História Outra vez, uma última vez. - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Pandora, Radamanthys de Wyvern
Tags Espectro, Fic, Kanon, Radamanthys, Romantico, Saints, Sexo, Traição, Última Vez, Yaoi
Visualizações 77
Palavras 6.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Helllou!

O capítulo de hoje é a continuação dos acontecimentos do capítulo VI, porém sob o ponto de vista do Ikki.

Gente, uma confissão: Eu sou apaixonada por Ikki x Kanon! Depois de Milo e Camus, esse casal era a minha doce paixão. Então, eu fui apresentada a Radamanthys e Kanon... E tchauzinho doce paixão. Hahahaha

Embora seja um casal pouco improvável para alguns, eu os adoro juntos. E espero que curtam eles também. Eu, particularmente, embora tenha encalhado em determinadas partes desse Extra, adorei escrever com eles. Foi um baita desafio.

Enfim, chega de lenga, lenga e bora para a fic.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Extra - I


Fanfic / Fanfiction Outra vez, uma última vez. - Capítulo 7 - Extra - I

Extra - I


Atrás do bar Ikki fazia a breve contagem das bebidas quando um barulho de cadeiras arrastando-se no chão chamou a sua atenção.  Um homem embriagado erguia-se da cadeira,próximo a mesa, rindo e falando alto com outro cliente. De onde estava Ikki observou o cliente alegre pela bebida sair do estabelecimento.

Voltando a suas obrigações Ikki se pôs a pensar  sobre seus clientes e a bebida. Divagando sobre os vários tipos de bêbados que existiam. Ikki, sendo um barman, poderia identificar e catalogar os níveis de  embriaguez de cada cliente que iam adentrando no bar. Era um hábito estranho que  com o passar do tempo, havia pego ao  trabalhar noite adentro pelos bares da cidade. E uma das coisas​ que aprendera em seu primeiro ano como barman era que, quando o álcool entra em maior volume no organismo, as pessoas  acabam tornando-se mais francas e assim à verdade acaba saindo com mais facilidade, e  às vezes nem sempre é como as pessoas querem.

O álcool mexe com as pessoas de um jeito e algumas vezes as pessoas bêbadas acabam se transformando em seu maior inimigo. Outras vezes, elas acabam potencializando qualidades já existentes. E Ikki sendo um barman já cansou de ver situações inusitadas e infaustas durante o expediente de trabalho.

A frase ‘beba com moderação’ não faz um pingo de sentido  para algumas pessoas. E como em qualquer lugar na face da Terra, existem por aí vários tipos de bêbados.

Como, por exemplo, os  bêbados tipo Hulk. É o tipo de clientela tranquila e que ficam na deles, tipo Bruce Banner, tranquilo e calmo, até que ao beber o primeiro gole de álcool se transformam em verdadeiros brigões de cabeça quente. Ikki já perdeu a conta de quantas vezes teve que enfrentar um Incrível Hulk no bar, assim como as inúmeras vezes em que presenciou uma obra-prima de brigas e discussões sem pé nem cabeça, de amizades desfeitas, contas hospitalares, e, ocasionalmente, o par de algemas. E de todos os tipos de clientes que já atendeu, Ikki odiava os bêbados tipo Hulk pois suas noites sempre acabavam na cadeia fazendo boletins de ocorrência.

E é claro que, junto com os bêbados Hulk, Ikki também podia adicionar os bêbados imprudentes. Esses certamente davam tanto trabalho quanto um Incrível Hulk. E esse tipo de cliente era uma mistura de Superman com Homem-Aranha que achava que tinha os poderes do Wolverine, após o virar o primeiro copo de Tequila. Eram cansativos e estressantes, e,  na maioria das vezes, faziam coisas estranhas como, por exemplo, gincanas esquisitas. No fim, o bar sempre acabava tomando algum tipo de prejuízo. Coisas destruídas, contas exorbitantes não pagas e entre outras coisas.

Quem disse que ser barman era fácil, não fazia ideia da pressão que era ser um.

Claro que existem o lado divertido da bebida, como  os bêbados Bob Esponja. Esses sempre estão felizes, alegres e  prontos para qualquer parada. Às vezes, quando estava com um humor péssimo, Ikki perdia a paciência e evitava atender todo aquele excesso de felicidade irritante. Outrora, mesmo não estando no mesmo nível etílico que o animadinho feliz, Ikki fazia um esforço mínimo para agradar o cliente,​ entrado na alegria infinita. E  assim como existe o Yin e Yang, a contraparte do Bêbados Feliz é conhecida  comumente Bêbado Chorão. Esse tipo era o mais chato, irritante e angustiante de se ver no bar. E para não dizer o tipo de bêbado imprudente que faz loucuras quando a tristeza bate.

Entretanto, o fato já ter vivido na pele, o que é ser um verdadeiro bêbado chorão, fazia com que Ikki tivesse muita empatia por clientes que  afogavam debilmente as mágoas. A maioria deles sofriam por causa de algum rompimento. O coração partido era o fator número um, para que as pessoas ficassem bêbadas. Raramente aparecia clientes ficando embriagados por causa de luto ou emprego perdido.

Todos um dia, cedo ou tarde, na frente de outras pessoas ou não, passam por um momento de bêbado chorão. É a vida. E o álcool tem o potencial de fazer coisas engraçadas com as pessoas, e uma das mais comuns é deixá-las tristes. Depois de alguns copos todos os problemas possíveis e inimagináveis, como separação, dificuldades no trabalho, doenças ou problemas familiares, sempre vêm à tona. E as chances de Ikki servir de ombro amigo, no fim de seu expediente, para a crise de choro e lamentações de algum cliente, era sempre grande. E quando assustava-se, Ikki estava dando uma de psicólogo, tentando mostrar ao cliente os aspectos positivos das coisas e levantando a sua moral. Por mais que o moreno quisesse, ele nunca conseguia deixar um cliente bêbado choramingando sozinho.

O passado sempre o rodeava,  lembrando-o de seus dias de escuridão e bebedeira, pulando de bar em bar. Ikki não queria voltar a viver naqueles dias sombrios. E seu coração doía ao pensar naqueles tempos tão dolorosos.

Suspirou, cansado, erguendo o olhar para um ponto qualquer além das mesas do bar. E quando um homem, usando terno azul marinho riscado, com um grosso casaco adentrou no recinto, seus ombros largos caídos, cabeça baixa e face tristonha, Ikki percebeu que, naquela noite, provavelmente, iria dar uma de psicólogo.

Quando outro barman aprontou-se para atender o homem elegante, Ikki interveio.

_ Eu atendo esse, Shiryu. Peça ao Seiya para descer, a folga dele acabou. Estamos começando a ficar cheios.

_ OK!

O homem que acabara de entrar ergueu o olhar, passando os olhos em volta, como se estivesse fazendo uma análise do local.

_ “Esse aí é um cliente novo.”

Ikki sempre conseguia distinguir um cliente regular e de um cliente novo. A facilidade que possuía  para guardar rostos era impressionante. Esse era outro hábito estranho.

Depois de alguns instantes o homem andou em passos vagarosos até o fundo do estabelecimento, sentando-se no balcão. Antes de realizar o atendimento Ikki tinha o costume de observar e aprender um pouco a respeito de seu novo cliente. Ao contrário do que muitos pensam, o primeiro contato era primordial. Dependendo do jeito que o cara sentava ao balcão, Ikki podia ter uma noção de como sua noite iria correr e perceber qual era o humor da pessoa. E no caso do cliente novo era notório o ar melindroso que rodeava o cara.

_ “Definitivamente é um pobre coitado que, provavelmente, veio jogar lamúrias sobre o quão azarado ele é sobre questões amorosas, enquanto enche a cara na bebida.”

Às vezes Ikki pensava seriamente em fazer bacharelado em Psicologia apenas para ter mais argumentos contra as ideias ilógicas de seus clientes entristecidos. Ele era um bom ouvinte, um hábito adquirido depois de anos escutando tudo que é tipo de lamentações. E também era bom em dar conselhos, embora às vezes fosse um pouco egocêntrico e arrogante. Shun, o irmão de Ikki, sempre ria ao  imaginar o irmão mais velho   sendo um Psicólogo.

E quando realmente pensava sobre o assunto, em relação aquela profissão tão importante, Ikki torcia  nariz a contragosto. Psicologia não ia ser uma boa área para ele. Ele era muito arrogante e grosso as vezes. Iria afugentar possíveis clientes ao escutar problemas tão ilógicos em sua percepção.

Voltando a realidade e atento ao cliente, Ikki aproximou-se, silencioso, com um pano em mãos fingindo limpar o balcão próximo de onde o homem estava. O cliente encarava as garrafas com um olhar de cachorro que caiu da mudança, indeciso entre tantas opções.

_ Quero um Whisky. - Ele balbuciou. E quando Ikki fez menção de pegar o destilado ouviu um suspiro frustrado.

_ Mas estou de carro e tenho trabalho amanhã...

Ikki achou engraçado a forma como o homem se portava. Parecia uma criança pequena em uma loja de brinquedos, perdido em meio a tantas opções. Através do semblante sério de seu cliente, Ikki podia ver a imagem de um homem casado emocionalmente. Ouviu alguns resmungos vindo do homem que, no momento, esfregava o rosto em sinal de irritação.

_ Se o senhor me permitir, posso indicar excelentes coquetéis sem álcool. - Pronunciou-se Ikki, anunciando sua presença ao homem que ergueu a cabeça e o encarava indiferente. As íris dos olhos  pareciam dilatadas, com apenas um fino cordão azul em uma imensidão de verde, lembrando-o a uma rara e extraordinária Atacamita. Olhos tão intensos e extremamente belos, embora melancólicos.

_ Não. Não quero nada doce. Me traz algum drink forte com refrigerante, não tô afim de ficar bêbado.

_ Não é recomendável misturar refrigerantes e destilados. O índice de embriagar-se mais rápido é alto. Agora se realmente desejar posso preparar um coquetel de Rum e Guaraná. - Ikki volveu, atento às constantes alterações de humor do homem. Ora ele parecia um cachorro abandonado, outrora parecia revoltado e arisco. - “Esse vai dar trabalho.”

_ Um Gin-Tônico. - Resmungou o homem, balançando a mão com displicência.

_ Sim, senhor. Algo mais? -  Disse solicito ao cliente.

_ Só isso, por enquanto.

Virando-se de costas e começando a preparar o drink, Ikki permaneceu atento ao homem através do reflexo no espelho do bar. O homem parecia inquieto, tenso e contrito. E quando virou-se para entregar a bebida, notou o olhar fixo do cliente em direção a um casal sentado a uma mesa próxima. Franzindo o cenho e ignorando todas as observações anteriores, Ikki analisou se o homem à sua frente era um daqueles déspotas hipócritas que pensam que a união homoafetiva é uma afronta a Deus, ou qualquer coisa do gênero. Ikki já tinha perdido as contas de quantas vezes teve que, literalmente, socar um cliente homofóbico e jogá-lo na sarjeta da rua. Mas para o seu alívio o homem voltou sua atenção para o balcão do bar, seus olhos verdes brilhantes e oscilantes, como se tentasse com esforço não derramar nenhuma lágrima.

Não importa em quanto pedaços o seu coração foi partido, o mundo não irá parar, para que você o conserte. O mundo vai continuar girando, em um ritmo constante, enquanto você sofre em silêncio até que a dor vá embora.

Era sempre assim.

_ “Por que o amor é algo tão doloroso?” - Pensou pesaroso, lembrando-se de seu passado. - Coração partido?

_ O quê?

_ As pessoas não vêm até aqui em uma terça feira para embebedar-se, e quando vem é para algum tipo de comemoração. Entretanto, sempre existem aqueles que, independente do dia da  semana, precisam fugir de alguma coisa ou no caso se esquecer. - Finalizou, colocando a bebida em cima do balcão.

_ Você sempre tem o costume de lidar com bêbados de coração partido?

Por essa pergunta Ikki não esperava. Dificilmente ele conseguia ter uma conversa lúcida com alguns de seus clientes. Ficou calado um segundo, pensando no que iria dizer e analisando em média quantos clientes de corações partidos ele atendia no bar.

_ Em um mês? - Indagou retoricamente, arqueando  as  pestanas.  - Ao menos uma vez por semana, me aparece um pobre coitado totalmente aos frangalhos. Mulheres podem vir a serem cruéis quando querem.

_ Os homens também… - Murmurou baixinho engolindo o restante da bebida em um único gole. - Me traz outro, mais forte dessa vez.

Aquele comentário, feito em um muxoxo pelo homem, não passou despercebido por Ikki que em um acenar limpou as mãos preparando-se para preparar o coquetel.

_ Algo mais?

_ Não.

Depois do miúdo trocar de palavras, Ikki deixou o homem quieto pelo resto da noite. Aparentemente, ao contrário dos outros tipos de bêbados que costumava atender, o homem de terno era o tipo de bêbado sóbrio: aqueles que podiam beber a noite inteira e a sua lucidez estaria intacta. Ikki adorava os bebado sóbrios, pois esses nunca davam trabalho.


Na medida em que as horas iam passando o seu expediente ia chegando ao fim. Estava quieto, perdido em pensamentos organizando os copos quando alguém o chamou despertando-o de seus devaneios.

_ Ikki, você acha que aquele ali  vai dar problema? -  perguntou o gerente, dando uma singela jogada de cabeça em direção ao homem que bebia desde as oito da noite.

_ Hum. Eu não sei, acho que não. - Disse dando de ombros. - Por que?

_ Quer que eu o avise que estamos fechando?

_  Não. Eu aviso. - Volveu, andando em direção ao homem angustiado no balcão do bar.

Após o elegante homem sair na alta madrugada, Ikki se perguntou se o cara ia conseguir dirigir depois de beber por quase seis horas.

Depois de alguns dias o homem apareceu novamente, mas desta vez mais ameno e menos rígido. Ikki se indagou se o fato de ser sexta feira faria alguma diferença na mudança quase imperceptível no humor daquele misterioso homem. E como da primeira vez, o homem apareceu, sentou-se no balcão e começou a beber até a alta madrugada.

Com o decorrer das semanas, Ikki teve a oportunidade de atender várias vezes o misterioso homem de coração partido. Ele vinha por volta das oito da noite, em seu terno impecável, provavelmente vindo direto do trabalho e sentava no mesmo lugar de sempre.

Sempre que o via, Ikki ficava se perguntando que tipo de trabalho o cara tinha.

_ “Advogado​ é o mais provável que seja, embora ele não fale muito. Advogados sempre são faladores. Contador, talvez? Não, essa cara não é de um nerd viciado em números. Professor de universidade? Qual a universidade mais próxima de Lavrion? Não, não é professor. Médico, talvez… Não, médicos não usam terno. Empresário, quem sabe?...”

Mil perguntas circulavam a mente de Ikki. Não que fosse um curioso, pelo contrário ele odiava curiosos. Mas em seu ramo de trabalho, observar e atender as pessoas às vezes deixava Ikki cheio de perguntas. E muitas vezes Ikki tentava construir o perfil de cada cliente regular que atendia, sempre observando hábitos e peculiaridades. Esse era outro de seus hábitos​ estranhos. Porém, o novo cliente,  até o presente momento, parecia ser indecifrável. O cara não demonstrava suas emoções, tirando a primeira noite em que Ikki o serviu. E mesmo quando Ikki começava a formar um padrão, o cara aparecia e mostrava que, provavelmente, Ikki estava errado. Como nas vezes em que o homem solicitava algum acompanhamento junto a bebida. Era notável que o seu mais novo cliente não bebia para ficar embriagado, pois sempre que solicitava um novo drink e coquetel, ele se monitorava. As vezes aproveitando​ o sabor de cada bebida.

Durante um mês Ikki atendeu e serviu o homem em terno, às vezes trocando miúdas palavras com ele sobre coisas mundanas. Até que, na última sexta feira do mês, Ikki viu uma mudança abrupta no comportamento sempre elegante  e impecável homem de terno.

E como em todas as vezes em que veio, o homem sentou-se no balcão e fez um sinal para que Ikki o atendesse.

_ Olá. - Ikki saudou atrás do balcão, sempre prestativo e receptivo.

_ Me dê Ouzo. - Pediu o homem rapidamente, ignorando completamente a cortesia do bartender atrás do balcão.

_ Pensei que estivesse em abnegação de bebida alcoólica? - Ikki disse com um riso fácil nos lábios.

_ Mudança de planos​. Hoje eu realmente preciso de uma coisa forte.

_ OK! Um momento.

Quando a bebida foi posta na sua frente, Ikki observou o homem a beber em grandes goles, como se sua vida dependesse do líquido viscoso. E quando a bebida chegou ao fim, notou um ligeiro estremecer no corpo do homem.

_ Traga-me outro… - Balbuciou, erguendo o copo em direção a Ikki.

_ Sim. - Disse, balançando a cabeça em afirmação. - “Hoje será um daqueles dias…”

Pelo resto da noite Ikki permaneceu observando o homem bebendo, alternando entre​ Ouzo e Tsipouro. Às vezes a tentação de perguntar ao homem o que estava acontecendo rodeava Ikki, mas, então sua curiosidade se dissipou por completo  quando sua consciência lhe dizia que a vida do cara não era da sua conta.

Quando deu o horário de fechar Ikki viu o gerente do bar aproximar-se do homem embriagado encostado ao balcão. Seu chefe murmurou algo e então o cara saiu aos tropeços do estabelecimento. Ao sair do local uma lufada de ar frio bateu no rosto de Ikki, queimando suas faces. Em busca de calor Ikki fechou o casaco até o pescoço, puxando do bolso um cigarro e isqueiro, atento e ansioso para tragar o fumo quando um num momento de distração tropeçou em alguma coisa na calçada.

_ Mas que… - Bradou, a procura do objeto que quase o fez cair no chão. Parou abruptamente agachando-se em direção ao corpo caído no chão,coberto por neve, ao notar quem era. - Ei! - Chamou, sacudindo levemente o homem desacordado. Quando não obteve resposta Ikki tratou de olhar a pulsação do cara e ficando aliviado ao ver que o homem ainda estava vivo.

Olhando ao redor em busca de ajuda, Ikki praguejou ao ver que a rua estava deserta. As pessoas do bar já tinham ido embora, e isso incluía seu gerente. Ikki não fazia a menor ideia do que fazer quando ao longe viu um carro branco passar entre as ruas. Agachando-se ao lado do corpo desfalecido Ikki começou a vasculhar os bolsos em busca de alguma informação útil ou algo que pudesse ajudá-lo a sair dessa enrascada.

Uma chave de carro, celular bloqueado e a carreira foi tudo que Ikki encontrou. Frustrado e começando a perder a paciência Ikki puxou do bolso de sua jaqueta o celular e começou a discar para chamar um táxi. Enquanto esperava o taxista, Ikki voltou sua atenção ao seu cliente bêbado.


_ Hei, amigo, qual seu nome? - Perguntou, dando tapas no rosto do homem. - Ei, acorda!


_ Foi você que solicitou o táxi? - A voz do outro lado da rua fez  Ikki se sobressaltar, olhando ao redor assustado.


Um Toyota Prius branco estava parado do outro lado da rua, com o pisca alerta ligado.


_Ah, sim! - Engoliu em seco, levantando do chão, passando a língua nos lábios já ressecados por causa do frio intenso. - Você poderia levar ele? - Apontou para o homem caído ao chão atrás de si.


_ Sabe o endereço? - Perguntou o taxista impaciente.


_ Estou tentando descobrir.

_ Amigo, chama uma ambulância.

_ Ele não está doente. Só está desacordado, ambulância não pega bêbados.  - Rebateu Ikki começando a ficar irritado.

_ Então liga para polícia! Se não sabe quem ele é, é o melhor que pode ser feito. -  O taxista gritou de dentro do carro, arrancando o veículo  e deixando Ikki sozinho com seu desacordado cliente no meio da noite fria.

_ Porra! - Grunhiu, passando a mão pelo cabelo em um gesto nervoso, olhando para o cara caído.

Estava começando a nevar de novo e Ikki estava preocupado de pegar uma pneumonia ou o pior, como ver o homem morrer congelado. Voltando ao chão, ajoelhou ao lado do corpo desacordado e procurou pela chave que havia visto.

_ Se eu não sei onde você mora, você terá de vir comigo, cara. - Murmurou desativando o alarme da Land Rover estacionada a poucos metros  de onde estavam. E juntando toda a força que seu corpo poderia prover Ikki ergueu o cara de qualquer jeito e saiu arrastando-o pela rua a fora. Depois de alguns minutos tentando colocar o homem dentro do carro, Ikki entrou no lugar do motorista e saiu em direção a seu apartamento.

Ao chegar em frente ao seu prédio, Ikki, em um último esforço, tentou acordar novamente o cara.

_ Você está, literalmente, morto para o mundo. - Bufou, saindo do carro, dando a volta no veículo e abrindo a porta do passageiro.

Com cuidado começou a tirar o cara do carro, puxando pela calçada e fazendo a proeza de abrir o portão e entrar, evitando deixar o homem cair no chão. Após muito esforço e três andares de degraus Ikki conseguiu chegar a porta do seu apartamento, abrindo-a, entrando e trazendo o corpo pesado consigo e deixando ele no carpete da minúscula sala.

_ Eu vou querer uma boa e gorda gorjeta no bar, depois de passar por todo esse maldito sufoco! - Resmungou olhando para o corpo caído em seu tapete. E só então sua ficha caiu: _ Caralho!!!

Ikki não tinha um sofá. Tinha apenas uma poltrona confortável que sequer cabia ele sentado quanto mais um homem daquela estrutura que dormia em seu carpete.

_ Você não vai se importar de dormir com outro cara, né, amigo? - Perguntou, arqueando a sobrancelha para o cara inconsciente.  - Bem, quem cala consente! - Deu de ombros, arrastando seu mais novo parceiro pelos pés e andando até o quarto.

Após retirar o grosso casaco  e pertences pessoais, ajeitando o homem na cama, Ikki sentou-se no leito observando o belo pedaço de bêbado em sua cama.

_ Eu realmente espero ser recompensado, por meus bons feitos, amanhã. - Murmurou enrugando o nariz, cansado demais. Na cabeceira da cama estavam a carteira e o casaco, pegando a carteira Ikki vasculhou os pertences do homem a procura de qualquer informação sobre seu cliente bêbado desconhecido.

_ Kanon Stavros Vikélas. Hum.. Nome chique… - Murmurou com ironia. - O que você é? Algum herdeiro de família rica? Empresário? - Disse virando-se para encarar o homem em sua cama. - Você está mesmo morto, ein…

Guardando os pertences de Kanon e os colocando na mesa, Ikki rumou em direção ao banheiro. Após tomar um banho quente e vestir uma roupa confortável, ajoelhou-se no leito macio empurrando Kanon para o canto e construindo uma muralha de travesseiros entre eles. Após ajustar Kanon e providenciar um grosso e quente cobertor, Ikki deitou-se apagando a luz do abajur ao lado da cama. Caindo rapidamente no sono.

O sonho começou estranho. Ikki estava deitado na cama, sua cama, com alguém por cima de seu corpo. Os beijos eram calorosos e cheios de paixão. As mãos de Ikki circularam o corpo duro, deslizando-as por cima do tecido, dando ligeiros apertões na carne firme. Seu quadril movendo-se, criando uma fricção gostosa com os do seu parceiro.  Ikki gemia com rouquidão, soltando suspiros estrangulados, quando seu amante puxou seu calção até os joelhos e tomou seu pulsante e rijo falo na boca, sugando e chupando com gula.

Erguendo os quadris para cima, em busca por mais contato, o corpo de Ikki tremeu, suando frio, a sensibilidade crescendo em seu âmago. O homem de seu sonho brincava consigo, chupando com fervor o seu pau, sugando com verdadeira gula cada gota de prazer que Ikki poderia prover. Outrora seu amante ousava passar a língua por toda a extensão de seu falo, mordiscando, vagueando a língua pela glande e fazendo ligeira pressão.


Um gemido baixo, cheio de tesão, saiu do fundo da garganta de Ikki quando o seu amante começou a bombear-lo de forma rápida enquanto distribuía beijos cálidos em partes sensíveis.

_ Isso! Continue… - Implorou entre murmúrios  e gemidos, arqueando ainda mais os quadris em busca de mais prazer.

Ikki tentou ver o rosto de seu amante, mas seu sonho parecia nublado. Um tremor passou por seu corpo e algo se manifestou. Ikki não tinha ideia do que era, mas em sua cabeça sinais em vermelho insistiam, piscando,  tentando o alertar de que alguma coisa estava errada. Entretanto, aquilo estava tão bom. Aquele sonho era tão gostoso e erótico. Seu amante era tão fervoroso.

_ Me fode… Vamos, me fode rápido! - Gritou, quando um dedo ousou adentrar em seu canal.

Como se ouvisse seu pedido, seu misterioso amante enfiou mais dois dedos. Ikki grunhiu, mordendo os lábios e abafando um gemido. Os dedos sondando seu canal, invadindo e explorando, atingindo todas as suas terminações nervosas e sensíveis que aquele lugar poderia ter. No ritmo do seu parceiro, Ikki começou a movimentar o quadril de novo, entrando em êxtase quando o dedo tocou seu ponto imaculado. Ikki se derreteu entre lençóis, deliciando-se com a massagem prostática em sua bunda e a chupada fenomenal que seu pau recebia.

Quando seu corpo começou a dar sinais de entrega Ikki relaxou, sentindo as ondas de prazer tomar conta, o levando a loucura.

_Ah.. Caralho… Porra! - Grunhiu, extasiado com o gozo alucinante em que acabara de ter.

Desfalecido, e nu da cintura para baixo, Ikki estremeceu quando seu amante abandonou seu sexo e o frio da noite começou a esfriar seu corpo quente. O peso em seu peito fez Ikki  abrir os olhos e recuar, soltando um grito estrangulado, quando Kanon o segurou pelo pescoço e tomou  sua boca em um beijo exigente e arrebentador a ponto de deixá-lo sem fôlego. Colocando as duas mãos no tórax de Kanon e empurrando para cima Ikki quebrou o beijo, estando zonzo pela falta de ar e principalmente pelo clímax que acabara de ter.

Havia feito sexo com um cara que sequer conhecia. Pânico o assombrou e Ikki começou a suar frio, recuando para trás até que seu corpo tocou a cabeceira da cama. Não havia para onde fugir, não quando Kanon se aproximava como um felino próximo a dar um bote.

_ Espere… - Grasnou baixo, sua boca rente a boca de Kanon. O gosto de bebida alcoólica presente em sua boca, assim como o leve sabor agridoce de seu próprio gozo.

_ Por que? - Disse Kanon, sua voz rouca e embargada de desejo. A luz fraca da rua  entrava no recinto, contornando as feições masculinas do rosto grego, deixando-o com ar misterioso. - Você quer… E eu também.

Com audácia Kanon apertou o membro já desperto de Ikki, acariciando-o com  lentidão. Virando o rosto para o lado, fugindo daqueles lábios vorazes, Ikki gemeu quando Kanon mordeu a pele sensível de seu pescoço.

_ Merda, Kanon! - Praguejou Ikki, tentando sair do aperto daqueles braços fortes. - Não me faça te machucar!


_ Você jamais faria isso. - Disse, descendo a boca pela pele quente, sugando,  mordendo. Espalhando várias carícias com a língua  no corpo acanelado, fazendo Ikki perde a compostura.

_ Não…! - Bradou, começando uma luta com o homem bêbado que aos poucos ia vindo para cima de si.


_ Pare! Pare com isso! Cacete! - Rebateu Kanon, segurando com firmeza os braços de Ikki, que teimava em lhe bater e empurrar. - Eu te quero, porra! Eu quero tanto você… Droga! Ver você todos os dias e não poder tocar, sentir você… É uma tortura.


A voz de Kanon saiu estrangulada e afoita, repleta de remorso e sentimentos. A camisa social branca estava amassada e entreaberta, mostrando um pouco do peito másculo que subia e descia em ritmos erráticos.


_ Por favor, não me rejeite … - Suplicou Kanon, levando uma das mãos de Ikki até a boca para dar um casto beijo. - Eu preciso ter você, não só hoje e não só amanhã, mas todos os dias. Não me rejeite… Eu não sei se suportaria outra rejeição...

Dúvidas iam e vinham na mente de Ikki. O jeito suplicante, cheio de alento, do homem à sua frente faziam o baixo ventre de Ikki embrulhar. Em seu íntimo, Ikki sabia que aquelas doces palavras não eram para si. Entretanto, em seu peito, uma doce sensação calorosa começava a se manifestar.

Sua razão estava sendo mandada às favas… E emoções aos poucos começavam a tomar conta de seu corpo.

Soltando o ar dos pulmões pela boca, Ikki permaneceu calado, observando o homem amoroso em cima de si. Medo, resistência,  ansiedade, desejo e empatia percorreram cada parte de seu ser. Criando uma mistura de emoções e sensações. Kanon estava completamente desesperado… Miséria acumulada, melancolia visíveis nas belas feições masculinas. E o olhar… era brilhante e repleto de desejo. Desejo puro e genuíno. Ikki podia sentir em seu corpo, o fervor crescendo, a vontade de ser amado novamente depois de tanto tempo.


Então, sua boca fora mais rápido que o pensamento e a razão…E que se danasse sua razão. Ikki queria aquele homem, e já que ele estava implorando… porque não aceitar o que lhe era oferecido?

_ Sim. - Concordou Ikki. Sua voz saindo com alento, baixa, quase inaudível até mesmo para ele. - Sim. - Voltou a confirmar, indo até Kanon  e encontrando sua boca na dele. Passando os braços envolta do pescoço de Kanon, agarrando-se a ele, como se sua vida dependesse daquele homem desconhecido.

Tanto tempo sozinho… Sentir outro corpo, outro cheiro, outro gosto. Ikki estava extasiado, entrando em puro delírio.

O beijo começou suave, as línguas se tocando, em uma singela  exploração. Ikki, em busca por mais contato, começou a desabotoar a camisa que seu amante usava retirando-a para jogar em um canto qualquer. Quando o beijo findou brevemente ambos de encaravam, a respiração afoita e calorosa se misturando. Os lábios de um tão próximos do outro.

Incerteza pairava em Ikki. Ele queria aquele homem, entretanto um peso em sua consciência estava começando a incomodar. Não era certo aproveitar de um homem bêbado e muito menos o homem bêbado tirar proveito de sua boa ação.

Mas… Os dois queriam, certo?

Com zelo Kanon tocou a barra da blusa que Ikki usava, levantando-a, e como se seu corpo tivesse vida própria Ikki ergueu os braços dando liberdade para que Kanon lhe retirasse a veste. Completamente nu Ikki voltou a se deitar na cama, abrindo as pernas para que Kanon pudesse se colocar entre elas e lhe cobrir  o corpo com o corpo dele.

_ Tire a calça. - Pediu Ikki, voz rouca, tocando a braguilha da vestimenta social e abrindo-a para enfiar a mão dentro realizado uma singela massagem.

Atendendo ao seu pedido Kanon retirou a calça e quando fez menção de tirar a cueca Ikki tomou a liberdade de ajudar, puxando o tecido pelas coxas bem torneadas, e  tirando proveito da situação, deslizando suas mãos pela pele macia. E quando a cueca saiu Ikki a girou na mão esquerda, brincando com o tecido.  

_ Vai ficar brincando com isso ou vai querer brincar com isso aqui… - Kanon provocou, investindo seus quadris contra o falo enrijecido de Ikki e criando uma gostosa fricção pele contra pele.

O tecido em suas mãos fora jogado para cima, caindo em algum canto do quarto. Ikki queria ter as mãos livres para tocar todo aquele corpo que parecia uma obra divina dos Deuses. Vagueando pela pele quente e sensível Ikki escovou os mamilos de Kanon com os dedos, e eles endurecem imediatamente.

_ Deus, isso é bom… - Volveu, fechando os olhos, aproveitando a  gostosa carícia.

Adorando aquele íntimo contato Ikki abriu mais as pernas, cruzando-as na bunda de Kanon,  retrucando a provocação. Seus paus se tocando, em uma deliciosa felação.


_ Quero fazer amor contigo… - Pediu Kanon ao pé de ouvido de Ikki, distribuindo molhados beijos na curvatura do pescoço moreno.

_ Faça. - Ikki arfou, em deleite.

_ Acessórios?

_ Cabeceira, gaveta esquerda. - Balbuciou, apontando para o local onde estava o lubrificante e foi quando algo importante lhe passou em mente. - Estou sem preservativos.

_ Dormiu com alguém? - A voz de Kanon saiu estranha, como se houvesse um resquício de ciúme, leve irritação. Inquisitiva e curiosa.

_ Não…

_ Então, não teremos problemas. - Kanon sibilou, afastando-se para puxar Ikki para baixo pelos tornozelos. Aquele jeito brusco e nada cavalheiro apenas fez Ikki ficar mais excitado. - Eu também não. Agora, cale-se e me deixe fazer amor com você. -  Disse Kanon, ajoelhando-se e posicionando-se entre as pernas de Ikki, enquanto se masturbava cheio de luxúria.

Ikki sorriu ao ver aquele homem desconhecido e tão bonito se masturbando e completamente duro. Kanon sabia como deixar Ikki no ápice do desejo, despertando com fervor toda a libido que, por anos, estivera acumulada.

_ Levante a perna. - Sussurra Kanon, bêbado de desejo.

Sem reclamar Ikki levanta o joelho e Kanon se posiciona,  apoiando-a sobre os ombros, massageando as coxas torneadas alcançando aquele local íntimo de seu amante. Usando sua mão livre Kanon puxa alguns travesseiros para baixo, dando todo conforto ao moreno. Em seu íntimo Ikki gostou daquele singelo zelo.  Kanon  leva os lábios até o pau de Ikki, começando a chupa-lo novamente. Ikki solta um suspiro. Lambuzando o dedo com lubrificante e atento às reações do outro, Kanon introduz o primeiro dedo no orifício apertado. Ikki retrai o corpo, soltando uma suave exclamação perante aquela invasão.

A resistência do corpo de Ikki, perante aquela súbita invasão, era clara e puramente prazerosa. Kanon entrava e saia do canal apertado com ferocidade, fazendo Ikki gritar de prazer quase a ponto de enlouquecer. As estocadas de Kanon eram firmes, duras e diretas.

_ Relaxe…

Tomando uma respiração lenta Ikki se remexe na cama, a procura de uma confortável posição. Kanon continua a brincar com o  buraco de Ikki, entrando e saido, enfiando o dedo com destreza, enquanto distribuía molhados beijos por toda aquela região sensível entre as pernas morenas.

_Oh...porra… - Silva Ikki, levantando os quadris quando Kanon toca sua próstata. - Kanon…

Com ousadia Kanon enfia mais um dedo, girando, brincando, provocando. A constante e afoita sucção em seu membro intumescido, a ponta rombuda do dedo de Kanon esfregando em seu canal apertado. A tensão em seu corpo acumulando-se em níveis extremos.

_ Chega… - Ikki adverte, puxando Kanon pelo cabelo, fazendo-o parar, inebriado pelos prazeres carnais que lhe acometia o corpo. - Eu vou gozar se continuar provocando, porra.

Um nó de prazer vai crescendo e crescendo dentro de Ikki, formigando, criando fornicações em suas pernas e pés, fazendo-o perder por completo toda a noção de tempo e espaço. Kanon, ciente do estado miserável do leonino, abandonou a massagem e endireitou o corpo, erguendo-se e posicionando seu falo túrgido na entrada de Ikki e entrando com um solavanco, sem aviso, sem zelo.

_ Ok. — Kanon ajustou sua posição, ajoelhado atrás Ikki e agarrou seus quadris.

Soltando um grito de surpresa, Ikki apenas alimentou o desejo de Kanon em fazê-lo gritar novamente e novamente. Ikki não podia negar o quão malditamente incrível era ter Kanon dentro de si, e o quanto ele estava gostando de trepar com Kanon sem sentido.

_Foda-se, eu amo ouvir você fazer esses barulhos.

_Porra! - Ikki grita, ao ser invadido com uma força além do que esperava.

_ Relaxe… - Pediu solenemente Kanon, sobrepondo o corpo convulsionando  abaixo do seu.

_ Difícil relaxar quando tem algo gigante em meu rabo! - Bradou Ikki, contorcendo-se e gemendo a cada movimento que Kanon fazia, procurando ficar confortável.

Rindo, Kanon beijou o pescoço de Ikki para em seguida tomar-lhe a boca. Ikki abriu mais as pernas quando Kanon começou a se mover em um ritmo lento, aumentando a batida contra a bunda deliciosamente apertada, a cama se movendo abaixo deles e batendo com força contra a parede. A respiração quente de Kanon, bem ao lado do ouvido de Ikki, o faz ofegar.

Diminuindo o ritmo, apenas  ondulando seus quadris de forma branda contra Ikki, Kanon se inclina para tomar a boca melindrosa, embrulhando uma mão ao redor do pênis de Ikki enquanto se alinhava com a outra e empurrava nele, arrancando outro suspiro surpreso dele.  Observando enquanto o fodia e o masturbava.

Doía, ardia. Era prazeroso, gostoso… Uma mistura louca de tantas sensações. Um doce paraíso. Kanon era o epítome do Deus do sexo e Ikki não sabia por quanto tempo mais iria aguentar todo aquele fervor e intenso prazer que, a cada batida em sua bunda, crescia mais e mais.

Kanon se afastou o suficiente para armar as pernas de Ikki sobre os ombros e passou os braços ao seu redor, sua virilha batendo contra a bunda glútea, girando os quadris  enquanto  se esforçava para continuar batendo próstata de Ikki. A testa enrugada de Ikki estava coberta de suor, sua boca aberta com os mais deliciosos sons que saiam. Kanon se inclinou, seu peso forçando-o profundamente dentro de Ikki. Ele cerrou os dentes enquanto se movia mais rápido, suas estocadas curtas, mas duras.

_ Oh, foda-se… - Kanon grasnou, ávido pelo clímax iminente. - Radamanthys.

Ikki estancou, congelando. Todo o clima quente evaporando de seu corpo. Um frio assolando todo seu baixo ventre ao ouvir aquele nome. Kanon em um ímpeto saiu e entrou com força, fazendo-o gozar.

_O que… Kanon! - Ikki gritou, sua libertação fazendo seu corpo se contrair em torno do pau de Kanon e tirando o orgasmo dele. Seu corpo tremendo pelo momento de êxtase. Porém sua consciência pesando, ao raciocinar o que acabara de ouvir.

_ Radamanthys… - Kanon gemeu entre soluços de prazer.

Os quadris de Kanon perderam todo o seu ritmo, sua respiração saindo irregular e o suor escorrendo pelas costas quando perdeu o controle. Sua liberação cresceu e se chocou contra ele, um rugido feroz subindo por ele quando derramou dentro de Ikki, seu corpo tremendo, calafrios passando por seu corpo, fazendo-o estremecer.

Respirando com dificuldade, tentando compreender o que diabos havia acontecido, Ikki permaneceu quieto, procurando estabelecer sua respiração. O nome que Kanon havia dito, aquilo fez seu coração dar uma fisgada.  Atordoado pela neblina pós sexo, Ikki apenas ficou encarando o homem em cima de si. Perplexo pela estranha situação que o acometera.

Silêncio se estende entre eles, um silêncio estranho pesado. Aquela foi a melhor transa que Ikki já teve e também fora a pior.  Kanon, extasiado pelo orgasmo arrebatador que tivera, apoia o braço na cama, ao lado de Ikki, respirando em golfadas pesadas. Fechando os olhos Ikki toma uma respiração lenta, pensando o quão idiota ele era.

_ Você está bem?

A voz suave de Kanon faz Ikki despertar de seus pensamentos. Chateado e preferindo não  responder Ikki sai da cama, desvencilhando dos braços grandes que o prendia contra a cama, furioso consigo por ter transado com um cara bêbado, indo em direção ao banheiro. Uma ducha fria iria resolver o seu problema. Ikki precisava tirar aquele cheiro, aquele sêmen de sua pele. Ao voltar para o quarto Ikki observa o homem desmaiado e dormindo profundamente no meio a bagunça de lençóis e colchas. O cansaço começava a manifestar-se em Ikki. Contrariado e sem opções Ikki volta para cama e deita-se ao lado de Kanon, evitando o máximo possível de contato.

Durante a noite, em algum momento, Ikki permitiu-se ser agarrado por trás. Kanon o trouxe para perto, em um aperto envolvente e cheio de ternura. Cansado demais para lutar ou sequer movimentar-se Ikki relaxou nos braços ternos, aproveitando aquele gostoso chamego pós sexo. Ikki jamais se esqueceria daquela noite fria, em que a neve não deu trégua durante todo o dia, onde o seu cliente elegante o atacou cheio de remorso. Os olhos anuviados de amor e o coração aos frangalhos, sussurrando em seu ouvido o nome de outro homem após um intenso clímax.

Radamanthys…

Aquele nome lhe era estranho e  não era o seu. Por um mísero instante, após tanto tempo sozinho, Ikki queria ser o homem pelo qual seu adormecido cliente clamava com paixão.

Por que sofremos tanto por amor?

Essa era uma das perguntas que Ikki vinha tentando achar a resposta, durante anos, e nunca conseguia a resposta.


Continua...

Notas Finais


E aí? Como foi? Bom? Ruim? Mediano? Hahahaha

Eu sou péssima com lemons. Sou uma romântica e prefiro cenas mais fofinhas. Espero que nada tenha ficado estranho... Hahahaha

PS: A pessoa aí deve estar se perguntando: como caraios o Kanon transa com o sujeito e não se recorda de nada na manhã seguinte? Resposta: eu não sei! Hahahaha Mas eu conheço um casal adorável que se conheceram assim. Ou quase... Acho que não rolou sexo! Hahahaha

É, isso! Vou deixando vocês aqui... Se matutando: onde diabos está o Radamanthys, Noire?

Bem, o Radamanthys logo dará as caras. Até lá, um bom final de semana a todos.
Beijinhos e até o próximo capítulo.
Byee..


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