culpa o Naruto involuntariamente pela morte da esposa.


— Mas ele era só um bebê assim como você Ino. Não tem como eles culparem vocês... Isso é muita crueldade.


— Diga isso para eles! — respondeu ela zangada. — Olha isso.


Ino pegou seu IPad e mostrou uma foto postada em alguma rede social do sir Yamanaka acompanhado de uma bela mulher sentados em um restaurante onde a vista dava para ver a Torre Eiffel.


— Ino… Eu realmente sinto muito. — Sakura lamentou profundamente pela amiga.


Novamente o pensamento onde a vida não era justa voltou em sua mente.


— Ele tem coragem de mandar essa porcaria. — a loira atirou na cama uma enorme caixa azul onde continha um belo colar de rubis e brincos do mesmo. — Nem me importo mesmo. Quer saber? Eu vou dar uma festa na quinta-feira aqui em casa. Afinal, só se faz dezoito anos uma vez!


A Haruno sorriu doce com a resposta da loira; mas no final, voltou apenas a encarar as fotos no mural tal como Ino fazia - esta tinha um sorriso contente nos lábios, como que recordando cada momento retratado naquelas fotografias.


— Onde estavam? — perguntou, apontando para uma foto.


Nela estavam Ino o Uzumaki e os irmãos Uchihas. Havia neve e belas montanhas ao fundo e todos pareciam bem agasalhados.

 
Itachi segurava uma prancha de snowboard e tinha os óculos do esporte acima da cabeça, sorrindo de lado para a câmera. Naruto estava com o típico equipamento de praticantes de esqui, tendo os óculos nos olhos e mão descansando na cabeça como Itachi; ele sorria largamente.


Ino e Sasuke eram os mais engraçados, simplesmente pelo fato da loira estar nas costas do moreno, os dedos em um típico sinal de “paz” e um largo sorriso contente nos lábios, enquanto que o moreno parecia querer apenas que aquilo acabasse logo, muito embora segurasse a loira com firmeza, a protegendo de uma queda. Todos lado a lado. Era uma bela foto.


— Estávamos no Japão! — a loira respondeu-lhe suspirando saudosa. — Foi bem antes do acidente.


— Ah… Sim. — murmurou a rosada. — E essa aqui? — apontou para foto.


A foto parecia recente, e Itachi não estava presente.


Ino estava maravilhosamente elegante com um lindo tomara que caia azul marinho. Estava no meio; entre o Uzumaki e o Uchiha.
Naruto estava ao lado direito, ele sorria. Usava seu uniforme do time de futebol. Já Sasuke, estava do lado esquerdo. Ele usava sua fiel jaqueta de couro, óculos ray ban e sua expressão era a mesma : enigmática.


— Ah! essa é recente. Logo após Sasuke sair do hospital. Quando eu e Naruto recebemos a notícia, largamos a escola no mesmo instante. — a loira sorriu fracamente. — Então Testuda… Vai me dizer ou não o que aconteceu entre você e Sasuke ontem? — Ino perguntou com um sorriso, fazendo seu ombro tocar-se no da Haruno em sinal de apoio.


Sakura suspirou, parando de caminhar. Ela mordeu os lábios, meio duvidosa em contar ou não para Ino o que havia acontecido.


— Certo. — a rosada deu-se por vencida, puxando a amiga pela mão convidando a se sentar na cama. Ela parecia mesmo perturbada e aquilo começou assustar a Yamanaka.


— Ontem depois do shopping, eu fui procurar um emprego. É claro que eu não consegui nada pela falta de experiência e também, nenhum batia com o horário do colégio. — ela limpou a garganta e prosseguiu: — Então, um homem loiro bonito e bem arrumado, veio me oferecer um emprego para tirar fotos como modelo.


— Sim. — continuou a loira demonstrando que prestava totalmente atenção, olhando a amiga a frente com o semblante suave de sempre.


— Bom... Eu cai no truque feito uma patinha. Na verdade, era uma agência pornográfica. Eles faziam vídeos e tiravam fotos…Você sabe... — Sakura engoliu em seco. Respirou fundo. Precisava contar para aquela garota a sua frente. Ela era sua melhor amiga. — Os outros dois homens que deveria ser os modelos quase abusaram de mim. E quando eu recusei, um deles me espancou Ino. Por isso estou nesse estado deplorável e sinceramente, não estou afim de encarar minha família.


A Yamanaka abraçou-a pelos ombros, e Sakura por ser mais baixa, encostou a cabeça no peito da amiga em pleno estado de lamentação.


— E se não fosse pelo Sasuke, talvez eu não estivesse agora conversando com você. — deixou lágrimas grosas escorrem pelo seu rosto.


A loira perdeu a fala diante da afirmação; abriu e fechou a boca diversas vezes, mas nenhuma palavra, nenhum som lhe escapou os lábios. Suspirou, sem saber o que fazer ou dizer. Parecia a ela um dos romances perturbadores como Laranja Mecânica de Anthony Burgess¹, que fora obrigada a ler para fazer um trabalho de escola.


— Vocês já foram a polícia? Uma coisa dessas precisa ser denunciada! — disse a loira louca de raiva. — Qual nome desse antro de orgia? Eu mesmo vou denunciar e...


— Não posso Ino! — Sakura interrompeu a amiga. — Se eu denunciar o único cara que está vivo Sasuke vai pra cadeia.



— Oh… N-Não diga que ele... — a loira mal conseguia completar a frase. Não conseguia pensar no melhor amigo como assassino.


A Haruno balançou a cabeça positivamente também não conseguindo completar a frase.


— Eu acho que agora eu posso compreender o sentimento de dor e culpa que Sasuke carrega em relação ao Itachi. Mesmo ele dizendo que não se importa… Ele deu a vida dele pela minha, assim como o irmão dele deu sua vida pela dele. Sasuke vai carregar mais um fardo nas costas. Entende? Seria melhor se eu tivesse morrido, pelo menos, eu não teria que lidar com isso. — confessou ela limpando as lágrimas que insistiam em cair de seu rosto.


Ino notando isso colocou as duas mãos sob os ombros da amiga e disse muito séria :

— NÃO FALE ISSO NEM DE BRINCADEIRA! TÁ? — beijou o topo da cabeça da rosada. — E quanto aos machucados, posso dizer que você tropeçou e caiu da escadaria daqui de casa. Mas você sabe que vai ter que contar pelo menos para sua...


— Ino. — chamou a amiga interrompendo-a novamente, mas desta vez, tinha um sorriso no rosto. — Obrigada por me ouvir. Nunca pensei que fosse achar uma pessoa tão incrível como você!


A loira abriu um largo sorriso. A verdade é que, mesmo não se conhecendo a uma vida toda, era assim que ambas se sentiam em relação à outra. Um forte laço de amizade, uma irmandade as envolvia, as unia.


— Eu que agradeço todos os dias por você ter vindo pra cá.


Notas Finais


✿ POR FAVOR, LEIAM:


*01º: Anna a vilã do enredo - apareceu no cap passado assim como alguns dos membros mais fiéis da máfia russa. Pegaram a sacada desse cap?

Fugaku esta aí cheio de segredinhos. Estão percebendo que tem muita tensão, drama e mistério no passado dele não é? Tudo esta interligado com Sasuke. Prestem muita atenção nas passagens das memórias deles, em especial do patriarca pq ele é a chave.

* Sem mais dicas :p


02º: Sasuke esta caidinho pela Sakura hahaha, Mas não pensem vocês que tudo vai ser flores e tal, com beijos e juras de amor eterno. Muito pelo contrário. A personalidade do nosso moreno dlç não permite isso. Também, depois de tudo que ele passou é natural desconfiar de tudo e de todos. As pessoas são perigosas. E entregar o ♥ definitivamente é algo incontável. Calma, isso não significa que uma certa garota de cabelos rosados e olhos verdes não possa reverter essa situação, não é? :)

03º: Linda essa amizade entre Sakura e Ino. Esse cap foi mais para firmar esse laço maravilhoso. E alguém mais quer matar o Inoichi? Eu estou na fila :v


Dúvidas, sugestões e afins - deixem comentários.

Beijocas e até o próximo capítulo.


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