História Outlaw Queen - Redescobrido o amor - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Exibições 26
Palavras 2.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Outlaw Queen - Redescobrido o amor - Capítulo 2 - Capítulo 2

[Regina]

Acordo nua coberta apenas por um lençol branco super fino. Sinto a respiração quente e ritmada de Robin na minha nuca.

Me livro delicadamente de seus braços e me levanto fazendo o máximo de silencio que eu consigo para não acordá-lo.

Hoje é sábado e eu não trabalho, logo eu poderia ficar aqui com esse Deus Grego o dia todo. Poderia, se eu não tivesse marcado um compromisso com um cara.

Seu nome é David e ele trabalha comigo. Ambos somos advogados. Ele me chamou para sair nesse fim de semana.

– Você não costuma sair muito. Qual é Regina, vamos, só eu e você. Sua vida parece se basear em trabalho, trabalho e trabalho. Quando foi a ultima vez que se divertiu?

Não respondi. Afinal, fazia muito tempo desde que eu não me divertia ou saia com qualquer pessoa.

– Tudo bem.

– Prometo que não vai se arrepender.

E agora aqui estou eu. Nua na casa de um cara praticamente desconhecido.

Visto minhas roupas e me arrumo rapidamente. Como toda mulher, ando com utensílios básicos na bolsa. Maquiagens, etc. Pego minha escova e escovo meus dentes, em seguida dou uma rápida repaginada no meu visual, deixo um bilhete perto da cama e saio do quarto sem fazer barulho.

Chamo o elevador e a porta se abre em segundos. O andar inteiro é dele, logo não tem porta. Nada impede de sair, mas para entrar precisa de um cartão, o mesmo que o vi usar noite passada antes de subirmos.

Desço, cumprimento o porteiro que abre o portão para mim. O taxi que chamei já se encontra na frente do prédio me esperando. Dou mais uma olhada para trás e encaro a imensidão do prédio. Entro no carro e peço que me leve até minha casa.

Chego no meu apartamento, que em vista da do de Robin é quase uma morada em baixo da ponte. Não sou do tipo que se importa muito com bens materiais e decidi comprar um apartamento pequeno por que a imensidão de uma casa poderia tornar a vida de uma pessoa solteira mais solitária.

Corro para o banheiro e começo a tomar um banho. David deve chegar aqui daqui a alguns minutos.

Saio do banheiro e vou para o quarto. Não tenho muito tempo para escolher roupas. Pego um vestido preto com mangas que vão até próximo ao cotovelo e que possui um decote em V. Não é o ideal para o primeiro encontro, mas é o primeiro que encontro na minha frente.

Visto-o e me encaro no espelho do quarto. O vestido não é muito curto, mas também não é tão longo. Ele cobre metade das minhas coxas, exibindo assim o resto das pernas.

Volto ao banheiro e começo a me maquiar. Um retoque aqui, outro ali e ‘voilá’.

Estou quase pronta. Arrumo meu cabelo e começo a procurar pelos meus sapatos.

– Droga! Onde foi que eu os deixei? Ah, aqui!

Começo a calçar uma salto igualmente preto quando a campainha toca.

– Só um segundo! – Grito.

Me levanto enquanto acabo de ajeitar o salto e dar mais uns retoques no cabelo. Volto para o quarto quando me lembro que esqueci de passar perfume.

A campainha toca mais inúmeras vezes.

– Por que homens são tão impacientes?!!

Abro a porta.

– Me desculpe pelo atraso.

– Sem problemas! Então, podemos ir?

– Só um segundinho.

Volto para dentro e busco minha bolsa.

– Agora sim.

– Aah, Regina.

– Sim.

– Você está linda!

– Muito obrigada.

Descemos o elevador e eu entro no carro dele, uma BMW branca. Só sei que é uma BMW pela logomarca, do contrario, só seria mais um carro pra mim.

– Então, onde iremos?

– Surpresa.

Ele dirige até um restaurante bem chique no centro da cidade. Informa seu nome à recepcionista e ela indica alguém para nos mostrar nossa mesa.

Nós sentamos e um garçom nos entrega o cardápio quase que imediatamente.

O mesmo garçom volta com uma garrafa de champagne e anota nossos pedidos.

– Então, só queria dizer mais uma vez o quão linda você está, e agradecer por ter aceitado sair comigo.

– Mais uma vez, muito obrigada.

– Se não se importar, queria saber um pouco mais de você. Bom, quer dizer, quem é Regina alem do trabalho? O que gosta de fazer, seus hobbies, etc?

Começamos a conversar. Falo para ele um pouco de mim e ele fala também um pouco dele. Mesmo estando aqui minha cabeça está em outro lugar.

Sim, Robin. Não consigo tira-lo da minha cabeça. A lembrança dos seus beijos, do seu aperto, do seu corpo colado ao meu. Tudo isso me faz viajar.

Finalmente os garçons chegam com nossos pedidos e nós comemos silenciosamente.

– A comida estava realmente deliciosa. – Digo para David.

– Se gostou da comida, espere até experimentar a sobremesa deles.

– Sobremesa?

– Sim, ué. Sobremesa.

As mesmas chegam. Encaro a sobremesa na minha frente, a aparência está ótima, e parece ser realmente muito apetitoso.

– Prove. – David diz apontando para o prato.

Pego a colherzinha que veio junto e retiro um pedaço. Ponho-a na boca e me delicioso com a maravilhosidade açucarada que está na minha frente.

– E então?

Abro um sorriso.

– É realmente muito gostoso! O que é?

– É feita de sorvete de cappuccino com nozes, ao redor temos palitinhos doces, casquinha de sorvete e cobertura de chocolate.

– Hnm.. É delicioso. – Digo pondo mais uma colherada na boca.

Acabamos de comer nossas sobremesas e David, como um perfeito cavalheiro, paga a conta e me guia até a saída do restaurante.

– O que acha de darmos uma volta pelo Jardim Publico? Dizem que é um lugar lindo de se visitar.

– Claro.

Entramos no carro e David dirige até o nosso novo ponto turístico. Eu fui uma única vez neste jardim, e isso era no inverno. Dizem que na primavera o lugar ficar espetacular. E adivinhem, estamos na primavera.

– Uau!

Digo ao chegarmos no local.

– É lindo não é?

Afirmo com a cabeça. Começamos a andar pelo jardim, observando as arvores, os pássaros, e os animais que visitam o local.

Paramos para nos sentar em um dos bancos próximo ao lago enquanto observamos alguns patos que nadam pelo local.

– Então Regina, está solteira certo?

– Bom.. É, certo!

– E por que, eu me pergunto.

– Não sou do tipo de pessoa que se lida muito bem com romances.

– Hnm, entendo.

– E você, por que esta solteiro?

– Digamos que tenho uma chefe que me enche de serviços e eu não tenho muito tempo para paqueras.

– Ae? Ela deve ser terrível.

– Pior, ela é a Rainha Má! Mas no fundo eu sei que ela tem um bom coração e que é uma ótima pessoa.

– E você já parou para dizer isso a ela?

– Sim.

– E o que ela disse?

–Você pode repetir a ultima frase que disse antes dessa?

– “E você já parou para dizer isso a ela?” ?

– Sim. Foi exatamente isso que ela disse! Como adivinhou?

Rimos por alguns segundos.

– Serio Regina, por que você vive dentro dessa capa super protetora?

– Eu não sei. – Minha voz é quase um sussurro.

– Sabe de uma coisa.

– Hnm?

Sinto ele se aproximar de mim.

– Talvez você precise de alguém que lhe mostre o quão boa você é.

Seu rosto se aproxima do meu e seus lábios estão prestes a tocar os meus. Mas eu me afasto.

– Me desculpe David. Você é um cara muito bom, bonito e interessante. Mas eu não estou muito bem para isso, tudo bem?

– Sem problemas, querida! Cada coisa no seu tempo.

Dou-lhe um sorriso sem graça.

– Então, éh.. será que poderia me levar para casa?

– Claro.

Ele dirige de volta até minha casa, quando chegamos já está completamente de noite e ele faz questão de me acompanhar até a porta do meu apartamento.

– Bom, foi um dia ótimo esse com você.

– Pra mim foi igualmente ótimo. – respondo.

– Nós vemos no escritório, certo?

– Certo.

Dou-lhe um beijo na bochecha e entro no meu apartamento fechando a porta atrás de mim.

[Robin]

Acordo sozinho na cama. Não há sinal da linda morena chamada Regina em lugar algum do meu apartamento. Interfono para o porteiro e ele diz que ela saiu a algumas horas.

– Tudo bem, muito obrigado!

Desligo o telefone, volto ao meu quarto e vou para o banheiro me arrumar. Escovo meus dentes, tomo um banho e ponho algumas roupas.

Encontro um bilhete na bancada próxima da cama.

“Querido Robin,

Acordei cedo e por motivos pessoais tive que deixar sua casa. Me desculpe por não ter me despedido, mas você estava dormindo tão profundamente que preferi não te acordar.

Beijos, Regina”

No final da pagina estava a marca dos lábios daquela morena tão linda que trouxe para minha casa noite passada. Não estou acreditando até agora que fiz isso. Quer dizer, trazer uma mulher aqui para casa.

Mas não me importo. Estou realmente feliz e nunca me senti tão bem em sete anos.

O bom era que Roland não estava aqui em casa. Não sei como ele agiria se me visse trazendo uma mulher desconhecida para casa. Tudo bem que ele só tem sete anos e que não chegou a conhecer sua mãe, mas mesmo assim.

– Ah, meu Deus! Roland!

Esqueci completamente que tinha que buscá-lo ás 09 horas na casa do seu amigo.

Olho para o relógio no meu pulso. Ele marca 10:25.

Pego uma jaqueta e as chaves do meu carro. Desço o elevador direto até a garagem. Procuro meu carro e ele não está ali.

– Droga, deixei ele perto daquele bar ontem a noite.

Saio pelo portão da garagem e chamo peço ao porteiro que chame um taxi.

– Você poderia me fazer um favor? Tome, pegue minha chave. Deixei meu carro estacionado perto de um bar não muito longe daqui. Vou pedir que um amigo meu busque-o e o traga até aqui. Seu nome é Killian, ele vira e lhe pedirá a chave, tudo bem?

– Killian? Ok!

– Valeu!

Saio e caminho em direção ao taxi que já chegou à porta do prédio.

Entro e peço ao motorista que me leve até onde Roland está.

– Alo, Killian? Aqui é o Robin. Killian tem como você levar meu carro até minha casa?

Isso deixei ele estacionado perto de um bar não muito longe.

Pode anotar o endereço? Ok. – Falo para ele o endereço onde o bar fica – Isso. A chave está com o porteiro do prédio, você se lembra onde ele fica né? Tudo bem! É só você chegar e dizer a ele meu nome que ele lhe entregará a chave.

Depois que estacioná-lo na vaga 10 A, entregue a chave de volta ao porteiro, tudo bem?

Ok.. Até mais.

Desligo o telefone. Um problema a menos.

Só para esclarecer, Killian é meu ajudante e também grande amigo. Brincávamos de ser policiais desde crianças, e por ironia do destino – ou não – nos tornamos policiais de verdade.

Sempre contamos um com o outro. Quando perdi minha esposa e tive que criar Roland sozinho, Killian foi o único que esteve sempre comigo. Eu confio plenamente nele, posso contar sempre com ele e ele comigo.

Chego na casa do amigo de Roland, toco a campaninha e a porta é aberta instantaneamente.

– Roland! Seu pai esta aqui. – Emma, mãe de Henry que é poucos anos mais velho que Roland grita em direção a casa.

– Eu sei, estou atrasado! Me perdoe.

– Não se preocupe. Roland é um menino de ouro e Henry realmente gosta de brincar com ele.

– Iai garotão, pronto para ir pra casa? – Digo pegando-o no colo. Levanto e giro-o no ar fazendo-o rir.

– Valeu Emma. E mais uma vez, me desculpe por qualquer transtorno.

– Ok, até a próxima Robin. Tchau Roland!

– Tchau tia Emma.

Carrego-o até o taxi. Entramos e nos sentamos nos bancos de trás.

– Mesmo lugar onde me pegou, por favor.

O taxista acena com a cabeça e começa a dirigir o carro.

– E então filhão, como foi na casa do Henry? Vocês se divertiram muito?

– Sim. Foi ótimo. Nós brincamos o dia todo e a noite a tia Emma fez pipoca e nós vimos alguns filmes.

– Aé?! Me parece muito divertido.

No geral, eu e Roland não passamos muito tempo juntos. Eu trabalho boa parte do dia. Saio cedo de casa e costumo chegar só à noite.

De manhã quando eu saio deixo-o dormindo e uma emprega cuida dele quando ele acorda. Ela fica responsável principalmente por acordá-lo, preparar algo para que ele coma e verificar se ele se arrumou direito para ir para a escola.

Ele costuma chegar em casa às 15h, e novamente, nossa empregada fica responsável por ele até que eu chegue do serviço. O que costuma ser às 18 horas.

No geral nos damos bem, mas sinto que ele sente minha falta. E além do mais, ele não tem com quem brincar e fica praticamente sozinho em casa.

Claro que tenho dias de folga e aproveito o máximo o tempo livre para estar com ele.

Costumamos ir ao parque do bairro jogar bola, brincar de frisbee ou simplesmente fazer um piquenique. Gostamos também de ir ao cinema juntos ou simplesmente ficar em casa.

Henry é um dos seus poucos amigos, se não o único. Eles costumam passar algum tempo juntos, a amizade deles me lembra a minha com Killian. Então faço o máximo que posso para que eles brinquem o máximo possível.

Chegamos em casa e por incrível que pareça, chegamos juntos com Killian.

– Fala Killian!

– Robin! Eae, Roland amigão.

– Tio Killian! – Roland corre e pula no colo dele.

– Valeu por ter me quebrado esse galho amigão. – Digo abraçando-o.

– Ah, que isso! Somos parceiros não somos?

– Sempre!

– Killian, já almoçou?

– Na verdade, não.

– Roland, o que acha de irmos almoçar em um restaurante com o Tio Killian?!

– Hnnnm, deixa eu ver...

– Como é que é?! – Killian pergunta fingindo estar indignado.

– Claro que sim.

Killian agarra Roland e começa a fazer cócegas nas suas costelas fazendo-o se contorcer e rir.

Pego meu carro e espero até que os dois entrem. Dirijo até um dos restaurantes favoritos de Roland que fica no centro da cidade.

Comemos um almoço delicioso e o melhor está por vir.

– O mesmo de sempre Sr. Robin?

– Sim. Por favor, capricha no do Roland, sabe como ele adora essa sobremesa.

– Claro.

O garçom sai e volta em poucos minutos com três pratos em uma bandeja. Esse é um dos principais motivos de Roland gostar desse restaurante. As deliciosas sobremesas que eles servem.

– Aqui está, três Sorvetes de Cappuccino Crocantes. Este é o seu Roland, bem caprichado e com bastante cobertura, do jeito que gosta.

Roland espera ele por o prato na mesa e lambe os beiços de excitação.

– Muito obrigado.

Comemos as sobremesas. Roland como sempre é o primeiro a terminar.

– Eu já disse como amo essa sobremesa?

– Na verdade, umas milhões de vezes filho.

Rimos. O garçom chega com a conta. Ponho o dinheiro dentro da pasta e como de costume, deixo uma belíssima gorjeta.

Nos levantamos e caminhamos em direção à saída. Algo me chama atenção no outro lado do restaurante e eu paro perplexo quando vejo ela. Regina, a morena da noite passada, almoçando com um cara.

Ambos estão igualmente bem arrumados, e ela está estonteantemente linda. Um vestido preto com um belo decote em V – que chamam bastante atenção. Ela está realmente linda.

Só saímos uma única vez, mas encarar aquela cena me deixou com ciúmes e eu estava prestes a ir até a mesa deles e perguntar literalmente que merda era essa. Mas não tenho esse direito, e não sou do tipo de cara descontrolado e super controlador.

– Papai, vamos?

– Ah, sim filho.

Continuo andando até a saída do restaurante sendo puxado por Roland.

Dirijo de volta até minha casa onde Killian deixou sua moto. Nos despedimos e esperamos até que Killian suma no final da rua. Roland e eu subimos até nosso apartamento.

Deixo Roland brincando no computador e vou para o meu quarto. Não consigo parar de pensar em Regina com aquele cara no restaurante.

Ela não é nada minha, eu sei, mas mesmo assim.

Um sentimento que há muito tempo não sentia volta a tomar conta de mim. Ciúmes. Ciúmes de Regina. Será que estou me apaixonando por ela?



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