História Our season finale - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Breakup, Chanbaek
Visualizações 26
Palavras 2.094
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa oneshot estava postando no meu perfil @AnneFault, mas estou organizando as coisas por aqui. Então, resolvi repostá-la!

Obrigada aos antigos comentários e favoritos, amo vocês!
@Anjo_Guardiao mora no meu coração <3

Boa leitura.

Capítulo 1 - Nosso intervalo fechado


Fanfic / Fanfiction Our season finale - Capítulo 1 - Nosso intervalo fechado

Se você está lendo isso e não se chama Park Chanyeol,

cujo tamanho das orelhas sempre me agradou,

peço perdão caso algo pareça insignificante ou vago.

°°°

Desde que nosso fim chegou, eu tenho tido a certeza de que precisaria escrever para aliviar e revelar todos os meus sentimentos. Apesar de ter lutado contra esse desejo várias vezes, só agora percebo o quão isso é necessário.

Fazem exatamente dois dias que não vou para a faculdade. Adoeci no fim de semana e sigo tentando melhorar. Ficar em casa seria ótimo caso eu estivesse seguindo o que planejei mentalmente: estudar e estudar mais. Porém, apenas estou tendo tempo demais para refletir sobre o que fomos nós dois.

Ainda não consigo comer direito. Nem dormir. Nem assistir. Nem escrever. Nem escutar música. Tampouco me concentrar em algo por mais que alguns minutos. E isso está matando meu semestre letivo aos poucos. Deveria, obviamente, reagir à essa situação e parar de ser um vegetal, eu sei. Até eu pensei que era mais forte e centrado. Acontece que eu era sim. Até nós acabarmos.

Primeiramente, conjugar o verbo ser no passado ainda é difícil. Se alguém, semanas atrás, me perguntasse sobre as certezas que eu tinha na vida, diria sem pestanejar que uma delas era você. Ou melhor, a sua existência na minha vida. Quem diria que não casaríamos? Que não seríamos pais de In No e a In Na? Que não veríamos a Amora (sempre achei esse nome estranho para uma cadela) acabar com a espuma do sofá? Certamente, eu não diria. Mas pelo visto, talvez você dissesse.

Tenho pensado tanto em nós dois, sabe?! Nos momentos ruins e nos momentos bons. Sinto a necessidade de dizer que sei que a grande parte da culpa por você “ter deixado de gostar de mim” foi minha. E essa culpa me sufoca todos os dias. Essa culpa faz com que eu queira vomitar ao olhar meu reflexo. Faz minhas mãos gelarem constantemente. Essa culpa foi quem me deu essa insônia maldita que eu tenho todas as noites. E, nessa noite, é essa culpa que toma conta das minhas palavras.

Para acabar de completar, ainda está chovendo. Creio que ainda lembre o quanto a chuva me inspira a escrever, certo? Isso até deve ser um sinal de que estou fazendo a coisa certa depois de ter passado a noite em claro. É válido lembrar que venho me fascinado sobre a incrível forma de como nossas lembranças vagam nitidamente no telhado escuro que me encara de cima. É mais incrível ainda a maneira como eu pude te perder e só ficar com tais lembranças.

Nunca me humilhei tanto por alguém. Digo essa frase mesmo sabendo que a versão corrigida dela é “nunca me humilhei tanto depois de perder alguém”. Meu orgulho sempre foi uma das características mais evidenciadas. Tanto que no começo do nosso namoro, nunca deixei que pagasse uma entrada de cinema sequer. Você gostava do meu orgulho e eu gostava de você.

Agora, fazendo de conta que aquele menino acostumado a estar em uma posição superior em todos os conflitos nunca existiu, vem a seção de “eu confesso”. Eu poderia ter tentado me encaixar melhor na sua nova vida na faculdade. Poderia ter conhecido seus novos amigos. Mas eu tinha medo. Tinha tanto medo de não parecer legal o suficiente. Ou de parecer feio ou chato ou os dois. Eu tinha tanto medo de entrar para o seu novo mundo que acabei te perdendo para ele! Em lágrimas, eu confesso: eu poderia ter sido um namorado melhor para você. E foi por saber disso que eu te liguei duas vezes implorando para que você entendesse meu lado da história. Meu lado arrependido e cheio de vontade de fazer diferente. Meu lado encharcado de amor e de arrependimentos. Eu confesso que, depois de te perder, percebi que nem eu sabia o quanto te amo (infelizmente ou felizmente, ainda não sou capaz de conjugar o verbo amar no passado).

Nem todos os emoticons românticos do mundo. nem o “eu te amo” mais alto que eu poderia gritar no meio da rua. Nem nada. Nenhuma atitude conseguiria resumir ou representar todo amor que eu nutri por você nesses três anos. Eu me apaixonei primeiro, aliás. Larguei na frente. Escrevi a primeira carta, assim como agora escrevo a última.

Venho refletindo sobre o que eu fiz para que você deixasse de gostar de mim. Sempre fui birrento e ciumento. Vamos entrar em um acordo: melhorei nos últimos tempos. A verdade era que eu nunca gostei do jeito que você era legal com todo mundo. Qualquer um tinha a sua atenção em um piscar de olhos. Talvez eu até gostasse quando essa atenção era dada para mim.

Mas foi assim que eu te perdi aos poucos. Não tínhamos tempo de conversar por horas e, às vezes, tínhamos mas estávamos cansados demais. Lembro de quando você me cobrava atenção. Quantos “você não quer conversar” eu escutei? Sabe o que seria engraçado se não fosse trágico? Ao final, era você que não queria conversar.

Nós nos acomodamos à rotina, afinal. De tão cansados com os estudos e afazeres semanais, no único dia que poderíamos nos ver, acabávamos dormindo um para cada lado (eu primeiro, sempre). E não foi culpa dos meus livros ou do seu How I Met You Mother, porque eu costumava pausar a leitura só pra ficar te olhando assistir (e muitas vezes você nem via). Não foi culpa dos filmes de terror engraçados que você trazia. Não foi culpa de nada que nos divertia. Foi culpa da rotina. Nós poderíamos ter saído sozinhos em um domingo à tarde. Poderíamos ter quebrado o ritmo que nos levava ao fim. Poderíamos, mas não percebemos.

Quando você olhou nos meus olhos e disse que "não dávamos mais certo”, escutei vários pedidos de desculpa depois. Para mim, soava como “desculpa por te fazer chorar”, apenas. Ou até um “desculpa por eu ir embora”. Aqui vai, então, o meu pedido de desculpa:

Chanyeol, desculpa por eu ter feito você parar de gostar de mim. Deve ter sido sufocante me aturar nesses últimos dias. E eu, agora, sempre me policio. Sempre penso sobre o porquê de para ti ser tão fácil dizer que acabou definitivamente. Mas depois concluo que deve ser um alívio. E que eu não posso pedir que você seja tão infeliz quanto eu agora.

Um dia antes do meu aniversário, eu tive uma crise de choro na frente da minha mãe. Não um choro normal. Parecia que alguém muito próximo tinha morrido. Disse alto e claro para ela que não queria fazer nada além de ficar em casa. Queria passar meu aniversário dormindo e não tinha a menor pretensão de ir para tal festa sábado. Mas eu estar vegetando deixava minha mãe tão triste… E ela me pediu para que eu tentasse ir, porque ficar em casa só me deixaria pior. Era meu aniversário, afinal.

Eu nunca olhei tanto para o meu celular quanto no dia 6 de maio de 2017. Eu queria escutar a sua voz, Chanyeol. Queria tanto ver teu número no meu retrovisor que minhas mãos tremiam. Neste mesmo dia, fui ao shopping comprar roupas. Este mesmo dia foi um desastre. Foi o pior aniversário da minha vida. As horas se passavam e todos os meus amigos mandaram textos lindos. Ganhei um porta-retrato dos meus amigos da faculdade. Mas a sensação de vazio não me abandonava. Eu tentava me preencher e não conseguia.

Cheguei em casa, sentei no sofá e outra vez chorei como uma criança. Aproveitando que minha mãe havia saído. Não queria ir para a aula de canto. E até estraguei minha surpresa de aniversário por isso. Quando avisei que não ia, soube que as pessoas que me conheciam apenas há duas semanas estavam cercadas de brigadeiro, torta e prontas para cantar meus parabéns.   

Foi aí que doeu mais. Todos. To-dos. T-O-D-O-S tinham lembrado de mim e você não, Park Chanyeol.

Sabe quando eu senti sua indiferença? Quando, ao falar com o Sehun, soube que você queria me ligar, mas não ligou porque Luhan não deixou. Foi aí que eu vi a nossa diferença: quando eu te liguei duas vezes para poder fazer com que nós ainda tivéssemos alguma chance, mesmo que ninguém quisesse que eu falasse contigo. Mas não me importei com o que as pessoas iriam achar. Eu não sou tão influenciável, afinal.

Pensando um pouco mais racionalmente, imagina se você me ligasse e me tratasse como uma qualquer? Nossa, seria como pisar em mim. Talvez até tenha sido por isso que Luhan o impediu. Porém, por mais incrível que pareça, eu trocaria qualquer sorriso por ouvir um mísero parabéns teu naquele dia.

E eu tenho certeza que estou me humilhando.

Também sei que não me importo mais com isso.

Mudando de assunto, você já ficou com outra pessoa? Bem, experimentei essa sensação e gostaria de falar dela. Para minha surpresa, não foi ruim. Digo, momentaneamente, eu fui feliz. Virei para os meus amigos bêbados e disse: eu tô muito feliz. Porém, não demorou muito tempo depois da festa para que a ficha caísse: nenhum amor meu estava voltando para casa comigo. E, mesmo que embriagado ou vomitando pelos cantos. até então eu preferiria exponencialmente que você estivesse sentado naquele banco traseiro do táxi.

As pessoas dizem que você não terminou comigo para ficar sozinho. Cheguei até escutar um “ele só quer comer um cara diferente todo final de semana”. Pode ser que isso não seja verdade ou pode ser que isso seja tão vulgar que você não assuma. Deve ser legal não ter ninguém te ligando para saber aonde você está e se chegou bem (era isso que eu fazia quando você começou a sair para “beber” no meio da semana com seus amigos da faculdade). Fico pensando para quem sua mãe manda mensagens preocupadas agora… Era eu que a confortava quando você sumia no mundo.

Isso pode ser legal para você, porque eu sinto falta de enviar um “cheguei, tô tomando banho” para alguém que se preocupa comigo. Ah, eu sinto tanta falta de estar na parada de ônibus com você, Chanyeol. É tão diferente agora. Você nunca me deixava naquela multidão sozinho, porque eu sempre pegava o ônibus primeiro. Agora, sou só eu, a multidão e a vontade de nunca mais ter que ir embora sozinho.

Eu podia ter percebido antes que você não gostava mais de mim. Fico confuso sobre a cronologia dos meus pensamentos. Mas sabe o que eu não vou esquecer? Uma semana antes de você anunciar o nosso fim, tivemos o seguinte diálogo:

- Eu gosto tanto do seu corpo magrinho - falei, te enlaçando com as minhas pernas no sofá. - Você é meu, não é?

- Sou - concordou, meio debochado.

- Para sempre, não é? - fiz questão de confirmar esse fato. 

- Sim - você afirmou e eu recebi um beijo na bochecha.

Gostaria que esse diálogo não tivesse acontecido ou que eu não lembrasse dele, porque a dúvida da veracidade de suas palavras me consome. Há quanto tempo eu não sou bom o suficiente?

No feriado, quando você disse que passar todos aqueles dias na minha casa foi "melhor do que ficar em casa sozinho”, eu queria mesmo sua atenção, sabia? Eu queria ver o meu namorado de antes. Aquele que escondia meu celular e me fazia cócegas até que eu me aquetasse para vermos um filme até dormir. Mas aquele namorado não existia mais. Agora, você queria se desligar de mim.

Eu fico pensando como eu poderia ter te feito mudar de ideia naquele domingo. Eu chorei tanto esses dias só por pensar que a ordem da nossa discussão não ajudou em nada.

Eu sempre choro quando penso quanto tempo vai levar para que a caixa com os seus presentes e lembranças nossas vá parar no lixo. Sinto saudades de cada coisa que tem lá dentro. Do primeiro ao último papel. Da primeira à última pulseira. Mas eu tô mesmo é bêbado de saudades de você. E eu espero que a ressaca chegue logo e assim eu me recupere dessa noitada de três anos, um mês e nove dias que foi o nosso namoro.

Esse é o meu ensaio sobre o nosso intervalo. Tal qual eu jurava ser aberto e infinito, mas que se mostrou fechado.

E essa é minha última confissão:

Eu confesso que ainda te amo.

Que, enquanto você me ama cada vez menos, eu te amo cada vez mais.

E essa é a minha última desculpa:

Desculpa por não estar conseguindo superar.

Adeus. 


Notas Finais


Aos novos leitores, obrigada por ler! <3
Comentem, se quiserem! <3

Até ontem, okay?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...