História Out of Breath - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
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Palavras 1.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Surprise


Fanfic / Fanfiction Out of Breath - Capítulo 6 - Surprise

No dia seguinte, lutei contra meu desejo de ver Tobias. Quatro. Ele. Passei a aula dispersa, o que rendeu muitos comentários por parte de alguns professores desagradáveis. Enquanto trocava meus materiais no armário, senti alguém pressionando minha cintura, me fazendo me afastar e rir.

- Olha quem está viva! - Uriah falou, se escorando no armário ao lado do meu.

- Quanto você tirou em trigonometria? Ela devolveu as provas? - Chris perguntava insistentemente.

- Bom dia para vocês também - ri, tirando a prova da pasta e a mostrando um 10.

- Eu tirei 7. - Ela fez uma careta, me devolvendo a prova.

- Eu tirei 5. - Uriah riu e reviramos os olhos.

- Ainda queremos que se forme conosco. - O lembrei, fechando o armário e me escorando nele também, vendo Christina me olhar de cima a baixo.

- Onde está seu uniforme? 

- Das líderes? Ah. Eu não sei se vou treinar hoje.

- Você não foi no treino passado também. Não pode simplesmente largar a equipe.- Assenti, me rendendo.

Will e Al nos encontraram no caminho, e conversamos brevemente. Uriah joga futebol, e os treinos seriam em conjunto. Will e Al nos observariam da arquibancada. Ao que parecia, Uriah não tinha contado nada para eles, e eu agradecia por isso.

Quando Christina me puxou para o vestiário, seus lábios se franziram como quem tem muito a falar. Comecei a me vestir.

- Tá bem. Olha só... - Ela começou, pegando o próprio uniforme. - Ontem eu estava no shopping, sozinha, já que minha melhor amiga me largou para fazer sabe-se-lá o que.... E Will me mandou uma mensagem. E nos encontramos lá. E nós ficamos. E acho que estamos ficando sério. -Ela falava frases curtas na velocidade de um foguete.

- Chris! - Ri e a abracei, já vestida, prendendo meus cabelos em um rabo de cavalo em seguida. - Isso é ótimo! Como foi?

Na próxima meia hora, ouvi em detalhes sobre como ele foi cavalheiro e gentil e a deixou em casa no fim do dia. Geralmente, eu diria para que ela não se tornasse esperançosa com uma situação dessas, mas Will é um cara legal. E tenho quase certeza de que Will sente algo sério por ela ha algum tempo, mesmo quando estava com a antiga namorada. Andamos até o campo, onde Will e Al nos observavam da arquibancada e o treino de futebol já tinha começado. Chris e Will trocaram um aceno tímido e eu ri, enquanto cumprimentava as meninas e começava a me alongar. Chris é uma ótima amiga, mas não era uma boa ideia falar para ela sobre isso, agora. Eu mal o conheço e não posso me deixar levar por isso.

Com o fim do treino, nos juntamos novamente e continuamos em uma conversa empolgada. Al estava ao meu lado, ainda um pouco esperançoso. Ele não sabia mesmo sobre o que aconteceu. Enquanto eles falavam sobre festas, provas e coisas do gênero, me escorei na parede, lembrando da noite anterior. Peguei meu celular por um segundo, encarando meus contatos, e salvei o dele como Quatro. Não o chamaria. Estava decidida a permanecer firme em relação a isso.

- Você vai, Tris? - Fui cutucada lateralmente por Will e sorri.

- Vou ver ainda. É sexta-feira, certo? Até lá eu falo com vocês. - Sorri e, no fim da aula, fui para minha casa.

Passei o dia ao lado de minha mãe. Fizemos pipocas doces e salgadas e assistimos alguns filmes enquanto conversávamos. Não entramos em assuntos familiares, mas foi uma ótima tarde. Ela é ótima, mas é solitária. Penso em como seria se ela tivesse mais amigas, para sair e tudo o mais, 

- Jeanine vai fazer uma janta em sua casa. - Ela comentou, como se lesse minha mente. - As arrecadações têm ido bem e vamos comemorar isso. Acha que pode ficar sozinha? Pode ir para a casa de Christina, se quiser.

Sorri e assenti, juntando as louças e indo lavá-las, na cozinha. Mamãe foi se arrumar e eu sorri novamente, dessa vez com a ideia de vê-la sendo vaidosa, algo quase milagroso. 

Vi uma mensagem no meu celular, pelo canto de olho. Quatro. Minha mão voou em direção ao aparelho, mas o largou em seguida. Sem desespero. Fiquei pensando nos conselhos que Chris me daria nessa situação: Demorar para responder, me fazer de difícil. Eu podia fazer isso. Terminei de lavar a louça um pouco tensa, e quando uma notificação de Chris chegou, pude ler 7:00PM no relógio do celular. Minha mãe desceu as escadas enquanto eu secava as mãos. Usava pouca maquiagem, mas seus cabelos estavam soltos e estava com um salto baixo. Tão pouco a transformara completamente. Me despedi, subindo para meu quarto. Menos de uma hora depois, ouvi a campainha tocar.

Franzi o cenho. Estava com um coque frouxo e a típica roupa de ficar em casa. Será que Chris veio sem me avisar? Ainda confusa, desci, abrindo a porta.

E lá estava ele, em toda sua majestade. À luz do luar, seus olhos pareciam quase pretos, e o formato de seu rosto se acentuava. Ele usava uma camisa de mangas curtas, apesar da brisa fria e do sereno da noite. Minha respiração parou e fechei a porta sem dizer uma palavra.

Droga. Por que eu tinha feito isso? Ele não podia me ver daquele jeito. Soltei meu cabelo e arrumei minha blusa, respirando fundo. Tudo bem. Que vergonha.

Abri a porta novamente.

- Oi. - Falei, tomada pelo nervosismo.

- Oi. Zeke está com Shauna, e achei que seria melhor dar um pouco de privacidade. 

Assenti, abrindo a porta, o deixando entrar e a fechando em seguida.

- Então veio para minha casa? - O observei, o sorriso de lado se formando em seus lábios carnudos, e fiz sinal para que se sentasse, me sentando ao seu lado.

Ele deu de ombros, deixando seu nervosismo transparecer também.

- As coisas que Jimmy falou. - Ele começou, meio tenso, claramente desviando de minha pergunta. - Você já deve ter associado. Eram verdade. - Ele deu de ombros. - Por isso que precisei sair de lá. 

- Ainda não me falou sobre seu apelido. - Relaxei os ombros, segurando sua mão novamente, quase que de forma inconsciente.

- Quatro medos. - Ele me olhou nos olhos. - Quatro antes, Quatro agora. 

- E posso saber quais são? - Me aproximei dele, tentando passar confiança, e ele olhou para cima, como se contasse algo.

- Altura, espaços pequenos, ser obrigado a matar e... Meu pai. - Ele tentou desviar o olhar do meu, mas pousei a mão sobre seu rosto. 

- Tenho medo de corvos. - Ri. - De ficar presa em algum lugar. De acabar me afogando. Ser ignorada por quem gosto. Precisar enfrentar minha família depois de tudo. E que... as relações aconteçam rápido demais. - Corei.

- Sete. - Ele sorriu de lado, claramente não querendo adentrar em nenhum dos assuntos. Medos são algo delicado, e todos têm.

- Medo de altura, é? - Sorri, brincalhona. Quando eu era menor, gostava de sentar no telhado de casa, à noite, e encarar as estrelas. 

Ele riu e me puxou para perto, analisando meu rosto mas, dessa vez, sem me beijar.

- Me desculpa por ter aparecido assim do nada.

Nego com a cabeça. 

- Tá tudo bem. A minha mãe saiu e... eu não queria chamar Chris. - Sorri, alisando sua mão. Ele a virou, segurando a minha e a beijando. 

Por um segundo, tudo fez sentido. Eaton. É com quem meu pai trabalha. Claro que é. Marcus Eaton era quase um ídolo para Caleb, e sempre suspeitei que ele tivesse algo a ver com a separação de meus pais. Engoli em seco, associando as informações. Era outro assunto que não queria relevar. Então o beijei.

Sem querer, o beijo acabou sendo profundo demais. Tentava pensar se havia sido o momento certo, mas minha mente não parecia me obedecer enquanto estava em seus braços. Ele passava as mãos pelos meus cabelos, nas costas, e segurou meu quadril, me sentando em seu colo. 

 

P.O.V. TOBIAS

... e podia sentir seu corpo, odiando em pensamento os tecidos que nos separavam. Minha consciência lembrava de suas palavras sobre ir rápido demais, mas meu corpo pedia por mais. Minhas mãos alcançaram o início de sua blusa e senti sua pele quente, a acariciando. Senti-a estremecer em reação ao meu toque gelado e sorri durante o beijo, sem pará-lo. 

Em questão de segundos, arranquei sua blusa com urgência, e sua mão tateou minha camisa. Tirei-a com a mesma pressa. A deitei no sofá devagar, ficando por cima e segurando-a pelas costas. Ficamos ofegantes, com nossos corpos ainda colados, e senti sua mão em meu peito, me afastando devagar.

Procurei os olhos dela, e seu rosto estava corado, mas seu sorriso branco se destacava. Assenti, entendendo seu pedido de que as coisas fossem mais devagar. Mas eu queria. Como eu queria. Na noite anterior, meus pensamentos se voltaram inteiramente para ela, ansiando por seu corpo. Meu corpo tremia com a ideia de tê-la, e a sentei no sofá devagar, ainda devolvendo o ritmo normal à minha respiração.

Ela me olhou com um olhar de desculpas, mas sorri de lado, como se a dissesse que não havia necessidade. Ela foi buscar uma bebida para nós, e fui para o banheiro. Lavei o rosto, me encarando no espelho, tentando tirá-la de minha mente. Merda, Tris. Por que tinha que ser você? 

Peguei meu celular, o desligando. Não precisava de mais mensagens me avisando que deveria ir embora. Eu não posso deixá-la. Eu não quero deixá-la. Suspirei, saindo e indo até a cozinha. Ela, de frente para a pia, me dava sua visão de costas. A calça de moletom e a blusa com gola em V caíam bem nela. Me aproximei, a abraçando por trás e beijando seu pescoço, recebendo um arrepio e resposta. Conversamos na cozinha enquanto ela tomava seu chá e eu, meu café. 

Andamos pela casa, voltamos para o sofá, assistimos séries de comédia e, com o cair da noite, ela adormeceu. A levei para seu quarto, tirando suas pantufas e me deitando ao lado dela, fazendo cafuné. Ela, ainda sonolenta, me abraçou, e assim ficamos. Não vi o tempo passar porque, ouvindo sua respiração lenta, igualei a minha, e assim dormimos. 



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