História Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Drama, Fugamiko, Gaaino, Mafias, Naruhina, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suika, Suspense
Visualizações 557
Palavras 6.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


✿ Título do capítulo : Sob Pressão.

Capítulo 8 - Under Pressure


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 8 - Under Pressure

C H A P T E R 05: 

U N D E R   P R E S S U R E


As vezes as pessoas fazem jogo duro porque precisam saber se os sentimentos da outra pessoa são reais.

One Tree Hill
 


Uma hora e meia atrasado, Sasuke entrou na sala interrompendo a aula de história do professor Gai no meio de uma apresentação de Sakura e Lee.


Maito Gai é um homem que tem porte impressionante, sendo alto e extremamente musculoso. Possui maçãs de rosto salientes, sobrancelhas grossas, cabelos pretos e lisos em um corte em forma de tigela.  Estranhamente, Rock Lee tinha uma incrível semelhança com ele. Todos juravam de pé junto que ambos eram pai e filho, mesmo que Lee e o professor negarem o parentesco.


— Com licença. — pediu fechando a porta com o livro de história e o estojo nas mãos. Seu olhar recaiu sobre a face de Sakura que estreitou os olhos, olhando para os lados para fugir daquelas orbes negras que detinham um poder absoluto sobre ela.


— Uchiha chegou bem na hora. — diz Maito que sorri de lado. — O Uzumaki estava ansioso a sua espera para que vocês possam nos presentear com a apresentação sobre a Batalha de Gettysburg.


O moreno resmungou deixando seus materiais em uma mesa no fundo da sala perto da janela ao lado de Naruto que lhe sorria cinicamente. Ele havia esquecido totalmente que teria de fazer uma apresentação oral naquele dia pois na noite anterior estava concentrado demais na hipótese de seus pais desligarem os aparelhos que mantém seu irmão vivo, e com Itachi em seus pensamentos pouco se importava com a escola.


— Dobe você le…


— Uchiha e Uzumaki. — Gai os chamou e fez um movimento com a mão apontando para frente da sala e sem muita disposição, o moreno caminhou até a frente enquanto Sakura se sentava em seu lugar.— Podem começar quando quiserem.


— A batalha aconteceu 1º e 3º na Pensilvânia por volta de 1863. — Sasuke respondeu com a voz como sempre tomada pela monotonia, como se tudo para ele fosse um grande tédio ou sem significado algum. — Foi a mais sangrenta da Guerra de Secessão dos Estados Unidos.


O professor maneou com a cabeça indicando que o rapaz havia começado bem.


— O general Lee liderou seu exército a partir do Sul e deparou com as tropas do Norte em Gettysburg. Algumas pessoas morreram em ambos os lados,centenas de milhares. — Naruto tomou a vez dando de ombros.


— Dezenas de milhares. — corrigiu o professor e o semblante de Sasuke não era dos melhores, todos notaram ele tornou a respirar fundo, como que obrigando-se a ter paciência com amigo que não havia estudado sua parte do trabalho.


— É  bem por aí… — disse o loiro puxando a blusa de linho branco para baixo, alinhando-a melhor no corpo. — O sul perdeu e norte ganhou. Então veio Lincoln e fez a proclamação da emancipação.


— Seu burro, é o discurso de Gettysburg. — ralhou o Uchiha por entre os dentes, semi cerrando os olhos brevemente antes de voltar a deixa-los abertos. — A proclamação da emancipação aconteceu seis meses antes da batalha de Gettysburg.


— Prossigam. —  Maito ordenou.


Naruto pigarreou e prosseguiu:


— Como estava dizendo… — ele entortou levemente os lábios para o canto e parecendo divertir-se as custas de Sasuke. — O norte venceu, os escravos foram libertados e viva Waterloo…. viva… todos foram felizes para sempre. Fim.


O loiro se inclinou para frente, como se estivesse agradecendo os aplausos num teatro e todos deram risadas, exceto o Uchiha que estava prestes a arrancar sua cabeça e joga-la pela janela.


O professor balançou a cabeça negativamente.


— Uzumaki você se quer leu a matéria.


Karin rolou os olhos embora deixasse escapar entre os lábios um sorriso debochado.


— Claro que li, profê. — respondeu como se estivesse ofendido.


No meio da classe, Suigetsu balançou a cabeça negativamente rindo e seu riso foi acompanhado por Gaara e Lee.


— Certo, e quem foi o líder? — indagou Maito cruzando os braços e fitando o garoto seriamente.


— Lincoln, óbvio. — ele deu de ombros e Sasuke perdeu a paciência e jogou o apagador em sua cabeça e mais risadas ecoaram pela sala de aula. — Au! veado! — resmungou mostrando o dedo médio para o melhor amigo.


— Não Uzumaki, Lincoln é o presidente. — novamente Gai o corrigiu, só que desta vez foi de modo severo.


Ino e Sakura pareciam segurar o riso embora quisessem muito rir.


— Certo, o que significa que ele é o dono da porra toda. — Naruto sibilou, havia um largo sorriso vitorioso em suas palavras e viu o modo furioso que Gai estava, parecia que o mesmo iria soltar fogo pelas ventas.


— Eu exijo não use esse linguajar de baixo calão na minha aula!


— foda-se. — respondeu de modo sarcástico.


Sasuke gargalhou alto. Por essa insolência por parte do melhor amigo que o laço entre eles tornou-se ano após ano algo verdadeiro : uma irmandade.


Gai se pôs de pé e todos os todos na classe prenderam a respiração, mas antes que o professor de história pronunciasse alguma coisa, Naruto caminhou em direção a porta.


— Já para diretoria. — imitou as palavras que saíram simultaneamente da boca do professor.


Sem pressa para encontrar seu tio, Naruto saiu pela porta lateral e foi direto para o estacionamento.


[…]


Com suas torres pontudas e a fachada de tijolos escuro, a Catedral parecia um castelo medieval em pleno coração de York. Possuí uma planta em forma de cruz, com uma sala capitular octogonal ligada ao transepto norte, uma torre central e duas torres na frente oeste. A pedra usada para a construção um calcário de cor branco-creme, extraído na cidade vizinha de Tadcaster. É a maior catedral de estilo gótico do norte europeu.


O gramado que circundava estava seco, o piso todo da calçada todo trincado, mas ainda assim a igreja se mostrava imaculada. Arcos enormes e paredes brancas com detalhes em dourado davam um toque especial a decoração em madeira branca. O piso interino de mármore na cor marfim brilhava sob a luz que invadia o local pelos vitrais. Mikoto tinha um apresso pela instituição religiosa, afinal fora ali que se tornou a mrs Uchiha.


Ela caminhava entre os bancos vazios daquele local sagrado, sentia-se tão leve. Seus passos ecoaram no recinto e alertaram o padre Lucius de sua chegada. Ele estava sentado no confessionário, e a Uchiha foi em direção ao altar fazendo o sinal da cruz; em suas mãos havia um rosário preto.


A mulher ajoelhou-se diante do altar onde continha a belíssima imagem da Virgem Maria, com o rosário entre as mãos ela fechou os olhos e começou a rezar.


Todos os dias às três horas da tarde; ela estava naquele local rogando pela vida de seu filho mais velho. Sabia que cedo ou tarde a Santa iria atender seu pedido, pois a mesma sempre a protegeu.


De repente havia se perdido em seu passado, e uma memória doce invadiu sua mente de forma sutil.


Ela se lembrava claramente daquela noite.


Os dois estavam pegando suas bebidas quando alguém decidiu aumentar o volume do som da sala.


Ao som de TAKE ON ME da banda norueguesa A-ha; Fugaku pegou sua mão para girá-la. Mikoto riu e perdeu o equilíbrio.


Ele a segurou firme e a puxou para mais perto de si. Já um pouco alterado por causa da cerveja, o rapaz só queria senti-la o mais próximo possível. Segurou os quadris da morena e guiou seu corpo tenso ao ritmo da música.

'' Relaxe, vita mia (minha vida).'' — ele falou com sotaque sulista da Sicília.

A ansiedade na expressão da jovem havia sumido.

'' O que significa isso que disse? '' — perguntou curiosa, colocando suas mãos ao redor da nuca do rapaz.

'' Vita mia significa vida minha. É a palavra perfeita para representar você.'' — ele sussurrou ao pé da orelha de Mikoto que estremeceu ficando corada e sem graça, desviando o olhar com um sorriso. Fugaku por sua vez, aproveitou a oportunidade para pressionar suas costas. As pontas dos narizes se tocaram e ele ficou congelado no momento que a morena inclinou a cabeça para o lado e encostou suavemente seus lábios nos dele. Era um simples toque que para ambos, tinha um significado especial.

Amor.

Percebendo que ela iria fugir, o rapaz a puxou com força mas sem machucá-la e aprofundou o beijo.


Mikoto fungou.


Sentiu as lágrimas escorrem pela face pálida. Mesmo contra gosto mais lembranças invadiram sua mente de forma aleatória.

 
A imagem de uma garota de quinze anos formou em sua mente. No dia do massacre a tal garota levara dois tiros.


'' Nana vai ficar tudo bem. Não importa o que aconteça, eu vou protege-la.''

 
Seu coração estava inquieto, palpitava em seu peito e estava prestes a explodir a qualquer instante.


Outra memória tomou conta de sua mente, assustando-a.


'' Você achou que ia escapar de mim? Pode ter me enganado uma vez sua puta de sangue sujo, mas agora não vai conseguir ser mais esperta do que eu.  Estou vacinado contra essa sua imitação barata.'' — a voz do rapaz saíra o mais fria possível, assustando-a cada vez mais, fazendo o corpo da jovem todo tremer. Ela tentara parecer forte mas era inútil.


O mesmo homem que havia roubado seu coração era o mesmo que tentou tirar-lhe a vida.


Ela se lembrava claramente do cano do revolver apontado contra sua garganta. Aos poucos aquele objeto percorrera pela sua pele suavemente até chegar em seu coração que parecia que saltaria da sua boca a qualquer instante. Ela não conseguia respirar ou falar, mas sentira tudo sufocar e rodar ao seu redor.


'' Será que devo testa-lo? ''


Mais lágrimas grossas desceram a face, sentindo as bochechas encharcadas. O nariz já se encontrava entupido e vermelho, um nó havia se formado em sua garganta impedido de emitir qualquer som. E seus joelhos e suas mãos tremiam freneticamente.


Agora a imagem de uma bela mulher ruiva de pele muito clara e olhos negros como a noite passou a ser o centro de seus pensamentos.


'' A morte é a porta para a liberdade que tanto almejamos em vida, por isso não lamente por mim Mikoto. ''


Medo.


Aquelas eram as lembranças que a Uchiha desejava esquecer e enterrar a sete palmos mas não podia. Elas eram como fantasmas que lhe assombravam sempre que podia.


Respirou fundo.

 
Assim que terminou de rezar, ela levantou o véu branco de sua face delicada e foi em direção ao confessionário. O padre afastou a cortina que os separava e foi se confessar. Confessar todo o vazio que sentia em seu coração.


Por ela ignorar tudo que havia acontecido e também, acreditava ser uma pessoa indigna por seguir seu coração e ter se casado com um mafioso; Deus estava punindo Itachi por conta de seus erros, de seu passado.


Precisava afligir a dor em seu coração a todo custo. Pois a culpa que sentia em seu peito pesava demais. Não tinha um dia sequer que ela não pense num milagre para salvar a alma de seu filho mais velho. Mikoto precisava se apegar em algo, pois só a esperança que nos mantém de pé.


[…]


Diferente dos amigos, Suigetsu tem o costume de almoçar em casa. Quando chegou a escola dirigindo seu Mazda preto, Gaara, Naruto e Sakura o esperavam no estacionamento.


O loiro platinado estacionou ao lado da Ferrari vermelha de Naruto pegando sua mochila do banco do passageiro.


— Ainda não entendi. — Suigetsu ouviu Sakura dizer enquanto ele saia do veículo. — Explique de novo Naruto.


Sentado no capô de seu próprio carro o Uzumaki deu um pequeno sorriso.


— Não há nada para explicar Hermione Granger¹, é apenas o que é. — Sakura rolou os olhos e sorriu largamente com o comentário pois conhecida muito bem saga do menino que sobreviveu a você-sabe-quem.


— É o que? — ela tornou a questiona-lo novamente  cruzando os braços.


— Sexo. — ele respondeu simplesmente gargalhando diante da expressão assustada no rosto da amiga de cabelo rosa.


Embora fosse um rapaz popular, não tinha muitas pessoas as quais considerasse amigas. Seu repertório era composto pelos três garotos a sua frente e seus dois amigos de infância. Ele achava que existiam dois tipos de pessoas na pequena York, onde vivam: aquelas são oportunistas e as que queriam ser.


Ao olhar para garota a sua frente constatou que ela era diferente. Sakura é uma pessoa honesta, humilde e direta assim como Gaara e apreciava a amizade de ambos por esse motivo.


— Mas porque de todas as garotas tinha que ser justo a pombo correio? — perguntou recusando-se a deixar o assunto morrer e seu irmão riu do apelido.


Naruto olhou para o estacionamento em direção  a um grupo de garotas que rodeavam sua prima deu de ombros quando localizou Shion Miko. Ela estava com os cabelos loiros presos num rabo de cavalo alto e abraçava Karin que bebia Coca-Cola. De fato, a loira não tinha algum atributo especial,se parecia com tantas outras garotas do colégio, não que seu pai se importasse.


— Porque ela é rápida para tirar as roupas, o que me dá menos trabalho. — respondeu cínico e Sakura lhe deu um soco em seu ombro direito.


— Nem sou mulher mas achei uma puta grosseira. — concluiu Suigetsu enrugando o nariz se juntando a eles.


— Ele precisa de uma garota decente para dar um jeito na vida dele. — falou Gaara descontraído, fechando a mão em punho para cumprimentar Hozuki.


— Não preciso de ninguém para dar jeito na minha vida. — replicou Naruto. — Pra que se afogar no amor quando se pode nadar na luxúria?


Os gêmeos balançaram a cabeça negativamente e Suigetsu rolou os olhos ajeitando a alça da sua mochila.


— Já tentou manter um dialogo inteligente com a Smeagol ² ? — falou o Hozuki com sorriso de escárnio entre os lábios rosados. — Ela não consegue formular sequer uma frase que faça sentido.


— Bem, na verdade a gente não perde tempo falando. — explicou. — Alias, até que ela não é ruim quando esta nua, de quatro e com a cabeça enfiada no banco do meu carro.


Suigetsu não pode evitar a gargalhada olhando na direção da garota que era o centro da conversa deles e suas ágatas roxas se encontram com os rubis de Karin que o encarou por breve segundos para então, tornar a olhar para as amigas.


— Por mais vaca que ela seja, não lhe dá o direito de dizer essas coisas seu nojento e machista. — completou Sakura irritada, desistindo de tentar compreender o que se passa na cabeça de vendo do amigo.


A rosada marchou furiosamente pisando com força no chão.


— Mudando de assunto… — começou Gaara observando o ataque de fúria da irmã gêmea que chutava a latinha de refrigerante para longe. — Como você aguenta esse enxame de garotas?


— Oras… porque mesmo que elas não sejam intelectualmente estimulantes, estimula o carinha aqui… — brincou o loiro apontando para seu órgão genital.


— Babaca. — Suigetsu e Gaara retrucaram em uníssono e riam, Naruto apenas deu de ombros como se aquilo não fosse nada de mais.


O sinal tocou e todos alunos foram entrado para suas respectivas salas de aula.


A popularidade de Gaara havia crescido e muito desde que havia entrado no time. O posto de artilheiro lhe rendeu : cinquenta e cinco chamadas de números diferentes, dez beijos no rosto, dois beijos na boca do qual irritou-se com as duas garotas da turma do teatro e um beliscão no traseiro de Matsuri.


 Suas tentativas de conversar com Ino entre as aulas são frustradas por uma avalanche de adolescentes a flor da pele cujo o objetivo principal parece ser manter o ruivo o mais distante possível da loira de olhos lápis-lazuili.


Quando o sinal toca para a terceira aula, Ino escolhe um assento no fundo da sala no canto esquerdo perto da janela para evitar contato com seus melhores amigos e Gaara, que encontrava-se sentado no meio da sala. Ao longo da aula ela finge prestar atenção na explicação do professor Iruka sobre o funcionamento do coração humano.


— O coração apresenta quatro câmaras : dois átrios e dois ventrículos. — disse o professor de biologia desenhando no quadro negro o esquema do sistema circulatório.


Gaara sente seu celular vibrar no bolso da calça do uniforme escolar e pega o aparelho vendo que havia uma mensagem, o mesmo sente o coração acelerar pois Ino havia sem querer olhado em sua direção mas o modo como ela o olhou parecia estar distante… mas não descartou a possibilidade da mesma ter mandado a mensagem de texto então tratou de abri-la. Para sua frustração a mensagem era de um número desconhecido.


Oi gostoso, quer dar uma voltinha e fugir dessa aula chata? Prometo vamos nos divertir e muito… 


O Haruno bufa e coloca o celular dentro do bolso novamente e segura seu livro de biologia com força como se fosse a única coisa que lhe pertencesse que ainda não foi invadida, por enquanto. Então percebe que havia uma caligrafia desconhecida rabiscada com caneta azul telefone e vários corações ao redor. Ele precisava se controlar para não jogar o livro no chão, assim como se controla para não beijar Ino.


Na hora do intervalo o Haruno viu a Yamanaka pegar seu Toyota e dar no pé. Irritado, ele senta-se no gramado do jardim do colégio na companhia de Suigetsu.


O loiro platinado fala algo sobre escolher qual profissão seguir a carreira e Gaara por mais que adorasse a companhia do melhor amigo com sorriso de tubarão não conseguia se concentrar em nada da conversa…  Sua mente estava longe; numa certa loira de olhos azuis.


— Manda, o que tá pegando cara? — Hozuki pergunta afrouxando a gravata e dobrando as mangas de sua blusa branca.


— Não é nada… só estou cansado dessas garotas malucas me assediarem o dia todo.  — resmungou encostando a cabeça no tronco da árvore e sentindo a brisa em seu rosto.


— Você também? — riu o amigo dando um leve soco no ombro de Gaara que fez um careta de desgosto. — Não sei como Naruto aguenta isso… Hoje mesmo fui no banheiro e tinha uma menina do segundo ano me vigiando NO BANHEIRO MASCULINO. — enfatizou irritado.


— E ai…. o que você fez?


Suigetsu deu um sorriso maquiavélico.


— Só mirei meu… você sabe, na direção dela…


— Puta mano, você não presta. — comentou rindo esquecendo um pouco da Yamanaka e sua indiferença com ele e com todos.


O sinal toca novamente e Gaara entra na sala deparando-se com Ino sentada ao lado de Sai Way que esta com o braço direito atrás da cadeira dela e a mão dele esta no ombro da mesma. Way afasta uma mecha do cabelo loiro do rosto dela e diz algo engraçado do qual vê Ino rindo.


Uma fúria descomunal tomou conta dele…


— Devia ter marcado território. — sussurrou Sakura piscando logo em seguida com um sorriso divertido entre os lábios. Gaara fechou a cara numa carranca mostrando a língua para irmã em resposta que sentava na primeira carteira.


— Gracinha senta aqui comigo. — disse uma garota chamada Cassie Sanders e um enxame de garotas rodearam o Haruno que o tocam, riem para ele, sorriem sem motivo e desviam sua atenção da fantasia de quebrar a cara de Sai.


A rosada ria com o desespero do irmão que estava vermelho da cabeça aos pés. Gaara era tímido demais e todas aquelas garotas dando atenção lhe dava claustrofobia.


'' É nisso que dá fazer auto-analize só agora e não reconhecer está apaixonado por ela. '' - lembrou-se das palavras de Temari no jantar da noite passada.
 
Ao notar que o amigo estava com problemas, Naruto o chamou para sentar ao seu lado no fundo da sala juntamente com Sasuke, mas Gaara parecia ocupado demais enfiando a mão dentro do bolso e tirando de lá seu smartphone tocando no número da memória com a foto de Izumi.


— Oi princesa.


As garotas trocavam cotoveladas e empurrões para escutar a conversa melhor.


Do outro lado da linha Izumi bufa.


— Nemo, supera essa paixão unilateral.


— Estou morrendo de saudades de você. Quando posso te ver de novo? — ele ignorou o comentário da amiga de infância e continuou com sua falsa ligação romântica.


— Quê? Gaara você não esta sob efeito de algum alucinógeno não é? — fala a garota sem entender o conteúdo da conversa sem pé e nem cabeça do amigo.


— Beleza, te pego  às oito.


Izumi tosse.


— Olha não sei o que esta acontecendo e exijo explicações mais tarde, agora deixa eu trabalhar por que meu horário de almoço já acabou. Beijos Nemo, e por favor ARRUME UMA NAMORADA!


Gaara encerra a ligação com sorriso de escárnio, mas sua vitória não dura nem cinco minutos pois seus olhos verdes recaem sobre Ino que esta novamente rindo de alguma piada boba de Sai.


Notando o olhar do ruivo sobre os colegas de classe Cassie se aproxima dele e diz :


— Sai Way, todas o adoram mas não tanto quanto adoram você, Hozuki, Naruto ou Sasuke.


— Como vocês tem meu número?


Sanders ri.


— Esta escrito na porta do banheiro feminino, nos corredores e no vestiário. — explica a garota.


— Merda. — ele bate a mão em sua testa e sente uma pontada de dor de cabeça.


— Certo pessoal queiram sentar… — falou Kurenai colocando os livros em sua mesa parecendo bastante cansada.


— Gaara. — a voz brincalhona de Naruto o chama novamente e instantaneamente as jades recaem sobre o moreno Uchiha e o loiro Uzumaki que riem do amigo que caminha para o fundo da sala ao encontro deles.


 
[…]


Ao analisar a pasta com toda a ficha da nova líder da máfia russa, Fugaku suspirou cansado matando o whisky numa golada só sentindo o álcool descer pela sua garganta rasgando.


Suspirou.


Lembrou-se das palavras de Nagato na última reunião que tiveram e o quanto aquilo soou incomodo para ele.


'' Se vamos entrar nesse inferno novamente pelo menos deixe o garoto saber o porquê de estar envolvido nisso.''


Suspirou massageando sua têmpora.


— Espero que me perdoe. — o sir Uchiha falou olhando para o retrato de Sasuke com seus doze anos, e se pegou preso na lembrança do dia que seu filho caçula fora sequestrado.

 
Fugaku estava péssimo, suando sem parar. A Lamborghini estava em completo silêncio, exceto pelo barulho do motor.


Mikoto sabia que seu marido detestava quando ela ficava sem falar com ele. Fugaku preferia que ela gritasse ao invés de ficar sem abrir a boca olhando pela janela do carro, sem qualquer expressão no rosto.


O Uchiha não fazia ideia de que enquanto segurava firme no volante, tudo conspirava para que aquele dia jamais fosse esquecido.


'' Miko se não me disser alguma coisa nem que seja para me xingar vou explodir! '' — falou irritado dirigindo o olhar rapidamente para a esposa que respirou fundo e continuou calada. — ''O que quer que eu faça, hein? Scheisse (merda) é minha responsabilidade. Você sabe bem disso.''

Seu temperamento explosivo fez com que a morena o respondesse de modo crítico:

'' Eu sei que enquanto vivermos a Akatsuki nunca vai desistir de você. Mas quero eles bem longe de Sasuke, ouviu? Não vou permitir que meu filho se torne seu substituto.'' — ela desabafou desviando o olhar da janela para o rosto do marido.


Mikoto sabia, quando Fugaku fez o seu juramento que ele teria que estar presente sempre que a Akatsuki o convocasse; 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dia por ano.


''Hoje é o nosso aniversário de casamento. Não é uma data qualquer.''


'' Eu sei disso, mas eles estão pouco se importando. E tem mais, eu sou O Principe della Mafia e tenho que ser o exemplo.'' — disse ele suavizando o tom de voz apertando a coxa da esposa. Mikoto deu um meio sorriso com aquela carícia e entrelaçou seus dedos nos do magnata Uchiha. — ''Sasuke nunca vai se tornar O Príncipe. É pra isso que treino e repasso meus conhecimentos para Nagato, mas não posso negar que o garoto tem potencial.''


Mikoto rolou os olhos.


Fugaku diminuiu a velocidade do carro quando chegaram à saída da rodovia que os levaria até a propriedade dos Smith. Ambos saíram do carro quando chegaram na casa, mas Mikoto ficou parada ao lado do veículo.


O Uchiha foi até a varanda e bateu à porta.


Os negócios naquele dia não demoraram mais do que trinta minutos para serem resolvidos.


'' Será que podemos aproveitar o resto da noite e comemorar nosso aniversário de casamento?'' — Mikoto disse ao ver o marido tirando as chaves do bolso.


''Va bene il mio amore. (esta bem meu amor).'' — ele se aproximou da esposa roubando um beijo. Quando o clima começou a esquentar e o beijo se tornar intenso, seu celular tocou.


A morena bufou irritada cruzando os braços automaticamente.


'' Só um minuto.'' — Fugaku falou em tom de suplica dando um leve selinho na esposa, assim atendeu o celular.


'' Já estou voltando Itachi.''


'' Pai Sasuke sumiu!'' — declarou o filho mais velho aflito.


Medo era o que Fugaku sentira. Era como se alguém tivesse enfiado a mão em seu peito e arrancado seu coração com toda força, esmagando-o.


'' Como sumiu? Eu deixei ele na casa do Minato há três horas.'' — a raiva pingava em suas palavras. — ''Esse moleque... Eu avisei que você ia buscá-lo.''

'' O que está acontecendo liebling(querido)? '' — perguntou Mikoto ao lado curiosa ao mesmo tempo impaciente, pois sabia que se tratava do filho caçula. — ''O que aconteceu com Sasuke? É Itachi? Posso falar com ele?''


Fugaku fez um sinal com a mão de pare e continuou concentrado no que o filho falava.


'' Eu sei... Eu sei.. — disse Itachi.'' — ''Mas você o conhece. Ele é impaciente.''


'' Quanto tempo faz que ele saiu da casa do Minato?''


'' Cinco horas.'' — falou impaciente. — ''Eu já rodei a cidade, ligue para Ino e ela disse que ele não está lá nos Yamanaka. Fui em Konoha e até passei na delegacia, e nada.''


'' Scheisse(caralho)! Por que esse garoto nunca me obedece?'' — gritou puxando um tufo de cabelo com força.


Itachi suspirou cansado do outro lado da linha.


'' Pai... Você acha que um dos seus inimigos da máfia tenha o pegado como refém?'' — sugeriu.


De repente um flashback veio em sua mente, o dia do massacre da Bratva. Fugaku lembrava-se perfeitamente da garota indefesa que chorava desesperadamente e segurava com força em suas mão o retrato do líder da máfia russa - maior inimigo dos italianos.


Ele havia atirado nela duas vezes e mesmo assim, ela tinha sobrevivido.


'' Não pode ser…'' — ele sussurrou para si mesmo.


'' O que disse? '' — perguntou o filho.


'' Eu vou dar um jeito!'' — falou. — ''Continue sondando o bairro.'' — e desligou.


Mikoto estava com os olhos cheios d'água, tremia da cabeça aos pés. Ela não sabia quem tinha raptado seu filho mas sabia que algo tinha a ver com a rivalidade e máfias.


Os dois se olharam em silêncio. Havia tanto a dizer, mas o Uchiha não sabia como começar. Tudo aquilo parecia assombroso demais. Os olhos de Fugaku se encheram de ódio.


''Scheisse (caralho)!'' — ele declarou esmurrando o capô do carro.


'' Fugaku… '' — ela murmurou entre as lágrimas que nublavam sua vista e com as mãos juntas como se estivesse prestes a rezar, implorou. — ''Nunca iria te pedir isso mas... Seja O príncipe pela última vez e traga nosso filho de volta... Meu Schatz (tesouro).''


No fundo o sir Uchiha sabia muito bem quem estava por trás de tudo aquilo, e não podia negar a raiva que sentia por ter poupado a vida. Mas agora, estava decidido a por um ponto final nisso tudo.


[…]


— Em que posso ajudar querida? — perguntou curiosa uma senhora gorducha de óculos redondo e cabelos grisalhos assim que viu Sakura adentrar na biblioteca com olhos brilhando. — Veio em busca de algum livro específico para algum trabalho?


— Olá Lily. — a rosada a cumprimentou com sorriso gentil. — Não. Hoje quero ler apenas algo que distraia minha mente.


— Hm… Especifique qual o gênero ou escritor para que eu possa sugerir algo. — a velha lhe sorriu de volta levantando-se da cadeira pronta para ajudar aquela garota simpática.


— Eu queria um romance trágico mas específico gótico como O fantasma da opera. — informou Sakura passando uma das mãos para ajeitar a faixa vermelha em sua cabeça.


Mrs Urie deu a volta no balcão pedindo que a Haruno a seguisse e assim ela fez.


A mulher puxou uma escada subindo os degraus apanhando um livro de capa dura marrom.


— É um romance trágico e  mais bonito do que O fantasma da ópera. — a bibliotecária lhe entregou o livro do qual Sakura leu o título : O morro dos Ventos Uivantes. Algo dentro dela dizia que o livro seria seu maior conselheiro. 


— Obrigada. — disse com um sorriso gentil entre os lábios e a bibliotecaria lhe retribuiu o sorriso ajeitando o óculos em seu rosto.


— Depois me conte o que achou…


Assim que senhorinha saiu, ela sentou-se em uma das mesas e iniciou a leitura.


Estou chegando de visitar o meu proprietário - o único que me poderá causar desassossego. Na verdade, esta região é maravilhosa! Acredito que, em toda a Inglaterra, não encontraria lugar tão distante da agitação mundana. Um paraíso para eremitas. E o sir Heathcliff e eu formamos um perfeito par de vasos para partilhar fraternalmente este… 


— Sakura. — a voz era fria mas de algum modo tinha um toque de sutileza.

A garota se assustou jogando o livro no chão e imediatamente abaixou-se para apanha-lo quando uma mão foi mais rápida e o apanhou primeiro. Ao olhar quem se tratava deparou-se com as orbes negras enigmáticas do Uchiha que mantinha sua expressão de frieza habitual.


— Por que você devia estar falando comigo? Já não basta me humilhar? O que você realmente quer de mim Uchiha? — ela perguntou com ar atrevido em sua voz e o rapaz lhe devolveu o livro.


Sasuke ficou em silêncio por um bom tempo, e Sakura xingava mentalmente ele, a si própria e o destino.


— O que eu realmente quero? Com você eu pretendo fazer muitas coisas mas por ora, quero que você me peça desculpas. — admitiu alargando aquele sorriso lindo e totalmente cheio de si.


Ela fechou suas esmeraldas e inalou vagarosamente pelo nariz, consciente de que os dentes estavam se apertando. Baixou a cabeça e contou mentalmente até dez prendendo sua mandíbula para não soltar de vez todas as acusações que tinha contra ele. Sasuke esperou. Então ela abriu seus olhos, e o rosto dele estava com sorriso habitual de puro deboche.


— É você quem começa tudo e sou eu quem deve pedir desculpas? — riu sem humor algum. — Apenas fiz o que minha consciência julga ser certo, e não me arrependo. — disse tão baixo que se Sasuke não estivesse ao seu lado, com certeza ele não poderia ouvi-la. Só iria deduzir pelos lábios dela que moviam delicadamente.


Os lábios dele se contorceram, lutando contra um sorriso prepotente.


Sakura começou a puxar o ar para seus pulmões que imploravam por oxigênio. Sentiu uma forte corrente elétrica percorrer seu corpo.


— Relaxe garota não vou te machucar. — disse ele olhando pra ela com sorriso cínico.


— Não tenho medo de você! — Sakura tentou parecer convincente e agradeceu por sua voz não falhar.


—Tsc! Não te contaram que você é uma péssima mentirosa? — disse Sasuke se aproximado cada vez mais da Haruno que recuava um passo para trás.


— Imbecil! — retrucou encarando aqueles olhos monótonos tão cheios de si. Ele deu um sorriso de lado enquanto passava suas mãos entre seus cabelos negros.


— Diga isso de novo…Sua boca fica tão provocante dizendo isso.


— EU ODEIO VOCÊ! — ralhou ela entre dentes segurando o livro com força.


— Seus olhos são irresistíveis. —  disse inclinando a cabeça para avalia-la de um ângulo diferente. — Sua boca… Gosto quando morde seus lábios. — ele olhava diretamente em seus olhos causando constrangimento. Sakura fechou os olhos com força, sentiu seu corpo sendo prensado na parede. —  Isso é tão sexy.


Ela colocou o livro de capa dura na frente do rosto para conter um pouco a vergonha. Estava desconcertada tanto pelo comentário como pela presença daquele garoto com pose de bad boy à sua frente.


Suspirou fundo e então se recompôs.


— Eu não me importo com que você pensa de mim. Estou cansada desse jogo.


— Jogo? — ele repetiu com descaso, logo parecendo fazer imensa força para gargalhar dela.


Ela rolou os olhos.


— Você é mais irritante do que eu pensei. — rebateu  com a voz cortante e dura e Sakura não conseguiu conter sorrisinho que tomou conta de seus lábios.


— Eu já ouvi isso antes. —  deu de ombros caminhando na direção ao balcão onde se encontrava mrs Lilian Urie. — Eu vou leva-lo.


O moreno sorriu de lado observando a garota sair do local.


Alguns metros de distância, Sakura encostou as costas no armário tentando controlar seus batimentos que no momento, estavam acelerado demais. Não gostava da maneira de como Sasuke tinha efeito sobre ela.


'' Seus olhos são irresistíveis. Sua boca… Gosto quando morde seus lábios... Isso é tão sexy.''


Involuntariamente mordeu os lábios e lembrando-se do quase beijo. Se não fosse sua boca grande e sua teimosia, ele teria a beijado.


Balançou a cabeça fortemente não podia pensar nisso. Sasuke não foi feito para ela, essa era a verdade. Respirou fundo segurando o livro em suas mãos quando encontra no corredor seu irmão e Suigetsu.


— Não consigo entender por que ela esta agindo dessa maneira comigo? —  falou o Haruno entrando em um colapso nervoso puxando seus cabelos ruivos e andando de um lado para o outro o que estava deixando Sakura agoniada. — Devo seguir aquele ditado popular : '' olho por olho, dente por dente.''  Se rejeição que ela quer, pois rejeição vai ter!


— Não é um ditado Gaara, é uma lei com princípio da justiça capturado por essa expressão que foi criada na Mesopotâmia. — corrigiu a irmã ao ver o irmão enlouquecer por Ino.


— Sabe-tudo, essa não é a melhor hora para corrigi-lo. — brincou Suigetsu encostando-se no armário. — Ele esta pirando…


Sakura concordou respirando fundo, controlando-se mentalmente para não chutar seu irmão em direção a parede e Suigetsu olhava ao redor buscando algo ou alguém no corredor.


— Patavinas, vá falar com ela ao invés de se torturar dessa maneira e… Pare de andar de um lado para o outro que isso já esta me dando nos nervos!. — explodiu a irmã.


— Você não entende Testa. — replicou ele continuando agir feito uma barata tonta.


— Patético. — resmungou o loiro platinado revirando os olhos encarando o amigo pensativo.


— Ele esta apaixonado. — constatou a Haruno num tom suave e gentil.


— Naruto não esta totalmente errado sabe? — começou o amigo recordando da conversa que tiveram depois do almoço e Sakura o fitou franzindo o cenho. — Se isso que o amor faz.. — apontou para ruivo desdenhando da atitude do mesmo. — tô fora.


— Eu se fosse você não zombaria… — disse rindo. — o próximo pode ser você. — piscou divertida ao fim das palavras.


— Até parece…


De repente Ino passou por eles e Gaara ficou estático.


— Essa é a sua chance. — incentivou Sakura.


O ruivo engoliu a seco e seguiu a loira.


Os olhos azuis estavam observando a paisagem do grande gramado do colégio através do vidro reluzente. As memórias há três anos a assombrava de maneira torturante ; a rejeição, a falta de amor que Inoichi tinha para com ela era verdadeira e o mesmo não fazia questão de esconder…


Sir Yamanaka fora chamado pelo diretor Uzumaki para resolver a situação de Ino que naquele ano em questão estava mais rebelde.Aquele chamado o irritou completamente. Ele não tinha tempo para resolver os chiliques mal intencionados de sua única filha. Na verdade, nunca havia tempo para ela…Se pudesse, ele mandaria qualquer pessoa para substitui-lo. Mas desta vez não podia… Não quando sua filha foi fotografada pelo jornal local sentada na sarjeta ao lado de duas prostitutas e segurava em uma das mãos um cigarro e na outra uma garrafa de whisky.


Ao estreita os olhos na direção da garota que estava sentada no sofá percebeu o desgaste físico e mental da mesma.


O estado da loira estava crítico. Ino estava tão magra, resultado da anorexia e suas pupilas estavam dilatadas devido as altas doses de medicamentos que a mesma ingeria para sumir do mapa. Seus olhos azuis gritavam por socorro que ela ão diria em voz.Os cabelos sem brilho e cor, as unhas curtas e roídas, a pele estava mais pálida do que o habitual, totalmente opaca e desidratada, olheiras profundas ao redor dos olhos que um dia foram vitalício. Sem mencionar no uniforme amassado e os sapatos sujos de lama seca.


Inoichi avaliava a filha sob um olhar rigoroso. E nem mesmo vê-la naquela maneira, ele não conseguia entender que aquilo era um recado, um rogo desesperado implorando por amor…


Pelo seu amor…


'' Depressão?'' - ele começou a falar de modo arrogante, e havia fúria em suas palavras com amargura. - '' O que tem de tão complicado na vida de uma garota de 14 anos que usufrui do bom e do melhor? ''


'' Você é o culpado!'' - Ino gritou apontando o dedo indicado na direção do rosto de seu pai, segurando o choro.


A raiva e a mágoa eram tão nítidas nas palavras dela que fez com que Inoichi encolhe-se levemente os ombros por um momento.


Uma grande platéia havia se formado para assistir a discussão entre os Yamanakas.


'' Eu? - ele questionou com mais nítido descaso. -  '' Eu que mandei você ingerir essas porcarias nas suas veias? Mandei também se parecer com A Noiva Cadáver³ ? '' - Inoichi  vociferou trincando os dentes segurando sua raiva.


Naruto esperneava, e por várias vezes teve que ser segurado por Sasuke e Suigetsu para não se intrometer naquela conversa.


'' Não pai, por sua causa eu não sei qual  é o meu lugar no mundo, por que todos os dias quando volto pra casa não tem ninguém para me receber. '' - cuspiu as palavras que estavam travadas em sua garganta de modo cruel e atrevido. - '' Ninguém para se importar se estou viva ou morta. ''


O modo como ela havia falado com ele o irritou ainda mais, vestindo uma expressão mais dura para logo dar-lhe um tapa em sua face no lado direito.


A loira tocou a bochecha onde havia sido esbofeteada e seus olhos azuis assumiram uma fúria assassina.


Karin saboreava cada palavra dita por Inoichi, ao seu lado estavam Shion e Matsuri que também se divertiam sobre a desgraça da colega de classe.


'' Isso é para você aprender a se dirigir a mim com respeito.  - ele pegou um dos braços da mesma com brutalidade apertando o pulso que Ino involuntariamente gritou de dor. - Não sou seus colegas de escola e muito menos aquelas vadias com quem você tem andado apenas para manchar o nome da nossa família. 


Ao ver a expressão de agonia na face da filha notou que nos braços dela haviam várias marcas de cortes que poderiam ter sido feitos com algum objeto cortante.

'' Além de tudo você é suicida? '' - vociferou novamente fitando Ino olho no olho.


Lee quase chorou ao ver a face perdida da amiga a alguns metros de distância.


'' Foda-se! '' - gritou em alto bom som para todos que estavam presentes naquele corredor escutar.

''' Você é um estorvo na minha vida Ino. - o Yamanaka soltou o braço de sua filha rapidamente, como se tivesse alergia a ela. - '' E olha-la dessa maneira me faz repensar que escolhi errado… Eu deveria ter conseguido convencer sua mãe de fazer o aborto já que era uma gravidez de risco. Pelo menos ela estaria aqui comigo… ''


Respirou fundo tentando afastar a lembrança daquele dia e uma lágrima fina rolou pela sua face e a brisa fazia com que seus cabelos loiros esvoaçasse levemente; ao notar a presença peculiar da garota perdida em seus próprios pensamentos, Gaara resolveu observa-la melhor. Os olhos de Ino estavam com pequenas olheiras e mantê-los abertos parecia uma tarefa árdua.


Juntando toda a coragem, o Haruno expira o ar fazendo com que sua presença seja notada.


'' Preciso saber o que esta acontecendo… ''


— Ino, você não tem algo para me dizer? — perguntou o ruivo desconfiado.


— O que? — ela respondeu com outra pergunta com cinismo e Gaara estreita os olhos irritado.


— Não se faça de desentendida, garota. Você tem me evitado eu não gosto disso… Se fiz algo diga logo!


— Não é nada. — respondeu com grande indiferença rolando os olhos, como se aquela conversa fosse tediosa demais.


— Por que esta fugindo? Se não me contar não vou entender. — falou o Haruno melancólico, engolindo em seco e os olhos verdes fixos nos lápis-lazulis de Ino que pareciam confusos.


A imagem da família Haruno que representava muito bem o comercial de margarina veio a mente da garota, deixando-a irritada, mais frustrada e magoada com a rejeição de seu pai. E por não poder descontar sua frustração no mesmo, mesmo sem querer, ela acabou descontando na pessoa que mais se preocupava com seu estar.


— Me deixa em paz! — contestou rapidamente a loira com firmeza ainda que a tristeza dominasse sua voz.


Gaara ficou em silêncio apenas a olhando nos olhos o que fez Ino desviar imediatamente. Não era seguro para ela ficar encarando aquelas orbes verdes, não quando o que estava tentando lhe dizer um '' desista de mim''.


— Eu sinceramente desisto… — relutante, puxou a mochila preta com símbolo grande do Real Madrid para suas costas e em silêncio ele deixou a sala como ela havia ordenado.


Notas Finais


✿ C U R I O S I D A D E S:

* A Batalha de Gettysburg - Guerra Civil Norte Americana.

Documentário do History Channel : https://www.youtube.com/watch?v=UPcpQuUNHeQ

* Catedral de York :

https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/cb/be/38/cbbe387c9dd18725d987b5567d1267fa.jpg


* Take On Me - A-ha : https://www.youtube.com/watch?v=djV11Xbc914

Trecho da mini-série do ano de 2009 sobre a obra O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Bronte :
https://www.youtube.com/watch?v=kYhsLi3qLeE


* Hermione Granger - é uma personagem literária da saga Harry Potter pertencente a J.K Rowling. Ela é uma das protagonistas do enredo e melhor amiga do Harry e a mesma se caracteriza por ser a garota mais inteligente da sua idade. <3

Foto : http://1.bp.blogspot.com/-tun2QsZm_c0/UKceDuxHOHI/AAAAAAAAGS8/lObaFmO7Sr4/s1600/hermione+evolution.jpg

* Smeagol | Gollum - personagem pertencente a trilogia do Senhor dos Anéis de J . R .R Tolkien. Ele era um hobbit cascalvas, do povo do rio, que viveu perto dos Campos de Lis e foi corrompido pelo Um Anel. (Vocês devem o conhecer com aquela famosa frase : '' o precioso… '' ).

Foto: https://media3.giphy.com/media/KBTJybNFnRtxC/200_s.gif

* A Noiva Cadáver - é uma animação muito linda produzida pelo gênio Tim Burton.

Trecho do desenho : https://www.youtube.com/watch?v=qaMcImrNnOQ


✿ MÚSICAS DO CAPÍTULO :

* The Sound Of Silence - Disturbed ( Uchiha Fugaku)

https://www.youtube.com/watch?v=u9Dg-g7t2l4

* Sacrifice - Elton John ( Uchiha Mikoto)

https://www.youtube.com/watch?v=NrLkTZrPZA4


* Nobody's Home - Avril Lavigne (GaaIno)

https://www.youtube.com/watch?v=NGFSNE18Ywc


* Closer - The Chainsmokers feat Halsey (SasuSaku)

https://www.youtube.com/watch?v=0zGcUoRlhmw

✿ COMENTÁRIOS DA AUTORA :

01º: Os Uchihas e suas complexividades… Muitos flashbacks, pequenas revelações e muito mistério, dor e sacrifício envolvido. Será que Fugaku vai contar a verdade para o filho? E quem é a pessoa que Mikoto tentou proteger? Quantas perguntas para quebrar a cabeça de vocês… Sim, eu quero que vocês prestem atenção em cada detalhe desse quebra-cabeça e não vou dar dica nenhuma.

02º: Coitada da Ino. Não deve ser fácil ter um pai ausente e ainda por cima que a culpa pela morte da mãe. É bem complexa essa questão. Pelo lado dela - ela só nasceu e não tem como culpa-la já que ela era apenas um bebê.Por outro lado, é difícil perder a pessoa que você mais ama no mundo. Para extravasar a raiva, precisamos procurar algo ou alguém para culpar. Inoichi se culpa, e culpa Ino por isso. * Fica uma reflexão para vocês sobre essa relação.

Quanto ao Gaara todo fofinho e preocupado só posso dizer : Ino para de ser boba e note que tem um garoto tão amorzinho na tua u-u

03º: Sasuke esta arrumando uma desculpa para se aproximar da nossa rosada… Bendito lábios sedutores ha-ha-ha <3
Bom o momento entre eles foi curtinho mais no próximo capítulo prometo desenvolve-los um pouco mais, até pq dose de SasuSaku nunca é demais ;)

Ah! Eu coloquei um pequeno trecho do primeiro capítulo do O morro dos Ventos Uivantes na fic que esta em itálico. Não sei quanto a versão de vocês ( para quem tem o livro), a minha edição é de 2002 e super desatualizada :p

Bom é isso tudo, até o próximo capítulo.

XOXO.


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