História Our way of loving - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Laura Prepon, Oitnb, Orange Is The New Black, Piper Chapman, Romance
Exibições 84
Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que curtam... Boa leitura <3

Capítulo 5 - Não me deixa aqui sozinha...


Piper pov.

Incrédula,  é assim o estado que me encontro no momento, ainda não estou acreditando no que acabou de acontecer. A mulher que me fez perder a cabeça hoje mais cedo, estava a poucos centímetros de mim dançando de uma forma bem provocante que eu não conseguia desviar o olhar por ao menos um segundo, observei cada movimento, seu olhar fixo no meu. Foi um momento tão único, era como se só nós estivéssemos lá, como se o mundo parasse só pra olhar aquela mulher dos cabelos negros, pele alva e olhos intensos. E finalmente me pego pensando se ela realmente quis fazer aquilo ou foi apenas efeito do álcool, bem seja lá o que for eu não vou exitar em em dizer que gostei, gostei e me senti totalmente envolvida que tudo aquilo. Já tive algumas relações com mulheres, eu sou do tipo que se incomoda com rótulos e por isso tento evitar ao máximo em minha vida, principalmente com minha sexualidade não gosto de classificar os tipos de pessoas por quem irei me interessar efetivamente e sexualmente por isso não tenho um padrão por quem irei me relacionar, eu simplesmente me relaciono.E posso afirmar com toda certeza que fiquei totalmente atraída por ela desdo primeiro instante que a vi naquele elevador, no primeiro momento em que nossos olhos se cruzaram mas é melhor arrancar isso da minha cabeça, até porque, qual é a probabilidade de uma mulher como ela se interessar por alguém como eu, exatamente nenhuma, tenho certeza que isso que aconteceu foi tudo efeito da bebida, eu mesma já fiz muita coisa que hoje me arrependo por causa de álcool então o melhor que tenho a fazer é esquecer isso, ir pra casa, tomar um belo banho relaxante e dormir o máximo que eu conseguir para enfrentar o dia de amanhã.

- Piper você está bem ? - Suzanne me encarra um uma cara meio desconfiada - Precisa de algo ? 

- Não, estou bem. sério tudo bem, eu só preciso...ir-  Me viro para o resto do grupo que estão sentados na mesa- obrigado pela noite agradável de hoje mas eu realmente preciso ir, estou com dor de cabeça e tudo que preciso no momento é descansar. Boa noite a todos-  deixo uma nota suficiente para pagar minha parte da conta e me despeço de todos.

- Piper espere eu mesmo te levo, estou de carro e não bebi tanto. Acho que tenho condições de te levar em casa.

- Não precisa Larry, eu pego um tâxi.

- O que é isso Piper não precisa eu te levo, deixe-me só me despedir de todos, um minuto- Antes que eu possa protestar Larry já está se despedindo de todos da mesa e logo vem em minha direção. Normalmente eu aceitaria a carona já que está bem tarde porém hoje eu realmente não estou afim de ouvir o falatório de Larry, tudo que preciso no momento é um pouco de paz para botar os pensamentos no lugar. - Vamos ? 

- Já disse que não há necessidade 

- Eu insisto, já está bem tarde e faço questão de te deixar segura em casa.

- Já vi que não tenho escolha então vamos logo.- Até que o caminho até minha casa foi tranquilo, Larry não falou muito e em mais o menos meia hora já estávamos no portão do meu prédio. - obrigado pela corona Larry, te vejo amanhã no hospital.

- Não há de que, te vejo lá. E Piper...

- O que ?

- Não vou ganhar nem um abraço de boa noite ? -  Exitei um pouco mas acabei cedendo, até porque, que mal tem um abraço.

- Ok Larry já pode me soltar agora.

- Ok Piper, até amanhã.- Finalmente ele se vai e eu enfim posso ficar em paz e sozinha com meus pensamentos no qual preciso colocar em ordem, foram muitos acontecimentos para um dia só e nada melhor do que um bom banho para relaxar e uma bela noite de sono.  

Alex pov. 

Assim que desligo a chamada, eu não consigo acreditar no que acabo de ouvir. Não, não pode ser real, isso não pode está acontecendo. Preciso ir até lá, preciso ver om meus próprios olhos, e sem pensar duas vezes deixo Daya e saio correndo até o hospital, é perto por isso não preciso me preocupar com distância e, em menos de cinco minutos estou em frente a porta do hospital com medo de isso realmente ser verdade, mas não, não pode ser . Então decido que devo entrar, o elevador já está no térreo e sigo em direção ao quinto andar, a cada andar meu coração vai disparando cada vez mais, começo a suar e o medo me consome por inteira. Enfim chego ao quinto andar, vou caminhando devagar como se cada passo que eu desse fosse uma facada em meu peito quando chego à porta respiro fundo e sigo em direção ao leito que estava a hora atrás.

- Dra. Vause, ainda bem que chegou, preciso que fale com a família do garoto que assim que soube da notícia esta inconsolável. Eu tentei explicar que ele sofreu um parada, e nós fizemos e tudo que tínhamos em nosso alcance mas infelizmente o coração dele não aguentou. - A cada palavra que o enfermeiro falava eu me sentia pior, e só conseguia me perguntar o porquê daquilo ter acontecido justo com ele, uma criança que tinha uma vida inteira pele frente, tantas coisa para fazer realizar... Penso que se estivesse aqui ele teria mais uma chance, eu poderia salva-lo, dar a ele uma chance. Não isso não pode ter acontecido, não com ele, não com o Bob, ele já era mais que um simples paciente para mim, porquê com ele ?. O enfermeiro continua a falar mas eu não consigo mais prestar atenção, minha cabeça está uma bagunça, como eu pude acreditar que estava tudo bem... É tudo minha culpa. - Dra. Vause ? 

Saio totalmente desnorteada de lá, não sei o que fazer, nem como irei ter coragem de tentar explicar algo para família do garoto, me sinto péssima por isso mas eu não tenho condições de falar com ninguém. Nada nem ninguém  pode me ajudar agora. Sinto as lágrimas escorrerem sem parar no meu rosto, minha cabeça está explodindo, preciso sair daqui urgentemente. Percebo que não estou em condições de dirigir então decido que o melhor será pedir um tâxi mas lembro que deixei minha bolsa com Daya e estou sem meu telefone, logo lembro de um lugar que sempre vou quando preciso pensar, na sala dos uniformes, fica nesse mesmo andar e poucas pessoas passam por lá, por isso é um lugar calmo e ideal para que eu possa me acalmar, se é que vou conseguir. Fica ao final do corredor então sigo rápido para que não seja vista, tudo que eu menos preciso agora é chamar atenção. Entro e me sento no canto da sala, é todas as forças que eu tinha se esvaem, as lágrimas continuavam a cair e o sentimento de culpa me consumia a cada instante e tudo que eu queria era um porquê, uma explicação. Tudo havia dado certo, a cirurgia foi um sucesso e em dentro de alguns dias eu estaria dando alta para ele, tudo sairia perfeitamente bem, porquê isso foi acontecer ?.

Piper pov. 

Quando acordei ainda com uma leve dor de cabeça fui em direção a sala e encontrei Suzanne estirada no sofá, possivelmente chegou tão bêbada que não encontrou nem o caminho da cama, eu ri da cena que via e fiquei tentada a tirar uma foto para mostra-la porém desisti da ideia porque novamente estávamos atrasadas, então me resumi em me arrumar e acorda-la, enquanto ela se arrumava eu preparava algo para nos alimentarmos, tomamos café e logo seguimos para mais um dia, que esperava eu que fosse mais "normal". Bom, esperava .

- Bom dia meninas, vejo que não sou só eu que estou com uma bela cara de ressaca-   Quando chegamos  demos de cara com Poussey que com seu carisma já tratou de puxar assunto.

- Nem me fale, acordei no sofá hoje, acho que esqueci que tinha cama- Todas nós rimos do comentário de Suzanne, e continuamos em uma conversa descontraída até encontrar com Bennett que não estava cm uma cara muito boa.

- Bennett o que há, que cara é essa ?

- Lembram do garoto que havia sido operado ontem, da revascularização ?

- Sim o que tem ele ?-  Pela cara dele já pude deduzir o que havia acontecido mas estava com medo que ele confirma-se o que eu estava pensando

- Ele teve uma parada cardíaca hoje de madrugada e não resistiu.-  De repente me veio uma sensação ruim, eu nem conhecia o menino mas é uma morte trágica, pensei em tudo que ele poderia ter se isso não tivesse acontecido. Umas das piores coisas da minha profissão é que temos que aprender a lidar com perdas de um modo natural, faz parte do nosso trabalho e isso é horrível, principalmente para o médico que estava responsável...ai céus, Alex ela era a médica, será que ela já sabe ? Ela estava tão feliz pelo êxito da cirurgia, pelo garoto ter... Sobrevivido .- Estão tentando entrar em contato com a Dra. Alexssandra. Um enfermeiro disse que ela veio ao hospital e quando ele contou do ocorrido ela saiu totalmente fora de si e até agora não conseguiram entrar em contato.

- Talvez ela precise de um tempo, o paciente dela acabou de falecer e pelo o que fiquei sabendo ela tinha um afeto muito grande pelo garoto.

- Deve ser Piper, mas ela precisa dar as caras. A família precisa dela, precisam falar com ela, ela era a médica responsável pelo garoto.

- Entendo, bem espero que consigam encontra-la logo-  Fiz que não me importava, mas no fundo fiquei preocupada, ela poderia ter saído por ai e no possível estado que ela estava essa não seria a coisa mais aconselhável a se fazer, mas algo me dizia que ela não tinha saído do hospital, ele era enorme basta apenas procurar e eu faria isso.

Como não conhecia muito bem o lugar precisei pedir ajuda de algumas pessoas, então o resto a se fazer era se colocar em seu lugar se isso acontecesse comigo eu iria querer um lugar para afogar minha mágoas, esse lugar precisa ser silencioso, e vazio, sem pessoas circulando por ele frequentemente. tentei ir em alguns dormitórios que tinham espalhados pelo hospital, nada, tentei também algumas salas que estavam desocupadas, nada. Já estava entrando no elevador quando avistei uma sala no fim do corredor e resolvi arriscar, não tinha nada a perder mesmo. quando paro em frente a porta e seguro a maçaneta penso duas vezes antes de entrar mas escuto um mínimo barulho se choro e tenho certeza que a encontrei giro a maçaneta e entro, a sala era escura e não estava encontrando o interruptor então resolvo apelar para sorte de ser realmente ela.

- Alex ? - O silêncio continua mais eu sei que ela está lá - Alex eu sei que você está ai, e você sabe quem eu sou , olha..eu não vim aqui para te forçar a nada, eu sei que isso está sendo difícil mas eu preciso que fale comigo, por favor Alex só... Fale comigo. -  Não recebo nenhuma resposta e me dou por vencida, sei que ela está ali só não quer responder. Me viro e giro a maçaneta e quando já estou pronta pra sair escuto uma voz fraca e quase inaudível, bem diferente da voz que estou acostumada.

- Por favor não vá, não me deixa aqui sozinha. Eu não aguento mais ficar sozinha. -  Abro um largo sorriso ao ouvir aquelas palavras. Ela acende a luz e me encarra e eu encontro uma Alex totalmente diferente da qual estou acostumada, mas mesmo assim ainda é ela, tão frágil, tão linda.

- Você não está sozinha ok ? Eu estou aqui e não vou te deixar.

      


Notas Finais


Então gente espero que tenham curtido... Até o próximo cap
( Qualquer críticas, comentários e sugestões são muito bem vindas )


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