História Outlander - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags hashirama, Itachi, Madara, Madasaku, Naruto, Obito, Sakura, Sarada, Sasuke, Senju, Tobirama, Uchiha, Viagem No Tempo
Visualizações 182
Palavras 2.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Um raio rosa que corta os céus


Ninjas de vestes negras e azuis enfrentavam ninjas de armaduras vermelhas, shurikens batiam umas nas outras e as vezes acertavam algum desafortunado.

Os gritos de dor, raiva e agonia, o tom carmesim que cobria o campo aberto já maltratado pela batalha, o suor que escorria junto ao sangue de aliados e inimigos no rosto de cada shinobi, uma carnificina que começara cedo aquele dia e não parecia ter hora para acabar.

Incontáveis eram os corpos de ambos os lados, inimigos mortais que pareciam se unir apenas quando seus cadáveres batiam no chão, uns sobre os outros, o banquete era farto para os corvos, porém estes não ousavam se aproximar.

Dois dos ninjas, com armaduras mais robustas e armas mais sofisticadas, dançavam, cabelos ao vento, suor e sangue, as chamas do homem com olhar carmesim que queimavam a madeira do homem de olhos gentis.

- Madara essa guerra infernal não vai nos levar a nada.- O homem de olhos calmos desviou habilmente de uma série de shurikens que lhe foram lançadas, pousando em uma pedra alguns metros atrás de si.

O homem de olhos bondosos rogava ao homem de olhos sangrentos, mas com madara não tinha conversa, ele parecia mais insano que a própria guerra.

Executando os selos de um poderoso jutsu estilo katon, madara foi interrompido por um gemido de dor, um gemido excruciante e angustiado, de uma voz que ele conhecia muito bem.

Seu sharingan brilhou como nunca, ele se virou para a direção onde a voz vinha, se Hashirama fosse um adversário sujo, como ele próprio seria, poderia ter matado madara com um golpe certeiro nos segundos em que seus olhos vermelhos encaravam seu irmão com uma espada enfiada na barriga.

Porém, ele nem se mexeu, madara corria até seu irmão matando tudo que se opunha ao seu caminho com uma sede de sangue vinda direto dos sete infernos, nenhum Uchiha ousou atrapalhar seu líder, a morte seria certa e não seria indolor.

- IZUNAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.- O rugido de madara bradou por toda a terra e os sete infernos enquanto via seu irmão desfalecer no chão.

Tobirama era quem tinha lhe desferido o golpe, Madara olhou para ele como se todo o ódio da humanidade pudesse convergir em seu olhar porem nada fez, seu irmão era sua prioridade.

Era difícil se manter racional quando seu irmão, último resquício de amor que nele restava, a única família que tinha, se engasgava no próprio sangue em seus braços.

Um turbilhão de pensamentos enevoava a mente de madara, Tobirama se preparou para dar o golpe final em ambos, mas fora impedido por uma kunai de Hashirama.

Antes que Tobirama, Hashirama ou mesmo Madara pudessem fazer algo um raio rosa cortou os céus em um barulho ensurdecedor que tremeu toda a terra sob seus pés, toda a batalha parou nesse instante, quando o raio atingiu o chão o choque da explosão causou um vento demoníaco que varreu o campo de baralha, o suficiente para jogar até o deus dos shinobi no chão.

Uma deixa perfeita para os uchihas baterem em retirada.

Pelas árvores uchihas voavam entre galhos, carregando feridos em suas costas, com a certeza de que muitos não chegariam vivos, e mesmo que chegassem o clã Uchiha não era necessariamente proeminente em cura, muitos pelo menos teriam o privilégio de morrer nos braços de suas esposas e filhas.

Madara usava seu desespero como combustível para suas pernas, saltava o triplo da distância de todos os ninjas de seu clã, quem estava atrás podia jurar que sentira algumas gotículas de água morna atingir seus rostos. Mas madara não poderia estar chorando certo??

Em seu desespero de chegar ao seu clã madara não notou que estava indo em direção onde houvera o impacto do raio de cor curiosa, esse fato só fora percebido quando um grito de agonia duas vezes mais potente que de seu irmão, cortou seus ouvidos como uma navalha.

Ao sinal de madara todos pararam e ficaram escondidos por entre as árvores, havia uma cratera na clareira, dentro dela uma garota de cabelos róseos se sentou com dificuldade urrando de dor mais uma vez, foi então que todos os uchihas escondidos nas árvores viram a fratura exposta na perna da estranha garota.

Um tipo de ferimento que muitos estavam acostumados a presenciar, o fêmur da estranha estava quebrado e uma das partes estava para fora, sangue jorrava da abertura do ferimento como um chafariz. Um ferimento mortal.

Madara estava disposto ao continuar e ignorar a jovem a sua frente, quando ele a viu mesmo com lágrimas pesadas escorrendo em seu rosto, empurrar o osso de volta para dentro da coxa, gritando aos sete infernos logo em seguida, suas mãos ficaram verdes e foram de encontro ao local do ferimento, seu semblante aos poucos se suavizava, e em segundos, todo o clã Uchiha assistiu abismado, a estranha garota se levantar da cratera como se nada tivesse acontecido.

Em um piscar de olhos madara saltou do galho, e sem nem precisar ordenar, todo o clã Uchiha saltou, e pousou em torno da estranha.

Sakura se assustou, instintivamente tentou saltar para longe, porém madara, com o irmão moribundo nas costas e diversos ferimentos em seu corpo, ainda sim foi mais rápido e a puxou pelo pé, fazendo-a cair de bunda no chão.

- Quem você pensa que é?! – Sakura imediatamente exigiu, se colocando em pé a sua frente preparada para a batalha.

- Não interessa quem eu sou, eu vi o que pode fazer! Você vai curar o meu irmão.- Mesmo ferido e aturdido pelo o que acabara de ver, madara encontrou em si um pouco de racionalidade e seguiu a regra elementar dos Estados conflitantes, de nunca revelar o sobrenome a um estranho.

Madara deitou seu irmão ferido em frente a garota e rosnou para ela com o olhar, para que começasse a fazer o que quer que tinha feito para salvar sua própria vida.

- Cure-o!

- Por que eu faria isso? Eu nem sei quem é você! – Sakura era uma médica, havia jurado salvar vidas, mas a lei shinobi era maior do que o juramento de Hipócrates.

- Por que se ele morrer eu vou fazer aquele ferimento em sua perna parecer um arranhão! – Madara disse a puxando pelo colarinho, ela parecia infinitamente menor do que ele.

Sakura

Me ajoelhei sobre o homem no chão, ele parecia ter a minha idade, não saberia dizer onde estou, mas a maneira de falar do homem que me encarava mortalmente era no mínimo peculiar, para não dizer completamente antiga mal entendia o que ele me dizia, olhei de relance as pessoas ao meu redor, todas tinham traços em comum então concluí que eram parentes, um clã com certeza.

Voltei minha atenção ao homem estirado a minha frente, se ele morresse com certeza seria o meu fim, ao julgar pela velocidade com que o mais velho me puxou, eram shinobis de elite, fechei os olhos por um instante colocando meus pensamentos em ordem. Os estranhos fenômenos que me levaram a essa situação poderiam esperar.

Conferi seu pulso, estava fraco, cada vez mais fraco.

Conferi sua temperatura, estava suando frio, hemorragia interna.

Peguei uma lanterna médica em meu bolso de armas e vi o homem mais velho se sobressaltar, fingi que não vi e apressadamente abri seu olho, nenhum da pupila, ele estava entrando em choque.

Rasguei de uma vez só sua camiseta, o corpo era extremamente definido, de uma maneira que nem em Kakashi sensei ela havia visto, ele tremia, logo sua visão caiu para um enorme corte e seu abdome.

Franzi o cenho.

- Ele sofreu um golpe de espada.- O mais velho falou como se adivinhasse meu questionamento.

- Sim, estou vendo, e o idiota que removeu a espada deve ter sido você certo? – Falei irritada, um erro muito comum de alguém que não sabia droga nenhuma sobre medicina.

- Queria que eu o deixasse morrer garota? – Ele falou agarrando meu colarinho novamente, coloquei minha mão já ensanguentada sobre a dele, o olhei nos olhos e falei:

- Você seria a causa da morte dele se eu não estivesse aqui! Ao remover a espada você dilacerou parte do estômago dele e agora ele está com hemorragia interna, toda a sujeira e oxigênio que essa ferida aberta pegou está causando um choque anafilático nesse homem, e se não parar de me interromper agora ele vai morrer! – Coloquei um pouco de chakra em minha mão e fiz com que ele me soltasse.

Não dei atenção ao seu olhar surpreso ou ao burburinho dos demais e me concentrei totalmente em salvar aquele homem que estava por um triz, comecei usado meu chakra para tirar estilhaços e sujeira de dentro do ferimento, em seguida fechar o corte em seus órgãos e cicatrizar a sua pele.

Quando sua pele se fechou o mais velho se ajoelhou no chão em minha frente, entre nós estava o corpo do homem mais jovem.

- Você o salvou! – Disse alguém ao meu redor.

- Não, ainda não.- A perda de sangue pelo ferimento foi brutal e sem uma transfusão de sangue ele iria morrer. – Qual é o tipo sanguíneo desse homem?

Todos me olharam com caras confusas como se eu estivesse falando outro idioma.

- Tsc.- por sorte eu sabia de um jutsu que poderia salva-lo.

Virei seu corpo de bruços sobre os olhos inquisitivos olhos curiosos de todos e executando vários selos manuais toquei minhas mãos sobre a base de sua coluna onde a espinha fica, lá é onde as hemácias são produzidas, esse era um jutsu bem invasivo pois forçava a produção acelerada de glóbulos vermelhos através do meu chakra já que o do paciente estava quase esgotado.

- Agora ele está salvo.- falei suspirando, esse jutsu acabou com pelo menos ¾ do meu chakra.

O garoto se remexeu, e virou seu corpo se sentando e dando de cara com o maior que pela primeira vez esboçou algo que não era raiva ou desconfiança ao abraça-lo.

- Onii-chan.- Seria cômico se não fosse trágico, quando o homem mais novo me deu as costas para abraçar seu irmão eu dei de cara com o símbolo dos Uchiha em suas costas.

‘’SHANNARO QUE PORRA É ESSA?’’

- EI.- Acordei de meus pensamentos com o homem mais velho estalando os dedos na minha frente.

Levantei de sobressalto levando minha mão até meu compartimento de armas, e não o encontrando.

- Procurando isso daqui? – Outro homem, atrás de mim falou com meu estojo de armas na mão e um sorriso sínico nos lábios.

Quando foi que ele...

- Temos outros feridos a serem curados.- disse o homem mais velho enquanto tinha uma de suas mãos sobre os ombros de seu, agora pelo meu conhecimento, irmão mais novo.

- Eu não tenho chakra suficiente para curar todos vocês! – Falei na defensiva, se esgotasse meu chakra iria desmaiar no meio desses desconhecidos.

- Nós te daremos o nosso chakra quando o seu estiver acabando.- Sua voz autoritária disse por fim, e pude ver que em seus olhos o sharingan brilhava.

Então ele era mesmo um Uchiha, como isso era possível ficaria para depois, seu olhar me disse claramente que o que está em risco aqui é a minha vida.

Transferência de chakra é algo que requer um ótimo controle e conhecimento do mesmo, e esse homem não só implicou que ele detinha esse tipo de conhecimento, como também os demais que me circundavam.

Em que tipo de merda eu me meti? Só saberia dizer que estava atolada até o pescoço.

Pouco a pouco os demais foram colocando os feridos no chão, aguardando ordens minhas, tratei de me apressar quando vi aquele olhar ferino sobre mim.

- Coloquem os feridos por ordem de necessidade em grupos.- vi novamente olhares confusos, shannaro burrice me estressa muito!

- COLOQUEM QUEM TÁ QUASE MORRENDO AQUI, E QUEM PODE ESPERAR LÁ CARALHO!

- HAI.- gritaram apenas, executando minha ordem rapidamente, o rapaz que eu havia acabado de curar ria no canto e seu irmão me olhava com uma das sobrancelhas erguidas.

Olhei para frente novamente e tal não foi a minha surpresa, mas sim meu terror, quando constatei que haviam pelo menos cem pessoas à beira da morte na minha frente, seus ferimentos eram um festival dos horrores.

Kami-sama eu to fodida!

- Ei, você! Preciso de todo o chakra que poder me dar agora mesmo! – Falei para o mais velho de cabelos arrepiados.

- Você ainda tem bastante chakra, por que eu deveria confiar em você e te dar todo o meu? – seu olhar voltou a desconfiança de sempre.

- Por que eu posso salvar a todos eles se fizer isso agora! – Falei convicta, tinha um plano em mente, ouço burburinhos cada vez mais excitados ao meu redor, e uma mão em meu ombro.

- Se você fizer qualquer coisa que não seja cura-los eu vou te matar. – Sussurrou em meu ouvido, sua voz dura me causou arrepios, e não sei dizer se eram apenas de medo.

Senti seu chakra me invadir, era quente, selvagem como seus cabelos e seu olhar, um dos chakras mais fortes que já senti, passado meu momento de torpor me concentrei em morder meu dedo e executar os selos de...

- kuchiyose no jutsu! – senti a mão daquele homem deixar o meu ombro e o fluxo de chakra ser interrompido.

- O que você vai fazer?! Por que invocou? – ele dizia irritado, encarando a gigante katsuyu.

- Confie em mim, preciso do seu chakra! – A contra gosto sua mão enorme agarrou meu ombro novamente.

- Sakura-chan, o que deseja.

- Se divida e cure a todos! Não quero nenhuma morte! – Falei liberando meu byakugou, senti meus cabelos que estavam na altura dos ombros flutuarem junto com o fluxo de energia que agora era visível a olho nu.

De olhos fechados me concentrei em salvar até aqueles que já estavam com um pé no mundo dos mortos, extasiado com isso estava o homem que tirou a mão de meu ombro o que significava que todos estavam curados.

E que meu chakra tinha ido todo pro ralo.

Senti o mundo começar a rodar, me perguntei se tudo aquilo era apenas um sonho, e antes de fechar meus olhos, quando meu corpo ia beijar o chão, senti as mãos daquele homem me segurarem, e outra voz distorcida perguntar.

- Madara-sama o que faremos com ela?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...