História Our New World, Our New Lives - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Drama, Guerra, Sobrevivencia
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Palavras 1.888
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então! Mais um capítulo para vocês e por favor, nada de armas sim? Rs

Capítulo 7 - We did not steal anything!


Fanfic / Fanfiction Our New World, Our New Lives - Capítulo 7 - We did not steal anything!

Dois meses haviam se passado e os jovens já tinham se acostumado bem ao novo grupo.

Anelise tinha se tornado enfermeira no hospital da cidade, Hans provou ser um grande estrategista, conseguindo trabalhar ao lado de Nathan e Erick rapidamente, Adrian continuava com suas visitas ao hospital, porém já estava muito melhor; estava no quarto junto a Hans e mostrava um grande talento ao ajudar os cozinheiros e, por fim, Bailey e Aileen tinham ficado com um grupo de exploração. Geralmente saíam três vezes por semana atrás dos mais diversos suprimentos e, por sorte, nunca encontraram grandes problemas, como um grupo maior ou mais forte que quisesse matá-los.

Nesses dois meses, cada um criou uma forte relação com alguém. Anelise namorava Lisa, braço direto de Erick e que fazia parte de um grupo de exploração também; Hans estava com uma garota que trabalhava no hospital com Anelise. A garota se chamava Amélia, e bem, era tudo o que o garoto precisava naquele fim de mundo: Seu porto seguro. Adrian havia criado uma forte amizade com Luca, filho mais novo de Erick. Vez ou outra podiam se ouvir risadas e conversas animadas dos cômodos onde os garotos estavam.

Porém nem todos os jovens tiveram essa sorte. Bailey estava tendo algo com Erick; depois da festa eles acabaram dormindo juntos, e depois daquela, muitas outras noites vieram em seguida, porém ninguém sabia a não ser os amigos mais próximos de ambos, e Bailey mesmo já tendo falado que queria algo mais, Erick odiava tocar no assunto, o que fazia com que eles tivessem brigas feias.

Quanto a Aileen, ela estava muito próxima de Nathan. A garota descobriu que ele conseguia fazer o humor dela melhorar até nos piores dias, e mesmo sobre constante ameaça da namorada dele, os dois continuavam se encontrando e dando continuidade àquela amizade, que sem querer tinha se tornado algo a mais para Aileen, porém a garota jurou de pé junto que nunca iria falar ou admitir aquilo, que era apenas passageiro.




Bailey andava pelas ruas rapidamente, o rosto contorcido em uma careta e as lágrimas já se formando nos cantos dos olhos. Era a décima quinta briga que ele tinha com Erick só aquela semana, não aguentava mais aquilo. Mesmo se encontrando as noites e sempre falando que tinha se apaixonado por ele, Bailey sempre via o homem com uma mulher, e não era loucura da sua cabeça não, pois na maioria das vezes, o pegava aos beijos com ela.

Porém daquela vez decidiu que as coisas seriam diferentes: Se Erick o quisesse, deveria se mostrar merecedor. Não voltaria tão facilmente para ele, não dessa vez.

Ao chegar ao prédio em que estava morando, subiu as escadas rapidamente e correu até o apartamento de Aileen, entrando rapidamente e vendo a amiga sentada na cama com um livro aberto em mãos.

— Qual o motivo da briga desta vez? 

— Acho que o mesmo de sempre.

O rapaz suspirou e sentou em uma poltrona que tinha ali perto.

— Onde você estava? Não vi você a manhã inteira.

Bailey perguntou e a garota sorriu, colocando o livro na cama.

— Eu estava ajudando Nathan em um trabalho dele. 

— E quando vocês vão admitir que se gostam? Tipo, todo mundo percebe que tem algo a mais entre vocês.

— Bailey, são apenas dois meses, e se eu tomar uma decisão precipitada? Talvez o que eu sinta não seja amor, apenas um carinho muito forte.

— Quem não arrisca, não petisca! 

Bailey falou sorrindo e a garota abriu um sorrisinho.

— É mesmo? Então por que não se arrisca e aceita sair com aquele cara chamado Michael? 

— Eu não quero iludir ninguém, isso é horrível! Eu gosto do Erick e não vou usar outra pessoa para tirar ele da minha cabeça.

— Bem, se você diz... Mas vamos logo! Temos que resolver algumas coisas hoje na prefeitura. 

“Logo a prefeitura”. O rapaz suspirou e os dois saíram rapidamente, afinal, quanto mais rápido terminassem de resolver os problemas, mais rápido poderiam voltar para o conforto de seus lares.




Amanda andava de um lado para o outro dentro de seu quarto. A expressão no rosto da garota demonstrava o ódio que estava sentindo naquele momento.

Demorou meses e meses para conseguir namorar Nathan e, de repente, chega uma garota estranha e estraga seus planos em tão pouco tempo. Mas ela não desistiria, não mesmo; Nathan a amava e ela não deixaria que nenhuma garotinha rebelde o fizesse pensar o contrário.

Já tinha um plano de como se livrar de Aileen, porém precisava colocá-lo em prática, e ao ouvir uma enfermeira a chamando para ir ao hospital auxiliar os médicos, sorriu de forma macabra, quase insana.

Pegou uma jaqueta e saiu do apartamento, indo rapidamente em direção ao hospital. A sorte estava do seu lado.




Nathan estava sentado no escritório do pai com um embrulho em mãos. Estava guardando aquele presente há algum tempo, apenas esperando o momento certo para entregar a Aileen. Ele a amava, tinha certeza disso e já tinha decidido: Terminaria com Amanda e pediria Aileen em namoro pois a todo momento estava pensando nela, em como ficava bonita enquanto treinava, ou o quanto gostava de ouvir suas raras risadas quando Bailey contava alguma piada.

Aquele grupo de jovens eram muito amigos, uma verdadeira família, e sabia que teria que conversar com todos se, por algum milagre, conseguisse namorar Aileen. Mas não se importava, faria tudo por ela.

Ele olhou pela janela e viu o sol se pondo. Aileen provavelmente já tinha resolvido seus problemas e deveria estar em casa descansando.

O rapaz levantou rapidamente, apertou um pouco o embrulho e saiu do escritório do pai, descendo as escadas até chegar no local da recepção onde, para sua surpresa, estava ocorrendo uma bela confusão. Amanda estava lá junto com sua mãe e mais dois amigos dela, seu pai estava de frente para eles e tentava os acalmar para que pudesse entender o que eles diziam. Nathan franziu as sobrancelhas e se aproximou deles.

— O que está acontecendo aqui?

O rapaz perguntou e todos se viraram para ele. Amanda chorava e segurava duas bolsas nas mãos, e logo o rapaz as reconheceu, sendo uma de Aileen e a outra de Bailey.

– Amor! Ainda bem que te encontrei! Você não imagina o que eu descobri! Há alguns meses eu percebi que estavam faltando remédios no hospital. Fiquei desconfiada e pedi para Michael e Jack ficarem de olho em possíveis suspeitos que poderiam estar nos roubando, e eles encontraram isso!

A garota abriu as duas bolsas revelando várias e várias caixas de remédios ou coisas como faixas, linhas, agulhas e desinfetantes para machucados.

O garoto arregalou os olhos e seu corpo ficou tenso. Não podia acreditar no que via, não queria acreditar naquilo. Aileen e Bailey estavam roubando! Porém o garoto respirou fundo tentando achar qualquer outra explicação plausível do por que aquilo estava ali.

— Eles podem ter pegado antes de saírem para procurar materiais com o grupo, afinal, é arriscado e alguém pode se machucar.

– Impossível! Nós, enfermeiras, criamos kits em mochilas específicas para quando eles saem em missão, não teria o porquê de eles pegarem e levarem nas próprias bolsas! E nem é para eles, já que estão muito bem e Adrian está melhor! Estão nos roubando e provavelmente entregando os suprimentos para outro grupo!

— Vocês revistaram o apartamento de Hans ou viram as coisas de Anelise?

Erick perguntou com uma expressão raivosa no rosto, o que fez a garota sorrir internamente.

— Sim, mas não encontramos nada nas coisas deles! Apenas nas de Aileen e Bailey! 

Amanda falou de forma inocente. Não queria apenas ver os dois expulsos; queria os ver sofrendo por serem abandonados por aqueles que os amavam, apenas assim estaria satisfeita. Ela iria continuar com Nathan e sua mãe tentaria ficar com Erick, não se importava se isso quisesse dizer que viria a se tornar irmã postiça de Nathan, contanto que estivesse ao lado do moreno e tivesse todo o amor dele apenas para si, já ficaria satisfeita.

Erick ficou com mais raiva ainda e olhou para dois seguranças.

— Peguem aqueles dois e os levem para a praça perto do portão! Tenho um importante comunicado a fazer!

O homem falou entre dentes e os seguranças rapidamente saíram de lá a procurar dos dois. Erick não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Tinha confiado no rapaz, achado que ele era uma boa pessoa por ver o quanto estava tentando fazer com que seu grupo pudesse morar ali, achou que ele era leal, mas depois de se ver enganado por Bailey, queria apenas pegar o garoto pelos braços e o chacoalhar perguntando o porquê, perguntando se todos os "eu te amo" eram verdadeiros.

O homem saiu de lá e foi até a praça que logo se encheu de pessoas, já que quando ele ia para lá, era para dar um comunicado importante, todos sabiam disso.

Logo os dois seguranças voltaram segurando Aileen e Bailey pelos braços de forma bruta, e mesmo não querendo, sentiu seu coração apertar ao ver lágrimas e medo nos olhos de Bailey, porém logo se encheu de ódio novamente ao lembrar da traição.

Os dois foram colocados de joelhos na frente de Erick.

Aileen olhou para Nathan de forma interrogativa, porém o rapaz apenas desviou o olhar para seu pai.

— Meus amados amigos, desde que o grupo foi crescendo, eu tento manter todos aqui seguros, tento manter a ordem dentro destes portões, e quando eu percebi que teria que aceitar novas pessoas dentro da nossa amada cidade, fiz de tudo para aceitar apenas os confiáveis, apenas os que seriam leais a nós! Porém hoje, eu digo a vocês: Eu falhei! Aileen e Bailey são dois traidores que estavam roubando remédios do nosso hospital, e isto foi descoberto por uma de nossas enfermeiras, a senhorita Amanda, que conseguiu pegar as bolsas dos dois e, bem, vejam com seus próprios olhos!

Os seguranças mostraram as bolsas e todos arregalaram os olhos e logo o burburinho começou. Anelise abraçou Lisa para tentar esconder o choro junto com Adrian, e Hans olhava as bolsas, espantado e com um sentimento de ódio crescendo dentro de si. O rapaz caminhou rapidamente até Bailey e lhe deu um soco.

— Como pôde?!

— Eu não fiz nada, Hans! Eu juro que eu não roubei nada! Nem eu e nem Aileen! Não fazemos ideia de como esses remédios foram parar aqui!

Bailey falou desesperado, sentindo o sangue escorrer de seu nariz.

Aileen olhava a cena descrente. Não acreditava naquilo. Olhou para Nathan e percebeu que o garoto nem a olhava, e naquele momento ela percebeu que ele também acreditou nas mentiras de Amanda. Seu coração ficou duro, uma onda de ódio e decepção tomando a garota, porém ela continuou com o rosto inexpressivo e em nenhum momento olhou para Anelise, pois se o fizesse, provavelmente começaria a chorar.

— Como punição, os dois serão expulsos daqui!

Erick disse e logo os dois foram levantados pelos seguranças e levados até o portão, com a cidade inteira os seguindo para ver o fim do acontecimento.

Os dois foram jogados no chão, e suas bolsas jogadas em cima de si, apenas com poucas armas e munições.

Bailey levantou sua cabeça e viu Erick o olhando com raiva, fazendo com que ele se sentisse mal, muito mal, afinal, o amor de sua vida não confiava nele.

O homem jogou a besta do rapaz no chão e todos voltaram para dentro dos portões que se fechou, deixando os dois lá, caídos e desamparados.

Agora seriam os dois contra o mundo.



Notas Finais


Espero que tenham gostado e obrigada minha beta querida!!
Até o próximo capítulo!


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