História Our Monsters (Interativa) - Capítulo 4


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Palavras 5.241
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gemtem, me desculpem pela demora da postagem, mas é que eu estou fazendo mais uma fanfic (podem ir lá ver) e também comprei novos livros (harry potter, assassins creed e cronicas de gelo e fogo) e fiz assinatura do Netflix, então tô bem ocupado, sem contar com minhas lutas. Mas vcs podem passar na minha outra fanfic e mandar xingamentos, fichas, nudes, vcs podem fazer o que quiserem lá, blz?
E senhoras e senhores, hj lhes trago o Capitulo 4 de Our Monsters.
[Obs: fico top essa entrada né?]

Capítulo 4 - Capitulo 4 Irmã Com Problemas In Head


Capitulo 4 – Irmã Com Problemas In Head

A primeira coisa que eu noto quando saio é que a noite está bonita. Eu morava na cidade (agora moro aqui), onde temos postes, casas, carros e um mendigo chamado Gideon com uma lanterna enchendo a noite com luzes. É deveras ruim pois não podemos ver as estrelas, mas aqui, onde a cidade está a uns 12 km de distância, onde não tem poste nem mendigo com lanterna atrapalhando o céu é uma coisa bela de se ver. Centenas de milhares de estrelas, todas iluminando o mesmo céu todas as noites, é algo da qual ninguém pode reclamar, nem odiar. Algo que a faz a gente pensar, existe Deus? Existe alien? Porque é que eu estou olhando pra esse céu faz 5 minutos e nem me mexo? Isso é bruxaria? Enfim, é algo belo e “defécil” de explicar.

-Atchim!

Eu olho pra frente assustado e depois de uns segundos tentando achar o que diabos soltou esse espirro que parece um cachorro com dor, eu noto que a minha irmã está sentada no balanço em frente a nossa casa e de costas pra mim observando o mesmo céu na qual eu olhava momentos atrás.

Eu realmente não estou surpreso por isso devido ao apelido dela. E que realmente faz jus a ela. O apelido dela é “Coruja” pois sempre gosta de ficar acordada até tarde olhando o céu ou as pessoas ao redor dela, ela simplesmente não gosta da ideia de ficar 8 horas sem fazer nada. Agora a pouco eu dei uma filosofada. Ela faz isso com muito mais frequência do que eu. Agora são mais ou menos 10:20 da noite e ela já está lá sentada e observando as estrelas. Aposto 5 reais que ela fica lá até 3 da manhã. Isso se nossa avó não ir chamá-la.

Eu vou andando devagarinho até ela com o cuidado de não fazer nenhum barulho, tomando cuidado de não tropeçar e de não pisar em nenhum galho. Eu chego perto dela e nem sou notado, então cutuco as duas laterais da barriga dela com os dedos indicadores, e o resultado e um grito de surpresa bem alto:

-Aaaiiii, Daniel! Porque fez isso? -Lara me dá um tapa forte no ombro enquanto eu fico rindo – e o que é que você está fazendo aqui?

-O mesmo que você -depois de me recuperar dos risos, eu sento ao lado dela e digo -filosofando sobre a vida e pensando o porquê de estarmos aqu...

-Só estou escutando Heavy Metal.

-Atá.

Retiro tudo o que disse sobre ela estar filosofando. Parece que era só eu mesmo. Noto que ela está com os meus fones de ouvido preto e com os olhos todos esbugalhados. Mas isso também é uma das causas de ela ser chamada de Coruja. Quanto mais ela fica acordada, maiores ficam os olhos dela. De um jeito anormal. Sério, um dia ela foi fazer uma maratona de anime, e dois dias depois, parecia que os olhos dela iriam saltar das órbitas.

-Lara, não é melhor você ir dormir? Você ficou acordada com meu pai a maior parte do tempo, não está na hora de você ir descansar?

-Eu? Se preocupe comigo não maninho. Eu estou perfeitamente bem. -ela olho para a direita, onde eu estava sentado e sorriu. -Estou olhando as estrelas. Faz tempo que não viemos aqui. -ela olhou para as estrelas novamente e franziu a testa. -Mas mesmo assim, elas não parecem anormalmente brilhantes?

-Hã? Mas elas não brilham do mesmo jeito em todos os lugares?

-Idiota! -ela me bateu de novo, mas dessa vez foi mais fraco. -Estou dizendo que está diferente! Na verdade, todo esse lugar é diferente, é esquisito! Meio que, quando cheguei nessa casa, me senti mais leve, mais...consciente do que está acontecendo a nossa volta. Minha visão melhorou, estou ouvindo melhor, comi o biscoito e notei que estava salgada, mas todos vocês acharam normal, então eu achei melhor não comentar.

Eu olhei pra ela com um pouco de confusão, mas deixei quieto, ela mesma se achou estranha dizendo aquilo. Eu olhei pra ela com mais atenção e notei que trocou aquele short jeans na metade da coxa por uma calça jeans e trocou a blusa de frio por uma mais grossa com as mesmas orelhas de lobo.

-Lara, você está com frio? – eu olhei pra ela depois pra mim. Ela estava esfregando as mãos por causa do frio enquanto eu estava usando roupas normais para um tempo quente e sem nenhum cabelo arrepiado ao fato do frio.

-Sim -ela olhou pra mim também um pouco de espanto. -Você não?

-Não. - Afirmei com certeza.

-Isso é estranho. Você normalmente sempre está com frio e com aquela sua blusa de frio branca.

-Verdade. E parece que não é só você que mudou só de chegar aqui. -Ela apenas assentiu com a cabeça.

Mas tudo isso é realmente estranho. A Lara ia começar a usar óculos mês que vem, mas acabara de me apontar um besouro no capim a 3 metros de nós. Ela ainda reclamou que o bicho era feio, e eu nem consegui ver a criatura. E eu, que era chamado de esquimó só por usar uma blusa grossa o tempo todo, e agora, estou com um short e uma camisa de manga curta as 10 da noite em uma montanha. Lugar incrível, não?

De repente, a Lara se endireita toda arregala os olhos assustada, ela olha pra mim e murmura:

-Gritos, tem alguém sofrendo.

-Que? Como assim, quem está gritando? Espera, volta aqui –ela se levantou e estava indo em direção a casa com a cabeça um pouco abaixada como se estivesse querendo escutar algo.

-Ela... eu já ouvi essa voz antes... – ela se agacha e coloca o ouvido no chão -está correndo por toda a terra...como se fosse água!!

Pronto, minha irmã endoidou de vez. Espero que não tinha nada naquele biscoito, senão daqui a pouco eu vou começar a escutar vozes na areia.

-Tenho de ir pra lá... – e saiu correndo feita doida, mas não para a casa e sim para a parte superior da montanha. Só que tem um porém, e esse porém é que não tem saída! Quem quer que esteja gritando na água, eu acho que não estará lá.

-Espera aí. Eu também tô indo. Seja lá pra onde. -E também começo a correr atrás dela. Mas quando eu passo da casa, eu me lembro do que minha vó me disse e paro e grito – Me espere Lara. Eu vou pegar uma coisa aqui dentro.

Acho que teria mais resultado eu gritar para o chão ou cano d’agua pois ela continuou correndo como se nada parasse ela. E eu realmente acho que nada pode realmente para-la. Ela está mais veloz do que o normal.

Eu entro na casa e me jogo no chão, na sala de estar, e por algum motivo, eu me lembro da música do Daniel, “Difícil não Falar de Amor”. Mas isso não importa, pois eu começo a procurar o que quer que seja embaixo da mesa, e o que eu menos imaginava que seria acontece. Eu acho uma arma. Tá bom, estou mentindo, depois daquela cena na janta, eu realmente achei que seria uma arma. Uma Colt Combat Elite. Porque eu sei isso? Não sei. Talvez seja por causa da minha experiência em Cs Go e filmes de ação.

Enquanto eu saio da casa com arma em mãos (com o dedo fora do gatilho e andando como os filmes de espião recomendam) e cantando Daniel, eu escuto um grito vindo da casa. Não um grito de felicidade ou algo do tipo, mas sim um grito de susto, e era um grito da Annie.

-Merda, o que é que eu faço? Vou com a Lara pra terra do nunca ou fico aqui? -depois de pensar que o que quer que esteja acontecendo com Annie possa ser resolvido pelo meu pai e pela minha avó, eu sigo a Lara, desta vez sem ver ela. Do jeito que aquela garota endoidou, é possível que até caia da Montanha. Deus a livre disso.

Depois de uma corrida de mais ou menos 9 minutos (andando deve dar uns 15) eu vejo a curva para a direita, ela está a mais ou menos 6 metros a minha frente. Mas aí eu tropeço e caio no chão. Eu olho para o lugar em que eu tropecei e noto que não tem nada lá. Nenhuma pedra, tronco, bicho morto, nada. É apenas uma subida um pouco inclinada. Nada mais, não tem como eu ter tropeçado. Mas então eu sinto uma respiração ao meu lado, nos arbustos (depois da casa, começa a ter um pouco de vegetação. O que é estranho.) e me afasto agachado rapidamente.

-Quem...quem está aí? -eu pergunto.

E uma risada fria e alta ecoa toda a montanha. Nas sombras, eu vejo apenas uma forma um pouco humana e um sorriso que se destaca por ser tão branco e sombrio. Eu pego a minha arma e aponto para ele.

-Calma aí garoto, só vim dar um alô depois de 6 anos. Eu estava até com saudade. – depois de eu abaixar a arma e ele os braços, ele continua. – fala aí Daniel, você vai enfrentar qual criatura mágica?

-Criatura mágica? Como assim? E quem é você? -Eu volto a erguer a arma, ele por outra vez, continua na mesma, e ainda sorrindo, como se gostasse do que está vendo.

-Eu sou um amigo que não quer lutar com você no momento. Talvez mais tarde. E você está me perguntando sobre criaturas mágicas? Pensei que você soubesse mais que eu. -Ele fala enquanto aponta pra mim. – e cadê a Cris? A sua mãe? Quero falar com ela.

-Eu também quero falar com ela! -Falei irritado e confuso.

-Entendo -ele me diz depois de uns segundos de silêncio. -Então você adormeceu de novo? Mas esse lugar já deve estar cuidando disso, talvez você precise de um feitiço para abrir seu olho novamente. Às vezes, era você quem mais via coisas.

Eu estava cada vez mais confuso. Como assim adormecido? Eu estou muito acordado agora, e que coisa de feitiço é essa? E como ele sabe da minha mãe? E quem é ele?

-Vou lhe dar um conselho garoto, quando voltar com as garotas, pergunte para a Annie Karter sobre a Catarina. – Ele se voltou para a parede, virou a cabeça para mim e depois arremessou algo dourado sobre mim – e aí está um presente de aniversário atrasado. Desses 6 anos. Acho que aí tem muita coisa aí que pode lhe ajudar nas suas aventuras, afinal, os Magis voltaram!

E com essa afirmação, ele desapareceu. Não saiu correndo nem nada. Simplesmente desapareceu como se tivesse se teletransportado. Eu não sentia mais aquela pressão. Eu me levantei, tirei a poeira e peguei o objeto dourado. Era um canivete suíço. Cheio de coisa pra fuçar, mas eu não tinha tempo, afinal, minha irmã ainda está por aí. E só Deus sabe o que está acontecendo com ela.

Sério, o dia hoje tá cada vez mais louco.

Eu viro para a direita na curva e continuo a subir, depois de 3 minutos, eu encontro a minha irmã olhando para o paredão a nossa frente.

-Lara, tá tudo bem...

-Shiiiiiiiii! -ela grita com um dedo indicador na frente da boca.

Eu olho pra ela e depois para a parede. É muito estranho, é como se alguém tivesse cortado uma parte da montanha com uma faca Tramontina. Imagine um caminho para uma montanha e do nada, na subida, tem a própria montanha reta. Eu nem preciso de um esquadro pra ver que aqui tem 90 graus. Tem uma altura de 20 metros.

-Tem alguma coisa aqui, algo que não podemos ver.- ela fala sem se virar pra mim, ainda examinando a parede em nossa frente.

Eu nunca tinha visto isso, mas porque essa sensação de nostalgia? Não entendo, mas também, como é que eu sabia que aqui tinha esse paredão?

-Olha ali Lara, vai ver aquele capim ali. -eu apontei para uma moita localizada a esquerda de nós. Além de ser estranho por ser a única vegetação a um raio de 4 metros, ela era redonda e grande. Alta até demais. -vai que ali tem uma passagem secreta pra dentro da dentro da montanha. Nunca se sabe né?

Ela realmente foi ver. Ela apenas disse “nossa, nem notei! ” e realmente foi ver. Meu Deus. E depois de segundos ela disse com surpresa:

-Daniel, você realmente está certo, aqui realmente tem uma passagem. -ela pegou o celular e ligou a lanterna. Apontou para o buraco e disse – e é grande, nossa! Foi bom, eu ter te trazido até aqui.

-Que? Trazido uma ova! Eu fui seguir uma irmã louca que escuta vozes no chão e depois apenas pensei como um gamer pensaria. Se isso fosse um RPG ou sei lá o que, o único lugar que poderíamos usar pra entrar seria esse. Ou então teria uma frase esquisita e enigmática escondida em algum lugar nessa parede enorme. Eu diria que não estamos no nível necessário pra entrar por ele, devemos upar mais...

-Não entendi nada do que você disse e não me importo também. -ela se agachou e entrou no buraco -então, vamos?

Louca! Louca! Quem, em sã consciência entra num lugar desconhecido por um buraco e sem arma nenhuma? Caraca, se isso fosse um game, eu já tinha dado uns 3 saves só por precaução. Eu diria que estamos no level 1, isso se não estivermos ainda no tutorial! Eu tenho uma pistola, mas fora isso, não temos como enfrentar algo, tipo uma cobra ou um urso. Fiquei sabendo por um rádio mais cedo que tem quatro cães raivosos a solta pela cidade. E vai que encontramos um desses pela montanha? Eu sei lá, é melhor ir embo...

-Dani, você não está com medo né? Pensei que era você quem sempre gostava de se aventurar, mas parece que virou um fracote. O que nossa mãe diria sobre isso? Talvez...

-Cala a boca!

-Ai! Não precisava disso Daniel!

Eu tinha entrado no buraco só pra bater nela. Vi que é um buraco grande o bastante pra um adulto passar ajoelhado sem preocupações.

- Mas já que você está aqui, o que acha de continuarmos?

Pera aí, então quer dizer que ela começou a falar besteira só pra eu entrar? Esperta, mas é melhor o tapa no braço ter doido!

Quando saímos do buraco, eu não acreditei no que eu via. Era a coisa mais bonita que eu já tinha visto na vida! Apesar de imaginar algo belo como as 7 maravilhas do mundo, isso aqui parecia ser a oitava. Dentro da montanha que era rodeada por florestas, tinha outra floresta dentro. Mas não uma floresta comum, tipo a Amazônia, mas sim uma junção de biomas. Como eu estudei isso antes de entrar de férias, ainda está tudo fresco na memória, e eu posso discernir cada bioma, ou quase, eu sou muito ruim em geografia. Mas pude ver que estávamos em uma Tundra pois era bem frio e sem nenhuma árvore num raio de 3 metros. Mas a minha direita já era a Taiga, pois era cheia de árvores coníferas cheia de folhas em forma de agulhas. Continuamos andando pelo meio entre elas até que ouvimos um grito, um grito feminino e cheio de medo.

-Foi isso o que ouvi, foi esse grito que ouvi antes -a Lara disse com ansiedade enquanto apontava para a direção do grito – vamos ajuda-la!

-Eu não sei como foi que você ouviu isso daquela distância, mas estou começando a acreditar em você.

E saímos correndo em direção ao grito até que vimos algo mais lindo do que a junção de biomas, nós vimos ipês.

  A minha frente tinha um ipê roxo, ao lado dele um amarelo, e a frente tinha um vermelho. Quando chegamos perto do vermelho, pudemos ver a nossa frente, diversos ipês, de diversas cores, e até uma sequoia-gigante no meio deles. Eu tinha visto que uma sequoia podia muito bem chegar aos 70 metros de altura, mas isso já é um exagero! Tinha altura o suficiente para chegar ao teto da montanha. Mas não, a montanha aqui dentro parece maior do que lá fora. Eu olho pra cima e noto que tem um buraco enorme nela, e é por onde passa a luz lunar. Quando entramos aqui, a Lara tinha desligado a luz do celular, eu não me perguntei o porquê, mas agora noto, não precisa, pois, tem a luz da lua cheia, sem contar com os vagalumes e os cogumelos que brilham em diversas cores, iguais aos ipês.

-Pela esquerda, ela está lá – a Lara apontou para a esquerda do sequio.

-Mas nós ouvimos o grito vindo de lá, da direita.

-Mas ela está correndo, correndo de algo. -ela apertou o nariz, fechou os olhos e virou a cabeça na direção em que ela apontou momentos atrás. – Estou certa disso, ela realmente está correndo, e muito rápido!

Ela virou e saiu correndo em direção aos gritos da garota que aconteceu no momento em que a Lara afirmou a localização da mesma. E eu a segui, isso é óbvio.

-Ai, por que você parou? -Eu dei um encontrão nela sem notar, pois, a mesma parou do nada e se agachou rapidamente. – O que diabos você está garota?

-Shiiiiiii! -Ela disse em sussurro enquanto me puxava pra trás de uma moita- quer que eles nos notem? Fale baixo idiota!

Eu provavelmente eu faria uma piada sobre estar sozinho com uma garota atrás de uma moita se a garota não fosse a minha irmã, mas eu fiquei calado pois seria melhor. Eu olhei apenas de relance para o lugar aberto em nossa frente. Era um tipo de espaço entre dois biomas (dessa vez era a Taiga com o Temperado) e tinha duas formas humanas em nossa frente. Ambos estavam usando mantos negros dos pés as cabeças, não deixando a vista um dedo ou a cabeça. Estão de costas para nós e parecem não ter nos escutados ou nos notados, pois continuaram apontando para algo na frente deles. Depois de um rodear a coisa na qual estão apontando, eu noto que é uma garota. A garota que estava gritando. Ela é bonita, tem uns 16 a 17 anos, tem cabelos longos e negros e a pele é branca.

-Precisamos salva-la!

-Daniel? Pensei que você estava com medo. – Disse uma Lara surpresa.

-Eu não estava com medo! Só estava receoso com o que poderia acontecer! -eu disse um pouco envergonhado, ainda mais pela resposta da Lara: “Uhum, acredito”. -Então, o que vamos fazer?

-Uma armadilha.

-Mas não temos tempo, eles podem até matá-la com as armas que tem nas mãos. Tem de ser algo simples. -um deles tinha um bastão e outro um facão, ambos negros como a noite. Talvez tenha pintado elas.

-Verdade. – ela olhou pra mim e depois para as armas nas mãos dos caras a nossa frente.

Desde de quando somos tão calmos com coisas desse tipo? Eu e ela nem estávamos preocupados com o pior, só estávamos pensando em como salvar a garota. Meu coração também estava devagar, como se eu tivesse parado ouvindo música. A Lara, estava sentada com a mão direita na temporã pensando em como salvar ela. Até que segundos depois ela diz algo:

-Vamos fazer um incêndio.

-Quê?!

-Vou fazer um pequeno incêndio para chamar a atenção deles, então você vai e pega ela enquanto eles estão atrás de mim. -ela falou com insistência enquanto catava gravetos.

-E como é que isso pode funcionar?

-Pense comigo, tem dois caras querendo bater em uma garota em lugar sem ninguém, até que do nada começa um incêndio e alguém começa a gritar. Eles vão ver o que está acontecendo, e no pior dos casos, um pode ficar vigiando a garota enquanto outro vai ver de onde veio o fogo e o grito. Aí é só você bater nele com um pedaço de madeira bem grosso.

É isso aí, minha irmã é um Sherlock Holmes da vida real. É por isso que eu sempre chamo ela pra me ajudar nos meus jogos de estratégia e também é por isso que eu nunca jogo xadrez com ela, sempre perco. Essa garota é uma baita de uma estrategista, e muito boa também.

Então no mesmo momento eu começo a procurar um pedaço de madeira grosso e forte o bastante pra fazer um cara dormir enquanto ela vai para o outro lado querendo fazer o fogo. Ela já fez um curso de sobrevivência, então isso é fichinha pra ela, eu por outro lado, não fiz o curso mas fiz um pouco de luta, então eu sei como bater certinho na cabeça. Parece que ela pensou em tudo.

Eu tinha ficado com medo de enquanto a Lara ficava se arrumando pra armadilha, eles machucassem a garota, mas parece que fiquei preocupado à toa, pois eles ficaram apenas apontando pra um monte de lugares e gesticulando entre si, sem falar nada. Será que são um tipo de gangue daqui, os “Mudos Assassinos Anônimos”?

-Socorro! Socorro! Fogo! Fogo!

Eu escuto a Lara gritar com a sua voz esganiçada de longe. Posso ver que eles não estavam preparados pra isso, pois no momento em que a fumaça subiu e ela gritou, eles seguraram as suas armas com mais força e apontavam e gesticulavam sem parar para o local do “incêndio”, o que parecia que estavam tentando descobrir o que era aquilo, até que o do bastão bateu no ombro do companheiro e apontou para o incêndio. O do facão foi rapidamente para o local.
Eu peguei o pedaço de madeira e esperei o cara do facão sumir por entre a vegetação. Depois que ele desapareceu, o amigo dele se voltou para a garota que ainda estava no chão e levantou o bastão para bater na mesma. Eu no desespero, peguei uma pedra e joguei em outra direção antes que ele pudesse machucá-la. Ele olhou para a direção em que a pedra foi arremessada e foi andando devagar sempre com cautela, olhando para os lados. No momento em que ele pegou a pedra no chão, eu saí correndo do meu esconderijo e dei uma pancada na cabeça que poderia desmaia-lo de boas. O pior foi que no momento em que ele estava caindo, ele desapareceu. Sem zueira, ele simplesmente desapareceu. Começou da cabeça, depois foi o tronco e posteriormente as pernas e braços. O resultado foi de antes de ele chegar ao chão, ter desaparecido por completo, inclusive a arma. Enquanto eu ficava fitando o chão perplexo eu recebo um abraço da garota que estava sendo atacada.

-Mike, Mike, muito obrigada, eu não achei que você fosse chegar a tempo. E eles estavam sugando a minha magicka...- Ela me olhou, piscou duas vezes os olhos azuis e me soltou até que falou- Você não é o Mike!

-Sim, quer dizer, não. -eu ainda estou aturdido por causa do cara de preto que sumiu. -Eu sou o...

-Daniel! – e ela me abraçou de novo. Pude notar que ela é um pouco menor do que eu. Talvez uns 1,70 ou menos. E o corpo é bonito também. O chamado “corpo escultural”. Será que tem academia aqui na floresta? – A quanto tempo não nos vemos. Estava com saudade de você!

Hã? Ela me conhece? E como assim não nos vemos? Eu não a conheço, mas porque será que eu acho esse abraço tão normal e bom?

-Tudo bem, depois nós nos falamos mais, porém temos de sair daqui agora. Aquele cara do facão pode voltar...- Eu pisco e de repente me lembro de uma garota brincando comigo de caçar animais floresta. Também me lembro de um nome -Ash? Ashley?

-Isso! Que bom que lembrou! Pensei que o feitiço seria forte o suficiente pra não se lembrar de mim, mas parece que errei.

Isso é estranho, do mesmo modo que me lembrei dela, eu me esqueci. Não sei de onde conheço essa garota, mas sei que somos muito amigos. Ela tem 17 anos agora. Gosta muito de piadas, e ela é a causa de eu ter um livro de piadas. Ela disse que queria muito que a fizesse rir junto com outras pessoas.

-Aaaaaaaaa. Socorro. -Isso foi o grito da minha irmã seguido de um rugido muito alto.

-A Lara. Ela está aqui também? -a Ash me solta e olha pra direção do grito- Temos de salva-la! Dani, tem água?

-Hã? Sim, tenho sim. -eu pego a minha garrafa de água que peguei quando procurava a arma embaixo da mesa e dou pra ela.

-Está aqui a quanto tempo?

-Cheguei hoje de noite.

-E sabe usar magia?

-Magia? Isso nem existe!

-Então tá. Se você acha isso. Mas lembre-se do que sua mãe sempre dizia: “E se? ”  – e sai em direção a minha irmã.

Ela conhece a minha irmã? Quem é ela? Esse dia tá doido. Eu chego na minha vó depois de 6 anos. Tudo normal, mas depois minha irmã começa a escutar vozes, e vai em direção a montanha. Lá eu acho uma passagem pra dentro e descobrimos um mundo novo. Eu quase mato uma pessoa, só que eu não sei se está vivo pois ele DESAPARECEU. Salvamos uma garota que não vemos a tempo e que eu não me lembro direito. Agora estamos indo salvar a minha irmã. Sem contar que mais cedo minha própria avó aponta uma arma pra mim e depois eu pego uma arma da mesma. Pelo menos não tive que apontar pra algo ou alguém até agora.

-Aaaaaa. -eu me viro e vejo que a Ash acabou de gritar para um lobo enorme em nossa frente. Tem o tamanho de uma moto ou mais, e em sua boca, ele traz a Lara. Ele solta ela no chão, que cai com um baque, depois nos olha rapidamente e sai. A Ash parece aturdida, por isso eu vou ao encontro de minha irmã.

-Lara, Lara! Acorda! -ela está desmaiada com cortes por todo o corpo. Parece que o cara do facão fez um estrago com ela. Felizmente, parece que nenhum foi muito profundo, como eu disse mais cedo, ela é muito ágil, então deve ter desviado muito bem de muitos deles. -Acorda garota!

-Hã? Daniel? -ela abre os olhos devagar, olha pra mim e depois pra Ash e então diz -Você a salvou? Que bom!

E volta a ficar inconsciente. Eu grito pra Ash que continuava a olhar para o local que o lobo apareceu. Acho que a Lara iria pirar se visse o bichão. Eu e a Ash a pegamos (um pelas pernas e outro pelos braços) e a levamos devagarinho até a entrada da floresta.

-Nossa, faz tempo que eu não venho aqui. -ela fala quando passamos pelo buraco e chegamos em casa. Depois que saímos da floresta, eu carreguei a Lara sozinho pelo resto do caminho até que chegamos na casa.

-Ash, será que você poderia bater na porta por favor, eu não tenho a chave aqui comigo.

-Claro que sim! -ela sorriu e bateu na porta fazendo uma música. Ela era fofa, principalmente com aquele jeans azul e a camisa azul escrita “More Dreams, More Happyness”.

Ela bateu na porta e a Annie abriu a mesma rapidamente com um ar de preocupada.

-Onde vocês estavam? Já são 11:30 da noite! E o que aconteceu? -ela olhou para nossa irmã nos meus braços e depois para garota de sorriso radiante na frente dela. -E quem é essa garota?

Se a Ash ficou triste, não demonstrou isso. Ela apenas falou “Eu sou a Ashley Lenine e sou amiga do Daniel. E provavelmente de você também, você só não sabe.”. A Annie piscou e com uma cara de confusa nos mandou entrar. Eu subi as escadas e coloquei a Lara na cama dela. A Annie sentou na cama ao lado (que era a dela) e falou:

-O que foi que aconteceu?

Depois de eu contar o que aconteceu (ela não me interrompeu nem um minuto, apenas concordou com a cabeça e ficou bebendo seu leite. A Ash estava do lado também calada) ela ficou mais preocupada com o que aconteceu.

-Mas você não parece muito surpresa com tudo isso e nem parece duvidar de um cara desaparecer na sua frente depois de receber um ataque na cabeça.

-É que, bem, aconteceram algumas coisas comigo também. Mas depois eu te conto, você está precisando dormir. Por isso eu e a Ash aqui vamos conversar lá embaixo enquanto você descansa aqui em cima. Vamos Ashley.

A Ashley me deu um beijo na bochecha de boa noite e depois foi dar na Lara, mas antes disso ela deu um grito.

-O que foi Ash? – e a Kat falamos em uníssono.

-A Lara... ela tem um machucado no pescoço. -ela disse enquanto se afastava e apontava.

Eu me levantei do chão e fui até a Lara pra ver. Tinha uma corte feio no lado esquerdo do pescoço em forma de X. Como foi que eu não vi isso antes?

-Deixa eu ver. -a Kat disse enquanto procurava algo nos bolsos. Depois de ver o X e fazer um grito surdo de surpresa, ela tira algo do bolso e diz: -Tenho algo aqui que pode ajudar ela.

Na mão dela tinha um frasco pequeno com um liquido azul dentro.

-E o que isso faz? -Eu pergunto enquanto pego o frasco da mão dela.

-Pode curar suas feridas, só não sei até onde. Mas preciso fazer isso sozinha. Vocês poderiam sair do quarto, por favor?

Eu e a Ash saímos do quarto e ficamos esperando lá fora pelo que pareceram horas, mas pelo o que meu celular dizia, se foram apenas 7 minutos. A Kat abriu a porta e nós dois entramos ansiosos e preocupados. Eu fui até a Lara. Os cortes do corpo dela, todos viraram apenas cicatrizes pequenas, não davam nem pra ver se não olhasse com cuidado. O X virou apenas mais uma cicatriz, só essa dava pra ver mesmo por olhos desavisados.

-O que foi que você fez? -eu pergunto surpreso.

-Nem eu sei direito. -Ela olha para a Ash que nesse momento estava passando o dedo pelas cicatrizes da Lara e dizendo “rapaz, que belo trabalho, mas coitadinha, vai ter de ficar com isso pro resto da vida”. - Mas acho que ela sabe. Por isso, vou deixar você aqui e vou conversar com ela lá embaixo.

As duas saíram com urgência e eu fiquei sozinho naquele quarto com duas camas, um guarda-roupa e no meio das camas um armário pequeno com duas gavetas. Eu sentei e encostei no mesmo novamente (eu estava sentado lá desde quando cheguei com minha irmã nos braços) e fiquei olhando ela enquanto dormia. Pensei várias vezes no que tinha acontecido e tentava achar uma lógica para alguns dos fatos. Eu pensei no que foi que aconteceu com ela e porque tinha aquela cicatriz feia no corpo. Aquilo não foi feito por um facão, foi feito por algo mais perigoso. Será que foi o lobo? Ele tem unhas afiadas e boas o suficiente para fazer aquilo sem matá-la. Mas, se ele fez isso, porque foi que a trouxe até mim? Não faz sentido. Por fim, eu peguei o meu celular e conectei no fone que ainda estava no meu pescoço, botei pra tocar uma música calma e adormeci lá mesmo com algumas lágrimas no rosto e pensando e orando para que minha irmã não tenha risco de vida.


Notas Finais


E ainda temos vagas, caso queiram mandar fichas, manda bala. Ou ficha. Quem já tem personagem pode fazer outro, tô nem aí. E m beijo na bunda de vcs, #indolerharrypotterouirdormir


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