História Out of everyday life - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ginga, Nijiiro
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Palavras 5.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Josei, Lemon, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Cinco


Natsu: não precisam se despedir, vou voltar logo...


Cinco da manhã, Natsu tinha uma mochila nas costas e na sua mão um passaporte, logo atrás de si o carro de Takeo o esperava com mais uma mala que continha a droga, subornaria alguns funcionários do aeroporto para que a mala fosse passada sem nenhum problema


Yume tentava controlar as lágrimas que estavam prestes a descer pelo seu rosto, ela se aproxima de Natsu e segura em suas mãos 


Yume: parece que vai chover... - ela fala, Natsu olha para o céu e faz uma careta ao ver o céu ainda escuro porém sem nenhuma nuvem cinzenta, não iria chover coisa alguma, ele já iria corrigir a irmã, mas assim que voltou sua atenção para ela, viu uma pequena lágrima descendo no canto de seu olho - veja só, o primeiro pingo caiu em meu rosto... - a voz de Yume estava embargada de sentimentalismo


Ela da um último abraço no irmão e sussurrou um "se cuida" só para que Natsu escutasse e depois entrou para dentro de sua casa, temendo que mais "pingos de chuva" caíssem em seu rosto, os próximos foram Itsuri e Ryoku, os dois não precisaram falar nada, apenas alguns abraços e logo entraram, deixando assim, apenas Nijiiro, que observava o chão, o chão era a coisa mais interessante em momentos assim


Nijiiro se aproxima de Natsu, ficando frente à frente com o mesmo


Natsu: agora é aquela hora do filme em que a mocinha se despede de seu amor? - ele fala pegando uma das mãos de Nijiiro, mas logo o mesmo, tira a mão rapidamente


Nijiiro: isso não é um filme, eu não sou uma mocinha... E você é longe de ser meu "amor"... - Nijiiro diz desviando do olhar de Natsu, que solta um suspiro alto - mas se é para dizer algo... - Nijiiro volta a olhar para Natsu - gostaria de dizer que se você por acaso não voltar, irei atrás de você... Caso você morrer, matarei os responsáveis, tanto pela sua morte, quanto por aqueles que te mandaram para tal missão - ele diz desviando o olhar de Natsu e olhando para Takeo logo atrás - se cuida - ele abraçou Natsu, esperou que o mesmo entrasse no carro e sumisse de sua vista, Nijiiro não chorou, não se sentia triste com isso... Apenas sorriu e entrou para dentro de sua casa


[...]


Já dentro de casa, os quatro se encontravam sentados no sofá, olhando para o nada, Ryoku suspira e desvia seu olhar para um coelho que descia as escadas


Ryoku: porque tem um coelho aqui em casa? - todos voltam a atenção para o coelho, Yume corre até o mesmo e o pega em seus braços - eu já disse que nessa casa os animais são proibidos


Yume: ele é tão fofo! O que ele ta fazendo aqui? - Yume se senta no meio de seus pais com o coelho no colo, o coelho tinha os pelos totalmente pretos, ele era pequeno e provavelmente caberia em seu bolso


Nijiiro: Natsu e eu invadimos uma fazenda e roubamos esse aí... No cercado já haviam dois mortos, os donos provavelmente nem alimentavam eles


Yume: os seres humanos são tão malvados... - ela se levanta e vai para a cozinha, pega uma cenoura, deixando no balcão da cozinha junto com o coelho, que não demorou a atacar a cenoura


Itsuri: ter um animalzinho é uma grande responsabilidade, por mim eu até deixo maaas... - Itsuri olha para Ryoku - pois é


Ryoku: ... - Ryoku olha em seu relógio de pulso invisível - olha a hora vou me atrasar para o trabalho! E vocês crianças? Daqui à pouco vocês vão ter que ir pra escola estou certa? Já deram "oi" para os novos vizinhos da frente? Soube que eles tem um casal de filhos, deveriam passar lá e entregar uma torta de maçã! - Ryoku se levanta do sofá e vai para o seu quarto, esse normalmente era o "sim" de Ryoku, o que fez Nijiiro e Yume ficarem bastante felizes


[...]


Nijiiro se arrumava, pondo o seu típico uniforme escolar com tons de preto com vermelho


Desfez sua trança só para refazer ela e passou um pouco de perfume, ele sente o coelho passando pelos seus pés correndo e logo tropeçando em uma cueca de Natsu que estava pelo chão, Nijiiro ri com a cena


Nijiiro: que azar... - ele pega o coelhinho no colo - precisamos de um nome para você...


Antes que Nijiiro fala-se algo a mais, Yume abre a porta com força, ela também estava com o uniforme, sim, Yume, pelo incrível que pareça, também vai para a escola, ela já tinha faltado três vezes seguidas, não podia faltar mais, ela faltava pois odiava ter que vestir uma saia tão curta e não ser permitida usar calça como os meninos


Yume: a gente vai se atrasar - ela falava tentando abaixar sua saia em vão -  porquê que essa porcaria tem que ser tão rodada?!?


Nijiiro: para que os meninos possam levantar elas... - ele põe sua mochila nas costas e o coelho em seu ombro - vamos


Yume: pretende levar o coelho? - ela pergunta enquanto desciam as escadas


Nijiiro: sim... - ele passa na cozinha e pega duas cenouras cruas, pondo em sua mochila logo em seguida - ESTAMOS SAINDO!!!


Itsuri: VÁ COM CUIDADO!!! - ele fala do quarto


[...]


Momo: bom dia Nijiiro, Yume... - ela fala quando se encontra com os supostos amigos - estudaram para o teste surpresa de matemática?


Yume: se é surpresa como você sabe?


Momo: eu ouvi a conversa entre o professor de matemática e o de sociologia, ele provavelmente vai revisar sobre a classificação das progressões aritméticas, e eu com muito empenho e dedicação consegui pegar o jeito desse tipo de conta! - ela diz orgulhosa de si mesma


 Nijiiro: não são tão difíceis de entender, eu por exemplo entendi de primeira...


Yume: entendo rápido, se revisar uns cinco minutinhos antes eu vou passar fácil, eu não sou dois anos adiantada por nada não... - os dois dizem, estragando o momento de orgulho próprio de Momo


Momo: estraga prazeres... - ela revira os olhos - a propósito, adorei esse coelho em seu ombro Nijiiro, última moda na França?


Nijiiro: percebeu querida? Comprei na OLX... 


[...]


Nijiiro e Yume entram na sala, imediatamente os olhos vão para Yume, Yume tinha má fama na escola por ser desobediente, em outras palavras: "delinquente"


Logo, Haru, o menino mais disputado entre as garotas, bate no ombro de um de seus colegas enquanto olhava para a saia de Yume, os meninos tinham uma brincadeira de mal gosto que faziam, pegar um livro e abanar por debaixo das saias das meninas na intensão de fazer a saia levantar só para ver a calcinha delas


E nessa intenção, Haru se aproximou de Yume por trás e abanou o livro debaixo de sua saia, fazendo a mesma voar, porém não teve uma visão agradável, Yume usava um short por baixo da saia, e bem na parte do bumbum estava escrito em letras vermelhas "Not today"


Yume virou de costas e encontrou Haru agachado, com a mesma cara de surpresa, Yume sabia dessa brincadeira, e sabia que Haru tentou isso com ela


Não deu tempo para Haru pensar em nada, Yume atingiu um chute no lado direito do rosto de Haru, o que fez ele cair para trás no chão 


Yume: 'QUÊ QUE FOI MEU IRMÃO?!?! FICOU LOUCO?! QUER MORRER?! HAN?! QUER MORRER SEU PROJETO DE ABORTO MAL FEITO?! - Yume falava enquanto chutava Haru na barriga, queria deixar claro que não era "suas nega", naquele ponto, a sala toda já assistia tudo, alguns rindo, outros espantados, outros até gravando, Nijiiro se aproxima de Yume e toca em seus braços


Nijiiro: calma Yume... A barriga não dói tanto... - ele falava massageando os ombros da irmã mais nova, logo ele se aproxima de Haru e ele mesmo dá um chute no meio das suas pernas - 'QUÊ 'QUI É MEU CHAPA!!! TA TENTANDO MORRER?!?! É MELHOR 'TU DÁ NO PÉ ANTES QUE EU ARRANQUE ELES E DÊ 'PROS PORCOS!!! - Haru se levanta com a ajuda de seus colegas e sai da sala sem nem olhar para trás, Nijiiro lança um olhar satisfeito e olha para Yume - o que dói mais são os chutes no saco e as ameaças, anote isso


[...]


O professor de Matemática entra em sala com uma expressão não tão boa assim, e por essa expressão, os alunos se sentaram de imediato, não queriam levar bronca nem nada do tipo


Professor: bom dia - ele diz com desdém, estava óbvio sua irritação - estava pendente para eu fazer uma prova surpresa hoje com vocês... - a turma ficou imediatamente com o cu na mão - porém não irei mais executá-la - a turma praticamente berra em comemoração - SILÊNCIO SEUS BADERNISTAS!!! - ele coça a garganta quando percebe que a sala voltou ao normal - não irei executar a prova pois um novo aluno chegou no meio do ano, e o diretor viu que não daria para eu efetuar essa prova pois seria muito provável que o aluno novo não estaria ciente de tal conteúdo na prova... - o professor olha para a porta da sala, esperando que o tal aluno entrasse - com vocês, seu novo companheiro de estudos: Ginga Ritsu


Um garoto de cabelos castanhos com mechas nas franjas laterais que lembravam muito uma "coloração espacial", usava óculos de armação vermelha, seus olhos eram verdes e sua expressão facial era neutra


Professor: gostaria de falar algo? Se apresentar talvez? - o garoto apenas negou com a cabeça - ótimo então... Escolha uma cadeira... - o professor virou novamente para pegar algum pincel e começar sua aula, deixando o novato a mercê de si mesmo, ele passa os olhos pela sala, encontrando três lugares vazios, um do lado de um garoto com uma cara não tão amigável, não... Com certeza não, ele poderia ser um valentão, então nem pensar... Ele olha para a primeira cadeira da fila que ficava ao centro da sala, não... Também não... Ele iria chamar muita atenção, e isso não seria nenhum pouco agradável... ele olha para uma cadeira que ficava atrás de um garoto que usava um tapa olho, tinha um cabelo esquisito, tinha um coelho no ombro e o olhava como se dissesse "não, por favor", mas era o melhor lugar ao ver do novato, então ele se aproxima da cadeira e se senta nela


Ginga: sinto muito - ele sussurra ao pé do ouvido de Nijiiro


Nijiiro: não sinta, a merda já foi feita...


[...]


Nijiiro teve que aturar pessoas indo na carteira de trás para perguntar coisas ao novato...


Ao menos ele já sabia de várias coisas sobre ele, e não seria obrigado a ficar perguntando. Soube que ele veio da Inglaterra pois sua mãe nasceu aqui, resolvendo se mudar para cá logo de imediato.


Nijiiro viu mais um grupinho de garotas vir em direção à cadeira de trás, logo em seguida ouviu um suspiro atrás de si, causado pelo novato. Ah sim, Nijiiro já estava de saco cheio...


Nijiiro: desculpem garotas, estava combinando com Ginga de ir para o vestiário, sabem como é, o próximo tempo é educação física - Nijiiro pega à força o braço de Ginga e sai da sala, deixando as meninas plantadas com uma cara não tão agradável


Ginga: mas nós-


Nijiiro: SHHH!!! - Nijiiro soltou o braço de Ginga e continuou andando até o vestiário, e o mesmo apenas o seguiu - me agradeça, aquelas meninas são um bando de damas da noite, te livrei de uma...


Ginga: a próxima aula realmente vai ser educação física?


Nijiiro: sim... Eu vou logo me trocar não gosto de ficar pelado em meio à tanta gente... - uma verdade que não é lá tão verdadeira. Ginga em seguida faz um som de surpresa


Ginga: vocês se trocam um na frente do outro? 


Nijiiro: "tudo o que você tem eu tenho" palavras do diretor... - Nijiiro entra no ginásio e vai para o vestiário masculino junto à Ginga, Nijiiro abre o armário de uniformes desportivos e tira um do tamanho M - qual o teu tamanho?


Ginga: M também... - Nijiiro entrega um para Ginga e logo vai tirando sua camisa, Ginga percebe isso e imediatamente cobre o rosto - seu corpo é um templo, não abra as portas dele para qualquer pessoa... - ele fala com as mãos nos olhos, sua vergonha era notável


Nijiiro: ok, então fica aí de olhos fechados enquanto eu cuido do meu templo... - e assim Ginga fez. O uniforme eram shorts que iam até o meio das coxas de cor preto e uma regata vermelha, o mesmo era para as meninas, deixando igual para ambos os lados - já pode se trocar, vou esperar aqui do lado de fora


[...]


Treinador: escutem bem seus bandos de maricas! Vão ser dois times! Os que tem camisa e os que não tem camisa! Os líderes dos times vão ser o mesmo do jogo passado! - o treinador falava enquanto reunia o time dos meninos, as meninas apenas observavam da arquibancada. O líder do time com camisa era sempre liderado por Nijiiro, ele nunca perdeu e provavelmente nunca vai perder esse título por conta da sua imensa capacidade física. E o líder do time sem camisa, que era um gordinho sardento nomeado de "Riko" que havia faltado, deixando o time dos sem camisas dessa vez, sem líder...


Nijiiro: técnico, Riko faltou - Nijiiro diz levantando a mão


Treinador: hmm... Realmente... - ele passa os olhos pela multidão de garotos, escolhendo sua próxima presa - novato! Tire a camisa! - ele diz apontando para Ginga


Ginga: eu?... - ele diz enquanto apontava para si e olhava ao seu redor


Treinador: por acaso alguém mais aqui entrou no meio do ano?!


Ginga: sinto muito mas não vou tirar minha camisa. Esse gesto é vergonhoso e imoral - Ginga diz balançando seu corpo para um lado e para o outro, como se fosse uma criança


Treinador: "sinto muito Nahnahnah mas não vou tirar minha camisa Nahnahna  Esse gesto é vergonhoso e imoral nahnahnah!" - o treinador diz enquanto fazia uma voz enjoada - já que não quer fazer parte do time, sente no banco com as garotas, mas assim que fizer isso, não poderá mais ser considerado um homem. - o treinador já podia ouvir algo como "desculpe técnico" e vendo Ginga tirar sua camiseta, mas nada disso aconteceu. Ginga andou até o banco e se sentou ao lado de Yume, que segurava em seu colo, um coelho. Ginga então olhou para o treinador e disse as seguintes palavras:


Ginga: se ser um homem é ser igual a você, então obrigado... Eu sou uma "marica"... - Nijiiro teve que se segurar para não rir na cara de tacho de seu treinador, por que afinal de contas, ele não estava afim de levar uma suspensão


Nijiiro: bom, então ficamos sem um líder do time sem camisa... Vamos cancelar esse jogo por aqui? - Nijiiro tentava controlar sua felicidade, um tempo sem ter que mexer o corpo... Ele teria ganhado na loteria se Yume não tivesse deixado o coelho aos cuidados de Ginga, levantado da arquibancada e tirado a camisa, ficando apenas com um top de ginástica


Yume: hoje não - ela pega a bola de queimado das mãos de Nijiiro e o encara em fúria - vamos jogar irmãozinho, quem ganhar escolhe o nome do coelho...


Nijiiro: fechado, não vou perder para uma tábua...


[...]


Na volta para casa, os 4 (Momo, Nijiiro Yume e Ginga), pararam em uma lanchonete para comprar sorvetes, e lá estavam eles, ainda discutindo sobre o jogo de basquete


Yume: eu ganharia se no meu time tivesse pessoas em forma, mas nãooo! Só tinham gorduchos que provavelmente ficam o dia inteiro na frente de um computador se masturbando para uma garota de anime! Então isso não significa que eu seja fraca, meu time estava podre!


Nijiiro: desculpas esfarrapadas, é isso o que eu to ouvindo. De qualquer forma, sou EU que irei decidir o nome do coelho... Não é mesmo? - a última frase Nijiiro fala perto das orelhinhas do coelho


Momo: os dois foram ótimos no jogo. A família de vocês é tão atlética e tão pouco sedentária, é até de dar inveja. Acho que se eu tentar abaixar 'pra pegar uma caneta no chão já fico com dificuldade respiratória haha... - Momo esfrega sua nuca, se sentindo envergonhada pelo seu sedentarismo - sua família é atlética Ginga?... - Momo diz, tentando puxar assunto assim que percebeu que o novato não estava conseguindo entrar na conversa


Ginga: bom... O único esporte que a nossa família chegava a praticar era o basebol... Mas paramos com ele e viramos praticamente sedentários também... - Ginga se sentiu aliviado ao ver seu sorvete chegando, ele era péssimo em continuar assuntos, puxar eles era fácil, continuar nem tanto...


[...]


Já andando na rua em direção ao seus lares...
Yume ia na frente conversando com Momo e Nijiiro ia atrás com Ginga, todos já haviam tomado seus devidos sorvetes, agora tudo o que sobrava foi aquela sede que sempre dá quando se termina um sorvetinho...


Nijiiro desacelera os passos assim que vê uma máquina de refrescos, ele olha para as meninas que conversavam distraidamente e depois mudou o curso, indo em direção à maquina


Ginga assim que percebeu que Nijiiro não estava mais em seu lado, e sim andando em direção à uma maquina de refrescos, olhou para as meninas... "Eu devo avisar à elas para esperar? Ou será que acompanho ele?" essas duas opções ressaltavam na cabeça de Ginga, mas optou por seguir Nijiiro, as meninas já estavam longes demais para acompanhá-las.


Ginga observou Nijiiro tirar um alicate do bolso e logo em seguida o viu cortando um fio atrás da máquina, fazendo a mesma se desligar, e Nijiiro conseguiu a abrir como uma geladeira, pegando logo em seguida um refrigerante de pêssego


Ginga: h-hm... - Nijiiro se assustou ao ver Ginga logo atrás de si, seu olhar era baixo e ele parecia intrigado - isso é roubo... - Nijiiro fez uma careta e logo em seguida pega um refrigerante de chá verde


Nijiiro: roubar é uma palavra forte... Digamos que... A vida me pegou muitas coisas... Só estou fazendo ela devolver! - Nijiiro joga a lata de refresco em Ginga, que com um pouco de empenho, conseguiu pegar a lata... - beba um pouco se a sua vida está uma merda, pegue da vida o que ela pegou de você... - Ginga então, abriu a lata e deu um gole pequeno, olhando para Nijiiro logo em seguida - então me diga... Como sua vida "merdiana" está indo? - Nijiiro volta à andar com Ginga enquanto bebia mais um gole de seu refrigerante e olhava Ginga com curiosidade no olhar


Ginga: bem... Tudo começou quando minha mãe veio com a ideia horrível de se mudar para o outro lado do mundo... - ele diz dando mais uma golada em sua lata - "quero voltar para a minha terra natal" ela disse... E eu até apoio essa ideia dela voltar para onde nasceu... Mas... Eu meio que não queria deixar a Inglaterra...


Nijiiro: oh... Sua vida está uma merda, não vou falar coisas motivacionais, eu só digo que sempre pode ficar mais na merda do que já 'ta...


Ginga: hurrum - mais um gole - agora eu to aqui, no outro lado do mundo, outras pessoas, outra cultura, outra culinária... Outro "tudo"... Eu to odiando tudo, esse país não me é agradável, as pessoas são frias comigo, e sua culinária é tão ruim que eu agora estou tomando chá embutido em um pedaço de lata! Como eles conseguiram?! - Ginga olha para Nijiiro com um olhar de desespero, Nijiiro apenas deu o último gole na sua bebida e à jogou na rua - não jogue no chão! Para isso servem as lixeiras! - Ginga se abaixa e pega a lata, logo pondo ela e a sua lata também em uma lixeira logo à frente - não sabe o quanto está fazendo mal ao meio ambiente?


Nijiiro: minhas desculpas então, "menininho ecológico"... Mas se o chá é tão ruim, então era só recusar, de boas...


Ginga: o chá é uma coisa sagrada, não tente industrializar ele! - Nijiiro o olha como quem dissesse "é sério?" - mas não é que a sua cultura seja desagradável... Na verdade eu mal a conheço... Desculpa... 


O resto do caminho foi seguido em silêncio, Nijiiro ia dois passos a frente de Ginga, sem dizer uma palavra e sem motivação para puxar um novo assunto com o novato... Mas ele percebeu que Ginga já estava atrás dele por muito tempo. Nijiiro se vira e fica encarando Ginga, que logo põe uma mão na frente dele, como se fosse um sinal de "pare"


Ginga: não estou te seguindo, minha casa também é por aqui... - Nijiiro se vira e continua a andar. "Não é como se eu estivesse o seguindo, certo? Minha casa é por aqui de qualquer jeito!" Ginga pensa


O percurso se alongou um pouco mais até ambos pararem um de frente ao outro na calçada


Nijiiro: minha casa é aqui - ele diz apontando para sua casa que estava atrás de si, Ginga se mostrou surpreso diante da situação, como ele poderia explicar para Nijiiro do jeito mais normal possível?

Ginga: bom... Então eu vou poder ir com você para a escola todo o dia... - Ginga não diz nada mais além disso e Nijiiro não perguntou mais nada também, ele apenas atravessa a rua e entra na casa da frente, Nijiiro ao perceber o que tinha acabado de acontecer ali, bota as mãos na cabeça e suspira


Nijiiro: eu vou ter que aturar ele todo o dia?... - ele se lembra de sua mãe falar naquela manhã: "...eles tem um casal de filhos, deveriam passar lá e entregar uma torta de maçã!" - alguém me mata por favor...


Nijiiro entra em sua casa e joga sua bolsa em algum canto da casa


Nijiiro: cheguei... - ele entra na cozinha e vê sua mãe terminando de confeccionar uma torta de maçã na cozinha - eu não vou entregar isso para os vizinhos, eles vão morrer envenenados! - Ryoku joga um pau de macarrão em Nijiiro, que desvia com agilidade


Ryoku: eu estou ficando mais experiente em doces, e os vizinhos vão ser os jurados... - ela diz terminando de por uma cereja em cima da sua torta


Nijiiro: você quis dizer "os vizinhos vão ser as vítimas", não é?... E para saber já conheci um dos filhos deles... Não foi uma experiência tão boa... Eles são ingleses...


Ryoku: ótimo então, eles podem comer minha torta no seu chá da tarde! Agora você vai para o seu quarto, vai por uma roupa bonita, vai por o melhor sorriso falso nessa cara, e nós vamos nos apresentar para os vizinhos! É uma ordem!


[...]


Nijiiro sai do seu quarto, logo encontrando Yume com um vestido amarelo cor pastel, uma sapatilha da mesma cor e um laço amarrado em sua trança, Nijiiro vestia uma blusa social e um shorts que iam até os seus joelhos, até o coelho que estava nos braços de Nijiiro, estava com uma gravata vermelha, nem o pobre coitado ficou de fora


Nijiiro: você está tão evangélica nesse vestido


Yume: você parece treinee de padre


Fora os insultos, os dois deram os braços e desceram as escadas, vendo, assim que chegaram na sala, sua mãe vestida como uma verdadeira mãe, chegava a assustar


Os três atravessaram a rua e Ryoku apertou a campainha da porta vizinha. E assim que essa abriu, revelou um casal, os pais de Ginga, Joseph e Naomi, Joseph tinha os cabelos negros e olhos azuis, já Naomi tinha os cabelos castanhos e os olhos verdes


Naomi: boa tarde, a que devo essa visita tão ilustre?


Ryoku: boa tarde... Nós vimos dar a vocês as boas vindas com uma típica torta de maçã... - Ryoku diz, sorrindo de um jeito meigo que até dava medo


Joseph: oh! Quanta gentileza! E oh!... Olhem só! Vocês chegaram bem na hora do chá! Vamos, entrem, vamos conversar mais... - Nijiiro e Yume nunca viram tanta gentileza em uma fala só... Mas assim como o convite, os três entraram e observaram a casa, logo Nijiiro parou seus olhos em uma cruz que tinha a imagem de Jesus Cristo e ao lado uma foto da Nossa Senhora... "Puta que pariu..." Nijiiro pensa consigo


Naomi: essas são suas crianças? Que graças! Olhem só, tem até um coelhinho! - Naomi toca na gravatinha do coelho


Ryoku: na verdade eu tenho mais um de 20 anos, porém ele teve que viajar à negócios - Naomi e Joseph pareciam surpresos, "um filho de apenas 20 anos e já é um homem de negócios?"


Joseph: 20 anos?


Naomi: então é praticamente um prodígio!... - Naomi volta sua atenção para Nijiiro e Yume - Ginga! Space! Desçam aqui crianças! Temos visitas! - Depois de um tempo, Ginga e Space apareceram no começo da escada. Space tinha os cabelos com uma "mistureba" de cores rosa, roxo e azul escuro, deixando uma cor bem "espacial", dando jus ao seu nome - por que vocês não conversam um pouco? Mostrem seus quartos para eles e sejam gentis!


Ryoku acompanha Joseph e Naomi até a cozinha, conversando coisas adultas. Nijiiro olha para Ginga e Space e suspira. Subindo as escadas com Yume logo em seguida.


Yume da um sorriso falso para Space que retribuí com o mesmo sorriso


Space: vamos ser as melhores amigas - ela diz mostrando seu braço para Yume segurar no estilo noiva


Yume: sim, as melhores! - Yume segura o braço de Space e as duas entram em um quarto cor de rosa e cheio de purpurina na porta, provavelmente o de Space


Ginga: vamos nos empanturrar de salgadinhos enquanto jogamos! - ele diz mostrando seu braço para Nijiiro segurar no estilo noiva também


Nijiiro: sim, vamos! - Nijiiro ri e agarra seu braço, entrando com Ginga em um quarto cheio de posters de games e de algumas bandas desconhecidas por Nijiiro - C... Pop?... - ele pergunta enquanto lê um poster


Ginga: sim, eu gosto, mas é pouco conhecido...


Nijiiro: eu mal sabia que existia - Ginga lançou a ele um olhar de "te avisei", Nijiiro levanta o coelho e o pergunta para ele com uma voz manhosa: - e você lindinho? Sabe o que é C-pop? - Nijiiro distribui vários beijos pelo coelho - eu não faço ideia do que cargas d'água é C-pop, mas já ouviu falar de K-pop? - Ginga revira os olhos e Nijiiro senta na sua cama


Ginga: meu feed é cheio dessa coisa, impossível não saber - Ginga senta no seu lado - mas eu gosto sim... Já ouviu falar de Sonyushidae?


Nijiiro: meu irmão gosta delas, não sou muito chegado em girl grups... Eu prefiro... Sei lá... Já ouviu falar de NCT Dream? Eu gosto. Fora isso, eu também estou acompanhando a segunda temporada de produce I.O.I... 


Eles continuaram o assunto de K-pop até certo ponto, onde já haviam falado de quase todos os grupos que eles gostavam em comum e chegaram em um ponto que ficaram sem assunto. O coelho pulou dos braços de Nijiiro e correu até umas caixas que estavam no canto do quarto, Nijiiro se levantou e pegou o coelho novamente, o repreendendo logo em seguida, mas Nijiiro reparou nas caixas e se perguntou o que tinha nelas


Nijiiro: o que tem nelas?... - ele pergunta apontando para as caixas


Ginga: oh... São algumas coisas que eu não consegui arrumar ainda...


Nijiiro: ótimo, faremos isso agora! - Nijiiro pega uma caixa e começa a abrir ela


[...]


Ambos estavam cansados, só mais duas caixas e eles estariam livres.


Nijiiro abre mais uma caixa e se surpreende com uma cruz que ali tinha, ele olha pelo ombro e vê Ginga cuidando de uma outra caixa, Nijiiro se aproxima de Ginga e senta no seu lado


Ginga: o que foi?... - ele disse pegando um despertador, pondo em seu bidê e logo voltando ao lado de Nijiiro, olhando em seus olhos


Nijiiro: devemos trocar de caixa! - Ginga não entendeu e olhou para a caixa de Nijiiro, vendo a cruz ali em cima, Ginga pega a cruz e Nijiiro se afasta do mesmo


Ginga: pode por ela naquele suporte na parede?


Nijiiro: eu acho melhor VOCÊ fazer isso... - Nijiiro pega um boneco de ação do homem aranha e pondo em uma estante


Ginga: por que você não quer tocar na minha cruz? - Nijiiro não se vira, continua encarando a estante, Ginga se aproxima dele - Nijiiro, toque na minha cruz!


[...]


A conversa na cozinha estava indo muito bem, Ryoku conseguia sempre simpatizar com as pessoas.


Porém os três param a conversa ao perceber barulhos estranhos vindo do piso de cima, gritos foram ouvidos, e os adultos, assustados, foram ver o que tinha acontecido.


Primeiro eles foram ao quarto das meninas, mas não acontecia nada ali, as duas apenas conversavam sobre coisas banais.


Porém, quando eles foram para o quarto de Ginga, encontraram o fruto da situação


Ginga: TOCA NA MINHA CRUZ!!! AGORA!!! - Ginga estava por cima de Nijiiro no chão do quarto enquanto tentava empurrar a cruz para perto de Nijiiro, que estava vermelho, tentando empurrar a mão de Ginga com a cruz para outra direção


Nijiiro: IN NOMINE DEI NOSTRI SATANAS LUCIFER EXCELS!!! AI MEU ZALGO DO LIMBO!!! AAAHHHH!!! MAMÃE!!!


Naomi e Ryoku entram no quarto, Naomi puxa a orelha de Ginga e Ryoku abraçava Nijiiro, que parecia traumatizado com a cena que acabara de acontecer


Naomi: Ginga que modos são esses?! Eu não te criei assim! 


Ginga: desculpe mamãe...


[...]


Assim que Nijiiro chegou em casa, ele se preparou para dormir e puxou seu celular para debaixo das cobertas quando já estava se preparando para dormir, ligando para Natsu, que não custou à atender


Nijiiro: oi...


Natsu: oi, tudo bem por aí?


Nijiiro: sim, está tudo bem, acabou de chegar aí?


Natsu: sim já cheguei à algumas horas, amanhã mesmo vou levar a mercadoria e vou voltar em dias...


Nijiiro: que bom... - Nijiiro tinha uma voz sonolenta - hoje eu conheci um garoto chato na aula, acabei descobrindo que ele é o nosso vizinho...


Natsu: jura? Que azar... - Natsu ria ao fundo


Nijiiro: não ria, ele tentou enfiar uma cruz na minha garganta... - Natsu riu-se mais ao fundo, Nijiiro soltou um bocejo e esfregou os olhos


Natsu: você parece cansado, que tal terminar a ligação e ir domir?


Nijiiro: isso é uma desculpa 'pra acabar a conversa?... E de qualquer jeito eu acho que não conseguiria, o beliche de baixo ta muito vazio...


Natsu: faça o seguinte... Bote o celular no viva voz, já fez?...


Nijiiro: hurrum...


Natsu: deixe ele do lado do travesseiro e tente dormir... - Natsu assim que percebeu que nada mais era dito, começou a cantar um trecho de uma música... Uma música que ele tinha criado para Nijiiro quando os dois ainda eram pequenos... - assim que o sol se pôr...


Nijiiro: oh nãooo... - Nijiiro solta uma risada baixa e enterra sua cabeça no travesseiro, corando logo em seguida


Natsu: ... Lá vem o inverno,
Aquele frio inverno...
Será que eu poderia, ao menos um dia
Tentar te aquecer? Oh meu bem!... - Nijiiro sorri e sente seu rosto ficar mais vermelho - As estações se passam
Os sentimentos se entrelaçam!
Mas eu quero prometer! Pra você! - Nijiiro a essa altura já estava explodindo de vergonha, mas não se segurou e cantou a última parte com o seu irmão


Nijiiro e Natsu: Eu te amo e sei que sempre estarei aí...
...
...
Pra tentar te esquecer!


E então Nijiiro pega no sono depois disso, com um sorriso no rosto, porém deixando de ouvir a última frase de Natsu antes de desligar o telefone


Natsu: boa noite Nijiinnie... - Natsu o chamou pelo apelido de quando eles era crianças, e logo em seguida termina a chamada


Continua?...



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