História Our Love Is Madness - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Mafias, Naruto, Rivalidade, Romance, Sasusaku, Suspense
Exibições 336
Palavras 3.702
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Undisclod Desires


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Madness - Capítulo 9 - Undisclod Desires

C A P Í T U L O 05:

Undisclod Desires
 

" Tragédias conseguem aproximar as pessoas."

— Revenge.

 


Sakura abriu os olhos - contendo apenas uma lâmpada fraca no canto. Assustada, ela contraiu o corpo com muito esforço.



— Aí. — gemeu sentindo o corpo todo formigar de dor. Doía tanto respirar.



Seus dedos e seu olhar seguiram o padrão do dano. Ela colocou a mão nas suas costelas e sentiu as ataduras em torno de seu corpo. O braço esquerdo estava em uma tipoia no pescoço, e seu nariz estava coberto por algum tipo de fita. Seus olhos estavam inchados e piscar parecia uma tarefa difícil. Um exercício de futilidade, mas uma condição necessária. Gentilmente, tocou o rosto removendo cuidadosamente o tampão em torno de seus olhos.


Havia uma sombra em forma de um homem sentada em silêncio e imóvel no canto. Ele se inclinou um pouco.


— Tente não se mover. — disse acima do sussurro.


Ele se inclinou para a luz. O impulso inicial foi para ela se mover, mas a dor não lhe permitiu. A aparência de Sasuke desarmou-a por completo. Ele parecia ter ido e voltado do inferno assim como ela.


O Uchiha levantou-se da cadeira e observou-a.


— Gatinha não tenha medo vai ficar tudo bem... — ele disse mais para si do que para ela. Era o que ele estava tentando, se auto convencer.


Sakura não estava com medo.


— Seu rosto está machucado mas você não fraturou nada. — Sasuke informou ela.


As palavras dele não fizeram a menor diferença. O que importava é que estava viva. Fechou os olhos agradecendo à Deus. Nunca foi religiosa, mas sentia que de alguma forma devia fazer isso.


Quando o moreno se levantou ela abriu os olhos para assisti-lo vir em sua direção.


— Onde...estou? — Sakura quase não reconheceu sua própria voz. Ela estava rouca e grave, tão seca e quebradiça como sua garganta.


— Em algum lugar diferente. — Sasuke respondeu tão vagamente. Típico de sua personalidade. Assim, sentou-se em linha reta com as costas contra a cabeceira da cama ao lado dela.


O silêncio dominava o ambiente.


Sakura arregalou os olhos ao perceber o sangue. Os cabelos do rapaz tinha sangue endurecido, assim como o resto do corpo. Ela desviou o olhar dele para observar o local no intuito de bloquear as malditas lembranças que tentavam insuportavelmente ser revividas em sua mente.


Ela olhou em volta - ninguém achou a riqueza e opulência escondida naquele lugar. O que mais lhe chamou a atenção foi o tapete de cores primárias vivas e fortes, repleto de desenhos de animais. Provavelmente deveria ser importado da Turquia. Havia uma enorme estante com vários livros, no centro uma lareira de mármore da Itália, e um grande espaço que parecia uma academia. 
Um lado do quarto foi feito inteiramente de vidro reforçado, com uma porta corrediça escondida levando para um terraço.


Com os olhos arregalados, a rosada levou suas mãos em sua boca. Sasuke parecia se divertir com a expressão maravilhada dela.


— C-Como? Isso aqui parece um palácio! — ela examinava o local em seus mínimos detalhes. Vagou em transe, tocando seus dedos na cama que era de pluma de ganso, e os lençóis de algodão egípcio.


O Uchiha riu e se aproximou ainda mais.


— Ah! Eu não te disse que te traria em meu refúgio secreto?! — ele disse com lábios entortados.


Ela se recordou dele ter mencionado algo parecido quando ela estava em seus braços. Suspirou baixinho, corando.


— Meu refúgio é uma biblioteca qualquer ou minha cama mesmo. — ela riu divertida. — Isso é como se fosse sua casa na árvore?


— O QUE? — ele gargalhou com gosto. — Digamos que sim. E como eu te disse antes Gatinha, você é a primeira e a única que trago aqui.


— Quanta honra! — ela sorriu. — Porque nunca trouxe Ino ou Naruto pra cá?


— Bom, digamos que Ino transformaria isso aqui num clube de fofocas com direito a spa e chá das quatro. — Sasuke fez uma careta. — Naruto você sabe… Isso aqui viraria um bordel.


Os dois riram.

O clima estava tão agradável. Quando finalmente o choque de realidade clareou suas mentes, voltaram a encaram um ao outro. Ela pegou a mão direita do Uchiha e apertou,com a outra mão, acariciou a bochecha dele. Sem perceber, suas lágrimas começaram a escorrer de seu rosto.


— Eu sinto muito Gatinha... — o moreno sussurrou. Sasuke fechou os olhos para sentir o toque gentil dos dedos de Sakura em sua bochecha.


Os olhos verdes ardiam. Lágrimas grossas escorriam de seu rosto para o pescoço como poças d'água.


— O-Obrigada Sasuke... Se não fosse por você...E-EU... — ela não conseguia terminar a frase, suas lágrimas e a dor em seu peito asfixiava-a.



O moreno abriu os olhos, limpou a garganta e disse :

— Eu os fiz pagar.


Ouvir aquelas palavras de Sasuke foi um pouco satisfatório para ela, mas ao mesmo tempo, se culpava por ele carregar aquele fardo.


O Uchiha soube ler as expressões dela. Era tão fácil deduzi-la. Sakura sempre foi um livro aberto como Kushina costuma dizer.


— Eu nunca matei ninguém que não merecesse. E também, essa não é a primeira vez. — um sorriso surgiu no canto da boca dele ao dizer aquelas palavras.


" O que ele quis dizer com não foi a primeira vez?" - ela se perguntou, mas temia pela resposta. Então resolveu deixar pra lá.


Naquele momento precisava de alguém. Precisava não se sentir descartada e só. Queria tanto sua mãe e seu colo. Sufocou as palavras que ela sabia que depois iria se arrepender mais tarde, mas precisava dizer :

— Sasuke... — ela o chamou. Olhando diretamente nos olhos dele.


— O que? — perguntou. E continuou olhar para ela com curiosidade, seu rosto continuava uma máscara.


— Você pode continuar segurando a minha mão? — sussurrou ela se sentindo oca por dentro.


Ele franziu a testa, mas assentiu com um sorriso gentil. Era um sorriso mais aberto e até caloroso. Sakura não pode evitar de corar com um simples e sincero sorriso.


"Mas que garota boba você é Haruno Sakura." - pensou enquanto abaixava o rosto para conter a vergonha.


Delicadamente os dedos dele tocaram a mandíbula dela. Parecia hesitante, pensativo, e desconfiava que estava causando qualquer dor ou desconforto para a rosada quando era exatamente o contrário.


Sakura não conseguia suportar quando Sasuke estava por perto. Havia sempre confusão; entre o que ela deveria fazer e o que ela queria fazer.Pensou em sua vida - um passado que sempre girou em torno de dificuldades financeiras, mas em hipótese alguma, sua família deixou de ser unida. Todos faziam o seu melhor para o bem estar de todos. Sentia-se abençoa por isso.
Talvez se fosse rica, seria esnobe como a maioria das garotas do colégio. Ou, poderia ser uma garota amável como Ino. Porém, infeliz.


Suas esmeraldas olhavam para Sasuke. Os dedos dele dançavam em seus lábios  tão delicadamente e tão intimamente. Pareciam dois amantes.


Ela sempre ouviu afirmações onde dinheiro compra a felicidade, mas a rosada não acreditava nisso. O dinheiro não compra uma vida. Foi aí que se lembrou de Itachi, o irmão mais velho de Sasuke. Um rapaz tão jovem, que a cada dia que passa, está perdendo sua vida. E o que o dinheiro dele fez para salvá-lo? 
Então concluiu que a vida não era nada justa.


— Você é a garota mais linda que eu já vi em toda a minha vida. — disse ele sinceramente.


Ela levantou o rosto para o rapaz.


" Deus, como ele é tão lindo. Meu rosto está uma bagunça total e ainda assim ele me acha bonita. De alguma forma, sinto que ele se importa comigo."


Independente do tempo que durasse esse momento, Sakura levaria consigo para sempre.


O moreno sorriu gentilmente, abaixou o rosto disfarçando a vergonha que estava sentindo no momento.


— Bem…Talvez esse seja o meu problema. Então, eu sou muito bonita... — disse ela de modo brincalhão para descontrair o clima, mas logo se arrependeu. O sorriso de Sasuke se desfez, e ela desejou ter ficado com a boca fechada. Então resolveu puxar assunto: — Qual é o motivo de me chamar de Gatinha? Eu realmente acho isso brega.


Novamente ele esboçou um sorriso e apertou a mão dela.O calor da mão de Sasuke irradiava-a por dentro. Se sentia tão protegida.


— Por que você é curiosa, tímida e delicada. E ao mesmo tempo, tem uma bravura de uma leoa.— ele riu então prosseguiu: — Foda-se. O que importa é que eu gosto de chamar te assim. E pra mim você sempre será a minha Gatinha. — Lentamente, retirou sua mão da dela. O calor entre eles foi rapidamente dissipando, assim como as lágrimas do rosto dela.


As esmeraldas se iluminaram com aquela resposta. Ele a achava forte.
E agora, foi a vez dela de sorrir abertamente. Corou ao notar que as palavras dele como sempre, haviam duplo sentido.



Sasuke circulou a cama e fez seu caminho para o lado esquerdo. Ele inclinou-se para a mesa de cabeceira e abriu o topo da gaveta.


— Isso é para dor. — ele levantou a seringa e tirou a tampa.


— O-O que é isso? — ela perguntou temendo a agulha.


— Eu já te disse. — tornou a repetir.


— E se eu não quiser? — indagou em um tom desafiante.


— Tenho certeza que você vai me pedir mais depois que isso fazer o efeito. — respondeu de modo divertido.


— Vai me fazer dormir? Eu não quero dormir.


— Não. — respondeu prontamente.


Sakura teve a ligeira impressão de que ele estava mentindo.


— Isso faz com que a dor fique mais fácil de se aguentar. — reafirmou Sasuke dirigindo à ela um sorriso, a fim de encoraja-la.


— E você? — de repente se sentia ansiosa.


— Eu o que ? — ele perguntou suavemente arqueando a sobrancelha e entortando o lábio.


— Vai me deixar aqui sozinha? — ela disse incerta. Não queria admitir que se sentia vulnerável. Ele continuou a encara-la sem dizer nada. Parecida pensativo.


O longo silêncio fez com que ela se perguntasse, talvez estivesse lhe incomodando. Até que Sasuke quebrou falou :


— Se você quiser, eu fico. — sua voz era calma, seus olhos negros cheios de emoção que ela não poderia colocar em palavras, mas de algum modo estavam distantes. Ele balançou a cabeça tentando se convencer de alguma coisa. Mas o que?


Como forma de agradecimento, Sakura pulou nos braços dele. Grunhiu sentindo dor devido o esforço que fez. Ouviu Sasuke lhe dizer que ela era muito manhosa, enquanto ele apertava gentilmente sua cintura com uma mão. Com a outra, ele acariciava seus cabelos rosados.


O Uchiha sabia que ela precisava dele. E a Haruno por sua vez, enterrou seu rosto na curva do pescoço dele. Uma particularidade que amava nele. Mesmo com aquele sangue em seu corpo, ele exalava o perfume Samourai que tanto lhe fascina.



O moreno desfez o abraço; puxou o lençol de seda azul marinho suavemente e ficou olhando-a quando levantou. Sakura usava uma camisola verde piscina logo acima de seu quadril. Ela engoliu em seco. Suas pernas estavam cobertas de hematomas, alguns deles em forma de sola de sapato.


— Olhe pra mim Gatinha. — seus olhos se encontraram e rapidamente, ele aplicou o remédio nela.


Sakura só pode sentir uma leve picada. Momentos depois, suas pálpebras estavam pesadas. Sentia como se estivesse voando em queda livre em algum horizonte.


Sasuke poderia e iria machuca-la, sabia disso. Mas não hoje. Talvez amanhã ou no dia seguinte. Ainda assim, ela sabia que ele não poderia destruí-la. Foi isso que Sasuke tinha lhe mostrado. Ele tinha um estranho dom de fazer com que ela visse o seu melhor. Ela era a curiosa e indestrutível : Gatinha.
De olhos fechados, a garota deixou algumas lágrimas escorrerem de seu rosto ali mesmo, de frente para o rapaz. Ele não conseguia desviar o olhar. 


Lágrimas sempre foram algo incompreensível para ele. Gostava de olhar e prova-las. Verdade seja dita; o fizeram forte. Uma vez que detestava essa resposta condicionada, mas para ele era muito sobre auto versão. Essas respostas, essas reações, já foram algum dia parte dele, para melhor ou pior. Principalmente para pior, ele admitiu com um sorriso amargo.


Sasuke acariciava os cabelos dela. Precisava de um banho urgentemente, mas no que diabos ele não conseguia parar de admirar a garota a sua frente, velando pelo sono dela.


Agora ele estava deitado na cama ao lado dela; segurando-a como um amante, cheirando seu cabelo, e acariciando seu braço. Pior, ele não conseguia parar. E nem se esforçava para isso. Sasuke passou seu braço em volta da cintura dela e puxou-a para mais perto dele. Como resposta, a rosada suspirou. Ela inclinou a cabeça para trás, seu rosto virado para o tecido de sua T-shirt.

Ela queria que ele a beijasse?

Sasuke não perdeu tempo em descobrir. Apertou seus lábios, e encostando aos dela tão delicadamente. Ela suspirou novamente, abrindo seus lábios lentamente, ainda dormindo. Encorajado, provocou a boca dela com a ponta de sua língua.


Sasuke era um masoquista. Por que ele queria se torturar assim?


Ela provou: quente e amargo, o gosto da Budweiser. Um gemido suave entrou em sua boca, cortesia de seu beijo. O corpo dela ficou ligeiramente na direção de Sasuke - buscando os lábios dele desesperadamente. 


Ele deu a ela o que tanto queria quando sua língua aventurou-se na boca dela. Sentia ela tão voraz. Chupava o lábio inferior do moreno de forma descuidada, avidamente, ainda dormindo.


Ele se afastou e Sakura choramingou procurando-o cegamente.

 
 O rapaz bafou uma risada.


— Sasuke... — ela sussurrou com um suspiro doloroso.



O coração dele imediatamente acelerou três vezes. Sangue correu pelas suas veias tão de pressa. Ela estava sonhado com ele? Ou, ela sabia que ele tinha a beijado e a vontade era recíproca. Por isso não tinha coragem o suficiente e fingia que estava dormindo?


— Gatinha? — ele chamou por ela, honestamente nervoso.


— Huuum... — ela murmurou.


Havia uma sugestão de um sorriso nos lábios dele. Sasuke queria beija-la novamente, mas ele não fez. Sakura tentou se virar na direção dele, mas colocou a cabeça dela em seu ombro.


[…]


O iate de quase quinze metros flutuava nas águas do rio Sena que banha Paris e deságua no Oceano Atlântico. O brilho do luar que refletia nas águas tranquilas era suficiente para Hidan. Nada além de escuridão podia ser visto abaixo da superfície, mas já estivera ali um número de vezes suficiente para saber o que responsava lá embaixo. Algas, peixes, destroços de barcos e corpos.


Sim, ele sabia de pelo menos quatro corpos que estavam no fundo daquele rio, ou o que sobrara deles, de qualquer modo. Todos foram atirados exatamente do lugar onde ele estava, a parte de trás do Pietrov. Aquelas palavras estavam escritas em vermelho no casco do barco, em homenagem ao falecido pai da chefe.


O iate de de meio milhão de euros pertencia a Alexia Matveev, mas para o governo, ele era da Ferretti Group, uma empresa italiana. Era um disfarce para as praticado mais sombrias.


Com efeito, a maioria de seus pertences estava em nome de empresas. Desse modo, se a Receita Federal viesse bater à sua porta, não teria de explicar como poderia pagar por tudo aquilo. Ela estava apenas pegando "emprestado."
Pura sonegação fiscal.


Hidan admirava o modo como aquela mulher fazia da manipulação algo brilhante. Uma verdadeira arte.


Ele ouviu um pigarro atrás de si, mas se manteve parado, olhando para a água enquanto Alexia se aproximava.


— Está enjoado? — ela perguntou colocando uma mão em seu ombro direito.


Hidan queria que aquele fosse seu problema. Mas não era.


Aquela mulher é a mulher de seu irmão gêmeo e líder da máfia russa.
Não era para seu bico.


— Não. Só estou apreciando a vista.


— É um lugar muito bonito. — ela concordou apertando o ombro do cunhado e exibindo um sorriso de lado; bem sexy e cheio de charme que provocava os desejos mais íntimos de Hidan.


Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça.


— Venha para dentro. Quero terminar isso é voltar para terra firme.


Mesmo sem desejar, o russo acompanhou-a e logo que entrou, reparou em dois homens sentados num sofá de couro preto. Um deles conhecia muito bem: seu primo Zetsu, um homem de poucas palavras. Seu silêncio costumava dizer muito sobre si. Ele tinha a habilidade de manter uma conversa longa apenas acenando com a cabeça.


As mulheres costumavam achá-lo atraente, porém, sua cabeça vivia apenas para os negócios.


Sendo ou não da família, a presença de Zetsu deixava Hidan um pouco desconfortável. Significava que algo tinha dado errado e o rapaz que estava ao lado dele, era inexperiente.


Nervoso, o rapaz não parava de mexer as mais e suas pupilas estavam dilatadas. Por ser médico, Hidan percebeu que ele estava sob efeito de cocaína.


Alexia pegou uma garrafa de vodca e serviu quatro copos. Zetsu pegou o seu, como de costume, permaneceu em silêncio ora bebericando, ora girando o líquido enquanto fingia prestar a atenção no jovem que se gabava de todos os serviços que havia prestados a Bratva.


Sequestros, extorsões, apostas, tráfico de crianças e mulheres, mas em nenhum momento ele mencionou de onde vinha a maior parte do dinheiro.


— Drogas. — Zetsu interrompeu com a voz afiada, cansado de toda aquela falação sem sentido. — Esqueceu de mencionar as drogas.


— Drogas? — ele repetiu fingindo-se de desentendido.


— Aquelas que você tem vendido para os mexicanos. — Zetsu disse. — Um informante disse que os tiras estão na sua cola. E você sabe qual é a política na nossa organização moleque?


Ele estremeceu.


Sabia que a regra da organização russa era nunca ser pega. Afinal o que se faz na máfia, fica na máfia.


O sorriso de lado de Alexia demostrava divertimento com toda aquela situação formada.


O jovem rapaz de ascendência eslava não teve tempo de inventar alguma desculpa esfarrapada - pois, Hidan levou a mão no bolso do paletó preto e sacou a pistola atontando no rosto do sujeito. Zetsu olhou para o lado e seu primo puxou o gatilho com silenciador, abafando o ruído da bala que atravessou a pele dele, desfigurando o rosto do mesmo.


Sorriu de forma cínica.


Seu primo mais velho era um homem que não pensava duas vezes. Ele fazia o que tinha que feito.


Hidan colocou a arma no bolso; Alexia continuou bebendo sua vodca como se nada tivesse acontecido.


Zetsu arrastou o corpo até o deque, embrulhou-o com uma lona preta, prendeu as correntes e o atirou na água.

[…]


Havia uma razão para Sakura não querer dormir. Não queria sonhar.
Seu pesadelo estava ganhando vida novamente só que, agora dentro de seus sonhos. A dor em seu ombro ajudou a não se mexer. Isso criou uma dor incomoda, que sentia como se fosse partir seu osso.


Lembrou de ser pressionada quando os homens haviam rasgado seu vestido.  As vozes abafadas. A maneira como haviam ignorado seus gritos. Os toques insuportáveis que eles lhe proporcionava, fazendo com que ela se sentisse suja e humilhada. Além das surras que teve que suportar.


Contra a força da droga, Sakura forçou seus olhos se abrirem. 
Engoliu golfadas de ar que seus pulmões exigiam rapidamente.
Acordou chorando. 


Ela podia ouvir o barulho do chuveiro correr e foi repugnante como o alívio passou por ela sabendo que o Uchiha estava por perto. Obrigou-se a deitar novamente, para encontrar uma posição menos agravante para seu ombro ferido.
Ela não se sentia confortável sem os braços de Sasuke em volta dela.

 
Não conseguia dormir sem ele estar próximo.


Sasuke levantou-se da cadeira e acendeu a luz.


" Eu estou segura. Sasuke está aqui. Eu estou aqui," engoliu em seco.


— Gatinha? — chamou-a.


— Foi tão real… Era como se eles... — disse entre as lágrimas.Procurou conforto e proteção no braços do Uchiha que sentou-se ao seu lado para lhe acolher.


— Ei! Eles não podem te machucar. É pra isso que eu estou aqui! — Sasuke respondeu calmamente. As palavras dele eram reconfortantes, e tão perfeitas para ela.


Os braços do Uchiha estavam em torno dela, sem machuca-la.
Com o braço direito, Sakura puxou para que seus corpos ficassem juntos. Ouviu novamente o coração dele bater; acalmando-a, livrando do horror que sentia.


— O seu cheiro é tão bom. — sussurrou ela fracamente, inalando o cheiro de sabão. Os dedos compridos de Sasuke vasculhavam os cabelos de Sakura, que agora, estavam suados.


— Eu esperei você dormir… Não demorou muito.


Sakura estava acostumada aos comentários sarcásticos por parte dele. Esperava por algo : ''Minha Gatinha, que nariz grande você tem."


Mas as coisas eram diferentes agora.


— V-Você tem que dormir na cadeira? — ela olhou-o curiosa. Enquanto o rapaz colocava alguns fios rosados atrás de sua orelha.


— Sério? — a voz dele soou zombeteira mas sem a aspereza.


Sakura percebeu que ele estava lhe provocando. E sorriu ao dizer :

— Babaca!


— Você sempre tem uma réplica. — ele riu segurando a cintura dela um pouco mais firme. — É que de repente, as coisas voltaram a ser como antes. Bom… Você continua sendo você.


Novamente ele riu, e fez com que despertasse em Sakura o desejo de rir também. Mas ela não tinha motivos para rir de si mesma, pelo menos por enquanto. Então suspirou satisfeita.


Foi estranho; o tipo de humor mórbido que só poderia existir entre eles, no mesmo tempo e espaço. Tentaram segura-lo, mas desapareceu tão rápido como havia chegado. Novamente, o silêncio reinou sobre o ambiente. 
Abraçados e sabendo que havia um milhão de coisas que precisavam ser ditas, explicadas ou solicitadas.


Suor floresceu através do corpo dela, mas ainda assim, a rosada não poderia deixá-lo ir. Não queria se mover. Não quando os lábios de Sasuke descansavam perto de sua testa e não enquanto seu corpo másculo estava em volta do seu, oferecendo a sensação de segurança e existencialismo que Sakura tanto ansiou por toda sua vida. Mas no final, era perigoso demais ficar.



Ela sentia coisas demais por Sasuke. Seus sentimentos eram claros demais. 
Uma parte dela tinha medo. Medo que se deixasse confiar nele; sua segurança, seu conforto, sua vida e seu coração, acabariam em pedaços. Mas a outra parte, que correspondia ao seu coração — não queria deixá-lo. Estava convencida de que ele era importante, por que de alguma forma irracional e irrevogável, estava completamente apaixonada por ele.


Olhou diretamente nos profundos e enigmáticos ônix de Sasuke - eles pareciam querer expressar tanto ao mesmo tempo… Nada.


— O que está pensando? — ele perguntou em seu tom cuidadosamente velado. — Diga-me.


— Nada. — ela sorriu fracamente.


Notas Finais


✿ MÚSICA DO CAPÍTULO:

Momento SasuSaku : Close - Nick Jonas feat Tove Lo

https://www.youtube.com/watch?v=XgJFqVvb2Ws


✿ Comentários e Explicações:

01º: Anna e a máfia apareceram. Apesar dela ser casada com o chefe da máfia russa, a chefona mesmo é ela. Uma mulher? E pq não? Através de pesquisas descobri que Virginia Hill era uma contadora do Al Capone e por sempre estar no meio dos crimes isso me chamou a atenção. Por esse motivo, surgiu a ideia e resolvi criar Anna. Ela é a única personagem original *-* Sua aparência foi baseada na personagem Mia Wallace.


Sobre os Russos - A Bratva foi baseada na máfia Solntsevskaya Bratva. A máfia russa é a mais poderosa do planeta, ao menos que se a considerarmos como um bloco que reúne as etnias da ex-União Soviética. A Soltsenskaya e Podolskaya ganhou visibilidade nos anos 90, mas suas origens remontam ao século 17, quando boa parte da Rússia imperial era habitada por bandidos comuns. “Como todos os bens pertenciam ao czar, o roubo não era só um crime – era um ato de revolta contra o Estado.''

* Na série Arrow logo no início Solntsevskaya Bratva foi citada e Oliver admite ser membro da mesma.

02º: Capítulo praticamente sobre desenvolvimento de SASUSAKU ♥ Muito amor esses dois. Mas não se acostumem com esse Sasuke todo bonzinho e prestativo, viu ?


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