História Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Drama, Fugamiko, Gaaino, Mafias, Naruhina, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suika, Suspense
Visualizações 159
Palavras 5.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


✿ AVISO: leitores da primeira edição da fanfiction gostaria de esclarecer que a história esta passando por uma reedição por motivos estéticos - correção de erros ortográficos, altereções de frases, etc ( nada que modifique o enredo geral da fic), okay ?

Novos leitores sejam bem-vindos e pretendo postar os capítulos uma vez por semana.

Boa leitura.

Título do capítulo : Incrível.

Capítulo 9 - Amazing


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness ( Reedição) - Capítulo 9 - Amazing

C H A P T E R 06 :

A M A Z I N G

Ás vezes o universo te faz fazer coisas que você nem entende.


— The OC



Fugaku colocou uma nota de cem euros no cesto de coleta da igreja e suspirou quando seu irmão o passou para frente. Fazia anos que Sasuke não contribuía, convencido de que os coroinhas estavam roubando o dinheiro para comprar drogas e pagar prostitutas, embora boa parte ainda estivessem no ensino fundamental.


Obito e sua esposa e  Mikoto também fizeram suas doações, e os cinco sentaram enquanto o cestinho passava pelo resto da multidão. Como sempre, seu irmão se manteve distante, enquanto a cunhada exibia um sorriso amistoso nos lábios pintados de batom cor rosa bebê.


Rin era uma mulher de estatura baixa e magra, seu rosto era suave com traços muito delicados e femininos que estavam cobertos por uma base clara, os olhos pequenos estavam levemente com lápis preto na parte inferior e suas íris castanhas escuras transbordavam bondade. Seus cabelos igualmente castanhos pendiam até altura dos ombros num corte repicado e moderno. Ela vestia um vestido corte princesa azul marinho e calçava sandalhas com salto baixo.


Os bancos estavam cheios. Mikoto olhou para congregação e percebeu que a maioria dos membros da Akatsuki estavam presentes. Todos estavam bem vestidos, na parte da frente da igreja. Aquela era uma grande produção para eles, o único dia da semana em que podiam compartilhar seu dinheiro e fingir serem boas pessoas igualmente como seu marido.


Aquilo fazia com que os homens comuns se sentissem protegidos, e assim, os respeitassem, confiassem neles e se mostrassem menos inclinados a traí-los.


Sasuke parecia entretido em seu celular trocando insultos com Naruto que logo foi interrompido por Mikoto que apanhou o aparelho de suas mãos com brutalidade e dirigiu um olhar severo para o mesmo que rolou os olhos negros bufando frustrado.


Depois que as doações terminaram, as pessoas se reuniram no corredor e uma longa fila se formou para a comunhão. Fugaku entretanto, permanecia em seu lugar. Mikoto o olhou de um jeito peculiar, mas se manteve em silêncio enquanto entrava na fila acompanhada de seu filho caçula que resmungava algo relacionado estar sentindo entediado e seus tios riam.


O restante da celebração foi rápido e todos ficaram de pé para ouvir a última oração para o alívio do garoto Uchiha.


O Padre Lucius fez o sinal da cruz e encerrou o culto, dizendo:
— Que a paz esteja com vocês meus queridos.


Os Uchiha se preparavam para sair quando o clérigo chamou o nome de Fugaku. Os pelos de sua nuca se levantaram, como se estivesse prestes a levar uma bronca.


— Sim Padre? — falou num tom sereno exibindo um leve sorriso para o mesmo que retribuiu.


— Não tomou a comunhão meu filho. — disse Lucius demonstrando preocupação genuína. — Alias, não tem comungado há semanas.


Na verdade passaram-se meses desde a última visita inesperada que fizera para aliviar a dor em seu peito; a dor de ter seu primogênito deitado numa cama de hospital, mas Fugaku preferiu não corrigi-lo.


— Sempre esqueço de jejuar antes da missa. — respondeu simplesmente passando uma das mãos em seus cabelos negros.


Lucius sabia que o mesmo estava mentindo.


— A igreja nunca fecha, por isso não precisa marcar horário. — começou o clérigo dando algumas palmadas nas costas do Uchiha. — Deus esta sempre aqui para você.


— Eu sei padre, obrigado.


Fugaku saiu antes que o padre pudesse continuar pressionando e se reuniu à família nos degraus da catedral. Obito e Rin estavam parados, esperando juntamente com Mikoto que parecia incomodada. Sasuke já estava se misturando ao pessoal da Akatsuki e escutava com admiração os feitos que Nagato contava sobre a organização criminosa na época de seu falecido avô e também no reinado de seu pai.


Esperou que seu amigo de infância e conselheiro terminasse de contar as histórias sobre Madara e uma de suas aventuras de quando ele e Nagato eram jovens. Sem perceber estava sorrindo, recordando daqueles dias. Foi antes daquela tragédia tê-lo o afetado. Antes de Mikoto e seus filhos ; antes da Bratva e a garota.


 — Liebe (amor), porque não comungou? — a esposa lhe pergunto pegando uma de suas mãos para laçar seus dedos nos de Fugaku que suspirou baixinho.


— Não pude. — beijou a mão de Mikoto. — Você esta tão linda hoje.


A Uchiha usava um pouco de pó e blush para dar ar de saúde em suas bochechas. Nos olhos estavam uma sobra marrom com um delineador bem leve e rímel, os lábios pintados de vermelho para dar volume a boca e os cabelos negros e compridos estavam ondulados. Vestia um vestido preto corte império e saltos que sustentava a mesma cor.


— Vamos embora. — resmungou Mikoto observando seu filho que estava trocando farpas com Deidara, o jovem recrutado da máfia que era apenas dois anos mais velho do que Sasuke.


— Deixe ele se divertir Miko. — Fugaku sorriu.


Rin e Obito foram cumprimentar os mafiosos e naquele momento, todos pareciam em paz se esquecendo que estavam lidando com assassinos de alta classe.


— Você sabe que eu não quero meu filho metido com essa gente. — a Uchiha refutou. — Não quero que ele tenha contato algum com a Akatsuki.


O sorriso nos lábios de Fugaku desapareceu.


— Essa gente são meus amigos. — retrucou cruzando os braços assumindo o ar arrogante e imponente de um Uchiha.


— Mas não são meus. — disse ela em seriedade e altiva.


Fugaku respirou fundo controlando seus nervos a fitando com aqueles ônix que estavam cerrados e seu maxilar estava duro.


— Não começa Mikoto Edwiges Uchiha. — falou em tom de ameaça, uma de suas sobrancelhas estava erguida e seu olhar duro sobre a esposa era tão ferino que a fez tremer levemente.


— Eu já perdi meu filho uma vez não vou perde-lo novamente por caus…


Nagato se aproximou com as mãos no bolsos de seu terno.


— Sobre o que é a discussão?


— Sobre o Sasuke estar conversando com pessoal da Akatsuki. — explicou Obito colocando um dos braços no ombro de seu irmão mais novo.


— Miko não se preocupe, não vou recrutar seu filho… é apenas uma conversa da qual ele se interessa. — respondeu Antonelli com um sorriso. — Mas não posso negar que o garoto tem talento, poderia superar o próprio pai.


— Eu disse a mesma coisa para Fugaku. — alfinetou o Uchiha primogênito rindo da cunhada que estava prestes a devora-lo com o olhar.


— Sasuke vamos embora. — a morena os ignorou descendo os degraus parecendo bastante irritada.


— Essa Hase (lebre) continua arisca como sempre irmãozinho. — disse, e Fugaku sorriu para o irmão antes de fazer um movimento com a mão como se isso não importasse. — Será que ela o domou?


— Ninguém me doma Obito. — começou Vincenzo com um sorriso sarcástico. — Dominar é uma arte para poucos e graças a Deus nasci com esse dom.


— Não é o que parece. — debochou Marcello e Nagatou riu baixinho.


— Você se esqueceu que sou astuto, persuasivo e manipulador… — disse em sua seriedade mas sem perder o pingo da zombaria.  — Controlar os outros é a minha arte e me dá tanto prazer quanto me meter entre as pernas da minha doce Mikoto…


Nagato gargalhou mais alto chamando a atenção de todos e Obito parecia rir baixo observando sua esposa e sua cunhada com curiosidade.


— Devia tentar mudar de posição de vez em quando já que você é Chiwawa de Rin desde sempre. — Fugaku o provocou e Obito sorriu forçado acenando para a esposa que o olhava com aqueles olhos doces mas que eram tão manipuladores quantos de seu irmão. Talvez, aqueles olhos castanhos fossem piores porque quando estavam em lágrimas não havia como não ceder as vontades da dona.


[…]


Seus passos eram calmos enquanto andava pelas ruas estreitas do centro de York, passando por pessoas sempre muito apressadas que não se importavam de ignorar tanto quanto elas a ignoravam.


Sakura carregava nas mãos sacolas plásticas verduras e legumes que serviriam para o preparo do jantar de hoje e alguns produtos de limpeza. Seu rosto sustentava uma expressão suave e pensativa; as bochechas e nariz ardiam devido o vento frio que batia contra sua face.


Estava escurecendo, e o céu estava iluminado pela ilustre presença da lua minguante juntamente com as estrelas que oscilavam sem parar.


Enquanto caminhava, lembrou-se de Ino e o quanto a melhor amiga parecia tão distante. Como amiga, ela tentou fazer de tudo ao seu alcance, demonstrando sua amizade e carinho pela mesma mas sabia que a Yamanaka não estava em condições de dividir informações.


Suspirou pesadamente.


Ela desconfiava do motivo e sentia uma vontade imensa de ir no escritório do sir Yamanaka e dizer poucas e boas para o mesmo… Dizer que não se deve abandonar um filho.


Então a imagem perdida de Sasuke ao ver Itachi repousar na cama do hospital em um coma profundo que perdura até hoje fez com que seu coração palpitasse em seu peito.


Sasuke.


O nome dele ecoou em sua mente, preenchendo-a por completo, sendo o foco de todos seus pensamentos. Balançou a cabeça furiosamente. Desde quando se importava com aquele bastardo egoísta? Sem perceber, mordeu o lábio inferior lembrando-se de seu encontro com o mesmo na biblioteca e do quase beijo que ele quase lhe dera.


A luz dos postes iluminavam a bela ponte Skeldergate¹ que fora posicionada estrategicamente em direção ao castelo de York  que Sakura atravessava. Ela respirou profundamente quando viu que mais a frente havia uma pessoa encostada no parapeito da construção com estilo gótico ao lado de uma moto. Pensou em dar a meia volta, mas deu-se por vencida e continuou a caminhada.


A Haruno passou pela pessoa da qual reconheceu a figura de um rapaz alto e ombros largos. Ele estava olhando para o céu escuro e segurava uma garrafa de Budweiser. Seus cabelos negros esvoaçavam quando o vento batia contra eles. Algo dentro dela sentia que o conhecida…


— Gatinha, não sabia que gostava de fazer passeios noturnos. — disse a voz masculina e rouca que Sakura reconhecia tão bem,  e amaldiçoou a si por dar vida ao rapaz que era foco de todos os seus pensamentos.


Seus cabelos rosados voavam furiosamente para trás e largou as sacolas plásticas no chão apenas para encarar atentamente o moreno dono da Harley Davidson que se mantinha na mesma posição.


— Uchiha, isso vai acabar te matando. — disse fixando seus olhos verdes na garrafa de vidro que o mesmo segurava, então desviando o olhar apenas para avaliar o local ao redor do mesmo, notou que havia mais cinco garrafas largadas no chão ao lado dos tênis All Star cano longo cor preta que Sasuke calçava.


Ele finalmente se virou na direção dela e seu sorriso debochado estava irritando-a. Os ônix a avaliavam com certo brilho de diversão, e arqueou uma sobrancelha.


— Esta preocupada comigo?


— Pode apostar que não. — replicou rapidamente dando um passo na direção do Uchiha que dirigiu seus olhos para frente fitando o rio Ouse abaixo da ponte.


Sakura ficou ao seu lado admirando a vista.


— Uma bela paisagem não acha? — perguntou ele.


— Sim. — concordou ajeitando a encharpe verde musgo em seu pescoço para então apoiar seus braços no parapeito da ponte. Suas esmeraldas fitavam as águas do rio correrem, perguntava-se o que estava fazendo ali, ao lado do garoto mais arrogante que conhecera.


Os olhos negros como a noite de Sasuke a olhavam de forma intensa.


— Quer? — disse oferecendo a bebida alcóolica e Sakura recusou balançando a cabeça negativamente.


Os olhos verdes tão vitalícios encarou a face de anjo do rapaz que continuava a sustentar o sorriso cheio de si.


— O que faz aqui a essa hora da noite, ainda mais bebendo? — questionou seriamente comprimindo os lábios.


— Fugindo do jantar em família. — respondeu simplesmente dando de ombros e Sakura riu baixinho. — E você?


— Minha mãe me pediu para comprar as coisas para o jantar. — disse apontando na direção das sacolas no chão a alguns metros de distância deles.


— Gatinha,sabia que é perigoso perambular pela rua a noite? — ele a alertou afastando as mechas dos cabelos que voavam furiosamente no rosto da garota ao seu lado, depositando os fios rosados atrás das orelhas dela. — Você corre o risco de ser assaltada ou molestada por maníacos com a mente fodida.


Sasuke se aproximou mais e Sakura pode sentir o hálito quente dele bater em seu pescoço devido a grande diferença de altura que ambos possuíam. O rapaz havia 1.87 de altura e ela não podia se queixar de sua altura mediana de 1.60.


— Por que esta preocupado comigo? Você não gosta de mim Sasuke Aron Uchiha. — ela o questionou em seu modo atrevido, uma particularidade irritante da qual ele gostava muito nela.— Em Konoha School você é apenas um filhinho de papai metido. Mas aqui, agora, você poderia muito bem mudar minha opinião.


— Não há necessidade de mudar sua opinião ao meu respeito Gatinha, só por causa da situação do meu irmão. — sorriu em resposta para então dar o último gole na cerveja e deixar a garrafa no chão assim como as outras.


O silêncio se instalou por alguns segundos.


— Vamos, vou te levar pra casa. — Sasuke lhe entregou seu capacete mas a garota parecia ceder embora não houvesse pronunciado uma resposta sabia que ela estava numa batalha interna entre aceitar ou não sua carona.


Sakura engoliu em seco.


— Porque está querendo me proteger? — voltou a questiona-lo de modo alarmado tentando entender as razões por trás de toda essa gentileza que não tinha nada a ver com aquele garoto arrogante.


— Embora York seja uma cidade interiorana não esta salva das mazelas da sociedade. E do pouco que a conheço, você é ímã para confusões. — Sasuke explicou de forma divertida e Sakura limitou-se em rolar os olhos não iria rir da gozação contra sua pessoa.  — Em fim, poupo o trabalho dos policiais civis e dos seus pais de saírem a sua procura.


Novamente ele lhe entregou o capacete que a mesma pega se dando por vencida.


[…]


— Charlotte traga-nos uma garrafa de whisky e copos. — solicitou o Uchiha com um aceno entrando em seu escritório.


A governanta ordenou que uma das empregadas pegasse na cozinha os copos enquanto ela ia até a adega pegar a bebida alcóolica da qual escolheu a marca irlandesa.Ao anunciar sua presença que logo foi autorizada por seu patrão, Charlotte segurava uma enorme bandeja preta contendo os copos e Midleton, o whisky favorito de Fugaku.


— Quando vamos começar a colocar o plano em ação? — perguntou Obito parecendo se divertir.


— Quando ela der o sinal. — respondeu Fugaku com riso amargo que provocou um frio na espinha de Charlotte que terminou rapidamente de servi-los, e fechou a porta do escritório deixando aqueles homens vestidos de preto conversarem.


Na sala Mikoto parecia estar nervosa e seu coração parecia disparar e não sabia o porque, mas em seu âmago sabia que algo tinha a ver com seu passado e alguém estava prestes a desenterrar toda aquela sujeira que estava bem guardada por debaixo do tapete.


Contra sua vontade, os mafiosos foram jantar em sua casa a convite de Fugaku que estava a punindo pelo pequeno desentendimento na igreja. Para piorar, havia tido uma discussão com Sasuke que não queria jantar em casa, pois pretendia passar o resto da noite no hospital com Itachi.


— Você parece preocupada Miko. — falou Rin pegando as mãos da mesma e se sentando no sofá.


 — Não gosto quando Fugaku fica horas e horas com eles… e o fato de você e Obito estarem aqui significa que estamos entrando numa guerra. — confessou apertando as mãos da cunhada.


Rin sabia que o palpite de Mikoto estava certo, mas não poderia dividir essa informação com a mesma porque prometeu a Fugaku que não contaria, embora quisesse.


— Ajudaria saber que também não me sinto confortável ?


De fato, suas palavras ajudaram um pouco, mas não foram o suficiente para eliminar as dúvidas e temores da morena de olhos castanho-claros.


— Sabe por que eles estão aqui? — questionou num tom arrastado piscando algumas vezes.


— Negócios, eu acho. — respondeu Rin simplesmente e meneou a cabeça. — Não gosto de me envolver nos nos problemas de Obito. Por mais que ele esteja do lado oposto de Fugaku, não é diferente.


Mikoto permaneceu em silêncio por breves segundos apenas para registras aquelas palavras de sua cunhada.


— Obito mata, rouba, mente e manipula da mesma forma que Fugaku. A única diferença é que seu marido burla certas leis em benefício próprio enquanto meu marido atende todos os interesses do governo norte americano. — explicou percebendo a confusão nos olhos castanho-claros.


Mikoto suspirou fundo.


— O quero dizer querida Miko é que todos nós sofremos por coisas que nossos maridos fazem, e odeio a ideia de pensar o quanto sofreríamos se soubéssemos em que tipo de coisa que eles estão envolvidos. — Rin falou seriamente.


— Em outras palavras, a ignorância é uma benção. — concluiu Mikoto com um sorriso seco entre os lábios.


[…]


As ágatas roxas acompanhavam cada movimento de forma maliciosa os corpos das três strippers a frente que dançavam ao som da melodia Gimme More² que contagiava a boate.


— Não quer dançar conosco Sui? — perguntou uma das mulheres engatinhando na direção do rapaz que deixou um sorriso de lado transparecer.


Suigetsu fez que não, levando o copo de vidro que segurava na mão aos lábios e tomando um gole da vodka que descia pela sua garganta rasgando tudo. Exibiu seus dentes cerrados para as três mulheres que não paravam de dançar e deslizar as mãos pelos próprios corpos e também no da outra.


— Prefiro apenas observar. — respondeu Hozuki de forma arrastada.


Estava sentando em uma poltrona de couro com as pernas largadas, seus olhos observavam cada movimento minucioso e sedutor das três a sua frente. Aquela era com toda a certeza uma noite bem proveitosa.


— Uh!


Os olhos do loiro foram para o lado esquerdo do sofá onde Naruto estava sentando com uma mulher que aparentava ter seus vinte três anos que distribuía chupões pelo pescoço do mesmo. Ela era bem bonita, os cabelos ruivos cacheados desciam pelas costas nua com uma cascata.

— Caralho, vão para um quarto! — esbravejou Suigetsu já prevendo o momento em que o amigo abriria o zíper da calça e transar bem ali, pouco se importando com ele e com as outras pessoas que estavam presentes no local.


Naruto abriu seus olhos azuis e riu para Hozuki que o acompanhou no riso.


— Fala veados. — saudou Sasuke rindo quando os amigos lhe mostram o dedo médio.


— Onde esteve? — perguntou Suigetsu observando Karin e Shion adentrarem na boate.


— Comendo alguma mina. — apostou Naruto agarrando uma das mãos na poltrona com força devido ao estimulo da mulher encima de sua masculinidade.


— Não sou você que pensa com pênis ao invés do cérebro. — provocou o amigo de infância rindo brevemente antes de sua expressão se tornar séria e ele suspirar. — Estava fugindo do jantar de família e depois fui ver Itachi.


Naruto empurrou a mulher em seu colo e voltou-se para o melhor amigo, vendo sua face tristonha.


— Como ele esta? Houve melhoras? — perguntou o Hozuki sério. Sasuke sentou-se ao seu lado e pendeu a cabeça para trás na poltrona e fechando os olhos com força.


— Na mesma merda. — respondeu-lhes suspirando pesadamente.


Tanto Suigetsu quanto Naruto abaixaram a cabeça em forma de lamento. Realmente ambos lamentavam pelo amigo e principalmente por Itachi que era considerado por eles como um irmão mais velho.


— Me diga uma coisa Teme… — começou o Uzumaki de repente, quebrando o silêncio fúnebre que havia se formado entre eles. — Esta a fim de Sakura?


Sasuke abriu os olhos e ergueu a cabeça para Naruto que tinha agora em seus lábios um sorriso de escárnio.


— Relex, a sabe-tudo não faz meu tipo. — defendeu-se o loiro do olhar ameaçador do melhor amigo erguendo as mãos para cima em sinal de redenção e Suigetsu riu.


O Uchiha rolou os olhos, não mencionaria para eles que estava com a Haruno a alguns minutos atrás antes de decidir se viria ou não para a boate.


— Para uma irritante sabe-tudo até que ela beija bem… Com o jeitinho estouradinho dela, fico imaginado como ela deve ser na cama. — disse dando de ombros e os amigos soltaram um riso sacana.


— Ele definitivamente tá na dela. — comentou Hozuki apenas para que Naruto o ouvisse e os dois riram.


[…]

 


Sir Yamanaka parou até a porta e tocou a campainha, antes de arregaçar as mangas de sua camisa branca. O som de salto alto ecoou dentro do hall antes que a porta se abrisse. Uma mulher parou de pé à sua frente com um sorriso enorme em seus lábios vermelhos e brilhantes.


— Olá Inoichi. Quanto tempo, não é mesmo? Senti sua falta. — disse a bela morena dando um selinho no homem.


Isabella era sua secretária de longa data. Ela acompanhou de perto o drama da família Yamanaka. A morte de Victoria, p nascimento de Ino e a queda de Inoichi. Seus acessos de fúria em relação a filha que a cada dia que passa, se parece com a falecida esposa.


Ela sempre esteva lá; o tempo todo ao lado dele, desejando que o mesmo a enxergasse. Mergulhado em suas trevas e a culpa que  carrega por não ter salvo a esposa era demais. Não havia espaço para um recomeço.


Para Inoichi, não tinha um só dia que ele não desejasse voltar no tempo e nunca ter conhecido Victoria. Assim, ela estaria viva e Ino nunca teria nascido.Sabia que era injusto culpar sua filha de dezessete anos por isso, mas não tinha como ele evitar o sentimento de repulsa e culpa. Ainda mais, à medida que ela foi crescendo, sua aparência e personalidade se igualam a falecida esposa.


Ino seria seu tormento, o fantasma de sua amada Victoria.


Isabella logo saiu do caminho para permitir sua entrada. Sem dizer uma única palavra ele seguiu até a sala de estar e sentou-se em um sofá de couro preto. A mulher se juntou a ele, segurando uma taça de vinho tinto. Ele a pegou e levou próximo ao nariz inalando o perfume, sentindo o aroma. Recordou o quanto Victoria costumava adorar vinho tinto.


— Então... Quanto tempo pretende ficar aqui? — ela perguntou tomando um gole de sua bebida, enquanto ele apenas segurava a dele. O Yamanaka não bebia mais, desde o dia que sua filha nasceu.


— Você sabe... Até aniversário dela.


Isabella sabia que ele se referia a sua única filha que estava prestes a completar dezoito anos.


— Esta com fome? — ela perguntou de modo sensual fazendo uma conotação que seu chefe entendeu bem.


Inoichi olhou para ela e seus olhos azuis percorreram seu corpo, admirando seu vestido vermelho justo e suas meias sensuais que contrastava com sua pele alva e cabelos ondulados escuros como a noite. Seus olhos azuis pareciam safiras que brilhavam de desejo. Aquele azul o fazia lembrar dos olhos que tanto amara por vários anos.


Desviou o olhar e respondeu com um sorriso sacana.


— Sim.


Os dois jantaram enquanto ela falava e terminava com a garrafa de vinho. Inoichi só ouvia e acenava com a cabeça nos momentos certos. Depois do jantar, ele foi até a varanda e ficou olhando a vizinhança enquanto Isabella organizava tudo. À luz da lua e das estrelas iluminava o jardim dos fundos.


Mais uma vez ele ouviu o barulho dos saltos. Ela parou bem atrás dele, passando as mãos em suas costas, massageando seus ombros.


Ela sorriu de modo provocativo.


— Você sempre está tenso Inoichi.


Ele suspirou.


— Bella você sabe do que eu preciso. — sussurrou, e ela apenas assentiu com a cabeça e enfiou as mãos sob a camisa dele, arranhando levemente sua pele com as unhas longas e bem feitas. Victoria também estava sempre com as unhas pintadas de azul turquesa, sua cor favorita.


Isabella desabotoou a camisa e pressionou levemente os lábios contra o pescoço dele. A respiração daquela mulher era quente como de Victoria, porém, seu beijo era mais selvagem totalmente diferente dos de sua falecida esposa que eram sutis, calmos, e exploravam cada canto de sua boca sem pressa.


A secretária sabia que nunca teria o coração dele, mas pelo menos, naqueles poucos momentos roubados, sua carne, seu desejo, o tinha.


Sem dizer uma só palavra, Inoichi voltou a se vestir cerca de duas horas depois. Era em momentos como esse em que supostamente deveria relaxar, que ele sentia sobre peito todo o peso do mundo em que vivia. Se pudesse voltar no passado, tantas coisas seriam diferentes. Porém, tudo que podia fazer agora era seguir em frente quando na verdade, o que mais desejava era abandonar tudo.


Cuide de nossa princesa Inoichi, Ino vai precisar de você mais do que tudo e todos. Afinal você é o pai dela."


Ele se lembrou das últimas palavras ditas por Victoria e não havia cumprido a única coisa que ela havia pedido. Sentiu as lágrimas inundarem sua vista. Em menos de uma semana Ino faria dezoito anos... Dezoito anos que Victoria o deixou. Um vazio e um aperto em seu coração que nunca se cicatrizaria.


[…]


— Naruto. — falou Shion empurrando a ruiva que estava sentada no colo do Uzumaki pouco se importando com os insultos que a mesma falava sobre sua pessoa e sorriu vitoriosa para o rapaz sentando-se no colo do mesmo.


O Uzumaki sentiu um pico de euforia.


— Se quer se sentar sobre mim é melhor tirar a calcinha antes. — disse o rapaz simplesmente, Suigetsu e Sasuke que estavam ao lado riram com a canalhice do amigo.


 Por um momento, o loiro platinado sentiu pena da colega de sala por se deixar se rebaixar dessa maneira.


— Seu karma esta aqui. — informou Sasuke para Suigetsu referindo-se a Karin Uzumaki que estava sentada no bar.


O loiro não pode deixar de rir com o comentário zombeteiro do amigo e levantou-se para ir ao encontro do próprio Diabo que Veste Prada³ com a desculpa de repor mais do líquido alcóolico.


 Instantaneamente seus olhos foram em direção a ruiva de cabelos repicados que usava um vestido preto tomara que caia moldando sua cintura de modelo. Ela bebia uma bebida com coloração rosada.


— Cruela, vai pra casa.  — disse num tom autoritário ao pé do ouvido da garota e sorriu ao perceber que ela estremeceu levemente dando um pulo no banco com a voz súbita que soou em sua orelha direita.


Karin se virou de forma enigmática para ele, o olhou com mesmo tom de indiferença e perguntou :
— Quem é você para dizer o que eu posso ou não fazer, hein?


A ruiva não sabia dizer se era o ambiente psicodélico ou talvez o sorriso confiante e cheio de determinação que o tornava mais atraente.


Suigetsu usava uma badana azul e os cabelos loiros quase brancos pendiam até os ombros, a jaqueta preta de couro juntamente com a calça do mesmo material e cor, e nos pés calçava coturnos da Timberland. Ele parecia com o vocalista da banda norte americana dos anos oitenta Axl W. Rose⁵; um perfeito lobo em pele de cordeiro.


— Pensei que você não frequentasse esse tipo de lugar. — respondeu dando de ombros, fazendo pouco caso da garota a frente. Ele exibia um sorriso cínico, ergueu uma sobrancelha para completar: — Afinal, isso aqui é não é London Fashion Week.


— Tem razão, não frequento. — atrevida como sempre, Karin ergueu o queixo e o encarou com aquela pose audaciosa e Suigetsu a encarava com divertimento. — Fui ameaçada de morte se não viesse.


— Quer dizer que precisa da Smeagol para dar uns pegas no seu primo já que você não pode. — provocou e viu os olhos rubis se estreitarem.


— Vaza Hozuki, estou sem animo para zombar dessa sua cara ridícula. — Karin estava prestes a dar as costas para ele quando o mesmo foi mais rápido pegando um dos pulsos dela.


— Que pena, eu estou bem animado em tira-la do sério. — o loiro novamente soprou as palavras no ouvido da mesma e a Uzumaki virou-se abruptamente para trás o encarando com fúria.


— Você não tem algo mais interessante pra fazer, tipo foder com alguma dessas strippers? — explodiu trincando os dentes fuzilando-o com os olhos.


— Eu até gosto de sexo mas não faço disso uma necessidade… Provocar você é mais prazeroso. — Suigetsu disse sentando-se ao lado da ruiva que rolou os olhos afastando sua mão bruscamente da posse dele.


— Tem razão, quem iria querer algo com você? — implicou cruzando as pernas e bebericando a bebida com elegância, como uma verdadeira lady.


— Ah, não sou assim tão ruim. — disse passando uma das mãos em seus cabelos loiros quase brancos para trás e acenou para o Barman que fazia truques com os copos coloridos pedindo mais da vodka. — Sou rico, popular, tenho senso de humor, boa aparência. Isso tudo sem mencionar meu enorme…


Antes que Suigetsu terminasse a frase Karin começou a gargalhar.


— Você não é de nada Hozuki. — a Uzumaki empurrou o peito do rapaz a sua frente com sorriso escárnio.


— Quer descobrir? — entortou o sorriso de lado e colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e sorriu. A ponta dos seus dedos da mão direita passearam bem devagarinho pelo braço de Karin até chegar no ombro da mesma que soltou um suspiro baixinho.


— Eu me dou ao respeito, jamais ficaria com você. — respondeu afastando-se do rapaz que por alguma razão estava conseguindo seduzi-la.


Não tinha notado o quanto o rapaz a sua frente era tão bonito.


Suigetsu fazia o gênero de garoto misterioso e sarcástico, sempre com uma resposta afiada na ponta da língua e sua mente era como um verdadeiro escudo, ninguém conseguia deduzir seus pensamentos. Tão pouco suas expressões faciais denunciava suas verdadeiras emoções.


Por um algum motivo ele quer que ela seja sua distração. Infelizmente, por algum motivo do qual não entendia, Karin queria ser a distração daquele garoto misteriso a sua frente.


— Até o fim da noite você cede. — desafiou o loiro platinado, puxando a da mão da garota e o corpo da mesma bateu em seu peito ficando tão próximo e a respiração dela batia em seu pescoço fazendo cócegas.


— Ha-ha-ha você é patético. — debochou, encarando-o com a mesma intensidade com a qual ele a encarava agora. Os olhares faiscavam um sob o outro, como se a qualquer momento fosse sair choque entre eles. — Se esqueceu que sou dominadora?


O sorriso arrogante e cheio de si havia se formado nos lábios carmesim de Karin e Sugestsu sentia uma raiva crescer dentro de si por aquela garota prepotente e manipuladora, assim como tinha muita vontade de devorar aqueles lábios fazendo-a se calar.


— Eu amo controlar tudo e a todos a minha volta… Com você não seria diferente. — ela sussurrou para ele que apenas a olhou com suas ágatas roxas tremeluzentes.


Suigetsu olhava para as íris determinadas da ruiva e se perguntava se foi por conta delas que estava perdido ou pelo modo dominador que ela o encarava de volta como uma verdadeira predadora.


Karin sentou em seu colo e pegou os pulsos dele e colocou no balcão. O loiro arfou controlando suas reações e fechou os olhos.


Os papéis haviam se invertido.


— Estou controlando você apenas com a minha voz. — ela sussurrou e soltou os pulsos dele para logo em seguida puxar o queixo do rapaz forçando que ele abrisse os olhos. — Hozuki, você gosta disso…


Um sorriso malicioso surgiu nos lábios de Suigetsu que passou suas mãos na cintura fina de Karin.


— Acho que somos bem compatíveis… — confessou passando a ponta da língua no pescoço da Uzumaki que arfava baixinho.


— Desista… — cochichou, por algum motivo como se eles estivessem trocando confidências. — Você sabe que eu amo Naru…


— Shi…


A ponta do nariz arrebitado do loiro encostava na ponta do nariz dela.


— O que esta fazendo Suigetsu? — Karin perguntou num fiapo de voz, num resquício de racionalidade.


— Vamos curtir essa noite. — foi tudo que o loiro pode dizer de maneira arrastada, antes de cobrir os lábios dela com os seus.


Notas Finais


✿ C U R I O S I D A D E S:

* Ponte Skeldergate

Foto : http://turismo.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/ponte-skeldergate/ponte-skeldergate-7.jpg


* Gimme More - canção de autoria da cantora pop Britney Spears.

https://www.youtube.com/watch?v=elueA2rofoo

* Cruela - referencia a Cruela DeVil ou Cruela Cruel personagem das animações da Disney 101 Dálmatas.

Foto : http://assets0.minhaserie.com.br//images/highlights/000/019/494/19755.jpg

* Axl W. Rose - Vocalista da banda de rock Gun's N Roses (um clássicão do hard rock dos anos 80) <3

O visual do Sui foi inspirado nesse look do Axl : http://static.cinemagia.ro/img/db/actor/04/95/67/w-axl-rose-781341l.jpg


✿ M Ú S I C A S :

* Shape Of You - Ed Sheeran (SasuSaku)

https://www.youtube.com/watch?v=JGwWNGJdvx8

* Someday - Nickelback (Inoichi)

https://www.youtube.com/watch?v=XBZVJYFHjXc

* Poison - Alice Cooper (SuiKa)

https://www.youtube.com/watch?v=Qq4j1LtCdww

✿ COMENTÁRIOS DA AUTORA :

Bom esse capítulo não houve nenhuma novidade em relação a máfia russa e os planos dos russo ou alguma revelação importante, mas foi necessário para o desenvolvimento dos personagens.


Sasuke e Sakura estão cada vez mais próximos, embora eles não admitam… Estão se apaixonando um pelo outro. Sim, vou desenvolver esse relacionamento devagarinho para vocês saborearem toda essa aproximação <3

Sui e Karin que fogo é esse? Foi uma briga fatal para quem era passivo e ativo :p Será que vai dar em algo? Vamos ver hehe.

Ah, a Rin apareceu *-*

Bom, isso é tudo pessoal… Até o próximo capítulo.

XoXo.


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