História Our Love Is Madness - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 330
Palavras 6.427
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


✿ VOCABULÁRIO:

¹ - Vai tomar no ''furebis ''


Boa Leitura.

Capítulo 11 - A Little Submission


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 11 - A Little Submission

C A P Í T U L O7:

 A Little Submission

" Ás vezes o universo te faz fazer coisas que você nem entende."

 

— The OC


 

Last Night:


A governanta levou a bandeja até a mesa, em seguida, fez uma reverência para sir Uchiha e retirou-se.


Sasuke planejava subir para seu quarto, mas Naruto o impediu. Puxando à cadeira à mesa, ele fez um movimento para que o melhor amigo se sentasse.A tensão se tornou ainda mais palpável. Ninguém queria estar ali; nenhum deles desejava lidar com aquela situação, mas isso já não podia ser evitado: era tarde demais.


Mikoto foi a primeira a falar.

— Precisamos esclarecer de uma vez por todas essa situação. Por isso, vamos fazer uma reunião.


— E o que você sabe sobre reuniões Miko? — o patriarca disse com zombeteiro dirigido esposa.


A mrs Uchiha rolou os olhos desaprovando o comentário do marido.


— Faremos a minha reunião. —  retrucou ela. — E ninguém deixa essa mesa até que algumas respostas sejam fornecidas.


— Mikoto Edwiges não piore a minha situação. Você melhor do que ninguém sabe que algumas respostas não posso fornecer. — falou Fugaku seriamente girando levemente a taça de vinho tinto.


Sasuke fechou o semblante e encarava o pai com olhar de poucos amigos. Aquilo era uma verdadeira tortura. Mas sua mãe insistia nessa reunião de família que nunca, nem mesmo na época de Itachi, dava certo. Sabia que o gênio de seu pai era terrível e ele por sua vez, nunca colaborou.


Naruto observava os Uchiha com cautela. Sabia que se a situação apertasse, teria que segurar o melhor amigo, pois o conhecia melhor do que ninguém. Sasuke sempre foi uma bomba explosiva desde quando ele se entende por gente.


Vendo o clima de tensão formado, Mikoto resolveu iniciar a reunião. Precisava disso. Ela mais do que ninguém se sentia perdida e irritada por parte dos dois homens da sua vida, por esconderem tantos segredos dela.


— Muito bem liebling. — disse com a voz branda. — Se não puder respondê-las, simplesmente diga isso. O que não pode, as coisas continuarem assim. Nós costumávamos nos sentir como uma família; talvez sempre, tenhamos sido uma família. Mas agora, vejo cada um por si. E vocês sabem que detesto ser excluída dessa maneira. Antes de tudo; sou sua mulher Fugaku e sua mãe Sasuke. — Mikoto disse em tom acusador que ambos  não podiam negar. Os olhos castanho-claros carregavam ressentimento e preocupação. E sabiam que, não incluíam ela em certas questões por motivo de segurança.


Sasuke balançou a cabeça sentindo seu punho formigar.


— Que espécie de reunião é essa, se ele pode manter seus segredos? Ele mente, administra a vida outros, e depois não quer arcar com as consequências. — indagou com tom de sarcasmo se dirigindo ao pai. — Qual é seu problema? Itachi não é um de seus negócios ou algum de seus subordinados para você decidir o que bem entende. Que merda! Ele é seu filho. Meu irmão.


Naruto olhou para seu prato como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Ele não queria estar ali. Mas não podia recusar um pedido de Mikoto, afinal ela é quase uma mãe para ele.


— Sasuke Aron Uchiha mantenha a calma. — retrucou Mikoto apontando para o caçula. — Nada de discussões!


O rapaz resmungou algo para si mesmo e cruzou os braços com impaciência, lutando para se manter calado. A mrs Uchiha por sua vez, continuou a questionar o marido.


— O que realmente aconteceu em Nápoles? Quem está por traz de tudo isso? Não adianta dizer que são seus inimigos de outras máfias, por que não é. O Príncipe é influente demais. Ninguém ousaria mexer com ele ou com Akatsuki por apenas "negócios".


— Não posso Miko. Se descobrirem que você sabe, ou até mesmo Sasuke, ambos acabaram se machucando. — explicou calmamente olhando a esposa mudar de semblante. Agora quem estava prestes a perder a paciência era Mikoto. — Eu estou pagando um preço muito alto por tudo isso. Preciso que compreenda.


— Eu conheço essa pessoa não é? — ela perguntou encarando as orbes negras de Fugaku com intensidade.


— Não posso responder.


A mulher curvou o lábio para o lado exibindo um sorriso.

— Vou considerar como um sim.


Fugaku respirou fundo.


— Por que não desiste? Deixe comigo. Isso não é um fardo para você carregar. Eu só estou pagando pelas minhas consequências e aceito a punição. — ele falou ponderando as palavras, afim de convencê-la.


Vendo que não conseguiria arrancar nenhuma informação do marido, a esposa resolveu se dirigir ao filho caçula.


— E o que você tem a me dizer Sasuke Aron Uchiha? Quem o sequestrou? — Mikoto perguntou soando mais como uma ameaça do que uma pergunta, dirigindo o olhar firme para seu filho caçula que no momento, retraiu ficando tenso. — Vamos.


— Nem mesmo eu sei direto. — ele falou simplesmente e complementou: — Estou tentando descobrir. É por isso que estou trabalhando com a Akatsuki.


A mrs Uchiha contraiu os lábios, franziu as sobrancelhas e desviou o olhar de Sasuke para Fugaku. Se recusando acreditar no que tinha acabado de ouvir.


Em primeiro lugar, ela deixou claro para seu marido que não queria seu filho envolvido com a máfia. Em segundo, para Akatsuki resolver se envolver em problemas pessoais, mesmo que este em questão seja do líder, não é por qualquer coisa.


 
Havia uma razão especial. A pessoa por traz de todo esse mistério definitivamente não era um inimigo qualquer. E ela sabia que, não era apenas negócios, era pessoal. E tudo aquilo a irritava mais e mais.


— Você é inacreditável Vincenzo. — ela disse com tom de ironia. E o Uchiha sabia muito bem que, quando sua esposa o chamava pelo seu segundo nome não era boa coisa. Nunca foi. Ela via naquele nome à representação do Príncipe e da máfia; o alemão de ascendência italiana que um dia a ameaçou de morte.


Um pequeno flashback veio na mente de Mikoto como um filme de terror.


'' Você é um hipócrita! Fala de traição, mas o único a cometer foi você Fugaku.'' — ela o acusou, pouco se importando com o cano do revólver ou que sua vida estava nas mãos daquele mafioso que a olhava com uma fúria descomunal.


''Maldita bruxa!'' — gritou o Uchiha evidente em sua voz o puro ódio. Ele quase puxou gatilho, mas ao olhar diretamente naqueles olhos castanho-claros que sempre amou não conseguiu atirar.


A pressão em seu peito desapareceu, ela entrou numa crise nervosa de soluços e lágrimas escorreram do rosto sem parar.


'' Olha pra mim!'' — ele ordenou, estendendo a mão e segurando seu queixo de um jeito rude. — ''Eu não sei que feitiço jogou em mim, mas se eu estivesse em condições normais tenha certeza de que não estaria mais aqui!''


Ela saiu do transe quando ouviu Sasuke explodir e perder o controle.


— Você é um idiota se pensa que vou deixar isso passar e seguir minha vida como um adolescente normal. Até por que não foi você que viu o medo nos olhos dele. Essa vingança não é só por mim. Ela é pelo brüder. — ele gritou esmurrando a mesa. Naruto que estava ao seu lado sentiu o coração disparar. E estava atento. Qualquer passo em falso, ele entraria para apartar a briga.


Fugaku puxou alguns fios de cabelo com força sentindo um formigamento em seu couro cabeludo. Ele estava se controlando muito para não esmurrar o rosto de seu filho.


Sasuke não entendia todo o sacrifício que ele estava fazendo. Ele achava que Fugaku não sofria com a condição de Itachi. Que era um monstro sem coração, quando na verdade, era ele que mais se culpava. É verdade que não estava na hora do acidente, mas ele sabia quem estava por trás disso tudo. E mesmo com toda sua influência que possui, não conseguiu fazer nada para evitar a tragédia.


A imagem do filho primogênito morrendo aos poucos naquela cama de hospital era perverso demais. E prolongar aquela dor era uma tortura tanto para ele como para Itachi. Mas Sasuke continuava com dilemas infantis de um garoto que pode resolver tudo.


— Não finja que conhece meus sentimento Hund. — Fugaku bateu com o punho sobre a mesa e gritou.


— Para de me tratar como uma criança. — rebateu Sasuke com olhos faiscando de ódio pronto para atacar seu pai a qualquer instante.


— Então cresça! — o patriarca elevou ainda mais sua voz fazendo ecoar sua ordem pela sala de jantar. — Eu sei como está se sentindo porque já me senti da mesma maneira quando tinha exatamente sua idade. Sei o que seria capaz de arriscar em memória de seu irmão. Mas não posso deixar que enfrente tudo isso sozinho. Você sabe que precisa mais de mim do que nunca.


Sasuke ficou sem palavras diante daquilo. Ele imediatamente olhou para pai com a expressão estupefata. Tentou abriu a boca, mas as palavras não saíram.


Mikoto sabia muito bem de quem seu marido se referia. Ela de certa forma, sentia esse peso nos ombros. Mesmo com o passar dos anos. Nunca poderia se esquecer dela.


A tensão voltou a pairar no ambiente com essa reviravolta no diálogo. A voz Sasuke saiu trêmula quando finalmente conseguiu falar:



— Quem foi o responsável?


— Quem foi responsável pelo o quê? — perguntou o pai sem se importar.


— Pela morte da minha avó. Quem a matou? Estamos esclarecendo as coisas aqui, não é? Eu realmente quero entender do porque você se sentir assim.


— O nome não importa. — respondeu evasivo.


— Então por que o fizeram? — Sasuke perguntou. — O mínimo que pode fazer é me dizer como se sente.


— Não há motivos para falarmos sobre isso, Hund. O que está feito está feito. — Fugaku falou olhando para o filho com uma expressão indecifrável.


A fúria no rosto de Sasuke diminuiu e ele franziu o cenho, interrompendo o contato visual com o pai. Abaixando a cabeça, o jovem enfiou as duas mãos entre os cabelos e piscou algumas vezes. Ele realmente tentou se aproximar de seu pai, mas Fugaku o afastou mais uma vez.


Sasuke se levantou, atirou o guardanapo sobre a mesa e saiu da sala de jantar sem pedir permissão.


— Será que essa nossa reunião acabou? — perguntou o patriarca de forma sarcástica. — Eu detestaria sair no meio dessa adorável discussão.


Mikoto assentiu com a cabeça, então o marido largou a taça e saiu em direção ao escritório.


— Parece que foi um verdadeiro fracasso. — Naruto se pronunciou massageando a têmpora.


A Uchiha se colocou de pé, deu um tapinha no ombro do Uzumaki com a expressão de pura frustração.


— Pelo menos desta vez, ninguém saiu ferido. — ela confessou.


[...]



O jogo era o assunto do dia na cidade de York.


— Testuda aquela não é a sua mãe? — perguntou a loira, enquanto guardava seu estojo de maquiagem em sua bolsa.


Ao ver Kushina acenando da arquibancada para ela, por um momento, envergonhou-se. Porém Ino fez um comentário agradável:

— Que bom que sua mãe foi gentil e guardou lugares para nós.


Kushina e Temari estavam em uma situação engraçada: ambas colocaram suas bolsas em um canto, sentaram-se em outro lugar e possivelmente, com toda a educação elas diziam que os lugares estavam reservados.

Finalmente as garotas conseguiram chegar onde as Haruno estavam.
Muito simpática e brincalhona, Kushina cumprimentou Ino.


— MINHA FILHA O QUE ACONTECEU COM VOCÊ? — ela soltou um gritinho abafado pela mão.


— Mamãe a senhora sabe como sou desastrada...Cai da escada. Mas estou bem. — mentiu com sorriso divertido entre os lábios.


— Como foi isso? — quis saber Temari arqueando a sobrancelha loira.


— Minha cadelinha entrou na frente e a Sakura não percebeu a presença dela, então, acabou que as duas rolaram escada a baixo. — explicou Ino de forma convincente.


— Sakura você é um perigo! Desde criança, sempre foi assim. — murmurou Kushina beijando a testa da filha.


Ino aproveitou aquele momento para mandar uma mensagem para Sasuke, reclamando de seu atraso.


— Ué? Cadê o papai? — perguntou a rosada se ajeitando em seu lugar ao lado de sua mãe e a amiga.


— Trabalhando minha filha. — respondeu Kushina com pesar e de forma desanimada. — Mesmo ele não estando aqui, em seu coração,  está torcendo igualmente como nós!


— Não tenho dúvidas. — respondeu a filha com um sorriso.


— Acho que o jogo vai começar! — anunciou Temari olhando os jogadores entrando no campo.


O uniforme dos Foxes era constituído por uma camisa branca com faixas azuis, e o emblema do time era uma enorme raposa furiosa em volta do fogo. Calção branco e meias azuis. Já do time adversário, era composto por uma camisa e calção grená, e o emblema do time era um corvo com as asas abertas, e meias brancas.


O jogo estava começando e o time da escola, como sempre, entrou acompanhado das torcedoras oficiais. Aquele era um costume que lembrava muito o tempo de escola de Temari com todas aquelas garotas vestidas de azul, usando saias super curtas.


— Gente isso é um uniforme? E que coreografias ridículas são aquelas? — Ino fez uma careta de desgosto. — Na minha época, as líderes de torcida costumava ser mais elegantes e com categoria. Mas também o que poderia se esperar quando a capitã é a mula da Shion?!


— Você já foi líder de torcida? — perguntou Sakura curiosa.


— Isso faz uns três anos atrás. — respondeu a loira nostalgica, enrolando a ponta de seus cabelos loiros. — Eu fui escolhida para ser capitã três anos seguidos. Então aquela mula ali — apontou para Shion que girava o bastão de um lado para o outro. — reclamou para o profê Assuma que eu não estava dando oportunidade para outras garotas serem capitãs. Então você imagina o fim que levou...


— Mas que garota insuportável! — reclamou a rosada.


— Porque você acha que ela é "amiga" da Karin?! — Ino fez sinal de aspas com os dedos.


— Meninas fiquem quietas que o jogo vai começar. — Kushina estava atenta a cada movimento de seu filho. — Vai coração!


Gaara não queria olhar para a arquibancada com vergonha dos apelidos e gritos histéricos por parte de sua mãe animada.


Aquele era um jogo típico de escola; que valia bolsas para o time vencedor - estudar em Cambridge. Com premiação para o time e para os destaques do campeonato. Gaara estava concorrendo ao posto de artilheiro da temporada,pois sua posição era de atacante.


Ambos os jogadores se cumprimentaram; depois ficaram postos em uma fila ouvindo o discurso do diretor Uzumaki e dos patrocinadores e por fim, tocou o hino de ambos os times. E assim que terminou, os jogadores ficaram postos em seus lugares e assim, o juiz anunciou a partida.


O jogo já havia iniciado e a torcida alvoroçada parecia que era um jogo intencional. Os pais, os amigos e os próprios alunos das escolas estavam lá para torcer pelos seus respectivos times. E com toda aquela plateia, muitas pessoas da cidade de York fizeram daquele jogo um entretenimento para toda a família.
Até mesmo o grandioso empresário Uzumaki Minato encontrava-se na plateia sentado ao lado de sua sobrinha e seus assessores, prestigiando o evento.


Mesmo Minato sendo contra o grande sonho de seu único filho em abdicar as empresas Uzumakis em nome do futebol, ele sentia muito orgulho do filho.
Naruto era o capitão do time; um líder nato, e tinha conquistado muitas vitórias. E assim, atraindo muito alunos de outras escolas para Konoha School.

"NARUTO..."

Karin suspirava apaixonadamente pelo primo.
Ali ao lado de seu tio, ela não precisava ficar fingindo para ninguém. Fingir gostar de outra pessoa. Fingir que não sente ciúmes de Naruto.


— Vai bebê! — gritava Kushina de pé, chamando a atenção de todas as pessoas.


Quem não gostava daquela situação era Sakura. Sua timidez era impressionante, e a garota ficou vermelha e constrangida pela atitude de sua mãe. Ao ver aquela situação Temari começou a rir.


— Você já devia estar acostumada. Sabe que na minha formatura ela fez coisa bem pior. — a irmã mais velha tentou acalmar a irmã caçula com aquelas palavras. — Essa é nossa mãe. Ela não tem vergonha ou medo de demonstrar o que sente.


— Vai Naruto! O jogo é teu! — gritou Ino dando alguns pulos. — GOOOL!!!!


O Uzumaki dançou rapidamente "gentleman". E os garotos do time vieram ergue-lo.


— Parece que não é só a mamãe que esta bancando a tiete. — disse Temari se referindo a Yamanaka.


— Não! Não! Não! — gritou Kushina e Ino em uníssono.


E assim encerrou o primeiro tempo. 1x0 para o time da casa.


No vestiário; os garotos discutiam as táticas, os erros cometidos e novas estratégias para vencer o jogo. Já na arquibancada, os pais e alunos aguardavam ansiosos. Alguns permaneceram por ali mesmo, pois haviam trago duas refeições. Outros, como no caso das Haruno e Yamanaka saíram dali e foram para o mercado mais próximo.


— Naruto joga realmente muito bem. — elogiou Temari.


— Aquele ali nasceu com dom. — respondeu Ino contente pelo amigo. E acrescentou: — Gaara também. Ele leva jeito com esportes.


— Verdade. — concordou Kushina. — Meu bebê sempre foi talentoso. — disse ela suspirando orgulhosa do filho.


— Lee esta dando um duro, coitado. — reconheceu Sakura se lembrando do amigo que estava se esforçando ao seu máximo para não decepcionar Naruto e o time.


— É mesmo. Olha que ele só começou a treinar mês passado. — Ino respondeu animada. — Sobrancelhudo sempre foi assim determinado e esforçado. Sempre dando o seu melhor para fazer qualquer coisa.


O tempo passou e todos retornaram para seus lugares. O segundo tempo havia iniciado.


— Ô moleque de cabelo branco, não deixe que eles marquem o pênalti. — Kushina estava vermelha e eufórica de tanto gritar.


Suigetsu pode ouvir Kushina se referir à ele e deu um sorrisinho. Ele driblou o rapaz do time adversário com sucesso e passou a bola para o ruivo que marcou o gol.


— É gol... É gol... É GOOOOL do Gaara!!! — todas gritam juntas.


— Aquele ali é o meu bebê!!! — berrava a mrs Haruno mandando beijos para o filho.


Os garotos do Foxes vieram em cima do ruivo comemorar o gol. Gaara corou com aquela torcida.


Por estar com vantagem os Foxes marcaram bombeira e os Ravens marcaram um gol. Lee murmurou alguns palavrões e chutou a bola no ar, parando no território de seu time.


Kiba estava do outro lado da arquibancada comemorando com os Ravens, o gol feito pelo artilheiro do time.


— Olha só que criancice. — reclamou a Yamanaka apontando na direção do Inuzuka. — Um dia essa rivalidade entre ele e Naruto vai ter que acabar.


— Porque ele são rivais? — perguntou Sakura.


— É um motivo tão bobo. — a loira riu ao se lembrar da briga entre os garotos. — Tudo começou na terceira série quando Naruto ganhou o papel no teatro por interpretar Peter Pan e Kiba ganhou como o Capitão Gancho. Ele não se conformava por ter que maltratar os meninos perdidos e o resto dos animais marinhos. Sabe, o Kiba é vegetariano. Qualquer ação contra animais é admissível para ele. — Sakura assentiu com a cabeça prestando atenção na loira. — Na quinta série eles brigaram de novo. Kiba acusou o Naruto de ter trocado o sanduíche dele de soja por um de peito de peru.


— Quanta bobagem. Isso já faz tempo... — a rosada ria junto com a amiga.


— Diga isso para esses dois teimosos.


— SILÊNCIO GAROTAS! — reclamou Kushina prestando atenção no jogo.


— É GOOOL do Tubarão! — gritou Ino.


— Tubarão? — indagou Temari. Kushina olhou para a Yamanaka com curiosidade.


— É que ele tem os dentes cerrados. — respondeu a loira.


Suigetsu se ajoelhou no chão e beijou sua camisa. Gaara e resto dos garotos vieram comemorar erguendo o loiro.


— Aê! Tu-TUBARÃO!! — todos gritavam e jogavam Suigetsu para o alto. — TU-TUBARÃO!


— Chupa essa aí Kiba!!! — gritava Naruto segurando a taça em suas mãos e olhava na direção de Minato satisfeito. O loiro comemorava com os outros garotos.


Eles gritavam e erguiam o loiro:

— Rei! Rei! Rei! O Uzumaki é o nosso REI!


— Ei! Espera!!! — gritou Gaara. — os garotos colocaram o Suigetsu no chão e ergueram o ruivo. — Passou… Passou… Passou um avião, e nele tá escrito que os Foxes são campeões!


— Cambridge QUE NOS AGUARDE! POR QUE OS FOXES VIERAM PRA ARREBENTAR! — Naruto gritou. — VALEU GENTE!!!


E assim o público vibrou com o placar do jogo: 3x1. O time da casa conseguiu vencer. Todos estava contentes, exceto o time perdedor.


Naruto fez um belo discurso agradecendo à todos. A escola pela oportunidade, aos colegas pelo trabalho em equipe, e a todos que acreditaram nele.
Minato estufou o peito como leão imponente. Ele realmente estava orgulhoso pelo resultado adquirido pelo filho.


Naruto sempre foi um garoto que correu atrás de seus sonhos, de tudo que ele acreditou ser o certo e o melhor para ele. Mesmo que isso fosse contra a vontade de seu pai, o garoto nunca baixou a guarda e se manteve firme em seus objetivos.


Karin também sorria radiante. Ela mais do que ninguém sempre acreditou no potencial do loiro.
 

[...]


A Pizzaria Rossetti era um estabelecimento pequeno cujo proprietário - Pietro Rossetti, fazia parte da segunda geração de imigrantes italianos. Ele era o que todos costumavam chamar barrigudo, e Akatsuki recompensava por isso. Ele cuidava dos próprios negócios  e nunca prestava atenção nos assuntos que não lhe diziam respeito. Em troca de seu silêncio, os mafiosos italianos garantiam sua prosperidade.


Rossetti não gostava de confiar na máfia. Na verdade, várias vezes ele chegara a comentar com Nagato que detestava aquela organização, porém, se não fossem eles seriam outras pessoas.


Nunca havia problemas naquele estabelecimento, afinal, todos sabiam que o lugar era protegido pela Akatsuki, por isso, Antonelli ficou chocado em receber uma ligação para comparecer ao local.


No momento que piso no restaurante e ouviu as vozes altas e impacientes, sua mão repousou sobre a arma escondida no casaco.


Ele ficou imóvel, observando os homens que estavam no balcão, ambos loiros. Nagato os avaliou enquanto brigavam; ambos falavam de um jeito enrolado. Ele não tinha certeza do porquê fora chamado para resolver uma situação tão corriqueira, mas quando o alvo dos dois passou a ser pobre pizzaiolo. Antonelli deu um passo à frente. De fato, ele se afastara pouco da porta quando está se abriu novamente e ele ouviu alguém dizer uma única palavra.


— Zatknis! 


Cala a boca. Aquela era a única expressão que conhecia em russo. Ele a ouvira muitas vezes dos lábios do homem que agora estava parado apenas alguns centímetros dele.


Nagato o encarou. Era alto e forte como um jogador de futebol americano. Os cabelos loiros estavam escondidos por um boné preto. Ele conhecia muito bem o sujeito - era um psicopata assassino. Primo de Avak e Hiden. Seu nome era Zetsu.


— Matveev Zetsu.  — falou o italiano. — É uma persona non grata neste lugar.


O mafioso russo o encarou sem expressão por um momento antes de sair da pizzaria. Porém, antes mesmo que que a porta se fechasse, ele voltou.


— Não vejo seu nome na placa.


— Não preciso ser o dono do lugar. — Nagato retrucou trincando os dentes. — Você não tem negócios nessa parte da cidade. — apesar do ruivo estar fulo da vida, Zetsu teve a audácia de sorrir.


— Por que está sempre tão sério Antonelli? Só viemos conferir se a pizza era boa mesmo. Sabia que é a pizzaria mais famosa de York?


— Vaffanculo¹! Procure outro lugar. — xingou o italiano perdendo a paciência pois, o loiro estava lhe tirando do sério. Definitivamente, Nagato não queria entrar em conflito com os russo pelo menos por enquanto; até que Anna não desse o primeiro passo. E sabia o por que o mafioso estar ali, era apenas para dar o recado - estamos de olho em vocês.



 — Calma. — Matveev disse com um sorriso cínico entre os lábios e com ar debochado deu algumas palmadinhas nas costas do italianos como se fossem grandes amigos de longa data. Quando na verdade, eram rivais, e inimigos mortais. — Eu só quero jantar aqui.



Os dois estavam num impasse; a mão de Nagato ainda posicionada sobre o revólver em seu casaco e Zetsu não parecia afetado, apenas impaciente ao olhar o cardápio afixado na parede.



A porta se abriu e o sino anunciou a entrada de Kakuzu no restaurante. Ele sequer olhou para o russo quando passou por ele.



— Ferrandini. — falou rindo ao pronunciar o sobrenome do mafioso.



— Vaza! — Kakuzu ordenou prestes a sacar seu revólver que estava no bolso da sua jaqueta.


 
— Por quê? — o loiro perguntou em um tom cínico, fingindo de desentendido.

 


— Porque se não sair, serei forçado meter uma bala bem no meio da sua testa. E estou usando minha jaqueta favorita, portanto, arruinaria o meu dia se ela ficasse manchada com seu sangue imundo.


Zetsu não disse uma só palavra enquanto Ferrandini caminhava de modo causal até o balcão. Os dois sujeitos que estavam sentados se afastaram quando o italiano levou a mão no bolso. Todos estavam tensos e silêncio sufocante inundava o ambiente. Porém, em vez de retirar sua arma, ele pegou sua carteira.


— Quero uma pizza margherita com bastante manjericão. 


Nagato suspirou baixinho. Seu colega definidamente era uma pessoa muito fria. Em momentos como esse, ele nunca perde a cabeça e sempre age nos momentos certos. Por esta razão, a CIA tentou inúmeras vezes recruta-lo. Mas, Kakuzu gostava mais de acumular o dinheiro para si do que, para o governo.


O pizzaiolo o chamou e ao mexer na caixa registradora ela emitiu um som forte que, interrompeu o silêncio do local.


— São vinte euros. — Ferrandini entregou-lhe uma nota de cinquenta e comentou:— Fique com o troco.
 


Matveev respirou fundo e gesticulou para que seus homens deixassem aquele local. Em seguida voltou-se para o Antonelli.


— Nos vemos por aí. 


O ruivo acenou com a cabeça.


— Não tenho dúvidas.


Os russo saíram falando mais uma vez em voz alta ao deixarem o restaurante. Nagato olhou para o colega. Kakuzu também o encarou de um jeito peculiar, apoiando no balcão à espera de sua pizza.
 


— Eles estão tentando nos provocar. — explodiu o ruivo fechando a mão em punho.
 


— Eu sei. — concordou Ferrandini batucando os dedos na madeira. — Todo cuidado é pouco. Temos que estar atentos. 
 


Nagato assentiu com a cabeça e perguntou:


— Você também recebeu uma ligação para vir pra cá?
 


— Não. Só queria comer uma pizza mesmo. — ele respondeu simplesmente dando de ombros, fazendo micharia do que seu líder havia perguntado.


O ruivo riu.
 


— Sabe que temos uma reunião e O príncipe espera por nós, certo?

 


— Sei. — respondeu Kakuzu olhando para o relógio na parede. — Mas estou morrendo de fome. Será bem pior se eu chegar com a barriga vazia. Ele sabe o quão insuportável ela fica.

[...]


— Testuda tenho uma boa notícia. Sasuke acabou de me avisar que meu primo Chouji e seu sócio vão abrir um bar na sexta a noite e eles estão precisando só de mais uma garçonete.


— Isso é maravilhoso! — disse a Haruno animada. — Só tem um problema.


— Qual? — perguntou a loira.


— Meus pais. Você sabe... — disse a garota quase desistindo da ideia.


— Olha isso é temporariamente certo? E também, é uma forma de você ajudar com as despesas de sua casa. Tenho certeza que se você conversar direitinho vai dar tudo certo. Qualquer coisa, eu também posso dar um álibi.


— Obrigada amiga! — disse abraçando amiga.
 


— Testuda preciso ir... — falou a loira bocejando. — Está quase no horário da minha consulta médica. — As garotas se despediram uma da outra.
 


Sakura estava sentada na arquibancada esperando por sua mãe e irmã que foram em busca de seu irmão gêmeo. Alguém se aproximou dela enquanto estava ali parada. A voz soava familiar, mas não sabia dizer de quem era.


— Está perdida?


A Haruno se virou para o rapaz cuja a pele branca, os cabelos ruivos e meios escondidos sob o boné Nike. Seus olhos tão verdes e amendoados. Ele usava shorts jeans escuro e uma camiseta com emblema do Real Madri. E calçava chinelos de dedo.


— Olá Akasuna. Não estou perdida. — respondeu educadamente. — Só estou esperando minha família.


— Sem formalidades. Pode me chamar de Sasori. — o ruivo disse numa tentativa de ser simpático. — O que aconteceu com seu braço.


— Eu cai. Sabe, sou um desastre ambulante.  — brincou a Haruno passando uma das mãos em sua bela cabeleira rosada.


— Não duvido. Você deve ter nascido com dois pés esquerdos.


Ela sorriu.


— Um sorriso. — ele disse contente tocando de leve a mão direita da garota. — Devia sorrir mais sabia? Você fica tão bonita.


O sorriso de Sakura desapareceu no momento em que ele a tocou, mas ele pareceu não ter percebido. Seus olhos desviaram do rapaz à frente para cima da arquibancada e lá estava ele, Uchiha Sasuke. Com aquela expressão seria. Os cabelos negros voavam de leve conforme a brisa. Os ônix a hipnotizava por completo. Sakura sentia-se a mercê daquele garoto arrogante.


Um ódio mortal tomou conta dele. Sasuke estava procurando por Sakura em meio à multidão, mas seus olhos em vez disso, se concentraram em Akasuna Sasori. De maneira quase autoritária, ele seguiu na direção dos dois correndo o mais rápido possível. Alguém gritava atrás dele, mas não diminuiu o ritmo.


Ele não podia.


Sasori respira fundo e disse:


— Devo me preocupar com Uchiha? 


A Haruno ri.


— Em que sentido?


— Em qualquer sentido, acho. — sua voz saiu tremida. — Por que ele está vindo pra cá... Parece que ele não gostou muito de nos ver conversando.


O Uchiha saltou o alambrado e caiu de pé do outro lado momento que Sasori e Sakura perceberam toda a comoção. A Haruno estava confusa, já o Akasuna estreitou os olhos.


Sasuke nunca se importou com Sasori. Para falar a verdade, ele nunca notou sua presença. Mas agora era diferente. Ele estava conversando com Sakura. Tocando nela e a fazendo sorrir de maneira tão natural.


Que sentimento seria aquele? Ele não entendia. Era como se estivesse ameaçado. Sim era dessa maneira que se sentia. E se não fizesse nada, aquele mesmo garoto tão comum, insignificante, a tiraria de si.


Desde então, passou a odiar e desprezar aquele garoto; o mesmo poderia ser dito sobre Akasuna Sasori em relação a Sasuke.


O ruivo deu alguns passos para trás, avaliando o Uchiha que estava de braços cruzados parado alguns degraus acima de Sakura que estava chocada demais para falar ou respirar.


Ela viu nos olhos do moreno o alto teor de raiva e aquilo, a assustou. Lembrou-se do temperamento explosivo do rapaz e tratou logo de engolir em seco e fazer algo, se não, Sasori sofreria a ira de Sasuke.



— Sasori eu preciso de um segundo com Sasuke, tudo bem?



O Uchiha sorri de lado com seu modo cínico e diz para o ruivo:

— Na verdade, ela vai demorar mais do que um segundo.

 

— Não a trate como uma posse sua Uchiha. Ela é livre para falar com quem quiser. E estou fazendo um favor a ela por deixá-la bem longe de você. — provocou o ruivo se aproximando da Haruno que prendeu a respiração por alguns segundos. — Até uns meses atrás, você estava caçando ela assim como a Igreja caçava as bruxas.



O olhar de Sasuke é claro: cuide disso ou eu mesmo cuidarei. Ou talvez seja algo mais do tipo seria um prazer cuidar disso.



No meio dos rapazes; Sakura sentia o nível de testosterona se tornar quase insuportável.
 


— Por favor Sasori... — a Haruno suplicou para o ruivo. — É sério, estou bem. Sasuke não me fará nada. Eu sei me defender. E além do mais, ele já sentiu a fúria do meu punho no rosto dele. — concluiu com um sorriso vitorioso conseguindo afastar o ruivo dali, mas ao olhar rapidamente para o moreno percebeu o leve sorriso dele.
 


— Tsc...Tsc...Tsc... — murmurou balançando a cabeça em sinal de reprovação. — Eu salvo você Gatinha pra você se suicidar?


Ela respirou fundo.


A mudança de humor dele varia conforme as fases da lua. Era um bipolar nato. Apesar de estar perto, o garoto estava a alguns degraus acima dela. Ela se esforçou para chegar até ele.


Com seus ônix avaliadores, ele assistiu ela vir em sua direção.


Quando chegou no último degrau, a garota apoiou uma das mãos em sua coxa e a outra segurava o banco. Respirava irregularmente, estava verdadeiramente corada. Seus ossos começaram a doer pelo excesso de esforço que ela fez.


— Você! — ela disse furiosa, tentando conter o fôlego. Não conseguia pensar numa palavra ruim o suficiente. — Primeiro, eu acordo e você não está lá? Segundo, porque não me acordou? E terceiro, porque você me levou pra outro lugar?


Os braços fortes de Sasuke a cercaram sustentando seu peso. Ele acariciava seu cabelo enquanto continuava a segura-la.


Sakura lutou com a dor que irradiava para cada parte de seu corpo, mas especialmente seu ombro. Ela balançou a cabeça lentamente, e deixou o toque de Sasuke lhe confortar.


— Gatinha você tem uma mania irritante de fazer perguntas demais. — ele sussurrou no ouvido dela. — Eu recebi uma ligação do meu pai. Estava até agora terminando alguns relatórios. Pensei que não conseguiria terminar a tempo de ver Naruto ganhar o jogo.


Ela piscou aturdida, a respiração estava acelerada ainda... Um dos muitos afeitos que Sasuke causava em si. Porém, o coração que batia tão forte em seu peito, por um instante parou de bater.


— Tudo bem. — ela murmurou desculpando-o.


Sasuke pegou-a e carregou em seu colo.


Sakura se lembrava da noite passada quando ele tinha pego ela no colo, e ela colocou seus braços em torno de seu pescoço e admirava-o sob a luz do luar. Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu o Uchiha soltá-la de vagar.
Andaram o resto do caminho em silêncio,mas o rapaz deixou-a segurar sua mão. A mão dele era grande, áspera, forte e gelada contra pequena, macia e quente dela.


"O leilão vai acontecer no Teerã em menos de um ano." — as palavras de Fugaku veio como um zumbindo em sua cabeça, lembrando-o do seu maior objetivo. Ele não tinha tempo para perder especialmente com um alguém como Sakura.


— Gatinha essa coisa entre nós tem que parar. Eu não gosto disso.


— Como assim? Que coisas? — sussurrou.


Sasuke balançou a cabeça, era um masoquista. Mas seus lábios ainda estavam perto dos dela, e seu olhar era tão sedutor. O corpo de Sakura se agitou ao ficar na ponta dos pés inclinando até ele. Ela colocou a mão no rosto dele e moreno piscou, sem se mover. Ele continuou lentamente, muito lentamente, como se estivesse com medo de assusta-la, cada segundo sentindo-se mais petrificado. E quando estavam o perto o bastante para seus olhos embalarem, ele abaixou as pálpebras e apertou seus lábios contra os dela.


O toque de seus lábios era tudo que os conectava, mas um fogo que Sakura nunca sentira antes se espalhou por dentro dela, e soube que precisava de mais... de Sasuke. Seria muito pedir que ele precisasse dela da mesma maneira que a prendesse em seus braços, para retribuir o beijo com o outro ainda mais poderoso.


Mas foi isso que ele fez.


Seus braços fortes envolveram delicadamente a cintura dela. Ele a puxou para mais perto tomando o cuidado para não machuca-la.


Sakura sentiu seus corpos se encaixando perfeitamente — pernas entrelaçadas em pernas, quadris pressionados contra quadris, a respiração de ambos na mesma sintonia.


Sasuke pressionou suas costas contra o poste de luz, prendendo-a em si até que a rosada não conseguisse mais se mexer, até tê-la exatamente onde ela desejava estar. Tudo isso sem interromper o toque apaixonado e avassalador de seus lábios nem uma vez.


Depois distribuiu beijos e chupões no pescoço, fazendo-a gemer e pender a cabeça para trás. Sasuke entrelaçou o cabelo rosado em seus dedos. Voltou a atenção para os lábios de Sakura que ansiava por ele. O moreno a beijava com tanta intensidade — sugando seu lábio inferior para depois pressionar a língua macia. Como resposta, ela abriu mais a boca; desesperada para deixá-lo entrar mais, sem medo de mostrar o quando o desejava.


A sensação mais deliciosa e mágica jorrava em seu coração.
Ele se afastou e a encarou, como se estivesse esperando ela dizer algo.


— Ainda acha que podemos ser amigos? — ele sorriu entortando os lábios para o lado, como Sakura sempre amou. — Se continuássemos eu não iria conseguir me controlar. A essa hora, você estaria na minha cama. E a única coisa viável é você ficar longe de mim.


Ela o ignorou e o beijou de novo. Deixando seus lábios se demorarem nos lábios dele. Encerraram o beijo pela falta de ar. Ambos se encaravam de forma intensa; onix contra esmeralda. Novamente, Sakura viu aqueles ônix tentando expressar tantas coisas. Mas dessa vez, ela pode perceber que havia 'um algo a mais'. Um algo que brilhava os olhos dele.


— Eu não gosto de como estou me sentindo agora, depois de beijá-la. — falou com sinceridade, deixando a garota confusa, não apenas pelo o que ele dissera como também pelo tom de sua voz. Saíra... verdadeira: arrastada, mas muito verdade.


— E como você está se sentindo agora? — ela teve que perguntar. Não soube porque, mas precisava saber, e algo dentro dela gritava para que a resposta fosse satisfatória, ou então, ameaçava-se quebrar em mil pedaços.


Sasuke não respondeu de imediato, pareceu hesitante como se ele mesmo buscasse resposta a pergunta que ela lhe fizera. Sakura, que tinha a cintura envolvida por seus braços fortes, nunca pensou que se sentiria tão bem onde estava, nos braços dele e aquilo a incomodou desmedidamente.


Os olhos pareciam queimar um no outro. Ônix contra esmeralda. Ambos sempre determinados, sempre com aquele ar de 'eu posso tudo', sendo que apenas um tinha condições financeiras para de fato conseguir tudo o que queria.


— Eu posso sentir outras coisas além do ódio. — Sasuke respondeu, seguido de um suspiro. Ele olhou levemente para o lado rapidamente, coisa sem significado ou motivo, antes de voltar a encará-la e com a voz ainda arrastada, naquele tom rouco que era sedutor demais para a pobre garota em seus braços e completou: — Me sinto humano!


A garota engoliu em seco, e então ouviu:

— Não se apaixone por mim Gatinha!


Foi isso o que ele disse num sussurro em seu ouvido, antes de afastar-se o suficiente para olhá-la nos olhos e sorrir de lado; o sorrisinho arrogante dele. E então, ele se afastou por completo, indo em direção a sua moto.


"Não se apaixone por mim Gatinha." as palavras dele ecoavam na sua cabeça. Dando voltas e mais voltas…Sem parar.


Sakura acompanhou-o com os olhos apenas. Seu coração batia forte, sentiu-se arfar levemente, e pensava que a qualquer momento suas pernas fossem ceder e iria ao chão, já que seus joelhos pareciam uma gelatina.



 Não se apaixone por mim, foi o que ele disse. Era, claramente um alerta, um conselho, quase uma regra. Mas, como ele podia dizer tal coisa de uma maneira sussurrante, com aquela voz rouca em seu ouvido, a seduzindo?! Era como se ele estivesse dando uma ordem que seria quebrada, que ele sabia que seria quebrada. Uma regra que ele deu, mas como se já sabendo que ela seria em vão.


Notas Finais


✿ MÚSICA DO CAPÍTULO:


SasuSaku: Hymn For The Weekend - Coldplay feat Beyoncé

https://www.youtube.com/watch?v=YykjpeuMNEk


✿ POR FAVOR, LEIAM:

01º: Meu Deus quanta reviravolta em um cap só. Uchihas e seus segredos hahaha. Que família mais desajustada. Pobre Miko, sobrou pra ela consertar. Alguém tem um palpite do que se trata todo esse mistério?

* Até Sasuke-kun tem segundo nome. ARON - olha a imponência *-* confesso que esse nome veio por conta de um romance envolvendo a máfia Cosa Nostra (clássica) e me apaixonei pelo protagonista, haha. (momento piriguete literaria), rs.

02º: Não entendo nada de futebol. Tive que pedir socorro para meu amigo pra dar umas dicas. KKKKK tentei não prolongar muito por ser leiga e escrever alguma besteira :v

03º: Olha a Bratva dando as caras haha. Super tensão e provocações a parte. Adorei escrever sobre esse momento. Sério, a partir daqui vocês vão conhecer muito da máfia inimiga número um dos italianos.
Alguém está conseguindo juntar as peças desse quebra cabeça?

04º: Olha o Sasori dando uma dentro e causando discórdia entre Sasuke e Sakura kkk. Adoro!


Dúvidas, sugestões e afins - deixem comentários.

Beijocas e até o próximo capítulo <3


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