História Outra vez - Capítulo 19


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Categorias Henrique & Juliano
Personagens Henrique, Juliano, Personagens Originais
Tags Henriqueejuliano Sertanejo Música Amigos
Exibições 164
Palavras 1.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Eu sou seu norte, seu sossego, seu oposto!


Fanfic / Fanfiction Outra vez - Capítulo 19 - Eu sou seu norte, seu sossego, seu oposto!

Terminava de vestir a minha roupa enquanto Henrique me observava em silêncio sentado na cama, ainda não havíamos trocado uma palavra se quer. 

- Isso não devia ter acontecido - Digo em meio a suspiros virando-me pra ele. 

- Desculpa! - Henrique me olhava expressando remorso. 

- Henrique você não me obrigou a nada, tem que parar de se martirizar assim - Sentei ao seu lado - Eu não sei o que me deu. 

- Não - Ele me olhava por cima - Desculpa pela forma que te tratei, não sei o que me deu - Sorrimos ao perceber que ele havia repetido minha frase - você merece ser tratada com carinho. 

- Ei - Digo alto abrindo os braços e rindo - Sou uma mulher não uma boneca de porcelana, não precisava exagerar - Henrique sorriu sem mostrar os dentes e me abraçou - Não posso descer com os cabelos molhados, o que sua mãe vai dizer? 

- Espera aí - Ele levantou e saiu do quarto voltando logo depois com um secador nas mãos, colocou na tomada e começou a secar os meus cabelos. Sorrio lembrando que essa não era a primeira vez que ele fazia isso. 

- Estava com saudade de ser mimada por você - Rio com as mãos no queixo... 

- Vamos? - Henrique passou o braço pelos meus ombros. 

Apesar do clima tenso, desconfortável,  eu não podia negar  que havia gostado daquela loucura, e que ainda estava pensando naquilo não só como um deslize. 

- Ah você estava com o Henrique - Maria disse assim que entramos na sala em silêncio. Juliano estava jogado no sofá. - Eu estava te procurando. 

- É... - Henrique olhou para o irmão - A gente tava terminando um filme - Finalizou ainda olhando para o Juliano. Mas que bobeira, se ele entrou no quarto e não estávamos assistindo filme nenhum. Conhecia muito bem os meus amigos e Juliano não era bobo. 

- Eu preciso ir - Digo sem jeito sorrindo para Maria. 

- Não vai não - Ela disse doce - Seus pais, Tati e Júlio estão vindo pra cá. 

- Jantar? - Pergunto ainda sorrindo, sem mostrar os dentes - Ela assentiu. 

- Eu vou comprar um cigarro - Henrique disse apontando para a porta, a voz falha. 

- Pera aí - Juliano levantou depressa o seguindo - Eu vou junto. 


Pov Henrique 

- O que vocês fizeram? - Juliano perguntou se divertindo. 

- Diabo, diabo, diabo - Me repreendo socando o volante - É o caralho mesmo. 

- Eu vi que tinha uma calcinha jogada - Meu irmão ria. 

- O arrependimento bate segundos depois cara, que merda - Abri o vidro pra pegar um ar e ascendi um cigarro. Eu não ia comprar nada, mas precisava dar uma volta. 

- Se arrepender do que véi? - Juliano abriu os braços. 

- Porque eu sei que pra ela não significou nada, a não ser ficar arrependida. 

- E pra você muda alguma coisa? - Juliano me olhava. 

- Muda cara - O olhei de lado - Cada vez muda mais - Passei a mão no rosto me repreendendo - Toda vez é diferente e muda mais... Eu não ia fazer nada, mas ela começou a me encher de beijos, não aguentei - Parei o carro numa rua pouco movimentada. O sol já se escondia. 

- Por que parou? - Juliano abriu os braços mais uma vez. 

- Eu não vou comprar nada, só quero pegar um ar - Respiro fundo - Você sabia que ela ficou com o Cris? - O olhei pelo ombro, as mãos no volante. 

- Mas você disse que não ia se importar. 

- Claro que eu me importo Juliano - Deitei a cabeça pra trás fechando os olhos e cruzando os braços - Mas o problema é que ele pediu pra ela não me contar... Pra que isso? 

- Por que não se abre com ela Henrique.  - Ele estendeu a mão - Abre o jogo cara.

- Ela ia se afastar - Respondi ainda de olhos fechados. 

- E isso não seria bom? - Ju perguntou sério.

- Claro que não - Abri os olhos o olhando - A Rafa é um anjo na minha vida, não quero perder de novo, ela adora nós dois... se ela se afastasse por esse motivo não me perdoaria - Respiro fundo mais uma vez - E o pai e a mãe se dão tão bem com o Mauro e a Ana, é foda. 

- E a Camila cara - Juliano disse com espanto batendo no meu braço. 

- Eu vou falar pra ela, melhor assim - Fecho os olhos mais uma vez - Se quiser continuar beleza, se não paciência. 

- O que a Rafa tem de tão diferente? - Juliano ria. 

- Ela é incrível - Sorrio ainda de olhos fechados, os braços cruzados, lembrando da Rafaela - O jeitinho meigo, tímido e com vergonha de fazer as coisas... A Camila é gente boa demais, adoro ela, mas desde que a Rafa voltou não consigo fazer nada com ela sem ter essa bendita na cabeça... - Olho para o Ju - Mas foi a última vez, eu vou tirar a Rafaela da minha cabeça. 


Pov Rafaela 

Vejo Juliano e Henrique se aproximar com as mãos no bolso, sorrindo largo, ele me abraçou e me beijou a cabeça. 

- Por que está com essa carinha? - neguei com a cabeça como quem quisesse dizer "nada" - Eu te conheço dona Rafaela. 

- Eu não quero te perder Henrique - Digo ainda em seus braços, ele esfregava minha cabeça - Eu amo você e o Ju, amo seus pais... você sempre foi o meu melhor amigo - Sinto as lágrimas caírem - Não quero te perder por bobeira nossa. 

- Você sabe que não gosto de ver você chorar - Henrique me apertou contra o seu peito... Lembro de quantas vezes ele enxugou minhas lágrimas por causa de namoradinhos - Vem cá - Sentou na cadeira ao seu lado e me puxou para o seu colo - Não vai mais acontecer ta bom? - Sorriu secando meu rosto - E não vai mudar em nada, vou estar sempre do seu lado. 

- E a Camila Henrique? - Baixo os olhos - Estou com a consciência pesada. 

- Ei - Ele apertou minhas pernas sorrindo confortavelmente - Isso é um problema meu, você não tem que se preocupar. 

- Quem vê esses dois até parecem irmãos - Meu pai nos chamou a atenção de longe. Tati olhava divertida. 

- Isso me cheira a outra coisa - Seu Edson disse rindo. Olhei para o Henrique sorrindo fraco, ele sorriu grande e me abraçou acariciando meu cabelo.  



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