História Our Love Is Madness - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 275
Palavras 4.945
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Two Is Better Than One - parte 2


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 14 - Two Is Better Than One - parte 2

C A P Í T U L O 08:

Two Is Better Than One - parte 2 


Só podia ser piada. Sakura checou mais uma vez a grade de horários e percebeu que as três aulas daquela manhã eram todas com o mesmo professor. 


Maito Gai é um homem que tem porte impressionante, sendo alto e extremamente musculoso. Possui maçãs de rosto salientes, sobrancelhas grossas, cabelos pretos e lisos em um corte em forma de tigela.  — Estranhamente, Rock Lee tinha uma incrível semelhança com ele. Todos juravam de pé junto que ambos eram pai e filho, mesmo que Lee e o professor negarem o parentesco.


O professor de história tinha se desgrudado do quadro-negro e estava energético, andando ao redor da sala.


 — Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder.  — recitou Gai.


Sakura abriu o caderno  —  História Mundial.  


Ino estava sentada atrás dela. A rosada ficou feliz por trocar bilhetes, precisava manter sua mente longe dos seus pensamentos. Longe de Sasuke.


Testuda hoje vou te apresentar para uma grande amiga minha. Acho que falei dela pra você.


Rapidamente a Haruno escreveu a resposta.


A garota que veio do Japão não é? Quando ela vem? 


Ino desdobrou o papel disfarçadamente pois Shion estava de olho. Qualquer passo em falso, a loira aguada iria dedura-la.


Ela está aqui. Só está com o pessoal da detenção. E o Sasuke? Onde ele esta?  


Ino passou o bilhete para frente e Sakura pegou-o rapidamente. 


 — Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípci...— o professor interrompeu a explicação para encarar a Haruno que amassou rapidamente o bilhete em sua mão. — Nada de bilhetinho.  — disse o professor muito sério, fazendo com que a Haruno girasse a cabeça para prestar atenção.  


Depois de uma longa cessão torturante sobre Egito Antigo, o sinal tinha soado indicando que era hora do almoço. 


Enquanto Gaara e Ino trocavam carícias, Sakura sentiu uma trombada no ombro. Era Sasori passando por eles no corredor a caminho do refeitório. A rosada teria levado um tombo se ele não entendesse a mão para equilibra-la.  


 — Cuidado aí.  — ele sorriu rapidamente em sua direção, e Sakura se perguntou se o esbarrão tinha sido proposital. Mas Sasori não parecia ser tão imaturo. A garota olhou para o irmão para ver se ele percebera alguma coisa. Ino ergueu as sobrancelhas, quase convidando Sakura a falar ela mesma, mas nenhum das duas disse nada. 


Quando atravessaram a vidraça que separava o corredor frio do refeitório,Gaara segurou o braço da irmã gêmea. 


 — Fica longe dele. Você já tem problemas demais com o Uchiha. Não vai querer ganhar mais confusão com esse esquisito aí, vai?

 
— Eu não fiz nada eu só...

 
— Testuda, Gaara, essa aqui é a Hina.  — disse Ino com braço direito laçado com da Hyuuga apresentando-a. 


 — Oi...  — disse Hinata timidamente.


 — Oi.  — responderam os gêmeos amigavelmente. 


 — Haruno Gaara.  — o ruivo se apresentou. 

 
— Haruno Sakura.  — a rosada estendeu a mão na direção da garota.  — Seja bem-vinda. Espero que possamos ser boas amigas.


A morena apertou a mão da Haruno e respondeu com um sorriso meigo:

 
— Amiga da Ino é minha amiga também. 

 
— Hina você lembra da comida daqui?  — perguntou a loira.  — A pizza é boa, o chilli é comível,o cachorro quente é razoável. Mas evite a todo custo o sanduíche de peito de peru, é terrível.


 — Ela tem razão.  — concordou Gaara.

 
 — Ino sou vegetariana esqueceu?  — seguiam a multidão em meio ao ruído do refeitório.  — O que eu vou comer?


 — Ah é... esqueci que você é hippie.  — respondeu a amiga com um sorriso divertido. 


 — Hina se você não se importar em comer comida caseira.  — falou Sakura oferecendo parte de seu almoço.


 — Obrigada pela gentileza mas não posso aceitar. Tem comida o suficiente pra você e não para duas pessoas e...

 
— Pode ficar com meu almoço não me importo de comer as gororobas daqui.  — Gaara entregou sua marmita onde continha bolinhos de arroz enrolados com algas e alguns pedaços de tofu.

 
— Tem certeza?  — insistiu a morena.

  
— Sem problemas.  — ele sorriu, então juntou-se ao pessoal da fila.

 
— O que você acha dessa carne? — Ino girou os ombros de Hinata noventa graus para que ela ficasse de frente para Naruto. Ele sentado em cima na área VIP com Lee e alguns garotos do time. A Hyuuga suspirou pesadamente, corando. — Não queria dar uma mordida nele?  — sussurrou no ouvido da amiga de modo provocativo, pois sabia da queda que Hinata possuía por Naruto desde  9º ano.

 
Sakura sorriu ao perceber a reação da Hyuuga.

  
— Cala boca!  — sussurrou a morena em resposta. — uma parte da Hyuuga estava feliz por estar brigando sobre garotos com a melhor amiga. Sentia tanta falta disso.

 
— Ei! Quanto tempo vocês pretendem ficar fofocando sobre o Naruto? — resmungou o ruivo impaciente segurando a bandeja com uma enorme fatia de pizza e uma garrafinha de refrigerante que parecia ser Fanta uva.

  
— Amour não fica com ciúmes. Você é um colírio para meus olhos.  — a loira se aproximou e entrelaçou seus dedos nos do ruivo sorrindo apaixonada.  — Ele é meu príncipe. —  em seguida, piscou para a morena que sorriu em resposta.

 
O ruivo balançou a cabeça negativamente sorrindo.

 
Sentados na mesa, todos conversavam animadamente. Hinata se deu muito bem com os gêmeos, especialmente com Sakura. 


 — Como é ficar de castigo?  — perguntou Ino.

 
— É terrível. — resmungou cansada, mostrando as mãos cheias de calos.  — Não é fácil limpar aquelas estátuas. Ainda mais com aqueles produtos precários e prejudiciais ao meio ambiente.

 
— Então vocês ficaram no jardim?  — perguntou Gaara lembrando das belas estátuas gregas.

 
— Não. —  a Hyuuga tomou um gole da água mineral.  — Vocês sabiam que existe um cemitério aqui? 

 
— Cemitério? — todos arregalaram os olhos e falaram em uníssono com incredulidade.

 
— No jardim tem um lago com carpas certo? Depois que passá-lo, tem uma pequena trilha. É só segui-la e voilà.

  
— Eu estudo aqui desde que comecei a falar e nunca soube a respeito desse lugar.  — reclamou loira se sentindo traída.  — Naruto sempre soube e nunca me contou!

 
— Ué, é só aprontar alguma coisa que você vai ser encaminhada pra lá rapidinho. — sugeriu Hinata rindo.


 — Muito engraçadinha você Hina.


Os olhos da Haruno desviaram-se dos amigos para o andar de cima.


"Sasuke onde você esta?" pensou ela suspirando pesadamente.

[…]

Mansion Uchiha: 


— A máfia Fugaku? — Mikoto gritou exasperada dando vários golpes com força no peito do marido. — Você jurou que nosso filho não seria seu substituto.


O homem piscou algumas vezes surpreso pela ira da esposa - segurou os pulsos dela e fez com que seus corpos mantivessem um contato muito próximo. As respirações estavam aceleradas. Os olhos da bela morena estavam a ponto de explodir em lágrimas, ainda que a mesma tentasse conter inutilmente.


— Você tem que entender que …  

A Uchiha fez um gesto com a mão de pare e encarou o marido bem no fundo de seus olhos escuros cheios de amargura, raiva e frieza.


— Não posso compreender porquê você não me diz nada. 


Ele a puxou para que repousasse sua cabeça em seu peito e escutasse seu coração bater.


— Por favor Miko fique longe de tudo isso… — ele suplicou ainda que sua expressão não demonstrasse alguma emoção, seus olhos agora ganharam mais vida. Eles expressavam seu medo.


— Depois de todo inferno que enfrentamos eu pensei que no dia que nos casamos o seu juramento e as promessas de estar ao meu lado eram verdadeiras.  — ela falou com mágoa se afastando do marido. — No fim das contas eram apenas palavras… 


— Eu mudei minha vida por sua causa. — começou Fugaku extremamente irritado com aquelas acusações sem fundamento de sua esposa. E por Deus, como doía ouvir aquelas palavras. Ainda mais vindo da pessoa que mais se ama. Mikoto estava completamente equivocada. Ela fora a única coisa que ele acertou durante sua vida. E a ingratidão por parte da mesma o deixou mais e mais furioso. E continuou : — Eu seria capaz de matar por você. Porra! Eu seria capaz de dar minha vida pela sua! Me diga o que está errado. Me diga o que fazer Miko? — O tom frio em sua voz fez com que a mulher estremecesse.

 
Aquilo era demais para ela.


— Não sei. — ela balançou a cabeça negativamente parecendo bastante ressentida com as palavras dele. — Não posso.


— Não pode? — Fugaku perguntou sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. — Você não entende não é? Não faz ideia do que abri a mão para ficar com você. Não sabe o que eu perdi por sua causa!


Aquelas palavras afetaram-na profundamente. Ela arfou e sentiu sua vista escurecer ao esticar e dar-lhe um tapa no rosto.


Ele levou a mão à face estupefato.
O choque da reação da mulher acalmou sua raiva.


— Enquanto você não enxergar o perdão Fugaku … — ela disse com voz esganiçada tremendo de nervoso — Nunca terá paz. Nunca!

 
Mikoto cobriu a boca antes de sair correndo. 
Ela precisava pensar; precisava se afastar dele para poder compreender o que havia feito.

[…]


Quando os garotos voltaram para sala de aula arregalaram os olhos. Rabiscado em giz branco, lia-se:
 

O renascimento é impetuoso e impaciente, e precisa ser lançado a vida."


A sala se encontrava toda escura. As cortinas estavam fechadas, e em cima da mesa da professora, havia um projetor.

  
— Pessoal.  — chamou Kurenai.  — Vamos, entrem.

 
Cada um foi para seus lugares.


— O Renascimento, foi um movimento cultural que marcou a fase de transição dos valores e das tradições medievais para um mundo totalmente novo, em que os códigos cavalheirescos cedem lugar à afetação burguesa, às máscaras sociais desenvolvidas pela burguesia emergente. — começou a professora passando entre as carteiras para avaliar os alunos ao mesmo tempo que explicando a matéria. 


A aula de artes costuma ser uma das matérias que muitos alunos dormiam ou faziam qualquer coisa menos, prestar atenção na aula. Mas não era o caso de Hyuuga Hinata e nem Haruno Sakura.


— Esta importante etapa histórica predominou no Ocidente entre os séculos XV e XVI, principalmente na Itália, centro irradiador desta revolução nas artes, na literatura, na política, na religião, nos aspectos sócio-culturais. Deste pólo cultural o Renascimento se propagou pela Europa, especialmente pela Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e com menos ênfase em Portugal e Espanha. — disse Kurenai, mudando os slides do projetor. Na primeira foto, um dos quadros mais clássicos; “O Nascimento de Vênus”  de Botticelli. Na segunda; a "estátua de Davi" esculpida por Michelangelo. E na terceira e última foto; "A Escola de Atenas" de Rafael Sanzio.


Gaara e Ino aproveitaram o escuro para trocar carícias e beijos. Desde quando o ruivo havia trocado de lugar com Sasuke, o casal não param de 'pegar.'


De repente a porta da sala se abre e alguém pergunta:


— Aqui é a aula de artes? — sua voz é confiante, diferente de como deveria ser, uma vez que ele estava atrasado. Assim como a atenção da professora e de todos que se remexiam na cadeira foram para tal pessoa.


Todos começam a cochichar e alguns risos em direção a tal pessoa.


Kurenai pigarreia.

 
Uma garota atrás da Haruno sussurra  '' LINDO ''  para a colega do lado. Sabia que não se tratava de Naruto porque o mesmo estava na aula e sentado no fundo. A tal voz soa muito familiar para ela que morde a isca e vira a cabeça para trás em direção a porta. 


Os olhos verdes amendoados de Sasori recai sobre a face da rosada que cora instantaneamente. Aquele contato visual estava incomodando-a. Ela bufa desapontada por não se tratar de Sasuke e o ruivo percebe isso, mas mesmo assim, ele mantém o contato.

 
— Está atrasado Akasuna. — respondeu a professora severamente olhando o rapaz de modo crítico. — Sabe que não tolero atrasos.

 
— Estava com o diretor Uzumaki.  — o ruivo respondeu levantando uma folha de papel.  — Aqui comprova o que disse. 


A professora de artes caminhou até o fim da sala - e seu salto fino ecoava. Todos não ousaram dar algum pio. Estavam mais curiosos com a situação.


Kurenai pegou a folha das mão de Sasori e leu.


Ela suspirou.

 
— Tudo bem jovem. Sente-se na frente ao lado da Haruno.


O Akasuna caminha até a carteira ao lado de Sakura e se senta. Ele se ajeita para ficar confortável, alguns sussurros das garotas são ouvidos do fundo. Do canto dos olhos - Sakura o observa. Ela não nega que a presença dela de certa forma não era ruim. Ele parecia ser uma pessoa legal e também bonito de mais para não resistir.


Ela tentou afastar aqueles pensamentos. 

 
Sasori a olha de modo misterioso, desde que ele se sentou a garota nota seus olhos. Seus olhos verdes eram tão bonitas, e traziam uma sensação de calmaria e profundidade.


A rosada lembrou-se de que o mesmo vem tentando a todo custo se aproximar de si. Eram apenas amigos não é? Não poderia haver outras intenções por parte dele, por que se não, o mesmo sairia ferido. Sakura estava completamente apaixonada por Sasuke, e mesmo que ele fosse um babaca, seu coração pertencia somente a ele : Uchiha Aron Sasuke.


O olhar de Gaara estavam sobre a irmã gêmea - e viu o olhar fixador de Sasori sobre ela e não pode evitar a irritação. Ino que estava ao seu lado deixou uma risadinha escapar.


Sakura cruza os braços em cima da mesa e fixa seu olhar em Kurenai. 


— Neste momento crítico de profundas transformações, surgiu o Renascimento, com uma eclosão criativa sem precedentes, inspirada nos antigos valores greco-romanos, retomados pelos artistas que vivenciaram a decadência de um paradigma e o nascimento de um universo totalmente diferente. Este movimento representou, portanto, uma profunda ruptura com um modo de vida mergulhado nas sombras do fanatismo religioso, para então despertar em uma esfera materialista e antropocêntrica. Agora o centro de tudo se deslocava do Divino para o Humano, daí a vertente renascentista conhecida como Humanismo. — então a professora de artes mudou slide novamente. Agora, as pinturas de Leonardo Da Vinci tomavam à cena. Todas suas pinturas, sem exceção, são fantásticas.


Hinata e Sakura, ambas eram admiradoras de Da Vinci.


 Sakura, pelo lado científico. O Homem Vitruviano, despertava sua paixão pela vida, pelo corpo humano. Já Hinata, pelo lado artístico e histórico. 
Mona Lisa e a Santa Ceia, aguçava sua curiosidade pelos acontecimentos da época, o modo e o comportamento das pessoas, objetivos e legados.


— Hinata. — chamou a professora fazendo com que a garota de olhos perolados se contraísse. — Quais são as características do renascimento?


A garota suspirou baixinho tentando conter seu nervosismo, então respondeu :

— A super valorização da cultura greco-romana. Antropocentrismo, ou seja, o homem no centro de tudo, a busca de um padrão intelectual que transcendesse as fronteiras nacionais. Isto quer dizer que, seu ideal de ser humano era portanto, aquele que conhecia todas as artes e todas as ciências. Leonardo Da Vince foi considerado por essa razão, o modelo do homem renascentista, pois ele dominava várias ciências e as artes plásticas. E também … — a morena engoliu um pouco de ar e prosseguiu : — pelo racionalismo e o espírito crítico que se traduziram na adoção da observação e de métodos experimentais. Por essas preocupações e valores, os pensadores e escritores desse tempo eram conhecidos como humanistas.


— Muito bem querida. Vejo que temos uma estudiosa aqui. — disse a professora orgulhosa ao misto de frustração ao ver o resto da turma com a expressão de tédio. Ela desligou o projetor e pediu para os alunos próximos a janela que puxassem as cortinas e disse:  — Gostaria que todos fossem assim. 


Andando entre as fileiras, a bela professora de artes repreendeu alguns alunos que mexiam no celular, outros trocavam bilhetes. E até os quem namoravam como Ino e Gaara não escaparam dos olhos rubis observadores de Kurenai.


— Quero que façam duplas. Um menino e uma menina.

 
— Por quê?  — perguntou Matsuri desanimada pois, a mesma gostava de se sentar com suas melhores amigas. E se separar delas por um segundo, para ela, era como se fosse uma catástrofe.


 — Por que eu quero, simples assim. Agora andem! — a ordem ecoou pela sala.


Todos começaram a se mexer.

 
As garotas brigavam entre si para sentarem-se com o Uzumaki o que não era nenhuma novidade.

 
— Posso sentar com você Sakura?  — novamente os olhos verdes e penetrantes de Sasori a encarava fixamente.

 
— É c-claro... 

 
De longe, os olhos jades de Gaara estavam em alerta. Ele parecia fingir não se importar, mas na verdade o canto de seus olhos observavam todas as reações de sua irmã.


O Uzumaki ria com a situação, mas seu olhos acabaram se encontrando com os perolados de Hinata, então ele sentou-se na carteira vazia ao lado dela. 


Todos na classe se surpreenderam. 


Naruto nunca se sentava com garota alguma que não tivesse um vínculo de amizade ou parentesco com ele. E ali estava ele; por livre espontânea vontade, ao lado da pequena Hyuuga que olhava-o confusa.


Kiba rangeu os dentes. O moreno pretendia sentar-se com ela. Mas parece que até nisso o Uzumaki resolveu competir com ele. Ou seria ele a competir com Naruto? Não dava para saber. Mas uma coisa é certa - Hinata estava em um círculo de fogo.


O loiro colocou o livro de artes e o estojo na mesa e sorriu.


"Uma bela garota, " pensou o Uzumaki enquanto imaginava como seria uma noite com morena. A magia de seu olhar perolado seduzia o loiro de uma forma espetacular que nunca havia sentido isso antes.


Hinata sentiu os olhares das garotas lhe cozinhando. 


O sorriso que o Uzumaki dirigia à ela era uma mistura de sedução mas não era amistoso. Era um sorriso que queria dizer problema. Problema garantido. Então resolveu voltar sua atenção para o quadro-negro.

  
—  Assim como a miss Hyuuga disse, o antropocentrismo é o homem no centro do universo. Em outras palavras, a valorização do homem como ser racional e como a mais bela e perfeita obra da natureza. — falou Kurenai escrevendo no quadro-negro. — Então não confundam com teocentrismo, ok? 


Para Hinata, Naruto não passava de um cafajeste mirim que não tem aspiração em nada além de ir pra cama com qualquer garota. E ela recusava fazer parte da sua lista. Embora não negasse que sentisse uma certa queda pelo mesmo. 

 
— Quero que até o final da aula desvendem tudo o que conseguirem de seus parceiros. Amanhã, tragam suas descobertas por escrito. Vou chegar tudo. Não adianta inventarem as repostas, pois eu vou saber. 


A morena de olhos pérolas ficou sentada imóvel sem dizer uma única palavra, apenas o observou brevemente e voltou sua atenção para o caderno de forma pensativa. Naruto tentou ser amistoso, mas de nada tinha adiantado. Fungou discretamente tentando decifrar o cheiro da garota. Era cheiro de frutas vermelhas.


O Uzumaki olhou para os lados, e pareciam que quase todos os outros tinham progresso em suas descobertas. Desviou o olhar para o relógio na parede e bateu a caneta no ritmo do ponteiro. Fincou o cotovelo e apoiou o queixo no punho e ouviu o deslizar da caneta de Hinata que bocejou.  


Ela estava escrevendo, ele quis saber. Meia hora limpando a estátua e dez minutos sentada ao seu lado não lhe dava o direto de presumir nada ao seu respeito. Ou daria?


O texto continha diversas linhas, mas não conseguia ler pois as letras eram minúsculas.


 — O que está escrevendo?  — exigiu o loiro.

 
— Sobre você, não é óbvio?  — Hinata parou de escrever para encara-lo com leve sorriso sarcástico.  

 
Ele devolveu a provocação : 

 
— Hoje de manhã você disse que não era pra mim falar como se eu te conhecesse, certo?  E agora esta tentando fazer o mesmo, só que ao meu respeito? 


— Vamos ver se meu palpite está certo a seu respeito, Uzumaki.  — ela pegou o caderno e começou a ler o que tinha escrito mantendo o sorriso provocante nos lábios, que para Naruto, era uma verdadeiro convite para ele beija-la.  — Você é um decrépito e tão simples de ser lido. — Hinata começou provocando apontando o dedo no rosto do mesmo. — Não passa de um idiota que pensa pequeno. Sua aspiração a um jogador de futebol é uma maneira de chamar a atenção de seu pai. Por isso que você vive se metendo em confusão… Por que é tão raso e vazio como a lousa que professora Kurenai apagou.


Naruto não podia negar que em partes, Hinata estava certa. Ele fazia o que fazia para chamar a atenção de seu pai. Sempre fizera. Mas não era um idiota vazio como ela tinha dito. Ele tinha sonhos, e sempre buscou correr atrás daquilo que acreditava ser o certo. Não era um babaca. E de alguma forma aquilo o irritou. E muito.E pela primeira vez; ele se importou com a opinião alheia em relação ao seu respeito. Jurou para si mesmo que faria aquela garota pagar com a língua. 


— Sabia docinho que tem informações suas no Wikipédia. — ele começou. — Mas de nada valeria a pena dizer que você e a filha da atriz Akiko O'hara e do primeiro ministro Hiashi, afinal todos aqui já sabem disso. Quanto ao resto, você gosta ser voluntária em hospitais e dar aulas de reforço aqui pro pessoal do fundamental. Essa informação descobri com meu priminho… Ele vive suspirando por você.  Mas tem um segredinho meu que você não percebeu. Sou muito bom em ler as pessoas. 


A morena ergueu uma sobrancelha com expressão cética e disse desafiadora:

 
— Prove Uzumaki. Você só tem dez minutos para escrever algo sobre mim.


Naruto colocou as mão atrás da cabeça e começou a avaliar a Hyuuga de um ângulo diferente.

  
— Pensar sempre no melhor dos outros é a sua segunda maior fraqueza.

 
— E ...  — Hinata engoliu em seco contendo a raiva.  — E a primeira ?

 
— Leva a vida muito a sério. Você sempre está  pensando nos outros e deixando de viver sua vida. 

 
— O que quer dizer com isso?


 — Que você se submete a aceitar tudo que te mandam fazer para não sentir remorso ou causar decepção nos outros.


Estupefata, Hinata abriu a boca no formado de O. Ela estava abalada por ser uma pessoa tão fácil de decifrar.Sentiu um arrepio na nuca e a temperatura da sala parecia ter caído. A situação havia se invertido. Naruto parecia dar as cartas e controlar o jogo.


Em uma situação comum, a morena teria ido direto na mesa de Kurenai e pedido para ela mudar de lugar. Mas algo nela se recusava a deixar que Naruto pensasse que podia lhe intimidar ou lhe assustar. Sentiu uma necessidade irracional de se defender e decidiu que não recuaria antes dele

 
— Google tradutor. — disse o loiro involuntariamente digitando em seu Galaxy s6.  — Hime-chan, você estuda aqui há três anos e nunca reparei em você... 

 
— Do quê me chamou? — perguntou Hinata mudando o tom de voz que antes se encontrava irritada, agora estava amena.

 
— Hime-chan.  — ele repetiu de forma provocante a fim de seduzi-la apenas com um sorriso torto. — Eu assisti muitos animes. E na legenda traduzia "HIME" como princesa. Então...  — o loiro colocou a mão no ombro direito da pequena Hyuuga.  — coloquei agora no Google tradutor para ter certeza… E o "chan", bom... é uma forma carinhosa de vocês chamarem as pessoas. Para os homens é "Kun", certo?


Hinata corou instantaneamente assentindo com a cabeça de forma positiva. 
Naruto coçou a cabeça procurando algo para dizer. 


— Ah...usa calcinha preta? — novamente a boca de Hinata se abriu. Como um peixe, abria e a boca e fechava diversas vezes procurando uma resposta coerente sem ser mal educada.

 
— Tudo bem, vou deduzir como um sim.  — respondeu ele com um sorriso malicioso.

 
— Até parece que eu contaria isso pra alguém. Principalmente para um alguém extremamente impertinente e pervertido como você Uzumaki!


 — Para de bancar a puritana Hime-chan.


"Calma Hinata… Ele é apenas um energúmeno, pervertido e… O sorriso dele é lindo… Hinata, foco. Foco!" 


 — Não gosto disso!  — resmungou Gaara de cara fechada.


 — Não gosta do quê?  — perguntou Ino acariciando a mão do namorado.


— Daquele cara sentado com a minha irmã.  — respondeu o ruivo de forma rabugenta, sem tirar os olhos de Sakura e de um certo ruivo que fazia dupla com ela.


 — Deixa de ser ciumento Mon chat. A testuda sabe se cuidar. — a loira distribuiu vários selinhos pelo rosto do mesmo.  — Sabia que você fica muito fofo com ciúmes e.. 


Ino parou de falar pois algo lhe chocou— Gaara olha lá.  — disse a loira apontando na direção do Uzumaki. 


— O que foi Ino? 


— Eu nunca vi o Naruto interagir com garota alguma desse jeito.

 
— Isso é bom. Significa que ele pode deixar de ser galinha.  — respondeu o ruivo sem interesse.


Ambos riram e voltaram suas atenções para a "pesquisa''.

 
— Já fez alguma coisa ilegal?  — Naruto riu.


 — O que está rindo seu parvo?  — o rosto de Hinata havia ficado vermelho de raiva.

 
— Calma aí, não precisa ficar nervosa. — Naruto coçou a testada.  — É que eu não consigo imaginar você fazendo algo errado. 

 
— Pois saiba que eu passei uma vez o limite de velocidade com som alto.  — respondeu ela orgulhosa pelo feito.

 
Naruto agora ria com mais gosto. Aquela garota definitivamente era muito ingênua. Isso explicava o modo como ela age.

 
— O que é isso?  — disse morena apontando para camisa levemente levantada de Naruto e percebendo uma cicatriz.

 
— Ah isso...  — ele levantou a camisa, deixando sua barriga bem definida a mostra. Hinata imediatamente abaixou a camisa e desviou olhar para chão pois estava corando.  — Eu tive apendicite, então fiz uma cirurgia.


De longe, Lee ria discretamente da prepotência do amigo e deixou seu pensamentos ganharem som:

 
— Pobre Hina... Só quero ver quando Neji soube que você anda azucrinando a vida da prima dele. 

 
— Eu aposto dez pratas que ele leva até a virgem da Hyuuga pra cama.  — disse um garoto ao lado do Rock.


 — Hm... uma aposta?  — disse Suigetsu entrando na conversa e ignorando por completo sua parceira. — Eu dobro o valor. Aposto que além dele levar-la pra cama, vai ficar de quatro por ela!


Karin que fazia dupla com Lee parou de falar com Shion para prestar atenção na conversa dos garotos.

 
— Vocês são ridículos.  — disse Rock rindo.  — Não que eu concorde com a aposta e o termo de vocês mas desta vez eu vou apostar: Naruto vai se apaixonar pela Hina.


" Até parece que Naruto vai se apaixonar por uma sem graça como a Hyuuga, " Karin pensou.

 
— Ah...  — a Hyuuga respondeu voltando a dar atenção ao Uzumaki que não deixava o sorriso cínico sumir de seus lábios majestosos.  — O que faz em seu tempo livre?

 
— Vai querer sair comigo?  — respondeu ele rapidamente.

 
— Por favor Naruto se você não liga pra esse trabalho tudo bem, mas eu ligo, então colabore. Por favor! — disse com a voz cansada; Ele recostou-se na cadeira cruzando os braços atrás da cabeça.


 — Que tipo de colaboração? — Hinata estava convencida de que ele estava sendo sarcástico, então tentou mudar de assunto.

 
— Tempo livre...  — ele repetiu pensativo.  — Bom você deve saber que eu sou o capitão do time de futebol e não estou querendo me vangloriar, porém, já tenho uma bolsa garantida para Cambridge.  — Naruto respirou fundo.  — Eu tiro fotos e surfo.


"Fotos" e '' surf '' foi o que a Hyuuga escreveu na folha de seu caderno.

 
— Espere não terminei.  — disse fazendo com que a garota parasse de escrever para encara-lo.  — Eu também gosto muito de fazer rapéu, trilhar em florestas em busca de aventuras, sabe? Escalar montanhas. E leio muitas HQS da Marvel e DC. Meu herói favorito é o Homem Aranha. Sua vez.  

 
— Eu gost… 


O sinal tocou.

 
— Espera… Já se passou cinquenta minutos de aula?  — balbuciou a morena incrédula.

 
— Lembrem-se turma, não esqueçam essa folha. A nota de vocês depende disso. E nada de inventar as respostas, fui clara? !  — proclama a professora mais alto do que o barulho dos alunos saindo pela porta.


O loiro recolheu seus materiais e caminhou para o fundo da sala onde Lee se encontrava a espera do Uzumaki.

 
— Naruto espere.  — a Hyuugaa o chamou, mas ele pareceu ignora-la. Com a mochila nas costas saiu com o Rock. Hinata largou o caderno na mesa e correu atrás do loiro empurrando todos que atrapalhavam sua passagem.  — Com licença! — ela correu pelo corredor até que conseguiu alcançá-lo no estacionamento onde estava prestes a fechar a porta de sua Ferrari. — NARUTO!  — ela ofegou recuperando o fôlego.  — Eu não terminei.

 
O loiro se levantou do carro e pegou a mão pequena da Hyuuga - com a caneta escreveu algo nela.

 
A morena olhou para os números escritos em tinta azul na palma de sua mão:78990-1010.

 

Então cerrou o punho. 


Ela queria lhe dizer que era a culpa dele por ter passado o tempo todo lhe fazendo perguntas. Queria xinga-lo, mas ela não fez nada.


 — V- Vou estar ocupada hoje à noite.  — finalmente disse.


 — Eu também.  — ele sorriu cínico.  — Mas não vai ser eu quem vai ficar com nota baixa. Se servir de consolo Hime-chan, dê uma olhada na Wikipédia. — Naruto tirou do banco seu caderno onde levantou para ela mostrando toda sua eficiência. 


Hinata ficou imóvel. Ela ficou ali, tentando digerir o que havia acontecido. Será que Naruto tinha consumido todo o tempo com aquelas perguntas de propósito? Para que ela tirasse nota baixa? Será que ele achava que um sorriso sedutor seria suficiente para ela redimi-lo? Sim, ele pensava.


O loiro entrou no carro e fechou a porta. Antes que ele pudesse sair Hinata jogou seu caderno em cima do capo da bela Ferrari e gritou em plenos pulmões:

 
— Nunca vou te ligar seu energúmeno!


Notas Finais


✿ MÚSICA DO CAPÍTULO:

NaruHina : Sugar - Robin Schulz feat Francesco Yates

https://www.youtube.com/watch?v=bvC_0foemLY

✿ Comentários e explicações:

01º: As memórias do passado FugaMiko foi algo que sempre quis escrever. Só que na época que eu postei a fic não tinha trabalhado muito bem. Mas agora quero colocar tudo e dividir com vocês. É super love os momentos deles que dá vontade de morder.

E como uma admiradora de Shakespeare, amo um drama. Por isso, vocês já perceberam que o romance deles não foi uma coisa linda e com um final feliz para sempre não é? Ainda mais com Fugaku fazendo parte da máfia italiana.


02º: Hina apareceu, eba! Essa morena gatona chegou chegando e ainda por cima para alimentar a discórdia entre Naruto e Kiba. :p Fãs de NaruHina comemorem pq daqui em diante vou desenvolver a relação do ship. E garanto também que tera muita comédia envolvendo o encrenqueiro e a certinha. Clichê adolescente com ''opostos se atraem'' que eu adoro e sei também que vocês gostam, haha.

03º: Sakura já tem um emprego quase garantido. Poxa, eu também queria ter amigos assim, tão prestativos.

04º: GaaIno estão juntos. Prometo desenvolver melhor também a relação de ambos.

05º:Agora vamos discutir sobre SasuSaku. Gente quantos sentimentos pairando sobre eles. Deus, como eles são lerdos e ainda por cima orgulhosos. Pelo amor, alguém sede por favor?!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...