História Our Love Is Madness - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 356
Palavras 5.738
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Under Pressure


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 4 - Under Pressure

C A P Í T U L O 02 :

Under Pressure


 


''Assim como existem dois lados de cada história,existem dois lados de toda pessoa. Um lado que revelamos ao mundo e outro que mantemos escondido.''

 

— Revenge
 


Ao abrir a porta do quarto 912, viu o filho caçula encolhido numa poltrona próximo a cama do filho primogênito onde ele segurava a mão de Itachi. Os olhos de Sasuke estavam fechados e respirava com dificuldade. Parecia que estava tendo algum de seus pesadelos, e Fugaku sabia.

 


Qualquer pessoa que os visse juraria que ambos estavam a dormir de forma tranquila. Mas esse não era o caso. Itachi estava em coma e Sasuke estava tendo pesadelos. O patriarca se sentou do outro lado próximo aos filhos e se pôs a observa-los com a mais pura dor no coração.

 


Sasuke se mexeu e abriu os olhos rapidamente vendo o pai no mesmo instante. Ele esticou as pernas e braços.

 


— Bem, já passa das seis da manhã. Você deveria ir pra casa e dormir um pouco antes de ir para o colégio. — disse o pai apertando o ombro direito do caçula.

 


— Eu já dormi. — respondeu Sasuke dando de ombros, indiferente.



'' Moleque teimoso.'' - pensou Fugaku.


— Cochilar numa poltrona de hospital não conta como dormir. Se continuar fazendo isso acabará em uma cama novamente no andar de baixo, internado por exaustão. — repreendeu o pai usando seu tom habitual de frieza e ergueu uma sobrancelha em reprovação. — Não pode viver sua vida enfurnado nesse hospital.


— Vou pra casa quando meu irmão acordar. — disse muito sério, encarando a face  fechada de seu pai que o encarava de forma altiva.


— E se isso não acontecer? — Fugaku falou, e fitou o rapaz olho no olho como um leão imponente. — Você tem que considerar essa possibilidade. 


Sasuke contraiu seus músculos e lábios, fechando a mão em punho pronto para atacar seu pai.



— Sprechen Sie nicht Scheiße.¹



— Hund, você tem que considerar essa possibilidade. E uma vez que Itachi acorde, ele não será o mesmo. — retrucou o patriarca impaciente pela teimosia e audácia do filho rebelde e trincou os dentes se controlando para não lhe dar umas boas bordoadas para aprender a se dirigir a ele com respeito.


Os ônix de Sasuke se encheram de fúria refletindo o mesmo que Fugaku sentia. Ambos - filho e pai eram tão parecidos. Só não se davam conta no momento. E a incompatibilidade se dava por terem personalidades difíceis. E nenhum mostrava-se a fim de ceder ou recuar.


— Bruder vai acordar! — respondeu convicto e com a maior certeza do mundo. Ele precisava se apegar a esperança mais do que qualquer um, pois se não acreditasse, então Sasuke iria enlouquecer em sua própria culpa.


Viu nos olhos do filho a força de uma chama de esperança, afinal era tudo que ele poderia agarrar. E ele parecia ter certeza do que dizia, mas o patriarca possuía o conhecimento necessário para não se deixar levar por aquelas palavras. Mesmo que não fosse um médico, tinha um certa noção do assunto. E também o Dr Kakashi havia lhe relatado a situação do filho mais velho.
Itachi está morrendo aos poucos naquela cama. E mantê-lo daquela maneira é a maior crueldade. É prolongar sua dor.


— Tenho certeza que seu bruder não iria querer passar o resto de seus dias deitado numa cama como um vegetal.


— Ele desejaria viver e ele vai viver. Ele está ficando forte. Posso ouvir a batida de seu coração lutando para continuar aqui. — Sasuke vociferou tentando a todo custo calar seu pai. Se ele não se calasse por bem, o faria se calar por mau. 
 


— Entenda, quanto mais tempo ele permanecer em coma, mais improvável que ele consiga...



— EU SEI. — ele aumentou a voz mas não o suficiente para chamar a atenção de alguma enfermeira e interrompeu Fugaku com os olhos de um verdadeiro vingador. Os olhos tão negros, olhos de uma pessoa que esta na mais profunda escuridão e grita por socorro. Por uma salvação. E o Uchiha mais velho sabia disso, pois aqueles mesmos olhos refletiam a mesma dor que ele um dia já sentira. — EU JÁ OUVI DO DOUTOR KAKASHI, MAS ELES NÃO CONHECEM MEU IRMÃO COMO EU. ELE SAIRÁ DESSA!


O patriarca Uchiha balançou a cabeça em reprovação então disse em tom desafiador:

—  O que lhe dá tanta certeza?
 


— Por que ele me prometeu que sempre estaríamos juntos. E o bruder nunca quebrou uma promessa.


Algumas horas depois de pura insistência por parte de Fugaku, Sasuke foi embora na companhia de seu pai. Depois de deixar o filho caçula em casa e dar uma espiada na esposa que parecia fechada em seus próprios pensamentos, ele resolveu ir a um lugar onde se sentia em paz.

 
Fugaku estava de pé na parte da frente daquela igreja escura, olhando a chama tremeluzente da vela que acendera. Ela brilhava forte, iluminando sua mão ao fazer o sinal da cruz. Depois de um momento, ouviu o som atrás dele. Se virou e viu o padre se aproximando com uma bíblia nas mãos. Ele acenou com a cabeça.

 
— Santo Padre. — o Uchiha ajoelhou e beijou sua mão direita em sinal de respeito.

 
— Como está filho? — o padre perguntou, fazendo um sinal para que Fugaku ficasse de pé. E sorriu para o mesmo surpreso pois o homem não aparecia desde quando o filho caçula havia acordado.

 

 
— Estou bem… — respondeu Fugaku aquém.

 

 
O padre discordou com a cabeça.

 

 
— Há certas pessoas na vida as quias não se pode enganar Vincenzo. — disse com a voz branda e colou a mão no ombro do homem a sua frente em sinal de apoio. — Eu o conheço desde menino. E sou seu padre.

 
Fugaku arqueou a sobrancelha e sorriu.

 
— E quem seriam as outras pessoas? —  perguntou em tom desafiador. — Minha esposa?



Ele assentiu sorrindo ainda mais.

 

— Mikoto é uma mulher observadora. Embora você não note, sua esposa tem o dom de interpretar as pessoas apenas com uma simples conversa. E por esse motivo, ela ficou ao seu lado. Você sempre foi um desafio para ela.



Fugaku sorriu.



— Não gostaria de se confessar?



O Uchiha hesitou.

 

—  Porque não começamos de novo? Como você esta meu filho? — disse o padre calmamente encorajando Fugaku a lhe falar algo, pois o mesmo queria dizer o que estava sentindo, mas por ser um Uchiha tão obstinado como era não sabia como faze-lo.

 

— Estou assustado.

 


— O que está assustando Vincenzo? — o Padre não pareceu surpreso.
 


— O fato de Itachi estar numa cama de hospital e não dar sinal de melhoras. — confessou em agonia. 

 



— Mikoto me contou. E ele esta melhorando? — perguntou, enquanto caminhavam pela igreja até que se sentaram em um dos bancos vazios de frente para a imagem de Cristo na cruz.

 


— Não que eu e os médicos possamos dizer. — Fugaku respondeu. — Sasuke entretanto, acredita que ele logo irá acordar e se recuperar, mas não vejo de que modo isso poderia acontecer. E o Dr Kakashi me garantiu que o estado dele é irreversível. Não tem como ele acordar… Seu coma é permanente.

 
Ao fim de tudo, o padre disse:

 
— Um médico diria que uma Concepção Imaculada seria improvável. 

 
— Não. Um médico diria que uma Concepção Imaculada seria impossível. — o Uchiha o corrigiu, fitando o intermediário de Deus com curiosidade.


— Mas Maria deu a luz ao menino Jesus. — o padre respondeu convicto em sua certeza absoluta. Certeza para os homens de fé. E não para os que não possuem religião alguma e tão pouco para os homens da ciência.
 


—  É ela deu. — Fugaku confirmou indiferente.



— Milagres acontecem. — o padre completou: — Há uma razão para que você não veja o que seu filho está enxergando.


— O fato de eu ser um homem com bastante influência e poder?


O homem balançou a cabeça em negação.


— Pelo fato de você ter perdido sua fé Vincenzo. — respondeu o padre com simplicidade.


Fugaku o fitou com descrença.


— Se isso fosse a verdade não estaria aqui, não é ? — ele respondeu em tom audacioso e afiado.


— Muito pelo contrario Vincenzo. Você vem aqui no intuito de reencontrar sua fé. Mas a Deus também não se pode enganar. Ele sabe tudo que se passa em seu coração. E tudo bem… Ele o perdoará. A pergunta é se você esta pronto para ser perdoado.


— Talvez algum dia. Mas não hoje. —  sussurrou com pesar.

[…]

 

Algumas semanas depois:


Sasuke parou de perseguir Sakura. Tão pouco se importava com os comentários a respeito do beijo. Assim como todos e até ele mesmo não sabia do porque tinha feito aquilo.


Ino arrastava a Haruno consigo para onde quer que ela fosse. As duas eram como unha e carne, o que facilitou muito na aproximação da Yamanaka com o ruivo. Quantas vezes Gaara se pegou olhando para a loira durante a aula, tomando o devido cuidado para que ninguém percebesse seu interesse por ela. Especialmente sua irmã gêmea que não consegue esconder nada.


Por ser um atleta nato, o ruivo conseguiu entrar para o time como titular, e Naruto tratou logo de transformar o Haruno na nova celebridade do colégio. Muitas garotas corriam atrás dele o que deixava ele sem jeito.


Lee por insistência do Uzumaki entrou no time também, já que um dos goleiros havia se machucado. Naruto estava com os nervos à flor da pele pois daqui a dois dias, eles teriam a partida final que decidirá o destino de seu time. Para piorar, Kiba seu rival desde o jardim de infância o provocava constantemente, deixando o Uzumaki mais p da vida!
 

A chuva caía forte naquela manhã. O vento uivava tornando difícil os guarda-chuvas abertos manterem-se firmes nas mãos dos alunos ou dos choferes desses alunos que os escoltavam até a entrada da escola. O raio e o trovão cortavam o céu escuro tomado por nuvens densas iluminando e assustando algumas garotas que soltavam gritos devido ao som estrondoso.



Sakura caminhava apressada com o guarda-chuva protegendo não apenas ela da chuva como também seu irmão gêmeo.
Gaara havia acordado animado. Não parava de falar nem por um segundo sequer. Tudo isso porque estava muito entusiasmado com a partida que ia rolar no domingo. Afinal era ela que iria decidir seu futuro. A recompensa para o time vencedor é nada menos do que ganhar bolsas para estudar na Universidade de Cambridge.


A garota suspirava aliviada quando subiram os degraus da escada. Gaara tomou o guarda-chuva das mãos da irmã sacudindo um pouco para tirar o excesso da chuva e assim, fechando.


Ino acenou de longe juntamente com Lee que caminhavam na direção dos irmãos.Todos se cumprimentavam e conversavam sobre os resultados das provas de biologia e química. E claro, Gaara não podia conter suas expectativas em relação ao jogo de domingo.


Naruto chegou em seu Skyline. Estacionou em sua vaga e saiu desesperado para não molhar muito seu precioso cabelo.Todos deram passagem para ele como se ele fosse um membro da realeza britânica. E assim, ele saiu cumprimentado seus colegas de time e todos que estavam no corredor. As garotas se derretiam feito margarinas com loiro que mal dava bola para elas, exceto quando ele queria um algo a mais.


— E aí galera suava na nave? — fsaldou o Uzumaki em seu modo divertido.
Gaara e Lee o cumprimentaram com aquele toque com punhos fechados. Ino e Sakura o abraçaram.


— Tem alguma notícia do Sasuke? — perguntou Ino com a evidente preocupação estampada em sua face e sua voz soou num tom melancólico temendo que o moreno tivesse feito alguma loucura. — Tia Miko ligou. Parece que ele não dormiu em casa.



— Quem sabe ele possa estar com o Itachi. — o loiro sugeriu com a voz cansada.



Ino ligou para clínica onde o Uchiha mais velho estava internado, e perguntou sobre o paradeiro de Sasuke. A recepcionista informou que o moreno esteve mais cedo juntamente com Fugaku. A loira agradeceu a informação e suspirou.


Sakura espichou os olhos na direção da amiga, e não pode evitar o sentimento de curiosidade. Mesmo que Sasuke fosse um verdadeiro idiota, ela não podia negar que ele mexia com seus sentimentos. 
 

— E aí? — perguntou Naruto ajeitando a alça da mochila em seu ombro direito. 


— Parece que ele está com tio Fugaku. — respondeu a loira aliviada.


— Por que vocês tem essa preocupação toda? Ele não pode ficar por um segundo sequer sozinho? — perguntou Gaara dando de ombros.


— Sasuke tem uma tendência suicida de se colocar em perigo. — respondeu Naruto franzindo as sobrancelhas ficando muito sério.


Tanto ele como Ino, sabiam que Sasuke havia sofrido um acidente de carro e havia ficado dois anos em coma. Mais ninguém sabia a verdade. Para todos os efeitos, o herdeiro Uchiha havia feito um intercâmbio para Hong Kong. Era isso que Fugaku alegou para explicar a ausência do rapaz. E para reforçar, a Yamanaka e o Uzumaki compraram a mentira.


O cantar de pneus chamou a atenção da Haruno que olhou para a porta de vidro. No mesmo instante, seus olhos fincaram-se na moto que adentrava o estacionamento da escola.


— Ele é louco?— comentou Lee que também viu Sasuke montado na moto. —Até em dias chuvosos ele não larga essa Harley Davidson?


Naruto riu com aquele comentário do amigo e se afastou de Ino. Pegou um guarda-chuva que estava encostado na porta e abriu. O rapaz saiu na chuva indo na ireção do melhor amigo que estacionava o veículo. 


De longe parada no mesmo lugar, Sakura observava o rapaz tirar o capacete revelando os cabelos negros sempre muito rebeldes que agora eram tocado por gotas de chuva deixando-o mais desejoso. Sasuke parecia não se importar com a chuva. Ele abriu um compartimento secreto no banco da moto e de lá tirou uma mochila. Mas do que depressa jogou por cima de um dos ombros, colocou o capacete em cima do banco e atendeu o celular.


— Alô? — disse o Uchiha bocejando.


Naruto bufava impaciente ao lado do amigo.


— Onde esteve Sasuke Aron Uchiha? Liguei para todo mundo e nada de você! E já que estamos tocando no assunto que tal me dizer onde você está para que eu possa estrangula-lo com minhas próprias mãos? — Mikoto gritava do outro lado da linha. Sasuke ouvia o sermão sem dizer nada, sabia que se a interrompesse, provavelmente a Uchiha iria na escola para repreende-lo. Ele apenas limitou rolar os olhos, ainda que sua expressão fria não demonstrasse nenhum tipo de sentimento. Ao seu lado, Naruto encarava o amigo com um semblante sério.


— Pensei que você tivesse sido sequestrado novamente... — falou ríspida, ainda que em sua voz carregasse certa preocupação. — Ou pior, assassinado!


— Mama quer me ouvir? — ele cortou-a elevando o tom de voz. — Tive um imprevisto.


— Que tipo de desculpa é imprevisto?


— Do tipo que uma pessoa tem que terminar os relatórios até o final da semana. — retrucou irritado. Seu cabelo estava ensopado, mas não parecia se importar.


— Então você passou a noite no escritório? Onde você está agora schatz? — ele caminhou com o Uzumaki até entrarem na escola.


— Estou no colégio. — respondeu simplesmente ouvindo o sermão da mãe sem se importar com os olhares curiosos sobre ele.


— Bom dia Sasuke! — ele foi cumprimentado por uma garota quando estava subindo os degraus.


— Hm. — foi a resposta do Uchiha que nem sequer olhou para ela. Entrando no colégio, sacudiu a cabeça fazendo com que algumas gotas de chuva se dispersassem para os lados, causando alguns suspiros femininos por admirarem.


— Escuta mama faça como achar melhor tá? Preciso desligar.


— Por que ele parece não se importar com nada? — murmurou a rosada irritada para si mesma ao vê-lo ignorando o cumprimento da garota.


Sasuke continuou caminhando reto acompanhado de Naruto que lhe enchia de perguntas. Ao menos se quer olhou para a Haruno ignorando tudo e a todos.

 

[…]
 


Antes de começar as aulas alguns alunos não gostavam ou não tinham tempo para fazer a primeira refeição, por isso, tomavam o café da manhã na escola. E naquele dia, Sasuke não havia comido nada. Por insistência da melhor amiga, foram para o refeitório. 
 


Subiram as escadas e foram direto para área vip.
Sasuke sentou ao lado do Rock, enquanto Gaara olhava o Uchiha receoso, mas sentou-se ao lado da Yamanaka.


O moreno tirou da mochila algumas latas de Red Bull oferecendo para todos. Lee era um rapaz mais comportado ou pelo menos queria passar essa imagem, não aceitou a bebida. Gaara e Ino deram alguns goles enquanto o Uchiha virava a lata bebendo o conteúdo como se fosse água mineral.


Ao sair do banheiro, Naruto mandou um torpedo para o amigo perguntando seu paradeiro. Assim que o moreno respondeu, ele foi em direção ao refeitório e juntou-se aos amigos. Ao sentar, o Uzumaki tirou do bolso um isqueiro e um maço de cigarro acendendo-o. Pegou uma latinha do energético para si.


Ino e Lee levantaram da mesa pegando alguma coisa para eles comerem. Enquanto esperavam na fila, como sempre -  a Yamanaka olhava para todos os lados. Reconhecia cada jovem naquele refeitório e comentava com o amigo sobre as roupas, principalmente das garotas. Ela tinha um olho clínico para identificar o que era de marca e o que não era. Lee por sua vez, apenas ria das observações da amiga mas preferia ficar em silêncio. Até que uma pessoa peculiar apareceu na visão deles: a prima de Naruto - arqui-inimiga da Rainha do baile.


Ela vestia Louis Vuitton - saia justa e curta, mas não chegava a ser vulgar. Sua blusa que não tinha decote mostrava o suficiente para deixar qualquer rapaz louco. Toda maquiada, Karin caminhava lentamente em meio à multidão de alunos sabendo que estava chamando a atenção de todos. Ao seu lado estavam Matsuri e Shion.


Ino pegou a bandeja colocando comida o suficiente arrastando Lee consigo. Sentaram-se antes de Karin se aproximar da mesa deles.


Quando a Uzumaki chegou perto do grupo disse:


— Oi priminho. — ela olhou para Naruto e fingiu não ver Ino que lhe encarava com uma cara de poucos amigos. — Sasuke você por aqui? Pensei que não fosse te ver hoje. — o moreno ignorou a presença da ruiva e continuou bebendo o energético enquanto navegava na internet de seu celular.


— O que é isso? É do século passado? — desdenhou Shion olhando para as vestes de Ino.


— É um alternativo Victoria's Valentina meu bem. Uma criação única que minha mãe fez exclusivamente para mim. — provocou Yamanaka com um sorriso vitorioso.


— Ainda bem que seu pai tomou posse dos negócios, se não, você seria uma pessoa falida. — Karin pegou do prato de Naruto dando uma mordida no cupcake e contra atacou: —  Como se sente estragando os sonhos do seu pai fingindo que esta tudo perfeito? 


— Aí amada não seja tão insensível... Esqueceu que ela é uma que parou no hospital por causa daquela doença? Como era o nome da doença mesmo? — perguntou Shion de forma irônica curvando um sorriso debochado.


— Anorexia! — respondeu Matsuri com rapidez.


— Verdade meninas… Ainda bem que vocês me lembraram. — Karin conseguiu provocar uma confusão na roda.


Gaara por sua vez não conseguiu segurar as palavras que estavam presas em sua garganta:


— Que tipo de cena vocês querem mostrar aqui? — o ruivo encarava as três garotas com um olhar perigoso.


— Que cena? — perguntou Matsuri cínica. — Só viemos dar as boas vindas.


— Já acabou ou tem mais? — Sasuke batia palmas para aquele show de horrores. — Eu tenho pena de vocês. Não importa o que digam da Ino, sempre vão ser a sombra dela.


— Você diz isso por que ela é sua amiga de infância. — respondeu Karin com sua voz habitual num tom meloso, lambendo a ponta do dedo indicador.


— Você é o garoto que está concorrendo com título de artilheiro não é? Olhando para você, até que é uma gracinha. — disse Matsuri com a voz sedutora com os olhos grudados nos do Haruno. E para chamar a atenção; a Sabaku sentou-se em cima do ruivo, colocou seus braços ao redor do pescoço dele e o beijou intensamente. Alguns segundos depois Gaara empurrou Matsuri para longe de si e limpou seus lábios com a costa de sua mão.


Mas aquela cena não foi nada aceita por Ino que estava com uma pontada de ciúmes visível em seu rosto. Lee ficou espantado com aquela situação. Sasuke apenas rolou os olhos como se não tivesse o mínimo interesse. Já Naruto estava furioso, então resolveu falar:

— Pronto vocês já conseguiram o que queriam. Chamaram a atenção de todos, agora ralam peito!


Karin e Shion deram algumas gargalhadas histéricas.
E assim as duas garotas começaram a descer as escadas. Matsuri continuou parada no mesmo lugar olhando para ruivo.


— Nossa que beijo ruim! Você pode ser bom no campo mas com garotas... — fez uma careta de desaprovação. — Se quiser algumas aulas particulares estou a disposição. — piscou para ruivo antes de se retirar.


Naquele momento, Gaara que já não sabia onde enfiar a cara ficou totalmente constrangido com aquele comentário.


— Eca! O que é isso? — Ino se levantou da mesa e pegou um pedaço do bolo de chocolate enfiando no rosto da garota. Todos na mesa começaram a rir. Matsuri limpou rosto com suas mãos e desceu as escadas com tanta pressa que Karin e Shion mal conseguiram segui-la.


— Garotas... nunca vou entendê-las... — comentou Lee confuso.


— Eu muito menos. — respondeu o Uzumaki gargalhando. 

 

[…]


Uma vez dentro da sala de aula, a rosada via-se aliviada que a sua mesa continuava vazia. A aula começou por alguns minutos e a sala zumbia com a conversa. Ela mantive os olhos longe do relógio, batucando a toa na capa do fichário. A professora Anko uma mulher muito bonita e conservadora mandou a garota ler um trecho de O Morro Dos Ventos Uivantes o romance que estavam estudando atualmente na aula de Inglês. Assim que terminou a leitura, Sakura fez sua brilhante interpretação sobre o trecho lido. Aquilo não era esforço algum para ela, pois a obra em questão, era seu livro preferido. Por fim, a professora distribuiu uma lista de leitura onde a Haruno fixou os olhos. Era bem básica: Brontë, Byron e Poe. Já tinha lido todos. Isso era reconfortante e ao mesmo tempo chato.
 


A garota sente um formigamento irritante nas mãos ao de deparar com os olhos verdes amendoados de Sasori olhando-a de modo misterioso. Notou o quanto seus olhos eram lindos. E uma coisa era certa: desde o primeiro dia de aula, aquele garoto ruivo tem a mania de olhar para ela fixamente. Definitivamente aquilo constrangia a Haruno. Então, a garota desviou o olhar e fixou suas orbes esmeraldinas na professora.


''Já faz três semanas...'' Sakura bufou. ''Burra.'' - era isso que pensava sobre si mesma. Desde quando se interessava por garotos prepotentes, frios e egocêntricos? Aquilo é uma grande estupidez, ela sabia disso. Mas era inevitável não pensar nele. Sasuke sequer a olhou durante semana toda. A quem ela queria enganar? Aquilo não passou de um beijinho. Um modo que ele arranjou para calar sua boca.


Chacoalhou a cabeça de maneira furiosa sem importar com os olhares que caíam sobre ela pelo gesto inusitado. Só queria tirar a imagem daquele moreno da sua mente, mas parecia impossível. 
 


Suspirou. 


Iria acabar enlouquecendo se continuasse a pensar naquilo. Tinha que parar! Sasuke é um problema, ele mesmo deixava isso nítido a qualquer pessoa. E ela também não tinha nenhum interesse nele pelo menos era nisso que queria acreditar.


De repente o indivíduo que mais desejava ver se fez presente. Ouviu muito claramente quando a cadeira próxima a sua se moveu, mas suas esmeraldas se mantiveram cautelosamente no que Uchiha estava fazendo.


— Hm… Letra bonita. — Sasuke disse na tentativa de ser amistoso. Olhou por cima a caligrafia da Haruno, e atestou o quão muito bonita era. Redonda, legível e caprichada.


Sakura olhou pra cima abismada porque Sasuke estava falando com ela. Ele estava sentando tão perto que ela poderia sentir o aroma delicioso do perfume Samourai emanado por ele. Sua cadeira estava completamente virada para ela, com seus olhos atentos a cada gesto da garota. O cabelo do moreno estava pingando de tão molhado, desgrenhado, mesmo assim, parecia que ele havia acabado de gravar um comercial de gel para cabelo. Seu rosto estonteante estava mais amigável. Um leve sorriso nos seus lábios deliciosos. Mas seus olhos eram cautelosos.


Ela olhou para os seus livros assim que estava livre do olhar dele, tentando lhe encontrar.Tímida como sempre, colocou o seu cabelo sobre o ombro direito para esconder o rosto corado. Não conseguia acreditar na onda de emoções que pulsava em seu corpo só porque ele havia olhado para ela pela primeira vez em três semanas. Sakura não podia permitir que Sasuke tivesse esse nível de influência sobre ela. Era patético. Pior que patético, não era nada saudável.
Ele já tinha deixado bem claro quando ela se meteu na confusão entre ele e Miranda. Fez o que pode para não se dar conta da presença dele pela hora restante.


— Haruno. — chamou a professora fazendo a garota estremecer.  — Por favor, leia este trecho do poema Uma taça feita de um crânio humano.


— Não recues! De mim não foi-se o espirito. Em mira verás; pobre caveira fria. Único craneo, que ao envez dos vivos, só derrama alegria.
Vivi! amei! bebi qual tu. Na morte arrancaram da terra os ossos meus.


Anko ficou satisfeita no mesmo instante. Seus lábios finos se abrem em um sorriso deixando todos os dentes alinhados a mostra. Em seguida, pediu para Ino continuar a leitura do poema.


Nem tudo era flores para Gaara. A batalha para manter os olhos abertos era árdua; ainda mais quando o tema tratado pela professora era algo sobre o romantismo na segunda geração. O ruivo nem se lembrava mais. 
Ao seu ver, o assunto era de uma chatice extrema. No momento em que sua irmã, a irritante sabe tudo parou de ler para dar a vez para Ino, passou a prestar a atenção. O poema do Lorde não sei lá das quantas era tão depressivo que, se continuasse a interpretar o sentido do poema, quem iria enlouquecer era ele. Mas não podia negar, o poema era realmente bonito. Talvez fosse a voz calma de Ino que o tornasse mais profundo, ou talvez fosse as duas coisas. Não sabia distinguir. Sua mente vagava pelo sono, cansaço, pelas preocupações e arrependimento de não ter conseguido falar com uma certa loira.
 


O medo de ir embora e deixar tudo que havia conquistado nesses últimas semanas o atormentava. Apesar das dificuldades gostava da sua vida antiga, mas de alguma forma se sentiu acolhido em York. Conquistou bons amigos e até mesmo, estava lutando para conseguir uma bolsa para estudar em uma das melhores universidades da Inglaterra. Arrependia-se de não contar aos seus amigos mas sabia muito bem o porquê não fez: orgulho. Sim, ele era muito orgulhoso desde criança. Sempre resolveu todo e qualquer tipo de problema sozinho, mesmo com sua família por perto.


É muito bom ter orgulho; conquistar as coisas por mérito próprio, mas em situações como aquela sabia que o orgulho o tornaria um tolo mas também, nunca faria papel de idiota.


Olhou para Ino que prestava totalmente a atenção na aula. Então apoiou os cotovelos na mesa e escondeu a cabeça no vão entre eles. Queria dormir mas não podia. Cerrou os olhos com força. 


Família. Ino. Jogo. Beijo. Ino. Jogo. Beijo. Família. Jogo. Beijo. Ino. Família. 
Eram tantas preocupações, medos e receios. Se pedisse ajuda estaria assumindo que ele era um fraco. E também, todos seus amigos são ricos. Nunca aceitaria dinheiro deles e nem de ninguém. Pensou em arranjar um emprego, mas seus pais descartaram essa opção.


— Perguntas? — perguntou a professora de inglês fazendo Gaara imergir de seus pensamentos para prestar atenção na aula.


Olhou para seu laptop em sua mesa com o Word aberto e a página completamente em branco. Olhou para o quadro e este estava cheio. Suspirou, dando graças por aquela matéria ser feita no computador e não no caderno. 
O Haruno começou a digitar o conteúdo do quadro no computador o mais rápido possível.


Algumas pessoas levantavam a mão tirando suas dúvidas com a professora. Outros alunos debatiam a matéria entre seus parceiros de aula. Ainda bem que seu parceiro era seu colega de time.


Suigetsu percebeu que o ruivo estava aéreo, puxou assunto :


— Estamos começando o dia relativamente bem, Charizard. Ouvi dizer que a Fiona roubou seu bv.
 


Gaara parecia estar em outro lugar. Seus olhos não paravam de observar a Yamanaka, e mesmo que tentasse evitar, aquela vontade de vê-la e toca-la era muito maior. Ele só voltou a si quando Suigetsu lhe deu uma cotovelada.


— Foi mal bro, o que disse?



— Você estava viajando legal na Yamanaka. — rolou os olhos rindo.
Hozuki não entendia do porque a loira ser eleita a garota mais bonita da escola. Ela é bonita sim, mas haviam outras garotas melhores do que ela.


—  Ouvi dizer que a Fiona tirou o seu bv. — Suigetsu repetiu a pergunta rindo da expressão envergonhada do amigo.


— Pois é… Fiquei sabendo também que você levou um chute nas suas bolas. — comentou o Haruno num tom de deboche.


— Isso porque no meu horóscopo dizia que hoje seria meu dia de sorte. — respondeu o loiro em seu modo crianção e divertido de ser, conseguindo arrancar algumas gargalhadas do amigo. Sem saber, Suigetsu tinha animado Gaara. Em momentos assim que descobrimos uma grande e verdadeira amizade.


O sinal tocou.


— Lembrem-se, estudem a folha. Levem-na para cama com vocês, almocem com ela e a levem ao banheiro se forem fazer suas necessidades. É a única maneira como passarão em minha matéria. — declarou Anko mais alto do que o barulho dos alunos saindo pela porta.


A professora deu os últimos avisos em relação a prova e orientou que todos estudassem. O sinal que denunciava o início do intervalo soou e a rosada suspirou derrotada. Todos saíram apressadamente inclusive seu irmão e Ino. Bufou cansada. Desconfiou que a amiga estava estranha. Não pensou em duas vezes em sair daquela sala a procura da loira.


A Haruno se virou de costas para o Uchiha, juntou seus materiais, esperando que ele fosse embora imediatamente como sempre.


— Sakura. — a voz dele era fria mas de algum modo tinha um toque de sutileza.


A voz de Sasuke não devia soar tão familiar para ela, como se conhecesse esse som por toda sua vida e não por apenas algumas semanas. Suspirou cansada. Então virou-se para trás devagar, sem vontade. Não queria sentir o que sabia que ia sentir quando olhasse para seu rosto perfeito. Sua expressão era séria quando finalmente se virou para ele a expressão dele era ilegível.


— Por que você devia estar falando comigo? Já não basta me humilhar? O que você realmente quer de mim Uchiha? — ela perguntou com ar atrevido em sua voz.


Os lábios dele se contorceram, lutando contra um sorriso prepotente.


— O que eu realmente quero? Com você eu pretendo fazer muitas coisas… Mas por ora, quero que você me peça desculpas. — ele admitiu alargando aquele sorriso lindo.


Ela fechou suas esmeraldas e inalou vagarosamente pelo nariz, consciente de que os dentes estavam se apertando. Baixou a cabeça e contou mentalmente até dez prendendo sua mandíbula para não soltar de vez todas as acusações que tinha contra ele. Ele esperou. Então ela abriu seus olhos. O rosto dele estava com sorriso de puro deboche.


— É você que começa tudo isso e eu que tenho que te pedir desculpas? — ria sem humor algum. — Eu só fiz o que era certo. E não me arrependo. Mesmo que eu tenha pagado o pato, não deixaria você humilhar a Miranda daquele jeito. Além do mais, pensei que fosse bater nela. — disse tão baixo que se Sasuke não estivesse ao seu lado, com certeza ele não poderia ouvi-la. Só iria deduzir pelos lábios dela que moviam delicadamente.


Sakura começou a puxar o ar para seus pulmões que imploravam por oxigênio. Sentiu uma forte corrente elétrica percorrer seu corpo.


— Relaxe garota não vou te machucar. — disse ele olhando pra ela com sorriso cínico. Gostava de ver as reações que desperta nela.
 


— Não tenho medo de você! — Sakura tentou parecer convincente. Agradeceu por sua voz não falhar.
 


—Tsc! Não te contaram que você é uma péssima mentirosa? — disse Sasuke se aproximado cada vez mais da Haruno que recuava um passo para trás.


— Babaca! — retrucou encarando aqueles olhos monótonos tão cheios de si. Ele deu um sorriso torto enquanto passava suas mãos entre seus cabelos negros.
 


— Diga isso de novo…Sua boca fica tão provocante dizendo isso.
 


— Não gosto de me sentar ao seu lado. E odeio você!


— Seus olhos são irresistíveis. —  disse inclinando a cabeça para avalia-la de um ângulo diferente. — Sua boca… Gosto quando morde seus lábios. Isso é tão sexy.— ele olhava diretamente em seus olhos causando constrangimento. Sakura fechou os olhos com força. Sentiu seu corpo sendo prensado na parede. Colocou as mãos no rosto para conter um pouco da vergonha. Estava desconcertada tanto pelo comentário como pela presença daquele garoto com pose de bad boy à sua frente.


Ela suspirou fundo e então se recompôs. 


— Eu não me importo com que você pensa de mim. Estou cansada desse jogo.


— Jogo? — ele repetiu num tom ácido.


— Sim.


— Você é mais irritante do que eu pensei. — rebateu ele com a voz cortante e dura.


Os olhos verdes reviraram.


— Eu já ouvi isso antes. — disse Sakura friamente. Ela colocou a mochila nos ombros, então levantou-se e caminhou até a porta. Ele foi mais rápido ficando na sua frente, encarando-a. Novamente sentiram aquele choque elétrico que percorriam suas peles. Seus olhos batalhavam querendo dizer muitas coisas.


Distraída, Sakura bateu o pé na porta e acabou derrubando seus livros. Então suspirou e abaixou-se para apanhá-los. Sasuke estava lá; eles já tinha os colocado numa pilha e passou eles para ela com uma expressão divertida.


— O-Obrigada. — ela gaguejou, corando com aquela aproximação. Seu coração estava a ponto de saltar para fora.


— De nada. — ele revirou os olhos.

 

Então saíram da sala de aula seguindo direções opostas.


Sakura encostou as costas tentando controlar seus batimentos que no momento, estavam acelerado demais. Não gostava da maneira de como Sasuke tinha efeito sobre ela. 


'' Seus olhos são irresistíveis. Sua boca… Gosto quando morde seus lábios. Isso é tão sexy.''


Involuntariamente mordeu os lábios e lembrando-se do quase beijo. Se não fosse sua boca grande e sua teimosia, ele teria a beijado.


Balançou a cabeça fortemente não podia pensar nisso. Sasuke não foi feito para ela, essa era a verdade. Respirou fundo e voltou a se concentrar em seus materiais. Quando fechou a porta do armário ouviu alguém chamar seu nome. Ao virar-se viu Karin se aproximar.


Notas Finais


✿ Explicações e afins nas notas do segunda parte do capítulo.


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