História Our Love Is Madness - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 329
Palavras 6.143
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Segunda parte do cap 2.

Capítulo 5 - Under Pressure - Parte 2


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 5 - Under Pressure - Parte 2

C A P Í T U L O 02:

Under Pressure - Parte 2.


 


— Você ainda esta aqui? — disse ela de forma irônica com aquela voz melosa. — Você realmente esta com sorte. Ultimamente Sasuke esta muito generoso.


— Puxa foi muito produtivo essa conversa… Mas sabe tem um monte de coisas que eu tenho que fazer como por exemplo, não olhar para essa sua cara! — retrucou a Haruno apertando uma das alças da mochila. Quando estava prestes a deixar a ruiva sozinha reclamando com as paredes, sentiu uma mão quente puxa-la pelo braço.


— Esse número de boa moça não cola comigo. Eu sei que você deve estar atrás de popularidade. É bom andar com pessoas ricas? — deixou cair propositadamente a garrafa de Coca-Cola pisando com seu salto fino. — Pessoas com você devem se colocar no seu devido lugar como essa garrafinha. — Karin estalou os dedos rapidamente, e uma garota que estava próxima a ela pegou o objeto de plástico e jogou no lixo.


Seu sangue falava mais forte, estava fervendo em suas veias.
Girou os calcanhares e voltou a encarar a ruiva de cabeça erguida com nariz empinado, afastando a mão da mesma com força.


— Mesmo que ande com a Yamanaka, você sempre continuará sendo uma suburbana. Está vendo? Você combina com isso. — a ruiva apontou para o lata de lixo. — Ah! já estava esquecendo... Faltam três dias para o aniversário da sua amiga anoréxica ou devo dizer…Meus pêsames? Pobre Victoria. Era tão linda e sofisticada. Morreu por nada. —  a ruiva soltou uma gargalhada ao fim daquelas palavras ferinas. E Sakura pode ver o sorriso malicioso e provocativo surgir nos lábios pintados de vermelho.



A Haruno não gostava de confrontos. Nunca tinha brigado na sua vida, até o momento que resolveu enfrentar Sasuke em prol de Miranda. Pela primeira vez, a precisão substitui a falta de jeito. Sentindo o sangue borbulhar em suas veias, não podia deixar aquilo passar batido. Era de sua amiga que aquela megera estava ofendendo.
 


Sakura encostou o ombro na garganta da Uzumaki , segurando suas pernas, prendendo-as contra a parede mais próxima, deixo a ruiva assustada. Definitivamente, Karin Uzuamaki havia mexido com a garota errada.
 


 — Se abrir mais uma vez essa sua boca imunda juro que arrebento isso que você chama de cara. Piranha!


Karin range os dentes de pânico e provocou:


— Viu como essa suburbana é? Nós damos um pouco de oportunidade e mesmo assim, vocês estrangeiros agem como selvagens. Não é o suficiente roubar nossos empregos, deixar nosso país com mais dívidas. Pior de tudo, deixar para nós o sustento de suas vidas miseráveis? — declarou a ruiva com seu discurso xenófobo gritando para todos que passavam naquele corredor, chamando atenção e irritando ainda mais a rosada. — Você não merece estar aqui sua escocesa nojenta. Tomara que a lei do deputado Hizashi seja aprovada. E você será uma das primeiras que vou desejar que volte para seu país e passe fome.



 Sakura não registrou direito as palavras dela e quando se deu conta; deu um soco bem forte daquela patricinha filhinha de papai. Seu punho e o rosto dela deviam estar quebrados. Ou pelo menos a rosada achava isso. No entanto, ambas continuavam vivas, porque Karin revida dando uma cabeçada bem no meio da testa da Haruno, fazendo-a cambalear um pouco, mas Sakura usa a mesma mão que havia socado-a para esmurrar sua barriga. 


Lee que casualmente passava pelo corredor percebeu uma roda e gritos eufóricos por parte dos garotos e de algumas garotas que torciam para a Uzumaki. Ele entrou no meio da roda e empurrou as pessoas para descobrir do que se tratava.
 


Seus olhos negros se arregalaram ao ver a Haruno puxando os cabelos ruivos de Karin e empurrando a face da mesma contra a parede.  Não podia ser, não era a Sakura. O pouco que conhecia da amiga sabia o quanto ela detestava brigas. Incrédulo com aquela cena, ele gritou como se tivesse perdendo uma de suas pernas.


— Todas as humilhações que você passou foram poucas. Eu teria feito você implorar para estudar aqui. — gritou Karin provocando Sakura. — Desejo do fundo do meu coração que Ino cai aos pedaços igual a dois anos atrás quando o pai dela falou em alto bom som para todos no colégio o quanto ela é um peso morto na vida dele! E dessa vez espero que anorexia, bulimia, ou o que quer que seja, tire ela desse mundo. Talvez ela dê um pouco de paz a mim.


As orbes verdes da rosada não enxergavam nada além de pisca vermelho.


Alerta! Alerta!


O que tinha a perder?


Nada.


— Você é muito idiota sabia? Esqueceu que eu sou a filha do diretor? Se eu quiser é só estalar os dedos e você já era. — os olhos âmbar adquiriram um brilho vingativo gritando em plenos pulmões ameaçando a rosada que engoliu seco, lembrando que estava completamente ferrada.


Sakura perdeu o pouco de sanidade que possuía e chutou o rosto da garota fazendo-a ver estrelas. Aproveitando a oportunidade, bateu o ombro em suas costelas, levantando-a do chão e empurrando contra os armários de ferro.


— É…Então faça isso sua vaca! Estrague meu sonho de estudar na melhor escola do país. Mesmo que isso dificulte uma bolsa na faculdade. É melhor do que aturar essa sua cara merda! Eu tenho orgulho próprio. Não vou deixar que você fale o que bem entenda só porque você é a filha do diretor! — era tanta raiva que sentia daquela garota que mais um pouco sentia a mataria.


Sasori também estava presente. Seus olhos verdes assistiam aquela luta atentamente. Não podia negar que estava torcendo por Sakura. Desde o primeiro dia de aula naquela quadra - no jogo de basquete, seus olhos se encontraram com as esmeraldas dela, e algo pairou no ar. 


Aquela garota de classe média, cabelos rosados, temperamento difícil, tinham conquistado seu coração. Ela era diferente de todas garotas que tinha passado em sua vida. Sakura era inteligente, gentil e ao mesmo tempo temperamental. Ela podia socar você por fazer uma idiotice e no instante seguinte, abraçar por querer confortar.


Seu coração para de bater quando ela para de se mexer e Karin fica por cima socando-a. Até que ela protege o rosto com os braços e geme quando a ruiva sai de cima. A rosada chuta suas pernas para derruba-la e assim inicia-se o novo ciclo.


O ruivo faz uma careta quando a Uzumaki acerta um ponta pé nas costelas de Sakura, jogando-a sobre os armários.


Todos olhavam aquela cena espantados, nunca ninguém se atreveu a enfrentar a ruiva daquela maneira, exceto Ino.


Não aguentando vê-la apanhar, Sasori se intrometeu na briga afastando Karin da rosada.


— Já chega! — gritou e seu comando ecoou pelo corredor. — Tudo bem Sakura, peguei você. — o ruivo a abraça, acaricia seus cabelos, e encosta o queixo dela em sua cabeça. 


Karin estava prestes a protestar algo quando sente alguém puxa-la com força. Ela olhou para trás e deparou-se com as orbes azuis celestes que tanto ama com um olhar duro em alerta. Naruto segurava seu pulso. Se tinha alguém que Karin temia era seu primo.


A ruiva ficou boquiaberta e seus olhos se arregalaram.


Lee surge ao lado da amiga e Sasori e se abaixa passando uma das mãos no rosto da rosada para atestar se ela estava bem.


— Pode me soltar… Estou bem. — a rosada falou para o Akasuna que respirou fundo e contra gosto, soltou-a.


—  Não quer que eu a acompanhe até a enfermaria? — o ruivo insistiu vendo que ela não estava bem. Pelo contrário, ela estava tendo um colapso nervoso, se segurando para não chorar. — Vai precisar de alguns curativos. — apontou para o pequeno corte em sua bochecha direita. 


Era estranho. Depois de tantos socos e chutes, essa garota possuír apenas um risco na bochecha, enquanto a Uzumaki parecia cheia de hematomas na pele branca. Não pode evitar o sorriso. Aquela garota era verdadeiramente muito forte.


Para defender as pessoas que ama, Sakura é capaz de virar uma leoa. Realmente era muito forte em suas atitudes. Ela só não sabia. Era ingênua de acreditar que era fraca. Passou por tantas coisas que nenhum daqueles adolescentes sonhavam. Nem sabiam o que significavam. Apenas ouviam nos telejornais, mas aquela realidade não correspondia a deles. E por não passarem por isso; pouco se importavam com os outros.


Aquelas ofensas ditas por Karin a machucaram profundamente. Ela e sua família passaram fome. Mesmo a Escócia sendo um país rico e de primeiro mundo, sua família não foi muito afortunada. Seu pai herdou desde jovem as dividas de jogo de seu avô. Saiu fugido do país apenas para dar uma oportunidade melhor para os filhos. E provavelmente se ele não tivesse tomado uma atitude, aquela dívida futuramente iria ser herdada por ela e seus irmãos. E esse ciclo nunca teria fim.


Não é fácil passar fome. Ela se lembrava perfeitamente ter que dividir um pão de forma com seus dois irmãos, enquanto seus pais comiam quando, e se sobrava, alguma coisa. Os olhos estavam prestes a transbordar em lágrimas, mas não iria chorar na frente daquela garota. Não daria o gostinho para ela. 


Sakura se afastou de Sasori e se levantou. Ela empurrou aquele círculo irritante que assistia aquela cena como se estivesse numa peça de teatro. Sasori acompanhava a garota pelo olhar, vendo-a atravessar o corredor e então, sumir de suas vistas.

[…]
 


A Haruno tremia por dentro e se esforçava para não transparecer por fora.

 
" Burra. Aproveite bem pois esse será seu último dia nessa escola," dizia para si mesma mentalmente. Então as palavras de Karin vieram como um lembrete da burrada que tinha feito. 


''Você é muito idiota sabia? Esqueceu que eu sou a filha do diretor? Se eu quiser é só estalar os dedos e você já era. 

 
O coração dela começou a bater rápido.


Sakura não tinha uma boa reputação por conta da confusão que se envolveu contra Sasuke. Agora resolveu confrontar a filha do diretor. Que alibi usaria? Karin poderia inventar a história que ela bem entendesse, sabia disso. Seria a palavra dela contra a sua.


Ela sabia que tinha uma tendência absurdamente de se meter em perigo. Como se não bastasse as preocupações e os problemas que tinha que lidar, ganhou de presente mais esse, cortesia da Uzumaki.


Sakura corria entre os corredores o mais rápido que suas pernas lhe permitiam tentando bloquear a raiva que lhe consumia para não acabar chorando. Por algum motivo, seu humor tinha ligação com seu canal lacrimal. Geralmente chorava seja em circunstância felizes ou tristes.


Da primeira vez seu confronto foi com o Uchiha. Agora com a filha do diretor. Quem será o próximo que se candidatar? Estava farta daquilo. Aguentou humilhações o suficiente. Será que seu sonho estava valendo tanto a pena?


Gaara chegou nos corredores à procura da Yamanaka que estava parada em frente ao seu armário mexendo em alguma rede social em seu celular.


— Ino sobre aquilo que aconteceu pouco tempo atrás... — parou na frente dela com as mãos apoiadas nos armários obrigando-a de alguma forma olhá-lo.
A Yamanaka tirou o celular de suas vistas, forçou seus olhos azuis encararem aquelas jades estonteantes.


— Tudo bem Gaara… Se aquilo tem algum significado para você… Admito. Matsuri é bonita e muito inteligente. Mas como amiga, aconselho ficar longe dela até porque ela é uma marionete mas mãos daquelas duas najas.


— Não...está enganada...É só que... — foi interrompido pela irmã que corria desesperada pelo corredor. Gaara conhecia as reações da irmã melhor do que ninguém. Desde criança Sakura sempre foi uma garota frágil, mas não indefesa. Tentou ir atrás da dela mas Ino o impediu dizendo que era melhor deixá-la sozinha.

 

A rosada precisava chorar, organizar seus pensamentos e recompor sua força.  Subiu as escadas do sexto andar onde ficava a sala de música. Ao abrir a porta, deparou-se com toda variedade de instrumentos musicais; desde violões, guitarras, a violinos e violoncelos. Um teclado. Duas baterias no fundo da sala. Flautas, e outros instrumentos. Alguns estranhos que Sakura nunca vira e sequer fazia ideia da existência ou imaginava para que serviam. Mas o instrumento que mais chamou sua atenção foi o lindo piano de uma cauda que tanto admirava. Estava próximo a janela encostado na parede.
 


Ela puxou a cadeirinha e se sentou. Deslizava seus dedos sobre as teclas brincando. Sentia-se sem brilho e sem luz. Estava muito abatida e precisava acalmar seu coração, e foi o que ela fez. Involuntariamente estava tocando a bela canção Moonlight Sonata de Beethoven, tirando momentaneamente seus medos e angústias.


Sasuke que passava por perto ouviu a bela melodia e caminhou em direção a sala. Abriu a porta sem que a Haruno percebesse e se pôs a observa-la. 


Os dedos de Sakura deslizavam delicadamente com maestria nas teclas do piano. Ela tocava com tanto fervor, paixão e sutileza que o Uchiha ficou boquiaberto. Sasuke não era de elogiar alguém ou reconhecer algum feito de outras pessoas, mas para tudo havia uma primeira vez.


A janela estava aberta, os cabelos rosados voavam levemente conforme a brisa gostosa. O perfume adocicado de cerejas invadiram as narinas do Uchiha. Apesar de não gostar de coisas adocicadas, aquele aroma havia lhe conquistado. O cheiro não era totalmente doce a ponto de ser enjoativo. Era sutil e leve, combinava perfeitamente com ela.


Sakura chorou como se fosse a única coisa que pudesse fazer. A dor fatigava seu coração, e de repente sentiu raiva. 


“Idiota,” foi o que pensou de si mesma, entregando-se de vez ao choro doloroso, permitindo-se chorar tudo o que queria, toda a dor que sentia; na vã esperança que através das lágrimas que caiam nas teclas do piano e soluços ela fosse embora.


A rosada estava tão concentrada que mal percebeu que estava sendo observada com aqueles pares de ônix tão penetrantes de Sasuke. Quando apertou as últimas teclas pois a canção estava ao fim,l percebeu uma presença. Ainda de olhos fechados, Sakura sentiu o delicioso perfume Samourai. Aquele cheiro era único. Sabia que o próprio diabo com face de anjo estava atrás de si. Estranhamente seu coração começou a bater forte.


O moreno deu passos curtos e rápidos, pegou algumas mechas dos cabelos rosados delicadamente inspirou.
 

— Ei! O que foi?


Exatamente tudo nele era atraente. Desde sua voz grave, o perfume, o modo bad boy de agir, os lábios avermelhados, suas vestes. Como um predador afim de atrair sua presa.


Sakura suspirou. Abriu lentamente os olhos erguendo-os para cima, fitando aquele moreno que como sempre tinha uma lata de energético nas mãos. Sasuke ao ver que ela chorava não alterou em nada a expressão serena e arrogante que tinha na face, apenas estreitou levemente os olhos.
 


''Ah não...'' pensou a Haruno. Porque logo ele tinha que aparecer justo naquele momento? Havia alguma espécie se complô contra ela.


— Por que está chorando? — ele perguntou de maneira simples, quase desinteressada, dando um ultimo gole na bebida antes de jogar em qualquer canto do chão.


A rosada se levantou ficando frente a ele, as lágrimas continuaram a escorrer de seus olhos por toda sua face de maneira silenciosa. Deus sabia tamanha que com tamanha dor, angustia e preocupação era impossível para ela prender o choro.


— Por que se importa? — ela perguntou em meio ao choro, encarando-o com a visão embaçada pelas lágrimas que inutilmente tentou dar fim ao passar as costas das mãos nos olhos.


— E quem disse que eu me importo? — ele deu de ombros dizendo aquilo de maneira displicente. — Mas talvez você precise falar com alguém, sei lá, desabafar sobre o que quer que seja.


A raiva cresceu de maneira assustadora no âmago de Sakura. Como se já não bastasse tudo aquilo, todo o problema que estava para ter ainda tinha que aguentá-lo? Aguentar aquele bastardo arrogante? 


''Meus Deus do céu, será possível que ele é realmente tão arrogante e egoísta assim a ponto de não se importar com nada além dele mesmo?'' 

De certo que ela não queria nenhuma atenção especial dele, pelo menos era do que tentava se convencer. Mas ainda sim, como ele podia ser tão frio diante de uma pessoa com lágrimas de pura dor nos olhos? Ele era realmente um arrogante, um babaca sem coração?


Sakura não queria - ela realmente não queria descontar tudo nele. Mas foi inevitável. Diante do problema financeiro dos pais, do medo que sentia de ser expulsa do colégio, da raiva e dor que sentia, e diante daquele ar arrogante ela não se controlou. Já estava gritando a ele palavras ferinas:


— O QUE ALGUÉM ARROGANTE COM MUITO DINHEIRO COMO VOCÊ ENTENDE POR DOR E PROBLEMAS? SUA VIDA É PERFEITA!


Palavras erradas foi o que a Haruno soube ter dito enquanto tomava fôlego ao encarar os ônix a sua frente ainda com lágrimas escorrendo por seu rosto. O que viu naquele imensa escuridão foi algo passar da frieza para a fúria desmedida. Sim, fúria. A mais pura e transparente fúria. O mais nítido e intenso ódio era o que ela via nos olhos de Sasuke. Sakura escondeu as mãos no rosto voltando a sentar-se na cadeira, chorando em meio a soluços esganiçados e sôfregos.


— Levanta! — o Uchiha disse com a voz cortante. A Haruno ergueu o rosto o fitando confusa e com lágrimas, mas permaneceu sentada. Ele se irritou. — É SURDA? EU MANDEI LEVANTAR!


Após gritar, Sasuke mesmo a puxou pelos ombros para cima colocando-a em pé para logo então a sair puxando com rapidez, força e irritação pela mão até a moto que Sakura vira mais cedo estacionada frente ao estacionamento da escola.


— Pra onde está me levando? — assustada a rosada perguntou vendo o moreno subir na Harley Davidson e lhe empurrar o único capacete com força.


— Coloca o capacete. AGORA! — ele gritou vendo que a garota permanecia estática. Sakura piscou aturdida, sacudindo a cabeça antes de por o capacete com as mãos trêmulas. — Sobe! — ordenou Sasuke. A voz repleta de uma raiva desmedida.


A garota hesitou.


— Vai subir seja por bem ou por mal. — o moreno ameaçou e diante de seu olhar a Haruno engoliu em seco e subiu na garupa da moto envolvendo seus braços em sua cintura com força, e enquanto ele ligava a moto forçando o pé contra o cambio.


Ela perguntou com a voz tremula:


— Pra onde você está me levando? O-Oque vai fazer Uchiha?


— VOU TE MOSTRAR O QUÃO PERFEITA É A PORRA DA MINHA VIDA! — respondeu num quase grito furioso arrancando com a moto tão velozmente que fez a rosada apertar com ainda mais força os braços em volta da cintura dele, e por tanto medo, encostar a cabeça contra suas costas.


Ela não sabia para onde ele a estava a levando, mas estavam indo rápido. Rápido demais. Tão rápido que ela agradeceu por estar de capacete e preocupou-se por ele estar sem. Um acidente poderia ser fatal.


Estremeceu. Lágrimas ainda escorriam por sua face, enquanto Sasuke parecia estar em uma avenida cortando por entre os carros com habilidade. As mãos apertando com força o acelerador fazendo com que Sakura prensasse os olhos de medo. Ela estava com medo. Estava com dor. Estava preocupada. Eram tantas coisas que passavam por sua mente naquele momento, tantas coisas. Tudo estava acontecendo muito rápido; o problema financeiro de seu pais, o medo de ser expulsa do colégio, e agora, um Sasuke enlouquecido. Onde diabos ele a estava levando? A garota estremeceu novamente ao lembrar-se da fúria ensandecida que tomou os olhos dele. O que havia falado de tão mal assim que não a verdade? A sua verdade. Aquilo que ela julgava ser verdadeiro. 


Prensou os olhos com a pontada aguda que atingiu sua cabeça; sempre sentia dores fortes de cabeça quando passava por situações como aquela.


A Haruno manteve os olhos fechados. O choro havia parado a alguns segundos, e ela sentia aquela sensação de pele dura por onde suas lágrimas passaram. Já estava começando a ficar mais tranquila, até suspirou em alivio com a velocidade que estavam. Uma vez mais sentiu aquela sensação de paz, de liberdade, como que se não existisse nada a não ser aquela sensação, aquele momento. Definitivamente, correr lhe trazia aquela sensação. Correr com ele lhe trazia aquela sensação. Mas tão rápido como sentiu paz, essa mesma se dissipou por completo quando Sasuke parou a moto e novamente, medo e pânico instalaram-se no peito da rosada, além de clara confusão ao ver onde estavam.


— Sasuke... O que estamos fazendo aqui? — ela perguntou piscando aturdida e assustada.


A sua frente havia um hospital. Era claramente um prédio particular, e não publico pois um hospital público nunca que era tão tranquilo como aquele.


— Desce. — foi o que Uchiha respondeu após ele mesmo descer do veículo. Confusa, assustada e perdida, as pernas tremulas da Haruno fez o que ele mandou, desceu da moto engolindo em seco.


Sua mão quente foi logo tomada pela mão grande e fria do moreno que saiu arrastando ela para dentro do hospital. As portas se abriram automaticamente e após entrarem Sasuke sequer dispersou um olhar para a mulher na recepção e saiu puxando Sakura sem dirigir um único olhar a ela. Pelo corredor até o elevador. Só quando eles estavam dentro daquela caixa de metal foi que ele livrou-se da mão dela bem depressa, como se ela tivesse algo contagioso, ou coisa do tipo. Estava visivelmente irritado. Assim que as portas de metal voltaram abrir, no terceiro andar, ele voltou a agarrar uma das mãos de Sakura na sua,  praticamente a arrastando por um longo corredor.


Uma enfermeira muito bonita que vinha conferindo qualquer coisa em uma prancheta, olhou para frente quando as portas do elevador se abriram e pareceu reconhecer o moreno, pois disse:


— Sasuke? O que faz aqui? Ei! Sasuke! Não estamos em horário de visitas.


— CHAME A SEGURANÇA ENTÃO CARALHO! — O Uchiha gritou após passaram pela tal enfermeira, pouco se importando com o fato de estarem em um hospital. A Haruno estremeceu sentindo-se como uma boneca de pano nas mãos do moreno que a puxava com facilidade pelo amplo corredor até então que pararam frente a uma porta.


A mão de Sasuke soltou a sua, e de repente, Sakura o viu tenso encarando a porta fechada e ele parecia respirar com dificuldade. Arfar. Algo agitou-se na rosada. E num impulso ela tocou a mão dele como que o encorajando a algo que ela nem sabia do que se tratava. Sasuke a olhou e já não havia mais medo nos olhos esmeraldinos mas gentileza. O moreno suspirou, então abrindo a porta do quarto do qual entrou acompanhado dela.


A Haruno estremeceu ao entrar no quarto. Não gostava de hospitais. Sentia-se doente só por estar em um. O ar condicionado também a incomodava, talvez por isso envolveu-se nos próprios braços, deixando os olhos rodarem pelo quarto. Viu o moreno aproximar-se ao pé de uma cama e prendeu o fôlego com o que viu.


— Minha Nossa...


— Esse é Itachi meu irmão mais velho. — ele disse com a voz baixa sem olhá-lo. — Ele está em coma há três anos. Se ele resistir talvez consiga estar vivo se entrar no estado vegetativo.


Os olhos de Sakura se arregalaram e em passos lentos. Ela aproximou-se de Sasuke, ficando ao lado do mesmo com os olhos no mesmo ponto que ele. Deitado na cama havia um rapaz muito bonito. Se Sasuke não estivesse ao seu lado, poderia jurar que aquele rapaz deitado ali era ele só que mais envelhecido. Seus cabelos eram longos, lisos e negros. Sua pele é translúcida, e os lábios majestosos. Estava tão sereno que Sakura pensaria que ele estivesse a dormir se não fosse pelo aparelho respiratório que ele tinha no rosto.


A rosada fitou o moreno. O coração imediatamente quebrou-se em mil pedaços ao ver o modo, a dor imensurável a qual ele olhava para o irmão na cama ligado a aqueles aparelhos que o mantinham parcialmente vivo. Sentiu como se algo embrulhasse em seu estômago e arrependeu-se instantaneamente de ter dito aquelas besteiras a ele. E isso só fez com que a dor que sentia aumentasse.


— O que foi que aconteceu? — ela perguntou com a voz baixa abafada pelo choro. Ambos falavam assim. Era involuntário como se Itachi estivesse mesmo dormindo e eles não a quisessem acorda-lo.


Sasuke demorou um minuto a responder, os olhos cheios de dor como Sakura nunca viu antes em nenhuma pessoa que conhecia, e então com a voz cheia de peso, dor e uma leve raiva ele disse:


— Eu estava dirigindo...


Os olhos da Haruno se arregalaram levemente enquanto ela o encarava. Pela primeira vez ela viu algo além de arrogância nos olhos e palavras do Uchiha, mas essas coisas não a deixaram feliz. Estas eram:dor, culpa, grande tristeza, mais dor, mais culpa e raiva.


— É por isso que ele está assim. Por minha causa! — disse ele soltando um longo suspiro cansado.


— Mas... Eu podia jurar que ele estava dormindo. — respondeu ela na esperança de animá-lo um pouco, de mandar embora ao menos um pouco daquela tristeza. De fato, Itachi parecia bem. Sua pele não tinha nenhum arranhão sequer.


— O corpo dele já se curou dos ferimentos, mas a mente dele ou a alma, seja lá o que porra está acontecendo que ele simplesmente não acorda. — o rapaz disse com grande pesar. As mãos fecharam-se em punhos raivosos como que contendo-se para não socar a si próprio. — E a cada dia que passa os batimentos cardíacos dele começaram a diminuir assim como os neurônios. Vê? — Sasuke apontou para o monitor ao lado da cama de Itachi e Sakura viu que era verdade. Os batimentos dele pareciam mais diminuir do que aumentar. — Ele está mo...morrendo. — a fala do Uchiha saiu tão baixa que a Haruno não ouviria se não estivesse ao seu lado - era quase como se ele tivesse medo de dizer aquilo. Talvez tivesse e Sakura não o culpava por isso.


— Sasuke eu realmente sin... — ela não conseguiu falar pois as lágrimas começaram a sufoca-la.
 


— Você o quê? — ele a encarou. Ela suspirou baixo, mantendo o olhar sobre o dele. Mesmo com nítida tristeza, Sasuke riu secamente. — Sente muito? — indagou ele com um sorriso debochado ao mesmo tempo em que melancólico. — Não sinta. Eu não preciso da sua pena, eu já sinto pena de mim mesmo! E agora, o que está achando da minha vida Sakura? Meu irmão está coma persistente por minha causa... E as mentiras que eu tenho que aturar todos os dias... Ainda acha minha vida perfeita? — perguntou sério ao mesmo tempo que com leve deboche, afastando-se da cama.


A Haruno ficou parada no mesmo lugar, apenas virando-se para observá-lo ir até a porta. O Uchiha parou frente a essa com a mão na maçaneta, e sem olhar nem para ela e nem para a irmão, disse:


— Te espero lá fora.
 


E então ele deixou o quarto e a porta fechou-se atrás de si. Era como se fosse doloroso demais para ele ficar naquele pequeno espaço, e Sakura o entendia bem. Ela que não era parente nem nada do enfermo e se sentia mal naquele quarto. Sentia-se mal por estar viva quando Itachi estava ali em coma. Ela voltou seus olhos para o corpo na cama juntando as mãos. Suspirou baixo, e aproximou-se de Itachi, de seu rosto. Inclinou o corpo sob a cama e com a boca próxima ao ouvido do rapaz inconsciente ela sussurrou, na vã esperança de que fosse ouvida por este:


— Itachi ele precisa muito de você. Por favor, não o abandone.


Dito isso a Haruno afastou-se, deixando o quarto não sem antes dar um olhar esperançoso para o Uchiha. Nada. Ele continuou a dormir como Sakura preferia pensar que ele estava fazendo. Suspirou, indo encontrar-se com Sasuke na moto. O rapaz já estava montado na mesma, e assim que ela se aproximou lhe entregou o capacete.


— Tá esperando o que? — ele perguntou erguendo uma sobrancelha ao ver a rosada parada ao seu lado, o capacete na mão sem mover-se para subir na moto.


Seu olhar agora estava alucinado. Ela olhava para frente, mas não especificamente para ele. A boca pálida estava entreaberta numa expressão de agonia como se tivesse carregando uma bomba consigo. Geralmente chorava quando estava com muita raiva, uma mania humilhante na visão dela.


De cabeça baixa, sentiu as lágrimas quentes começarem a escorrer involuntariamente de seu rosto para o capacete. Eles ficaram em silêncio por um segundo. Sakura procurando algo para falar mas não tendo a certeza se devia. Sasuke fitava com aquele ar de arrogância. Então ela suspirou, só então erguendo os olhos de encontro ao dele.


— Eu acho que eu tenho um estranho dom de arrumar problemas. — ela tentou rir sem humor algum só para quebrar o silêncio que pairava sobre eles.


— Nunca pensei que diria algo que eu pudesse concordar com você. — ele pode ouvir algum som baixo diria que era uma risada por parte dela.


— Estamos com problemas financeiros em casa. Na verdade, sempre tivemos. Mudei pra cá esse ano. Eu morava em CampbellTown, interior da Escócia. Nossa vida sempre foi dura por causa das dívidas que meu avô adquiriu com jogos de azar. Ele era viciado, e vendeu tudo que tinha. Se fosse possível, ele venderia minha avó e meu pai. Mas como é ilegal, ele não o fez. Bom… os agiotas acabaram cobrando por isso… E ele acabou morrendo se livrando da dívida… — ela riu novamente parecendo mais amargurada do que antes e continuou: — Só que meu pai adquiriu as dívidas dele. E no fim, tudo que meus pais faziam era sustentar os agiotas enquanto meus irmãos e eu… — ela sentiu a voz ser embargada pelas lágrimas que a sufocava.


Pela primeira vez, Sasuke parecia tocado. Ele viu a mais pura do nos olhos dela, em sua voz. Ela devia ter sofrido muito. E mesmo assim ela estava de pé.


— E-Eu lembro do natal mais difícil que tivemos. Meu pai tinha perdido o emprego, e não queria contar para minha mãe. Ela também não conseguiu vender as verduras e os legumes que plantávamos pela falta de compradores, já que o imposto havia subido. Então, eu e meus irmãos não enfeitamos a casa com os enfeites e tão pouco ganhamos os presentes que queríamos. Mas sabe porque esse foi o melhor natal? Por que foi nesse momento que percebemos o quanto somos agradecidos por ter uns aos outros e comida em nossa mesa. — ela disse de repente com toda a tristeza que aquele assunto trazia, na vã esperança de que aquilo justificasse as besteiras que ela havia falado. Nenhuma vida poderia ser considerada perfeita quando se tinha um irmão em coma. — Por isso eu devo muito aos meus pais. Não tenho vergonha das minhas raízes. Passei fome? Passei. Passei frio? Passei. Mas ainda assim, meus pais sempre me ensinaram que mesmo que meu mundo esteja se desmoronando, eu preciso ser forte.


Pareceu que ouve uma lamentação sincera nos olhos dele por ela; mas tão rápido como aquilo surgiu, foi embora e novamente ele estava trancado em sua arrogância e indiferença.


— Por que veio para cá? — disse ele com a voz firme e fria.


Ninguém havia perguntado a ela diretamente como ele perguntou de forma exigente. Os ônix a confundiam, então respondeu rapidamente:


— Oportunidades melhores. Especialmente para minha irmã mais velha. Ela fez o teste para entrar em Oxford e passou. Minha família é muito unida... Não conseguiríamos ficar longe dela.


De repente, Sakura não entendia o interesse do Uchiha que continuou a manter o olhar penetrante como se a história da vida dela fosse de alguma forma vitalmente importante para ele. Mas sorriu satisfeita, esse era o jeito dele de demonstrar que se importava.


— Mas você não está assim só por causa disso. — ele disse novamente como uma suposição, não como uma pergunta.


Ela suspirou.


''Porque devo explicando isso para ele? Dane-se o que tem demais? Aposto que vou ser expulsa mesmo... Acho que essa será a última vez que vou vê-lo.''


— Não esta sabendo da última? Eu acabei entrando numa briga feia com sua namoradinha Uzumaki. —  Sakura secou as lágrimas dos olhos e respondeu com a voz mal humorada.


— Quem? — ele continuou a encara-la com óbvia curiosidade.


— Não se faça de burro , algo que você não é. —  respondeu entre dentes.


Ela havia voltado a ser aquela garota pavio curto de sempre. Ele sorriu satisfeito, gostava de poder controlar suas mudanças de humor.


— Tsc. Só porque Karin é uma parasita não significa que eu namore com ela. — o moreno fez uma careta de nojo da qual Sakura não pode se segurar por muito tempo dando oportunidade a boas risadas.


— Então porque você atura já que a odeia tanto? — perguntou a garota demonstrando curiosidade.


Ele deu um longo suspiro cansado e respondeu:


— Ela é prima do Naruto. — admitiu e parecendo excessivamente frustrado com o fato. — Não se preocupe, você não vai sair do colégio.


— Como você tem certeza? Eu ouvi dizer que o diretor cede aos caprichos dela e também... Eu sou apenas uma simples bolsista.


— O pai dela pode mima-la, mas não a respeito do colégio. Ele ama aquela instituição mais do que qualquer coisa. E você é a bolsista que obteve a maior nota de todos esses anos. Devo confessar... É a garota mais inteligente da turma.


De repente o riso agudo e feminino tomou conta daquele local. Sakura começou a gargalhar novamente. Mas dessa vez, com mais vontade. Até deixou as lágrimas escorrerem do rosto. Mas aquelas lágrimas não eram de tristeza. Ele franziu o cenho avaliando se havia falado alguma idiotice.


— Me desculpe. É estranho você admitindo isso. Mas agradeço pelo elogio, sei que foi sincero. Até porque não é do seu feitio ser... GENTIL.


— Hm. — o moreno resmungou fingindo falsa irritação. O olhar dele se tornou avaliativo. — Gostaria de ter visto a cena. Aquela narcisista deve estar em algum banheiro desesperada. — disse ele vagarosamente enquanto riam. — Mas o que levou a cometer essa loucura?


— Aquela vaca desdenhou dos problemas da Ino como se ela tivesse autoridade e conhecimento pelos sentimentos dela. E também, me ofendeu dizendo que eu ando com a Ino só por causa da popularidade e do dinheiro que ela tem. Mas o pior mesmo, foi o discurso de ódio em relação a minha origem. Ela realmente odeia estrangeiros. Acho que isso é motivos o suficientes para tirar alguém do sério.


Sasuke pareceu fascinado pelo que Sakura disse, por algum motivo que ela não podia imaginar. O rosto dele era uma distração tão grande que tentou não olhar para ele mais do que a cortesia pedia.


— Agora coloque logo esse capacete e vamos sair daqui.

 
Suspirou novamente, pondo o capacete e subindo na moto sem dizer mais nada. Envolveu os braços em torno da cintura do moreno que só então saiu com a moto do amplo estacionamento daquele hospital.


Durante todo o caminho de volta o qual durou meia hora. A mente da rosada esteve cheia. Preocupada com a situação da família. Que ela estava decidia a encontrar um emprego. Talvez agora poderia ajudar com as despesas de casa com o trabalho integral, já que estava condenada a ser expulsa. 


A imagem de Itachi veio em sua cabeça. Logo ela se sentiu culpada pelo o que havia dito a Sasuke, sentindo-se mal por ele e pelo irmão.


Suspirou baixo.


Era injusto que um rapaz tão bonito e jovem que parecia ter grande gana por viver; estar lá naquela cama em coma. Era injusto também Sasuke sentir-se culpado. 


Sakura suspirou novamente. 


Ele disse que a culpa era dele e que estava dirigindo. Por causa disso, seu irmão estava em coma. Ela queria saber sobre o acidente, mas não tinha coragem de perguntar sobre. Não naquela dia.


— Obrigada. — foi o que a Haruno disse quando o Uchiha parou a moto em frente ao estacionamento do colégio entregando-lhe o capacete. — E me desculpe por aquelas baboseiras que eu te disse... Eu realmente sinto muito. Mesmo que isso não signifique nada para você, mas significa muito para mim. Apesar dos pesares, o dia de hoje foi produtivo. Eu aprendi a não julgar as pessoas pelas aparências.


— De nada Gatinha. — entortou o sorriso de lado. Aquele sorriso que Sakura tanto gostava de ver no rosto dele. Tirando qualquer pensamento racional da cabeça dela e fazendo com que o coração bombeasse sangue ainda mais pelas suas veias.


Uma voz aguda e familiar se fez presente. Sakura olhou para trás e viu ninguém menos do que sua melhor amiga.


— Aonde é que vocês estavam? — gritou a loira que vinha correndo desesperada na direção deles.


Sakura levou um susto e abaixou os olhos. Em fração de segundos, quando voltou a olhar para frente o Uchiha não estava mais lá. 


'' De nada Gatinha.''


Ela lembrou-se das últimas palavras do moreno e corou.


— O que deu nele? — perguntou a Yamanaka apoiando-se no ombro da amiga.


— Me apresentou ao irmão. — a rosada disse para si mesma em uma lamentação baixa ainda com os olhos presos na direção em que Sasuke se foi.


Ino por estar perto escutou e soltou um sonoro:

— UAU!


Notas Finais


✿ COMENTÁRIOS DA AUTORA - POR FAVOR, LEIAM:


01º: Não estranhem por ter cenas ou diálogos católicos e tal. A mafia tem uma relação de amor e ódio com a religião católica. Mas não vou abordar esse tipo de coisa. Apenas quis mostrar que, por debaixo dessa ''casca'' Fugaku também é um homem que reconhece seus erros. E no caso de Mikoto, a religião foi tudo que ela se apegou devido o coma de Itachi e toda essa confusão que a cerca.

As coisas estão ficando mais interessantes. Finalmente os dois mundos se encontraram. Sasuke e Sakura estão tendo uma interação realmente profunda. E pretendo aprofunda-la ainda mais.

Gostaram do Gatinha? Eu particularmente gostei *o*
Mas pq você escolheu esse apelido? Mais uma vez volto a dizer : quis fugir do padrão. A maioria dos apelidos para nossa rosada são sempre os mesmos. Rosa, Cherry, Irritante e seus derivados.

Mais para frente eu explico o pq o Sasuke escolheu nomea-la assim. Aguardem ♥

02º: Karin causou no cap inteiro. É por isso que amo ela.
Gente que briga foi aquela entre ela e a Sakura? kkk SUPER AMEI ESCREVER esse momento ♥ Juro que sou da paz :p


03º: Itachi em coma é bem triste mesmo. Mas todo esse drama e mistério por trás do acidente é necessário. Mas será que ele vai acordar? hahahah vou deixar esse enigma para vocês.


04º: O morro dos ventos uivantes - livro com uma pegada gótica e romance trágico. Obra escrita pela diva Emily Bronte *-* É uma narrativa cheia de questões reflexivas. E se você é uma daquelas pessoas que como eu ama personagens complexos - nem bonzinho e nem totalmente mau - super indico a obra. Ela é um clássico maravilhoso. Particularmente, essa é uma das obras que mais amo nesse mundo. Já perdi as contas de quantas vezes reli.
A linguagem é um pouco complexa - mas se você curte literatura clássica recomendo.

Uma taça feita de um crânio humano - poema de Lord Byron.
Deixei uma palhinha para vocês quando a Sakura recitou. (Para quem gosta de um tom sombrio e gótico, recomendo lerem tantos os poemas e as obras. O cara manja muuuuuito).


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