História Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Drama, Fugamiko, Gaaino, Mafias, Naruhina, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suika, Suspense
Visualizações 542
Palavras 4.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Título do capítulo : Tempos Difíceis.

Capítulo 7 - Hard Times


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 7 - Hard Times

C H A P T E R 04:

H A R D   T I M E S

Você tem apenas três escolhas: correr, se esconder ou morrer.

— Lost


— Milady a senhora tem certeza? Sabe que Lord Sasuke não vai aprovar, não é? — perguntou a governanta colocando os pratos na mesa.


— O que eu não vou aprovar Charlie? — Sasuke pode ouvir o rosnado em sua própria voz e se arrependeu da grosseria.


Mikoto respirou fundo massageando a têmpora.


— Tô na área, se derrubar é pênalti. — disse Naruto colocando o braço em volta do pescoço do melhor amigo.


Ao ver o Uzumaki, Mikoto tratou logo de salda-lo para fugir do assunto.


— Naruto querido, como está o treino?


— Rapadura é doce mas não é mole não. — riu com próprio comentário. — Se depender de mim tia, a taça, a bolsa de Cambridge e o que for necessário será nosso.


Irritado o moreno encarou a mãe esperando alguma resposta. Vendo que a mesma evitava-o, teve que apelar:

— Charlie. — chamou-a com a voz cortante e dirigiu a governanta um olhar ameaçador.


Mikoto tomou partido e disse:

— Seu pai e eu decidimos você sabe…Desligar as máquinas.

— CASO VOCÊS NÃO SAIBAM MAS SÃO AQUELAS PORRAS DE MÁQUINAS QUE MATEM O BRÜDER (IRMÃO) VIVO!  — cuspiu as palavras de modo assassino.

Sua visão turvou-se de raiva. Era como se uma fumaça negra estivesse em volta de si,expelindo ódio. O cérebro derretia e o sangue borbulhava dentro de si.

— Você acha que eu não sei meu filho? Você acha que eu queria seu irmão naquele estado? Acha mesmo que eu quero que ele morra por considera-lo um fardo? — gritou Mikoto segurando as lágrimas.


Naruto e Charlotte eram espectadores daquela tragédia; assistiam a tudo calados.

Assim que levantou-se da cadeira, Mikoto se pôs de pé de frente para o filho onde carregava um olhar cheio de magoa e assim prosseguiu:

— Me perdoe meu Schatz (tesouro) por me preocupar com vocês. Por ser mãe. Eu juro que tentei de tudo!


Para Naruto ouvir aquele desabafo foi como se descosturasse feridas que ele achava que estavam permanentemente cicatrizada.


"Tsunade." - o rapaz recordou-se da mãe que conhecia muito bem pelas fotografias que ficavam espalhadas em sua casa, fazendo questão de lembra-lo de sua ausência.


O sentimento de inveja se manifestou sobre si: desejava tanto que aquela mulher de cabelos negros a sua frente fosse sua mãe. Queria um alguém que o amasse e o protegesse assim como Mikoto estava fazendo naquele momento. Na verdade, desde que conhecera Sasuke ela sempre foi assim… Mãe. Seu instinto maternal é tão grande que ela mesmo o considerava como um filho, um membro da família Uchiha.


Ele fechou os olhos com força, tentando projetar a imagem das fotografias de Tsunade em sua mente.


Não sabia como era tocar nos cabelos loiros ou olhar nos olhos azuis celestes dela. Tão pouco, não sabia como era seu abraço ou sua voz. Será que ela iria lhe repreender se chegasse em casa todo sujo após o treino de futebol? Ou pelo seu mau comportamento na escola? Não pode deixar de esboçar um pequeno sorriso.


E quando ele ficasse triste? Cogitou a ideia. Será que ela faria cafuné nele e diria palavras que o incentivasse? Ela ficaria feliz se ele fizesse um gol em homenagem à ela? No dia das mães - ela gostaria de receber: café da manhã preparado por ele, flores, ou as duas opções?


Será que ela faria um bom copo de chocolate quente e lhe daria um beijo de boa noite todos os dias?


Nunca saberia.

 
Apesar de sempre ter convivido quase toda sua infância com os Uchihas e cercado de empregadas para suprir a ausência de sua mãe, elas nunca poderiam reclamar quando ele quebrasse algum vaso ou por correr pela casa.


O sentimento de vazio sempre lhe acompanhou desde que nasceu. Talvez, estivesse destinado a ser amaldiçoado e fazer as pessoas ao seu redor infeliz  - como seu pai. Esse era seu pensamento.


Mesmo querendo que Mikoto preenchesse o vazio que sentia,ela nunca faria pois não era sua mãe.

Talvez a única pessoa que compreendesse o que ele sentia era Ino, pois ela também sofre do mesmo mau. E em ambos os casos, seus pais lhes culpavam involuntariamente pelas mortes de suas mães.

Sentiu vontade de chorar e esmurrar Sasuke por ter falado aquelas besteiras para Mikoto como se ele fosse o único a sofrer por Itachi. Mas se conteve, ficou ali ao lado do melhor amigo.


— SCHATZ (tesouro) você e seu irmão são parte essencial do meu ser. Eu sei que é difícil aceitar…  Já está sendo horrível para mim perder seu irmão. É como se arrancasse uma parte de mim. Entende isso? — ela falava gentilmente e olhava o filho com um olhar firme e decidido. — Quem sabe essa não é a melhor forma? Seu irmão pode estar sofrendo, e não podemos ser egoístas permitir que ele viva daquela maneira. Tenho certeza que Deus tem preparado uma coisa muito melhor para ele.


O olhar sem vida de sua mãe lhe calava toda vez que ele o encarava.

Era engraçado e ao mesmo tempo trágico o modo com o qual Sasuke não sabia como agir ou sentir, pela primeira vez. Talvez não tão engraçado assim em razão do motivo, que lhe fazia ter a boca amarga quase todo o tempo, porém ainda mais patético porque ele nem ao menos sabia o que dizer à mãe.

De todos, Mikoto era quem estava sofrendo mais. Como mãe, foi ela que aguentou nove meses ansiosamente para trazer trazer-los ao mundo; sempre colocando tanto ele como seu irmão em primeiro plano.


Ela não era a mãe perfeita; mas era a mãe que dava sempre o seu melhor. Oferecendo : amor, carinho e proteção.


— Sasuke meu schatz(tesouro). – Mikoto ofegou seu nome num tom choroso, o que fez Sasuke parar antes de pôr a mão na maçaneta da porta.


Todas aquelas palavras o atingiram por completo. Fazendo-o se sentir um completo idiota e totalmente egoísta. Mas ele estava decidido a não perder o irmão. Não podia perdê-lo em hipótese alguma!


Virou-se alarmado e foi até Mikoto. O branco dos olhos de sua mãe haviam se tingido de vermelho e ela chorava a partir deles com uma expressão de pura angústia. Ela abraçava Sasuke como se fosse perdê-lo novamente, e soluçava. Ele por sua vez, ficou alarmado e um tanto em choque.


— Tut mir leid (sinto muito).

Sasuke beijou o topo da sua cabeça de Mikoto de modo muito gentil. O estado da mãe lhe afligia tanto que ele não sabia o que fazer além daquilo.


—Ich liebe dich Mama (eu te amo mamãe). — ele tentou fazer com que ela parasse,mas de nada adiantou, Mikoto continuava chorando enquanto segurava sua mão. — ele deu uma última olhada para ela, então se afastou.

 
Colocou a mão na maçaneta girando-a. Saiu daquela casa onde estava impregnado de "fantasmas" de sua infância com seu irmão. Assombrando e atormentando sua mente.


— Tia não liga pra ele...Você sabe como o Teme é esquentado como tio Fugaku. — Naruto tentou reconforta-la e deu um beijo na bochecha de Mikoto.


— Por favor Naruto querido, não deixe meu Schatz (tesouro) fazer nenhuma besteira. EU NÃO QUERO PERDÊ-LO NOVAMENTE! – mesmo entrecortando parte da frase, o rapaz pode sentir o genuíno medo e a tristeza em suas palavras. Torceu os lábios, abraçando-a.


— Eu prometo tia. — respondeu ele desfazendo do abraço e indo na mesma direção do Uchiha caçula.


Sasuke tirou do bolso da jaqueta um molho de chaves onde acionou o botão onde a porta da garagem se abria por si só. Entrou em seu Lamborghini Veneno.


Naruto bateu no vidro do motorista obrigando o amigo abaixar o vidro para escuta-lo:

— Espere aí Teme, não vou deixar você dirigir nesse estado. — ordenou o Uzumaki. — Quem vai brincar com essa beleza aqui sou eu.

— Se você vai junto não me faça perguntas.Estamos entendidos? Ou vai ser preciso arrancar sua língua fora? — ameaçou o Uchiha com seu humor ácido.


— Desde que você não arranque meu pau como fizeram com o Theon Greyjoy do Game of Thrones. — brincou enquanto dava a partida. — Pra onde vamos? Eu preciso saber pelo menos isso.


— Para a Uchiha Corporation. Meu pai e eu temos contas a acertar!

 

[…]


Na casa dos Haruno:


— Sakura você sabe se aconteceu algo com a Ino? — perguntou o irmão brincando com a comida no prato.


— Agora que você mencionou notei que ela anda se distanciando das pessoas… — respondeu a garota espetando o pedaço de beringela frita e levando a boca. — É-é poo-poor isso que você tem andado deprimido?


O garoto assente parecendo bastante chateado.


— É nisso que dá fazer auto-analize só agora e não reconhecer que está apaixonado por ela. — concluiu Temari mostrando sorriso largo cheio de dentes brancos e alinhados.


— Será que ela descobriu que eu gosto dela e por isso virei um estorvo? — fala o ruivo em tom de desespero batendo uma das mãos em sua testa com força. — Ela podia ser mais direta.


— Bom, chama ela para conversar, só assim vai saber o que se passa. — encorajou irmã mais velha apertando uma das bochechas do irmão caçula. — Ai Gaara todo apaixonadinho é a coisa mais fofinha.


— Vai te catar Temari. — retrucou o garoto acertando o rosto da irmã  com um grão de milho e a mesma lhe devolve na mesma moeda acertando um caroço de azeitona em seu nariz.


— Que bagunça é essa? — gritou Kushina ao entrar na cozinha.


— Nada demais mamãe… é só Gaara apaixonado e Tema implicado com ele. — informou Sakura terminando sua refeição.


— O-o queee?


— Sakura sua boca grande! — gritou o ruivo levantando da mesa ao dirigir o olhar de poucos amigos a irmã gêmea Orochimaru sabia que o filho iria sair correndo atrás da filha.


— 1… 2… 3… — contou o mr Haruno alisando seu cabelo preto para trás.


Dito e feito a bagunça estava completa.


— Volta aqui sua fofoqueira de uma figa!


— Perdão Gaara. — gritou a rosada subindo as escadas, sem deixar de gargalhar no meio do processo.


[…]


— Idiotisch (idiota). Você vai morrer!


Aquelas palavras interromperam o silêncio que reinava na sala.


Fugaku controlou seu desejo de responder, mantendo-se calmo. De fato aquilo não era algo em que ele próprio não tivesse pensado dezenas de vezes, mas ouvir aquelas palavras pronunciadas num tom de voz mais frio e sem qualquer pingo de emoção tornava as coisas mais reais.


Ele se virou em direção da voz que conhecia muito bem e deparou-se com os olhos cautelosos de seu irmão mais velho, tão negros que era praticamente impossível distinguir entre as pupilas e as íris. Com os cabelos negros e lisos até o comprimento do ombro. Obito herdou os traços alemão de sua mãe.


Diferente dele, seu irmão não seguiu os mesmos passos de seu pai, pois nunca se interessou pela máfia. E seu histórico militar levou a ele um cargo na CIA.

— Eu sei Marcello, não estou preocupado comigo. Não quero perder Mikoto e Sasuke.


— Deixa eu ver se entendi seu raciocínio Vincenzo. Então você vai iniciar uma guerra novamente para limpar a Scheiße (merda) há trinta anos? — perguntou o irmão metendo nos lábios um maço de cigarro e acendendo logo em seguida. — Posso entender o motivo de você ter passado boa parte dos seus poderes para Nagato, mas não pode evitar o que foi destinado à você.


— Eu jurei para Miko que não volta…


Obito o interrompeu.


— Você amoleceu muito desde que se casou com aquela hase (lebre) e isso não é bom… — desviou o olhar rapidamente para janela vendo seu sobrinho andar em passos largos e apressado acompanhado de um garoto loiro e sorriu cinicamente. — Você vem com esse chorume, diz que não quer me envolver mas o fez desde o primeiro dia ao enfiar Rin nessa história.


—  Você nunca vai compreender a razão para eu ter feito o que fiz, certo? — Fugaku perguntou.


— Não estaríamos aqui sentados se pelo menos uma parte de mim não entendesse. — respondeu Obito voltando a fita-lo por um momento.


— Scheisse (merda), juro que não queria meter mais ninguém nisso se não precisasse de ajuda.  — continuou o Uchiha caçula meio aflito. — Marcello você não pode me negar… É sobre ela.


— Nesthäkchen (irmão caçula), sabia que é tão chantagista e filho da puta como nosso pai foi um dia.  — retrucou irritado. — Olha, tenho certeza que não pretendia mas dentre todas as pessoas do mundo pensei que você fosse o primeiro a entender afinal Itachi esta entrevando numa cama de hospital por causa das scheisse (merdas) do passado. E agora esta me colocando na mesma situação.  — Obitou o encarou com seriedade.


Fugaku fechou os olhos respirando fundo.


— Tenho que ajuda-lo mesmo esse ato sendo contrário a tudo aquilo que jurei em minha vida. Até porque, essa é a única maneira de proteger minha mulher. — respirou fundo. — Então, somente dessa vez vou encobrir os dados do governo e trabalhar para acoberta-lo. Sabe que se não fosse meu irmão já estaria atras das grades esperando pela sua sentença de morte. — falou de forma convincente e firme. Os olhos de Obito pareciam perfurar o irmão que estava sentado a sua frente. — É bom que essa vingança valha a pena. Já temos inocentes demais envolvidos nisso.


O caçula esfregou com força o rosto nas mãos.


— Mulheres. O que não fazemos por elas? — disse o primogênito num tom brincalhão ainda que sua expressão mantivesse sem emoção alguma. — É bom que perceba para seu plano dar certo vai ter que matar novamente.


— Obrigado. — disse Fugaku enquanto Obito se preparava para sair.


— Não me agradeça. Você ainda pode morrer.

 
Do lado de fora da sala do sir Uchiha, uma moça que aparenta ter seus vinte e seis anos prendeu a respiração ao ver um Sasuke transtornado sair do elevador. O moreno mal pareceu reparar na presença dela e perguntou, não parando de caminhar em direção a porta da sala presidencial.

— Ele está aqui? Hein? — perguntou o rapaz furioso apontando em direção a porta. Ele sequer esperou por uma resposta da secretária e foi longo abrindo a porta, sumindo por essa que se fechou brutalmente.

A moça de cabelos castanhos amarrados em um coque alto deu até pulou no lugar com o baque e olhou para o Uzumaki procurando explicações.

— Mas o que... — ela tentou dizer, Sasuke estava realmente furioso. Viu os olhos negros dele brilharem como nunca, repletos de uma raiva enlouquecedora.


Naruto suspirou massageando as têmporas com as mãos, os cotovelos apoiados na mesa e olhando a secretária do sir Uchiha com olhos cansados respondeu :

— Vai ser um longo dia, Ellie.

Dentro da sala Fugaku estava digitando um e-mail quando ouviu a porta se escancarar.


Sasuke entrou no escritório.


Era um rapaz rebelde e impetuoso, do tipo que carrega muitos segredos e tem medo de se envolver com as pessoas - muito parecido consigo, nesse aspecto. Aquele pensamento o fez sentir como se tivesse recebido um forte golpe no estômago.

Dentro da sala, o rapaz logo percebeu a presença do tio.


Obito olhou para ele observando-o da cabeça aos pés, como sempre fazia.Com as costas encostada na porta, Sasuke desviou seu olhar de seu tio para seu pai, encarando-o em plena fúria. O rapaz sabia que encarava o reflexo de si mesmo, porém mais velho, sentado a cadeira atrás da mesma.


O reflexo o encarava com a mesma seriedade e frieza com a qual estava habituado, não apenas a ser olhado por ele, como também a olhar para os outros.


O homem sentado na cadeira usava um terno Armani preto, os olhos eram tão belos como os do rapaz encostado a porta de semblante furioso. Os cabelos negros e compridos que estavam um pouco abaixo dos ombros. O magnata Uchiha sentado olhava para o filho de maneira indiferente, parecia de fato um Sasuke dali a alguns anos.


— Você não fez isso! — grunhiu o rapaz marchando até a mesa do pai que o fitava como que não sabendo do que o filho falava.


— Ele alguma fez bate na porta? — perguntou Obito com sorriso de escárnio.


Sasuke fez um estalo com a língua em sinal de descaso pouco se importando com comentário do tio.


— Não vim aqui para ouvir lição de etiqueta.


—  É importante ter boas maneiras moleque. — retrucou Obito. — Isso me faz lembrar quando minha mãe nos perguntava se havíamos crescido em um estábulo quando esquecíamos nosso lugar.


— Então sua mãe devia ser uma vaca. — respondeu o garoto com cinismo não registrando as palavras que saíram de forma natural. Ele não percebeu que havia ofendido sua falecida avó.


Antes que Sasuke pudesse verbalizar alguma justificativa para seu comentário, Fugaku o pegou pelo colarinho e o empurrou violentamente contra a parede. O rapaz perdeu a respiração no momento em que o pai enfiou uma arma em cima de sua testa.


— Não vou tolerar mais esse tipo de atitude. É da minha mãe, sua avó que estamos falando. — gritou o sir Uchiha com os olhos faiscando ódio. Sasuke havia pisado no calo de seu pai. A melhor maneira de ver o grande Fugaku descontrolado era citar o nome de Mito em vão.


O coração do rapaz batia aceleradamente. Por um segundo, não duvidou que seu pai puxasse o gatilho.


O Príncipe o encarou com um olhar tão demoníaco que Sasuke começou a suar. Nunca tinha visto aquele olhar nos olhos ônix de seu pai; e parecia que aqueles olhos, os mesmos que ele herdou, refletiam a morte. Sentiu na pele o que as vítimas de seu pai sentiam, ou pelo menos um pouco.


Obito apenas sorriu se divertindo com aquela situação. O garoto queria retrucar, dizer ao tio que não havia nada de engraçado naquilo, mas não ousou a abrir a boca, pois se já era assustador ter o revolver de seu pai apontado para si, não seria louco de atrair a ira de seu tio também.


— Vincenzo solte o garoto. O susto já foi o suficiente. — disse o irmão com os olhos fixos no sobrinho. Assim que Fugaku soltou o garoto, continuou : — Como estava dizendo quando você me interrompeu com esse comentário desnecessário sobre minha mãe… É importante ter boas maneiras e existem dois modos de se conseguir o respeito: admiração ou imposição do medo. Mas no seu caso… — concluiu com a voz afiada. — Só quando ameaçam sua vida.


— Vai se ferrar! — gritou o garoto tentando controlar seus batimentos. — Eu sou um Uchiha tanto quanto vocês, essa não é a primeira vez que tenho uma arma apontada na testa.


— Wie der vater, so der sohn (tal pai, tal filho). — comentou Obito dirigindo o olhar para Fugaku que rolou os olhos voltando a se sentar em sua cadeira.


O irmão mais velho sorriu de lado com a situação formada. Concluiu que Sasuke tinha mais de Fugaku do que imaginava.


— Até agora não entendi sua reclamação. — disse o pai mais controlado, encarando o filho caçula com as sobrancelhas arqueadas. Seu tom de voz era frio, cortante. Talvez, fosse mesmo dali que Sasuke herdara seu jeito arrogante e indiferente.


— Não se faça de cínico. — o rapaz quase gritou espalmando as mãos sob a mesa. Fugaku sequer se mexeu, apenas ergueu uma sobrancelha para o filho, se perguntando como aquele moleque ousava ter tamanha ousadia com ele. Até cinco minutos atras ele estava tremendo, e agora, voltou a desafia-lo. Realmente aquele garoto tinha o sangue italiano em suas veias. Era o sangue impulsivo de Madara que o impulsionava. 

— Eu sei o que pretende fazer com brüder.


— Pelo visto você tem algum informante lá dentro do hospital. — respondeu o pai com leve admiração. Sim, admiração. Homens ricos e poderosos como ele, admiravam quando os filhos se mostravam ardilosos e espertos, ainda que contra eles. — Quem é? Alguma enfermeira com a qual você dormiu?


— Não sou tão baixo a ponto de dormir com a primeira que me oferecer uma boceta. — Sasuke respondeu com tanta propriedade estufando o peito, encarando o pai com fúria, cada palavra contendo o mais alto teor de cinismo assim como raiva. — Quer saber mesmo? Não devia contar as coisas para minha mãe, sabe que ela não consegue mentir. Especialmente pra mim.


Obito balançou a cabeça tentando conter o riso. Aquele moleque tinha uma audácia que era para poucos. Nem mesmo ele próprio ousava desafiar seu  irmão caçula daquela maneira. 

Ambos se encaravam.


Ônix contra ônix.


Pareciam até dois imponentes leões prontos para atacarem um ao outro. Sequer pareciam pai e filho, não, de jeito nenhum. Nem parecia que até semana passada ambos estavam se dando muito bem. Sasuke tinha visto um lado mais sentimental de seu pai, mas logo foi apagado pelas atitudes mesquinhas do mesmo.


— Eu não acredito que você está pensando em matá-lo?


Os dois homem olharam para ele. Obito parecia atônito quanto Fugaku que permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de falar com a voz cansada:

— Hund (cão) já vai fazer quatro anos...

"Quem sabe essa não é a melhor forma? Seu irmão pode estar sofrendo. Não podemos ser egoístas e permitir que ele viva daquela maneira.Tenho certeza que Deus tem preparado uma coisa muito melhor." - imediatamente as palavras de sua mãe ecoavam em sua mente de forma tortuosa. Aquela verdade doía tanto, ainda não estava preparado para aceitar aquela condição. Na verdade, nunca estaria.


Enquanto Itachi respirasse e seu coração continuasse a bater; ele seria um bastardo egoísta pois nunca desistiria da vida de seu irmão.


Talvez se Sasuke pudesse viver; perdoar e se perdoar, as coisas seriam muito diferentes. Pra melhor. Mas precisava do irmão, principalmente do perdão dele.


— Nem que fossem mil anos! — o rapaz gritou.


Fugaku em sua cadeira suspirou.


Sasuke inclinou o corpo mais pra frente, de modo que pudesse encarar os olhos do pai bem de perto, para que este visse que ele não estaria blefando com suas próximas palavras.


— Não se atreva a fazer isso ou eu...


— Você o quê? — desafiou Fugaku agora muito sério, impondo-se como se estivesse falando com algum de seus subordinados, mostrando que o título de Príncipe da máfia não era apenas uma mera coisa. Ele fazia jus ao nome que carregava. — Veja bem como fala comigo seu hund(cão), não sou um dos seus colegas de escola que você pode ditar ou não o que fazer.


Sasuke sorriu, e aquilo ao mesmo tempo em que enchia de orgulho, irritava e muito Fugaku. Era uma relação meio louca para se ter com o filho.


Homens poderosos sempre esperavam que seus filhos fossem superiores aos outros, agissem dessa forma mas apenas com os outros, não com eles próprios.


Bom, o sir Uchiha deveria se orgulhar então; criou tão bem a cópia perfeita de sua própria arrogância e prepotência no filho caçula que esse já o havia superado há muito tempo. Ao contrário do primogênito que era a cópia da mãe: refletindo bondade e generosidade com todos, mas sem perder o ar de imponência dos Uchihas.


— Se você assinar aqueles malditos papéis eu espero que você esteja pronto para ver sua companhia ir à falência quando passá-la pra mim. — Sasuke dizia sério, mas o sorriso vitorioso no canto de seus lábios era nítido. — Afinal, eu sou seu tão estimado herdeiro não é mesmo? Sou eu que vou cuidar de todo esse império quando você for pra baixo da terra. — seu sorriso se tornou letal. Não se importava, iria até as ultimas consequências para conseguir o que queria. Era isso que haviam ensinado a ele, fora isso que aprendeu, então não era de todo, somente sua culpa. — Posso muito bem me recusar a fazê-lo ou dar um jeito de levar tudo isso pro buraco em uma semana, e então, você vai ter que passar tudo isso aqui pra alguém que não carrega o nome Uchiha. O quão humilhante isso seria não é mesmo?


No final de suas palavras, Sasuke sequer fazia questão de esconder seu ar de vitória, sua arrogância e tampouco sorriso largo, vitorioso, muito bem estampado em seus lábios. Ao contrário, deixava tudo isso muito explicito; apenas para sentir o prazer de pelo menos por enquanto, ter vencido seu pai. Aquilo era uma glória e tanto! Vencer Fugaku Vincenzo Uchiha num dialogo? Era inédito, algo a ser aproveitado até os últimos segundos.


— Quem ri por ultimo ri melhor! — provocou Fugaku.


Sasuke encarou o pai por alguns breves segundos e então saiu fechando a porta com força.


Obito não pode evitar as gargalhadas.


— Nossa mãe tinha razão. Você só esta colhendo o que plantou Vincenzo. — disse o irmão mais velho se referindo ao temperamento do irmão caçula quando eram adolescentes.


O irmão caçula apenas juntou suas mãos e apoiou seu queixo nelas, parecendo  meditar as palavras do irmão.


— Ele seria um ótimo sucessor… Os negócios, a famiglia(família) esta no sangue dele. — comentou Obito referindo-se a Sasuke como sucessor de seu irmão caçula na Akatsuki.


Fugaku deu altas gargalhadas.


Notas Finais


✿ Explicações & Comentários da autora :

01º: Vocês viram o quão turbulento esta sendo a chegada da máfia russa e sua nova líder que esta deixando Fugaku de cabelos em pé o-o tanto que o mesmo recorreu a ajuda do Obito para dar continuidade a guerra não terminada no passado, bem, vocês já devem desconfiar onde Sasuke-kun vai entrar nessa confusão né?

Falando no bendito cujo, muito amore o modo imponente que o nosso protagonista mais rebelde do que Anakin Skywalker (sóqñ) tem agido para defender Itachi *-*

02º: Minato foi casado com a Tsunade (aqui na fic), por isso, esqueçam MinaKushi e JiraTsu ou DanTsu.
Eu sei que é bem difícil e essa construção de família é bem diferente, mas sei que vocês se acostumam :p

Bom, espero não ter bugado a mente de vocês :p Dúvidas e sujestões mande um comentário que eu respondo com muito carinho. E não tenham medo, juro que não mordo. Nhac.

Obrigada por tudo e até o próximo capítulo. ♥


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