História Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Drama, Fugamiko, Gaaino, Mafias, Naruhina, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suika, Suspense
Visualizações 602
Palavras 4.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Título do capítulo : Problema.

Capítulo 6 - Trouble


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 6 - Trouble

C H A P T E R 03: 

T R O U B L E


 “Se der certo ou não, não importa, o que importa é que eu tentei e fui o mais longe que pude”


— Supernatural

 


Naquela manhã ensolarada Ino havia acordado atrasada por ficar na noite anterior conversando horas e horas no telefone com Hinata Hyuuga, sua melhor amiga que estava em uma de suas missões como voluntária na Síria. 

A loira ouviu todo seu relato e a triste situação que se encontra o povo sírio e a instabilidade das crianças que ainda acreditam na recuperação do país.Sem perder a oportunidade Ino lhe contou sobre Sakura e o episódio envolvendo Sasuke e seus chiliques, e sem perceber mencionou várias vezes o nome de Gaara. Confessou o quanto estava atraída pelo ruivinho tímido.E quando se deu conta da hora já eram quase 4:30 da manhã. Resultado: estava com sono, com dor de cabeça e totalmente mal humorada.


Ela estaciona seu Toyota em sua vaga e confere sua maquiagem no retrovisor. A base porcelana não esconde o vermelho de suas bochechas,constatou que a tendência é piorar na presença de Haruno Gaara. A Yamanaka respira fundo, pega sua mochila e abre a porta e o sinal toca.Ao entrar no colégio ela segue em direção a recepção para assinar um pedido que concedesse sua participação nas aulas. 
No balcão encontrava-se a mrs Clarkson a recepcionista que a encara com uma expressão de poucos amigos e tira um bloco da gaveta onde faz anotações nele. 

As narinas de Ino sente o cheiro de tinta fresca, caderno novo e café.

— Essa é a última declaração que assino para você Yamanaka. — falou a mulher de modo rabugento colocando a folha de papel no balcão, mas antes dirigiu um olhar em sinal de advertência a garota e completou em tom de ameaça: — A próxima só será concedida se seu pai assinar uma declaração e entrega-la pessoalmente ao diretor Uzumaki.


A loira da de ombros pegando sua autorização saindo do local pouco se importando com as crises da mrs Clarkson que achava-se a diretora do colégio.Rapidamente ela caminha pelos corredores alcançando seu armário, coloca a mochila vermelha Prada no local, pegou os livros de biologia e estojo.

— Ino… — a Yamanaka conhecia muito bem o dono da voz e virou-se para ver o Haruno aproximar com um sorriso amistoso nos lábios. 

Seus sonhos com ele não chegam perto da realidade. Cíclicos longos e escuros, pele pálida perfeita, mandíbula delineada como a de um modelo italiano, lábios que parecem um convite ao beijo. 

Distraída, a garota bate o rosto na porta do armário.

— Au! 

— Parece que vai formar um galo na sua cachola. 

A garota irrita-se com o comentário do colega de classe mas antes precisava averiguar sua aparência. Ino pegou sua necessaire cor de rosa com bolinhas brancas de tamanho médio da Chanel e tirou de lá um espelho para ver se havia formado algum '' galo'' como Gaara havia dito e sorriu aliviada por ter apenas um leve vermelhidão na testa que rapidamente foi coberto pela base porcelana.

— Eu diria que a porta levou a pior. — diz o ruivo ao lado dela passando rapidamente a mão no local onde a amiga havia batido.

'' Pelo amor de Deus Ino, tenha um pouco de dignidade porque ele acaba de tirar sarro da sua cara e você fica com essa cara de bobona admirando esses olhos verdes… Esses lábios… E esses ombros largos e atléticos… ''

— A culpa é sua por me assustar. — a loira resmunga cruzando os braços e ergue o queixo.

Gaara sorri e pega os livros de geografia das mão dela e Ino apenas tenta não ser inebriada pelo perfume Azzaro quando fecha a porta do armário.

Uma funcionária limpava o chão enquanto os garotos passavam pelo corredor cumprimenta o rapaz com sorriso e pisca para o mesmo deixando a Yamanaka irritada. Ela havia captado a mensagem: aquela mulher que deveria ser uns dez anos mais velha dos que eles estava dando em cima na cara dura, e Gaara por ser inocentemente ou tapado demais não percebeu as investidas da mesma e apenas sorriu sendo o mais educado possível.

'' Inacreditável, até as funcionarias ele conseguiu encantar?!  ''

Por estar concentrada em seus pensamentos Ino trombou com Haruno que quase derruba os livros mas os mantém em sua mão esquerda e com a direita ele segura o braço dela e sorri.

— Acho que isso está se tornando um hábito loirinha toda a vez que estamos juntos. — diz Gaara reafirmando a loira, a mesma encosta a mão no peito dele e pressiona contra a parede, o que só faz com que ele sorria ainda mais. 

— Não queira testar minha paciência ruivinho. — ela responde a provocação a mesma altura. — Será que pode devolver meus livros?

— Negativo.

— Não? — a Yamanaka arqueia a sobrancelha cruzando os braços novamente.

— Vou carrega-los para você… É o mínimo que posso fazer para me redimir. — a simpatia nas palavras dele fizeram com que a loira esquecesse o motivo de estar zangada e aquele bendito sorriso provavelmente garantiria lindas capas em revistas.

— Bem, não posso discutir quanto a isso… 

— Então… sobre o trabalho de literatura não seria melhor você vir na minha casa para começarmos o quanto antes? 

Aqueles olhos em conjunto aquela curva linda que formava o sorriso dele era um bom motivo para ela aceitar. Ou ser manipulada.

O sinal tocou denunciando o intervalo para o desespero de Ino.

— Ah você é o culpado… Me distraiu o tempo todo com esse seu charme de garoto inocente e droga estou ferrada por ter dado ouvidos a sua gentileza.

— Você me acha charmoso? — ele pergunta de forma inofensiva e os lápis-lazulis da loira notaram que as bochechas dele coraram, o que o deixava mais lindo.

A porta da sala de aula se abre e Gaara segura o braço da Yamanaka.

— O que você quer? — ela pergunta irritada vendo seus dois melhores amigos saindo da classe acompanhados de Suigetsu.

— Vá hoje para minha casa. — disse de modo insistente e puxa a mão da colega para mais perto num impulso quase a beijou, no entanto, ele controla-se e sussurra no ouvido da mesma : — Não vou fazer nada de indecente se é isso que esta pensando, apenas quero fazer o trabalho… Embora devo admitir que você é a garota mais linda que já vi em toda minha vida.

— Ino e Fósforo, vamos. — chamou Naruto ao ver os amigos parados perto da lata de lixo. 

Gaara seguiu o amigo Uzumaki que estava acompanhado de Lee e Suigetsu enquanto Ino permanecia no mesmo lugar com os olhos arregalados com a face surpreendida.

'' O que esta fazendo comigo Haruno Gaara? ''


[…]


O iate de quase quinze metros flutuava nas águas do rio Sena que banha Paris e deságua no Oceano Atlântico. 


O brilho do luar que refletia nas águas tranquilas era suficiente para Hidan. Nada além de escuridão podia ser visto abaixo da superfície, mas já estivera ali um número de vezes suficiente para saber o que responsava lá embaixo. Algas, peixes, destroços de barcos e corpos.

Sim, ele sabia de pelo menos quatro corpos que estavam no fundo daquele rio, ou o que sobrara deles, de qualquer modo. Todos foram atirados exatamente do lugar onde ele estava, a parte de trás do Pietrov. Aquelas palavras estavam escritas em vermelho no casco do barco, em homenagem ao falecido pai da chefe.

O iate de de meio milhão de euros pertencia a Alexia Matveev, mas para o governo, ele era da Ferretti Group, uma empresa italiana. Era um disfarce para as praticado mais sombrias.Com efeito, a maioria de seus pertences estava em nome de empresas. Desse modo, se a Receita Federal viesse bater à sua porta, não teria de explicar como poderia pagar por tudo aquilo. Ela estava apenas pegando "emprestado." Em outras palavras : sonegação fiscal.


Hidan admirava o modo como aquela mulher fazia da manipulação algo brilhante., uma verdadeira arte.

Ele ouviu um pigarro atrás de si mas se manteve parado, olhando para a água enquanto Alexia se aproximava.

— Está enjoado? — ela perguntou colocando uma mão em seu ombro direito.

Hidan queria que aquele fosse seu problema mas não era.

Aquela mulher é a mulher de seu irmão gêmeo e líder da máfia russa,não era para seu bico.

— Não. Só estou apreciando a vista.

— É um lugar muito bonito. — ela concordou apertando o ombro do cunhado e exibindo um sorriso de lado; bem sexy e cheio de charme que provocava os desejos mais íntimos de Hidan.

Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça.

— Venha para dentro. Quero terminar isso é voltar para terra firme.

Mesmo sem desejar, o russo acompanhou-a e logo que entrou, reparou em dois homens sentados num sofá de couro preto. Um deles conhecia muito bem:seu primo Zetsu, um homem de poucas palavras. Seu silêncio costumava dizer muito sobre si. Ele tinha a habilidade de manter uma conversa longa apenas acenando com a cabeça.

As mulheres costumavam achá-lo atraente, porém, sua cabeça vivia apenas para os negócios.

Sendo ou não da família, a presença de Zetsu deixava Hidan um pouco desconfortável. Significava que algo tinha dado errado e o rapaz que estava ao lado dele, era inexperiente.

Nervoso, o rapaz não parava de mexer as mãos e suas pupilas estavam dilatadas. Por ser médico, Hidan percebeu que ele estava sob efeito de cocaína.

Alexia pegou uma garrafa de vodca e serviu quatro copos. Zetsu pegou o seu, como de costume, permaneceu em silêncio ora bebericando, ora girando o líquido enquanto fingia prestar a atenção no jovem que se gabava de todos os serviços que havia prestados a Bratva.

Sequestros, extorsões, apostas, tráfico de crianças e adolescentes, mas em nenhum momento ele mencionou de onde vinha a maior parte do dinheiro.

— Drogas. — Zetsu interrompeu com a voz afiada, cansado de toda aquela falação sem sentido. — Esqueceu de mencionar as drogas.

— Drogas? — ele repetiu fingindo-se de desentendido.

— Aquelas que você tem vendido para os escoceses. — Zetsu disse. — Um informante disse que os tiras estão na sua cola e você sabe qual é a política na nossa organização moleque?

Ele estremeceu.

Sabia que a regra da organização russa era nunca ser pega. Afinal o que se faz na máfia, fica na máfia.

O sorriso de lado de Alexia demostrava divertimento com toda aquela situação formada.

O jovem rapaz de ascendência eslava não teve tempo de inventar alguma desculpa esfarrapada pois Hidan levou a mão no bolso do paletó preto e sacou a pistola apontando no rosto do sujeito. Zetsu olhou para o lado e seu primo puxou o gatilho com silenciador, abafando o ruído da bala que atravessou a pele dele, desfigurando o rosto do mesmo.

Sorriu de forma cínica.

Seu primo mais velho era um homem que não pensava duas vezes. Ele fazia o que tinha que feito.

Hidan colocou a arma no bolso e Alexia continuou bebendo sua vodca como se nada tivesse acontecido.

Zetsu arrastou o corpo até o deque, embrulhou-o com uma lona preta, prendeu as correntes e o atirou na água.

 

[…]

 


As reuniões da famiglia (família) não se pareciam em nada com as demonstrada nas telonas do cinema. 
Quando ainda era criança, Deidara costumava assistir a encontros elaborados que mais pareciam julgamentos, então riu mentalmente ao imaginar seu pai num traje preto de promotor ao lado de Madara que era o juiz com um martelo na mão, sentado no centro da sala enquanto ambos os lados defendiam suas posições. O culpado perdia e a justiça era feita; mais um caso resolvido.


Não, as reuniões da famiglia não eram assim. Em geral elas ocorriam em uma caminhada casual, chegando ao fim sem que uma única palavra fosse trocada. Não havia argumentação e também não importava se você era inocente.

 
Milazzo ficou de pé próximo ao píer, olhando para o Lake District que faz parte do condado de Cumbria localizado no noroeste da Inglaterra fazendo fronteira com a Escócia. Havia uma mulher caminhando no deque e a ela parecia jovem, possivelmente não tinha trinta anos. Uma amante que se sentia atraída por esse estilo de vida e também pelo poder desses homens. Deidara a via apenas como uma prostituta de luxo que trocava sexo por presentes caros e viagens ao exterior.


— Leonardo também foi chamado? — perguntou Yahiko e o hacker se virou e olhou para os homens que já estavam reunidos.


Fugaku negou com a cabeça.


— Não, ele voltou para Nova Jersey.


Leonardo Salvatore assumiu as operações da famiglia (família) há anos no território norte americano, então raramente aparecia no Reino Unido. Deidara se ressentia pelo tratamento especial que recebia, afinal ele também se mudara para Holanda, mas ainda assim era obrigado a comparecer.


— As prioridades não deveriam ser mudadas quando alguém jura fidelidade ao caminho escolhido. — retrucou o subchefe organizando a papelada na mesa.


Seu trabalho na organização era ser o braço e os olhos de Fugaku. O Uchiha, seu líder, estava lhe treinando para passar o seu posto pois não queria que Sasuke se tornasse o novo Príncipe da Akatsuki. O ruivo aceitou seu compromisso honrado por Fugaku depositar sua confiança nele. Embora não parecesse, o fato de ser um bom líder e ser muito bom no que fazia não significava que gostasse de suas atribuições.


Ele começara cedo, tornando-se um dos mais jovens ricaços da história. Em geral, os integrantes tinham de lutar por décadas para provar seu valor; a maioria nem sobrevivia tempo suficiente para prosperar financeiramente, mas esse não foi o caso de Nagato. Ele estava no lugar certo quando Fugaku o recrutara. 


Toda aquela conversa estava irritando Milazzo. O rapaz queria entregar um pequeno dossiê que havia hackeado da Bratva e descobrindo então a identidade do novo líder dos russos.


— Richard Drake não é um dos nossos, então não tem sentido intervirmos. — argumentou Kakuzu parecendo se interessar pelo assunto e involuntariamente cruzou os braços.


Fugaku olhou para Yahiko que balançou a cabeça em reprovação.


O conselheiro sentou na poltrona de couro preto no esfumaçado gabinete de um mas mansões do Uchiha e segurava um copo de whisky MacCutcheon um clássico escocês enquanto ouvia um bando de homens debater sobre o próximo negócio. Ele parecia bem distante.


Todos estavam ali para discutir o ocorrido na pizzaria Rossetti e a evidente provocação da Bravta.


Os homens debatiam enquanto o conselheiro girava o copo de whisky nas mãos sem a menor intenção de bebe-lo. Ele se manteve em silêncio até que a voz inconfundível de Fugaku se dirigiu a ele:


— O que você acha Yahiko?


'' Saco. Gostaria de estar deitado em meu lençol de seda fumando meu charuto cubano.'' 

—  Precisamos ser bem precisos e calculistas. Não estamos falando de qualquer organização, são os russos, nossos inimigos mortais. E devo admitir, a única organização que pode nos bater.  — disse simplesmente ainda que estivesse entediado demonstrava respeito por seu líder. Os olhos negros como a noite do Uchiha se encontraram com os seus. O Príncipe estava sentado na poltrona de couro preto no centro da mesa. — Acho que se agirmos de modo apressado o tiro ira sair pela culatra.


— Você tem razão.  — concordou Nagato passando a mão no cabelo.


— Príncipe consegui o relatório sobre a pessoa que comenda os russos… — disse Deidara com sorriso orgulhoso entre os lábios depositando na mesa de Fugaku uma pasta com no mínimo 970 páginas.


O silêncio se fez presente no momento em que o Uchiha intercalou o olhar entre Milazzo, Demarco e Antonelli.


Ao abrir a pasta e folhear as páginas reconhecera a garota de cabelos negros que provavelmente estaria na casa dos trinta e sentiu seu corpo estar tenso; seu coração batia descompassado dentro de seu peito e engoliu a seco.


Nagato e Yahiko olharam para foto do qual Fugaku parecia esboçar uma expressão assustada e também reconheceram a mulher.


— Eu pensei que ela tivesse morrido naquele incêndio naquele orfanato. — comentou Antonelli apenas para que o Príncipe escutasse e o mesmo parecia estar surpreso e enojado.


— Parece que a guerra esta prestes a começar. — soprou Demarco para o melhor amigo e Fugaku engoliu em seco.


— Eu preciso falar com Nagato e Yahiko a sós. — ordenou o Uchiha com maxilar travado parecendo bastante irritado e todos saíram como o mesmo ordenou.


— Não há dúvidas de que ela voltou para terminar o que pai dela não terminou. — gritou, num acesso de fúria jogou o copo de vidro na parede e Demarco parecia estudar o conteúdo da pasta.


— Então ela forjou a própria morte e casou com aquela ameba do Avak. — disse Yahiko neutro segurando em uma das mãos fotos da tal mulher.


O Uchiha riu sem pingo de humor em resposta.


— Pretende contar para Sasuke? — Nagato perguntou sem soar nenhuma emoção em sua voz,observando o acesso de fúria de Fugaku que espumava de raiva.


O coração do Príncipe parou de bater por alguns segundos e sentia o órgão congelar dentro de seu peito.


— Se vamos entrar nesse inferno novamente pelo menos deixe o garoto saber o porquê de estar envolvido nisso. — Antonelli disse em pesar  recordando do modo como enterrara Mito Uchiha.

— Estamos com você irmão. — falou Yahiko dando algumas palmadas nas costas do amigo em sinal de solidariedade depositando o copo de vidro que havia bebido sobre a mesa.

 Então eles deixaram o líder da Akatsuki sozinho com seus pensamentos e seguiram em direção à porta.

[…]


— Cheguei.

— Oi filho vejo que você trouxe um amiguinh… Uma gar-garotaaaaa! — Orochimaru gagueja entre as palavras ao constatar que seu filho finalmente estaria trazendo uma garota em casa. — Saí daqui Gaara antes que sua mãe veja…

— Qual é o problema? — perguntou Ino não entendendo a situação formada.

— UMA GAROTA? EU NÃO VOU PERMITIR ! — gritou Kushina da cozinha. — Quem é a baran… 

— Olá mrs Haruno, sou Yamanaka Rebecca Ino. Prazer em conhece-la.

Kushina avaliou Ino da cabeça aos pés e para seu desgostos a garota era muito bonita e educada. 


Os cabelos loiros dela se encontravam presos num rabo de cavalo alto, a pele de porcelana estava com uma maquiagem leve e delicada, os lábios estavam com um gloss cor de rosa e o uniforme escolar estava impecável. O blazer verde musgo estava passado assim como a camisa branca. A gravata cor vinho com listras douradas estava alinhada no pescoço  da mesma que exibia um sorriso simpático. E os sapatos marrons estavam lustrados.

— Muito prazer, seja bem-vinda. — a dona da casa estende a mão com a luva de forno para cumprimentar a garota que ri e aceita o cumprimento.

Ino notou que os grandes olhos verdes que os seus colegas de sala herdaram fora da mulher a frente. Os cabelos ruivos estavam presos num lenço, a feição jovial contrastava com os lábios pintados de batom nude combinando com as sapatilhas de cor pastel.

— Mãe vamos fazer o trabalho de literatura, nada de interrupções ok? Se não vou ficar com nota baixa e a culpa será sua. — o garoto a intima pegando uma das mãos da Yamanaka que cora com ato e sem olhar nos olhos de Kushina Gaara arrasta a loira consigo para o seu quarto.

Atônita a mãe olha para o andar de cima sem entender a reação do filho.

— Eu sabia que Gaara tinha bom gosto… — cochicha o mr Haruno para sua filha mais velha.

— É verdade. — concordou Temari rindo. —Gaara já tem 16 anos é bom que ele arranje uma namorada… Assim ele supera o amor platônico e unilateral pela Izu.

— Ele não tem que se interessar por ninguém. — reclamou Kushina não gostando da ideia de Ino estar no quarto do seu único filho, ainda com a porta fechada. — Ele é só uma criança…

— Com a idade dele mãe você brincava de papai e mamãe com pai. — provocou a filha rindo da expressão da ruiva que estava colocando a mesa da cozinha a baixo.

— Veja como fala com sua mãe, sua criança de boca suja. — olhar inquisidor de Kushina era de matar mas Temari não se abala com feito.

— Fala o que quer, então tem que aprender a escutar o que não quer também. — rebateu a loira com mais puro cinismo.

— Tenho que concordar com a Tema mamãe… Gaara é muito tímido quando se trata do sexo oposto e todo aquele amor unilateral com Izu deve ser superado. — disse Sakura toda animada sentando-se ao lado da irmã mais velha. — Ficaria muito feliz se ele namorasse a Ino. 

— Ela disse que o sobrenome é Yamanaka né? — cochichou a mrs Haruno colocando café na pequena xícara. — Esse sobrenome não me é desconhecido… 

— Ela é a filha daquele estilista famoso dono daquela grife da qual você se mata todo mês para comprar uma roupa. — respondeu o marido no mesmo tom.

— Victoria Valentina? — gritou Kushina eufórica. — Se-será que se eu disser que sou nora dela posso ganhar desconto?

— Mamãe! — repreendeu Sakura envergonhando-se do comentário mesquinho e interesseiro da mãe. — Que coisa feia.

No andar de cima:

— Acredito que O corvo seja a melhor obra de Poe e por isso devemos.. — ao ouvir os comentários de seus familiares sobre ele e Ino, o rapaz começa a puxar seus cabelos ruivos com força, parecendo bastante irritado.

— Gaara, juro que não ligo para essas piadas… — a Yamanaka tenta ser simpática e apoia uma das mãos no braço do ruivo.

Um riso vindo da porta interrompe o que Ino percebe ser uma bela bronca. Ela nunca escutou o amigo xingar, no entanto sua carranca parece um palavrão prestes a ser dito. Eles se viraram e viram Temari observando-os com os braços cruzados e ela esta com a expressão de
 '' ha-ha-ha você esta literalmente apaixonado.'' 

— O jantar esta pronto fofucho. — informa a irmã que sai correndo para o andar de baixo. 

Os garotos descem as escadas e o Haruno marcha furioso para cozinha onde sua família gargalhava.

— Por que vocês não podem fingir por um dia que são normais? — o rapaz cuspiu as palavras com raiva pronto para devorar qualquer pessoa que fizesse alguma piadinha.

Ino observa tudo timidamente atrás da porta e seu estômago começa a fazer barulhos mais parecidos por um canil cheio de cachorros na hora da refeição. 

— Parece que seu estômago esta roncando feito você quando ri Porquinha. — a rosada sussurra para loira quando ela entra na cozinha. A garota corou com comentário da melhor amiga que começa a rir tentando deixa-la mais a vontade.

Sakura esta perto do balcão sentada em posição de índio em cima de um banquinho tentando pintar as unhas com seis cores diferentes.

— É sério que vai pintar suas unhas com essas cores que lembram M&Ms? — comentou a Yamanaka lembrando-se do doce e sentindo uma fome descomunal.

— Vou porque é bonitinho. — Sakura mostra a língua em resposta pois sabia que a loira reprovava seus gostos estéticos.

— Gostaria de se sentar miss Yamanaka? — diz Orochimaru cordialmente, colocando os pratos e os talheres na mesa. Ino assente sentando-se ao lado de Gaara que observa a mãe mexendo algo dentro de uma panela maior que um pneu.

— Sakura pode tirar aquela travessa do forno? — perguntou Kushina e a filha caçula acata seu pedido colocando o pincel do esmalte dentro do vidrinho redondo.

Quando todos estão sentados, Temari usa um pega-panela para retirar a tampa da enorme panela que está no centro da mesa de seis pessoas. Ino sentiu uma vontade de vomitar. O cheiro de peixes, crustáceos, cefalópodes e moluscos a enojava. Odiava com todo seu ser frutos do mar, e por mais que estivesse morrendo de fome preferia comer seus dedos a ter que provar aquela iguaria.

Gaara coloca um pedaço de salmão no prato da Yamanaka e então prepara uma mistura de carne de siri e vieira por cima. Enquanto o vapor sobe alcançando as narinas dela, diminuindo as chances de manter a educação. Ino tenta inutilmente fazer com que a ânsia de vômito pareça um ataque de soluços.

— Nossa mãe a senhora caprichou no jantar hoje… As vieiras estão no ponto. — elogiou Temari dando uma grande garfada e comendo o molusco com tanto afinco que assustava a Yamanaka.

— Ve-ve-verda-de… — concordou Gaara falando de boca. 

Ino enruga o nariz por reprovar os mal modos do amigo ruivo e o mesmo da de ombros, então ela espeta a vieira com o garfo e gira, mistura, corta e mexe. Não importava o que fizesse, de como o alimento ficasse, não conseguia aproximar a comida em sua boca.

Notou que Sakura estava lhe observando, pelo canto do olho viu que todos comem tranquilamente, exceto sua melhor amiga com aqueles olhos redondos e verdes a fitava com bastante curiosidade. A cabeleira rosada inclina a cabeça esperando que a loira coma primeiro.

'' Sasuke tem razão Testuda, você é muito irritante. '' - pensou. Se não fosse sua ânsia de vômito, quase iria rir do pensamento.

A Yamanaka beberica o suco de laranja que por sinal estava maravilhoso.

Lembrou-se de uma guerra de comida do qual certa vez Sasuke começou na casa de seus tios em Berlim apenas para tira-la dessa situação desagradável.

Suspirou baixinho.

Precisava pensar em alguma alternativa de se safar dessa situação embaraçosa.

Os olhos lápis-lazuli observa ao redor e a única pessoa que poderia jogar a gororoba seria em sua melhor amiga terrivelmente intrometida. Entretanto, corria o risco de Sakura despejar o caldo daquela mistureba em seus cabelos loiros e sedosos, o que é quase tão ruim quanto ficar com aquilo dentro de seu estômago.

Pensou em um cão para jogar a comida debaixo da mesa, pois era o que costumava fazer toda vez que passava as férias na Califórnia quando ia na casa do avô de Naruto.Mas a alternativa caiu por terra pois os Haruno não haviam animais de estimação, portanto estava literalmente fodida e com estômago girando prestes a por para fora todo seu café da manhã e o almoço juntos.

— Porquinha… — a rosada cutuca a amiga com o cotovelo. — Não esta com fome?

O que Ino mais temia havia acontecido : chamar a atenção de todos que param de comer para fita-la.


Mrs Haruno parece irritada com a interrupção da refeição, mr Haruno ri baixinho como se ela tivesse feito algo engraçado, Temari e Gaara parecem preocupados assim como Sakura.

'' Devo mentir? E se eu for convidada novamente e eles me fizerem comer frutos do mar novamente? Dizer a Testuda que a minha cabeça esta doendo não vai me livrar de comer essa meleca outras vezes. E dizer que não estou com fome seria inútil pois meu estômago ronca feito um motor de carro.''

Ino começa a suar frio e sua pele começa a ficar mais pálida do que o normal, sem se dar conta seus lábios tremem assim como resto do corpo. As expressões gentis e o acolhimento dos Haruno fazia com que ela se sentisse mal.

'' Não, não devo mentir… ''

Ela suspira e solta o copo de vidro vazio.

— A verdade é que eu odeio frutos do mar. — diz finalmente a verdade a melhor amiga que fica rígida  como uma estátua de mármore.

A tosse repentina de Gaara a assusta. O barulho de seu engasgo faz com que ela lembrasse de um gato brigando com uma bola de pelos. Em seguida seus olhos azuis dirigem a face de Temari que esta atordoada.

'' Será que acabei de esnobar a receita ganhadora de prêmios da família Haruno? '' — pensou a loira sentindo-se pior do que já estava.

— Sinto muito miss Yamanaka, não sabíamos que você não gosta desse tipo de prato… Bom da próxima vez ficaremos mais atentos. — falou de modo simpático Orochimaru fitando a garota loira com os olhos gentis e amistosos quebrando o clima formado. — Você gosta de torta de morango?

— Sim. — a garota responde simplesmente e suas bochechas coram feito brasa.

— Ótimo. Gaara pegue na geladeira a torta e sirva direito sua namorada. — brincou o pai fazendo com que o ruivo corasse com o comentário e sorrisse pois não era uma má ideia namorar a garota sentada ao seu lado. Seu sorriso alargou ainda mais quando colou a sobremesa na mesa e Ino lhe sorriu de modo radiante : os dentes brancos e alinhados a mostra.


Quem não havia gostado dessa troca de sorrisos era Kushina que fechara a cara numa carranca, mastigando rapidamente a carne de siri.


'' Será que esse é o exemplo de uma família normal é assim? Unida e feliz? '' - pensou Ino avaliando os Haruno e mastigando a deliciosa torta de morango.


Notas Finais


MÚSICAS DO CAPÍTULO :

* Under Control - Calvin Harris feat Alesso, Hurts (GaaIno)

https://www.youtube.com/watch?v=yZqmarGShxg


* Gangsta's Paradise - Coolio feat L.V (Bratva e Akatsuki)

https://www.youtube.com/watch?v=N6voHeEa3ig


✿ COMENTÁRIOS DA AUTORA - POR FAVOR, LEIAM:

01º: Ino e Inoichi possuem um relacionamento complexo e como vocês perceberam muita água vai rolar… Sim, nossa loira charmosa veste uma máscara de perfeição como Karin mesmo mencionou no capítulo anterior para sustentar a fragilidade que ela sente em relação a rejeição por parte do pai e Gaara esta percebendo isso… <3

02º: Quem será a misteriosa Alexia? Apesar dela ser casada com o chefe da máfia russa, a chefona mesmo é ela.
Uma mulher? E pq não? Através de pesquisas descobri que Virginia Hill era uma contadora do Al Capone e por sempre estar no meio dos crimes isso me chamou a atenção. Por esse motivo, surgiu a ideia e resolvi cria-la. *-* Sua aparência foi baseada na personagem Mia Wallace de Pulp Fiction.

Foto : http://dazedimg.dazedgroup.netdna-cdn.com/786/azure/dazed-prod/1140/5/1145937.jpg

Sobre os Russos - a Bratva foi baseada na máfia Solntsevskaya Bratva. A máfia russa é a mais poderosa do planeta, ao menos que se a considerarmos como um bloco que reúne as etnias da ex-União Soviética. A Soltsenskaya e Podolskaya ganhou visibilidade nos anos 90, mas suas origens remontam ao século 17, quando boa parte da Rússia imperial era habitada por bandidos comuns. “Como todos os bens pertenciam ao czar, o roubo não era só um crime – era um ato de revolta contra o Estado.''

* Na série Arrow logo no início Solntsevskaya Bratva foi citada e Oliver admite ser membro da mesma.


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