História Our Love Is Madness - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 253
Palavras 5.347
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa Leitura *-*

Capítulo 15 - Don't Let Me Down


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 15 - Don't Let Me Down

C A P Í T U L O 09:

Don't Let Me Down

 


"Não tente me entender. Atrás do meu sorriso existe uma máscara inquebrável."


— Gossip Girl


No caminho, as garotas pararam em um fast-food que funcionava vinte e quatro horas em York. Pegaram um lanche cada uma, mesmo não sendo uma boa hora para se comer uma refeição nada saudável como aquela, e foram para casa de Ino.  


Com exceção de Monstra, todos já estavam dormindo pois era muito tarde. Assim que Sakura entrou, a cadela fez uma festa pulando na garota.
A rosada brincou um pouco com cadelinha até a amiga voltar do banheiro. Assim que a dona da casa retornou, foram para o quarto da mesma. Sentaram-se na cama king size onde comiam e conversavam ao mesmo tempo.


— Eu acho que Sasuke está a fim de você. — comentou a loira, colocando uma batata frita na boca logo em seguida.


— Nada a ver Porquinha... — Sakura também comeu uma batata. — Você e sua mania de querer falar que os caras me olham. 


— E você e sua mania de achar que nenhum cara te olha. — rebateu Ino, tomando um gole de suco. 

 
As duas terminaram o lanche, enquanto papeavam. Até Sakura começar a ficar cansada, então Ino desligou a luz e foram dormir.


Assim que a loira apagou a luz, o rosto de Sasuke não saiu da cabeça de Sakura, lembrando-se de todas as palavras que ele havia dito no dia anterior.


" Quer saber o porque de você estar fazendo esse convite para uma amizade boba comigo? Precisa de uma desculpa para poder estar perto de mim, falar comigo sem que seja por meio de uma discussão. Sabe como eu sei disso? Porque eu ando fazendo a mesma em relação a você; buscando desculpas para me aproximar."


Depois de tudo aquilo, a única coisa que ela aprendeu era que não entendia nada sobre sentimentos, e que Sasuke havia surgido em sua vida, fazendo-a não saber mais distinguir o ódio e o amor.

[...]


Na igreja de Saint Mary encontrava-se Uchiha Fugaku que caminhava entre os bancos vazios se sentindo um peixe fora d'água. Seus passos lentos ecoavam pelo local alertando o Padre Augustus de sua chegada.


Automaticamente, o Uchiha fora para o confessionário. Ele afastou a pequena cortina vermelha que os separava. Não havia sentido se esconder, pois , o padre sabia de quem se tratava - ele sempre sabia. Afinal, Fugaku Vincenzo Uchiha era como um filho.


Sentou-se do lado externo e disse com uma voz cheia de pesar :


 — Abençoe-me Santo Padre, pois eu pequei. Já se passaram quatro meses desde minha última confissão. 


Antes de dizer qualquer coisa, o padre fez o sinal com a cruz, e apesar de viver décadas na Inglaterra, seu sotaque siciliano ainda era bem forte igualmente de Fugaku. 
 


— E quais foram seus pecados meu querido filho?


Desde a última visita; ele havia mentido, roubado e sido cúmplice em um assassinato, tudo em nome da Akatsuki. Entretanto, havia um pecado que pesava mais em sua mente.


— Meu sobrenome pesa demais. E por conta disso, meu filho esta pagando por erros que eu cometi… — ele falou exasperado. — Meu passado esta vindo a tona e… Sinto que posso perder Sasuke assim como estou perdendo Itachi. Eu escolhi a vingança e agora estou colhendo os frutos.


Houve um pausa.
 


— Seja lá o que tenha feito meu filho, Deus é misericordioso e não tenha dúvidas o perdão é o caminho certo. Você se arrepende?


Fugaku hesitou antes de responder.


— Sinto muito pelo meu filho, não por mim. Eu fiz o que tinha que ser feito. Talvez se eu não fosse filho de Uchiha Francesco Madara tudo seria diferente. Meus filhos não carregariam esse fardo.


O padre ficou em silêncio por um instante, então falou com seu sotaque forte:


— Não se arrependa meu filho. Apesar das divergências, seu pai ainda era uma boa pessoa. Ele sempre ajudou os mais necessitado. Sua mãe também. Uma grande mulher e devota de Virgem Maria igualmente como vossa esposa.


Frustrado, Fugaku passou as mãos no rosto disse :


— Eu estou furioso. E sinto que a dor daquela noite nunca se vai. Foi a pior coisa que senti em anos. Preciso que um alguém sofra pelo menos uma vez. Quero que esse alguém sinta nem que seja uma fração do que senti. Sinto que, se eu não fizer nada, vou explodir tudo aquilo que guardei durante anos… — ele pausou. — Sei que o elo mais fraco é minha esposa e… Droga eu a amo Padre mais do que tudo... Mas existem coisas que ela não consegue entender… 


O Uchiha suspirou cansado.


— E a machuquei… Não fisicamente, mas disse coisas que sei que agora nesse exato momento ela deve estar se culpando.


Mais uma pausa.


— Filho, você teve a intenção de machuca-la?


Como doía em seu peito admitir aquilo mas precisava.



— Sim. Eu tive. Precisava aliviar essa dor.


— E se sentiu melhor?


— Não. — respondeu. — Ainda estou furioso. Tão furioso padre, mas acima de tudo, estou envergonhado. Não gosto de me sentir assim… Mas não posso deixar isso pra trás.


O padre balançou a cabeça em negação.


— '' Não julgueis, e não sereis julgados. Não condeneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados. ''


O Uchiha conhecia muito bem aquele versículo. Ouvira muito sua mãe recitar para seu pai. Era Lucas 6 : 37.


— Mas e se eu não conseguir parar? Eu sei que não importa as consequências, preciso seguir com isso adiante. Não sei se posso perdoar ou ser perdoado.


O padre suspirou pesadamente e complementou :

— '' Se porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai não perdoará as vossas ofensas. ''


— Mateus 6 : 15.


Padre sorriu orgulho.


— Seu ódio é venenoso Vincenzo. Ele o consome de dentro para fora de forma catastrófica. É preciso encontrar o perdão em seu coração para esquecer e seguir a vida adiante. Então, e somente então, você será perdoado e também se perdoará. 

[...]


Sasuke  acordou suado e ofegante. Havia tido um sonho. Dessa vez, era bom demais para ser verdade. Passou a mão nos lábios, recordando do beijo trocado com Sakura no dia do campeonato de futebol.


Ele precisava de um banho e muitas cervejas, de preferência: Budweiser. Precisava esquecer tudo aquilo. Precisava urgentemente esquecer Sakura. Aquela garota estava atormentando sua cabeça.


Uma vez dentro de seu quarto, o moreno tirou suas roupas e entrou no banheiro para tomar seu banho. Ajustou a temperatura da água, deixou seu quarto cheio de vapor antes de finalmente entrar para colocar seu rosto sob os jatos de água escaldante. A água tomou conta de sua nudez, acalmando-o.


" Gatinha." –  uma voz irritada se fez presente em seus pensamentos.

 
Novamente, ele estava imaginando Sakura de bruços em sua cama; com marcas avermelhadas nas coxas, em sua nádega e principalmente em suas costas.

 
Foi a maneira pervertida que o afetou. 


Ele imaginou como seria entrar nela. Ouvir os gemidos afoitos chamando por seu nome. Sentir seu corpo deslizando completamente no dela e por fim, como seria fazê-la gozar?


"Doente fodido" - era como ele se autodenominava. Balançou a cabeça negativamente atestando que, garotas como Sakura não servia para ele. A ideia de imagina-la como sua amante era irresistível e totalmente insano e deliciosamente prazeroso.

[...]


Apesar de Naruto ser bastante ciumento e protetor em relação a seus pertences, ele não tinha nenhum cuidado com o que ele mesmo fazia com suas coisas. Seu quarto era entulhado; tudo ficava jogado no chão: sapatos estavam misturados a pilhas de roupas sujas, enquanto o cesto ficava vazio no canto. Sua escrivaninha estava coberta de papéis, livros e revistas em quadrinhos, e em algum lugar havia um notebook perdido.


Aquilo não o incomodava. Já tinha se habituado com a ideia de que nada na sua vida fosse organizado e bem cuidado. Se sentia protegido em meio ao caos que o rodeava; cercado pelas coisas que só ele controlava.


Uma sucessão de pancadas interrompeu o cochilo do garoto. Ele caminhou mal-humorado até a porta e ao abri-la, deparou-se com seu pai.


Minato entrou no quarto tropeçando nas coisas que estavam no chão. Resmungando, ele simplesmente as chutava para longe de seu caminho.


— Onde estão as chaves? — falou irritado.


Naruto esfregou os olhos e entrou na defensiva com a ideia de alguém invadir seu espaço.


— Quê?


— As chaves do seu carro. — O patriarca Uzumaki começou a vasculhar sobre a escrivaninha, empurrando furiosamente a bagunça e tirando do chão metade do que estava lá.


— Pra que merda quer minhas chaves? Por acaso bateu seu Mazda? — perguntou Naruto com sarcasmo.


— Apenas me entregue! — Minato abriu a primeira gaveta e pegou de lá a carteira do filho. Dentro dela, retirou o cartão de crédito e o enfiou no próprio bolso, antes de largar a carteira e voltar a procurar as chaves.


Naruto sentiu o sangue ferver:

— Que acha que está fazendo?


— Eu juro que tentei ser seu amigo. — respondeu o pai irritadiço. — Deixei muita coisa passar acreditando, esperando que fosse apenas uma fase, mas a cada dia que passa só piora. Então eu o enviei para seu avô Jiraya na Califórnia pensando que você teria entendido a mensagem.Mas não funcionou. Você voltou e começou o ciclo novamente. As brigas, as respostas malcriadas, os revides, e o desrespeito. Não posso mais aceitar isso.


— Mas o que eu fiz dessa vez? — esbravejou o filho esmurrando a parede.


— Eu sei que saiu no braço de novo com um de seus colegas de equipe. — gritou o pai em plenos pulmões perdendo a paciência com filho, mais uma vez. — Você nunca vai mudar Naruto? Quando vai crescer? Hein? Você está prestes a completar dezoito anos e fica agindo como um moleque de dez?


Naruto nada disse e continuou a observar Minato em sua busca.


— Onde está suas chaves Uzumaki Naruto?


Naruto suspirou e inspirou e respondeu:

— Você não vai pegar na minha chave.


Minato o encarou com olhar duro e firme e disse o mais severamente:

— Você está de castigo. Não irá a lugar nenhum, exceto para escola. E ficará lá, sem tentar escapar. Fará suas lições e trabalhos de casa, prestará atenção ao que diz e manterá suas mãos longe das pessoas. E quando o último sinal tocar, voltará direto para casa. Nada de Sasuke e Ino pra você. Nada.


— Não posso, tenho o futebol.


— Você não me diz o que pode ou não fazer. Eu lhe digo. Sou seu pai!

Naruto cerrou o punho.

— Então vai me impedir de jogar o futebol? — explodiu garoto.


— Foi você quem provocou isso meu filho!

Naruto estreitou os olhos enquanto seu pai deixava a escrivaninha de lado e se dirigiu à cômoda.


— Só estou vivendo a vida que você me deu. — esmurrou novamente a parede com mais força.


— Você não pode me culpar por isso. — retrucou o pai abrindo a gaveta de cima e retirando um molho de chaves de dentro, diante do olhar incrédulo de seu único filho.


— Eu o culpo sim. — falou Naruto com mágoa. — Você me odeia. Me culpa pela morte dela, eu sei disso. Só que finge ser um pai que se importa comigo. Mas no fundo... Você me odeia. Sou um monstro pra você não é?


— Não é verdade. — sussurrou Minato. — Eu me preocupo com você...


O tempo pareceu parar por um momento enquanto aquelas palavras pairavam no ar entre os dois. Aquilo era golpe baixo, e Naruto quase se sentiu culpado ao perceber a dor nos olhos azuis celestes de seu pai.


Doía muito mencionar e pensar em Tsunade.


— Quer saber... Vá em frente e tire o futebol de mim. Faça isso. Eu já perdi tudo na minha vida por sua causa! — Naruto explodiu ignorando a expressão perdida de Minato.


— Naruto por favor... — suplicou o magnata Uzumaki.


— Devolva minhas chaves!


Minato o ignorou e Naruto perdeu completamente a sensatez quando seu pai lhe deu as costas.

— Se não devolver as chaves, chamarei a polícia. — ameaçou.


O patriarca virou-se rapidamente que até assustou Naruto.


Ele riu escárnio.


— Não faria isso por causa de um carro?


— Pode apostar. — Naruto falou convicto assustando o Uzumaki. — E você faria o mesmo se isso fosse tudo o que lhe restasse.


Aquela centelha de mágoa rapidamente reacendeu, mas logo se dissipou. Minato atirou as chaves contra o peito do filho.


— Fique com a merda do seu carro e vá jogar seu precioso futebol. Mas vou logo avisando, fico com cartão de crédito. — retrucou cerrando o punho.


Naruto gargalhou sem vontade.


— Não preciso do seu dinheiro.


Minato sorriu secamente.


— Veremos meu filho. 

[...]
 

Saint Mary's Hospital:
 


O corredor do hospital era escuro e tinha um forte cheiro e anti-séptico. O odor sufocante do sofrimento pairava no ar, ainda mais intenso que na noite anterior. Ainda mais quando havia magoado sua esposa. Na hora da raiva falamos o que não devíamos. Mas ele não a culpava. A escolha fora dele e não se arrependia de tê-la em sua vida. E como havia dito a esposa; ele faria tudo por ela. Isso incluí dar sua vida. No dia que casaram-se, seu juramento fora verdadeiro. 


Fugaku recebeu um chamado de emergência. Os médicos tiveram que fazer uma nova cirurgia em Itachi. Ao olhar para o filho deitado na cama - a sensação de morte era mais forte, assim como o desespero, ainda maior. Era algo que  ainda não havia se acostumado. Talvez nunca se acostumasse.


Seus passos reverberavam pelas paredes esterilizadas do prédio à medida que ele se aproximava do quarto 912. Abrindo a porta, foi direto para a UTI. Assim que seus olhos se ajustaram, viu a esposa encolhida numa poltrona azul. Os olhos castanho-claros estavam fechados e sua respiração era baixinha. Com cuidado, ele pegou um edredom no armário e a cobriu. Não havia por que acorda-la.


Ele se virou para a cama e com os ônix cansados, inspecionou os vários equipamentos. O som contínuo do respirador abafava todos os demais, mas o tubo colocado na boca de seu filho primogênito nas últimas semanas já não estava mais lá; ele passara por uma traqueostomia durante a noite e agora tinha um tubo saindo direto de sua garganta. Aquela visão deixou o patriarca preocupado.


Mais complicações, uma atrás da outra. Itachi não teve um minuto de paz desde o dia que chegara ao hospital, onde logo foi declarado como '' quase'' morto. Se não fosse pela tomografia que comprovasse que ainda existia vida - o Uchiha estaria a sete palmos debaixo da terra. Mas não fora o caso, por insistência do Dr Hatake Hakashi que recusava perder um paciente, fez com que seu coração voltasse a bater, e agora o jovem Uchiha se mantinha estável, mas em coma. Não havia nenhum sinal de que iria se recuperar.


Fugaku o observou por algum tempo, sentindo-se inútil e inteiramente responsável. Ele sequer conseguia imaginar o que aconteceria se Itachi jamais recobrasse a consciência. Além disso, se ele conseguisse acordar, pois o Dr Kakashi disse que as chances do mesmo acordar do coma são mínimas. Mas se viesse acordar, talvez jamais fosse o mesmo de antes.


Mikoto se mexeu e abriu os olhos castanho-claros que Fugaku tanto ama. Sonolenta, ela não percebeu quando o marido puxou sua cintura e acomodou-se ao seu lado.


— Liebe há quanto tempo está aqui? — ela perguntou apoiando a cabeça no ombro do Uchiha.


— Apenas alguns minutos. — ele respondeu com a voz cansada beijando em seguida a mão da esposa e entrelaçando os dedos nos dela. — Eu gostaria de vir antes… Mas sentia que precisava me confessar para Deus. E me perdoe pelas coisas horríveis que eu te disse ontem. Eu juro que não é o que eu penso… Eu só estou cansado de tudo isso. 


Mikoto colocou suas mãos em cada lado do rosto de Fugaku fazendo ele olha-la diretamente. Os ônix diziam tantas coisas que ele não conseguia verbalizar por ser um Uchiha tão obstinado como era. Mas ela o conhecia melhor do que ninguém e o ama mais do que tudo. A morena viu nos olhos negros a mais pura dor e arrependimento. Sorriu, acariciando levemente com polegar a bochecha dele.


Fugaku fechou os olhos brevemente apenas para sentir o toque do dedo dela lhe acariciando. 


— A quanto tempo não fala algo em italiano para mim... — ela falou tão baixo quase num sussurro apenas para que o marido a escutasse. — Me diga alguma coisa… Adoro ouvi-lo dizer o quanto me ama.


Os ônix se abriram e deparam-se com aquele lindo par de olhos castanho-claro lhe fitando com tanta ternura e amor. Amor que aquecia seu coração de gelo. Ele não pode evitar a curva de seus lábios que formou um lindo sorriso com dentes brancos e totalmente alinhados. 


— Ti amo piccola mia. — Fugaku sussurrou ao pé da orelha dela fazendo-a se arrepiar levemente e sorrir feito uma adolescente. Mikoto entretanto, sentiu aquelas palavras poderosas, profundas dentro de sua alma. — Per sempre.


— Per sempre é para sempre não é? — ela o indagou recordando da palavra que já ouvira dos lábios de Fugaku inúmeras vezes.


Sorrindo, o Uchiha passou o dedo indicador suavemente sobre os lábios rosados dela e assentiu com a cabeça confirmando sua pergunta. Então, Fugaku se inclinou em direção a esposa e a beijou de forma apaixonada.


— Você faz alguma ideia do quanto é importante para mim? — perguntou depois de afasta-se dos lábios de sua amada. — Eu nunca vou me arrepender de tê-la escolhido Miko, nunca!


Ela sorriu mais e mais.


Ficaram em silêncio e abraçados observando o filho mais velho repousando na cama.


— Liebe. — ela o chamou, empurrando os cabelos negros dele para trás. — Acho que está na hora do Sasuke saber a verdade…


Fugaku olhou a esposa com espanto, contraindo os músculos. Em seguida, se afastou um pouco dela, apenas para esfregar as mãos em seu rosto em sinal de frustração.


— A verdade Miko? E que verdade você estaria se referindo? Quer que eu conte tudo para ele, mesmo a parte que irá machuca-lo? Sasuke se parece muito comigo, e você precisa considerar a possibilidade dele surtar. — ele começou parecendo bastante amargo. — Nós mal conseguimos nos relacionar do jeito que as coisas estão, você viu o resultado naquela reunião de família. E se eu contar a verdade… Posso arruinar o pouco que temos. É isso que você quer?


Mikoto pegou a mão de Fugaku e apertou levemente.


— Claro que não, Liebe. Você mais do que ninguém sabe o quanto quero que vocês se acertem.

Ela franziu a testa, em seguida se levantou, deu um beijo na testa do filho.


— Certo. Então quer que lhe diga apenas a parte da verdade que possibilite que os dois fiquem juntos, mas não posso engana-lo dessa maneira. As mentiras que ocultei dele já é o suficiente. — respondeu seco.


— Só acho que ele deveria saber a verdade pela sua boca e não pela dos outros. — ela retrucou, fitando seriamente.


Fugaku sentiu um aperto no peito, observando a esposa cuidar do filho, acariciando seus cabelos negros e ajeitando o cobertor.


— Eu sei Süsse. — disse. — Tenho tentado encontrar um meio termo em tudo isso, mas não consigo ver uma luz no fim do túnel. Eu sei que eu deveria fazer, porém, a ira que isso provocaria contra nós seria imensa demais para enfrentar.

[...]


Sakura finalmente estava livre da tipoia. Seus passos eram calmos, andava pelas ruas estreitas do centro da cidade, passando por pessoas sempre muito apressadas que não importava-se de ignorar tanto quanto elas a ignoravam. Em suas mãos, segurava as sacolas plásticas com alguns mantimentos e também produtos para limpeza. Esboçava no rosto uma expressão suave e pensativa, ganhando pouco a pouco traços de preocupação. Mal acreditava que já era sexta feira.

 
A semana havia passado tão rápido.


Lembrou-se de seu irmão e sua melhor amiga, sorriu enquanto andava. Como a amiga estava se saindo no seu encontro com seu irmão? Prensou os lábios, contendo o riso que queria lhe escapar. Mal acreditou quando Kushina não satisfeita em ver Gaara beijando Ino, resolveu também segui-los.

 
Era algo no mínimo... Surpreendente e engraçado. 


Sorriu. 

  
Não pode deixar de não sentir aquela pequena inveja, aquela que não faz mal a ninguém. Quem dera ser tão corajosa em relação à Sasuke, como Ino era em relação à Gaara.


"Sasuke."


O nome dele ecoou pela sua mente, preenchendo-a por completo, sendo o foco de todos seus pensamentos. Era impressionante, e a seu ver, bem ridículo o que apenas o pensamento dele, a menção do nome dele podia causar em sua mente e corpo. Suspirou. 


Aquilo tudo estava tão errado.

 
No entanto, durante a semana que passou a Haruno não pode deixar de sentir falta de uma palavra trocada com ele – ainda que esta não fosse muito amigável. Sentiu falta das provocações trocadas, de um olhar correspondido. Sim, correspondido; porque ela o olhava. Sempre.


Sempre que o via nos corredores ou refeitório da escola; no entanto ele nunca a olhava de volta e quando o fazia era coisa rápida, de um segundo apenas, sem grande importância ou qualquer outra coisa. Apenas um comprimento para não ser taxado de mal educado, o que dispensava quando não havia ninguém mais por perto, preferindo passar direto por ela sem uma palavra, sem um olhar; sem um de seus sorrisos prepotentes. Pelo menos para ela, porque com todo o resto do mundo Sasuke continuava o mesmo. O mesmo egoísta, arrogante, sexy e frio de sempre com aqueles sorrisinhos  e provocações irritantes. Ela estava odiando aquilo. Odiando em que cinco semanas ele parecia seguir seus passos, pois sempre acabavam se esbarrando, e na outra fazia como que se ela nem existisse. Era errado e cruel, ainda mais depois da última conversa, no mínimo estranha e pouco esclarecedora que tiveram. 


Sakura suspirou. 


Ele estava cumprindo a palavra afinal; prometeu afastar-se dela e era o que estava fazendo. No entanto, a rosada via aquilo mais como uma tortura do que qualquer outra coisa. Bufou rolando os olhos com raiva de si mesma. Estava se tornando uma grande imbecil quando o assunto era aquele garoto arrogante. Devia ficar feliz por manterem-se longe um do outro; pois era nítida a atração, o desejo que havia entre os dois, e aquilo de nenhuma maneira poderia ser algo bom. Não para alguém como ela sentir por alguém como ele.


Mas ele tinha de fato salvado sua vida, não importa como. Durante a noite a sua raiva se transformou em gratidão. Sakura queria muito falar com ele, e no dia seguinte ela tentou. 


Ele já estava sentado quando ela entrou na sala, olhando diretamente pra frente. Sasuke não deu nenhum sinal de que sabia que a rosada estava lá.


— Oi. — Sakura saldou-o agradavelmente.


O Uchiha virou uma fração na direção dela sem olhá-la, balançou a cabeça, e então olhou pro outro lado.


E esse foi o último contato que Sakura teve com ele, apesar dele estar lá, a um passo dela, todos os dias. Ás vezes a rosada ficava observando-o, sem conseguir se controlar - à distância, contudo, no refeitório ou no estacionamento. Ela o observava como os seus olhos verdes e os ônix dele ficavam perceptivelmente mais e mais negros a cada dia. Mas na aula ela não dava mais atenção à ele do que ele dava pra ela.


Sasuke olhava-a cheio de curiosidade, aquele mesmo olhar de frustração ainda mais distinto agora nos seus olhos negros. 


Ela olhou-o de volta, surpresa, esperando que ele olhasse rapidamente pra longe. Mas ao invés disso, Sasuke continuou olhando-a intensamente nos olhos. Sakura não afastaria o olhar de jeito nenhum. 


Suas mãos começaram a tremer. 


— Uchiha? — Kurenai chamou, querendo a resposta para uma pergunta. 


— Revolução francesa. — respondeu. Ele parecia relutante enquanto virava pra olhar a professora de artes.


Sakura olhou para os seus livros assim que estava livre do olhar dele, tentando encontrá-la. Não conseguia acreditar na onda de emoções pulsando pelo seu corpo só porque o ele tinha olhado para ela pela primeira vez durante a semana.


— Gatinha? —  ele chamou por ela cautelosamente. Devagar, Sakura virou na direção dele sem vontade. 


— OH! VOCÊ LEMBROU QUE EU EXISTO! —  disse ela irritada e com um pouco de petulância intencional em sua voz.  Sentiu que o calor de sua raiva podia queimá-lo fisicamente, mas Sasuke parecia estar se divertindo.


— Tá naqueles dias? — ele perguntou de forma de gozação esperando ver a afeição dela se transformar em uma carranca.


A rosada inalou pelo nariz. Contou de um a dez e repetiu esse mantra por uns segundos, até sua expressão se suavizar.


Ele olhava com certo divertimento. 


— Eu pensei que você devia estar me ignorando e não me irritando até a morte, já que os caras daquele bendito estúdio não conseguiram terminar o trabalho. — ela soltou palavras ferinas, mantendo suas esmeraldas fechadas; era mais fácil conversar coerentemente com ele desse jeito. Ou acabaria desferindo um soco naquela face de anjo com áurea endiabrada.


A raiva transpareceu nos olhos de Sasuke. Seus lábios se pressionaram até formar uma linha fina, todos os sinais de humor tinham desaparecido.


— Gatinha você não faz ideia das coisas que diz! — ele retrucou com sua voz baixa e fria.


Os lábios dela se contorceram, lutando contra um sorriso. Estava feliz por confrontá-lo, afinal, ele estava interagindo consigo.


—  Então porque está me ignorando? Fugindo de mim como o diabo foge da cruz.


—  Eu não estou fingindo que você não existe. —  ele continuou: —   Só acho que desse jeito é melhor. — respondeu sincero com um sorriso sarcástico adornando o canto de seus lábios.


Sakura abriu seus olhos. O rosto dele estava sério. 


— Eu sinceramente não entendo o que você quer dizer. —  respondeu cautelosa. 


Sasuke fechou os olhos e respirou fundo. Eles estavam de volta com isso. Bem isso era tão bom quando qualquer momento para restabelecer regras entre eles. Quando ele abriu os olhos, sorriu diabólico a garota à sua frente que estremeceu.


Sakura fechou os olhos puxando o ar com lentidão e força exagerada; como se aquela fosse a última golfada que daria em busca de oxigênio.


— Eu não quero que você se afaste de mim. — ela murmurou a resposta tardia para o nada, sua confissão secreta enquanto deixava os olhos caírem sob a janela; observando a chuva fina que voltava a cair. — Apesar de você ser um idiota arrogante, eu gosto de você. Mais do que devia.


Gostar não era bem a palavra certa para definir os sentimentos de Sakura em relação à Sasuke. Ela sentia bem mais do que isso. Suas células necessitavam do toque frio das mãos ásperas, dos olhares trocados, do timbre de sua voz grave, do cheiro do perfume Samourai. Exatamente tudo - pois ele era o motivo de suas noites mal dormidas, das suas preocupações, e também, a razão de ocupar seus pensamentos e coração.


— Tsc. Isso não é um romance, apesar de você fazer o gênero donzela em perigo. Mas eu não sou o príncipe encantado. —  ele disse convicto. — É melhor assim. 


Ela sabia que era perigoso se apaixonar por ele, mas não podia controlar seus próprios sentimentos. Já estava apaixonada e nem se dera conta disso.

 
— Melhor pra quem?  — retrucou mais irritada cruzando os braços, e sem se dar conta estava rolando os olhos. Ato que, adquiriu com o mesmo.

Sasuke nada disse, embora quisesse dizer muitas coisas, mas as palavras ficaram travadas em sua garganta.


Irritada com o rapaz, Sakura pode sentir e atestar a mais pura raiva esvaziar de seus pensamentos que vieram venenosos. As palavras pareciam dolorosas para ela dizer, mas não se importou e mesmo assim disse o que estava lhe afligindo:


— Você podia ter se poupado desse arrependimento e ter me deixado caída naquele estúdio! — ela falou entre os dentes desafiando-o.


Quando o Uchiha finalmente falou, parecia com muito ódio:

 
—  Você tem que ser muito burra para acha que eu me arrependo de ter salvo  sua vida. — estava incrédulo, olhava-a com descrença e raiva.


— Eu sei que você se arrepende! — retrucou ela enfatizando com amargura. Sakura engoliu em seco olhou para Sasuke com olhos suplicantes. Era evidente que sua raiva tinha se transformado em medo.


— Você definitivamente é muito irritante. — ele falou com tom de ameaça silenciada mas ainda assim presente. E prosseguiu: — Se continuar a insistir nessa idiotice Gatinha, eu juro que vou ignora-la para sempre.


— Eu sinto muito... — a garota disse num lamento sussurrado percebendo o quão infantil suas acusações soaram. Devia agradecê-lo por salvá-la e não condená-lo. Arrependida, ela abriu a boca para dizer algo a mais, porém se fechou quando Sasuke agarrou-a com força, não por que ele queria machuca-la, mas porque Sakura tinha lhe confundido, como de costume. Não conseguia, e nem era coerente quando se tratava dela. 


Ela sentiu seu corpo estremecer contra o corpo másculo do Uchiha que emanava aquele perfume delicioso que tanto inebria seus pensamentos.


— Bem... — ele pausou, medindo suas palavras. Depois suas palavras saíram todas de uma só vez. — Eu decidi que já que eu estou indo pro inferno, é melhor fazer direito.


Sakura esperou que ele dissesse alguma coisa que fizesse sentido.  


Os segundos foram passando. 
 


— Não entendo Sasuke. — ela respondeu confusa. 


—  Eu sei. — ele ainda estava sorrindo, mas seus olhos estavam sérios. 


— Sabe não faço ideia do que esta falando. — Sakura falou com sinceridade.
 

 
E então, ele mudou de assunto:


 — A essa hora Ino deve estar furiosa comigo por roubar você dela.


—  Ela sobrevive. — a rosada imaginou a melhor amiga revirando o colégio a sua procura. 


— Posso não te devolver. — ele afirmou com um brilho estranho no olhar. Sakura sorriu e corou no mesmo instante. Ele olhava tão diretamente nas esmeraldas. Era como se os olhos dela fossem uma ressaca; arrastando-o, consumindo por completo.


A Haruno sentiu uma vontade avassaladora de beijar aqueles lábios tão majestosos. Sem ligar para os avisos de sua mente; ela esfregou seu nariz no dele, pressionando seus lábios nos do Uchiha. Ela sentia ele sorrir contra seus lábios, e assim, dando passagem para ela se aventurar com sua língua.

 
Sakura poderia passar o resto da vida tentando descrever o prazer que a boca de Sasuke lhe proporcionava. Ele tinha sabor de hortelã e de tudo o que ela mais gostava.O sabor nunca iria embora; pois aumentava apenas seu desejo. 
Mais seus benditos pulmões imploravam por oxigênio, um ato irritante e necessário. 


O sorriso da garota só se fez crescer, e o moreno ergueu uma sobrancelha por isso.

 
— Quem falou que ia ficar longe de mim?  — ela o zombou, exibindo um sorriso incrível que o moreno não pode resistir por muito tempo. Então ela prosseguiu:  — Você é um excelente mentiroso. Tem lábia, admito.


— Quem sabe. — ele disse com um ar duvidoso. —  Assim como eu crio minhas próprias regras, também posso conduzi-las totalmente a meu favor. E Gatinha, não se ache tanto. Você fica um saco! 


— Então eu estou certa, não estou? — Sakura não conseguia conter o sorriso suave e ao mesmo tempo vitorioso que tinha nos lábios.


Ele rolou os olhos puxando-a mais perto de si.


— Você é incrivelmente irritante pro meu gosto. — ele riu. —  Gatinha você venceu. Eu estou levantando a bandeira branca. Desisto.


— Desiste? — ela repetiu confusa.


— Cansei de tentar ficar longe de você. — seu sorriso sumiu enquanto ele explicava, sua voz adquiriu um tom duro. — Eu vou fazer o que eu quiser agora, e deixar acontecer o que tiver de acontecer. 


— Você e seus enigmas.


O sorriso arrebatador reapareceu.


— Eu sempre falo demais quando estou com você...Esse é um dos meus problemas.


Sakura mordeu levemente o lábio inferior - ela não sabia o quão atraente era isso na visão do Uchiha.


— Não se preocupe, eu não entendo nada mesmo. — ela disse sincera.


— Estou contando com isso. — o moreno respondeu com um sorriso torto totalmente sedutor. — Mais?


Sakura passou suas mãos entre os cabelos negros do Uchiha penteando-o para trás, descansando ambas mãos na nuca do mesmo. A batalha irresistível entre esmeraldas e ônix era intensa demais.


Uma bolha romântica havia se formado.


— Mais. Me dê muito mais! — ela implorou.


Novamente, eles inspiram e expiravam conforme o beijo ia se tornando mais intenso. Sasuke simplesmente continua roubando o fôlego de Sakura que, só retorna para ela juntamente com a essência dele. Cada respiração dela vinha dos pulmões dele.


— Minha irritante. — ele murmurou entre os lábios dela sorrindo. Em seguida, voltou a explorar a boca da garota com mais vontade.


Notas Finais


✿ MÚSICA DO CAPÍTULO:

SasuSaku : Halo - Beyoncé

https://www.youtube.com/watch?v=bnVUHWCynig


✿ Explicações e afins:

01º: O padre foi um grande amigo de Madara. E ele sabe sobre a máfia e todo o drama que ronda a família Uchiha. Por isso, não estranhem toda essa intimidade.

Sim. Apesar de ser um grande pecador, Fugaku se arrepende da vida que levou. Demorou, mas agora ele entende. E orgulhoso como é, reconhecer o erro já é um grande passo.

02º: Naruto fazendo Narutices para chamar a atenção do pai e deixando Minato de cabelos brancos antes da hora, rs. Percebam que apesar dos pesares, Minato tenta se aproximar do filho rebelde. Mas Naruto não quer. Ele acha que o mesmo o culpa pela morte da mãe. Ele tem medo de descobrir a verdade. Medo de que o pai só preocupa ou cuida dele por obrigação e não por amor. Mas vamos ver no que essa relação vai dar...

03º: Sasuke baixando a guarda e reconhecendo seus sentimentos é tudo de bom. Finalmente! Estava mais do que na hora desses dois se acertarem ♥ Aproveitem bem essa fase, pq do nosso moreno instável - podemos esperar de tudo.

Comentários ? (:

Super beijo, até.


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